terça-feira, 7 de abril de 2015

Técnica promissora produz combustíveis limpos e económicos

Posto de combustível de hidrogênio é vista em Berlim, em foto de 31 de março  (Foto: AFP Photo/Clemens Bilan)
Posto de combustível de hidrogênio é visto em Berlim, em foto de 31 de março (Foto: AFP Photo/Clemens Bilan)

Enzimas permitem produzir hidrogênio a partir de glicose e xilose.

Técnica poderia acelerar produção de veículos a hidrogênio.

Cientistas norte-americanos conseguiram produzir hidrogênio a partir de biomassa em um procedimento experimental que poderia reduzir significativamente o tempo e os custos de produção do combustível - muito promissor para os chamados "carros verdes".

A descoberta, publicada na revista norte-americana da Academia de Ciências (PNAS), poderia ajudar a acelerar a produção em larga escala de veículos a hidrogênio mais econômicos e que não emitem gases de efeito estufa.

Atualmente, um dos maiores obstáculos para a produção em grande escala de hidrogênio é seu alto custo, já que é produzido a partir do gás natural.

Mas a distribuição do hidrogênio para usuários equipados com veículos movidos a células de combustível é outro desafio.

Espigas de milho e folhas

Ao contrário de outros métodos de produção de hidrogênio, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Virgínia (Virginia Tech) criaram um processo biológico que utiliza enzimas que permitem produzir hidrogênio rapidamente e com altos rendimentos a partir de glicose e xilose, açúcares abundantes em resíduos de espigas de milho e folhas.

"Nós mostramos o passo mais importante para uma economia baseada no hidrogênio, ou seja, produzindo um hidrogênio acessível e limpo que vem de biomassa local", explicou Percival Zhang, professor de engenharia de sistemas biológicos em Virginia Tech.

Os pesquisadores disseram que já receberam um financiamento importante para a próxima etapa do projeto, que consiste em demonstrar a capacidade de produzir hidrogênio a partir de biomassa em escala industrial.

"Embora seja difícil prever o custo de produção em larga escala, esta nova técnica representa uma abordagem revolucionária que oferece muitas vantagens", afirmou Lonnie Ingram, diretor do centro para combustíveis renováveis da Universidade da Flórida, que não participou da pesquisa.

O projeto foi financiado em parte pela empresa petrolífera Shell no marco do programa GameChanger (ponto de inflexão) e da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/04/tecnica-promissora-produz-combustiveis-limpos-e-economicos.html

Cientista cria sensor que detecta câncer mesmo antes dos sintomas surgirem

A cientista brasiliense Priscila Kosaka, que desenvolveu uma técnica menos invasiva para detecção de câncer (Foto: Priscila Kosaka/Arquivo Pessoal)
A cientista brasiliense Priscila Kosaka, que desenvolveu uma técnica menos invasiva para detecção de câncer (Foto: Priscila Kosaka/Arquivo Pessoal)

Priscila Kosaka desenvolve projeto há seis anos em laboratório espanhol.

Técnica é 10 milhões de vezes mais sensível do que as atuais disponíveis.

Membro do Instituto de Microelectrónica de Madrid há seis anos, a cientista brasiliense Priscila Kosaka, de 35 anos, desenvolveu uma técnica para detecção de câncer que dispensa biópsias e que consegue identificar a doença antes mesmo do aparecimento dos sintomas. O resultado vem do uso de um nanosensor com sensibilidade 10 mihões de vezes maior que a dos métodos dos exames tradicionais em amostras de sangue dos pacientes. A previsão é de que ele esteja no mercado em até dez anos e também seja utilizado no combate a hepatites e Alzheimer.

A pesquisadora explica que o sensor é como um "trampolim muito pequenininho” com anticorpos na superfície. Quando em contato com uma amostra de sangue de uma pessoa com câncer, ele “captura” a partícula diferente e acaba ficando mais pesado. Outras estruturas relacionadas à técnica também fazem com que haja uma mudança de cor das partículas, indicando que o paciente que teve o fluido coletado tem um tumor maligno. A taxa de erro, segundo Priscila, é de 2 a cada 10 mil casos.

“Atualmente não existe nenhuma técnica que permita a detecção de moléculas que estão em concentrações muito baixas e que coexistam com mais de 10 mil espécies de proteínas numa única bioamostra”, afirma. “Atualmente nenhuma técnica é capaz de encontrar a ‘agulha no palheiro’. 

Portanto, existe uma necessidade de tecnologias capazes de registrar moléculas individuais na presença de outras moléculas muito mais abundantes. E o nanosensor que desenvolvi é capaz de fazer isso.”

De acordo com a cientista, novos estudos podem fazer com que o nanosensor também seja usado para identificar a que tipo específico pertenceria uma amostra cancerígena (gastrointestinal ou de pâncreas, por exemplo). Dados da Organização Mundial da Saúde estimam 21,4 milhões de novos casos de câncer em todo o planeta em 2030, com 13,2 milhões de mortes. Há mais de cem tipos da doença, e os mais comuns são de próstata, mama, cólon, reto e pulmão.

Entre os benefícios da técnica desenvolvida por Priscila está o fato de que a identificação pode ocorrer dispensando a biópsia e por meio dos exames rotineiros de check-up. A cientista conta que ainda é necessário que o sensor passe por novas fases de teste. Além disso, ela precisará de financiamento para os estudos. Um dos objetivos da pesquisadora é que o equipamento tenha um custo acessível e assim possa ser adotado amplamente pela população.

“[Estou] Muito feliz, amo o que faço. Consegui um resultado que parecia apenas um sonho há quase seis anos. O que me motivou? Conseguir proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pessoas. Quero que o diagnóstico precoce do câncer seja uma realidade em alguns anos”, diz a mulher. “Trabalho em busca de um resultado como esse desde o meu primeiro dia no Bionanomechanics Lab.”

Bacharel em química pela Universidade de Brasília e doutora na área pela Universidade de São Paulo, Priscila é a responsável pelas atividades relacionadas à funcionalização de superfícies do laboratório, além de trabalhar na otimização de estratégias de imobilização de biomoléculas em microcantilevers para biosensing. Ela atua ainda no desenvolvimento de sistemas de nanomecânicos e na combinação de nanotecnologias para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico altamente sensíveis e específicos e é avaliadora e revisora de projetos europeus para a European Commission desde 2011.

A pesquisadora conta que a descoberta pode ser usada ainda no diagnóstico de hepatite e que pretende estender a técnica a mais doenças, como o Alzheimer. “Em lugar de fazer uma punção na medula espinhal para extrair líquido cefalorraquidiano para o diagnóstico de distúrbios neurológicos, temos sensibilidade suficiente para detectar uma proteína em uma concentração muito baixa no sangue. Assim, o paciente não precisa passar por um exame tão invasivo, pode fazer um simples exame de sangue.”

Benefícios

O oncologista Gustavo Fernandes afirmou apreciar a possibilidade de ver tecnologias do tipo à disposição no dia a dia. "Poder fazer diagnóstico precoce por meio de métodos menos invasivos é muito elegante. Os métodos que temos hoje são muito rudimentares, são muito arcaicos. É um exame físico melhorado em relação ao que se via antes, mas estamos atrás de nódulos, de caroços. O paciente continua fazendo uma porção de testes, de exames de imagem."

O médico disse ainda esperar ver como o equipamento poderá ajudar pacientes, já que cada tipo de câncer evolui de uma forma diferente e que mesmo entre tipos iguais há variações  – como as causas, o comportamento no organismo e a agressividade. A única certeza é de que a intervenção precoce é uma aliada no combate à doença.

"A gente fala de brincadeira que todos os tumores que a gente tratava como comuns estão ficando raros. Câncer de mama é comum, mas as características genéticas são tão específicas que você não trata mais de câncer de mama, mas de câncer de mama de categoria tal. Ou seja, se você for apertando, você vai ter uma centena aí de doenças a partir de uma só. É que nem de pulmão, você acaba dividindo em muitos grupos. Tem muitas alterações sendo detectadas, que acaba que sob um mesmo nome tem várias doenças", concluiu.

Fonte: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/04/cientista-de-brasilia-cria-sensor-que-acha-cancer-antes-de-sintoma-surgir.html

Cientistas regeneram músculos do coração através de estímulo hormonal

Estudo é do Instituto de Pesquisa Cardíaca Victor Chang, da Austrália.

Hormônio neurorregulina foi modificado para fazer célula se dividir.

Um grupo de cientistas conseguiu reativar o crescimento das células musculares do coração de um rato através do estímulo de um hormônio, o que abre a possibilidade do desenvolvimento de novos tratamentos contra ataques cardíacos, revelou um estudo divulgado na Austrália nesta terça-feira (7).

"O que a equipe de pesquisa conseguiu fazer é aumentar o número de células musculares cardíacas em até 45% após um ataque", destacou Richard Harvey, da Universidade de Nova Gales do Sul e do Instituto de Pesquisa Cardíaca Victor Chang, ambos na Austrália.

Para o pesquisador, trata-se de uma descoberta importante para recuperar corações danificados, já que as células do órgão não se regeneram como, por exemplo, as do sangue, do cabelo e da pele.

"A divisão celular no coração é praticamente interrompida pouco depois do nascimento, o que significa que ele não pode se recuperar completamente se for danificado ao longo da vida", explicou Harvey, citando outros estudos semelhantes realizados anteriormente, mas com taxas mínimas de regeneração celular.

Os cientistas se concentraram neste estudo no hormônio neurorregulina, modificado para fazer que as células musculares do coração continuem se dividindo. A estimulação durante um ataque contribuiu para que os músculos afetados fossem substituídos.

"Essa conquista fará com que o atendimento se dirija ao campo da restauração das células dos músculos do coração como uma opção terapêutica para as doenças coronárias isquêmicas", acrescentou.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/cientistas-regeneram-musculos-do-coracao-atraves-de-estimulo-hormonal.html

Novas espécies de 'dragões anões' descobertas nos Andes

Exemplar da espécie 'Enyalioides altotambo', novo lagarto encontrado por cientistas no Equador (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
Exemplar da espécie 'Enyalioides altotambo', novo lagarto encontrado por cientistas no Equador (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)

Três novos lagartos foram encontrados no Equador e no Peru.

Animais do gênero 'Enyalioides' são diurnos e vivem em selvas tropicais.
  
Um grupo de cientistas descobriu três novas espécies de lagartos anões com a forma de dragão nos Andes equatorianos e peruanos, segundo pesquisa publicada pela revista científica "Zookeys". 

As espécies descobertas por cientistas do Equador, Peru e Estados Unidos os distiguem de seus parentes mais próximo em termos de tamanho, cor e DNA.

Os três lagartos pertencem ao gênero Enyalioides, que são diurnos e vivem em selvas tropicais, como Chocó ou a parte ocidental da bacia amazônica, e nas florestas nubladas dos Andes.

Os cientistas classificaram a descoberta de surpreendente, já que esses lagartos estão "entre os de maior tamanho e mais coloridos" nas selvas da América do Sul.

As equipes de Omar Torres-Carvajal, do Museu de Zoologia QCAZ do Equador, Pablo J. Venegas, do CORBIDI do Peru, e Kevin de Queiroz, do Instituto Smithsoniano do Museu de História Natural dos Estados Unidos, recolheram vários tipos de lagartos durante uma viagem ao Equador e Peru.

Depois, eles fizeram uma comparação com espécimes encontrados em museus de história natural de todo o mundo. Um estudo de DNA confirmou que estavam diante de três exemplares desconhecidos de lagartos. Essa descoberta eleva para 15 as espécies do gênero Enyalioides.

Um espécime adulto do lagarto 'Enyalioides sophiarothschildae', que foi encontrado no Peru (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
Um espécime adulto do lagarto 'Enyalioides sophiarothschildae', que foi encontrado no Peru (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
 
Exemplar adulto do lagarto 'Enyalioides anisolepis', também encontrado no Equador por cientistas (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
Exemplar adulto do lagarto 'Enyalioides anisolepis', também encontrado no Equador por cientistas (Foto: Divulgação/Instituto Smithsonian)
 
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/04/novas-especies-de-dragoes-anoes-descobertas-nos-andes.html

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Estudo afirma que a Terra está cada dia mais leve

Mesmo recebendo cerca de 40 mil toneladas de partículas espaciais todos os anos, o planeta Terra não está ficando mais pesado. Ao contrário, está perdendo massa em um ritmo muito mais acelerado, ficando muito mais leve todos os dias. 

Terra mais Leve

Diariamente, em média 110 toneladas de materiais vindos do espaço penetram a atmosfera da Terra e se juntam à massa que forma o planeta. São asteroides, cometas, meteoros ou partículas vindas de muito longe, que anualmente somam mais de 40 mil toneladas.

Além desses detritos espaciais, a Nasa também estima um incremento de 160 toneladas anualmente devido à elevação da temperatura global. Isso é explicado pelas leis da termodinâmica, pois se adicionarmos energia a um sistema, sua massa também aumenta.

Apesar de serem números bastante expressivos, principalmente se considerarmos os bilhões de anos que isso acontece, nosso planeta não ganha peso. Ao contrário, fica mais leve.

De acordo com um estudo feito pelo pesquisador Chris Smith, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, embora entrem cerca de 40 mil toneladas todos os anos, nosso planeta perde 95 mil toneladas, mais que o dobro do que entra.

Perdendo Nada

É importante destacar que embora ocorram retiradas sistemáticas de minérios e petróleo do subsolo, esse material não deixa a Terra, pois de alguma forma é transformado em algo que será usado ou consumido aqui mesmo, gerando resíduos que aqui também permanecerão. Em outras palavras, o Homem não tem papel nessa perda de peso.

Perdendo Pouco

Segundo Smith, parte da perda da massa ocorre no centro da Terra, onde há bilhões de anos o núcleo queima combustível nuclear por decaimento radioativo. Assim, quanto menos energia, menos massa (novamente, a lei da termodinâmica em ação). No entanto essa perda é muito pequena, de aproximadamente 16 toneladas ao ano, praticamente nada perto das 40 mil toneladas que entram.

Perdendo Muito

O grosso da perda de peso da Terra ocorre bem acima das nossas cabeças, lá na alta atmosfera. De acordo com o estudo, anualmente escapam da Terra 95 mil toneladas de hidrogênio e 1600 toneladas de hélio, que por serem muito leves não são retidos pela gravidade e se dissipam no espaço.

Resumindo, o resultado é uma perda de massa de cerca de 50 mil toneladas todos os anos, principalmente dos gases.

Consequências

Embora a perda de hidrogênio seja extraordinariamente grande - 95 mil toneladas por ano - a quantidade do gás presente na Terra é tão grande que levaria trilhões de anos para o esgotamento.

O Hélio é outra história. Ele representa apenas 0,00052% do volume da nossa atmosfera. É obtido principalmente através de um processo chamado de destilação fracionada e devido à sua utilidade está se tornando cada vez mais escasso em nossa atmosfera.

Para Robert Richardson, ligado à Universidade de Cornell e ganhador do Premio Nobel de Física "a situação da reserva de hélio atmosférico é tão preocupante que cada balão de festa preenchido com o gás deveria ser acompanhado de uma etiqueta de 100 dólares". 

Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Estudo_afirma_que_a_Terra_esta_cada_dia_mais_leve&posic=dat_20150406-090144.inc


Sonda euro-japonesa que vai estudar Mercúrio tem tecnologia portuguesa

A sonda BepiColombo, a lançar em janeiro de 2017 para estudar Mercúrio, numa missão euro-nipónica, tem tecnologia portuguesa, da empresa Active Space Technologies, que concebeu a mecânica e o isolamento térmico de um dos instrumentos, foi hoje divulgado.


A Active Space Technologies, multinacional portuguesa especialista em tecnologia aeroespacial, esteve envolvida na conceção da estrutura do espectrómetro (instrumento ótico para medir as propriedades da luz numa determinada faixa do espectro eletromagnético) que permitirá fazer a análise dos níveis de sódio da atmosfera do planeta.

O gestor de projetos da empresa, João Ricardo, explicou hoje à Lusa que foram usados materiais como alumínio e titânio para que o instrumento seja, ao mesmo tempo, leve e resistente, "sobreviva ao período de lançamento" e a "ciclos térmicos muito abruptos".

A sonda BepiColombo é um projeto das agências espaciais europeia ESA e japonesa JAXA e é composta por dois módulos, o Orbitador Planetário de Mercúrio, de desenho europeu, e o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio, de conceção nipónica.

O espectrómetro em cuja construção a Active Space Technologies, com sede em Coimbra, participa é um dos cinco instrumentos que compõem o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio.

Enquanto o Orbitador Planetário de Mercúrio, que estará mais próximo do planeta, vai examinar a sua superfície, o Orbitador Magnetosférico de Mercúrio, numa órbita mais excêntrica, vai estudar a sua magnetosfera. 

A missão BepiColombo, assim designada em homenagem ao cientista italiano Giuseppe (Bepi) Colombo (1920-1984), que desenvolveu estudos sobre Mercúrio, é a primeira missão europeia ao planeta mais pequeno e mais próximo do Sol.

A nova data de lançamento foi apontada para 27 de janeiro de 2017. O custo da missão está estimado em 1.200 milhões de euros.

A agência espacial europeia, da qual Portugal é um dos países-membros, espera que a sonda chegue a Mercúrio em janeiro de 2024 e explore o planeta durante pelo menos um ano terrestre (o equivalente a quatro anos mercurianos), enfrentando temperaturas que podem exceder os 350ºC.

A agência espacial norte-americana NASA já tem uma sonda,a Messenger, na órbita de Mercúrio a estudar o planeta, o mais interno do Sistema Solar. 

Fonte: http://www.sapo.pt/noticias/sonda-euro-japonesa-que-vai-estudar-mercurio-_5522bea300cdab1e0a7db128

domingo, 5 de abril de 2015

Sistema solar pode ter abrigado Super-Terras

 Comparação de tamanho entre a Terra,uma Super-Terra e Neptuno

Muito antes de Mercúrio, Vênus, Terra e Marte terem se formado, parece que o sistema solar interior pode ter abrigado uma série de super-Terras – planetas maiores que a Terra, mas menores do que Netuno. Se assim for, esses planetas já se foram há muito tempo – se despedaçaram e caíram no sol há bilhões de anos, em grande parte devido a uma grande jornada de ida e volta que Júpiter fez no início da história do sistema solar.

Este cenário tem sido sugerido por Konstantin Batygin, cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e Gregory Laughlin, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, em um artigo publicado na edição online da revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências (PNAS). Os resultados de seus cálculos e simulações sugerem a possibilidade de uma nova imagem do início do sistema solar que ajudaria a responder a uma série de questões pendentes sobre a composição atual do sistema e da própria Terra. Por exemplo, o novo trabalho aborda por que nossos planetas terrestres têm massas relativamente baixas em comparação com os planetas que orbitam outras estrelas semelhantes ao sol.

“Nosso trabalho sugere que a migração para dentro e para fora de Júpiter poderia ter destruído uma primeira geração de planetas e preparado o terreno para a formação dos planetas terrestres com depleção de massa que o nosso sistema solar tem hoje”, diz Batygin, que é professor assistente de ciência planetária. “Tudo isso se encaixa muito bem com outros desenvolvimentos recentes na compreensão de como o sistema solar evoluiu”.

A resposta está nos exoplanetas

Graças a pesquisas recentes de exoplanetas – planetas em sistemas solares diferentes do nosso -, sabemos que cerca de metade das estrelas parecidas com o sol na nossa vizinhança galáctica têm planetas em suas órbitas. No entanto, esses sistemas em nada parecem com o nosso.

Em nosso sistema solar, há muito pouco dentro da órbita de Mercúrio; existe apenas um pouco de detritos – provavelmente asteroides próximos da Terra que se moveram mais para dentro -, mas certamente não há planetas. Isso está em nítido contraste com o que os astrônomos vêem na maioria dos sistemas planetários. Estes sistemas normalmente têm um ou mais planetas que são substancialmente mais massivos que a Terra orbitando mais perto de seus sóis do que Mercúrio, mas muito poucos objetos a distâncias além.

“Na verdade, parece que hoje o sistema solar não é o representante comum do censo planetário galáctico. Em vez disso, somos um pouco isolados”, conta Batygin. “Mas não há nenhuma razão para pensar que o modo dominante de formação de planetas por toda a galáxia não teria ocorrido aqui. É mais provável que alterações posteriores tenham modificado sua composição original”.

Júpiter no centro de tudo

De acordo com Batygin e Laughlin, Júpiter é fundamental para a compreensão de como o sistema solar passou a ser do jeito que é hoje. Seu modelo incorpora algo conhecido como o cenário Grande Tack, que foi proposto pela primeira vez em 2001 por um grupo da Universidade Queen Mary, em Londres, e posteriormente revisitado em 2011 por uma equipe do Observatório de Nice, na França. Esse cenário diz que durante os primeiros milhões de anos de vida útil do sistema solar, quando os corpos planetários ainda estavam envolvidos em um disco de gás e poeira em torno de um sol relativamente jovem, Júpiter tornou-se tão grande e gravitacionalmente influente que foi capaz de fazer uma lacuna no disco. E quando o sol puxou o gás do disco em direção a si mesmo, Júpiter também começou a se deslocar para dentro, como se tivesse sido levado em uma esteira rolante gigante.

“Júpiter teria continuado naquela esteira, eventualmente sendo despejado sobre o sol, se não fosse por Saturno”, explica Batygin. Saturno se formou depois de Júpiter, mas foi puxado para o sol a uma taxa mais rápida, permitindo que o primeiro se recuperasse. Uma vez que os dois planetas maciços chegaram perto o suficiente, eles permaneceram em um tipo especial de relacionamento chamado de ressonância orbital, no qual os seus períodos orbitais eram racionais – isto é, expressos como uma relação de números inteiros. Em uma ressonância orbital de 2 para 1, por exemplo, Saturno iria completar duas órbitas em torno do sol na mesma quantidade de tempo que levava para Júpiter dar esta volta apenas uma vez. Em tal relação, os dois corpos começam a exercer uma influência gravitacional sobre o outro.

“Essa ressonância permitiu que os dois planetas abrissem uma lacuna mútua no disco, e eles começaram a jogar este jogo em que trocavam momento angular e energia com o outro, quase a uma batida”, continua Batygin. Eventualmente, esse vai e vem teria feito com que todo o gás entre os dois mundos fosse empurrado para fora, uma situação que teria invertido a direção de migração dos planetas e os enviado de volta para fora do sistema solar.

Aí está a parte “tack” – “abordejar” em inglês – do cenário Grande Tack: os planetas migram para dentro e, em seguida, mudam de rumo drasticamente, algo como um barco circulando em torno de uma boia.

Mais perguntas

Em um modelo anterior desenvolvido por Bradley Hansen na Universidade da Califórnia em Los Angeles, os planetas terrestres convenientemente acabam em suas órbitas atuais com suas massas atuais sob um conjunto específico de circunstâncias – uma na qual todos os blocos de construção planetárias do sistema solar interno, ou planetesimais, acabam por preencher um anel estreito se estendendo de 0,7 a 1 unidade astronômica (1 unidade astronômica é a distância média do Sol à Terra), 10 milhões de anos após a formação do sol.

De acordo com o cenário Grande Tack, a aresta exterior do anel teria sido delineada por Júpiter conforme ele se movia em direção ao sol.

Mas e a borda interna? Por que os planetesimais se limitariam ao anel no interior? Batygin diz que esse ponto não foi abordado. A resposta, contudo, poderia estar em super-Terras primordiais. O buraco vazio do sistema solar interno corresponde quase exatamente ao bairro orbital onde super-Terras são normalmente encontradas ao redor de outras estrelas. Por isso, é razoável especular que esta região foi “limpa” no sistema solar primordial por um grupo de planetas de primeira geração que não sobreviveram.

Cálculos e simulações de Batygin e Laughlin mostram que conforme Júpiter se movia para dentro, ele puxou todos os planetesimais que encontrou ao longo do caminho para ressonâncias orbitais e levou-os até o sol. Porém, à medida que esses planetesimais se aproximavam do sol, suas órbitas também se tornavam elípticas. “Você não pode reduzir o tamanho de sua órbita sem pagar um preço, que acaba sendo uma elipticidade aumentada”, aponta Batygin. Essas novas órbitas, mais alongadas, fizeram com que os planetesimais, principalmente aqueles da ordem de 100 km de raio, varressem regiões anteriormente impenetráveis do disco, desencadeando uma cascata de colisões entre os detritos. Na verdade, os cálculos da Batygin mostram que, durante este período, todos os planetesimais teriam colidido com outro objeto pelo menos uma vez a cada 200 anos, violentamente quebrando-os e enviando-os decompostos para o sol em uma taxa aumentada.

Os pesquisadores fizeram uma simulação final para ver o que aconteceria com uma população de super-Terras no interior do sistema solar se elas estivessem por perto quando esta cascata de colisões começou. Eles rodaram a simulação em um sistema extra-solar conhecido como Kepler-11, que dispõe de seis super-Terras, com uma massa combinada 40 vezes maior que a da Terra, orbitando uma estrela parecida com o sol. O resultado? O modelo prevê que as super-Terras seriam guidas para o sol por uma avalanche de planetesimais em decomposição durante um período de 20 mil anos.

“É um processo físico muito eficaz. Você só precisa do equivalente à massa de algumas Terras em material para conduzir dezenas de planetas com massas terrestres para o sol”, garante o cientista do Caltech.

Uma parcela do sistema original

Batygin observa que, durante esse longo processo, uma fração dos planetesimais que Júpiter carregava com ele teria voltado a realizar órbitas circulares. Apenas cerca de 10% do material que Júpiter teria varrido precisaria ser deixado para trás para dar conta da massa que agora compõe Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.

A partir desse ponto, levaria milhões de anos para esses planetesimais se agruparem e, eventualmente, formarem os planetas terrestres – um cenário que se encaixa muito bem com as medidas que sugerem que a Terra se formou de 100 a 200 milhões de anos depois do nascimento do sol. Como o disco primordial de hidrogênio e gás hélio teria sumido há muito tempo neste momento da história, isso também poderia explicar por que a Terra não tem uma atmosfera de hidrogênio. “Nós fomos formados a partir deste detritos voláteis e empobrecidos”, esclarece Batygin.

E isso nos diferencia da maioria dos exoplanetas. O pesquisador acha que eles – que são em sua maioria super-Terras – teêm atmosferas de hidrogênio substanciais, porque se formaram em um momento na evolução de seu disco planetário no qual o gás ainda seria abundante. “Em última análise, o que isto significa é que planetas como a Terra realmente não são intrinsecamente muito comuns”, diz ele.

O documento também sugere que a formação de planetas gasosos gigantes, como Júpiter e Saturno – um processo que os cientistas planetários acreditam ser relativamente raro – desempenha um papel importante em determinar se um sistema planetário acaba ficando parecido com nosso ou com os sistemas mais típicos ao nosso redor, com suas super-Terras. À medida que caçadores de planetas identificarem sistemas adicionais que abrigam os gigantes gasosos, Batygin e Laughlin terão mais dados contra os quais eles podem verificar sua hipótese. Assim, eles poderão ver o quão frequentemente outro planeta gigante migratório deu início a cascatas colisionais em seus sistemas planetários, lançando super-Terras primordiais em suas estrelas hospedeiras.

Fonte: http://hypescience.com/sistema-solar-pode-ter-abrigado-super-terras/

Maior acelerador de partículas voltou a funcionar

O maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo foi reiniciado este domingo, depois de estar dois anos inativo, para aprofundar investigações na área da Física como a matéria escura e a antimatéria.


O Grande Colisor de Hádrons (LHC) está enterrado a 100 metros de profundidade num local junto da fronteira franco-suíça e na sua primeira fase de funcionamento permitiu confirmar a existência do bosão de Higgs, uma partícula que pode explicar a razão de as outras adquirirem massa.

"O LHC está em grande forma", disse Frédérick Bordry, um dos diretores do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, em inglês).

Segundo o comunicado do CERN, este domingo de manhã um feixe de protões percorreu os 27 quilómetros do LHC, num sentido, e depois das 12 horas foi provocado o percurso em sentido inverso.

"O passo mais importante está à nossa frente, ao conseguirmos trazer a energia dos feixes para níveis recordes", notou Frédérick Bordry no comunicado do laboratório, citado pela agência France Presse.

A paragem de dois anos aconteceu para que o acelerador fosse reparado e consolidado para funcionar com um nível de energia mais elevado.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4494309

Teclado do computador pode ajudar no diagnóstico da doença de Parkinson

tclarUm estudo conduzido por investigadores do MIT, nos Estados Unidos, defende que é possível identificar o estágio inicial da doença de Parkinson usando teclados de computador. 

Ao realizar a pesquisa, os cientistas perceberam que pessoas com algum problema de coordenação tinham padrões de datilografia diferentes. Para identificar essa variação, desenvolveram um software capaz de medir o tempo de duração de cada clique dado pelos participantes da pesquisa. Aqueles que tinham deficiência motora pressionavam as teclas por mais tempo.

Na maioria das vezes, quando a doença de Parkinson se torna percetível, grande parte do cérebro já está danificada. Entretanto, um diagnóstico precoce poderia permitir aos médicos um melhor planeamento e estratégias no tratamento.

Além disso, é importante sublinhar que deficiências motoras não significam necessariamente doença de Parkinson, tanto que o objetivo inicial dos pesquisadores era verificar os efeitos do cansaço. Somente após ter percebido que o estudo também poderia servir para a identificação da doença, a equipa pediu a ajuda de mais 21 pacientes para realizar os testes.

Antes que os médicos possam examinar os seus pacientes de acordo com a digitação num teclado, os resultados dessa pesquisa devem ser validados noutros estudos e com pessoas em vários estágios da doença.


Fonte: http://www.movenoticias.com/2015/04/teclado-do-computador-pode-ajudar-no-diagnostico-da-doenca-de-parkinson/

sábado, 4 de abril de 2015

Teste de ADN ao sangue é mais eficaz para detetar síndrome de Down

sangue Uma análise de ADN do sangue de uma mulher grávida é mais eficaz do que os testes padrão para detetar a síndrome de Down no feto, assim como outras anomalias cromossômicas menos frequentes, revela um estudo publicado na revista especializada “New England Journal of Medicine”. 
 
O teste de ADN fetal em células livres – ou seja, as pequenas quantidades de ADN do feto que circula no sangue da mãe – pode ser feito entre a 10ª e a 14ª semana de gestação.

Os cientistas estudaram cerca de 16 mil mulheres e observaram que pelo ADN fetal em células livres foram identificados 38 casos de síndrome de Down no grupo. Já os testes padrão feitos nas mesmas mulheres detetaram somente 30 dos 38 casos de síndrome de Down. O teste padrão consiste na extração de sangue para examinar hormonas e proteínas associadas com os defeitos cromossômicos, combinado a uma ecografia que revê o excesso de fluido na parte de trás do pescoço do feto. Esta ecografia também falhou no diagnóstico, que deu 854 falsos positivos, comparado com nove do teste de ADN em células livres. Com outras anormalidades cromossômicas menos comuns, o teste de ADN também foi mais preciso.

“Entre 10 casos de trissomia 18 (síndrome Edwards), a técnica de ADN livre de células identificou nove e apontou somente um falso positivo”, refere o estudo liderado por Mary Norton, professora da clínica de obstetrícia e ginecologia da Universidade da Califórnia, São Francisco.

Este teste de ADN também detetou dois casos de trissomia 13 (síndrome de Patau) e apontou um falso positivo, enquanto o teste padrão só identificou um caso dessa anomalia e diagnosticou errado 28 fetos.

Os pesquisadores ressaltaram que o teste de ADN em células livres é incapaz de encontrar uma série de anomalias detetadas pelo teste padrão. “As mulheres que optarem por um teste de ADN em células livres devem ser informadas que este é um exame muito preciso para detectar a síndrome de Down, mas concentra-se num pequeno número de anomalias cromossômicas e não fornece a avaliação ampla disponível noutros testes”, explicou Norton.

Fonte:http://www.movenoticias.com/2015/04/teste-de-adn-no-sangue-e-mais-eficaz-para-detetar-sindrome-de-down/

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Descoberta vacina que melhora a resposta imunológica ao câncer

Imunização faz com que células reconheçam melhor substâncias do tumor.

Vacina foi testada em três pacientes e resultados saíram na 'Science'.


 Vacinas criadas por pesquisadores aumentaram a resposta das células T dos pacientes a certas mutações do câncer de pele  (Foto: C. Bickel/Science)
Vacinas criadas por pesquisadores aumentaram a resposta das células T dos pacientes a certas mutações do câncer de pele (Foto: C. Bickel/Science)
  
Uma nova vacina melhora a resposta imunológica ao câncer a partir do uso de proteínas alteradas do tumor do paciente, uma fórmula que poderia dar bons resultados para o melanoma e os cânceres de pulmão, bexiga e cólon, segundo um estudo que publica nesta quinta-feira (2) na revista "Science".

"As vacinas contra o câncer costumam ser generalizadas. Esta é uma das primeiras personalizadas. As generalizadas usam proteínas normais sem alteração, por isso a resposta imune não é muito forte", explicou à Agência EFE a principal pesquisadora do estudo, a venezuelana Beatriz Carreño.

"Em nossa vacina usamos proteínas alteradas do paciente com tumor e foi comprovado que provocam uma maior reação nas células T, ao multiplicar em número e frequência sua capacidade de reconhecer substâncias isoladas dos tumores", acrescentou a pesquisadora.

As células T são um tipo de célula imunológica cuja função é reconhecer substâncias estranhas na superfície de outras células e matá-las. Para isso, produzem substâncias solúveis que têm efeitos sobre tumores e células infectadas com vírus.

Para elaborar a vacina descrita na "Science", foram usadas células dendríticas junto a proteínas alteradas do tumor do paciente.

Visto que as células dendríticas "não são muito abundantes", os pesquisadores isolaram precursores e as geraram no laboratório.

"O uso de proteínas alteradas demonstrou ter uma maior capacidade para ativar o sistema imune. Porque quando as proteínas são normais, não são realmente substâncias estranhas e, portanto, a resposta imune não é muito forte", explicou Carreño.

Pulmão, bexiga, cólon e melanoma

Os pesquisadores consideram que uma vacina deste tipo funcionaria bem para pacientes com cânceres que têm um alto componente imunológico e de mutações, como os de pulmão, bexiga, cólon e o melanoma.

"Quanto maior o número de mutações, encontramos mais proteínas alteradas que podemos usar para ativar o sistema imune", disse a pesquisadora da Washington University School of Medicine, em Saint Louis, no estado do Missouri.

A vacina deste estudo foi testada em três pacientes por enquanto.

"Estamos falando de uma nova maneira de atacar o câncer, com a informação genômica dos tumores. Usamos as alterações no tumor para acelerar o sistema imune", assinalou Carreño.

Os pesquisadores defendem portanto que a descoberta pode representar um grande impulso no avanço da imunoterapia do câncer, ou seja, as estratégias voltadas a ativar os sistemas imunológicos dos pacientes contra seus tumores.

Além disso, eles sustentam que com esta vacina se dá mais um passo rumo a uma imunoterapia do câncer mais personalizada.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/04/descoberta-vacina-que-melhora-a-resposta-imunologica-ao-cancer.html

Hubble encontra fantasmas de quasares

O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA capturou um conjunto de imagens enigmáticas de quasares "fantasma" - objetos verdes e etéreos que assinalam os túmulos destes astros que despertaram para a vida e que depois desapareceram. As oito estruturas invulgares orbitam as suas galáxias hospedeiras e brilham com tons esverdeados. Fornecem novas informações sobre o passado turbulento destas galáxias.

Os fios etéreos nestas imagens foram iluminados, talvez por pouco tempo, por uma explosão de radiação oriunda de um quasar - uma região compacta e muito luminosa que rodeia um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia. O material galáctico cai em direção ao buraco negro central, crescendo cada vez mais quente, formando um quasar brilhante com jatos poderosos de partículas e irradiando energia acima e abaixo do disco de matéria em queda.

Em cada destas oito imagens o feixe de um quasar fez com que filamentos no espaço profundo, de outra maneira invisíveis, brilhassem através de um processo chamado fotoionização. O oxigénio, hélio, nitrogénio enxofre e néon nos filamentos absorvem luz do quasar e reemitem-na lentamente ao longo de muitos milhares de anos. O seu tom esmeralda é provocado pelo oxigénio ionizado, que brilha em cor verde.

Estas estruturas fantasmagóricas estão tão longe do coração da galáxia que a luz do quasar teria demorado centenas de milhares de anos até lá chegar e iluminá-las. Assim, embora os próprios quasares estejam desligados, as nuvens verdes vão continuar a brilhar por muito mais tempo até que, também, desvaneçam.

Os filamentos verdes não só estão longe do núcleo das suas galáxias-mãe, como também têm um tamanho imenso, abrangendo dezenas de milhares de anos-luz. Pensa-se que sejam caudas longas de gás formadas durante uma fusão violenta entre galáxias no passado - este evento teria provocado grandes forças gravitacionais que rasgariam os participantes galácticos.

Apesar do seu passado turbulento, estes filamentos fantasmagóricos estão agora calmamente a orbitar dentro ou em torno das suas galáxias hospedeiras. Estas imagens do Hubble mostram correntes de gás brilhante, trançado e com nós, em alguns casos ligados a faixas torcidas de poeira escura.

As fusões galácticas não alteram apenas a forma das galáxias envolvidas e anteriormente serenas; também desencadeiam fenómenos cósmicos extremos. Uma tal fusão pode provocar o nascimento de um quasar ao derramar material nos buracos negros supermassivos das galáxias.

O primeiro objeto deste tipo foi descoberto em 2007 pela professora holandesa Hanny van Arkel. Ela descobriu a estrutura fantasmagórica no projeto online "Galaxy Zoo", um projeto que conta com a ajuda do público para classificar mais de um milhão de galáxias catalogadas no SDSS (Sloan Digital Sky Survey). A característica bizarra foi apelidada de "Hanny’s Voorwerp" (holandês para Objeto de Hanny).

Estes objetos foram descobertos num derivado do projeto Galaxy Zoo, no qual cerca de 200 voluntários examinaram mais de 16.000 imagens de galáxias do SDSS para identificar as melhores candidatas para a existência de nuvens parecidas a Hanny's Voorwerp. Uma equipa de investigadores analisou e encontrou um total de 20 galáxias que tinha gás ionizado por quasares. Os seus resultados aparecem num artigo da revista The Astronomical Journal.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/04/3_quasares_fantasmas.htm

Herschel e Planck encontram pista que faltava para explicar a formação de enxames galácticos

Combinando observações do Universo distante feitas com os observatórios espaciais da ESA Herschel e Planck, os cosmólogos descobriram o que poderão ser os percursores de vastos enxames de galáxias que vemos hoje em dia.

Galáxias como a nossa Via Láctea, que têm centenas de milhares de milhões de estrelas, não se encontram normalmente isoladas. No Universo de hoje, 13,8 mil milhões de anos após o Big Bang, muitas estão em densos enxames de dezenas, centenas ou até milhares de galáxias.

No entanto, estes aglomerados não existiram desde sempre, e uma questão essencial da cosmologia moderna é como é que estas estruturas massivas se juntaram no Universo primitivo.

Identificar quando e como se formaram deve fornecer pistas sobre o processo de evolução dos enxames de galáxias, incluindo o papel desempenhado pela matéria negra na formação destas gigantes cósmicos.

Agora, combinando a força do Herschel e do Planck, os astrónomos descobriram objetos no Universo distante, vistos numa altura em que só tinha três mil milhões de anos, que podem ser os percursores dos aglomerados que estão hoje à nossa volta.

O objetivo principal do Planck era fornecer um mapa mais preciso dos resquícios da radiação do Big Bang, a radiação cósmica de fundo. Para o fazer, percorreu todo o céu em nove diferentes comprimentos de onda, do infravermelho distante ao rádio, de forma a eliminar a emissão em primeiro plano, da nossa Galáxia e de outras no Universo.

Mas estas fontes em primeiro plano podem ser importantes noutros campos da astronomia e foi nos dados recolhidos nos comprimentos de onda curtos do Planck que os cientistas conseguiram identificar 234 fontes brilhantes com características que indiciam que estavam localizadas no Universo primitivo distante.

O Herschel observou então estes objetos, em comprimentos de onda que vão do infravermelho distante até ao submilímetro, mas com uma sensibilidade muito maior.

O Herschel revelou que a grande maioria das fontes detetadas pelo Planck são consistentes com densas concentrações de galáxias no Universo primitivo, formando vigorosamente novas estrelas.

Cada uma destas jovens galáxias é vista a converter gás e poeira em estrelas, a um ritmo de algumas centenas a 1500 vezes a massa do Sol por ano. Por comparação, hoje em dia, a nossa própria Via Láctea está a produzir estrelas a um ritmo de apenas uma massa solar por ano.

Enquanto os astrónomos não chegaram ainda a uma conclusão relativamente à idade e luminosidade de muitas destas concentrações de galáxias recém-descobertas, são as melhores candidatas alguma vez encontradas de "proto-enxames"- percursores dos aglomerados grandes e maduros que vemos no Universo de hoje em dia.

"Foram encontradas pistas sobre este tipo de objetos em dados anteriores do Herschel e de outros telescópios, mas a capacidade de ver o céu inteiro do Planck revelou-nos muitos outros candidatos," diz Hervé Dole do Institut d’Astrophysique Spatiale, Orsay, principal autor do estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics.

"Ainda temos muito para aprender sobre esta nova população, o que exige mais estudos de acompanhamento com outros observatórios. Mas acreditamos que são uma peça que faltava na formação da estrutura cosmológica."

"Estamos agora a preparar um catálogo extenso de possíveis proto-enxames, detetados pelo Planck, o que deve ajudar-nos a identificar ainda mais objetos como estes," acrescenta Ludovic Montier do Institut de Recherche en Astrophysique et Planétologie, Toulouse, que é o cientista principal do catálogo do Planck, de candidatos a fontes de desvio para o vermelho, que está prestes a ser distribuído à comunidade.

"Chegar a este importante resultado foi possível graças à sinergia entre o Herschel e o Planck: os objetos raros foram identificados graças aos dados de céu completo do Planck e depois com o Herschel conseguimos escrutiná-los em detalhe," diz o cientista de projeto da ESA para o Herschel, Göran Pilbratt.

"Os dois observatórios espaciais terminaram as suas observações científicas em 2013, mas a sua imensidão de dados continuará ainda a ser explorada por muitos anos."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/04/3_proto_enxames_galaxias.htm

Matéria escura pode causar o caos na Terra a cada 30 milhões de anos

impactos caos terra materia escura

O que acontece na Terra a cada 30 milhões de anos? Caos. E como podemos explicar esse padrão?

Com a misteriosa substância que cerca o universo, a matéria escura.

A “coincidência”

Em 1980, Walter Alvarez e seu grupo de pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA) descobriram uma fina camada de argila no registro geológico que continha uma quantidade inesperada de um raro elemento, o irídio.

Eles propuseram que a camada rica em irídio era evidência de que um cometa enorme atingiu a Terra há 66 milhões de anos, no momento da extinção dos dinossauros. O grupo ainda sugeriu que a camada se formou como consequência de uma intensa nuvem de poeira causada pelo impacto.

Em 1990, a grande cratera do impacto – com diâmetro de 160 quilômetros – foi encontrada na península mexicana de Yucatán.

Isso, juntamente com o registro fóssil, levou a maioria dos pesquisadores a concluir que a colisão causou a extinção em massa não só dos dinossauros, mas de muitas outras formas de vida na Terra.

Estudos posteriores encontraram evidências de outras extinções em massa no nosso passado geológico, que parecem ter acontecido ao mesmo tempo que outros impactos, determinados a partir do registro de crateras no planeta. E, coincidentemente, essas extinções ocorreram a cada 30 milhões de anos.

O padrão

Por que essas extinções e impactos parecem acontecer dentro de um ciclo? A resposta pode estar na nossa posição na galáxia Via Láctea.

Nossa galáxia é melhor entendida como um enorme disco. O nosso sistema solar gira em torno da circunferência desse disco a cada 250 milhões de anos. Mas esse caminho não é suave, é ondulado. Assim, a Terra atravessa do plano médio do disco uma vez a cada 30 milhões de anos.

Michael Rampino, professor de biologia da Universidade de Nova York (EUA), acredita que o ciclo de extinções e impactos está relacionado com momentos em que o sol e os planetas mergulham através do disco de nossa galáxia.

Normalmente, os cometas orbitam o sol na borda do sistema solar, muito longe da Terra. Mas quando o sistema solar passa através do disco galáctico, a atração gravitacional combinada de estrelas visíveis, nuvens interestelares e a matéria escura invisível perturba os cometas e pode enviar alguns deles em caminhos alternativos, por vezes atravessando a órbita da Terra onde colidem com o planeta.
  • Matéria escura está atirando meteoros em nós

Matéria escura e histórica geológica da Terra

O reconhecimento deste ciclo galáctico de 30 milhões de anos também pode explicar outros fenômenos. Em estudos, descobriu-se que uma série de eventos geológicos, como erupções vulcânicas, construção de montanhas, inversão do campo magnético e grandes mudanças climáticas e no nível do mar possuem um ciclo semelhante.

Os pesquisadores, então, criaram uma teoria para explicar esses ciclos bizarros de atividade geológica: a causa pode ser as interações da Terra com a matéria escura na galáxia.

A matéria escura, que nunca foi vista, é provavelmente composta de partículas subatômicas que revelam a sua presença apenas através de sua força gravitacional. Conforme a Terra passa através do disco da galáxia, encontra grupos densos de matéria escura. As partículas de matéria escura podem ser capturadas pela Terra e acumularem-se no seu núcleo. Se a densidade de matéria escura for grande o suficiente, as partículas eventualmente aniquilam umas as outras, o que acrescenta uma grande quantidade de calor interno à Terra e pode conduzir impulsos globais de atividade geológica.
  • Os astrônomos finalmente encontraram matéria escura?
A matéria escura é concentrada no disco estreito da galáxia, então a atividade geológica pode mostrar o mesmo ciclo de 30 milhões de anos que as extinções em massa. Assim, a evidência da história geológica da Terra suporta uma imagem em que os fenômenos astrofísicos governam a evolução geológica e biológica da Terra.

Para quando o próximo caos está agendado?

Ao ler tudo isso, sei muito bem qual é a sua preocupação iminente: quando este fenômeno orientado por matéria escura deve acontecer novamente?

Nós passamos pelo disco denso da galáxia nos últimos dois milhões de anos, então uma chuva de cometas pode estar próxima.

 
Matéria escura está atirando meteoros em nós

Fonte: http://hypescience.com/como-materia-escura-pode-causar-o-caos-na-terra-cada-30-milhoes-de-anos/

Alerta - Súbito aumento de bolas de fogo e explosões de meteoros


Alertando para o Aumento de Atividades de  Meteoros ! Espere grandes bolas de fogo este mês e especialmente as grandes 3-5 dias antes de 07APR2015 como haverá grandes detritos associados a dois de montanha de tamanho de asteróides 2063 Baco e 235.756 (2004 VC)

Atualmente 3 conhecidos NEO Asteróides descobertos que vão passar dentro de aproximadamente 10LD ou menos (LD significa "Distância Lunar"), no mês de abril; esperar que 10 ou mais NEOs 10LD sejam descobertos antes do final do mês.

Esteja pronto para algum bólido, bola de fogo, e atividade de meteoros!

Existem dois pequenos asteróides do tamanho de uma montanha  que vão passar com segurança este mês.
  
Veja o vídeo Abaixo:


Fonte:nemesis maturityhttp://www.extraterrestreonline.com.br/ 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Proteína de soja pode ser o futuro no combate ao HIV

Proteína de soja pode ser o futuro no combate ao HIVUm novo tipo de soja produzido aqui no Brasil por meio da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária levou cientistas americanos a ficarem mais próximos de uma possível vacina contra o HIV, vírus que transmite a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Aids. Ainda há muita pesquisa pela frente, mas foi comprovado que uma proteína modificada dessa soja tem a capacidade de evitar que o vírus se multiplique.

A soja precisa ser desenvolvida dentro de laboratório para que a proteína possa ser modificada da forma como os cientistas precisam. Se trata de uma pesquisa inédita que já dura cerca de 9 anos em uma parceria da Embrapa na parte de Genética com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos.

Fonte: http://www.pontagrossa.com.br/136820/saude/proteina-de-soja-pode-ser-o-futuro-no-combate-ao-hiv/

Estudo aponta para a possibilidade de nova vacina produzir anticorpos que podem neutralizar o ebola

A vacina experimental VSV-ZEBOV contra o ebola, com a qual foram realizados testes clínicos de fase 1 em paralelo na Suíça, Gabão, Quênia e Alemanha, produz anticorpos capazes de neutralizar o vírus, anunciaram os Hospitais Universitários de Genebra (HUG).

Infográfico sobre ebola, V6 (Foto: Infográfico/G1)

Novos experimentos de fase 3, que começaram no início de março na Guiné, sob a autoridade da Organização Mundial da Saúde, vão determinar se as respostas imunitárias são suficientes para proteger a população e se será possível fazer campanhas de vacinação em grande escala.

A pesquisa aponta que "a vacina gera produção de anticorpos capazes de neutralizar o vírus Ebola", afirmam os HUG num comunicado.

Os resultados, publicados na revista especializada "New England Journal of Medicine", são baseados em testes feitos em 158 voluntários em Genebra, na Suíça, em Hamburgo, na Alemanha, em Lambaréné, no Gabão, e em Kifili, no Quênia.

Esses testes tinham como objetivo avaliar a segurança e a capacidade da vacina em gerar uma resposta imunológica em voluntários adultos e saudáveis.

O comparativo das doses testadas (entre 300.000 e 50 milhões de partículas vacinais) mostraram que até mesmo doses pequenas são capazes de gerar produção de anticorpos.

Doses mais fortes, porém, obtiveram melhores resultados, explicaram os autores da pesquisa, que esperam que "o acompanhamento previsto 6 e 12 meses depois da vacinação dará uma noção da duração desta resposta imunitária e determinará se apenas uma injeção é suficiente ou se outras serão necessárias posteriormente".

A maioria dos efeitos colaterais observados foi inócua: febre e dores musculares, durante um ou dois dias.

Menos contaminações em Serra Leoa

O medicamento VSV-ZEBOV foi concebido pela Agência de saúde pública do Canadá e a patente pertence aos americanos NewLink Genetics e Merck.

A outra vacina, desenvolvida pela empresa britânica (GlaxoSmithKline) junto com o Instituto Americano das alergias e das doenças infecciosas (NIAID), está sendo testada desde fevereiro na Libéria.

De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o número novos casos aumentou na semana na Guiné, enquanto a Serra Leoa registrou sua quarta semana consecutiva de baixa.
Na Guiné, foram 57 novos casos dos dias 23 a 29 de março, contra 45 na semana anterior. Já na Serra Leoa, 25 novos casos foram registrados durante o mesmo período (33 na semana anterior), o nível mais baixo desde maio de 2014.

Na Libéria, nenhum caso novo foi registrado na semana passada, mas uma mulher atingida pela doença no dia 20 de março, depois de um mês sem contaminação, morreu no dia 27.

De acordo com o último balanço geral da OMS, o número total de mortes chega a 10.445, para 25.178 casos registrados.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2015/04/nova-vacina-produz-anticorpos-que-podem-neutraliza-o-ebola-diz-estudo.html

«Lua Sangrenta» acontece este fim-de-semana

Este sábado a terra irá novamente passar entre a Lua e o Sol, completando o terceiro de uma série de quatro eclipses


O planeta Terra vai passar na manhã deste sábado entre a Lua e o Sol, completando um dos mais curtos eclipses lunares registados recentemente. O eclipse total durará aproximadamente cinco minutos e será mais visível na Austrália e na Ásia Ocidental.  

Este é o terceiro de quatro eclipses que pertencem a uma série de fenómenos lunares. O primeiro realizou-se em abril do ano passado e o último será em setembro deste ano.  

Inicialmente a lua deverá ganhar uma cor avermelhada, a chamado «lua sangrenta», causada pela forma como a luz é refletida e também pela posição do astro em relação à Terra nesse momento de rotação.

O evento durará 1:45, mas só a meio é que o eclipse será total. Terá início no Pacífico, no sábado, por volta das 3:16 (hora local) ou na sexta-feira, no Reino Unido, às 18:16 (hora local).

Muitas pessoas, nomeadamente quem está na Europa, incluindo Portugal, não poderão assistir ao eclipse e por isso a NASA irá publicar fotos e estará disponível para responder às perguntas dos mais curiosos.


Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/planeta-terra/lua-sangrenta-acontece-este-fim-de-semana

 


Descoberta super bactéria que se propaga pelo ar e pode causar epidemia global

Já faz um tempo que estão tentando lançar mais uma falsa pandemia, nas proporções da gripe H1N1, para matar a população e enriquecer a máfia farmacêutica controlada pelos globalistas.


Nos EUA foi encontrada uma super bactéria resistente aos antibióticos que já começou a se espalhar pelo ar e, de acordo com os cientistas, "é capaz de viajar longas distâncias", o que poderia causar uma epidemia mundial.


Uma equipe de pesquisadores da Texas Tech University (EUA) desenvolveu uma pesquisa, publicada na revista Environmental Health Perspectives, que estuda as partículas de poeira no vento de fazendas locais onde se reproduzem mais de 5 milhões de cabeças de gado. Continha 'superbactérias' com DNA resistente aos antibióticos, relata a agência Sputnik.

"Este é o primeiro teste que nos abriu os olhos em relação ao qual podemos estar respirando o ar que contém bactérias perigosas", diz o toxicologista Phil Smith.

Os cientistas temem que uma vez que estas bactérias com DNA resistente aos antibióticos se assentem em algum lugar, seja capaz de transferir sua imunidade a outras bactérias diferentes e, portanto, detonem uma rápida disseminação de várias doenças que podem afetar os seres humanos. Os pesquisadores acreditam que essas bactérias não têm a capacidade de se espalhar pelo ar e os seres humanos só poderiam se contagiar através da água ou carne infectada. A situação agora mudou.

Os antibióticos são usados ​​em parques de engorda, não só para o tratamento de infecções, mas também na alimentação regular como uma medida preventiva e para acelerar o crescimento de animais. Cerca de 80% dos antibióticos vendidos nos EUA são utilizados para o gado. "Achamos que a resistência aos antibióticos vem de sua elevada aplicação na produção de gado", diz Smith.

Especialistas dizem que a impossibilidade de tratar infecções resistentes aos antibióticos pode causar 10 milhões de mortes por ano até 2050.

Fonte: http://rt.com/

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Cientista encontra forma de reverter o processo de envelhecimento

estresse
Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos, identificaram um novo caminho molecular fundamental para o envelhecimento, que confirmou que o processo pode ser manipulado para ajudar a tornar o sangue velho novo outra vez.

Melhor que qualquer creme anti-envelhecimento

Os pesquisadores descobriram uma capacidade que as células-tronco do sangue têm para reparar danos causados por proteínas ruins à mitocôndria, estação de energia da célula que é fundamental para a sua sobrevivência e capacidade regenerativa.

A descoberta tem implicações para a pesquisa sobre reverter os sinais de envelhecimento, um processo que a comunidade científica acredita ser causado pelo aumento do estresse celular.
  • Como reverter o envelhecimento celular

Como funciona o envelhecimento?

“Em última análise, a célula morre quando não consegue lidar bem com o estresse”, explica a autora do estudo, Danica Chen, que é professora assistente no Departamento de Ciências da Nutrição e Toxicologia da Universidade da Califórnia. Em conjunto com sua equipe de pesquisadores, eles descobriram que, diminuindo a atividade das mitocôndrias nas células-tronco do sangue de camundongos, os animais foram capazes de melhorar a sua capacidade de lidar com o estresse e rejuvenescer sangue velho.

As mitocôndrias acolhem uma multiplicidade de proteínas que necessitam ser quebradas adequadamente para funcionar corretamente. Quando essa quebra dá errado, a proteína mal quebrada responde e entra em ação para impulsionar a produção de proteínas específicas para corrigir ou remover esse tecido.

O laboratório de Chen também foi a fundo sobre a importância da UPR, proteína ativa em resposta ao acúmulo de proteínas mal enoveladas, enquanto estudava uma classe de proteínas conhecidas como sirtuínas, que são cada vez mais reconhecidas como reguladoras de tensão-resistência.

Os pesquisadores notaram que os níveis de um tipo particular de sirtuínas, chamadas SIRT7, aumentam para ajudar as células a lidar com o estresse de proteínas deformadas nas mitocôndrias. Eles perceberam também que, notavelmente, os níveis de SIRT7 diminuem com a idade.

Ainda existe pouca pesquisa sobre as UPR, mas estudos em lombrigas sugerem que a sua atividade aumenta quando há uma explosão de crescimento mitocondrial.

Em stand-by

A professora Chen observou também que as células-tronco adultas ficam, normalmente, em um modo de repouso, e são palco de pouca atividade mitocondrial. Elas são ativadas somente quando é necessário repor tecido, momento em que a atividade mitocondrial aumenta e as células-tronco se proliferam e se diferenciam, de acordo com a função que irão exercer.

Onde está o problema

Mas o crescimento rápido pode levar a mais danos.

“Nós isolamos células-tronco do sangue de ratos envelhecidos e descobrimos que, quando aumentam os níveis de SIRT7, somos capazes de reduzir o estresse causado pelo processo de quebra da mitocôndria”, disse Chen.

Eles, então, transplantaram as células-tronco do sangue de volta nos ratos, e a SIRT7 melhorou a capacidade de regeneração das células estaminais do sangue.

Mas as células-tronco do sangue deficientes em SIRT7 proliferaram mais.

Este crescimento mais rápido acontece devido ao aumento da produção de proteína e maior atividade das mitocôndrias, e abranda coisas que são fundamentais para dar às células mais tempo para se recuperarem do estresse.
  • MitoQ: creme descoberto por acidente que poderia reverter o envelhecimento

Para se entender melhor

A professora Chen deu um exemplo ilustrativo. Ele comparou a lógica dessa pesquisa com um congestionamento de carros.

Você pode lidar com um congestionamento removendo todos os carros que estão bloqueando uma via, mas você também pode parar de colocar mais carros para a rodovia.

“Quando há um problema de quebra de proteína mitocondrial, há um engarrafamento na mitocôndria. Se você impedir que mais proteínas sejam criadas e adicionadas à mitocôndria, você está ajudando a reduzir o congestionamento”, conclui.

Fonte: http://hypescience.com/mesmo-em-um-nivel-molecular-pegar-leve-nos-ajuda-lidar-com-o-estresse/

Civilização extraterrestre tentando contactar-nos ? Explosões fora da Via Láctea têm padrão misterioso

Medidas de dispersão de todas as explosões registradas são múltiplas de 187,5

Uma série de sinais pulsantes vindos de fora do sistema solar que tem sido captada pelos cientistas desde 2007 revelou um padrão inexplicável, segundo revelaram astrônomos nesta semana. As informações são do Daily Mail. 


 Foto: Daily Mail / Reprodução
As chamadas explosões rápidas de rádio (FRB, em inglês) são raios brilhantes que duram menos de um milésimo de segundo, e foram registradas por 10 vezes pelos telescópios
Foto: Daily Mail / Reprodução

As chamadas explosões rápidas de rádio (FRB, em inglês) são raios brilhantes que duram menos de um milésimo de segundo, e foram registradas por 10 vezes pelos telescópios.  Os cientistas ainda não conseguiram entender a causa dessas explosões e, agora, outro mistério envolvendo as FRB foi levantado, já que as medidas de dispersão de todos os fenômenos registrados são múltiplas de 187,5.  

A descoberta foi feita por Michael Hippke do Instituto de Análise de Dados, em Neukirchen-Vluyn, Alemanha, e John Learned, da Universidade do Havaí.  Segundo eles, a probabilidade de tal dado numérico ser “coincidência” é de 5 em 10 mil. “Se o padrão for real, será muito, muito difícil de explicar. Isso poderá ser parte de uma Nova Física, um novo tipo de pulsar, ou, por fim, se excluirmos todas as possibilidades, pode ser vida extraterrestre. Há algo realmente interessante para entendermos. Quando você começou a procurar algo novo, você pode encontrar algo inesperado”, disseram os cientistas.

Sobre as explosões rápidas, os astrônomos apontam que existem chances de serem causadas pelo colapso de uma estrela de nêutrons com um intenso campo, ou seja, corpos extremamente massivos, de campo gravitacional muito forte, que apresentariam explosões durante a morte de uma estrela, em alguma galáxia a bilhões de anos-luz do sistema solar.  

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/aliens-explosoes-fora-da-via-lactea-tem-padrao-misterioso,5a761c431557c410VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html

Cientistas descobrem conjunto de galáxias mais antigas e afastadas da Terra

Uma equipe internacional de pesquisadores localizou o conjunto de galáxias mais antigas e mais afastadas da Terra, formações que nasceram cerca de 2 ou 3 bilhões de anos depois do Big Bang e que são as precursoras dos cúmulos de galáxias que vemos atualmente. 
O achado, publicado nesta terça-feira na revista "Astronomy & Astrophysics", servirá para entender melhor a origem do Universo e qual é seu conteúdo. 
Uma descoberta que não teria sido possível sem os satélites da Agência Espacial Europeia (ESA), Planck e Herschel, dois instrumentos desenhados para cartografar e analisar o cosmos desde uma órbita situada a 1,5 milhão de quilômetros da Terra. 
O pesquisador do departamento de Física da Universidade de Oviedo e coautor do estudo, Luigi Toffolatti, explicou à Agência Efe que graças a estes dois satélites foram encontrados "grupos de galáxias mais antigos, os precursores dos cúmulos de galáxias que são vistos atualmente". 
Anteriormente tinham sido localizado galáxias mais afastadas da Terra que estas, mas "esta é a primeira observação concreta de protogaláxias que estão no interior de grupos" que, por sua vez, são os precursores dos agrupamentos de galáxias que vemos hoje, precisou o astrofísico. 
Concretamente, as imagens captadas por Planck mostram grupos de dezenas de galáxias que ainda estão se formando e que são, portanto, relativamente menores e "mais compactas" que a nossa. 
Além disso, "têm uma altíssima formação de estrelas", porque estão sendo vistas na época em que estão se formando, um detalhe que não teria sido notado sem Planck, porque só este satélite observou "todo o céu" nos microondas. 
Os detectores dos satélites Planck e Herschel eram sensíveis na região do espectro electromagnético do infravermelho distante e dos microondas, uma setor em que há poucos instrumentos especializados como estes. 
Atualmente, à revelia de Planck e Herschel (ambos inativos já), o observatório ALMA, no Deserto do Atacama, no Chile, é o instrumento mais adequado para observar com mais detalhe alguns destes grupos ou protocúmulos de galáxias. 
O achado ajudará a compreender melhor "como pôde a gravidade chegar a criar ao longo do tempo cósmico" as galáxias atuais e os grupos e cúmulos que são vistos na atualidade, embora passarão anos antes que os astrônomos sejam capazes de explicar muitas coisas. 
"Só estamos no início deste projeto, os resultados mais impressionantes estão ainda por chegar durante os próximos meses", ressaltou o professor Hervé Dole, diretor do estudo e astrofísico da Universidade de Orsay (Paris). 
Até agora, graças aos dados facilitados por Planck, foi confirmado o achado de 228 agrupamentos de galáxias originárias, mas quando é analisada toda a informação dos satélites da ESA, "serão encontrados mais", segundo Toffolatti. 
Ao mesmo tempo, o achado demonstra que é importante contar com satélites capazes de captar, classificar e estudar os tesouros do cosmos. "Poderíamos dizer que Planck descobriu o cofre do tesouro ao achar estes grupos compactos de galáxias no Universo mais distante e Herschel olhou em seu interior para descobrir as brilhantes moedas de ouro ali escondidas, as galáxias de alta formação estelar", descreveu Toffolatti. 
O astrofísico está duplamente satisfeito pela descoberta já que confirma seus prognósticos "feitos há dez anos". 
É que, em 2005, este astrofísico, junto com seu colega do Departamento de Física da Universidade de Oviedo Joaquín González-Novo e aos pesquisadores Gianfranco De Zotti (Observatório Astronômico de Padova) e Mattia Negrello (SISSA de Trieste), previram que estes cúmulos de galáxias podiam ser observados por Planck e Herschel. 
A ideia foi publicada em vários artigos pelas revistas "Astronomy & Astrophysics" e "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society". 

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/cientistas-descobrem-conjunto-de-galaxias-mais-antigas-e-afastadas-da-terra,9ed1e5a7e8f6c410VgnCLD200000b2bf46d0RCRD.html

terça-feira, 31 de março de 2015

Cientistas confirmam que buracos negros podem bloquear formação de estrelas

buraco negro varrendo gas formador de estrelas

Uma equipe de astrônomos liderada por Francesco Tombesi, do Goddard Space Flight Center da NASA e da Universidade de Maryland, nos EUA, observou dois fenômenos raros e relacionados na mesma galáxia, chamada IRAS F11119 + 3257: uma enorme descarga galática e ventos estelares sendo conduzidos por um enorme buraco negro no seu centro.

As galáxias têm formado estrelas desde que o universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos, mas nos últimos 10 bilhões anos, esta atividade diminuiu. Na verdade, enquanto a formação de estrelas atingiu o seu pico alguns bilhões de anos após o Big Bang, as galáxias no universo atual já não são essas fábricas estelares. Uma galáxia média dá à luz a apenas algumas novas estrelas a cada ano.
  • Superburaco negro impediu a formação de trilhões de estrelas [Foto]
Os cientistas há muito tempo têm se perguntado sobre os processos físicos que regulam a formação de estrelas nas galáxias: o que reduziu a sua velocidade ao longo da história cósmica, impedindo galáxias de transformar todo o seu gás em estrelas? Por que algumas galáxias encerram sua produção de estrelas totalmente?

Eles suspeitavam que a atividade impulsionada pelos buracos negros supermassivos centrais pudesse ser responsável por desencadear um mecanismo de feedback, mas até recentemente não havia nenhuma prova direta de que esse cenário poderia acontecer em uma escala galáctica.
  • Pela primeira vez, astrônomos observam sistema multi-estrelas em estágio inicial
“Esta é a primeira vez que vemos um buraco negro supermassivo em ação, explodindo o reservatório de gás de fazer estrelas da galáxia”, afirma Tombesi. Combinando observações em infravermelho do Observatório Espacial Herschel com novos dados do observatório Suzaku, Tombesi e seus colegas detectaram os ventos perto do buraco negro supermassivo central, bem como o seu efeito de empurrar gás galático para longe da IRAS F11119 + 3257, uma galáxia infravermelha ultraluminosa localizada a aproximadamente 2,3 bilhões de anos-luz de distância.

Os ventos começam pequenos e rápidos, com rajadas de cerca de 25% da velocidade da luz, perto do buraco negro e soprando o equivalente a cerca de uma massa solar de gás a cada ano. À medida que progridem para o exterior, os ventos diminuem a velocidade, mas varrem um adicional de algumas centenas de massas solares de moléculas de gás por ano, empurrando-as para fora da galáxia.
  • Cientistas podem ter avistado um planeta em formação em ação pela primeira vez na história
“Enquanto o vento sopra para longe inicialmente apenas o equivalente a cerca de uma massa solar de gás ionizado a cada ano, a descarga de gás molecular é muito mais substancial, afetando pelo menos o equivalente a algumas centenas de massas solares por ano”, explica o coautor Marcio Meléndez, também da Universidade de Maryland. Os resultados confirmam a ideia de que os buracos negros podem parar a formação de estrelas em suas galáxias hospedeiras.

Fonte: http://hypescience.com/buracos-negros-podem-ser-os-responsaveis-pela-diminuicao-da-formacao-de-estrelas/

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...