quinta-feira, 26 de março de 2015

Espessura do gelo na Antártida diminuíu 20% em 20 anos


A espessura do gelo flutuante em torno da Antártida, que age como uma proteção contra o afundamento dos glaciares permanentes que cobrem este continente, reduziu-se 20% em alguns locais nas últimas duas décadas e o fenómeno está a aumentar.

A informação foi conhecida hoje, depois de divulgado na edição em linha da revista Science um estudo, efetuado a partir de dados provenientes de medidas por satélite da Agência Espacial Europeia, feito entre 1994 e 2012, sobre a forma como os gelos da Antártida respondem ao aquecimento global.

Estas barreiras de gelo permanentes têm em média entre 400 a 500 metros de espessura e podem estender-se por centenas de quilómetros ao largo das costas da Antártida.

Fonte: http://visao.sapo.pt/espessura-do-gelo-flutuante-em-torno-da-antartida-reduziu-se-20-em-20-anos=f814762

Vacina brasileira contra a dengue pode estar disponível no ano que vem

A expectativa do Instituto Butantan, responsável pela vacina, é que se encerre o período de teste de imunização nos humanos a partir do fim de 2015


A vacina que está sendo testada pelo Instituto Butantan é capaz de imunizar as pessoas contra quatro tipos de vírus da dengue (Wikimedia/Reprodução)
A vacina que está sendo testada pelo Instituto Butantan é capaz de imunizar as pessoas contra quatro tipos de vírus da dengue
 
Pesquisadores do Instituto Butantan estão solicitando à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para antecipar a última fase de testes clínicos – ou seja, a apliação em humanos – da vacina contra a dengue, que vem sendo desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Segundo os coordenadores do estudo, seria possível abreviar em até dois anos o processo de desenvolvimento do imunizante, caso a autorização seja concedida. Se os testes forem positivos, a vacina poderia estar disponível para a população já em 2016.

"Estamos tendo excelentes resultados com os ensaios clínicos de fase 2 e queremos apressar o processo para disponibilizar mais rapidamente a vacina para a população. A epidemia está tão grande que a eficácia do imunizante seria rápida e claramente demonstrada", diz Jorge Elias Kalil Filho, diretor do Instituto Butantan. Ele conta que já apresentou a ideia à vice-diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Marie-Paule Kieny.

O diretor do Butantan lembrou ainda, que, diante da epidemia de ebola que atingiu a África em 2014, os ensaios clínicos de algumas vacinas candidatas foram acelerados graças a um mecanismo regulatório conhecido como "fast-track", que permite em casos de urgência epidemiológica acelerar as avaliações e, até mesmo, realizar duas fases de testes simultaneamente.

Pesquisadores do Instituto Butantan querem antecipar a última fase de testes da vacina contra a dengue, para que chegue à população em 2016 (Instituto Butantan/Divulgação)
Pesquisadores do Instituto Butantan querem antecipar a última fase de testes da vacina contra a dengue, para que chegue à população em 2016
 
Até o momento, a vacina contra a dengue já foi aplicada em cerca de 150 voluntários (outros 150 receberam placebo) e não houve registro de reação adversa grave. Os ensaios para avaliar a resposta imunológica ainda estão em andamento; porém, na avaliação de Kalil, há dados suficientes para garantir que a vacina é segura o suficiente para avançar até a terceira etapa de testes, inicialmente prevista para começar no fim de 2015.

"Na etapa A da fase 2 aplicamos a vacina em 50 voluntários de 18 a 59 anos sem contato prévio com o vírus. Agora, na etapa B, prevista para terminar em 30 dias, estão sendo vacinados outros 150 indivíduos na mesma faixa etária, sendo que parte já havia contraído dengue anteriormente", explica Alexander Roberto Precioso, pesquisador do Butantan.

Oportunidade

Além de aproveitar o excedente de 13 mil doses cuja validade é de um ano, outra razão para antecipar a fase 3, na avaliação de Precioso, é aproveitar o momento atual de alta circulação do vírus da dengue, o que permitiria comprovar a eficácia da vacina mais rapidamente.

"É preciso que os voluntários vacinados sejam expostos ao vírus para termos certeza da capacidade protetora da vacina. Isso poderia levar mais tempo em um período de baixa ocorrência da doença. Frente à situação epidemiológica que o país está vivendo, em particular a região sudeste e o estado de São Paulo, o Butantan está elaborando um programa específico com o objetivo de acelerar os testes", diz o pesquisador.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/encontrobh/atualidades/2015/03/26/noticia_atualidades,152772/vacina-brasileira-contra-a-dengue-pode-estar-disponivel-no-ano-que-vem.shtml

Terapia de estimulação cerebral profunda para Epilepsia Refratária reduz 69% das convulsões

Resultados revelam segurança, melhoria na qualidade de vida e redução das convulsões em doentes com epilepsia grave resistente ao tratamento.
 

A estimulação cerebral profunda (ECP) em adultos com epilepsia resistente ao tratamento (refratária) permite uma redução média de 69 por cento das crises epilépticas num período de cinco anos, revela agora o estudo SANTE (Stimulation of the Anterior Nucleus of the Thalamus in Epilepsy), a maior avaliação clínica sobre esta técnica.

Os dados publicados no Jornal Neurology (edições online e impressa de Março de 2015) incluem resultados de segurança, eficácia e qualidade de vida a longo prazo associados à ECP. O estudo revela ainda que esta técnica aplicada à epilepsia está associada a uma redução sustentada e estatisticamente significativa na frequência das convulsões em crises parciais e que permite uma melhoria ao longo do tempo (redução média de 41 por cento no primeiro ano e de 69 por cento a cinco anos).

Para além da redução do número de crises, este estudo evidenciou ainda que a resposta de sucesso à técnica (pacientes com redução de episódios de 50 por cento ou mais) foi de 68 por cento ao fim de cinco anos, relativamente aos 43 por cento no primeiro ano.

Ao longo dos cinco anos, 16 por cento dos pacientes relataram um período de pelo menos seis meses sem episódios de convulsões e foram observadas melhorias estatisticamente significativas na qualidade de vida e gravidade das convulsões. O evento adverso mais grave durante os cinco anos esteve relacionado com infecção no local de implante com uma taxa de dez por cento. Não houve mortes nem efeitos adversos relacionados com o implante do dispositivo. Os problemas associados ao implante do dispositivo foram reversíveis e esperados com este tipo de procedimento cirúrgico.

A terapia de ECP para epilepsia utiliza um dispositivo médico implantado cirurgicamente, semelhante a um pacemaker cardíaco, que por meio de impulsos eléctricos, estimula um alvo no cérebro chamado núcleo anterior do tálamo (NAT), que está implicado no circuito cerebral de propagação das crises. A ECP está aprovada em mais de 30 países, incluindo o Canadá, a Austrália, Portugal e outros países da União Europeia, como tratamento adjuvante para crises parciais em adultos diagnosticados com epilepsia refractária.

"Os últimos resultados do estudo SANTE revelaram dados importantes sobre os benefícios a longo prazo da terapia de ECP no NAT, e mostraram ser promissores para os pacientes com epilepsia parcial grave, resistentes a outros tratamentos e não-candidatos à cirurgia ressectiva", diz Vicenta Salanova, MD, Professora de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana e autora da publicação. "A eficácia do tratamento a longo prazo é fundamental para as pessoas que sofrem de epilepsia e é notório que a terapia de ECP está a ajudar os pacientes resistentes ao tratamento a alcançar a redução na frequência das crises e da gravidade das mesmas ao longo do tempo, levando ao mesmo tempo a melhorias significativas na qualidade de vida."

Estima-se que a epilepsia afete 50 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo aproximadamente 6 milhões de pessoas na Europa e 2,3 milhões de adultos nos Estados Unidos. Pelo menos 30 por cento desta doença é considerada refractária, sendo diagnosticada depois de dois medicamentos anti-epilépticos falharem no controlo das convulsões.

Fonte: http://www.bragatv.pt/artigo/3489

Autismo - Há uma nova variante genética que pode explicar a doença

Um estudo conduzido por Aravinda Chakravarti analisou famílias afetadas pelo autismo e pode ter aberto a porta a uma explicação da doença. Os resultados permitiram descobrir uma nova variante genética, rara, que afecta as sinapses dos neurónios.

O autismo pode ter origem nas mutações das sinapses. A teoria está a ser desenvolvida por uma equipa de cientistas da Universidade Johns Hopkins (EUA), liderada por Aravinda Chakravarti, e tem por base um trabalho cujo resumo foi agora publicado na revista Nature.

Richard Huganir, diretor de departamento de neurociência da universidade, salientou que os resultados “acrescentam novas evidências de que um funcionamento sináptico anómalo pode estar na base das anomalias cognitivas no autismo”.

Essas evidências foram apuradas após a análise e sequência genética de pacientes com autismo, de 13 famílias e a partir de uma base de dados, tendo sido identificados os quatro genes potencialmente responsáveis pelo autismo.

Refira-se que na seleção das 13 famílias foi tido em conta a presença de mais do que uma mulher com uma doença dentro do espectro do autismo: embora o sexo feminino seja menos propenso ao autismo, os efeitos são bem mais graves.

A teoria de Aravinda Chakravarti implicava que uma família na qual exista uma mulher autista tem maior probabilidade de conter fortes variantes genéticas da doença. De entre os quatro genes, o estudo centrou-se no CTNND2, uma vez que está situado numa região do genoma associada a outros problemas intelectuais.

Os investigadores concluíram que as mutações no gene alteram as sinapses neuronais, o que é “coerente com outras descobertas recentes que indicam que muitas mutações genéticas associadas com o autismo estão relacionadas com o desenvolvimento das sinapses”, como lembrou Richard Huganir.

Esta descoberta comprovou ainda que a equipa de cientistas está a seguir “um caminho fundamental”, como destacou Chakravarti: “Para elaborar novos tratamentos, necessitamos de ter um bom entendimento de como se produz a doença na sua origem”.

Os investigadores aprofundam agora as análises e comparações envolvendo os restantes três genes.

Fonte: http://www.ptjornal.com/saude/2015/03/26/autismo-ha-uma-nova-variante-genetica-que-pode-explicar-a-doenca.html

A NASA quer colher uma rocha num asteróide no início da próxima década

A missão inclui a colocação do pedaço de asteróide em órbita da Lua para poder ser explorado por astronautas.

Representação artística da nave ARM a colher um rochedo com os seus braços robóticos NASA  

A agência espacial norte-americana NASA decidiu lançar uma nave automática em 2020 para ir colher um naco de rocha num asteróide. O rochedo será a seguir arrastado e colocado em órbita lunar, onde os astronautas a poderão explorar, num primeiro passo para futuras viagens tripuladas para Marte, anunciou esta quarta-feira aquela agência em comunicado.

A NASA renuncia a assim a rebocar um asteróide inteiro, como tinha inicialmente considerado no âmbito da sua Missão de Redireccionamento de Asteróides (ARM, na sigla em inglês), lançada há três anos. “O conceito da missão foi aprovado e demos o sinal verde para iniciar a fase A”, disse Robert Lightfoot, responsável da NASA, durante uma conferência de imprensa telefónica.

“A ARM deverá permitir uma primeira demonstração de vários sistemas de voo espacial necessários para enviar astronautas para destinos remotos no espaço, principalmente para Marte”, salientou.

O lançamento da nave automática ARM, que será equipada com um motor a propulsão “solar-eléctrica” que está actualmente a ser desenvolvido, está previsto, em princípio, para Dezembro de 2020 e deverá chegar ao asteróide em 2022.

A NASA já seleccionou três asteróides potenciais – Itokawa, Bennu e 2008 EV5 –, mas continua à procura de outros candidatos, tendo aumentado em 65 %, desde a criação da ARM, a sua capacidade de detecção de asteróides cuja órbita passa perto da órbita da Terra. A agência tem até 2019, um ano antes do lançamento da nave ARM, para escolher o asteróide e considera que ainda irá identificar mais um ou dois candidatos até lá.

Uma vez na proximidade do asteróide escolhido, a nave ARM desdobrará os seus braços robóticos para colher uma rocha, cujo tamanho poderá atingir os quatro metros de diâmetro, na superfície do asteróide. A seguir, a nave rebocará a rocha para a colocar, após uma viagem de cerca de seis anos, numa órbita lunar estável. O custo da missão (sem ter conta o lançamento) deverá situar-se à volta de 1250 milhões de dólares (1150 milhões de euros).

Em 2025, a NASA deverá então enviar para o rochedo, a bordo de uma cápsula Orion, que já está em desenvolvimento, dois astronautas que irão explorá-lo, recolhendo amostras de material que deverão trazer de volta para a Terra. Esta fase da missão, prevê a NASA, deverá durar 24 a 25 dias.

A NASA tenciona ainda testar técnicas de desvio de asteróides que um dia poderão ser necessárias para salvar a Terra de uma colisão potencialmente catastrófica.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/a-nasa-quer-arrancar-um-rochedo-a-um-asteroide-no-inicio-da-proxima-decada-1690468

terça-feira, 24 de março de 2015

Grande Colisor de Hádrons poderá comprovar existência de outras dimensões


Um grupo de físicos levantou a possibilidade de que o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) poderia fazer uma descoberta que iria colocar seu triunfo anterior com o Bóson de Higgs no chinelo. Os autores sugerem que ele poderia detectar mini-buracos negros. Tal conclusão seria uma questão de enorme importância por si só, mas pode ser uma indicação de coisas ainda mais importantes.
  • LHC consegue produzir mini Big-Bang
Poucas ideias de física teórica capturam tanto a imaginação do público quanto a hipótese de outras dimensões, que propõem um número infinito de universos que diferem do nosso de formas grandes e pequenas. Essa ideia tem servido de inspiração para vários filmes e histórias em quadrinhos.

No entanto, segundo o professor Mir Faizal da Universidade de Waterloo (Canadá), “normalmente, quando as pessoas pensam no multiverso, pensam na interpretação de muitos mundos da mecânica quântica, onde cada possibilidade se concretiza. Isso não pode ser testado e por isso é filosofia e não ciência”, afirma. No entanto, Faizal considera a possibilidade de um teste para um tipo diferente de universos paralelos quase ao nosso alcance.

“O que podemos observar é universos reais em dimensões extras. À medida que a gravidade pode fluir para fora do nosso universo, para dimensões extras, tal modelo pode ser testado pela detecção de mini-buracos negros no LHC”, explica.
  • Possibilidade do LHC criar Buracos Negros na Terra é alta
A ideia de que o universo pode ser preenchido com pequenos buracos negros foi proposta para explicar quebra-cabeças tais como a natureza da matéria escura. No entanto, a energia necessária para criar esses objetos depende do número de dimensões que o universo tem. Em um universo quadridimensional convencional, estes furos exigiriam TeV 1016, 15 ordens de grandeza superiores à capacidade do LHC.

A teoria das cordas, por outro lado, propõe 10 dimensões, mas apenas quatro que podem ser “experimentadas”. As tentativas de modelar tal universo sugerem que a energia necessária para fazer esses pequenos buracos negros seria muito menor, tanto que alguns cientistas acreditam que eles deveriam ter sido detectados em experimentos que o LHC já executou.

Então, se não há detecção, não há teoria das cordas? Não de acordo com Faizal e seus coautores. Eles argumentam que os modelos utilizados para prever a energia dos buracos negros em um universo de 10 dimensões deixaram de fora a deformação quântica do espaço-tempo que muda a gravidade ligeiramente.
  • Buracos negros podem ser portais para outros universos
Se esta deformação é real é uma questão em rápido desenvolvimento, mas se for, o artigo argumenta que os buracos negros teriam níveis de energia muito menores do que em um universo de quatro dimensões, mas cerca de duas vezes maior do que o detectável por qualquer execução de teste de modo distante. O LHC foi projetado para chegar a 14 TeV, mas até agora só foi a 5,3 TeV, enquanto o artigo aponta que os buracos podem estar à espreita em 11,9 TeV. Neste caso, uma vez que o LHC atinja a sua plena capacidade, devemos encontrá-los.

Tal descoberta iria demonstrar a deformação do espaço-tempo em microescala, a existência de dimensões extras, universos paralelos dentro deles e a teoria das cordas. Se forem encontrados nos níveis de energia certos, os buracos confirmariam a interpretação da equipe de uma nova teoria sobre o comportamento dos buracos negros chamada arco-íris da gravidade. Tal revelação surpreendente e quádrupla transformaria a física, embora os pesquisadores já estejam considerando as falhas mais prováveis ​​no seu trabalho, se os buracos se provarem indescritíveis.

Fonte: http://hypescience.com/grande-colisor-de-hadrons-pode-comprovar-existencia-de-outras-dimensoes/

Sacarina pode funcionar como inibidor do câncer

O adoçante artificial conhecido como sacarina, cujo consumo esteve relacionado ao câncer durante décadas, pode ter efeitos inibidores sobre as células cancerígenas, segundo a conclusão de um estudo cujos resultados foram publicados nesta terça-feira, 24, pela Universidade da Flórida (UFA), nos Estados Unidos.

O estudo indica que a sacarina "tem capacidade para inibir uma enzima presente em muitos tipos de câncer" que contribui para que as "células tumorais sobrevivam e entrem em metástases", destacou em comunicado Robert MacKenna, professor de Bioquímica e Biologia Molecular da Faculdade de Medicina da UFA.

Os pesquisadores acreditam que a sacarina pode levar ao desenvolvimento de remédios que sirvam para o "tratamento de cânceres mais agressivos, como os de tórax, fígado, próstata, rins e pâncreas".

Os resultados do estudo do centro universitário de Gainesville, na Flórida, serão apresentados amanhã pela Sociedade Química Americana em um convenção na cidade de Denver, no Colorado.

A descoberta aconteceu depois que um graduado assistente de pesquisa da UFA, Brian Mahon, se perguntou como a sacarina poderia atuar sobre a enzima "carbonic anhydrase IX", que está presente em um grande número de cânceres agressivos.

Após realizar uma série de experimentos preliminares, os investigadores estudaram os efeitos da sacarina sobre as células malignas de um câncer de tórax.

"Vimos literalmente que o índice de crescimento das células cancerígenas caia lentamente quando adicionávamos o adoçante", disse McKenna, responsável pelo estudo.

A primeira conclusão é que uma "base de sacarina" poderia ser usada em conjunto com outros medicamentos para o tratamento do câncer, como quimioterapia e radiação, segundo os cientistas, já que o adoçante "pode desacelerar o crescimento do câncer e oferecer uma oportunidade" para que os tratamentos citados "sejam mais efetivos" na batalha contra a doença.

Ironicamente, este adoçante foi classificado há algum tempo como potencialmente cancerígeno, mas, na atualidade, a Agência de Controle de Alimentos e Remédios dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) considera a sacarina como um produto seguro para o consumo.

"A sacarina era vista como o 'bandido', e não era. De fato, pode ser o 'mocinho'" deste filme, acrescentou McKenna.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/cienciaevida/noticias/1669167-sacarina-pode-funcionar-como-inibidor-do-cancer

Faltam 5 dias para Hora do Planeta 2015

100 vilas e cidades portuguesas contra as alterações climáticas. Em Portugal, já aderiram a esta iniciativa 89 vilas e cidades e dezenas de monumentos que vão desligar as suas luzes no dia 28 de Março às 20:30h, durante uma hora, em Lisboa e por todo o país
 
Faltam apenas 5 dias para a Hora do Planeta, a maior acção ambiental do mundo.
 
A iniciativa global da WWF vai já na sua nona edição.Centenas de países, entre os quais Portugal, preparam-se para enviar uma mensagem conjunta de que é agora o momento de agir pelo planeta e que todos temos o poder para mudar o mundo em que vivemos. Com a mensagem usa #oteupoder contra as alterações climáticas pretende-se este ano sublinhar a necessidade de lutarmos contra as alterações climáticas numa base diária, aquela que é a maior ameaça à biodiversidade mundial
 
Faltam 5 dias
 
A Hora do Planeta tem crescido e é hoje a maior campanha ambiental do mundo,mobilizando milhares de milhões de pessoas; em 2014 celebrou-se em 7.000 cidades e vilas em 162 países e territórios incluindo Portugal.
 
Em Portugal, já aderiram a esta iniciativa 89 vilas e cidades e dezenas de monumentos que vão desligar as suas luzes no dia 28 de Março às 20:30h, durante uma hora, em Lisboa e por todo o país.
 
Uma das grandes surpresas deste ano é o aumento do número de eventos e celebrações que cada município decidiu organizar, desde aulas de zumba à luz de velas, passando por corridas noturnas, aulas de yoga, jantares às escuras e até workshops de fotografia noturna.
 
Embaixadores
 
A iniciativa da WWF já anunciou alguns dos embaixadores oficiais deste ano, entre eles encontram-se os locutores de rádio Nuno Markl e a Ana Galvão a as apresentadoras de televisão Merche Romero e Maya que se juntam aos já habituais apoiantes Sandra Cóias (atriz), Mário Franco (modelo), Joana Seixas (atriz), Diana Bouça-Nova (apresentadora), Sylvie Dias (atriz) e Beatriz Figueira (atriz) e Quimbé (actor).
 
A maior surpresa de todas é o conhecido surfista Garret McNamara que se junta à lista de embaixadores portugueses.
 
O evento
 
Em 2015 a celebração da Hora do Planeta em Lisboa, de acesso livre a todos os que queiram celebrar a Hora e usar a sua energia contra as alterações climáticas, acontece sábado, dia 28 de Março, a partir das 19h00, na Praça do Martim Moniz e recria uma vila eco-colorida totalmente sustentável - a Glow Village.
 
Criar energia, sem recurso a eletricidade, para todo o evento é o mote do evento português que marca a 9ª Edição da Hora do Planeta e que utilizará o reflexo das tintas glow - sticks, pulseiras e iluminação - para iluminar a Praça do Martim Moniz e assim criar um foco de luz totalmente sustentável. Pedalar, criar arte, sorrir e dançar por energia é o convite que a WWF faz com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
 
A Hora do Planeta apelou, especialmente este ano, aos mais novos e contou com Associação de Estudantes do IADE numa pré-ativação do evento, assim os alunos da instituição poderão pedalar durante três dias para angariar energia necessária para iluminar o evento e assim não será necessário recorrera energia eléctrica. Trata-se de um mecanismo chamado "Gerador Humano", desenvolvido pelo Centro UNESCO Aldeia das Ciências, de Évora.
 
Através da mensagem usa #oteupoder contra as alterações climáticas, os visitantes da Glow Village poderão ver e participar em demonstrações de dança da escola Jazzy Dance Studios, participar numa aula de Zumba com o apoio do Ginásio Clube Português e, ainda, assistir à criação de murais artísticos com a curadoria da Associação Renovar Mouraria - projecto de sucesso inserido na Freguesia de Santa Maria Maior.
 
Monumentos
 
Por todos os cantos do mundo ficarão às escuras alguns dos monumentos mais emblemáticos e Portugal não será exceção: Santuário Cristo Rei, Palácio Nacional da Pena, Palácio Nacional de Sintra, Palácio de Monserrate, Castelo dos Mouros, Museu Eletricidade, Igreja Sra do Bonfim (Chamusca), Castelo de Abrantes, Igreja Matriz de Alvito, Monumento do Emigrante (Boticas), Casa da Torre (Ribeira da Pena), Mosteiro de Landim, Monumento à Liberdade (Grândola), Igreja de Santa Maria do Olival (Tomar), Castelo (Castelo Rodrigo), Mosteiro do Lorvão (Penacova), Ponte de São Roque (Chaves), Castelo de Miranda do Douro, Palácio do Távoras (Mirandela) e o Santuário do Bom Jesus (Braga).
 
Fonte: http://visao.sapo.pt/faltam-5-dias-para-hora-do-planeta-2015=f814402

Descoberto nitrogénio em Marte - Há sinais de vida no planeta vermelho

O nitrogénio é um dos elementos essenciais para a formação de vida e foi descoberta a sua existência no planeta vermelho. Haverá de facto vida em Marte? Parece que sim.

Segundo um estudo publicado na 'Proceceedings of the National Academy of Sciences', indica a existência de nitrogénio em Marte. A descoberta, feita pela sonda Curiosity, mostrou a existência desta substancia em resíduos presentes nas rochas do planeta vermelho.

A presença de nitrogénio no planeta vermelho foi conseguida com perfurações efetuadas nos rochedos, batizados de 'Sheepbed'. Segundo o mesmo estudo acredita-se que existiram lagos e rios em Marte num tempo longínquo indica a história geológica do planeta.

Apesar da descoberta, não é provável que exista algum mecanismo que faça o nitrogénio retornar à atmosfera, indica o mesmo estudo.

Segundo Jennifer Stern, da NASA, uma das autoras do artigo publicado na 'Proceceedings of the National Academy of Sciences', “as pessoas seguem a pista do carbono mas, o nitrogénio, é também um elemento necessário para a vida”.

Fonte: http://www.ptjornal.com/tecnologia-ciencia/2015/03/24/foi-descoberto-nitrogenio-em-marte.-ha-sinais-de-vida-no-planeta-vermelho.html

Salamandras "monstruosas" com 200 milhões de anos descobertas no Algarve

A salamandra teria centenas de dentes e uma cabeça achatada, como se vê nesta representação artística. As salamandras desta espécie eram do tamanho de carros e eram carnívoras.

Uma nova espécie de salamandra do período Triássico foi descoberta no Algarve por uma equipa internacional de paleontólogos. 

A investigação, publicada na revista científica Journal of Vertebrate Paleontology, foi liderada pela Universidade de Edimburgo mas contou com a colaboração de outras instituições incluindo a Universidade Nova de Lisboa e o Museu da Lourinhã.

A salamandra viveu há cerca de 200 milhões de anos. Centenas das criaturas terão morrido quando secou o lago que habitavam, que ficava na zona que hoje pertence a Loulé, no Algarve, deixando para trás inúmeros fósseis que estão hoje a ser escavados. O nome do anfíbio homenageia a região onde foi descoberto: Metoposaurus algarvensis.

"A riqueza do local era impressionante", disse à Sábado um dos paleontólogos envolvidos no projeto, Octávio Mateus. "A jazida tinha uma densidade de vários crânios por metro quadrado".

As criaturas desta espécie tinham centenas de dentes. São os antepassados das salamandras e de vários anfíbios atuais, mas o seu comportamento seria mais semelhante ao de um crocodilo, visto que eram carnívoras. "Tinha centenas de dentes afiados na sua grande cabeça plana, que era como um assento de sanita quando ficava fechada", descreveu à BBC um dos responsáveis da investigação, Steven Brusatte da Universidade de Edimburgo.

"Esta descoberta é o exemplo de um achado de uma época da qual conhecemos muito pouco em Portugal, o Triássico, há cerca de 200 milhões de anos, altura em que viveram alguns dos primeiros dinossauros", acrescentou Octávio Mateus.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4472521

domingo, 22 de março de 2015

Google registra patente de dispositivo vestível capaz de combater o cancro

Nem só de buscas e Android vive a Google. A empresa já demostrou que vem fazendo investimentos em vários setores, e parece que o da medicina é o próximo alvo da gigante da Mountain View. De acordo com nova patente registrada, a empresa estaria estudando um novo dispositivo vestível que vai acoplado ao seu pulso permitindo que o mesmo combata alguns tipos de câncer.

O tratamento, se assim podemos chamar, será feito através de partículas magnéticas que são “injetadas” em sua corrente sanguínea. Essas partículas têm a capacidade de atacar células cancerígenas ou outros patógenos presentes no sangue. Para que o mecanismo funcione, o paciente precisa ingerir partículas magnéticas – via oral ou através de injeções – que serão propagadas até chegarem às moléculas-alvo.


Com o uso de um dispositivo especial preso ao seu pulso, próximo a uma veia ou artéria, ele será capaz de enviar pulsos de frequência de rádio para excitar as partículas magnéticas fazendo com que as mesmas vibrem em alta intensidade destruído as células-alvo. Estando no pulso do usuário, a dispositivo poderá medir a pressão sanguínea do usuário, além do pulso e temperatura do corpo.

A patente não deixa claro como será desenvolvido tal dispositivo, mas o mesmo poderá ser um smartwatch convencional que ofereça esse benefício extra. Claro, o fato de a Google ter registrado a patente não informa que o produto realmente será lançado. A companhia deverá estudar as possibilidades atuais da tecnologia e ver se a mesma poderá ser aplicada à medicina como ela espera.

Fonte:http://acconfidential6.blogspot.pt/

Misterioso clarão ilumina o céu no sul da Rússia


Um inexplicável clarão de luz branca e azul foi visto iluminando do céu da cidade de Stavropol, no sul da Rússia. O vídeo, que foi filmado por uma câmera montada no painel de um carro, fez com que debates acalentados ocorressem sobre a origem deste misterioso avistamento.

O evento ocorreu em 17 de março passado, às 00h39min do horário local. O clarão, que ocorreu sem que nenhum som fosse emitido, assustou várias pessoas, pois causou com que algumas das luzes das ruas desligasse, enquanto as luzes dentro de apartamentos e casas piscavam.

Vídeo via: RT


Moradores da região postularam várias teorias para o incidente: exercícios militares que estão ocorrendo nas proximidades da região, falhas na rede elétrica, auroras boreais, asteroides e até mesmo OVNIs.

“Eu fiquei assustada pelo que vi; eu já estava na cama. Parecia como se algo muito brilhante iluminou meu teto“, escreveu uma mulher em rede social.

De acordo com o Centro Hidrometeorológico da cidade, o fenômeno “não pode ser atribuído à natureza“. Ao invés disso ele poderia ter sido antropogênico. É estimado que a fonte da luz estivesse em algum lugar sobre o solo.

Porém, engenheiros elétricos rejeitaram a versão sugerindo uma falha numa linha de fornecimento de energia, deixando assim a população sem a menor ideia da natureza do misterioso clarão.

Fonte:http://acconfidential6.blogspot.pt/


Estranho sinal sugere a existência de um planeta habitável a 22 anos luz da Terra

O planeta Gliese 581d provavelmente é um mundo rochoso, com duas vezes o tamanho da Terra.

Acima a representação artística das órbitas planetárias do sistema Gliese 581, comparadas ao nosso próprio sistema solar.

Astrônomos acreditam que misteriosos sinais – anteriormente descartados como sendo explosões estelares – estejam vindo de um planeta como a Terra.

O planeta Gliese 581d possui condições que podem abrigar a vida, e é provável que seja um mundo rochoso, com duas vezes o tamanho da Terra.

Sinais vindos deste planeta foram inicialmente descobertos em 2010, mas no ano passado foram descartados como ruídos de estrelas distantes.

Agora, maiores estudos alegam que a pesquisa de 2014 foi baseada em “análises inadequadas de dados’ e que o Gliese 581d existe sim.

No ano passado, pesquisadores da Universidade Estadual da Pennsylvania disseram que o Gliese 581d – e seu companheiro Gliese 581g – eram simplesmente truques de luz causados por explosões magnéticas de uma estrela local a 22 anos luz de distância da Terra.

Porém, um novo estudo britânico argumenta que o método usado pela equipe da Pennsylvania era somente apropriado para planetas grandes, e que poderia não detectar os pequenos como Gliese 581g.

O estudo, feito pela Universidade Queen Mary, em Londres, e a Universidade de Hertfordshire, alega ter usado um modelo mais preciso sobre dos dados existentes.

“A existência (ou não) do GJ 581d é significativa, porque ele foi o primeiro planeta similar à Terra já descoberto na zona habitável de uma estrela, e é um caso referencial para a técnica Doppler“, disse o autor principal, Dr. Guillem Anglada-Escudé.

“Sempre haverá discussões entre os cientistas sobre as formas que interpretamos os dados, mas estou confiante que o Gliese 581d tem estado na órbita da estrela Gliese 581 o tempo todo… Se a forma com que eles tratam os dados têm sido utilizada corretamente, então alguns dos projetos de procura planetária em vários observatórios com base no solo teriam que ser significativamente revisados, pois todos eles estão almejando detectar até mesmo planetas pequenos. Uma pessoa precisa ter cuidado com estes tipos de alegações.”

Acredita-se que o Gliese 581d seja o primeiro planeta fora de nosso sistema solar na zona habitável de uma estrela, que é a região nem muito quente, nem muito fria para a vida.

Para encontrar o Gliece 581d, os astrônomos da Universidade da Califórnia em Santa Cruz originalmente procuraram por mudanças sutis na luz, causadas pela gravidade e um planeta em órbita, sendo puxado e empurrado pela estrela.

A força do ‘puxão’, eles acreditam, mostrou a ele um planeta que tinha aproximadamente três vezes a massa da Terra.

Na época, a descoberta de planetas similares à Terra ao redor de Gliese 581 capturou a imaginação do público.

O criador de documentários RDF e a rede social Bebo usaram um rádio telescópio na Ucrânia para enviar um facho de informação poderoso naquela direção – 500 mensagens da população na forma de ondas de rádio. E o Ministério da Ciência Australiano organizou para que 20.000 usuários do Twitter enviassem mensagens em direção ao distante sistema solar.

As descobertas de outros exoplanetas foram anteriormente questionadas, mais notavelmente o Alfa Centauro Bb, o mais próximo mundo do tamanho da Terra, o qual é alegado por alguns cientistas ser somente ruído nos dados.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/03/13/estranho-sinal-sugere-a-existencia-de-um-planeta-habitavel-a-22-anos-luz-da-terra/#axzz3V8PRJJ6R

ONU diz que 40% das reservas hídricas do mundo podem diminuir até 2030

Relatório divulgado coloca Brasil entre países com mais estresse ambiental.
Nações Unidas celebram Dia Mundial da Água neste fim de semana

Margem da represa Atibainha, na cidade de Nazaré Paulista (SP), que integra o Sistema Cantareira, principal manancial de São Paulo. O sistema voltou a receber chuva e chegou ao 20º dia consecutivo de alta, segundo boletim da Sabesp (Foto: Luis Moura/Estadão Conteúdo) 
Um novo relatório divulgado pelas Nações Unidas nesta sexta-feira (20) afirma que, se nada for feito, as reservas hídricas do mundo podem encolher 40% até 2030 e, por isso, é preciso melhorar a gestão deste recurso para garantir o abastecimento da população mundial.

O documento, elaborado pela agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura, a Unesco, aponta ainda que 748 milhões de pessoas no planeta não têm acesso a fontes de água potável.

Outra conclusão é que o Brasil está entre os países que mais registraram estresse ambiental após alterar o curso natural de rios. As mudanças nos fluxos naturais, segundo a análise feita entre o período de 1981 e 2010, mas que foi concluída em 2014, foram feitas para a construção de represas ou usinas hidrelétricas.

Entre as consequências dos desvios estão uma maior degradação dos ecossistemas, com aumento do número de espécies invasoras, além do risco de assoreamento.

Os autores do texto cobram do governo brasileiro e das demais nações da América Latina que priorizem a gestão da água para reduzir a poluição, principalmente em áreas urbanas, e evitar conflitos entre o desenvolvimento econômico e a preservação dos recursos naturais. Segundo a ONU, o gerenciamento dos mananciais deve ser vetor para o desenvolvimento sócio-econômico e redução da pobreza.

Aquíferos ameaçados

Mapa estresse ambiental (Foto: G1)

De acordo com o documento, 20% dos aquíferos mundiais já são explorados excessivamente, o que pode gerar graves consequências como a erosão do solo e a invasão de água salgada nesses reservatórios.

Os cientistas preveem ainda que em 2050, a agricultura e a indústria de alimentos vão precisar aumentar em 400% sua demanda por água para aumentar a produção.

Angela Ortigara, doutora em engenharia ambiental e integrante da Unesco na Itália, disse ao G1 que o foco do relatório é dar subsídios aos países para o enfrentamento da crise hídrica.

Segundo ela, a falta de acesso à água potável já melhorou muito – de 1990 até agora, 2,3 bilhões de pessoas deixaram de acessar recursos contaminados. No entanto, o número apresentado no relatório deste ano ainda é alto.

Para melhorar a situação, o relatório apresenta quatro sugestões aos países:

- É preciso conhecer seus recursos hídricos, melhorar o monitoramento para saber de onde vem a água, qual é a sua qualidade e como realizar uma distrubuição melhor;
- Definir estratégias para o futuro, com a previsão de cenários em torno da distribuição;
- Integrar as decisões dos setores de energia, agricultura e recursos hídricos para que as ações atendam a todas as áreas e sejam feitas de forma sustentável;
- promover a boa governança: as decisões em torno da água precisam ser transparentes e devem ter a participação da sociedade civil, para que a população se sinta obrigada a colaborar para atingir a sustentabilidade.

Tais medidas podem, por exemplo, ajudar o Brasil a resolver o atual problema de desabastecimento que atinge várias regiões metropolitanas do país.

A ausência de chuvas ao longo de 2014 baixou o nível de reservatórios importantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que tiveram que implantar políticas restritivas de acesso a água, como racionamento ou aplicação de multa para quem gasta mais recursos hídricos.

Risco de escassez maior

Ary Mergulhão, coordenador de ciências naturais da Unesco no Brasil, explica que as políticas voltadas à água em grande parte do mundo ainda estão em formação, já que o tema “está em constante mutação e desafia a criatividade e o poder de gestão dos governos”.

“Alguns países que acreditavam que tinham muita água enfrentam atualmente problemas de escassez, má distribuição e má preservação. A consciência [dos governos] atualmente está mais crítica que antes, mas precisamos trabalhar mais”, explicou.

Cidade ao lado de açude que abastece Fortaleza sofre com falta d'água (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Cidades da região Nordeste também sofrem com a falta d'água (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)

Fonte: http://g1.globo.com/economia/crise-da-agua/noticia/2015/03/40-das-reservas-hidricas-do-mundo-podem-encolher-ate-2030-diz-onu.html

sábado, 21 de março de 2015

Gelo marítimo do Ártico teve menor nível para um inverno

A quantidade de gelo está 1,1 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média de 1981 a 2010 

Rachaduras vistas sobre a cobertura de gelo do Oceano Ártico ao norte do Alasca

O gelo marítimo do Ártico atingiu no mês passado, no ápice do inverno no hemisfério Norte, a extensão de 14,54 milhões de quilômetros quadrados. Este volume é o mais baixo já registrado nesse período, quando o gelo do Ártico atinge sua maior extensão antes de começar a derretar com a chegada da primavera. A quantidade de gelo está 1,1 milhão de quilômetros quadrados abaixo da média de 1981 a 2010 e 130.000 quilômetros quadrados abaixo do menor pico dos últimos anos, registrado em 2011. Os dados foram divulgados na quinta-feira pelo Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC, na sigla em inglês).

Neste ano, a máxima foi registrada no dia 25 de fevereiro. O NSIDC calcula a extensão do gelo diariamente e espera por uma clara tendência de redução por alguns dias para determinar o ápice, que já ocorreu mais cedo, em 24 de fevereiro de 1996, e mais tarde, em 2 de abril de 2010.

No total, o gelo do Ártico aumentou 9,91 milhões de quilômetros quadrados no último inverno, um crescimento substancialmente menor do que comparativo anterior. De acordo com a instituição, parte da explicação para a pequena quantidade de gelo está nos padrões climáticos. O mês de fevereiro foi caracterizado por uma configuração incomum, com ventos quentes atingindo parte do Ártico.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/gelo-maritimo-do-artico-teve-menor-nivel-para-um-inverno

Descoberta nova mutação genética que causa doença rara de crescimento anormal

A investigadora Ana Cohen descobriu uma nova mutação genética que causa uma doença rara de crescimento anormal do corpo, que predispõe os pacientes a terem cancro, o que poderá ajudar médicos a detetarem mais precocemente tumores.

Em causa, explicou a cientista à Lusa, está a alteração no gene EED que codifica a proteína com o mesmo nome.

O gene "controla a expressão de outros genes responsáveis pelo desenvolvimento" de células, tecidos e órgãos, ainda durante a formação do feto.

Contudo, nas pessoas com crescimento anormal, a proteína do EED "é defeituosa" e o gene não consegue exercer a sua função corretamente.

A equipa de Ana Cohen, a fazer o doutoramento em genética, na área de doenças raras, na Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, constatou a mutação genética depois de ter feito testes de ADN a doentes com idades entre 1 e 32 anos.

Para a investigadora, a descoberta pode auxiliar, no futuro, os médicos a efetuarem testes clínicos com maior regularidade e a detetarem mais cedo cancros do sangue, como linfomas e leucemias, em pessoas, sobretudo crianças, que estão mais propensas a tê-los, uma vez que possuem uma alteração genética que potencia o crescimento desmesurado de células (tumores).

Ana Cohen precisou que a proteína expressa pelo gene EED "trabalha juntamente" com uma outra, a do gene para a Síndrome de Weaver, cuja mutação, verificada anteriormente, está também associada a alterações no crescimento.

A sua equipa pretende, num próximo passo, ver como se expressa a alteração no gene EED que causa a doença rara, ainda sem nome, mas que é detetada à nascença ou ao fim dos primeiros meses de vida.

Crianças, por exemplo, com 4 anos aparentam ter 9 anos. "Crescem mais e mais depressa", assinalou Ana Cohen.

Os resultados do novo estudo foram publicados esta semana na revista Journal of Human Genetics.

Fonte:http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2015-03-21-Descoberta-nova-mutacao-genetica-que-causa-doenca-rara-de-crescimento-anormal

Três formas de como poderá acabar o Universo

Três maneiras que o universo poderia acabar

 Nada é eterno nessa vida, certo? Nem mesmo o universo.
  • Em quantos anos o Universo acabará?
Mas, enquanto sabemos que ele vai acabar um dia, não sabemos (exatamente) como. Os cientistas já criaram várias hipóteses, e três delas são as mais aceitas atualmente para explicar o que pode acontecer no fim do mundo: o Big Rip (Grande Ruptura), o Big Freeze (Grande Congelamento) e o Big Crunch (Grande Colapso).
                           
  • Cientistas dizem saber exatamente quando e como o universo vai acabar

Grande Ruptura

Você deve saber que nosso universo está expandindo. Por enquanto, no entanto, as galáxias não estão se afastando muito umas das outras como resultado dessa expansão porque a gravidade mantém os objetos espaciais juntos. No cenário do Big Rip, a aceleração da expansão é tanta que a gravidade já não consegue mais manter tudo junto. O resultado é uma grande ruptura e o dilaceramento do universo.
  • 7 fatos surpreendentes do universo

Grande Congelamento

Nesse cenário, também chamado de morte térmica, enquanto o universo cresce e expande, a matéria decai e se espalha – graças a uma coisa chamada entropia. Aos poucos, as estrelas e buracos negros vão morrer, e não haver nada para os substituir. Só gás e partículas de luz ainda estarão por aqui, mas estes também vão eventualmente decair. Em certo ponto, toda a atividade no universo vai cessar, a entropia vai chegar ao seu máximo, e o mundo estará morto para sempre.

Grande Colapso

Se há menos energia escura (a misteriosa força que os cientistas ainda estão tentando compreender) no universo do que imaginamos, a gravidade será a força dominante um dia. Assim, a expansão deve desacelerar e parar. E então, o inverso acontecerá: galáxias irão se fundir, e o universo ficará cada vez mais compacto e quente. Tudo que existe irá colapsar em uma massa só, e um gigantesco ultraburaco negro irá devorar tudo, inclusive si mesmo.
  • E o maior mistério do universo é…

Vídeo

Se você quiser saber mais detalhes de cada teoria e seus desdobramentos, uma equipe de designers de informação da Alemanha fez um vídeo no YouTube que descreve todas as três hipóteses. As legendas estão em português.

                                                                                            
Fonte: http://hypescience.com/tres-maneiras-que-o-universo-poderia-acabar/



sexta-feira, 20 de março de 2015

O eclipse solar visto no Hemisfério Norte - 20/03/2015

Fenômeno foi total apenas nas Ilhas Faroe e em Svalbard.
Europa, África e Ásia tiveram visão parcial.
                    
Eclipse total do Sol visto de Svalbard, na Noruega, nesta sexta-feira (20) (Foto: Haakon Mosvold Larsen, NTB Scanpix/AP)

                                                      

Um eclipse solar foi visto nesta sexta-feira (20) no Hemisfério Norte, com lua bloqueando o sol e sua sombra se projetando na Terra. O eclipse total só pode ser visto em Svalbard e nas Ilhas Faroe, mas moradores da Europa, África e Ásia conseguiram ter uma visão parcial do fenômeno.

Em baixo,mais imagens

Eclipse solar total - GIF (Foto: Reprodução/TV Globo)A sombra da lua apareceu às 7h41 GMT (4h41 de Brasília) ao sul da Groenlândia, se seguiu para o leste em direção às Ilhas Faroe e a às ilhas norueguesas de Svalbard, onde os hotéis já estavam reservados há anos para o raro fenômeno.

“Eu já vi a aurora, vi algumas erupções de vulcões, mas um eclipse total é ainda a coisa mais espetacular que já vi. E cada um é único”, disse Fred Espenak, astrofísico aposentado da Nasa, que foi a Torshavn, capital das Ilhas Faroe, para o fenômeno.

Eclipse solar é visto durante o apelidado 'Voo do Eclipse', um trajeto de avião que saiu da cidade russa de Murmansk para observar o eclipse de cima das águas neutras do Mar da Noruega (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)
Eclipse solar é visto durante o apelidado 'Voo do Eclipse', um trajeto de avião que saiu da cidade russa de Murmansk para observar o eclipse de cima das águas neutras do Mar da Noruega (Foto: Sergei Karpukhin/Reuters)

Fenômeno é visto em Longyearbyen, na Noruega, nesta sexta-feira (20). Eclipse total do Sol foi visto em várias partes do Hemisfério Norte (Foto: Jon Olav Nesvold/NTB scanpix/Reuters)
Fenômeno é visto em Longyearbyen, na Noruega, nesta sexta-feira (20). Eclipse total do Sol foi visto em várias partes do Hemisfério Norte (Foto: Jon Olav Nesvold/NTB scanpix/Reuters)

Imagem impressionante mostra o eclipse total do Sol em Svalbard, no Círculo Polar Ártico (Foto: Haakon Mosvold Larsen, NTB Scanpix/AP)
Imagem impressionante mostra o eclipse total do Sol em Svalbard, no Círculo Polar Ártico (Foto: Haakon Mosvold Larsen, NTB Scanpix/AP)

Crianças inglesas com óculos especiais tentam acompanhar o eclipse solar desta sexta-feira no Observatório Real de Greenwich, em Londres (Foto: Stefan Wermuth/Reuters)
Crianças inglesas com óculos especiais tentam acompanhar o eclipse solar desta sexta-feira no Observatório Real de Greenwich, em Londres (Foto: Stefan Wermuth/Reuters)

Eclipse parcial é visto junto a símbolo de mesquita em Oxford, na Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Eddie Keogh/Reuters)
Eclipse parcial é visto junto a símbolo de mesquita em Oxford, na Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Eddie Keogh/Reuters)

Homem tenta observar eclipse solar em Praga, na República Tcheca, nesta sexta-feira (20) (Foto: Petr David Josek/AP)
Homem tenta observar eclipse solar em Praga, na República Tcheca, nesta sexta-feira (20) (Foto: Petr David Josek/AP)

Reis da Holanda acompanham o eclipse solar em Hamburgo nesta sexta-feira (20) (Foto: Fabian Bimmer/Reuters)
Reis da Holanda acompanham o eclipse solar em Hamburgo nesta sexta-feira (20) (Foto: Fabian Bimmer/Reuters)

Eclipse é visto de Svalbard, na Noruega, nesta sexta-feira (20) (Foto: Haakon Mosvold Larsen, NTB Scanpix/AP)
Eclipse é visto de Svalbard, na Noruega, nesta sexta-feira (20) (Foto: Haakon Mosvold Larsen, NTB Scanpix/AP)

Imagem dá impressão que pássaro está próximo ao eclipse solar desta sexta-feira (20). Imagem foi feita em Nice, na França (Foto: Lionel Cironneau/AP)
Imagem dá impressão que pássaro está próximo ao eclipse solar desta sexta-feira (20). Imagem foi feita em Nice, na França (Foto: Lionel Cironneau/AP)

Minarete é visto junto ao eclipse total do Sol nesta sexta-feira (20) e, Eger, na Hungria (Foto: Peter Komka/MTI/AP)
Minarete é visto junto ao eclipse total do Sol nesta sexta-feira (20) e, Eger, na Hungria (Foto: Peter Komka/MTI/AP)

Sol é visto durante eclipse em Marselha, na França, nesta sexta-feira (20) (Foto: Claude Paris/AP)
  Sol é visto durante eclipse em Marselha, na França, nesta sexta-feira (20) (Foto: Claude Paris/AP)

Em Moscou, na Rússia, algumas pessoas usaram exames de raio X para visualizar melhor o eclipse total do Sol (Foto: Ivan Sekretarev/AP)
Em Moscou, na Rússia, algumas pessoas usaram exames de raio X para visualizar melhor o eclipse total do Sol (Foto: Ivan Sekretarev/AP)

Combinação de imagens mostra a Lua atravessando a frente do Sol durante o eclipse desta sexta-feira (20). As imagens foram feitas em Berlim, na Alemanha (Foto: Michael Sohn/AP)
Combinação de imagens mostra a Lua atravessando a frente do Sol durante o eclipse desta sexta-feira (20). As imagens foram feitas em Berlim, na Alemanha (Foto: Michael Sohn/AP)

Alunos de escola em Frankfurt com óculos especial para visualizar o eclipse solar desta sexta-feira (20) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)
Alunos de escola em Frankfurt com óculos especial para visualizar o eclipse solar desta sexta-feira (20) (Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters)

Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)
Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)

Pessoas assistem ao eclipse solar em Cornwall, na Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Ben Birchall/PA/AP)
Pessoas assistem ao eclipse solar em Cornwall, na Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Ben Birchall/PA/AP)

Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)
Eclipse parcial do Sol é visto perto de Bridgwater, no sudoeste da Inglaterra, nesta sexta-feira (20) (Foto: Toby Melville/Reuters)

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/eclipse-solar-e-visto-no-hemisferio-norte.html



                                                     





Cruithne - A terra terá mesmo duas Luas ?

A descoberta de um asteroide de cerca de 5 km de comprimento em 1986, despertou a atenção dos astrônomos e do público em geral. O objeto tinha uma órbita tão incomum que quando visto da Terra dava a impressão que orbitava nosso planeta e muitos chegaram a chama-lo de segunda Lua. 

Asteroide 3753 Cruithne
Batizado de 3753 Cruithne, o objeto é mais um dos milhares de asteroides que repentinamente cruzam a órbita da Terra.

Normalmente, essas rochas passam pelo nosso planeta e seguem sua jornada ao redor do Sol, mas no caso de Cruithne uma rara interação gravitacional o colocou em uma órbita do tipo ferradura, produzindo um padrão orbital bastante estranho.


Se você pudesse observar órbita de Cruithne de fora do nosso Sistema Solar, não teria qualquer dúvida que o asteroide orbita o Sol, mas de forma um pouco diferente das elipses comuns.

O motivo é que Cruithne é fortemente afetado pela gravidade terrestre, que achata o padrão orbital e produz uma visão que é no mínimo interessante aos observadores na Terra. Devido à essa interação, ambos os objetos retornam todos os anos na mesma posição dentro das respectivas órbitas, o que causa a falsa impressão que Cruithne gira ao redor do nosso planeta e não do Sol.

                                            

De acordo com os cálculos, a atual orbita deverá se manter assim por pelo menos 5 mil anos até que algo inusitado poderá acontecer.

Apesar da falsa impressão, modelos astronômicos indicam que a orbita atual de Cruithne não é estável.

Simulações indicam que Cruithne poderá realmente ser capturado pela gravidade da Terra e tornar-se uma verdadeira Lua.


Os modelos mostram que essa órbita também não será estável e deverá durar mais ou menos 3 mil anos, até que 3753 Cruithne entre novamente na órbita solar. Quem viver verá!


Fonte:http://acconfidential6.blogspot.pt/                       


Estes exterminadores do futuro poderão um dia navegar dentro do seu corpo


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tsinghua, na China, encontrou uma maneira de imitar o deslocamento do robô que muda de forma dos filmes “Exterminador do Futuro”.

Como parte de um esforço para entender melhor as propriedades dos metais líquidos, os cientistas estavam trabalhando com gálio e descobriram que, se adicionassem um pouco de índio e de estanho à mistura, a gota resultante, com um pouco de alumínio servindo como combustível, era capaz de impelir-se em um recipiente de hidróxido de sódio (água salgada).

Por aproximadamente uma hora, a gota conseguiu mover-se sozinha. Em testes subsequentes, os pesquisadores moldaram o recipiente com canais, e a gota conseguiu seguir um caminho pré-determinado. Além disso, eles notaram que, se a gota encontrava uma parte do canal que era mais estreita do que ela, podia se adaptar e conseguia passar.

                                          

O que está acontecendo?

Surpresos com o comportamento da gota, os pesquisadores fizeram uma análise mais aprofundada que revelou que, quando a gota foi colocada na solução, um desequilíbrio de carga ocorreu entre a parte da frente e a de trás, causando uma diferença de pressão. 

Eles também descobriram que, à medida que o alumínio reagia com a água salgada, pequenas bolhas eram formadas, as quais, junto com a pressão, também serviram para empurrar a gota para a frente (enquanto o alumínio estivesse na extremidade traseira da mistura).

Curiosamente, os cientistas chineses também notaram que, se a gota era forçada a manter-se parada na solução, fazia com que o líquido se movesse em seu entorno, em essência servindo como uma bomba.

Aplicações

A equipe já havia feito trabalhos anteriores, bem como consultado outras pesquisas, que mostravam que, em alguns metais líquidos, uma carga elétrica pode causar tanto uma expansão quanto uma mudança de forma em uma gota de metal líquido. 

Os pesquisadores observaram que, se as duas técnicas fossem utilizadas juntas, o resultado poderia ser gotas que não só se movem sozinhas através de líquidos, mas mudam de forma de acordo com necessidades pré-determinadas. 

Essa descoberta pode pavimentar o caminho para gotas que entregam materiais através de tubos ou mesmo vasos sanguíneos. Uma das aplicações médicas mais interessantes é levar drogas diretamente aos locais onde elas são necessárias dentro do corpo de um paciente.
Fonte: http://hypescience.com/estes-exterminadores-futuro-poderao-um-dia-navegar-dentro-seu-corpo/
       


Impressionante - Impressora 3D é 25x mais rápida


A impressão 3D tem sido apontada como o futuro da tecnologia para resolver diversos problemas, de diversas áreas. Mas se a gente já viu impressoras 3D fazerem coisas incríveis como imprimir casas e órgãos, isso é passado. A nova tecnologia ganhou um upgrade – e eu nem achava que isso fosse possível.

A nova e impressionante impressora 3D

Uma nova tecnologia de impressão 3D desenvolvida por uma startup do Vale do Silício, nos Estados Unidos, chamada Carbon3D Inc., permite que objetos sejam feitos continuamente a partir de um meio líquido, ao invés de serem construídos camada por camada, como têm sido nos últimos 25 anos em que a tecnologia vem sendo desenvolvida.

Nem preciso falar que isso representa uma abordagem fundamentalmente nova para a impressão 3D. E abre um mundo de possibilidades, naturalmente.

A tecnologia permite que os produtos prontos para o uso sejam feito de 25 a 100 vezes mais rápido do que outros métodos e cria geometrias anteriormente inatingíveis que abre oportunidades para a inovação não só na área da saúde e medicina, mas também em outras grandes indústrias como automotiva e de aviação.

Joseph M. DeSimone, professor de química na UNC-Chapel Hill e de engenharia química na NC State, faculdades dos Estados Unidos, é atualmente também CEO da Carbon3D onde coinventou esse método incrível de impressão com os colegas Alex Ermoshkin, diretor de tecnologia na Carbono 3D e Edward T. Samulski, também professor de química na UNC.

Atualmente, DeSimone tem focado suas energias menos em dar aulas e mais em trazer a tecnologia ao mercado, além de criar novas oportunidades para estudantes de pós-graduação de usar a técnica para a pesquisa em ciência de materiais e desenvolvimento de medicamentos na UNC.

A tecnologia, que recebeu o nome de CLIP – sigla em inglês para “líquido em interface de produção contínua” – manipula luz e oxigênio para fundir objetos em meios líquidos, criando o primeiro processo de impressão 3D que usa fotoquímica sintonizável em vez da abordagem camada por camada, que definiu a tecnologia por décadas.

                                                     

Como funciona

Essa impressora 3D funciona através da projeção de feixes de luz por uma janela permeável a oxigênio em uma resina líquida.

Trabalhando em conjunto, a luz e o oxigênio controlam a solidificação da resina, criando objetos comercialmente viáveis ​​que podem ter tamanhos menores que 20 mícrons, ou menos do que um quarto da largura de um pedaço de papel.

Através de um acordo de pesquisa patrocinado entre a universidade UNC-Chapel Hill e a startup Carbono 3D, a equipe está atualmente buscando avanços para a tecnologia, bem como materiais que são compatíveis com ela. A impressora CLIP permite que se use uma gama muito ampla de materiais para fazer peças 3D com novas propriedades, incluindo elastômeros, silicones, materiais semelhantes a nylon, cerâmica e materiais biodegradáveis. A técnica em si fornece um modelo para a síntese de novos materiais que pode ser um vasto campo de pesquisa para a ciência.

Um mundo de novas possibilidades

Além de usar novos materiais, a impressora CLIP pode nos permitir fazer objetos mais fortes com geometrias únicas que outras técnicas não nos permitem, como stents cardíacos sob medida para atender as necessidades de um paciente específico, esclarece DeSimone.

A ideia é que a impressão 3D da CLIP viabilize também implantes dentários e outras próteses feitas de acordo com a necessidade de cada paciente.

Lançamento

O lançamento da CLIP acontecerá ainda em 2015 que, coincidência ou não, é o Ano Internacional da Luz e suas Tecnologias, que reconhece aniversários importantes de avanços científicos feitos a partir da luz.
                      
Fonte: http://hypescience.com/impressionante-impressora-3d-e-25x-mais-rapida/



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