segunda-feira, 30 de março de 2015

Júpiter "viajante" explica sistema solar invulgar

Pensa-se que Júpiter migrou para mais próximo do Sol antes de inverter o seu percurso até à posição atual.Crédito: NASA/JPL/Universidade do Arizona


De acordo com um novo estudo publicado no dia 23 de março na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Júpiter pode ter varrido o Sistema Solar jovem como uma bola de demolição, destruindo a primeira geração de planetas interiores antes de recuar para a sua órbita atual. Os achados ajudam a explicar porque o nosso Sistema Solar é tão diferente das centenas de outros sistemas planetários descobertos pelos astrónomos nos últimos anos.

"Agora que podemos olhar para o nosso próprio Sistema Solar no contexto de todos estes outros sistemas planetários, uma das características mais interessantes é ausência de planetas dentro da órbita de Mercúrio," afirma Gregory Laughlin, professor de astronomia e astrofísica da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, EUA, e coautor do artigo. "O sistema planetário 'padrão' da nossa Galáxia parece ser um conjunto de super-Terras com períodos orbitais assustadoramente curtos. O nosso Sistema Solar é cada vez mais invulgar."

O novo artigo explica não só o "buraco" no nosso Sistema Solar interior, mas também certas características na Terra e nos outros planetas rochosos e interiores, que ter-se-ão formado mais tarde do que os planetas exteriores a partir de uma fonte exausta de material de formação planetária.

Laughlin e o coautor Konstantin Batygin exploraram as implicações de um cenário importante para a formação de Júpiter e Saturno. Nesse cenário, proposto por uma outra equipa de astrónomos em 2011 e conhecido em inglês como "Grand Tack", Júpiter primeiro migrou para dentro [na direção do Sol] até que a formação de Saturno fez com invertesse o seu percurso e migrasse para fora até à sua posição atual. Batygin, que trabalhou pela primeira vez com Laughlin como estudante na Universidade da Califórnia em Santa Cruz e é agora professor assistente de ciência planetária no Instituto de Tecnologia da Califórnia, realizou cálculos numéricos para ver o que aconteceria se um conjunto de corpos rochosos com órbitas pequenas se tivesse formado antes da migração interior de Júpiter.

Nessa altura, é plausível que planetas rochosos com atmosferas espessas ter-se-iam formado perto do Sol a partir de um disco denso de gás e poeira, a caminho de se tornarem comuns "super-Terras" como tantos exoplanetas que os astrónomos já descobriram em torno de outras estrelas. No entanto, à medida que Júpiter se movia para mais perto do Sol, as perturbações gravitacionais do planeta gigante varreram os planetas interiores (e planetesimais e asteroides) para órbitas íntimas e sobrepostas, desencadeando uma série de colisões que esmagaram em pedaços todos os planetas jovens.

"É o mesmo fenómeno que nos preocupa se os satélites fossem destruídos em baixa órbita terrestre. Os seus fragmentos iriam começar a colidir com outros satélites e arriscaríamos uma reação em cadeia de colisões. O nosso trabalho indica que Júpiter criou uma tal cascata de colisões no Sistema Solar interior," explica Laughlin.

Os detritos resultantes teriam então espiralado para o Sol sob a influência de um "vento" forte a partir do gás denso que ainda rodava em torno do Sol. A avalanche teria destruído quaisquer super-Terras recém-formadas, levando-as para o Sol. Uma segunda geração de planetas interiores ter-se-ia formado mais tarde a partir de material empobrecido deixado para trás, o que é consistente com as evidências de que os planetas interiores do Sistema Solar são mais jovens do que os planetas exteriores. Os planetas interiores daí resultantes - Mercúrio, Vénus, Terra e Marte - são também menos massivos e têm atmosferas muito mais finas do que o esperado, comenta Laughlin.

"Uma das previsões da nossa teoria é que os planetas realmente semelhantes à Terra, com superfícies sólidas e pressões atmosféricas modestas, são raros," afirma.

Os caçadores de planetas já detetaram mais de mil exoplanetas em órbita de outras estrelas da Via Láctea, incluindo quase 500 sistemas com planetas múltiplos. O que emergiu destas observações, como sistema planetário "típico", é um sistema que consiste de alguns planetas com massas várias vezes superiores à da Terra (as super-Terras), que orbitam muito mais perto da estrela hospedeira que Mercúrio do Sol. Em sistemas com planetas gigantes parecidos com Júpiter, também tendem a estar muito mais perto das estrelas do que os planetas gigantes do nosso Sistema Solar. Os planetas interiores e rochosos do Sistema Solar, com massas relativamente pequenas e atmosferas finas, podem muito bem ser anómalos.

Segundo Laughlin, a formação de planetas gigantes como Júpiter é um tanto ou quanto rara, mas quando ocorre o planeta gigante geralmente migra para dentro e acaba a uma distância orbital semelhante à da Terra. Apenas a formação de Saturno no nosso Sistema Solar puxou Júpiter novamente para mais longe e isso permitiu a formação de Mercúrio, Vénus Terra e Marte. Portanto, outra previsão do artigo é que a existência de planetas mais pequenos próximos da estrela, em sistemas com planetas gigantes e com períodos orbitais superiores a 100 dias, é improvável.

"Este tipo de teoria, onde 'isto' aconteceu primeiro e depois aconteceu 'aquilo', está quase sempre errada, por isso estava inicialmente cético," comenta. "Mas, na verdade, envolve processos genéricos que já foram amplamente estudados por outros investigadores. Existem muitas evidências que suportam a ideia da migração interior de Júpiter e consequente migração exterior. O nosso trabalho debruça-se sobre as consequências dessas alterações orbitais. A hipótese de "Grand Tack" de Júpiter pode muito bem ter sido um "grande ataque" ao Sistema Solar interior original."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/03/27_jupiter.htm

Anunciada existência de um novo planeta em Alpha Centauro

Em 2012, uma equipe de astrônomos europeus anunciou a existência de um novo planeta a apenas 4.3 anos-luz da Terra, mas até agora não foram encontradas evidências concretas da sua existência. Afinal, o que está acontecendo em Alpha Centauro? 


Vista a olho nu, a estrela Alpha da constelação do Centauro é apenas um ponto brilhante no céu, mas observada através de telescópio, mesmo de pequeno porte, é possível observar mais uma estrela próxima. Juntas, formam um sistema estelar binário onde Alpha Centauro A e Alpha Centauro B orbitam uma ao redor da outra a cada 80 anos.

No entanto, se observarmos através de telescópios poderosos veremos que esse sistema possui ainda mais uma estrela - Alpha Centauro C - que leva cerca de 1 milhão de anos para orbitar as outras duas.

Em 2012, após cinco anos de pesquisa, uma equipe de cientistas ligados a diversas instituições europeias, em especial ao Observatório de Genebra, anunciou a possibilidade de que um planeta poderia estar orbitando a estrela Alpha Centauro B.

A afirmação estava baseada nas medições de velocidade radial da estrela, uma técnica usada pelos astrofísicos que analisa a forma como a força gravitacional de um planeta faz oscilar a estrela a ele qual orbita. Em outras palavras, estudando o "puxão" que o planeta dá em sua estrela.

Naquela ocasião, os astrônomos fizeram 495 observações e concluíram que as oscilações observadas em Alpha Centauro B estavam sendo provocadas por um planeta rochoso, batizado de Alpha Centauro Bb.

O problema é que as medições feitas na ocasião não eram conclusivas e diversos institutos passaram a observar a luz emitida por Alpha Centauro B, na esperança de que a passagem do suposto planeta na frente do disco estelar fizesse diminuir a quantidade de fótons captados pelos instrumentos, o que confirmaria a presença de um objeto em sua orbita.

Durante 2013 e 2014, a equipe do cientista Brice-Oliver Demory, da Universidade de Cambridge, observou sistematicamente a estrela Alpha Centauro B e o resultado não foi nada animador.

Segundo Demory, os dados coletados em 2013 mostraram possíveis sinais de um trânsito planetário, mas pareceu durar mais tempo do que o esperado. Além disso, a validade estatística do sinal desapareceu quando combinado com os dados de 2014. Para Demory, isso não significa que Bb não esteja lá, mas que possa ser impossível de vê-lo da Terra.

"Isso nos deixa com um quebra-cabeça a ser resolvido, pois não temos certeza sobre o que causou o possível trânsito registrado em 2013", explicou Demory, que também descartou a hipótese de interferência óptica provocada por Alpha Centauro A.

No entender dos pesquisadores, a única explicação que resta é que há de fato um planeta no sistema, provavelmente similar à Terra e com um ano não superior a 20,4 dias, mas que ainda não foi possível de ser observado ou detectado de forma inequívoca, uma espécie de planeta-x, mas de outro Sistema Solar. 

Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Cientistas_nao_confirmam_planeta_rochoso_em_Alpha_Centauro&posic=dat_20150330-104452.inc

Lembranças apagam do cérebro memórias semelhantes

Estudo mostra que cérebro foca na memória que parece ser mais importante e apaga a outra para que não haja interferência. 

Uma lembrança específica pode nos fazer esquecer outra parecida - e neurocientistas conseguiram observar este processo usando imagens computadorizadas do cérebro.

Dentro do cérebro dos seres humanos eles localizaram as marcas únicas de duas memórias visuais desencadeadas pela mesma palavra.

Em seguida, observaram como lembrar de uma das imagens repetidamente fez a outra memória desaparecer.

O estudo foi publicado na revista Nature Neuroscience.

Os resultados sugerem que nossos cérebros apagam ativamente memórias que podem nos distrair de uma tarefa específica.

"As pessoas estão acostumadas a pensar o esquecimento como algo passivo", disse a principal autora do estudo, Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na Grã-Bretanha.

"Nossa pesquisa mostra que as pessoas se esforçam mais do que percebem para moldar o que lembram de suas vidas."

Excluindo distrações

Wimber realizou o estudo com colegas do MRC Cognition and Brain Sciences Unit, em Cambridge.
Ela disse à BBC que as novas descobertas não mostram um sistema de armazenamento de memória simples como "entra uma memória, sai uma memória".

"Não significa que esquecemos algo todas as vezes que entra uma lembrança nova."

"O cérebro parece pensar que as coisas que usa com frequência são as coisas realmente importantes para nós. Então tenta manter as coisas simples. Para se certificar de que poderemos acessar essas lembranças importantes facilmente, ele expulsa, tira do caminho as memórias que estão competindo ou interferindo."

A ideia de que lembrar de algo frequentemente pode nos levar a esquecer as memórias intimamente relacionadas a ela não é nova. Wimber afirma que ela é conhecida desde a década de 1990.

Mas os cientistas nunca haviam conseguido confirmar que isso era resultado de uma supressão ativa da memória, em vez de uma simples deterioração passiva.

O que fez a descoberta possível foi a identificação de indicadores confiáveis que as pessoas que participaram da pesquisa se lembravam de uma determinada imagem, dentro de seu córtex visual.

A pesquisadora fez isso fazendo que elas fizessem uma série de tarefas "chatas" antes dos testes com a memória começarem. Poderia ser, por exemplo, olhar uma foto de Marilyn Monroe ou de Albert Einstein muitas vezes.

A cada par de imagens foi associada um palavra sem relação com a imagem, como por exemplo "areia".

Ao pedir que os grupos lembrassem de apenas uma imagem associada à palavra repetidas vezes, foi possível ver, por exemplo, as lembranças de Marilyn ficarem mais fortes, enquanto as de Einstein desapareciam.

Apagar memórias

Wimber acredita que os resultados podem ser úteis em psicologia, onde apagar memórias específicas às vezes é exatamente o que os pacientes precisam.

"Esquecer é muitas vezes visto como uma coisa negativa, mas é claro que pode ser extremamente útil quando se tenta superar uma memória negativa do nosso passado", disse ela.

"Há oportunidades para que isso seja aplicado em áreas para realmente ajudar as pessoas."

Hugo Spiers, um professor de neurociência comportamental da Universidade College London, disse à BBC que a pesquisa era animadora e foi bem feita.

"Este é um exemplo de uma boa pesquisa de imagens do cérebro", disse ele.

"Os resultados vão além de simplesmente revelar que uma região do cérebro está envolvido na memória: eles fornecem insights sobre os mecanismos utilizados pelo cérebro para conseguir isso."

O trabalho também impressionou Eva Feredoes, que estuda mecanismos de memória na Universidade de Reading. Ela disse que a descoberta pode ser útil até para combater a perda de memória em situações de demência.

"Nós sabemos que as memórias competem com as outras em diferentes estágios enquanto estão sendo lembradas e, quando são recuperadas, as memórias perdedoras da competição são esquecidas", disse Feredoes.

"Resolver essa 'competição' complexa poderia pavimentar o caminho para novas pesquisas sobre tratamentos em doenças que afetam a memória, como a demência."

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/lembrancas-apagam-do-cerebro-memorias-semelhantes.html

domingo, 29 de março de 2015

Europa e EUA preparam missões espaciais ao 'Inferno'

Solar Orbiter e Solar Probe Plus serão enviados para entrar na órbita de Mercúrio com o objetivo de estudar o Sol - nenhuma missão espacial chegou tão próximo a ele como esses dois satélites pretendem chegar.

Provavelmente são as duas missões espaciais mais audaciosas em desenvolvimento atualmente.

Solar Orbiter e Solar Probe Plus serão enviadas para entrar na órbita de Mercúrio com o objetivo de estudar o Sol.

De lá, a temperatura na superfície frontal desses satélites vai ultrapassar as centenas de graus. Seria possível dizer que essas missões são, literalmente, "missões para o Inferno".

Projetar um sistema seguro para proteger as naves para resistirem a temperaturas tão altas é algo que tem dado trabalho aos engenheiros.

Eles precisam de algo que funcione como um "escudo de calor". Para o Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia, a solução é usar titânio. Para o Solar Probe Plus, da Nasa, o material deverá ser composto por carbono.

Os instrumentos dos dois satélites terão de se esconder por trás dessas barreiras para fazer as medições que os cientistas esperam na tentativa de desvendar alguns dos maiores e mais duradouros mistérios do Sol.

As duas missões parecem estar progredindo.

A Nasa já escolheu o foguete para lançar o Solar Probe Plus. Um poderoso Delta-IV Heavy – o maior foguete do mundo – vai lançar esse satélite de 610 quilos em direção ao Sol no fim de 2018.

E a indústria europeia – pela Airbus Defence and Space – anunciou que conseguiu produzir o que chamou de "modelo estrutural e térmico" do Solar Orbiter.

Seria como uma cópia do satélite, com instrumentos representativos. Ela será aquecida, submetida a explosões de sons e receberá impactos em uma simulação para testar seu design.

Se a cópia do satélite sobreviver a tudo isso, os engenheiros saberão que tipo de modelo também resistiria às condições extremas que irão encontrar no ambiente espacial.

Esta não é a primeira missão solar – já houve algumas nos últimos anos. A nave espacial americana DSCOVR foi a última, lançada em fevereiro.

Mas a maioria desses satélites não se aventurou muito longe, preferindo estudar o "inferno" do Sol de uma distância segura, como a da órbita da Terra.

Objetivos

Os satélites Solar Orbiter e Solar Proble Plus, porém, querem "entrar no fogo" para valer – para observar a atividade solar de perto e provar diretamente os efeitos das partículas e dos campos magnéticos que as contêm.

"Nós queremos obter três medidas", afirmou Tim Horbury, o principal investigador do Solar Orbiter. "Com o Solar Orbiter, queremos obter uma medida remota, queremos ver o que está acontecendo no Sol com nossos telescópios, e depois queremos obter uma segunda medida, para sentir o que está saindo dele."

"A terceira medida viria do próprio Solar Probe, que avançaria um pouco o campo de visão muito rápido de vez em quando só para dar uma ideia do que estaria acontecendo lá também", disse.
O Solar Probe chegará até a 43 milhões de quilômetros do Sol – significativamente mais perto de Mercúrio, que gira em torno do Sol a uma distância que varia de 46 milhões a 70 milhões de quilômetros.

Já o Solar Probe Plus é quem vai fazer o verdadeiro trabalho "infernal" quando correr pela superfície solar a meros 6 milhões de quilômetros de distância. E "correr" é a palavra certa porque a expectativa é que ele alcance velocidades de 200 quilômetros por segundo em partes da órbita.

E aproximações distintas como essas também precisam de estratégias distintas.

Ficando mais distante, o Solar Orbiter consegue liberar telescópios. E as imagens captadas por eles provavelmente serão espetaculares, revelando características do sol com uma resolução nunca conseguida antes.

Chegando bem próximo do Sol, o Solar Probe Plus poderá conseguir dados notáveis, mas olhar diretamente para o Sol é algo que está realmente fora de questão.

A pouco mais de 6 milhões de quilômetros, a temperatura da superfície deve atingir 1,3 mil graus. O Solar Probe Plus não pode sequer se dar ao luxo de ter pequenos buracos em seu escudo revestido com cerâmica e carbono.

Já o Solar Orbiter, de 1,8 mil quilos, pode. "Temos alguns orifícios de passagem", diz Dan Wild, um dos engenheiros térmicos da Airbus. "Esses são apenas grandes cilindros feitos de titânio e revestidos de preto para o controle da luz, para que a gente não pegue muito reflexo."

"E na frente dos cilindros têm portas. Nós podemos fechar essas portas e isso significa que não vamos perder a nave espacial se alguma coisa der errado", afirmou.

O que pode dar errado? Uma coisa – é preciso apontar diretamente para o Sol o tempo todo para que o escudo térmico não pare de jogar uma sombra resfriadora no resto da nave.

"Se você perde a atitude – em outras palavras, se em algum momento, quando você está muito perto do Sol, você não está apontando diretamente para ele – então a nave pode ficar iluminada por trás do escudo térmico, com as consequências óbvias."

"Então temos que ter um sistema de direccionamento para o Sol bastante robusto", explica Philippe Kletzkine, gerente de projetos do Solar Orbiter.

"A parte frontal do escudo do Solar Orbiter vai experimentar temperaturas na ordem dos 600 graus, mas atrás elas devem atingir apenas 60 graus."

Curiosamente, o instrumento de trás do Solar Orbiter, que carrega alguns experimentos magnéticos e de plasma, irá ficar tão na sombra, que ficará frio o suficiente – numa temperatura inferior a 10 graus – para requisitar um aquecimento ativo.

Possíveis conclusões

Então o que obtemos com essa engenharia dos extremos? Esperamos que a chance de solucionar alguns enigmas solares. Ao ficar posicionado diretamente na atmosfera externa do Sol – a coroa solar -, o Solar Probe Plus pode ajudar a explicar porque essa extensa região é tão mais quente do que a superfície do Sol. Isso é realmente um quebra-cabeças.

Já o Solar Orbiter deve nos dar melhores ideias sobre o que impulsiona seu ciclo de atividade de 11 anos. Sua órbita será alta o suficiente para ter uma visão polar do Sol. Pela primeira vez, poderemos ver corretamente o que acontece quando o campo magnético solar gira.

"Nós sabemos quando ele gira, mas não sabemos os detalhes porque nunca conseguimos chegar perto dos polos", diz Louise Harra, do Laboratório de Ciência Espacial da University College London.

"Chegando na altura dos polos, teremos uma vista excelente e isso nos dará uma ideia muito melhor sobre o mecanismo que rege o ciclo solar e sobre por que esse ciclo começou a ficar mais fraco nos últimos anos."

As duas missões juntas estão custando US$ 2,5 bilhões (mais de R$ 8 bilhões). A missão americana custa quase o dobro da europeia. Mas há um reconhecimento crescente de que conseguir compreender melhor o comportamento do Sol trará grandes benefícios para a Terra. Grandes tempestades solares têm o potencial de destruir satélites, comunicação de rádio e redes de eletricidade.

Há muitos cientistas trabalhando nas duas missões. E as duas serão enviadas ao espaço daqui três anos, em 2018.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/europa-e-eua-preparam-missoes-espaciais-para-o-inferno.html

Pesquisadores desenvolvem novos meios de medir pressão intracraniana

Sistemas criados por grupo de pesquisador de São Carlos dispensam cirurgia.

Dispositivos ajudam a avaliar casos de traumatismo, epilepsia e pré-eclâmpsia


Pesquisadores liderados por Sérgio Mascarenhas, coordenador de Projetos do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo em São Carlos (SP), desenvolveram métodos de medição da pressão intracraniana que dispensam cirurgias e negociam a aplicação dos modelos em grandes hospitais do país.

Tudo começou em 2005. “Era possível diagnosticar pelos sintomas – como descontrole urinário e andar arrastado – ou pela tomografia. Chegaram à conclusão de que eu tinha a doença e a única terapia possível era colocar uma válvula na minha cabeça com um catéter para a liberação do líquido em excesso no cérebro no abdômen”, contou Mascarenhas, que transformou o diagnóstico de hidrocefalia de pressão normal em inspiração para inovações na medicina.

Ele e a equipe interdisciplinar composta por 40 pessoas desenvolveram novas formas de acompanhar a pressão intracraniana e já patentearam dois equipamentos - o terceiro está a caminho.

Equipamento permite monitorar a pressão intracraniana sem cirurgia (Foto: Divulgação)
Equipamento permite monitorar a pressão no crânio
sem a necessidade de cirurgia (Foto: Divulgação)

No segundo, não invasivo, um sistema acoplado a uma espécie de bandana é mantido em contato com a cabeça do paciente e compara as variações da pressão interna por meio das deformações da superfície do crânio, apontando anormalidades.

Os modelos foram testados na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, na Universidade do Porto, em Portugal, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e no Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e apontaram avanços principalmente no monitoramento de pessoas com traumatismo craniano, epilepsia e hipertensão na gravidez. “Na pré-eclâmpsia, a pressão arterial sobe, elevando a pressão intracraniana”, explicou.

Utilização

Os equipamentos possuem autorizações para pesquisas, mas Mascarenhas afirmou que a expectativa é de que nos próximos meses a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emita a certificação para uso geral. “Estamos conversando com o Hospital das Clínicas de São Paulo e com o Hospital Albert Einstein”, adiantou.

Novos métodos foram testados no Brasil e em Portugal (Foto: Divulgação)
Novos métodos foram testados em hospitais no
Brasil e também em Portugal (Foto: Divulgação)

Contratos com o Ministério da Saúde para uso em ambulâncias, por exemplo, também não estão descartados. “Há o interesse, tanto que o ministério, através da Organização Pan-Americana da Saúde, vem financiando as pesquisas há quatro anos”.  O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Finep também apóiam os estudos.

“Os métodos são 50 vezes mais baratos do que dispositivos desenvolvidos no exterior, além de terem possibilidade de manutenção aqui no país. Estamos em negociação com empresas que possam fazer a distribuição”, finalizou Mascarenhas.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/03/pesquisadores-desenvolvem-novos-meios-de-medir-pressao-intracraniana.html


Português eleito melhor jovem investigador na área da esquizofrenia

É primeira vez que um português vence este galardão

O psiquiatra Tiago Reis Marques, investigador na área da esquizofrenia, foi distinguido com o prémio de Melhor Jovem Investigador, atribuído no 15º Congresso Internacional de Investigação da Esquizofrenia, que decorre nos Estados Unidos.

Trata-se da primeira vez que um português vence este galardão, o qual "pretende distinguir jovens investigadores que desenvolvem trabalhos de investigação básica ou clínica na área da esquizofrenia e também estimular o desenvolvimento de carreiras científicas focadas nesta doença psiquiátrica".
A investigação premiada de Tiago Reis Marques tenta perceber "de que forma o stress provoca alterações cerebrais na conectividade cerebral e a relação que isso tem com a resposta terapêutica", disse o investigador através de uma nota de imprensa.

O investigador, de 38 anos, que desenvolve a sua actividade no Instituto de Psiquiatria do Kings College, em Londres, onde actualmente lecciona, tem-se dedicado à procura de novos alvos terapêuticos, procurando perceber como e onde poderão actuar novos medicamentos para o tratamento das doenças psiquiátricas.

Este prémio é "um reconhecimento perante o trabalho que a equipa com quem trabalho tem vindo a desenvolver na compreensão das doenças psiquiátricas", disse o investigador.

"Pessoalmente, é um importante estímulo para que continue a desenvolver em paralelo uma carreira enquanto médico e investigador", prosseguiu.

O foco da investigação de Tiago Reis Marques é a utilização de dados de neuroimagem, como a ressonância magnética, para a compreensão das doenças psiquiátricas.

Recentemente, Tiago Reis Marques participou num estudo conduzido pelo Instituto de Psiquiatria, Psicologia e Neurociências do King's College de Londres, o qual concluiu que o consumo de canábis em doses diárias e muito fortes aumenta cinco vezes o risco de psicose.

De acordo com esta investigação, um em cada quatro novos casos de psicose se deve à ingestão diária de canábis de "alta potência".

Fonte: http://www.sol.pt/noticia/128017

sábado, 28 de março de 2015

Rússia e EUA pretendem criar nova estação espacial

Roscosmos e a Nasa vão construir nova estação orbital.

Estação Espacial Internacional (ISS) funcionará até 2024.


Rússia e Estados Unidos estão planejando criar de forma conjunta uma nova estação espacial a partir de 2024, disse neste sábado (28) o chefe da agência espacial russa Roscosmos, Igor Komarov.

"A Roscosmos e a Nasa trabalharão juntas no programa da futura estação orbital, um projeto aberto para todos os países que desejem unir-se", disse Komarov em entrevista coletiva na base de Baikonur.

Imagem da Nasa de 2011 mostra a Estação Espacial Internacional (Foto: Divulgação/Nasa)
Imagem da Nasa de 2011 mostra a Estação Espacial Internacional. (Foto: Divulgação / Nasa)

Komarov acrescentou que ambas agências espaciais também decidiram prolongar até 2024 o prazo de serviço da Estação Espacial Internacional (ISS). "Decidimos isso com o administrador da Nasa, Charles Bolden", afirmou Komarov, segundo a agência "Itar-Tass", momentos depois que a nave Soyuz TMA-16M se acoplou nesta madrugada com sucesso à ISS com três astronautas a bordo, dois russos e um americano.

"A Roscosmos e a Nasa cumprirão com o programa de construção de uma estação orbital de futuro. Vamos elaborar os detalhes. Vai ser um projeto aberto, não se limita só aos participantes atuais, mas aberto a outros países que estejam dispostos a unir-se a ele", afirmou Komarov, citado pela portal russo "Sputniknews".

Além disso, Rússia e EUA decidiram unificar as 'normas técnicas' dos sistemas de acoplamento de suas naves espaciais, acrescentou Komarov.

Na mesma entrevista coletiva, o administrador da Nasa, Charles Bolden, lembrou aos jornalistas que a Rússia e os EUA têm ainda a intenção de criar uma roteiro para os programas de voo a Marte.

A Roscosmos e a Nasa estão trabalhando entre si e com outros parceiros em um roteiro mundial da exploração espacial, revelou Bolden. "Nosso âmbito da cooperação será Marte. Estamos discutindo a melhor maneira de utilizar os recursos, o financiamento, estamos estabelecendo prazos e distribuição de esforços a fim de evitar a duplicação", detalhou.

A atual Estação Espacial Internacional é um projeto de mais de US$ 100 bilhões, orbita a uma distância de entre 335 e 460 km da Terra, e pesa mais de 450 toneladas. A plataforma espacial se desloca a cerca de 27.000 km/h, teve residentes de forma contínua desde 2000 e dela participam 16 nações.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/russia-e-eua-pretendem-criar-nova-estacao-espacial.html



sexta-feira, 27 de março de 2015

Astronautas vão ficar um ano fora da Terra

A nave com o astronauta norte-americano Scott Kelly e o cosmonauta russo Mikhail Kornienko, que vão ficar um ano na Estação Espacial Internacional, descolou, esta sexta-feira, do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão.

É a primeira vez que astronautas vão permanecer um ano consecutivo na Estação Espacial Internacional

No aparelho, uma nave russa Soyuz, segue também o cosmonauta russo Gennady Padalka, que, ao contrário dos seus colegas, regressará à Terra ao fim de seis meses.

É a primeira vez que astronautas vão permanecer um ano consecutivo na Estação Espacial Internacional.

A missão, conjunta da Nasa e da agência espacial russa Roscosmos, visa testar a resistência do corpo humano à exposição de um ambiente de gravidade zero por um longo período de tempo, numa altura em que se projeta levar o homem a Marte, uma expedição que durará mais de um ano.

Se tudo correr conforme o programado, o veículo Soyuz chegará à Estação Espacial Internacional seis horas após a descolagem.

Kelly, Kornienko e Padalka vão juntar-se a outros três colegas, que se encontram na estação espacial desde novembro, incluindo a astronauta Samantha Cristoforetti, a primeira mulher italiana que viajou para o espaço.

A maioria das expedições à Estação Espacial Internacional dura entre quatro e seis meses.

Segundo a Nasa, a longa exposição a um ambiente de gravidade zero pode afetar, de muitas maneiras, o corpo humano, nomeadamente suscitar alterações na visão, atrofia muscular e perda óssea.

Para a agência espacial norte-americana, "a psicologia humana é também uma área de investigação importante", atendendo a que os astronautas vão circular, na estação espacial, em espaços confinados e estar isolados do resto das pessoas.

Enquanto Scott Kelly estiver em órbita, o seu irmão gémeo, Mark Kelly, astronauta reformado da Nasa, irá participar em estudos genéticos comparativos.

Os testes vão ajudar os especialistas a identificarem melhor qualquer alteração no corpo humano decorrente da longa exposição à gravidade zero.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=4480602&page=-1  

Sonda Curiosity encontra mais provas de que poderá ter havido vida em Marte


Novas amostras recolhidas em Marte pelo jipe sonda Curiosity e analisadas por cientistas, resultaram num achado muito importante: nitrogênio fixado em sedimentos, na forma de nitratos. Estes são os compostos que na Terra servem de nutrientes para os micróbios. Uma prova a mais de que em Marte pode ter havido vida.

A descoberta foi detalhada na publicação online em Proceedings of the National Academy of Sciences. Os nitratos são compostos de nitrogênio, que supostamente são uma fonte crucial de nutrientes para os microorganismos. O nitrogênio é fundamental para a existência de vida, a formação do DNA ou dos aminoácidos, à base de proteínas. Como relata a autora principal, Jennifer Stern, do Goddard Space Flight Center da NASA, “é uma prova a mais de que este ecosistema teve os ingredientes necessários para a vida“.

Para chegar até esta descoberta, os cientistas analisaram os dados provenientes de três amostras de rochas obtidas pelo Curiosity. O jipe-sonda analisou as amostras em seu pequeno laboratório portátil, o Sample Analysis at Mars, ou SAM, e enviou os dados para que os cientistas iniciassem seus trabalhos. Os cientistas encontram então uma grande quantidade de óxido de nitrogênio, um componente que, segundo os investigadores, muito provavelmente vinha dos nitratos.

Como explica Stern ao LA Times, “o que detectamos é óxido de nitrogênio, mas sabemos através dos experimentos em laboratórios que quando se esquenta os nitratos (o que é justamente o que faz o laboratório do jipe-sonda Curiosity: esquentar as amostras e analisar os gases), estes se decompõem de uma forma muito concreta. Por isso cremos que o que havia originalmente eram nitratos“.

A detecção de nitrogênio ligado aos sedimentos é um passo fundamental para demonstrar que Marte pode ter sido habitável. Segundo Francisco Javier Martín, investigador do Centro Superior de Investigações Científicas (CISC – Espanha), que também participou da publicação, “a disponibilidade de nitrogênio bioquímico útil, junto com as condições que cremos ter existido em Marte, e a possível presença de compostos orgânicos em seu solo, refletem um cenário potencialmente habitável para algum tipo de ser vivo no passado“.

As quantidades de nitratos encontradas são similares às que se encontraria hoje em lugares extremamente secos na Terra, como nos desertos.

Isto significa que poderia ter havido vida microscópica em Marte há milhões de anos? Não está 100% provado, mas é muito provável, com base nestas e outras descobertas.

Existe vida hoje em dia? Tampouco está provado. O próximo passo dos cientistas será precisamente tratar de entender o que pode ter criado nitratos: se foi a própria atividade dos microorganismos, ou outros fenômenos, como o impacto de um asteroide. E mais importante, saber se este processo pode ainda existir atualmente na superfície marciana.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/03/25/curiosity-descobre-mais-provas-que-pode-ter-havido-vida-em-marte/#axzz3Vcj16QsV



Astronomia: Olhe para o céu e veja a beleza do Hexágono de verão

Se você olhar para cima neste fim de semana, o céu noturno não vai lhe decepcionar. São diversas constelações, uma mais bonita que a outra, formando figuras simples e perfeitas vistas desde a antiguidade. É só olhar pra cima e admirar! 

Hexagono de Verao

Lá pelas 21 horas, o céu noturno estará simplesmente deslumbrante e o que mais chamará a atenção, além da Lua, será a presença de Júpiter e do chamado Hexágono de verão, um asterismo formado por sete estrelas muito brilhantes, que parecerão cercar nosso satélite natural.

Em astronomia, asterismo é um padrão de estrelas que parece formar uma figura, que neste caso é o Hexágono de verão, cujos vértices são compostos pelas estrelas Rigel, Aldebaran, Capella, Pollux e Castor, Procyon e Sirius.

Este asterismo é visível no céu noturno entre dezembro e março e todas as estrelas constituintes são muito brilhantes, com magnitude variando entre -1.47 e 1.96.

Embora o Hexágono de verão seja um desenho único formado por estrelas, cada uma delas pertence a uma constelação diferente:
Rigel pertence à Orion, Aldebaran a Touro, Capela ao Cocheiro, Castor e Polux fazem parte de Gêmeos, Procyon ao Cão Menor e Sirius ao Cão maior.

O interesse da formação dessa sexta-feira é que ela parece abraçar a Lua, que estará centrada dentro do hexágono. Além disso, a presença de Júpiter no mesmo quadrante dará um toque todo especial, com o gigante gasoso formando um triângulo com a Lua e Procyon.

Então é isso. Chame a família e os amigos. Convide-os a curtir o céu noturno nesse fim de semana. Depois, se for o caso, volte ao Facebook e conte a todos como é interessante o mundo real, cheio de coisas legais a serem descobertas! 

Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Astronomia_olhe_para_cima_e_veja_a_beleza_do_Hexagono_de_verao&posic=dat_20150327-104210.inc


Cientistas dizem que o vírus Ébola sofreu menos mutações que esperado

Notícia é boa pois pode facilitar tratamento e evitar sua propagação.

Epidemia matou mais de 10 mil na África Ocidental; 25 mil foram infectados.


Imagem micrográfica colorida digitalmente com ampliação de 25 mil vezes mostra uma célula envolta por numerosos filamentos de vírus ebola (Foto: Reuters/Niaid)
Imagem micrográfica colorida digitalmente com ampliação de 25 mil vezes mostra uma célula envolta por numerosos filamentos de vírus Ébola

O vírus ebola não está mudando tão rapidamente quanto os cientistas temiam, uma boa notícia para o tratamento da doença e para se evitar sua propagação - é o que mostra estudo divulgado nesta sexta-feira (27) na edição impressa da revista "Science".

Pesquisas anteriores baseadas em dados limitados sugeriram que o ebola estava fazendo mutações duas vezes mais rápido que no passado.

Mas os cientistas que sequenciaram quatro amostras do vírus, coletadas no Mali entre outubro e novembro, não encontraram alterações genéticas significativas em comparação às amostras colhidas no início da epidemia, em março de 2014.

"O vírus do atual surto na África Ocidental parece ser estável - ou seja, não parece sofrer mutação mais rapidamente do que os vírus em epidemias anteriores, e isso é reconfortante", explicou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID).

Variação genética influencia vacina

Testes de diagnóstico, anticorpos e vacinas experimentais se baseiam na composição genética do vírus em um determinado momento. Se ocorrer muita variação genética, o diagnóstico de formas novas e mutantes pode não ser possível e vacinas e anticorpos poderiam se tornar ineficaz.

Mutações também poderiam potencialmente levar a sintomas mais graves ou a um vírus que se espalhe mais facilmente, disseram os cientistas. Em agosto, virologistas que estudavam 99 genomas virais de pacientes em Serra Leoa encontraram um grande número de mutações.

Mas no estudo publicado na "Science" ficou claro que as amostras de ebola recolhidas no Mali são semelhantes às recolhidas em outro lugar no passado.

Os novos dados "dão ainda mais segurança de que uma estratégia de vacinação deve funcionar", afirmou Jim Kent, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que criou um banco de dados do genoma do vírus Ebola.

Mas Kristian Andersen, do Instituto Broad e co-autor do estudo anterior conduzido em Serra Leoa, advertiu que novos tratamentos e vacinas poderiam resultar em mutações de vírus que ajudarão o Ebola a ficar mais resistente.

A epidemia de ebola já matou mais de 10.000 pessoas na África Ocidental - de quase 25 mil infectados - desde o início de 2014, principalmente na Libéria, em Serra Leoa e na Guiné

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2015/03/cientistas-dizem-que-virus-do-ebola-sofreu-menos-mutacoes-que-esperado.html

Capitais da Europa vão cortar 40% de suas emissões de gases até 2030

Meta foi adotada durante conferência realizada em Paris nesta semana.

Objetivo é auxiliar plano global para conter os efeitos da mudança climática.


Prefeitos das principais cidades da Europa firmaram acordo para realizar ações contra a mudança climática (Foto: Eric Feferberg/AFP)
Prefeitos das principais cidades da Europa firmaram acordo para realizar ações contra a mudança climática 

Cerca de 30 prefeitos e representantes de capitais e grandes cidades da União Europeia (UE) adotaram nesta quinta-feira (26), em Paris, uma declaração na qual prometem se esforçar para reduzir em pelo menos 40% suas emissões de gases do efeito estufa antes de 2030.

Convocado pela prefeita de Paris, Anne Hidalgo, o ato foi copresidido pelo prefeito de Roma, Ignazio Marino, e organizado dentro dos preparativos da Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática que será realizada em Paris, entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro deste ano, a COP21.

O presidente da França, François Hollande, louvou a iniciativa em uma breve visita à prefeitura de Paris, onde estavam o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, e o comissário europeu de Ação pelo Clima e Energia, Miguel Arias Cañete.

Eles foram acompanhados pelos prefeitos de Lisboa, Estocolmo, Atenas, Viena, Bruxelas, Helsinque, Florença, Gênova, Bucareste, Lyon e Estrasburgo, entre os mais de 20 que viajaram para Paris, junto com representantes de Berlim, Londres, Milão, Copenhague, Amsterdã, Hamburgo e Dublin, entre outras cidades.
 
Luta é 'prioridade'

Imagem obtida em abril a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) mostra a região dos Alpes, na Europa, com o reflexo da Lua sobre o Mar Mediterrâneo. (Foto: Nasa/Divulgação)
Imagem obtida em abril a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) mostra iluminação das cidades da Europa (Foto: Nasa/Divulgação)
 
As capitais e grandes cidades que hoje deram seu apoio à "Declaração de Prefeitos Europeus pelo Clima" ressaltaram que representam "mais de 60 milhões de habitantes e 2 bilhões de euros de Produto Interno Bruto (PIB)". Além disso, garantiram que a luta contra a mudança climática é "uma prioridade".

O documento ressalta a decisão de utilizar os investimentos públicos municipais, através de compras "verdes" conjuntas, entre várias cidades, e assim incentivar em escala europeia as "filiais sóbrias em carbono", preexistentes ou que serão criadas.

A prefeita de Paris, que transferiu seus convidados até a prefeitura em automóveis elétricos, reiterou que chegou o momento de agir, pois é absolutamente indispensável reduzir o aquecimento do planeta, algo que 'ainda é possível'.

O presidente francês lembrou que o sucesso da COP21 "não está garantido", pois depende das difíceis negociações entre todos os países do mundo, e ressaltou o papel que as cidades podem desempenhar para conseguir o acordo almejado.

As cidades, segundo Hollande, podem demonstrar "que é possível viver bem com um modelo urbano" que luta contra o aquecimento climático e pressionar os governos para conseguir um acordo mundial que proteja o planeta para as gerações futuras.

Cidades devem agir

Efetivamente, a declaração lembra que mais de 6 mil cidades europeias, estruturadas em redes e reunidas no Pacto dos Prefeitos, já prometeram reduzir pelo menos 20% de suas emissões de gases do efeito estufa antes de 2020.

"Para se convencer que o desafio climático é um desafio local, basta lembrar que, entre 2015 e 2050, as cidades do mundo acolherão dois terços da população mundial e emitirão 70% dos gases do efeito estufa", destacou a governante parisiense.

Entre os projetos que evidenciam a importância de uma ação conjunta, Hidalgo louvou a iniciativa sobre ônibus elétricos que será lançada amanhã em Buenos Aires pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, presidente do Grupo de Grandes Cidades para Liderança do Clima, conhecido como C40.

Junto com Fabius, a prefeita de Paris também ressaltou que durante a COP21, o Conselho Mundial para o Clima da organização Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU) reunirá cerca de mil de prefeitos de todo o mundo entre os dias 4 e 7 de dezembro.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/03/capitais-da-europa-vao-cortar-40-de-suas-emissoes-de-gases-ate-2030.html

Pesquisadores criam dispositivo que detecta predisposição para diabetes 2

"Ferramenta" foi criada pela Universidade de São Paulo (USP) São Carlos.

Sensor que detecta diabetes do tipo 2 tornará exame mais rápido e barato.


Pesquisadores acreditam que sensor vai baratear exames em São Carlos (Foto: Reprodução/EPTV)Um dispositivo criado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP) detecta pacientes que têm predisposição para desenvolver diabetes tipo 2. O sensor deve fazer com que o exame fique mais rápido e barato. Os pacientes que apresentarem resultado positivo podem procurar um médico e mudar hábitos simples para não desenvolver a doença no futuro.

A genética, bem como o sedentarismo, o tabagismo e a má alimentação podem desencadear o diabetes tipo 2. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, no Brasil, mais de 12 milhões de pessoas, o equivalente a 6,2% da população, têm a doença. O tipo 2 é o mais comum e representa cerca de 90% dos casos. Se um dos pais tiver diabetes desse tipo, a chance de o filho também ter é de 15%. No caso de o casal possuir a doença, a probabilidade para o filho é de 75%.


Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2012, só no Estado de São Paulo foram registradas mais de 21 mil internações e 9.562 mortes por causa do problema. A rapidez no diagnóstico pode ajudar a prevenir a doença, bastando tomar alguns cuidados. “Tendo uma dieta mais saudável, uma prática de exercícios físicos, cessação de tabagismo, controle de colesterol e outros”, explicou a dermatologista Thais Cotrim Martins.

Pensando nisso, um grupo do Instituto de Física da USP São Carlos criou um novo sistema que permite saber se o paciente tem predisposição para desenvolver o diabetes tipo 2, doença crônica que afeta o nível de glicose, principal fonte de energia do corpo.

Por meio de um sensor, é possível detectar a baixa concentração do hormônio adiponectina, relacionado com a doença. Durante a pesquisa, que durou dois anos, amostras de sangue de pessoas desconhecidas foram colhidas e colocadas dentro de um tubo. O sensor ficou em contato com o sangue por cerca de 1h30 e depois foi lavado e colocado dentro de um recipiente com uma solução para ser analisado.

“Para aplicar um potencial no eletrodo e medir a corrente resposta, o que me dá as taxas do hormônio. Se as taxas estiverem baixas, há predisposição para desenvolver o diabetes, se estiver alta, não há problemas”, explicou a pesquisadora Laís Canniatti Brazaca.

O teste convencional custa cerca de R$ 1 mil por amostra de sangue e leva cerca de 15 dias para ficar pronto. Com o sensor, ainda sem previsão para entrar no mercado, o mesmo exame custaria entre R$ 10 e R$ 100 e o resultado sai em minutos.

Diagnóstico

Sem desconfiar que tinha diabetes, a aposentada Isair Grosso da Costa passou quase 30 anos com problemas de saúde. “Passava mal. Depois que descobri comecei a tomar remédio. Agora tomo insulina três vezes por dia”, contou.

A rotina da aposentada e da família mudou. O tratamento exige disciplina e atenção. Além de tomar insulina, é preciso medir o nível de glicose, a quantidade de açúcar no sangue, pelo menos duas vezes por dia.

A novidade deixou a filha de Isair, a aposentada Sueli da Costa Dores, otimista. “Vou procurar um médico especializado nessa área para não vir a ter diabetes.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/03/pesquisadores-criam-dispositivo-que-detecta-predisposicao-para-diabetes-2.html

Islândia mapeia DNA de toda sua população

Dados médicos podem ser usados para identificar indivíduos que correm risco de desenvolver câncer, mas criam polêmica sobre ética médica.

  Mapeamento genético gera preocupações relacionadas à étca médica (Foto: Thinkstock)
 Mapeamento genético gera preocupações relacionadas à étca médica

Cientistas na Islândia dizem ter mapeado com sucesso o código genético do "país inteiro".

A façanha teria sido realizada por meio da combinação de dados de DNA com árvores genealógicas.
Representantes da equipe científica deCODE, responsável pelo mapeamento, disseram que agora podem encontrar todas as mulheres que correm risco de desenvolver câncer de mama "com o apertar de um botão" – e que seria um crime não usar essa informação.

A pesquisa científica, publicada no jornal científico Nature Genetics, usou os dados para fazer uma série de descobertas, incluindo a idade do último ancestral em comum de todos os homens.

O DNA é passado de geração para geração, assim, ao decodificar o código genético de uma criança, é possível mapear o DNA de seus país e avós.

A equipe pesquisou as sequências de DNA de dez mil pessoas e combinou os dados com árvores genealógicas.

"Usando essas técnicas podemos prever, com substancial exatidão, o genoma de toda a nação", disse o chefe executivo do deCODE, Kari Stefansson.

Medicina

Mutações nos genes chamados BRCA ocasionam um elevado risco de desenvolvimento do câncer. Foi isso que motivou a atriz Angelina Jolie a ter seus seios e ovários removidos.

"Nós podemos, na Islândia, descobrir todas as mulheres que carregam mutações no gene BRCA2", disse Stefansson.

"O risco poderia ser anulado com mastectomias e ovariotomias preventivas. Seria criminoso não tirar vantagem disso e estou convencido que meus compatriotas começaram a usar isso logo".

Os dados por enquanto são anônimos. Usar esse tipo de informações em medicina poderia levantar questões éticas – como identificar genes mortíferos em pessoas que nunca se voluntariaram para estudos de DNA.

Stefansson disse que muito debate está por vir. "Mas eu, como médico mais antigo, tenho o instinto de simplesmente entrar em contato com essas pessoas e alertá-las".

Ele já está discutindo o assunto com autoridades da saúde pública islandesa.

Estudos elegantes

O projeto britânico que pretende decodificar o genoma de 100 mil pessoas (Genomics England) e a Iniciativa de Medicina de Prevenção, do governo Barack Obama npos Estados Unidos, também visam usar informações genéticas para revolucionar a medicina.

Mark Caulfield, cientista chefe do Genomic England, disse que os estudos da Islândia são "muito interessantes" e "muito elegantes".

"A equipe da Islândia deve ser elogiada por ter continuado, ao longo de muitos anos, a contribuir para o entendimento das informações genéticas da doença estudando toda uma população".
"Estamos no limite da aplicação da medicina genômica em escala transformadora".

Ele disse porém que há muitos tipos de mutações no gene BRCA2 e é preciso ter certeza do risco antes de avisar mulheres supostamente em risco.

Pai em comum

O projeto fez uma série de descobertas, incluindo um novo gene ligado à doença de Alzheimer.

A equipe também produziu uma estimativa da idade do mais antigo ancestral do homem ao analisar a taxa de mutações no cromossomo Y.

Os pesquisadores disseram acreditar que o último ancestral em comum do homem viveu há 239 mil anos. A estimativa anterior era 308 mil anos.

Eles também identificaram a falta de cópias de um gene específico em 8% da população, mas não sabem se isso pode ser prejudicial, beneficiar ou não ter impacto sobre esses indivíduos. Mais estudos estão sendo realizados.

Susan Wallace, que trabalhou na organização não governamental Conselho de Bioética Nuffield, afirmou: "Esse parece ser um estudo promissor que pode trazer benefícios para as pessoas".

Ela afirmou, porém, que há preocupações de que esses dados sejam tornados públicos e acabem sendo usados comercialmente.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/03/islandia-mapeia-dna-de-toda-sua-populacao.html

Cientistas descobrem que fungo que brilha no escuro tem relógio biológico

Estudo de brasileiros e americanos investigou cogumelos bioluminescentes.

Processo químico que gera luz natural atrai a atenção da ciência há tempos.

Fungo do filo 'Basidiomycetes' e sua bioluminescência (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)
Fungo do filo 'Basidiomycetes' e sua bioluminescência 

Cientistas descobriram que fungos encontrados no Brasil e que emitem luz natural, um fenômeno chamado de bioluminescência, têm o “relógio biológico” semelhante ao dos humanos. Os organismos conseguem diferenciar o dia da noite e, a partir disso, regulam seu comportamento.

A percepção dessa característica ocorreu durante estudos com exemplares de cogumelos bioluminescentes conduzidos pelo professor Cassius Stevani, associado ao Instituto de Química, da Universidade de São Paulo (USP).

Ele percebeu que exemplares do fungo N. gardneri economizavam energia durante o dia para brilhar intensamente no período noturno.

Uma hipótese para a “motivação” seria que a "tecnologia" serviria para atrair insetos e artrópodes, como as aranhas, para auxiliarem o fungo a disseminar seus esporos.

Stevani investiga a emissão de luz por fungos desde 2002. Ele já descreveu ao menos 12 espécies diferentes de cogumelos luminescentes que podem ser encontradas em florestas da Mata Atlântica, Amazônia e até do Cerrado. Também há exemplares fora do país.

Seu objetivo é entender a produção da luminescência natural, processo químico pelo qual animais como o vagalume e a água-viva emitem luz a partir de suas células.

Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas.

No caso da luminosidade dos fungos, além da possibilidade de ajudarem nas áreas já citadas, o entendimento deste processo pode auxiliar na criação de indicadores para pesquisas genéticas.

A investigação foi publicada na versão on-line da revista “Current Biology”, que faz parte das publicações do grupo Cell. O trabalho foi conduzido por cientistas das universidades de São Paulo (USP), Federal de São Carlos (Ufscar), além da Escola de Medicina Dartmouth, dos Estados Unidos.
Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)
Proteínas da bioluminescência já foram aplicadas para desenvolver novos medicamentos e ajudam a entender o funcionamento de células vivas (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)

Durante o dia, fungo economiza energia (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)
Durante o dia, fungo economiza energia

À noite, a energia acumulada é utilizada para gerar a iluminação natural (Foto: Divulgação/Cassius Stevani)
À noite, a energia acumulada é utilizada para gerar a iluminação natural 

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/03/cientistas-descobrem-que-fungo-que-brilha-no-escuro-tem-relogio-biologico.html

 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Asteroide passará amanhã próximo da Terra a mais de 37 mil km/h

Asteroide passará a uma distância de cerca de 2,8 milhões de quilômetros de distância.

Um asteroide de 1.000 metros de largura irá passar “bem próximo” da Terra esta semana, viajando a mais de 37 mil km/h. As informações são do The Independent.

 Foto: Twitter
O rochedo 2014-YB35, vai passar relativamente próximo do nosso planeta, algo em torno de 2,8 milhões de quilômetros de distância 

O rochedo vai passar relativamente próximo do nosso planeta, algo em torno de 2,8 milhões de quilômetros de distância, o que significa 11,7 vezes mais longe do que a Lua. 

Um asteroide que passou ao lado da Terra em janeiro, estava ainda mais próximo de nossa superfície do que este esperado – tendo sido possível para os astrônomos amadores enxergá-lo com binóculos – algo em torno de dois mil quilômetros. 

A Nasa irá observar o fenômeno para estudar o movimento do asteroide pelo espaço. Cientistas do Observatório Goldstone, no Deserto de Mojave da Califórnia, já começaram a monitorar o asteroide e buscam saber qual tamanho e de qual material é feito.  

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/asteroide-passara-proximo-a-terra-a-mais-de-37-mil-kmh,4179ffb11265c410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

Espessura do gelo na Antártida diminuíu 20% em 20 anos


A espessura do gelo flutuante em torno da Antártida, que age como uma proteção contra o afundamento dos glaciares permanentes que cobrem este continente, reduziu-se 20% em alguns locais nas últimas duas décadas e o fenómeno está a aumentar.

A informação foi conhecida hoje, depois de divulgado na edição em linha da revista Science um estudo, efetuado a partir de dados provenientes de medidas por satélite da Agência Espacial Europeia, feito entre 1994 e 2012, sobre a forma como os gelos da Antártida respondem ao aquecimento global.

Estas barreiras de gelo permanentes têm em média entre 400 a 500 metros de espessura e podem estender-se por centenas de quilómetros ao largo das costas da Antártida.

Fonte: http://visao.sapo.pt/espessura-do-gelo-flutuante-em-torno-da-antartida-reduziu-se-20-em-20-anos=f814762

Vacina brasileira contra a dengue pode estar disponível no ano que vem

A expectativa do Instituto Butantan, responsável pela vacina, é que se encerre o período de teste de imunização nos humanos a partir do fim de 2015


A vacina que está sendo testada pelo Instituto Butantan é capaz de imunizar as pessoas contra quatro tipos de vírus da dengue (Wikimedia/Reprodução)
A vacina que está sendo testada pelo Instituto Butantan é capaz de imunizar as pessoas contra quatro tipos de vírus da dengue
 
Pesquisadores do Instituto Butantan estão solicitando à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a autorização para antecipar a última fase de testes clínicos – ou seja, a apliação em humanos – da vacina contra a dengue, que vem sendo desenvolvida com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Segundo os coordenadores do estudo, seria possível abreviar em até dois anos o processo de desenvolvimento do imunizante, caso a autorização seja concedida. Se os testes forem positivos, a vacina poderia estar disponível para a população já em 2016.

"Estamos tendo excelentes resultados com os ensaios clínicos de fase 2 e queremos apressar o processo para disponibilizar mais rapidamente a vacina para a população. A epidemia está tão grande que a eficácia do imunizante seria rápida e claramente demonstrada", diz Jorge Elias Kalil Filho, diretor do Instituto Butantan. Ele conta que já apresentou a ideia à vice-diretora geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Marie-Paule Kieny.

O diretor do Butantan lembrou ainda, que, diante da epidemia de ebola que atingiu a África em 2014, os ensaios clínicos de algumas vacinas candidatas foram acelerados graças a um mecanismo regulatório conhecido como "fast-track", que permite em casos de urgência epidemiológica acelerar as avaliações e, até mesmo, realizar duas fases de testes simultaneamente.

Pesquisadores do Instituto Butantan querem antecipar a última fase de testes da vacina contra a dengue, para que chegue à população em 2016 (Instituto Butantan/Divulgação)
Pesquisadores do Instituto Butantan querem antecipar a última fase de testes da vacina contra a dengue, para que chegue à população em 2016
 
Até o momento, a vacina contra a dengue já foi aplicada em cerca de 150 voluntários (outros 150 receberam placebo) e não houve registro de reação adversa grave. Os ensaios para avaliar a resposta imunológica ainda estão em andamento; porém, na avaliação de Kalil, há dados suficientes para garantir que a vacina é segura o suficiente para avançar até a terceira etapa de testes, inicialmente prevista para começar no fim de 2015.

"Na etapa A da fase 2 aplicamos a vacina em 50 voluntários de 18 a 59 anos sem contato prévio com o vírus. Agora, na etapa B, prevista para terminar em 30 dias, estão sendo vacinados outros 150 indivíduos na mesma faixa etária, sendo que parte já havia contraído dengue anteriormente", explica Alexander Roberto Precioso, pesquisador do Butantan.

Oportunidade

Além de aproveitar o excedente de 13 mil doses cuja validade é de um ano, outra razão para antecipar a fase 3, na avaliação de Precioso, é aproveitar o momento atual de alta circulação do vírus da dengue, o que permitiria comprovar a eficácia da vacina mais rapidamente.

"É preciso que os voluntários vacinados sejam expostos ao vírus para termos certeza da capacidade protetora da vacina. Isso poderia levar mais tempo em um período de baixa ocorrência da doença. Frente à situação epidemiológica que o país está vivendo, em particular a região sudeste e o estado de São Paulo, o Butantan está elaborando um programa específico com o objetivo de acelerar os testes", diz o pesquisador.

Fonte: http://sites.uai.com.br/app/noticia/encontrobh/atualidades/2015/03/26/noticia_atualidades,152772/vacina-brasileira-contra-a-dengue-pode-estar-disponivel-no-ano-que-vem.shtml

Terapia de estimulação cerebral profunda para Epilepsia Refratária reduz 69% das convulsões

Resultados revelam segurança, melhoria na qualidade de vida e redução das convulsões em doentes com epilepsia grave resistente ao tratamento.
 

A estimulação cerebral profunda (ECP) em adultos com epilepsia resistente ao tratamento (refratária) permite uma redução média de 69 por cento das crises epilépticas num período de cinco anos, revela agora o estudo SANTE (Stimulation of the Anterior Nucleus of the Thalamus in Epilepsy), a maior avaliação clínica sobre esta técnica.

Os dados publicados no Jornal Neurology (edições online e impressa de Março de 2015) incluem resultados de segurança, eficácia e qualidade de vida a longo prazo associados à ECP. O estudo revela ainda que esta técnica aplicada à epilepsia está associada a uma redução sustentada e estatisticamente significativa na frequência das convulsões em crises parciais e que permite uma melhoria ao longo do tempo (redução média de 41 por cento no primeiro ano e de 69 por cento a cinco anos).

Para além da redução do número de crises, este estudo evidenciou ainda que a resposta de sucesso à técnica (pacientes com redução de episódios de 50 por cento ou mais) foi de 68 por cento ao fim de cinco anos, relativamente aos 43 por cento no primeiro ano.

Ao longo dos cinco anos, 16 por cento dos pacientes relataram um período de pelo menos seis meses sem episódios de convulsões e foram observadas melhorias estatisticamente significativas na qualidade de vida e gravidade das convulsões. O evento adverso mais grave durante os cinco anos esteve relacionado com infecção no local de implante com uma taxa de dez por cento. Não houve mortes nem efeitos adversos relacionados com o implante do dispositivo. Os problemas associados ao implante do dispositivo foram reversíveis e esperados com este tipo de procedimento cirúrgico.

A terapia de ECP para epilepsia utiliza um dispositivo médico implantado cirurgicamente, semelhante a um pacemaker cardíaco, que por meio de impulsos eléctricos, estimula um alvo no cérebro chamado núcleo anterior do tálamo (NAT), que está implicado no circuito cerebral de propagação das crises. A ECP está aprovada em mais de 30 países, incluindo o Canadá, a Austrália, Portugal e outros países da União Europeia, como tratamento adjuvante para crises parciais em adultos diagnosticados com epilepsia refractária.

"Os últimos resultados do estudo SANTE revelaram dados importantes sobre os benefícios a longo prazo da terapia de ECP no NAT, e mostraram ser promissores para os pacientes com epilepsia parcial grave, resistentes a outros tratamentos e não-candidatos à cirurgia ressectiva", diz Vicenta Salanova, MD, Professora de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Indiana e autora da publicação. "A eficácia do tratamento a longo prazo é fundamental para as pessoas que sofrem de epilepsia e é notório que a terapia de ECP está a ajudar os pacientes resistentes ao tratamento a alcançar a redução na frequência das crises e da gravidade das mesmas ao longo do tempo, levando ao mesmo tempo a melhorias significativas na qualidade de vida."

Estima-se que a epilepsia afete 50 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo aproximadamente 6 milhões de pessoas na Europa e 2,3 milhões de adultos nos Estados Unidos. Pelo menos 30 por cento desta doença é considerada refractária, sendo diagnosticada depois de dois medicamentos anti-epilépticos falharem no controlo das convulsões.

Fonte: http://www.bragatv.pt/artigo/3489

Autismo - Há uma nova variante genética que pode explicar a doença

Um estudo conduzido por Aravinda Chakravarti analisou famílias afetadas pelo autismo e pode ter aberto a porta a uma explicação da doença. Os resultados permitiram descobrir uma nova variante genética, rara, que afecta as sinapses dos neurónios.

O autismo pode ter origem nas mutações das sinapses. A teoria está a ser desenvolvida por uma equipa de cientistas da Universidade Johns Hopkins (EUA), liderada por Aravinda Chakravarti, e tem por base um trabalho cujo resumo foi agora publicado na revista Nature.

Richard Huganir, diretor de departamento de neurociência da universidade, salientou que os resultados “acrescentam novas evidências de que um funcionamento sináptico anómalo pode estar na base das anomalias cognitivas no autismo”.

Essas evidências foram apuradas após a análise e sequência genética de pacientes com autismo, de 13 famílias e a partir de uma base de dados, tendo sido identificados os quatro genes potencialmente responsáveis pelo autismo.

Refira-se que na seleção das 13 famílias foi tido em conta a presença de mais do que uma mulher com uma doença dentro do espectro do autismo: embora o sexo feminino seja menos propenso ao autismo, os efeitos são bem mais graves.

A teoria de Aravinda Chakravarti implicava que uma família na qual exista uma mulher autista tem maior probabilidade de conter fortes variantes genéticas da doença. De entre os quatro genes, o estudo centrou-se no CTNND2, uma vez que está situado numa região do genoma associada a outros problemas intelectuais.

Os investigadores concluíram que as mutações no gene alteram as sinapses neuronais, o que é “coerente com outras descobertas recentes que indicam que muitas mutações genéticas associadas com o autismo estão relacionadas com o desenvolvimento das sinapses”, como lembrou Richard Huganir.

Esta descoberta comprovou ainda que a equipa de cientistas está a seguir “um caminho fundamental”, como destacou Chakravarti: “Para elaborar novos tratamentos, necessitamos de ter um bom entendimento de como se produz a doença na sua origem”.

Os investigadores aprofundam agora as análises e comparações envolvendo os restantes três genes.

Fonte: http://www.ptjornal.com/saude/2015/03/26/autismo-ha-uma-nova-variante-genetica-que-pode-explicar-a-doenca.html

A NASA quer colher uma rocha num asteróide no início da próxima década

A missão inclui a colocação do pedaço de asteróide em órbita da Lua para poder ser explorado por astronautas.

Representação artística da nave ARM a colher um rochedo com os seus braços robóticos NASA  

A agência espacial norte-americana NASA decidiu lançar uma nave automática em 2020 para ir colher um naco de rocha num asteróide. O rochedo será a seguir arrastado e colocado em órbita lunar, onde os astronautas a poderão explorar, num primeiro passo para futuras viagens tripuladas para Marte, anunciou esta quarta-feira aquela agência em comunicado.

A NASA renuncia a assim a rebocar um asteróide inteiro, como tinha inicialmente considerado no âmbito da sua Missão de Redireccionamento de Asteróides (ARM, na sigla em inglês), lançada há três anos. “O conceito da missão foi aprovado e demos o sinal verde para iniciar a fase A”, disse Robert Lightfoot, responsável da NASA, durante uma conferência de imprensa telefónica.

“A ARM deverá permitir uma primeira demonstração de vários sistemas de voo espacial necessários para enviar astronautas para destinos remotos no espaço, principalmente para Marte”, salientou.

O lançamento da nave automática ARM, que será equipada com um motor a propulsão “solar-eléctrica” que está actualmente a ser desenvolvido, está previsto, em princípio, para Dezembro de 2020 e deverá chegar ao asteróide em 2022.

A NASA já seleccionou três asteróides potenciais – Itokawa, Bennu e 2008 EV5 –, mas continua à procura de outros candidatos, tendo aumentado em 65 %, desde a criação da ARM, a sua capacidade de detecção de asteróides cuja órbita passa perto da órbita da Terra. A agência tem até 2019, um ano antes do lançamento da nave ARM, para escolher o asteróide e considera que ainda irá identificar mais um ou dois candidatos até lá.

Uma vez na proximidade do asteróide escolhido, a nave ARM desdobrará os seus braços robóticos para colher uma rocha, cujo tamanho poderá atingir os quatro metros de diâmetro, na superfície do asteróide. A seguir, a nave rebocará a rocha para a colocar, após uma viagem de cerca de seis anos, numa órbita lunar estável. O custo da missão (sem ter conta o lançamento) deverá situar-se à volta de 1250 milhões de dólares (1150 milhões de euros).

Em 2025, a NASA deverá então enviar para o rochedo, a bordo de uma cápsula Orion, que já está em desenvolvimento, dois astronautas que irão explorá-lo, recolhendo amostras de material que deverão trazer de volta para a Terra. Esta fase da missão, prevê a NASA, deverá durar 24 a 25 dias.

A NASA tenciona ainda testar técnicas de desvio de asteróides que um dia poderão ser necessárias para salvar a Terra de uma colisão potencialmente catastrófica.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/a-nasa-quer-arrancar-um-rochedo-a-um-asteroide-no-inicio-da-proxima-decada-1690468

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