quarta-feira, 15 de abril de 2015

100 mil galáxias foram pesquisadas por civilizações inteligentes - Veja os resultados

Imagem de cores falsas da emissão no infravermelho médio da galáxia Andrômeda
   Imagem de cores falsas da emissão no infravermelho médio da galáxia Andrômeda

Depois de pesquisar 100.000 galáxias em busca de sinais de vida extraterrestre, uma equipe de cientistas revela não ter encontrado nenhuma evidência de civilizações avançadas na nossa vizinhança.

Porém, as descobertas da equipe incluem alguns fenômenos novos misteriosos em nossa própria galáxia, a Via Láctea.

A técnica usada

Os cientistas usaram o observatório orbital WISE, da NASA, para a análise.

“A ideia por trás da nossa pesquisa é que, se uma galáxia inteira fosse colonizada por uma civilização avançada, a energia produzida pelas tecnologias dessa civilização seria detectável em comprimentos de onda do infravermelho médio, exatamente a radiação que o satélite WISE foi projetado para detectar para outros fins astronômicos”, disse Jason T. Wright, professor de astronomia e astrofísica da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA).

Se uma civilização avançada utilizasse grandes quantidades de energia de sua galáxia para executar computadores, fazer voos espaciais, para a comunicação ou para algo que ainda não podemos imaginar, a termodinâmica fundamental nos diz que esta energia deve ser irradiada para fora em forma de calor em comprimentos de onda infrevermelho médios.

50 prováveis galáxias aliens

Roger Griffith, da Universidade Estadual da Pensilvânia, principal autor da pesquisa, percorreu quase todo o catálogo de detecções do satélite WISE: 100 milhões de galáxias cadastradas que emitiam radiação no infravermelho médio. Ele, então, classificou em torno de 100.000 das galáxias mais promissoras individualmente.

“Encontramos cerca de 50 galáxias que têm níveis anormalmente elevados de radiação no infravermelho médio. Nossos estudos de acompanhamento dessas galáxias podem revelar se a origem da radiação são processos astronômicos naturais, ou se esses sinais podem indicar a presença de uma civilização altamente avançada”, explica.

Em qualquer caso, a não detecção óbvia de quaisquer galáxias alienígenas é um resultado científico interessante. “Das 100.000 galáxias que WISE pode ver em detalhe suficiente, nenhuma é amplamente povoada por uma civilização alienígena usando a maior parte da luz das estrelas em sua galáxia para seus próprios fins. Isso é interessante porque essas galáxias têm bilhões de anos de idade, muito tempo para que tivessem sido preenchidas com civilizações alienígenas, se elas existissem. Sendo assim, ou elas não existem, ou ainda não usam energia suficiente para que possamos reconhecê-las”, disse Wright.

Descobertas na nossa casa

Uma vez que os pesquisadores identificaram os melhores candidatos para galáxias alienígenas, tiveram que determinar se elas eram novas descobertas que precisavam de acompanhamento, ou objetos familiares que emitiam infravermelho médio por alguma razão natural conhecida.

Apenas cerca de meia dúzia dos objetos eram de fato novos e realmente interessantes. Eles são quase certamente fenômenos astronômicos naturais, mas é preciso estudá-los com mais cuidado antes dos cientistas poderem dizer com certeza o que está acontecendo.

Entre as descobertas dentro de nossa própria galáxia Via Láctea, estão uma nebulosa brilhante em torno da estrela 48 Librae, e um conjunto de objetos facilmente detectados pelo WISE em um pedaço de céu que aparece totalmente preto quando visto com telescópios que detectam apenas a luz visível.

“Ao olharmos mais atentamente para a luz dessas galáxias, devemos ser capazes de aumentar a nossa sensibilidade para a tecnologia alienígena a níveis muito mais baixos, e melhor distinguir o calor resultante de fontes astronômicas naturais de calor produzido por tecnologias avançadas. Este estudo piloto é apenas o começo”, disse Wright.

Fonte: http://hypescience.com/100-mil-galaxias-foram-pesquisadas-por-civilizacoes-inteligentes-veja-os-resultados/


Cientistas encontram pista para desvendar mistério da matéria escura

Substância invisível poderia compor até 85% do Universo.

Estudo diz que matéria escura interage com forças além da gravidade.


A matéria escura, um material hipotético que faria parte de 85% do nosso universo, pode interagir com outras forças além da gravidade - é o que afirmam os autores de um trabalho publicado nesta semana por uma revista britânica "Monthly Notices da Royal Astronomical Society".

"Nós descobrimos que a matéria escura pode ter mais uma carta na manga, podendo afetar as coisas ao redor de outra forma, por meio de outras forças", explicou Richard Massey, astrofísico do Instituto de Cosmologia Computacional da Universidade de Durham, no Reino Unido.

Teorizada por físicos na década de 1930, a matéria escura é invisível e sua existência é inferida indiretamente através dos seus efeitos gravitacionais sobre a matéria visível.

"É embaraçoso o quão pouco sabemos sobre a matéria escura", admitiu Massey, também coautor da pesquisa "Até hoje nós não sabemos quase nada, e agora adicionamos um pequeno elemento de compreensão".

Colisão de galáxias investigada

A partir de observações feitas com o telescópio espacial Hubble e do Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), uma equipe internacional de cientistas examinou a colisão de quatro galáxias, situadas no centro de um aglomerado de galáxias, a 1,3 bilhão de anos-luz da Terra.

Eles perceberam, então, que um aglomerado de matéria escura estava muito atrás de uma das galáxias que o cercava, acusando um atraso estimado em 5.000 anos-luz. "Se (a matéria escura) foi retardada durante a colisão, este pode ser o primeiro sinal de dinamismo".

O atraso teria origem em uma espécie de "névoa" de matéria escura e de átomos de hidrogênio, segundo ele. "É como entrar em um nevoeiro tão grosso que você entra em atrito com ele e que o impede de se mover", explicou o pesquisador.

"A matéria escura [da galáxia, ndlr] tomou um caminho diferente e acabou em um lugar diferente", em um fenômeno "surpreendente", já que "nós não o observamos em nenhuma outra galáxia".

Segundo os pesquisadores, mais estudos são necessários para determinar se outros efeitos potenciais também poderiam causar o atraso da matéria escura.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/cientistas-encontram-pista-para-desvendar-misterio-da-materia-escura.html

Nasa publica a primeira imagem em cores de Plutão

Foto foi feita pela sonda New Horizons a 115 milhões de km de distância.

Equipamento da Nasa deve chegar ao planeta anão em julho deste ano.


Fotografia revela que Caronte, a lua de Plutão (à esquerda), é mais escura que o planeta (Foto: NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Southwest Research Institute/Reuters)
 
A agência espacial americana (Nasa) publicou nesta terça-feira (14) a primeira imagem em cores de Plutão e sua lua maior, Caronte, obtida pela sonda New Horizons, que deve chegar ao planeta anão no próximo mês de julho.

A imagem, feita em 9 de abril a uma distância de 115 milhões de quilômetros, oferece uma "promissora visão deste sistema", disse o diretor de Ciência Planetária da Nasa, Jim Green.

A fotografia revela que Caronte é mais escura que Plutão, um contraste que hipoteticamente se deve à composição diferente do satélite natural ou pode ter sido causado por uma atmosfera prévia e não visível de Caronte, explicou Green.

As perguntas que esta primeira imagem deixou no ar devem começar a ser resolvidas em poucos meses, quando a sonda New Horizons chegar a Plutão. O equipamento de 480 quilos foi lançado de Cabo Canaveral, na Flórida, em 19 de janeiro de 2006, a bordo do foguete Atlas V, e deverá chegar às proximidades do planeta anão, o mais afastado do Sol, em 14 de julho.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/nasa-publica-a-primeira-imagem-em-cores-de-plutao.html

terça-feira, 14 de abril de 2015

ONU afirma que duas de cada três pessoas sofrerão com falta de água em 2050

Uso excessivo para produzir alimentos será uma das causas da escassez.

Estudo da agência para agricultura da ONU foi lançado na Coreia do Sul.


Deck flutuante é visto na margem seca do Lago Hodges, próximo a San Diego, na Califórnia, em março deste ano (Foto: Mike Blake/Reuters)
Deck flutuante é visto na margem seca do Lago Hodges, próximo a San Diego, na Califórnia, em março deste ano (Foto: Mike Blake/Reuters)

A escassez de água afetará dois terços da população mundial em 2050 devido ao uso excessivo de recursos hídricos para a produção de alimentos, alertou nesta terça-feira (14) a Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Esta é uma das conclusões do relatório "Para um futuro com segurança hídrica e alimentícia", elaborado pela FAO foi apresentado no segundo dia do VII Fórum Mudial da Água (FMA), realizado em Daegu, na Coreia do Sul.

Atualmente, 40% da população do planeta sofre com a escassez de água, uma proporção que aumentará até dois terços de população para 2050, diz o documento.

Este crescimento existiá pelo "sobreconsumo de água para a produção de alimentos e a agricultura", segundo a FAO. A organização ressalta que atualmente há várias zonas do planeta onde é utilizada mais água subterrânea e não há tanta reposição de forma natural.

Em particular, o relatório aponta "grandes zonas da Ásia meridional e oriental, Oriente Médio, África do Norte e América do Norte e Central", acrescentando que em algumas regiões "a agricultura intensiva, o desenvolvimento industrial e o crescimento urbano são responsáveis da contaminação das fontes de água".

Governos precisam atuar com urgência

Por isso, a FAO pede aos governos de todo o mundo que atuem "para assegurar que a produção agrícola, criadora de gado e pesqueira seja realizada de forma sustentável e contemple ao mesmo tempo a salvaguarda dos recursos hídricos".

"A segurança alimentar e hídrica estão estreitamente unidas", disse Benedito Braga, presidente do Conselho Mundial de Água, ao apresentar o relatório. Ele também defendeu uma agricultura centrada na sustentabilidade mais do que na rentabilidade imediata.

"Achamos que desenvolvendo os enfoques locais e com os investimentos adequados, os líderes mundiais podem assegurar que haverá suficiente volume, qualidade e acesso à água para garantir a segurança alimentar em 2050 e além", afirmou Braga, que também é secretário estadual de saneamento e recursos hídricos do estado de São Paulo.

Agricultura: maior consumidor de água

Segundo o relatório, em 2050 será necessário 60% a mais de alimentos para alimentar o planeta, enquanto a agricultura seguirá sendo o maior consumidor de água em nível mundial.

Inclusive com o aumento da urbanização, em 2050 grande parte da população mundial seguirá ganhando a vida com a agricultura, enquanto o setor verá como o volume de água disponível se reduzirá devido à concorrência das cidades e à indústria.

Neste cenário, os agricultores e sobretudo os pequenos camponeses terão que encontrar novas vias "através da tecnologia e das práticas de gestão" para aumentar sua produção com uma disponibilidade limitada de terra e de água, acrescenta o documento.

O FMA, um evento trienal que está na sétima edição, é organizado pelo Conselho Mundial de Água, uma plataforma internacional fundada em 1996 para dar resposta aos problemas vinculados a este recurso em nível mundial.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/04/duas-de-cada-tres-pessoas-sofrerao-com-falta-de-agua-em-2050-diz-onu.html

Ceres o planeta-anão permanece um mistério para a ciência

Mini-planeta de 970 km de diâmetro é maior objeto no cinturão de asteroides.

Sonda Dawn, da Nasa, orbita planeta desde março deste ano.


 Ceres é o menor planeta anão do Sistema Solar (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)
 Ceres é o menor planeta anão do Sistema Solar (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)

Considerado no passado como um planeta, depois um asteroide e agora um planeta-anão com algumas características de lua, os cientistas ainda estão intrigados por Ceres - este corpo celeste que só agora começa a ser mais bem conhecido.

Novas observações dessa misteriosa bola de rocha e gelo - de 950 km de diâmetro, orbitando ao redor do Sol entre Marte e Júpiter - acrescentaram mais ingredientes ao enigma, informaram os pesquisadores nesta segunda-feira.

A sonda Dawn (Aurora), uma missão de US$ 473 milhões da agência espacial americana (Nasa) que desde 6 março orbita ao redor de Ceres, obteve informações adicionais sobre dois intrigantes pontos brilhantes na superfície do protoplaneta. Eles já especificaram que um é muito diferente do outro.

Enquanto o ponto 1 é muito mais frio do seu entorno imediato, o ponto 5 não é, informou a equipe de cientistas da Dawn presente em Viena, no marco da Assembleia Geral da União Europeia de Geociências, organização que reúne estudantes de ciências da Terra e do espaço.

"O que podemos dizer é que um dos pontos brilhantes parece comportar-se de maneira muito diferente. Isso é tudo o que podemos dizer agora", afirmou Federico Tosi, que estuda o Ceres a partir de dados enviados pela sonda.

Os pontos 1 e 5 fazem parte das dezenas de pontos brilhantes vistos em fotografias tiradas pela Dawn em que eles aparecem como luzes sobre uma superfície cinzenta.

Descoberto em 1801 pelo astrônomo siciliano Giuseppe Piazzi, Ceres se move no cinturão de asteroides a cerca de 9,9 bilhões de quilômetros do Sol, cumprindo uma órbita completa a cada 4,61 anos terrestres.

A equipe da sonda Dawn foi capaz de reunir imagens de Ceres tiradas com diferentes comprimentos de onda de luz, explicou Tosi à imprensa.

Uma das imagens que corresponde ao que o olho humano vê mostra Ceres como uma esfera "marrom escura" com dois pontos claramente visíveis.

No entanto, nas imagens térmicas, o ponto 1 é visto como uma mancha escura em uma esfera vermelha, indicando que "é mais frio do que o resto da superfície observada na mesma hora do dia de Ceres, sob as mesmas condições de iluminação Solar", disse Tosi.

A "grande surpresa", acrescentou ele, é que o ponto 5 desaparece na imagem térmica.

"O que é certo é que existem pontos brilhantes na superfície de Ceres, que pelo menos do ponto de vista térmico parecem se comportar de maneira diferente", acrescentou.

Teorias que explicam o que são esses pontos variam de seria gelo até "minerais hidratados", ou seja, a água que não está na forma de gelo puro, mas absorvida por minerais.

Menos crateras do que se esperava

Imagem da Nasa mostra superfície do planeta Ceres em março deste ano (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)
Imagem da Nasa mostra superfície do planeta Ceres em março deste ano (Foto: Nasa/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA)
 
A presença de gelo seria difícil de explicar porque Ceres está em uma área não muito longe o suficiente do Sol para permitir a formação de "gelo estável" na superfície, explicou Tosi, membro do Instituto Nacional de Astrofísica, em Roma.

Outro aspecto intrigante são as diferenças entre Ceres e seu vizinho Vesta, um asteroide estudado pela Dawn em 2011 e 2012. Vesta é brilhante e reflete grande parte da luz solar, enquanto Ceres é escuro.

A equipe também observou menos crateras na superfície de Ceres, diferentemente do que já havia sido encontrado em Vesta.

"Quando comparamos o tamanho das crateras de Ceres com as de Vesta, foi um número bem menor do que estávamos antecipando", contou Christopher Russell, principal cientista da missão Dawn.

Outras marcas presentes na superfície, no entanto, sugerem que Ceres "teve uma história violenta em matéria de colisão", segundo Martin Hoffman, do Instituto Max Planck para a Investigação do Sistema Solar.

As coisas vão ficar mais claras nos próximos meses na medida em que a sonda Dawn - que durante semanas permaneceu lado escuro da Ceres - for se aproximando da superfície para observar sua composição e temperatura.

Os pesquisadores esperam que a missão, em seguida, forneça informações valiosas sobre a formação do nosso Sistema Solar, da qual Ceres parece ser, aparentemente, uma relíquia.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/ceres-o-planeta-anao-permanece-um-misterio-para-a-ciencia.html

Estudo descobre que pequenas erupções solares podem ter efeitos profundos em planetas desprotegidos

Uma relativamente pequena nuvem de material solar pode ser vista a escapar do Sol na parte superior esquerda deste filme capturado pela sonda SOHO no dia 19 de Dezembro de 2006. Esta ejeção lenta, no entanto, foi poderosa o suficiente para fazer com que Vénus, quatro dias depois, perdesse uma quantidade significativa de oxigénio na atmosfera.
Crédito: ESA/NASA/SOHO/JHelioviewer

Apesar de ainda não conhecermos tudo o que é necessário para construir um planeta propício à vida, é sabido que a interação entre o Sol e a Terra é essencial para tornar o nosso planeta habitável - um equilíbrio entre uma estrela que fornece energia e um planeta que pode proteger-se das mais duras emissões solares. O nosso Sol emite constantemente luz, energia e um fluxo de partículas chamado vento solar que banha os planetas à medida que viaja pelo espaço. Também ocorrem ejeções de massa coronal, ou EMC, as maiores erupções de material solar que podem perturbar a atmosfera em torno de um planeta. Na Terra, parte do impacto destas EMC é desviado por uma bolha magnética natural chamada magnetosfera.

Mas alguns planetas, como Vénus, não têm magnetosferas protetivas e isso pode assinalar más notícias. No dia 19 de dezembro de 2006, o Sol libertou uma pequena e lenta nuvem de material solar. No entanto, quatro dias depois, esta EMC foi poderosa o suficiente para arrancar quantidades significativas de oxigénio da atmosfera de Vénus e enviá-lo para o espaço, onde se perdeu para sempre.

Aprender porque é que uma EMC pequena teve um impacto tão forte pode ter consequências profundas para entender o que faz com que um planeta seja propício à vida. Estes resultados foram publicados na edição de 9 de abril da revista Journal of Geophysical Research.

"E se a Terra não tivesse essa magnetosfera protetora?", pergunta Glyn Collinson, autor principal do artigo, do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland. "Será que a magnetosfera é um pré-requisito para um planeta que sustente vida? Ainda não sabemos, mas podemos estudar estas questões ao observar planetas sem magnetosferas, como Vénus."

O trabalho de Collinson começou com dados da sonda Venus Express da ESA, que chegou a Vénus em 2006 e realizou uma missão de oito anos. Estudando dados do seu primeiro ano, Collinson notou que no dia 23 de dezembro de 2006, a atmosfera de Vénus perdeu oxigénio a um ritmo incrível. Ao mesmo tempo que as partículas escapavam, os dados também mostravam que algo invulgar estava a acontecer ao vento solar que passava pelo planeta.

Para saber mais, Collinson trabalhou com Lan Jian, uma cientista espacial de Goddard especializada em identificar eventos no vento solar. Usando dados da Venus Express, Jian tentou descobrir o que tinha atingido o planeta. Parecia ser uma EMC, por isso olhou então para observações da sonda SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) da ESA e da NASA. Identificaram uma EMC fraca no dia 19 de dezembro, candidata provável para o que avistaram quatro dias depois perto de Vénus. Ao medir o tempo que levou a chegar a Vénus, estabeleceram que movia-se a mais de 320 km/s - o que é extremamente lento para os padrões das EMC, mais ou menos a mesma velocidade do próprio vento solar.

Os cientistas dividem as EMC em duas grandes categorias: aquelas rápidas o suficiente para conduzir uma onda de choque à sua frente enquanto afastam-se do Sol, e aquelas que se movem muito mais lentamente, como a chegada do nevoeiro. As EMC rápidas já foram observadas noutros planetas e sabe-se que afetam a fuga atmosférica, mas ninguém tinha ainda observado os efeitos de uma EMC lenta.

"O Sol 'tossiu' uma EMC nada impressionante," afirma Collinson. "Mas o planeta reagiu como se tivesse sido atingido por algo enorme. Ao que parece, é como a diferença entre colocar uma lagosta em água a ferver, contra colocando-a em água fria e aquecendo a água lentamente. De qualquer das maneiras, a lagosta está em maus lençóis."

Da mesma forma, os efeitos da EMC pequena acumularam-se ao longo do tempo, arrancando parte da atmosfera de Vénus e puxando-a para o espaço. Esta observação não prova que cada EMC pequena tem um efeito semelhante, mas deixa claro que tal é possível. Por sua vez, isto sugere que, sem uma magnetosfera, a atmosfera de um planeta é intensamente vulnerável aos eventos meteorológicos do Sol.

Vénus é um planeta particularmente inóspito: é 10 vezes mais quente que a Terra com uma atmosfera tão espessa que o máximo que um módulo de aterragem sobreviveu, à superfície, antes de ser esmagado, foi pouco mais de duas horas. Talvez estas vulnerabilidades às tempestades solares tenham contribuído para este ambiente. Independentemente disso, a compreensão exata do efeito que a falta de uma magnetosfera tem num planeta como Vénus pode ajudar-nos a perceber mais sobre a habitabilidade de outros planetas que descobrimos para lá do nosso Sistema Solar.

Os investigadores examinaram detalhadamente os seus dados para ver se conseguiam determinar o mecanismo que expulsava a atmosfera. A EMC tinha claramente empurrado o arco de choque da atmosfera em redor de Vénus. Os cientistas também observaram ondas dentro do arco de choque 100 vezes mais poderosas do que aquelas normalmente presentes.

"É como aquilo que vemos em frente de uma rocha durante uma tempestade à medida que passa uma onda," afirma Collinson. "O espaço em frente de Vénus tornou-se muito turbulento."

A equipa desenvolveu três hipóteses para o mecanismo que empurrou o oxigénio para o espaço. Em primeiro lugar, até uma EMC lenta aumenta a pressão do vento solar, que pode ter interrompido o fluxo normal da atmosfera em redor do planeta da frente para trás, ao invés forçando-a para o espaço. A segunda possibilidade é que os campos magnéticos que viajam com a EMC mudaram os campos magnéticos normalmente induzidos em torno de Vénus pelo vento solar para uma configuração que pode provocar fuga atmosférica. Ou, em terceiro lugar, as ondas dentro do arco de choque de Vénus podem ter transportado partículas à medida que se moviam."

Collinson diz que vai continuar a estudar os oito anos de dados da Venus Express em busca de mais informações, mas ressalta que é preciso sorte para encontrar outra EMC perto de outro planeta. Perto da Terra, temos várias naves espaciais que podem observar uma EMC a deixar o Sol e os seus efeitos perto da Terra, mas é difícil seguir estes eventos perto de outros planetas.

Esta foi uma observação rara de uma EMC que fornece informações cruciais sobre um planeta tão diferente do nosso - e por sua vez sobre a Terra. Quanto mais aprendemos sobre outros mundos, mais aprendemos sobre a história do nosso próprio planeta e o que o tornou tão favorável à vida.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/04/14_emc_venus.htm



Sol só se formou após nascimento da via lactea

Impressão de artista do céu noturno a partir de um planeta hipotético dentro da uma jovem Via Láctea há 10 mil milhões de anos atrás, que mostra o céu a "arder" com formação estelar. As nuvens cor-de-rosa contêm estrelas recém-nascidas e os enxames de estrelas jovens azul-esbranquiçadas estão espalhados por toda a paisagem celeste.
Crédito: NASA/ESA/Z. Levay (STScI)

Num dos mais completos levantamentos de galáxias até agora levado a cabo com vários observatórios, os astrónomos descobriram que galáxias como a nossa Via Láctea sofreram um "baby boom" estelar, produzindo estrelas a uma taxa prodigiosa, cerca de 30 vezes o valor atual.

O nosso Sol, no entanto, é um "boomer" tardio. O frenesim de nascimento estelar na Via Láctea alcançou o seu pico há 10 mil milhões de anos atrás, mas o nosso Sol chegou atrasado à festa, formando-se há apenas 5 mil milhões de anos. Nessa altura, a velocidade de formação estelar na nossa Galáxia já tinha mergulhado para valores baixos.

No entanto, o facto de ter chegado atrasado à festa pode não ter sido assim tão mau. O aparecimento tardio do Sol pode, na verdade, ter promovido o crescimento dos planetas do nosso Sistema Solar. Os elementos mais pesados que hidrogénio e hélio eram mais abundantes nas fases mais finais do "boom" de formação estelar, quando as estrelas mais massivas terminavam as suas vidas cedo e enriqueciam a Galáxia com material que servia de blocos de construção de planetas e até mesmo da vida na Terra.

Os astrónomos não têm fotos da Via Láctea quando esta era ainda "bebé" para traçar a história do crescimento estelar, por isso estudaram galáxias semelhantes em massa, encontradas em estudos de céu profundo do Universo. Quanto mais longe no Universo os astrónomos olham, mais longe no tempo vêm, porque a luz do passado está só agora a chegar à Terra. Com esses levantamentos, que remontam a mais de 10 mil milhões de anos, os cientistas reuniram um álbum de imagens que contém quase 2000 retratos de galáxias parecidas com a Via Láctea.

O novo censo fornece o quadro mais completo, até agora, de como galáxias como a Via Láctea cresceram ao longo dos últimos 10 mil milhões de anos até às majestosas galáxias espirais de hoje. O estudo, em vários comprimentos de onda, estende-se desde o ultravioleta até ao infravermelho distante, combinando observações dos Telescópios Espaciais Hubble e Spitzer da NASA, do Observatório Espacial Herschel da ESA e de telescópios terrestres como o Telescópio Magalhães do Observatório de Las Campanas no Chile.

"Este estudo permite-nos ver como a Via Láctea poderá ter sido no passado," afirma Casey Papovich da Universidade A&M do Texas em College Station, EUA, autor principal do artigo que descreve os resultados e publicado no passado dia 9 de abril na revista The Astrophysical Journal. "Mostra que estas galáxias passaram por uma grande mudança na massa das suas estrelas nos últimos 10 mil milhões de anos, aumentando até um fator de 10, o que confirma as teorias sobre o seu crescimento. E a maior parte desse crescimento estelar ocorreu nos primeiros cinco mil milhões de anos após o seu nascimento."

A nova análise reforça pesquisas anteriores que mostraram que galáxias parecidas com a Via Láctea começaram como pequenos aglomerados de estrelas. As galáxias engoliram grandes quantidades de gás e isso ateou uma tempestade de nascimento estelar.

O estudo revela uma forte correlação entre a formação estelar das galáxias e o crescimento da massa estelar. Assim, quando as galáxias abrandam a produção de estrelas, o seu crescimento também diminui. "Penso que a evidência sugere que podemos representar a maioria da construção de uma galáxia (como a Via Láctea) através da sua formação estelar," afirma Papovich. "Quando calculamos a taxa de formação estelar de uma galáxia tipo-Via Láctea no passado e somamos todas as estrelas que teria produzido, é bastante consistente com o crescimento da massa que esperávamos. Para mim, isso significa que somos capazes de compreender o crescimento da galáxia 'comum' com a massa da Via Láctea."

Os astrónomos selecionaram as progenitoras parecidas com a Via Láctea filtrando mais de 24.000 galáxias dos catálogos CANDELS (Cosmic Assembly Near-infrared Deep Extragalactic Legacy Survey), obtidos com o Hubble, e do ZFOURGE (FourStar Galaxy Evolution Survey), do telescópio Magalhães.

Usaram o ZFOURGE, o CANDELS e dados do infravermelho próximo do Spitzer para estudar as massas estelares das galáxias. As imagens do levantamento CANDELS do Hubble também forneceram informações estruturais acerca dos tamanhos das galáxias e do modo como evoluíram. As observações no infravermelho distante do Spitzer e do Herschel ajudaram os astrónomos a rastrear a taxa de formação estelar.
 
Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/04/14_sol_via_lactea.htm

Como a ciência explica a gravidez da mulher que teve quadrgénios

Annegret Raunigk já tem 13 filhos e está esperando mais quatro após ter se submetido a fertilização artificial na Alemanha; conheça fatores que explicam o caso.

Nessa foto, Raunigk está com 55 anos segurando sua filha mais nova; dez anos depois, ela espera quadrigêmeos (Foto: BBC)
Nesta foto, Raunigk está com 55 anos segurando sua filha mais nova; dez anos depois, ela espera quadrigêmeos (Foto: BBC)

Annegret Raunigk está com 65 anos e prestes a dar à luz quatro bebês. A professora primária alemã está na 21ª semana de gravidez e diz estar se sentindo bastante 'saudável'.

Se a gravidez seguir conforme o esperado, Raunigk será considerada a mulher mais velha a dar à luz quadrigémeos – ela não será, porém, a mulher mais velha a dar à luz, já que esse "recorde" pertence a Maria del Carmen Bousada Lara, que teve gêmeos na Espanha em 2006 aos 66 anos. Alguns ainda dizem que o recorde de 'mãe mais velha do mundo' é de Omkari Panwar – acredita-se que ela tinha 70 anos quando deu à luz gêmeos na Índia em 2008.

Mas como essas gravidezes "de 3ª idade" são possíveis? Entenda os fatores que explicam esses casos:

Óvulos doados

Mulheres que já estão na menopausa não conseguirão mais ficar grávidas sem ajuda médica.

Elas precisarão usar óvulos de uma doadora – ou os próprios óvulos dela congelados – para poderem engravidar. Para mulheres, a fertilidade diminui com a idade, em um ritmo relativamente rápido a partir dos 35 anos – isso varia um pouco de mulher para mulher. Mas tudo depende dos óvulos.

Raunigk recebeu óvulos de uma doadora mais jovem e engravidou de quadrigêmeos (Foto: BBC)
Raunigk recebeu óvulos de uma doadora mais jovem e engravidou de quadrigêmeos (Foto: BBC)

Mulheres já nascem com todos os óvulos que elas terão na vida e, depois do período da puberdade, elas começam a perder um a um, na menstruação.

Quando elas chegam aos 40 anos, a quantidade de óvulos de boa qualidade é cada vez menor.

Hormônas

Antes de receber um óvulo fertilizado de uma doadora, os médicos precisarão confirmar se o útero da mulher está pronto para a tarefa.

As mulheres, nesse caso, podem ser submetidas a uma terapia de estrogênio, para engrossar o revestimento do útero e preparar o ambiente para o embrião.

Uma vez que o óvulo fertilizado é colocado no útero, a mulher precisará tomar mais hormônios para sustentar a gravidez – diferente de mulheres mais jovens, que têm os ovários em pleno funcionamento, as mais velhas não conseguem produzir todos os hormônios de que vão precisar.

A especialista em fertilização do Centro de Fertilização da Mulher de Birmingham, Sue Avery, explica que "o processo é o mesmo utilizado para uma mulher mais jovem que, por alguma razão, precisou retirar os ovários."

Acompanhamento de perto

Segundo ela, "futuras mamães" que são mais velhas vão precisar de um acompanhamento especial e cuidadoso, porque elas correm mais riscos de ter complicações relacionadas à gravidez, como por exemplo pressão alta ou diabetes gestacional.

No entanto, quando o óvulo vem de uma doadora jovem, isso pode mudar algumas coisas. "Apesar de a grávida ser mais velha, o fato de os óvulos virem de uma mulher jovem faz com que a gravidez seja como a de uma mulher mais jovem, porque tudo tem a ver com hormônios", explica a especialista.

Mulheres mais velhas que engravidam por fertilização precisam fazer acompanhamento cuidadoso da gestação

Um estudo nos Estados Unidos feito com 101 grávidas mais velhas descobriu que o risco de complicações na gravidez para mulheres acima de 50 anos que engravidaram por doação de óvulos era parecido com o risco de mulheres mais novas que engravidaram dessa maneira.

Acima de tudo, isso está ligado ao estado físico da mãe, e não apenas com a idade dela.

Na verdade, o maior fator de risco no caso da gravidez de Raunigks é o número de bebês que ela está carregando, segundo Avery.

Gravidez múltipla – gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos ou mais – são sempre consideradas de maior risco por médicos. Esse tipo de gestação aumenta a possibilidade de parto prematuro, os bebês tem mais chances de nascerem com peso abaixo do normal, e há mais riscos de complicações para a mãe, incluindo pressão alta e pré-eclâmpsia.

Cesariana

Grávida de quatro bebês, é muito pouco provável que Raunigk, aos 65 anos, consiga ter parto normal e, provavelmente, ela dará à luz com uma cesariana.

A alemã já é mãe de outras 13 crianças – a mais nova nasceu dez anos atrás.

O médico dela, Kai Hertwig, disse à TV alemã RTL que gestações de quadrigêmeos costumam ser mais tensas, mas garantiu que tudo está indo muito bem para a paciente.

Após o nascimento

Nos primeiros meses, como é o caso com a maioria das mães, Raunigk terá de enfrentar o desafio de conviver com muito cansaço, poucas horas de sono e muitos "cochilos".

Por causa da sua idade, ela não poderá amamentar os quatro novos bebês que vêm por aí.

Após o nascimento dos bebês, Raunigk precisará de fôlego para educar quatro crianças aos 65 anos
Depois, será preciso planejar o futuro deles.

"Se ela tem quatro filhos aos 65 anos, ela logo vai precisar correr atrás de quatro crianças. Boa sorte para ela!", deseja Sue Avery.

"Mesmo se você está extremamente saudável e em forma, você não tem a mesma energia aos 45 que tinha aos 25. Não vamos nem falar aos 65."

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/04/como-a-ciencia-explica-mulher-gravida-de-quadrigemeos-aos-65-anos.html

Pontifícia Universidade Católica do Paraná seleciona pacientes para tratamento com células-tronco

Estudo é direcionado para quem sofre de isquemia nos membros inferiores.
 
Problema pode causar a amputação da área atingida.

Seleção dos pacientes faz parte da segunda fase da pesquisa (Foto: João Borges / Divulgação )A PUC-PR está selecionando 50 pacientes para um tratamento experimental com céluas-tronco. 

O estudo é voltado a quem sofre de isquemia nos membros inferiores, ou seja, quem tem problemas de circulação nas pernas. De acordo com o professor Paulo Brofman, que coordena o estudo, esse problema pode ser causado por várias doenças, entre elas, o diabetes e gerar a necessidade da amputação dos membros atingidos.

O professor explica que as células-tronco estão presentes no corpo dos próprios pacientes. "Quando se divide, ela faz uma idêntica à célula-mãe e outra que pode adquirir características diferentes daquelas da origem", explica o professor. Com essas células, os pesquisadores esperam conseguir criar novos vasos sanguíneos "Uma das propriedades que a gente detectou em pesquisas básicas é que, ao injetar essas células, elas criam novos vasos. A perspectiva de injetar essas células pode evitar a amputação", explica.

A seleção dos pacientes faz parte da segunda fase da pesquisa, iniciada em 2014. Até o momento, 10 pessoas já receberam as células-tronco. Conforme Brofman, oito tiveram sucesso no tratamento e não precisaram ser amputados. A expectativa é de que em três anos o tratamento possa estar disponível para o público em geral.

A escolha será feita com base no histórico de saúde dos pacientes. O tratamento será oferecido por três hospitais, a Santa Casa de Curitiba, o Hospital Angelina Caron, na Região Metropolitana da capital paranaense, o hospital São Rafael, de Salvador (BA), e o Instituto de Moléstia Cardiovascular, em São José do Rio Preto (SP).

Para participar, os pacientes devem ter entre 30 e 80 anos de idade, sofrer de isquemia e já ter passado por tratamenos clínicos ou cirurgicos. Também é preciso apresentar sintomas de dor e correr o risco de amputação do membro. "Todo o estudo no Brasil ainda é considerado experimental, para que se possa utilizar a tecnologia, precisa ter um projeto aprovado e reconhecido pelo comitê de ética da instituição e precisa ter financiamento. O paciente não pode gastar com o tratamento", conta. Atualmente, quem financia esses estudos são o Ministério da Saúde e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Sucesso em outras áreas

Embora a pesquisa para pacientes com isquemia seja recente, o centro coordenado por Brofman estuda o uso das células-tronco em várias outras aplicações. Segundo o professor, foram obtidos resultados positivos em tratamentos de doenças como enfisema pulmonar, artrose de joelho, doenças do coração, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, lúpus, esclerose, entre outras.

Conforme Brofman, uma das vantagens do tratamento com essas células é que o paciente não corre o risco de rejeição, pois elas vêm do próprio corpo da pessoa. As células são colhidas principalmente da medula óssea do quadril do paciente. Depois, elas são reimplantadas no local que precisa do tratamento.

Um dos casos que o professor destaca foi o sucesso obtido em pacientes que tiveram problemas com a cartilagem do joelho. Em algumas pessoas, a cartilagem pode gastar e obrigar o paciente a usar próteses, sob o risco de ficarem impedidos de andar, em função das dores agudas que sentem. "Essas células podem regenerar a cartilagem. Os 10 pacientes tiveram uma melhora muito grande. Alguns até voltaram a andar", conta.

Fonte: http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2015/04/puc-pr-seleciona-pacientes-para-tratamento-com-celulas-tronco.html

Super-tempestade em Saturno inicia com interação do vapor na atmosfera

Fenômenos se estendem por milhares de quilômetros antes de finalizarem.

Espetáculo climático dura meses e é conhecido como 'tempestade branca'.

Imagem de Saturno feita pela sonda Cassini (Foto: NASA/JPL/SSI/Bill Dunford)

Uma vez a cada 20 ou 30 anos, uma supertempestade maior que a Terra atinge Saturno e seus anéis, oferecendo um espetáculo climático que dura meses, conhecido como as "tempestades brancas".

Esses fenômenos podem se estender por milhares de quilômetros antes de se dissiparem, algo que já havia sido documentado - mas cuja causa era desconhecida.

De acordo com um estudo publicado na revista científica britânica "Nature Geoscience", a tempestade ocorre devido à forma como o vapor de água interage na atmosfera do planeta gigante. Os autores do estudo, Cheng Li e Andrew Ingersoll, cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia argumentam que as gotas de vapor evitam que gases menos densos emerjam, esfriem e condensem, e que essa reação provoca trovoadas.

Imagem mostra formação de supertempestade no hemisfério norte de Saturno  (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Instituto de Ciência Espacial)
Imagem mostra formação de supertempestade no hemisfério norte de Saturno (Foto: Nasa/JPL-Caltech/Instituto de Ciência Espacial)
 
Registros feitos da Terra, com a ajuda de um telescópio, foram gravados seis vezes desde 1876, mas até agora ninguém havia explicado o motivo da frequência das tempestades.

De acordo com o trabalho de Li e Ingersoll, a frequência é devido à diferença de densidade entre as camadas superiores da atmosfera e as inferiores, uma vez que na maioria das vezes na parte de cima os elementos são menos densos do que abaixo.

Da mesma maneira que o óleo flutua sobre a água, a camada superior de Saturno permanece sobre a camada inferior, impedindo a passagem da água, para arrefecer e condensar, que é o processo normal pelo qual se formam as tempestades.

No entanto, como a camada superior é arrefecida e o calor se difunde para o espaço, esta massa torna-se mais densa e começa a cair. De acordo com o estudo, esse processo leva um par de décadas já que a atmosfera de Saturno é "muito grossa".

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/supertempestade-em-saturno-inicia-com-interacao-do-vapor-na-atmosfera.html

Canábis pode ajudar a tratar crianças com epilepsia

O tratamento com o medicamento derivado da marijuana, que não inclui a parte da planta psicoativa, levou a uma redução média de 53 % dos ataques epiléticos

Canábis pode oferecer esperança a crianças com epilepsia grave, segundo os resultados de um novo estudo.

O tratamento com o medicamento derivado da canábis levou a uma redução média de 53 % dos ataques epiléticos. No entanto, 10% das crianças tiveram de parar de tomar o medicamento, devido aos efeitos secundários tais como cansaço, sonolência, diarreia e diminuição do apetite.

O estudo do Centro de Langone Compreensivo de Epilepsia da Universidade de Nova Iorque envolveu 213 pessoas, crianças a adultos, que tinham epilepsia grave e que não respondiam a outros tratamentos.Tinham síndrome de Dravet, síndrome de Lennox-Gastaut (tipos de epilepsia que podem levar à deficiência intelectual e convulsões ao longo da vida) e também 10 outros tipos de epilepsia grave.

As 137 pessoas que completaram o estudo de 12 semanas, viram o número de convulsões diminuir em cerca de 54%. Para os doentes com síndrome de Dravet que concluíram o estudo, o número de crises convulsivas diminui cerca de 53%. Já para os doentes com síndrome de Lennox-Gastaut houve uma redução de 55%.

Os participantes receberam uma droga com componentes de marijuana, que não inclui a parte da planta psicoativa que leva uma pessoa a ficar "mocada". Tomaram um líquido diariamente por via oral. Todos os participantes sabiam que estavam a ingerir droga.

Esta investigação surge depois de estudos anteriores provarem que a Canábis é eficaz no tratamento da depressão, ansiedade, esquizofrenia e até poderia encolher tumores cancerígenos agressivos.

Fonte: http://visao.sapo.pt/canabis-pode-ajudar-a-tratar-criancas-com-epilepsia=f816450

Já está escolhido o voluntário para o primeiro transplante de cabeça

Em fevereiro um cirurgião italiano disse que em 2017 vai ser possível executar um transplante de cabeça. A semana passada foi apresentado o primeiro voluntário.

O voluntário para o primeiro transplante de cabeça já está escolhidoO cirurgião italiano Sergio Canavero disse em fevereiro que em poucos anos será possível transplantar uma cabeça humana. A notícia foi recebida com ceticismo pela comunidade científica, mas na perspetiva de quem sofre parece haver ânimo e esperança. Valery Spiridonov é o primeiro candidato selecionado pelo médico italiano para ser submetido a esta cirurgia radical, na complexidade e nos números.

Caso se venha a concretizar no futuro próximo (a estimativa de Canavero aponta para 2017), esta cirurgia poderá demorar 36 horas, envolver 150 profissionais de diferentes especialidades (neurologia, cirurgia vascular, ortopedia) e contabilizar um custo total de 11 milhões de dólares. A moeda americana não aparece por acaso: Sergio Canavero só deverá conseguir realizar esta cirurgia num centro norte-americano, avança a CNN.

Valery Spiridonov tem 30 anos, é cientista computacional e sofre de uma doença muscular rara chamada Werdnig-Hoffmann, uma atrofia muscular de origem genética e fatal. Voluntariou-se e é agora o primeiro candidato aceite pelo cirurgião italiano. A CNN conta que o médico tem recebido muitas propostas de pessoas interessadas, nomeadamente de transexuais que procuram um novo corpo.

A cirurgia está em preparação e já tem um nome: HEAVEN. Em linhas gerais, o procedimento envolve o transplante da cabeça num corpo saudável de um paciente em morte cerebral. O cérebro de Valery Spiridonov terá de ser arrefecido entre os 10 e os 15 graus Celsius para prolongar a vida das células nervosas na ausência de oxigénio. Depois, a medula espinal é cortada e a cabeça colocada no corpo do dador, com o auxílio de uma cola biológica. Durante pelo menos três semanas o paciente terá de ficar em coma induzido para prevenir movimentos.

Transplantar uma cabeça para um novo corpo representa um desafio técnico imenso, em especial na componente neurológica. Isto porque a técnica cirúrgica para ligar a medula espinal ainda não oferece garantias de sucesso, as experiências já efetuadas com macacos fracassaram sempre. O problema está na ligação incompleta das células nervosas, que podem fazer parar funções autónomas e vitais tais como a respiração e o batimento cardíaco.

Os riscos são muito elevados mas Valery Spiridonov diz que não tem nada a perder. E mais: “Esta tecnologia é o equivalente ao primeiro passo dado pelo homem no espaço, porque no futuro vai ajudar milhares de pessoas que estão num estado ainda mais deplorável que o meu.”

Sergio Canavero acredita na estratégia que desenhou e explicou o fundamento nesta conferência

Fonte: http://jourliq.com/o-voluntario-para-o-primeiro-transplante-de-cabeca-ja-esta-escolhido-11959.html

IBM e Apple celebram parceria na área da saúde

As duas tecnológicas estão a colaborar para recolher dados de utilizadores e fornecê-los a outras empresas para poderem providenciar serviços de saúde mais adequados.
 
IBM e Apple celebram parceria na área da saúde
Duas das empresas tecnológicas mais importantes estão a colaborar de forma a oferecer aos utilizadores serviços de saúde mais adequados e personalizados. 
 
Tendo criado a Watson Health Unit como parte da compra de duas empresas ligadas à área de saúde, a Explorys e a Phytel, a IBM está a contar com a colaboração da Apple na área de fornecimento de dados. A empresa reunirá então dados de apps de todos os possuidores de um iPhone para melhorar os serviços HealthKit e ResearchKit.

A Exame Informática nota ainda o envolvimento de outras empresas nesta parceria com a Johnson & Johnson, que também fará uso dos dados para desenvolvimento de aplicações móveis, e da Medtronic, que pretende usar os dados para criar planos de saúde personalizados.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/tech/375259/ibm-e-apple-celebram-parceria-na-area-da-saude
 

Altas doses de ibuprofeno associadas a risco cardíaco

Alerta sobre o anti-inflamatório é feito pelo Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância da Agência Europeia do Medicamento.

 O risco foi encontrado em doses muito acima do recomendado Nuno Ferreira Santos 

O anti-inflamatório ibuprofeno, quando tomado de forma diária e em doses muito elevadas, aumenta o risco de os doentes sofrerem um acidente vascular cerebral ou um enfarte agudo do miocárdio. O alerta foi feito nesta segunda-feira pelo Comité de Avaliação do Risco em Farmacovigilância (PRAC) da Agência Europeia do Medicamento (EMA), que considera que os dados existentes justificam uma revisão das recomendações relacionadas com este fármaco.

A informação diz respeito a tomas diárias do medicamento superiores a 2400 miligramas, esclarece um comunicado no site da EMA. As conclusões do PRAC vão ser remetidas para o Comité de Medicamentos de Uso Humano, também pertencente à mesma agência, e ao qual cabe a palavra final sobre o tema. O medicamento está disponível em Portugal em embalagens de 200, 400 ou 600 miligramas, com a versão de dose mais baixa à venda fora das farmácias. O número de comprimidos que se tomam por dia varia de acordo com a doença, mas em todos os casos a bula do fármaco nas suas várias apresentações frisa sempre que, “em qualquer caso, a dose diária não deverá exceder 2400 mg de ibuprofeno”.

As conclusões da revisão de informação feita pelo PRAC “confirmam um pequeno aumento do risco de problemas cardiovasculares” nos doentes que “tomam doses altas de ibuprofeno”. “A revisão clarifica que o risco de elevadas doses de ibuprofeno é semelhante ao encontrado noutros anti-inflamatórios não esteróides”, explica a nota, na qual se refere como exemplo o diclofenac, conhecido pelo nome de marca Voltaren, e que no passado levou a alertas semelhantes, e os chamados "inibidores selectivos da COX-2".

O regulador europeu ressalva que não se encontrou nenhum aumento do risco cardiovascular nas doses até 1200 miligramas por dia. Em todos os casos, o PRAC defende que os benefícios deste anti-inflamatório campeão de vendas em Portugal ainda são superiores aos riscos, sendo apenas necessário actualizar os alertas relacionados com os perigos de ultrapassar alguns valores diários. Os dados da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) indicam que em 2014 o ibuprofeno representou 5% do total do volume de medicamentos vendidos fora das farmácias. O mais vendido foi o analgésico paracetamol, com 15% do total. Já nas farmácias, o ibuprofeno não surge na lista das substâncias mais vendidas, nem em volume de embalagens nem em valor.

As conclusões tiveram como base a análise de vários trabalhos publicados nos últimos anos sobre os efeitos deste medicamento, num estudo que começou em Junho de 2014 a pedido do regulador do medicamento do Reino Unido. O organismo defende que deve haver um cuidado especial com os doentes que já apresentam doença cardíaca, como historial de problemas circulatórios, acidente vascular cerebral ou ataque cardíaco, assim como todos os casos em que se prevê um uso prolongado do ibuprofeno. A EMA dá ainda exemplos de alguns factores de risco, como o tabaco, hipertensão, diabetes e colesterol.

Alguns dados do PRAC apontam ainda para que o ibuprofeno possa interagir com medicamentos como a aspirina, que muitas vezes é tomada como forma de prevenir acidentes vasculares cerebrais. No entanto, no uso esporádico o PRAC considera que não existem problemas sérios. As recomendações aplicam-se também a um anti-inflamatório semelhante ao ibuprofeno, mas menos utilizado – o dexibuprofeno.

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/altas-doses-de-ibuprofeno-associadas-a-risco-cardiaco-1692223

Agência anuncia que Rússia vai enviar homens à Lua em 2029

A Rússia planeia enviar astronautas do país para a Lua em 2029, há exatamente 60 anos do desembarque de norte-americanos. 

 

O anúncio foi feito esta terça-feira por Igor Komarov, director da agência espacial russa Roscosmos.

«Temos que começar a trabalhar agora para fazer isso», declarou. De acordo com ele, a missão humana, prevista para o biénio 2029-2030, será precedida por um voo não-tripulado em 2028.

Durante a Guerra Fria, a Rússia e os Estados Unidos protagonizaram uma corrida espacial, a qual servia para demonstrar superioridade tecnológica e ideológica de cada país.

A corrida espacial começou com o lançamento do satélite artificial soviético Sputnik 1, em Outubro de 1957. Doze anos depois, a missão norte-americana Apollo 11 fez astronautas pousarem na Lua. 

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=768617

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Estaremos repetindo a pior extinção em massa do planeta ?

acidificacao dos oceanos

É um dos mistérios mais duradouros da ciência: o que causou a pior extinção em massa na história da Terra? E, não, não estamos falando daquilo que dizimou os dinossauros. 

Cientistas afirmam que enormes quantidades de dióxido de carbono expelido por erupções vulcânicas colossais na Sibéria podem ter tornado os oceanos do mundo perigosamente ácidos 252 milhões de anos atrás, ajudando a impulsionar uma calamidade ambiental global que matou a maioria das criaturas terrestres e marítimas.

Os pesquisadores estudaram rochas nos Emirados Árabes Unidos, que estavam no fundo do mar na época e continham um registro detalhado das mudanças das condições oceânicas no final do período Permiano.

Repetindo o erro

“Este é um dos poucos casos em que fomos capazes de mostrar que um evento de acidificação do oceano aconteceu”, afirma Rachel Wood, geocientista da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

“Isso é significativo porque acreditamos que nossos oceanos modernos estão se tornando ácidos de forma semelhante”, acrescenta Wood. “Estes resultados podem nos ajudar a entender a ameaça que isso representa para a vida marinha”.

Várias hipóteses foram aventadas para explicar a extinção em massa que superou até mesmo aquela causada pelo impacto de um asteroide que dizimou os dinossauros e muitos outros animais 65 milhões de anos atrás. Os pesquisadores dizem que a acidificação dos oceanos sempre foi uma suspeita, mas nenhuma evidência direta havia sido encontrada até agora.

Erupções maciças que formaram uma imensa região de rocha vulcânica chamada Siberian Traps representaram um dos maiores eventos vulcânicos do passado há meio bilhão de anos, com duração de um milhão de anos e que abrange a fronteira entre os Períodos Permiano e Triássico.

60 mil anos de extinção

As quantidades prodigiosas de dióxido de carbono a partir das erupções tiveram consequências terríveis para a vida marinha e terrestre. A absorção de dióxido de carbono mudou letalmente, mas temporariamente, a composição química dos oceanos. A extinção em massa resultante se desenrolou ao longo de um período de 60 mil anos, dizem os pesquisadores.

Os trilobites e os escorpiões do mar – habitantes dos mares por centenas de milhões de anos – estavam entre as muitas criaturas marinhas que desapareceram. Animais terrestres enfrentaram o aquecimento global e uma secagem geral do clima. A maioria dos répteis semelhantes a mamíferos morreram, com exceção de algumas linhagens, incluindo os que foram os ancestrais dos mamíferos modernos, como seres humanos. A extinção em massa também abriu o caminho para os primeiros dinossauros, cerca de 20 milhões de anos depois.

Fonte: http://hypescience.com/estariamos-repetindo-pior-extincao-em-massa-planeta/


Tudo o que sabíamos sobre a formação dos continentes pode mudar

formacao dos continentes

Uma equipe internacional de pesquisadores revelou novas informações sobre como os continentes foram gerados na Terra mais de 2,5 bilhões de anos atrás, e como esses processos têm continuado nos últimos 70 milhões de anos e afetado profundamente a vida no planeta e seu clima.

O estudo detalha como eventos geológicos recentes – no caso, atividades vulcânicas de 10 milhões de anos atrás onde hoje estão o Panamá e a Costa Rica – guardam os segredos da construção dos continentes, que ocorreu bilhões de anos antes.

A descoberta fornece uma nova compreensão sobre a formação da crosta continental da Terra – massas de rocha flutuantes ricas em sílica, um composto que combina silício e oxigênio.

“Sem a crosta continental, todo o planeta seria coberto com água”, explica Esteban Gazel, professor assistente de geologia na Faculdade de Ciências da Universidade da Virgínia, nos EUA. “A maioria dos planetas terrestres do sistema solar têm crostas basálticas semelhantes à crosta oceânica da Terra, mas as massas continentais – grossas camadas silícicas e flutuantes – são uma característica única da Terra”.

Crosta jovem

A massa continental do planeta se formou no período Arqueano, cerca de 2,5 bilhões de anos atrás. A Terra era três vezes mais quente, a atividade vulcânica era consideravelmente maior e a vida era provavelmente muito limitada.

Muitos cientistas acreditam que toda a crosta continental do planeta foi gerada durante este período, e o material teria se reciclado continuamente através de colisões de placas tectônicas na camada mais externa do planeta. Mas a nova pesquisa mostra que uma crosta continental “juvenil” foi produzida ao longo da história da Terra.

“Se a Terra reciclava toda a sua crosta continental sempre foi o grande mistério”, diz Gazel. “Nós fomos capazes de usar a formação da ponte de terra que é a América Central como um laboratório natural para entender como os continentes se formaram, e descobrimos que, enquanto a produção maciça de crosta continental, que teve lugar durante o Arqueano, já não é a norma, há exceções que produziram uma crosta continental ‘juvenil'”.

Os pesquisadores usaram dados geoquímicos e geofísicos para reconstruir a evolução do que é hoje a Costa Rica e o Panamá, lugar que foi gerado quando duas placas oceânicas colidiram e derreteram a crosta oceânica rica em ferro e magnésio nos últimos 70 milhões de anos, afirma Gazel.
A fusão da crosta oceânica originalmente produziu o que hoje são as Ilhas Galápagos, reproduzindo as condições encontradas no Arqueano para fornecer o “ingrediente que faltava” na geração de crosta continental.

Parte desconhecida da evolução do planeta

Os pesquisadores descobriram que a assinatura geoquímica de lavas de erupções alcançaram esta composição parecida com uma crosta continental cerca de 10 milhões de anos atrás. Eles testaram o material e observaram ondas sísmicas viajando através da crosta em velocidades mais próximas às observadas na crosta continental em todo o mundo.

As Ilhas Aleutas ocidentais e o segmento de Iwo Jima das ilhas Izu-Bonin são outros exemplos de crosta continental juvenil que se formou recentemente. O estudo levanta questões sobre o impacto global que a crosta continental mais recente tem gerado ao longo dos tempos, e o papel que isso desempenhou na evolução não só dos continentes, mas da vida em si.

Por exemplo, a formação da ponte de terra da América Central resultou no fechamento do anal de água, que mudou a forma como o oceano circulou, separando espécies marinhas, além de causar um forte impacto sobre o clima do planeta. “Nós revelamos uma grande parte desconhecida na evolução do nosso planeta”, aponta Gazel. 

Fonte: http://hypescience.com/descobertas-novas-informacoes-sobre-formacao-dos-continentes/



Universo não se está a expandindo tão rápido como se pensava

Supernova SN 2011fe

Um grupo de astrônomos da Universidade do Arizona, nos EUA, descobriu que certos tipos de supernovas, aquelas estrelas que explodem, são mais diversificadas do que se pensava. Os resultados têm implicações para grandes questões cosmológicas, como a rapidez com que o universo vem se expandindo desde o Big Bang.

Mais importante ainda: os resultados sugerem a possibilidade de que a aceleração da expansão do universo pode não ser tão rápida como os livros dizem. A equipe, liderada pelo astrônomo Peter A. Milne, descobriu que as supernovas do tipo “Ia”, que têm sido consideradas tão uniformes que os cosmólogos têm usado-as como “faróis” cósmicos para sondar as profundezas do universo, na verdade se diferem entre si. As conclusões são análogas a uma amostragem de uma seleção de lâmpadas de 100 watts em uma loja de ferragens, só para descobrir que o brilho delas varia.

“Descobrimos que as diferenças não são aleatórias, mas levam a separação das supernovas ‘la’ em dois grupos. O grupo que está em minoria perto de nós está em maioria a grandes distâncias – assim como quando o universo era mais jovem”, explica Milne, astrônomo do Departamento de Astronomia da Universidade do Arizona.

A descoberta lança nova luz sobre o ponto de vista atualmente aceito do universo se expandindo a um ritmo mais rápido e mais rápido, separado por uma força mal compreendida chamada energia escura. Esta visão é baseada em observações que resultaram no Prêmio Nobel de Física de 2011 atribuído a três cientistas, incluindo o ex-aluno da Universidade do Arizona Brian P. Schmidt.

Visões diferentes

Os ganhadores do Prêmio Nobel descobriram independentemente que muitas supernovas pareciam mais fracas do que o previsto porque mudaram-se mais longe da Terra do que deveriam ter feito se o universo se expandisse na mesma taxa. Isto indicou que a taxa com que as estrelas e galáxias se afastam umas das outras está aumentando; em outras palavras, algo estaria empurrando o universo para longe mais e mais rápido.

Acreditava-se que as supernovas do tipo Ia possuíam o mesmo brilho, sendo muito semelhantes quando explodem. Uma vez que as pessoas descobriram o porquê, começaram a usá-las como referências para o outro lado do universo.

“As supernovas distantes devem ser como as próximas, porque elas se parecem, mas uma vez que elas são mais fracas do que o esperado, isso levou as pessoas a concluir que elas estão mais longe do que o esperado, e isso, por sua vez, levou à conclusão de que o universo está se expandindo mais rápido do que no passado”.

Milne e seus colegas observaram uma grande amostra de supernovas do tipo “Ia” na luz ultravioleta e visível. Para seu estudo, eles combinaram observações feitas pelo Telescópio Espacial Hubble com as feitas pelo satélite Swift da NASA.

Segredos revelados no ultravioleta

Os dados coletados com o Swift foram cruciais, porque as diferenças entre as populações – pequenas mudanças em direção ao vermelho ou o azul do espectro – são sutis na luz visível, que tinha sido usada para detectar supernovas do tipo “Ia” anteriormente, mas tornaram-se óbvias somente através das obervações na luz ultravioleta, usada neste satélite.

“Estes são grandes resultados”, afirma Neil Gehrels, investigador principal do satélite Swift, coautor de um dos trabalhos apresentados com estes resultados. “A constatação de que havia dois grupos de supernovas do tipo ‘Ia’ iniciou-se com os dados do Swift”, conta ele. “Então nós passamos por outros conjuntos de dados para ver se achávamos o mesmo. E encontramos a tendência presente em todos os outros conjuntos de dados. Conforme você vai para trás no tempo, vemos uma mudança na população de supernovas”, acrescentou. “A explosão tem algo diferente, algo que não aparece quando você olha para ele na luz normal, mas nós o vemos no ultravioleta. Uma vez que ninguém percebeu isso antes, todas essas supernovas foram colocadas no mesmo barril. Mas se você olhasse para 10 delas nas proximidades, as 10 vão ser mais vermelhas, em média, do que uma amostra de 10 supernovas distantes”.

Os autores concluem que a aceleração do universo pode ser explicada por diferenças de cor entre os dois grupos de supernovas, mostrando que há menos aceleração do que o inicialmente relatado. Isso, por sua vez, exige menos energia escura do que o que estava sendo considerado. “Estamos propondo que pode haver menos energia escura do que aquela apontada em livros didáticos, mas não podemos colocar um número nisso”, argumenta Milne. “Até o nosso artigo, as duas populações de supernovas foram tratadas como a mesma população. Para obter essa resposta final, seria preciso fazer todo esse trabalho novamente, separadamente para as populações vermelha e azul”. 

Fonte: http://hypescience.com/universo-nao-esta-expandindo-tao-rapido-como-imaginavamos/


Observando o céu de 10 bilhões de anos atrás

Em uma das pesquisas multi-observatório mais abrangentes já feitas, astrônomos acreditam que as galáxias como a nossa Via Láctea sofreram um “baby boom” – apelido dado ao súbito aumento de natalidade que aconteceu logo depois da Segunda Guerra Mundial -, produzindo estrelas a uma velocidade absurda, cerca de 30 vezes mais rápido do que hoje. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista “The Astrophysical Journal”.

O nosso sol, no entanto, não estava nessa festa. O frenesi de parto de estrelas da Via Láctea teve seu pico 10 bilhões de anos atrás, mas a nossa estrela estava atrasada e só foi se formar aproximadamente 5 bilhões de anos atrás. Neste momento, a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia já tinha diminuído muito de ritmo.

Com base nestas informações, a NASA transformou em imagem como seria o nosso céu em meio a este boom de estrelas por todos os lados. Porém, não precisa perder tempo procurando o nosso sol, ainda não nascido. Confira abaixo:

Crédito:  NASA, ESA e Z. Levay

Perder a festa, no entanto, pode não ter sido tão ruim. O aparecimento tardio do sol pode ter promovido o crescimento dos planetas do nosso sistema solar. Elementos mais pesados ​​que o hidrogênio e o hélio eram mais abundantes no final desse boom à medida que estrelas mais massivas terminavam suas vidas precoces e enriqueciam a galáxia com material que servia como blocos de construção dos planetas e até mesmo da vida na Terra.

Infância da Via Láctea

Os astrônomos não têm o álbum de bebê da Via Láctea para traçar a história da formação e crescimento estelar. Em vez disso, eles compilaram a história ao estudar galáxias com massa semelhantes à nossa, encontradas em pesquisas profundas do universo. Quanto mais longe os astrônomos vão no universo, mais eles “voltam no tempo”, porque a luz das estrelas de muito tempo atrás só está chegando na Terra agora. A partir desses levantamentos, que se estendem de volta no tempo mais de 10 bilhões de anos, os pesquisadores reuniram um álbum de imagens contendo cerca de 2 mil fotos de galáxias semelhantes à Via Láctea.

O novo censo fornece o quadro mais completo já feito de como as galáxias como a Via Láctea cresceram ao longo dos últimos 10 bilhões de anos e chegaram às galáxias espirais majestosas de hoje. O estudo se estende da luz ultravioleta à luz infravermelha distante, combinando observações dos telescópios espaciais da NASA Hubble e Spitzer, do Observatório Espacial Herschel, pertencente à Agência Espacial Europeia, e de telescópios terrestres, incluindo o Telescópio Baada Magellan, no Observatório Las Campanas, no Chile.

“Este estudo nos permite ver como a Via Láctea pode ter sido no passado”, disse Casey Papovich, da Texas A & M University, autor principal do estudo. “Isso mostra que essas galáxias passaram por uma grande mudança na massa de suas estrelas nos últimos 10 bilhões de anos, aumentando em um fator de até 10, o que confirma as teorias sobre o seu crescimento. E a maior parte desse crescimento de massa estelar aconteceu nos primeiros 5 bilhões de anos de seu nascimento”.

Um punhado de estrelas

A nova análise reforça pesquisas anteriores que mostraram que galáxias semelhantes à Via Láctea começaram como pequenos aglomerados de estrelas. As galáxias construíram a si mesmas pela ingestão de grandes quantidades de gás que provocaram uma tempestade de nascimento de estrelas.

O estudo revela uma forte correlação entre a formação de estrelas das galáxias e seu crescimento em massa estelar. Observações revelaram que, conforme a fabricação de estrelas abrandou, o crescimento das galáxias também diminuiu. “Eu acho que as evidências sugerem que nós podemos atribuir a maioria do desenvolvimento de uma galáxia como a Via Láctea à sua formação de estrelas”, diz Papovich. “Quando nós calculamos a taxa de formação estelar de uma galáxia como a Via Láctea e somamos todas as estrelas que ela teria produzido, é bastante coerente com o crescimento de massa que esperávamos. Para mim, isso significa que somos capazes de compreender o crescimento de uma galáxia ‘padrão’ com a massa de uma galáxia Via Láctea”.

Fonte:http://hypescience.com/nosso-sol-chegou-atrasado-para-festa-de-nascimento-da-via-lactea/

Pílula anticoncepcional pode diminuir riscos de câncer de útero

Vale lembrar que o câncer de colo do útero é causado pelo HPV.

Médicos tiraram dúvidas sobre a saúde da mulher.

Tomar anticoncepcional sem pausa para não menstruar faz mal para a saúde? Anticoncepcional em comprimido causa câncer no útero? A partir de que idade pode ser feito o exame de mama? Quem fez redução de mama tem problema para amamentar? O Bem Estar desta segunda-feira (13) tirou dúvidas sobre a saúde da mulher com a ajuda do nosso consultor e ginecologista José Bento e do mastologista Alfredo Barros.

O doutor José Bento falou sobre o câncer no útero e explicou que quem toma pílula anticoncepcional, na verdade, tem menos chance de ter o câncer. “Existem dois tipos de câncer: do endométrio e câncer de colo do útero. O câncer do colo do útero é causado pelo HPV, não tem nada a ver com a pílula. O câncer de endométrio tem a ver com estímulo hormonal.”

Muitas mulheres têm dúvidas sobre os anticoncepcionais contínuos. Será que eles fazem mal? 

Segundo o doutor José Bento, não tem problema, mas ele lembra que é preciso ter um acompanhamento médico. “Você tem que ir ao ginecologista e ele te orientar para ver se a pílula é a correta.”

E o exame de mama, quando pode ser feito? O mastologista Alfredo Barros explica que não há um limite, mas que o recomendável é a partir dos 30 anos. Em casos de câncer de mama na família, a mulher pode fazer o exame antes.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/04/pilula-anticoncepcional-pode-diminuir-riscos-de-cancer-na-mulher.html

Província de Ontário no Canadá, cria bolsa de gases de efeito estufa

Região irá limitar emissões lançadas pelas empresas da região.

Objetivo é ajudar o Canadá a cortar gases e cumprir meta para a COP 21.

Cidade de Toronto, no Canadá, é fotografada através de uma trave em um campinho de futebol (Foto: Mark Blinch/Reuters)
 Cidade de Toronto, no Canadá, é a capital da província de Ontário (Foto: Mark Blinch/Reuters)

Ontário, a província mais populosa do Canadá e motor da economia canadense, vai limitar suas emissões de gases de efeito estufa através da criação de um mercado de direitos de poluição - anunciou nesta segunda-feira (13)  a primeira-ministra Kathleen Wynne.

Com este sistema, a região irá limitar a quantidade de gases de efeito estufa (GEE) que as empresas da província podem emitir e permitir que aqueles que excedem metas de redução vendam seus direitos de poluir a outras empresas.

Os mercados de carbono de Ontário serão apoiados pela Western Climate Initiative, maior iniciativa dos governos subnacionais na América do Norte para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa e que reúne em particular a província canadense de Québec e o estado norte-americano da Califórnia.

Este anúncio vem antes de uma reunião nesta terça-feira (14) em Québec, onde os chefes das 10 províncias e três territórios do Canadá devem enfatizar sua cooperação para reduzir o impacto das mudanças climáticas antes da Conferência de Paris (COP21), em dezembro.

Na sexta-feira (10), a ministra do Meio Ambiente canadense, Leona Aglukkaq, pediu às províncias e territórios informações atualizadas sobre suas emissões de gases de efeito estufa para que o Canadá possa fazer sua contribuição pós-2020 antes da COP 21.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/04/provincia-de-ontario-no-canada-cria-bolsa-de-gases-de-efeito-estufa.html

domingo, 12 de abril de 2015

Cientistas discutem origem divina da vida e do homem

Dois mundos separados por uma eternidade.

Entre as dúvidas que os distanciam, a criação do Universo da vida e do homem. Para a Bíblia, a construção da vida levou 6 dias. Para a ciência, foram bilhões de anos. Entre uma e outra, a terceira via: a razão do universo é, a um só tempo, ciência e fé.

Para discutir os avanços dos estudos nessa terceira via, cientistas, físicos, historiadores, filósofos e teólogos de diferentes países vão se reunir em Brasília, nos dias 1 e 2 de maio, na II Conferência Internacional Ciência e Fé – A Ciência de Deus.

Entre os convidados, o físico norte-americano Gerald Schroeder, PhD formado pelo Massachussets Institute of Technology, afirma que os cientistas não têm outra alternativa senão aceitar Deus como criador do primeiro instante de vida.

Também conferencista, o anfitrião do evento é o físico brasileiro Robson Rodovalho.

Presidente e bispo mundial da Igreja Evangélica Sara Nossa Terra, acompanha estudos da física quântica sobre evidências materiais da fé pela movimentação de partículas subatômicas.

A apresentação sobre o propósito da vida, o comportamento humano e sua evolução será do convidado Augusto Cury, doutor em psicanálise, psiquiatra e psicoterapeuta. Escritor publicado em mais de 60 países, só no Brasil Cury já vendeu mais de 20 milhões de livro.

São também convidados o cientista brasileiro Antonio Delson, doutor em Mecânica Espacial e Controle formado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e inglês Allan Chappman, especialista em história da ciência e dos cientistas, que falará por videoconferência.

Na ocasião será lançado o livro O Livre Arbítrio – A Mente por Trás do Universo, de Gerald Schroeder.

A II Conferência Internacional Ciência e Fé – A Ciência de Deus é promovida pelo Instituto Hayah – Ciência e Fé, braço da Igreja Evangélica Sara Nossa Terra voltado para o incentivo à ciência.

Fonte: http://portugalmisterioso.blogspot.pt/2015/04/cientistas-discutem-origem-divina-da.html

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