quarta-feira, 22 de abril de 2015

Interpretação de multi-versos

implicacoes da interpretacao de muitos mundos

De acordo com a “interpretação de muitos mundos" da física quântica, vivemos em uma rede infinita de linhas de tempo alternativas. Essa obviamente é uma afirmação grave que carrega uma bagagem bastante científica, filosófica e existencial.

Para você entender melhor do que tudo isso se trata, reunimos aqui o que me parecem ser as nove mais estranhas possíveis implicações dessa teoria engenhosa.

A interpretação de muitos mundos

De acordo com uma hipótese planejada pelo físico quântico Hugh Everett, vivemos em um universo – ou mais precisamente um multiverso – onde cronogramas estão constantemente se ramificando e criando mundos distintos e coerentes, cada um experimentado por uma versão diferente de você.

Os físicos quânticos têm usado a IMM para conciliar uma lacuna desconfortável da “interpretação de Copenhague”, que é a afirmação de que um fenômeno não observado pode existir em estados duplos. Então, ao invés de dizer que o gato de Schrödinger é vivo e morto, os defensores da IMM diriam que o gato simplesmente “se ramificou” em dois mundos diferentes: um em que ele está vivo e outro em que ele está morto.

Cerca de 60 anos após ter sido concebida pela primeira vez, a IMM continua a ser um assunto altamente controverso. Em uma pesquisa feita entre físicos quânticos em 2013, apenas um quinto deles disse que assinam embaixo da IMM (em comparação com 42% que preferem a interpretação de Copenhague).

Dito isso, a lista de pensadores que se dizem favoráveis à interpretação de muitos mundo é impressionante, e inclui pensadores eminentes como o físico quântico David Deutsch, o cientista da computação teórica Scott Aaronson e o físico Sean Carroll.

Independentemente de como essa teoria se destaca, é certamente interessante pensar sobre suas implicações. A gente nem começou e a minha cabeça já deu um nó!

1. Nós vivemos em um multiverso de proporções gargantuescas

É muitas vezes tido como certo pelos cosmólogos que o mundo que observamos é único – daí o “uni” no universo.

Ruminações de multiversos já foram consideradas uma heresia científica, mas está parecendo cada vez mais provável que sejam verdade. Na verdade, a sugestão de que existe uma multiplicidade de universos foi posta por um número de cientistas e metafísicos bastante renomados.

A afirmação principal do IMM é que toda a existência é composta por uma superposição quântica de um número incontavelmente grande – ou até mesmo infinito – de universos. Se esta interpretação da existência é verdade, então deve haver um número absolutamente surpreendente de mundos alternativos.
E, consequentemente, mais chances de existir vida lá fora.

2. A única narrativa da sua vida é uma ilusão

A IMM também perturba a nossa noção de individualidade. Todos nós experimentamos nossas vidas como uma viagem coerente e discreta através do que parece ser o espaço e o tempo. Na realidade, porém, o auto é um conjunto em expansão exponencial de casos que estão ramificando-se de momento a momento. Como resultado, não devemos pensar em nós mesmos como indivíduos, mas como multiplicidades.

A razão para essa ilusão é que várias experiências não podem ser observadas, por isso ficamos com a impressão de que nós somos apenas uma única pessoa. Agora, isso não quer dizer que nossas experiências de realidade não são de alguma forma reais ou verdadeiras. Elas são. Nós apenas temos que reconhecer – via a Interpretação de Muitos Mundos – que nossas vidas não são exatamente o que parecem ser.
De repente, me sinto como uma personagem do filme Interestrelar. Que, aliás, se você não assistiu, deveria.

3. Existem versões incontáveis de você

Se a IMM for verdade, então deve haver um número quase infinito (ou infinito mesmo) de versões de você, e cada uma experimenta o mundo como indivíduo distinto e alheio a você e aos outros.
Consequentemente, o volume de caminhos alternativos de vida tem que ser incrivelmente grande. 

Desde o nascimento, você – ou o que você acha que é você – ramificou-se em mundos diferentes, com cada superposição de passagem. O conjunto completo de “você” é como um sistema radicular maciço que está crescendo exponencialmente, de forma que cada raiz representa um novo cronograma.

Como a IMM implica na variabilidade constante com base em probabilidades, cada nova instância de você deve ser diferente, observando-se um mundo em que um resultado alternativo tem acontecido.
Há versões de você que ainda estão com seus ex-pares românticos. Muitos de seus eus alternativos são mais felizes e mais bem sucedidos do que você é, e vice-versa. Também deve haver versões de você que já morreram, ou que sofreram a morte de um ente querido que ainda está vivo em seu mundo atual. Pode até haver versões “malvadas” de você, a la Star Trek. As possibilidades são praticamente infinitas, desde que os fundamentos da física não sejam violados.

4. Você ainda tem o livre-arbítrio

Tendo em conta que todas as decisões possíveis serão feitas por diferentes versões de você, a IMM torna difícil conciliar a questão do livre-arbítrio. Se todas as opções de escolha são selecionadas em mundos alternativos, então por que passar por todos os problemas de pesar todas as evidências antes de escolher? O destino coletivo de nossa totalidade, ao que parece, já foi determinado.

Mas, como especialista Michael Clive Price explica, enquanto todas as decisões são realizadas, algumas são realizadas com mais frequência do que outras. Em outras palavras, cada ramo de uma decisão tem o seu próprio “peso” que é fazer cumprir as leis usuais da estatística quântica.

Além disso, a IMM implicaria em um certo indeterminismo da existência, ainda que de forma intuitiva. Sempre nos perguntamos: “Eu poderia ter escolhido um rumo diferente na vida?”. A IMM implica fortemente que a resposta é definitivamente sim.

Além do mais, não só poderia ter escolhido um curso de ação diferente, como uma versão alternativa do que você realmente fez! Quanto ao porquê de você escolher de forma diferente, ou porque você se saiu de uma certa maneira em uma prova ou sei lá, tudo se resume à forma como os eventos quânticos na escala clássica são afetados – incluindo as cogitações do seu cérebro.

5. Deve haver algum mundo muito estranho lá fora

A IMM leva necessariamente a algumas possibilidades muito bizarras.

Mais uma vez, todas as ramificações dessa ideia são TEORICAMENTE possíveis, desde que sejam prováveis e não violem as leis da física. É importante notar, no entanto, que, dado o espaço de todos os mundos possíveis, é muito mais provável que você se encontre nos mais prováveis e aparentemente racionais dos mundos, porque eles aparecem com os mais elevados graus de frequência (e por várias ordens de magnitude).

Mas haverá alguns mundos em que coisas altamente improváveis devem acontecer. Por exemplo, se uma pessoa jogasse uma moeda para cima 1.000 vezes, deve haver um mundo em que a pessoa tira “cara” 1.000 vezes em sequência.

Além disso, deve haver um mundo lá fora onde alguém sempre aposta corretamente nos resultados de jogos esportivos, por exemplo.

Mais radicalmente, uma pessoa sem formação musical alguma podia sentar-se na frente de um piano e imediatamente começar a tocar o 3º Concerto de Rachmaninoff do início ao fim, incluindo todas as dinâmicas necessárias.

Em tal cenário, cada resolução de resultados de superposição em um determinado estado cerebral produz os movimentos corretos. As chances de isso acontecer, no entanto, estão além da escala astronômica e envolveria um terrivelmente pequeno subconjunto de todos os universos possíveis.
É aqui que muitos céticos traçam a linha dessa interpretação, argumentando que esses cenários são tão ridículos que quase parecem provar que a IMM não pode ser verdade.

6. Você é imortal… Ou quase

Isto é o que é referido como o suicídio quântico.

Imagine um cenário em que uma pessoa joga roleta russa com balas colocadas em metade das câmaras. Nesta superposição, cada rodada da câmara deve redefinir as chances de essa pessoa se matar em 50/50. Mas a IMM nos diz que deve haver um mundo em que a pessoa nunca atira em si mesma, mesmo depois de, digamos, 50 rotações da arma.

Embora as chances de isso acontecer sejam de uma em um quatrilhão, a interpretação de muitos mundos nos diz que isso deve acontecer em algum lugar, sim! Loucura total, não? 

Curiosamente, o físico Max Tegmark diz que este experimento em particular realmente pode servir como prova de que a IMM é verdade, embora, necessariamente, teria que acontecer a morte em inúmeros casos apenas para que um experimentador sortudo sobrevivesse.

Outra visão sobre a imortalidade quântica é a afirmação de que uma versão de nós deve sempre estar por perto para observar o universo. Paul Halpern, autor do livro “Einstein’s Dice and Schrödinger’s Cat”, coloca desta forma: “E sobre a sobrevivência humana? Somos uma coleção de partículas regidas no nível mais profundo por regras quânticas. Se cada vez que uma transição quântica tomasse lugar, nossos corpos e divisão da consciência, haveria cópias que experimentaram cada resultado possível, incluindo as que possam determinar a nossa vida ou morte. Suponha que em um caso um determinado conjunto de transições quânticas resultou na divisão celular com defeito e, finalmente, uma forma fatal de câncer. Para cada uma das transições, haveria sempre uma alternativa que não levaria ao câncer. Portanto, haveria sempre ramos com sobreviventes. Se nossa percepção consciente flui apenas nas cópias vivas, nós poderíamos sobreviver a qualquer número de eventos potencialmente perigosos relacionados com transições quânticas”.

Dito isto, os eventos quânticos devem obedecer às leis de conservação, de modo que provavelmente haverá situações em que não há como escapar das regras da natureza.

7. A comunicação entre mundos paralelos pode ser possível

Em 1995, o físico quântico Rainer Plaga propôs um teste experimental da IMM no qual ele descreve um procedimento para a troca de informações e energia “intermundos”, ou seja, “acoplamento fraco”.

Ao utilizar equipamento óptico quântico padrão, um único íon pode ser isolado a partir do seu ambiente em uma armadilha de íons. Uma medição de mecânica quântica, então, seria feita com dois resultados separados realizados em outro sistema, o que resultaria na criação de dois mundos paralelos.

Dependendo do resultado, um íon deve ser excitado em apenas um destes mundos paralelos antes do íon decorrer através da sua interação com o ambiente.

Plaga argumenta que devemos ser capazes de detectar essa excitação no outro mundo paralelo, o que posteriormente forneceria provas para corroborar a IMM – e um caminho potencial para enviar as informações para uma realidade paralela.

É difícil saber o quão detalhada essa informação poderia ser, ou se isso significaria alguma coisa para o receptor. É uma ideia fascinante a especular sobre as potenciais implicações de comunicação intermundos.

8. Não existem paradoxos sobre viagens no tempo

Muito simples: a presença de mundos alternativos significa que não há uma única linha de tempo para ser estragada.

Se uma pessoa fosse voltar no tempo, ela iria apenas detonar uma inteiramente nova rede de cronogramas. A IMM sugere que paradoxos – como voltar no tempo para matar alguém – não são nada para se preocupar.

9. Tudo já aconteceu, e vai acontecer novamente

A coisa mais engraçada sobre o conjunto completo de mundos infinitamente variáveis é que tudo já aconteceu.

E não é só isso: tudo o que já foi feito vai acontecer de novo um número infinito de vezes. Assim como Bill Murray no clássico filme “O Feitiço do Tempo” (no original, “Groundhog Day”), de 1993, o dia atual será experimentado por você mesmo mais algumas vezes. Incalculáveis vezes. 

Fonte: http://hypescience.com/interpretacao-de-muitos-mundos-vai-dar-um-no-na-sua-cabeca/

Arco-íris quádruplo aparece em Nova York

Em Nova York, EUA, foi fotografado uma raro arco iris quádruplo na estacão de trens de Long Island, em Glen Cove.

Pela primeira vez um arco iris deste tipo foi fotografado por uma equipe de cientistas em outubro de 2011, na Alemanha.

Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/um-arco-iris-quadruplo-aparece-em-nova-york.html

Portugueses observam diretamente pela primeira vez um exoplaneta

Jorge Martins, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, é o autor principal da investigação que conduziu à primeira observação direta de um planeta fora do sistema solar.

A visão artística do exoplanetaA 50 anos-luz da Terra, o planeta 51 Pegasi b tem um lugar único na história da astronomia. Ele foi o primeiro exoplaneta a ser detetado na órbita de uma estrela distante, há 20 anos. Agora, esse mundo longínquo, que há duas décadas abriu uma nova era na investigação em astrofísica, volta a ser notícia, porque foi também o primeiro que os astrofísicos conseguiram observar diretamente, graças à luz que ele reflete, da que recebe da sua estrela. A outra boa novidade é esta: a descoberta tem a assinatura portuguesa. O grupo internacional que fez o estudo foi liderado por investigadores do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

"Esta foi a primeira vez que se conseguiu detetar o espetro da luz que é refletida por um exoplaneta", explica ao DN Jorge Martins, investigador do IA e o principal autor da investigação. Esta primeira observação direta, que "permitiu calcular a massa e a inclinação do 51 Pegasi b", mostra também que a nova técnica de observação desenvolvida pelos cientistas do IA vai permitir fazer no futuro um estudo mais detalhado das atmosferas dos exoplanetas.

Os resultados, que são publicados hoje na revista Astronomy & Astrophysics, dão também um novo rigor a este cálculo e mostram que o 51 Pegasi b tem 0,46 da massa de Júpiter - e não 0,47, segundo a anterior medição.

"É o nosso contributo para comemorar os 20 anos da descoberta deste que foi o primeiro exoplaneta encontrado", diz satisfeito Nuno Santos do IA, que trabalha nesta área desde 1998 - tem no currículo, aliás, a identificação de uma série deles -, e que é coautor da observação feita.

Duas décadas depois de se ter encontrado pela primeira vez um mundo longínquo na órbita de outra estrela, que não o nosso Sol, conhecem-se hoje quase 1900 destes planetas extra-solares, alguns deles agregados em sistemas solares de seis e sete planetas. Por isso, o foco nesta área já não está neste momento unicamente em descobrir novos planetas. "O foco está a mudar mais para o estudo das suas propriedades, para os caracterizar, e a nossa técnica é mais um passo em frente nesse sentido", afirma Nuno Santos, reconhecendo que esta primeira observação direta do espetro da luz visível do 51 Pegasi b "abre a possibilidade desse estudo mais sistemático dos exoplanetas".

Técnica desenvolvida em Portugal 

A nova técnica foi desenvolvida pelo grupo do IA para poder ser utilizada no espetrógrafo ESPRESSO, que será colocado em 2017 nos Very Large Telescopes (VLT) do European Southern Observatory (ESO), construídos no deserto de Atacama, no Chile.

O objetivo desse futuro instrumento, que está a ser construído por um consórcio de que Portugal também faz parte, através do IA, é procurar e detetar planetas parecidos com a Terra, capazes de albergar vida. Os resultados agora obtidos, graças a um outro espetrógrafo, o HARPS, que está instalado noutro telescópio do ESO de menor dimensão, são por isso a demonstração prática das possibilidades que se abrem a partir daqui.

"Pensava-se que só seria possível fazer este tipo de observações em grandes telescópios, como o VLT, ou o futuro E-ELT [que só começará a funcionar em 2024], mas nós conseguimos com esta técnica, concretizá-las num telescópio com 3,8 metros de diâmetro, porque a técnica produz uma amplificação do sinal recebido", diz Jorge Martins.

O jovem investigador português, de 39 anos, está desde o início do ano no Chile, com uma bolsa de doutoramento do ESO, para fazer este trabalho, que vai prolongar-se por mais dois anos. "Está a ser uma experiência fantástica", remata Jorge Martins.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4524430&page=-1

Erradicar a malária até 2030 custará 93 bilhões de euros

Fundos atualmente disponíveis representam metade do total necessário

Especialistas na área de saúde estimam que serão necessários 93 bilhões de euros para erradicar totalmente a malária até 2030. Entretanto, os fundos anualmente disponíveis são metade disso, de acordo com dados divulgados hoje (21) pela campanha Roll Back Malaria Partnership (RBM).

O Dia Mundial da Malária será lembrado em 25 de abril. A RBM, composta, entre outros órgãos, pela OMS e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), alertou não só para os avanços na luta contra a doença, mas também para tudo que ainda precisa ser feito.

De acordo com os dados, atualmente existem no mundo 2,3 milhões de pessoas com risco de contrair malária. Estima-se que, em 2013, aproximadamente 198 milhões de pessoas tenham contraído a doença, das quais 584 mil morreram, 90% delas na África.

Desde o ano 2000, a incidência da malária registrou redução de 30% no mundo e 34% na África. Segundo a RBM, os 93 bilhões de euros necessários para eliminar a doença até 2030 permitiriam salvar 12 milhões de vidas e evitariam 3 milhões de casos e uma despesa global de 250 bilhões de euros.

Anualmente, a África deixa de ganhar 11 bilhões de euros em produtividade por causa da doença. De acordo com a RBM, em 2013, foram investidos no mundo 2.416 milhões de euros em diversos programas e projetos para combater a doença. Para a RBM, o montante estimado para que toda a população tenha acesso a métodos preventivos e a tratamentos para curar a malária chega a 4,7 milhões de euros.

Fonte: https://www.bemparana.com.br/noticia/382883/erradicar-a-malaria-ate-2030-custara-93-bilhoes-de-euros

Detectado novo caso de gripe aviária no centro dos EUA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informou,este domingo, ter detetado um novo caso de gripe aviária no estado de Iowa (centro) numa quinta com galinhas poedeiras.

Detetado novo caso de gripe aviária no centro dos EUA

A estirpe detetada corresponde ao subtipo H5N2, o mesmo que na semana passada foi descoberto no mesmo estado e que levou ao abate de 27 mil perus. Para evitar o contágio, até 5,3 milhões de galinhas poderão ser sacrificadas na quinta afetada pelo surto, localizada no condado de Osceola.

Especialistas acreditam que o vírus se está a propagar através dos excrementos das aves migratórias ao longo do rio Mississípi.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=769499

As ameaças ocultas da infecção vaginal mais comum

Vaginose bacteriana, fácil de ser tratada com antibióticos, mas difícil de ser detectada, pode levar a parto prematuro e aborto.

A vaginose bacteriana pode levar a outras doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia  (Foto: Thinkstock/BBC)

A vaginose bacteriana pode levar a outras doenças sexualmente transmissíveis, como a gonorreia (Foto: Thinkstock/BBC)

Amanda Butler, uma britânica de 42 anos, teve uma gravidez normal até o rompimento da bolsa na 25ª semana.

Pouco depois do incidente, Amanda descobriu que o parto prematuro foi provocado por uma infecção comum que muitas vezes nem é percebida pela mulher.

A vaginose bacteriana, ou VB, é a infecção vaginal mais frequente em mulheres com idades entre 15 e 44 anos e é causada quando há uma quantidade excessiva de certos micro-organismos que provocam o desequilíbrio bacteriano na vagina.

Se não for tratada, esta infecção pode causar partos prematuros, problemas de fertilidade e um risco maior de contrair outras doenças sexualmente transmissíveis.

Um dos problemas da vaginose bacteriana é que, em algumas situações, o problema não é diagnosticado devido à ausência de sintomas.

Os sintomas, quando presentes, são: secreção vaginal branca ou acinzentada e pouco espessa, cheiro, dor, coceira ou dor na vagina.

Algumas mulheres também apresentam um forte cheiro de peixe, especialmente depois de manter relações sexuais.

"Há provas que sugerem que, se não for tratada, a vaginose bacteriana pode provocar problemas durante a gravidez", disse à BBC Mundo Eduardo Cortés, especialista em ginecologia e obstetrícia do Kingston Hospital NHS Foundation Trust, da Grã-Bretanha.

Segundo Cortés, as complicações na gravidez relacionadas à VC são:

- Parto prematuro

- Aborto (sem ser no primeiro trimestre)

- Rompimento mais cedo da bolsa amniótica

- Infecção das membranas que formam a bolsa e o líquido amniótico

- Infecção e inflamação do revestimento do útero depois do parto.

 A doença também ter consequências dramáticas para a gravidez, causando até o aborto  (Foto: Thinkstock/BBC)
A doença também ter consequências dramáticas para a gravidez, causando até o aborto (Foto: Thinkstock/BBC)

"Durante a gravidez é normal que ocorra mais secreção vaginal, mas no momento em que a grávida notar algo diferente, deveria ir ao médico", afirmou o especialista.

Cortés afirma que "uma vez diagnosticada, a vaginose bacteriana é muito fácil de tratar com antibióticos".

Doenças e infertilidade

Também há provas de que a vaginose bacteriana aumenta o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

"Isto acontece provavelmente devido a uma mudança no equilíbrio bacteriano dentro da vagina, que reduz a proteção contra estas doenças", disse Cortés.

E, apesar de a ligação entre os dois problemas não estar clara, algumas evidências sugerem que a VB também pode aumentar o risco de desenvolvimento da doença inflamatória pélvica, um problema que pode afetar o útero, trompas e outras partes do aparelho reprodutor feminino.

Se esta doença for diagnosticada precocemente, também é possível tratá-la com antibióticos.

"Estima-se que entre 10% e 20% das mulheres que sofrem desta infecção correm risco de desenvolver problemas de infertilidade", disse Cortés.

Entre os sintomas do problema estão:

- Dor na pélvis ou no abdomen inferior

- Incômodo ou dor durante relações sexuais

- Sangramento entre menstruações ou depois de relações sexuais.

Apesar de causas da vaginose bacteriana serem desconhecidas, uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, sugeriu que as mulheres que usam gel e sabão para lavar as partes íntimas correm maior risco de desenvolver a doença.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/04/as-ameacas-ocultas-da-infeccao-vaginal-mais-comum.html

terça-feira, 21 de abril de 2015

Cientistas da NASA unem-se na procura por extra-terrestres

alien sky2

Cientistas da NASA, de várias disciplinas, se uniram para procurar por vida extraterrestre e irão se apropriar de um modelo climático global para simular as condições em exoplanetas habitáveis.

O trabalho do Instituto Goddard para Estudos Espaciais (sigla GISS em inglês) da NASA é parte de um esforço mais amplo para identificar mundos similares à Terra. O telescópio espacial Kepler já descobriu mais de 1.000 planetas, através da observação da breve interrupção de luz estelar, o que sinaliza a passagem de um planeta em frente de sua estrela. Pelo menos cinco destes planetas são similares em tamanho à Terra e localizados na ‘zona habitável’, onde a água pode existir no estado líquido.

“Estamos começando a pensar sobre estas coisas como mais do que objetos planetários“, disse Anthony Del Genio, um modelador climático que está liderando o trabalho do GISS. “De repente, isto se tornou um tópico não somente para astrônomos, mas também para cientistas planetários, e agora para cientistas climáticos“, disse Del Genio. O grupo de Del Genio é um de aproximadamente 16 – que incluem desde cientistas planetários e terrestres, até físicos solares e astrofísicos – que estão participando no novo programa Nexus para Ciência de Sistemas de Exoplanetas (sigla NExSS em inglês).

“Estamos reunindo um grupo de disciplinas diferentes, e elas todas analisam a formação e o funcionamento dos planetas, de diferentes formas“, disse Mary Voytek, diretora do programa de astrobiologia da NASA e organizadora da NExSS. O programa irá expandir a rede de colaboradores, disse ela. Isso deverá ajudar aos cientistas fazerem sentido dos dados e observações existentes, vindas do Telescópio Espacial James Webb e do Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito, que estão agendados para lançamento em 2018.

O programa também ajudará a NASA a desenvolver missões para a caça de exoplanetas na década de 2020 e além. No GISS, a equipe de Del Genio está tentando localizar simples parâmetros que ocorrem na Terra, tais como os dias de 24 horas e órbitas de 365 dias, para criar um modelo de exoplaneta que possa ser ajustado para diferentes sistemas de planetas.

A simulações iniciais irão focar no passado da Terra e na evolução de Vênus e Marte. No passado, cada um desses planetas pode ter tido água líquida em suas superfícies. A meta final da equipe é a de explorar o conceito de uma zona habitável, através da mistura e combinação de alguns fatores chave, os quais determinam se um planeta pode abrigar a vida.

Ao alimentar estes parâmetros no modelo de exoplaneta, o grupo criará um banco de dados de ‘atmosferas hipotéticas’ com espectros que poderiam ser visíveis aos astrônomos.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/04/21/cientistas-da-nasa-se-unem-a-procura-por-extraterrestres/#axzz3Xst4ZlNe

ALMA revela campo magnético intenso próximo de buraco negro supermassivo

Esta impressão artística mostra o meio circundante de um buraco negro supermassivo típico, como muitos dos que se encontram no coração de muitas galáxias. O buraco negro propriamente dito está rodeado por um brilhante disco de acreção de material muito quente a cair para o buraco negro e mais longe encontra-se o toro de poeiras. Vemos também frequentemente jatos de matéria lançados a altas velocidades a partir dos polos do buraco negro, que podem estender-se até enormes distâncias no espaço. Observações obtidas com o ALMA detectaram um campo magnético muito intenso próximo do buraco negro, na base dos jatos, estando este campo muito provavelmente envolvido na produção dos jactos e sua colimação.
Crédito: ESO/L. Calçada

O ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) revelou um campo magnético extremamente potente, muito para além do que tinha sido anteriormente detetado no núcleo de uma galáxia, muito próximo do horizonte de eventos de um buraco negro supermassivo. Esta nova observação ajuda os astrónomos a compreender melhor a estrutura e formação destes habitantes massivos dos centros das galáxias e os jatos gémeos de plasma que frequentemente ejetam a alta velocidade dos seus polos. Estes resultados foram publicados a 17 de abril de 2015 na revista Science.

Os buracos negros supermassivos, frequentemente com massas de milhares de milhões de vezes a do Sol, situam-se no coração da maior parte das galáxias existentes no Universo. Estes buracos negros podem acretar enormes quantidades de matéria sob a forma de um disco que os rodeia. Enquanto a maioria desta matéria alimenta o buraco negro, uma parte pode escapar momentos antes de ser capturada, sendo lançada no espaço com velocidades próximas da velocidade da luz sob a forma de um jato de plasma. A maneira como isto acontece não é muito bem compreendida, embora se pense que campos magnéticos fortes atuando muito próximo do horizonte de eventos tenham um papel crucial no processo, ajudando a matéria a escapar às “mandíbulas escancaradas da escuridão”.

Apenas se tinham observado até agora campos magnéticos fracos longe dos buracos negros - a vários anos-luz de distância. No entanto, astrónomos da Universidade de Tecnologia Chalmers e do Observatório Espacial Onsala na Suécia, utilizaram o ALMA para detetar sinais diretamente relacionados com um campo magnético intenso localizado muito perto do horizonte de eventos do buraco negro supermassivo da galáxia distante PKS 1830-211. Este campo magnético situa-se precisamente no local onde a matéria é lançada repentinamente para longe do buraco negro sob a forma de um jato.

A equipa mediu a intensidade do campo magnético através da polarização da radiação, à medida que esta se afastava do buraco negro.

"A polarização é uma propriedade importante da luz muito usada na vida diária, por exemplo nos óculos de sol ou nos óculos 3D no cinema," diz Ivan Marti-Vidal, o autor principal deste trabalho. "Quando produzida naturalmente, a polarização pode ser usada para medir campos magnéticos, uma vez que a radiação muda a sua polarização quando viaja através de um meio magnetizado. Neste caso, a radiação detetada pelo ALMA viajou através da matéria situada muito próximo do buraco negro, um local cheio de plasma altamente magnetizado."

Os astrónomos aplicaram uma nova técnica de análise desenvolvida para os dados ALMA e descobriram que a direção da polarização da radiação vinda do centro da PKS 1830-211 rodou. Estes foram os comprimentos de onda mais curtos de sempre usados neste tipo de estudo, o que permitiu que se investigassem regiões muito próximas do buraco negro central.

"Descobrimos sinais claros da rotação da polarização, que são centenas de vezes maiores do que os maiores alguma vez encontrados no Universo," diz Sebastien Muller, coautor do artigo científico que descreve estes resultados. "A nossa descoberta constitui um enorme passo em frente em termos de frequência observada, graças ao uso do ALMA, e em termos de distância ao buraco negro onde estudámos o campo magnético - da ordem de apenas alguns dias-luz do horizonte de eventos. Estes resultados, assim como estudos futuros, ajudar-nos-ão a perceber o que é que se passa realmente na vizinhança imediata dos buracos negros supermassivos."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/04/21_PKS_1830-211.htm


As galáxias gigantes morrem de dentro para fora

A formação estelar em galáxias que estão agora “mortas” desligou-se há milhares de milhões de anos atrás. O VLT do ESO e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA revelaram que três milhares de milhões de anos após o Big Bang, estas galáxias ainda formavam estrelas nas suas periferias, mas isso já não acontecia nos seus interiores. O desligar da formação estelar parece ter-se iniciado nos núcleos das galáxias, espalhando-se depois para as regiões mais externas.

Este diagrama ilustra este processo. Galáxias do Universo primordial situam-se à esquerda no diagrama. As regiões azuis são onde a formação estelar se encontra ativa e as regiões vermelhas mostram as regiões “mortas” das galáxias, ou seja, onde existem apenas estrelas velhas vermelhas e não se formam já estrelas jovens azuis. As galáxias esferoidais que resultam do processo e se encontram no Universo atual estão do lado direito do diagrama.
Crédito: ESO

Os astrónomos mostraram pela primeira vez como é que a formação estelar em galáxias “mortas” se desligou há milhares de milhões de anos atrás. O VLT (Very Large Telescope) do ESO e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA revelaram que três milhares de milhões de anos após o Big Bang, estas galáxias ainda formavam estrelas nas suas periferias, mas isso já não acontecia nos seus interiores. O desligar da formação estelar parece ter-se iniciado nos núcleos das galáxias, espalhando-se depois para as regiões mais externas. Estes resultados foram publicados a 17 de abril de 2015 na revista Science.

Um dos principais mistérios da astrofísica prende-se com o facto de saber como é que as galáxias elípticas massivas adormecidas, bastante comuns no Universo atual, extinguiram as suas antes intensas taxas de formação estelar. Tais galáxias colossais, muitas vezes também chamadas esferoides devido à sua forma, possuem tipicamente dez vezes mais estrelas nas suas regiões centrais do que as que tem a nossa galáxia, a Via Láctea, e contêm também cerca de dez vezes mais massa.

Os astrónomos referem-se a estas galáxias como sendo vermelhas e mortas, uma vez que possuem uma enorme abundância de estrelas vermelhas velhas, mas falta-lhes estrelas azuis jovens, e não mostram sinais de formação estelar recente. As idades estimadas das estrelas vermelhas sugerem que as suas galáxias hospedeiras deixaram de formar novas estrelas há cerca de dez mil milhões de anos atrás. Este desligar da formação estelar começou logo após o pico de formação estelar no Universo, quando muitas galáxias ainda estavam a formar estrelas a uma taxa cerca de vinte vezes maior do que atualmente.

"Estas galáxias esferoides muito massivas contêm cerca de metade de todas as estrelas que o Universo produziu durante toda a sua vida," disse Sandro Tacchella do ETH Zurich na Suíça, autor principal do artigo que descreve estes resultados. "Não podemos dizer que compreendemos como é que o Universo evoluiu e se tornou no que hoje é, se não compreendermos primeiro como é que estas galáxias evoluíram."

Tacchella e colegas observaram um total de 22 galáxias de massas diferentes, numa época que corresponde a cerca de três mil milhões de anos depois do Big Bang. O instrumento SINFONI montado no VLT recolheu radiação desta amostra de galáxias, mostrando de modo preciso onde é que se encontravam as estrelas recém-formadas. O SINFONI pode fazer estas medições detalhadas de galáxias distantes graças ao seu sistema de ótica adaptativa, que consegue cancelar a maior parte dos efeitos de distorção da atmosfera terrestre.

Os investigadores apontaram também o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA à mesma amostra de galáxias, tirando partido da posição do telescópio no espaço, acima da atmosfera do nosso planeta. A câmara WFC3 do Hubble obteve imagens no infravermelho próximo, revelando a distribuição espacial das estrelas mais velhas no seio destas galáxias.

"O que é extraordinário é que o sistema de ótica adaptativa do SINFONI pode contrabalançar em grande parte os efeitos atmosféricos e dizer-nos onde é que estão a nascer as novas estrelas, fazendo-o com a mesma precisão com que o Hubble nos dá a distribuição de massas estelares," comenta Marcella Carollo, também do ETH Zurich e coautora do estudo.

De acordo com os novos dados, as galáxias mais massivas da amostra mantiveram uma produção estável de novas estrelas nas suas periferias. Contudo, nos seus centros densamente populados, a formação estelar já se encontrava desligada nesta altura.

"Esta, agora demonstrada, paragem da formação estelar a ocorrer de dentro para fora em galáxias massivas deverá ajudar-nos a compreender os mecanismos subjacentes envolvidos, os quais têm sido extensivamente debatidos desde há muito tempo no seio da comunidade astronómica," diz Alvio Renzini, do Observatório de Pádua, Instituto Nacional de Astrofísica italiano.

Uma teoria promissora para explicar este fenómeno é que os materiais necessários à formação das estrelas espalham-se em correntes de energia libertadas pelo buraco negro supermassivo central da galáxia, à medida que este devora enormes quantidades de matéria. Outra ideia diz que o gás deixa de fluir para o interior da galáxia, deixando-a sem combustível para formar novas estrelas e transformando-a num esferoide vermelho e morto.

"Há muitas sugestões teóricas diferentes para explicar os mecanismos físicos que levaram à morte destes esferoides massivos," diz a coautora Natascha Förster Schreiber, do Max-Planck-Institut für extraterrestrische Physik em Garching, Alemanha. "Descobrir que a extinção da formação estelar começou nos centros, tendo depois progredido para o exterior da galáxia é um passo muito importante para compreender como é que o Universo se transformou no que hoje é."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/04/21_galaxias_elipticas.htm




 

Tecnologia reduz o tempo de recuperação em queimados

Implante de pele artificial com pressão negativa foi realizado em Sorocaba.

É a primeira vez que a operação acontece na cidade pelo SUS.


Médico simula cirurgia realizada pela primeira vez em Sorocaba (Foto: Jomar Bellini / G1)
Médico simula cirurgia realizada pela primeira vez em Sorocaba (Foto: Jomar Bellini / G1)

Um homem de 30 anos passou por uma cirurgia inédita em Sorocaba (SP). Uma pele artificial foi implantada com o auxílio de um equipamento importado que acelera a recuperação dos pacientes. Esta foi a primeira vez que o procedimento, orçado mais de R$ 50 mil, foi realizado de forma experimental no Centro de Queimados no Conjunto Hospitalar (CHS) e custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é de que a cirurgia possa ser realizada em mais pacientes dentro de um ano, quando o procedimento deve ser padronizado pelo CHS.

Após operação, paciente fica ligado a máquina que reduz tempo de internação (Foto: Arquivo pessoal / Flávio Stillitano Orgaes)
Após operação, paciente fica ligado a máquina que
reduz tempo de internação
(Foto: Arquivo pessoal / Flávio Stillitano Orgaes)
 
A cirurgia em Sorocaba foi realizada na terça-feira (14) e o paciente está internado no CHS. Após sofrer uma lesão no pescoço com arame farpado em uma chácara, uma espécie de queimadura por fricção, o homem que mora em Itu (SP) já precisou passar por 17 cirurgias.

De acordo com o cirurgião plástico Flávio Stillitano Orgaes, o quadro do paciente foi agravado pelo fato de ele ter quelóide, saliência formada por tecido de cicatrização que é registrado em pessoas com tendência genética. A expectativa é que a nova cirurgia melhore a qualidade de vida dele. "A operação, nestes casos, muda a vida de uma pessoa. Tanto na parte estética, quanto na funcional, porque o paciente tinha, inclusive, dificuldades para movimentar o pescoço".

Segundo o cirurgião plástico, que coordena o Centro de Queimados de Sorocaba, o procedimento reduz de quatro para duas semanas o tempo de internação após a cirurgia. São dois procedimentos. 

No primeiro, a queimadura é retirada do local e é aplicada a matriz com a pele artificial, que substitui a derme, uma camada intermediária da pele. Cada placa da matriz, que é produzida nos Estados Unidos, varia entre R$ 15 mil e R$ 25 mil.

Em seguida, o paciente recebe um curativo, que fica conectado uma máquina que reduz a pressão na área que passou pela cirurgia. “Essa pressão constantemente suga as secreções do curativo, além de sangue e qualquer coisa que possa atrapalhar o sistema”, explica o médico. Ele fica aproximadamente duas semanas internado em observação.
O material é trocado a cada quatro dias, num procedimento orçado em R$ 5 mil. A tecnologia é produzida na Inglaterra e chegou ao Brasil há um ano. O material é produzido com colágeno retirado do tendão do boi e de um extrato retirado da cartilagem do tubarão, que formam um produto parecido com a pele humana. "A possibilidade de rejeição é menor por não se tratar de um órgão, mas um conjunto de proteínas que com o tempo é absorvido pelo organismo."

Pele artificial é feita com substâncias retiradas de bois e tubarões (Foto: Jomar Bellini / G1)
  Pele artificial é feita com substâncias retiradas de
bois e tubarões (Foto: Jomar Bellini / G1)
 
Após isto, o paciente volta para a sala de cirurgia para a aplicação de um enxerto de epiderme, a camada externa da pele. O material é retirado de outro local do corpo, como as coxas, e aplicado na área queimada. “O novo método, associando os dois procedimentos, reduz a quantidade do enxerto de epiderme que seria retirado e aplicado novamente no paciente na cirurgia tradicional e ainda trás uma elasticidade semelhante a de uma pele normal”, compara Orgaes.

A tecnologia já pode ser encontrada em capitais na rede particular, mas segundo Orgaes, raramente é custeada pelo SUS. O médico explica que o procedimento completo realizado de forma experimental em Sorocaba deve ser padronizado e estar disponível pela rede pública no CHS em até um ano para toda a região. “Pacientes que talvez tenham sido ou poderão vir a ser vítimas de queimaduras terão a capacidade de melhorar tanto a qualidade estética quanto funcional, como ele está mexendo o braço, o pescoço. Todos poderão ser beneficiados.”

Médico mostra aparelho inglês que reduz tempo de internação após cirurgias (Foto: Jomar Bellini / G1)
Médico mostra aparelho inglês que reduz tempo de internação após cirurgias (Foto: Jomar Bellini / G1)

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2015/04/tecnologia-reduz-o-tempo-de-recuperacao-em-queimados.html
 

Naturezas vivas para ver no Oceanário

Como se construiu o maior "aquário plantado" do mundo no Oceanário, em Lisboa.


Estas Florestas Submersas têm a assinatura de Takashi Amano, mestre japonês da aquariofilia, e podem ser visitadas até setembro de 2017.
 
Qualquer semelhança entre as paisagens da Amazónia, do Bornéu, da África Ocidental e o grande aquário montado no Oceanário nos últimos três meses é pura coincidência.

"A imagem universal da natureza que apresento nos tanques não será encontrada em paisagens do mundo natural", garante Takashi Amano à VISÃO. Aos 21 anos, este fotógrafo profissional japonês, nascido em Niigata, começou a viajar pelas maiores florestas tropicais do mundo, sem esquecer as matas virgens japonesas, registando as suas mutações. A sua dedicação levou-o mesmo, conta, a pôr a sua vida em risco na bacia amazónica mergulhando em rios infestados de piranhas e jacarés, só para fotografar peixes tropicais. Hoje, com 60 anos, é uma sumidade para todos os que têm a construção de "aquários plantados" como hobby. O que ele faz é "pegar na beleza da natureza fora de água e submergi-la", explica João Falcato, administrador do Oceanário e principal "culpado" por esta epopeia de água doce. Amano tem, desde 2012, um aquário com sete metros exposto no Sumida Aquarium, na torre mais alta do mundo, a Skytree, em Tóquio. Em nada comparável com os 40 metros desta sua primeira grande exposição temática a que chamou Florestas Submersas e que se inaugura, em Lisboa, esta quarta-feira, 22. Até fechar portas, em setembro de 2017, espera-se que a exposição receba um milhão e meio de visitantes. Para João Falcato, não restam dúvidas: "Pela primeira vez, o Oceanário será a razão principal de muitas viagens, vamos contribuir para o aumento do turismo em Lisboa."Rigor asiático

Quando, há dois anos, João Falcato convidou Takashi Amano para ali realizar uma exposição, não tinha em mente uma ideia concreta. O projeto foi sendo delineado pelo aquascaper japonês e a sua equipa, em conjunto com os especialistas do Oceanário.

"Foi um desafio sem precedentes, é como recriar a Natureza à sua escala", descreve Amano. A filosofia do nature aquarium é "aprender com a natureza para criar natureza ". E este é o principal mandamento do mestre que à medida que desenhava à mão as maquetas do aquário, teve de lidar com alguns imprevistos, como camuflar os quatro pilares erigidos dentro do tanque principal.

Foi um processo de trabalho onde "há meticulosidade dentro da magnificência." Um exemplo do método de trabalho rigoroso: enquanto não encheram os tanques de água foi preciso criar turnos de rega para manter a humidade 24 sobre 24 horas.

Um nature aquarium "não é apenas um aquário com plantas aquáticas dispostas no interior": "Há também pedras e troncos a representar o mundo natural; ao mesmo tempo, as plantas, os peixes, os microrganismos coexistem para recriar o equilíbrio da Natureza", explica Takashi Amano. Núria Baylina, bióloga e curadora do Oceanário, viajou até aos Açores para escolher as pedras, uma a uma. Tanto os troncos como as rochas foram lavados com água e tratados numa solução para garantir que não modificavam a acidez da água. Também as quatro toneladas de areia foram lavadas e secas em depósitos construídos para o efeito pela própria equipa do Oceanário.

Florestas Submersas será uma experiência onde vários sentidos são convocados.

O cheiro da floresta tropical, uma fragrância criada pelos perfumistas da empresa Aqua Design Amano, invade a sala de exposições.

Os sons da biodiversidade, desde cobras a rastejar, ao canto dos colibris e pica-paus, o coaxar dos sapos, aos restolhar das folhas, prometem uma viagem intercontinental.

O trabalho de sonoplastia de Mésicles Helin foi conjugado na perfeição com a banda sonora de Rodrigo Leão, um tema de 13 minutos que acompanha a exposição e que, nos fins de semana e feriados de maio e junho (às 17h e 19h), será interpretado ao vivo pelo músico lisboeta.

Amano acredita que a música transformará a visita numa experiência mais dramática e fascinante. Será que para o artista japonês a arte se sobrepõe ao natural? "A Natureza é sempre o meu mentor e o meu artista final.

Se tivermos alguma pergunta, só a Natureza terá a resposta. A minha arte não faz sentido sem tentar conhecer a Natureza e por isso, para mim, Natureza e arte nunca podem ser separadas." A conferir no Oceanário durante os próximos meses.

Fonte: http://visao.sapo.pt/naturezas-vivas-para-ver-no-oceanario=f817181



Espécies em perigo de extinção nos 35 hectares para abate na Serra da Cabreira

O pinheiro-silvestre, em perigo de extinção, está entre as inúmeras espécies incluídas nos 35 hectares de floresta marcada para abate entre os concelhos de Vieira do Minho e Montalegre, aparentemente sem conhecimento das autoridades.

"Contactadas todas as instituições da região, como as câmaras de Montalegre e Vieira do Minho, e associações de baldios, ninguém sabe do porquê, de onde partiu a iniciativa. O Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB) aparentemente também desconhece e pediu-nos informação mais detalhada", revela o porta-voz do grupo SOS -- Serra da Cabreira, Rui França.

O porta-voz disse à Lusa que tem "documentado" um conjunto de "espécies protegidas" inseridas nas "milhares de árvores marcadas para abate" sem que o ICNB admita o seu conhecimento, apesar de alegadamente ter sido este organismo a dar indicação aos guardas-florestais para a marcação da "ampla zona".

Fonte: http://visao.sapo.pt/especies-em-perigo-de-extincao-nos-35-hectares-para-abate-na-serra-da-cabreira=f817163

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Identificados 500 asteroides que ameaçam atingir a Terra

Esta semana, pesquisadores de todo o mundo reuniram-se na Itália para determinar como agir em caso de uma emergência causada pelo impacto de um asteroide. Existe a possibilidade de que cerca de 500 deles colidam com a Terra nos próximos 100 anos.

"Nós identificamos cerca de 500 objetos próximos da Terra (NEO, sigla em Inglês), que podem, dentro de 100 anos, colidir com a Terra, embora a probabilidade seja muito baixa, em alguns casos, um em um milhão" esclarece Detlef Koschny, chefe do departamento NEO na Agência Espacial Europeia (ESA), de acordo com a AFP.

"Seguimos suas trajetórias, tentamos prever o que pode ser e se eles podem representar um risco", disse ele.

Durante a reunião no centro operacional da NEO na cidade italiana de Frascati, o pesquisador compartilhou seus pensamentos sobre possíveis respostas à ameaça de um asteroide, alguns dos quais ainda parecem irreais. Estes incluem a proposta de acertar o corpo celeste para desviar e causar uma explosão nuclear que iria acabar com o asteroide.

Muitos especialistas estão convencidos de que 75% das formas de vida na Terra, incluindo os dinossauros desapareceram através de um impacto de um enorme asteroide a 65 milhões de anos. É por isso que este problema atrai a atenção da comunidade científica.

Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/identificados-500-asteroides-que-ameacam-atingir-a-terra.html

Sul do Japão tem alerta de tsunami após tremor de 6,8 na escala Richter

Segundo a emissora NHK, o aviso, emitido na sequência do terremoto registrado na pequena ilha de Yonaguni, que faz parte do arquipélago de Okinawa, foi dirigido a várias ilhas, lembrando a possibilidade da ocorrência de ondas de até 1 metro.

O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico informou, em comunicado, que, com base nos dados disponíveis, “o tremor não representa ameaça de tsunami”.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos, que monitora a atividade sísmica no mundo, mudou a magnitude do abalo de 6,8 para 6,6, a 71 quilômetros a leste de Hualian, em Taiwan, onde foi sentido em menor escala.

Em meados de fevereiro, na sequência de um tremor de 6,8 na escala Richter, o Japão registou pequeno tsunami, sem registo de vítimas ou danos materiais.

Uma onda de dez centímetros foi monitorada na costa de Miyako, no Iwate, depois de a agência meteorológica japonesa ter emitido alerta de tsunami com onda de até 1 metro de altura.

O Japão fica localizado no chamado Anel de Fogo, uma das áreas sísmicas mais ativas do mundo, onde ocorrem terremotos com relativa frequência. Anualmente, por se encontrar na junção de quatro placas tectónicas, é atingido por um quinto dos sismos mais violentos registrados no planeta.

Em 11 de março de 2011, um tremor de magnitude 9 na escala Richter, seguido de tsunami, deixou mais de 18 mil mortos e desaparecidos e danificou a Central de Fukushima, sendo o pior desastre nuclear desde Chernobyl (Ucrânia), em 1986.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/sul-do-japao-tem-alerta-de-tsunami-apos-tremor-de-68-na-escala-richter,1f1b8d45ee6dc410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

Sabe que doenças pode apanhar através do seu animal doméstico ?

Sabe que doenças pode apanhar através do seu animal doméstico?Os animais domésticos podem ser uma fonte de infecções, que afectam principalmente os recém-nascidos, os idosos, as crianças com leucemia e adultos com cancro, revela um novo estudo, citado pela agência Reuters.

Cães, gatos, roedores, répteis e anfíbios podem transmitir-nos Salmonela (que pode causar gastroenterites e febre tifóide), Clostridium difficile (que provocam Colite pseudomembranosa), Campylobacter Jejuni (que causam gastroenterites) e outras bactérias e parasitas que podem provocar doenças graves.

Basta uma dentada, um arranhão ou o contacto com a saliva para que a bactéria seja transmitida, explica Jason Stull do departamento de Medicina Veterinária Preventiva da Ohio State University. No caso dos répteis e dos anfíbios, o problema pode ser transmitido de uma forma indirecta, apenas através do contacto com a pele.

Para se prevenir, aqui ficam algumas dicas dadas pelos especialistas:

- Use luvas para limpar aquários;

- Lave as mãos depois de estar em contacto com o animal;

- Não deixe o seu animal lamber-lhe a cara;

- Evite o contacto com animais exóticos;

- Desinfecte com frequência os locais onde o seu animal come e dorme;

- Não coloque caixas de areia perto do local onde o seu animal costuma comer;

- Faça visitas ao veterinário com alguma frequência.

Fonte: http://sol.pt/noticia/386658

domingo, 19 de abril de 2015

Mais de 20 mil idosos acompanhados telefonicamente pela Linha Saúde 24 Sénior

Mais de 20 mil idosos estão inscritos na linha "Saúde 24 Sénior", um serviço que acompanha estas pessoas através de chamadas telefónicas quinzenais, para as orientar em função das suas necessidades, segundo o administrador da linha.

Este serviço, que é gerido pela mesma empresa que gere a linha Saúde 24 -- Linha de Cuidados de Saúde (LCS) -- e é acessível a partir do mesmo número (808 24 24 24), entrou em vigor a 25 de abril do ano passado. 

"Temos mais de 20 mil idosos inscritos", disse à Lusa Luís Pedroso Lima, acrescentando que o serviço liga a cada uma destas pessoas quinzenalmente para averiguar o seu estado de saúde, a sua mobilidade, dependência ou outras limitações. 

De acordo com o responsável, são avaliadas nove dimensões da pessoa sénior, entre as quais o estado de saúde, o estado de isolamento social, o estado nutritivo, a propensão para quedas, a capacidade de autonomia emocional e de autonomia instrumental. 

Existem apenas três critérios de exclusão de idosos deste programa: não podem ter dificuldades auditivas, têm que ter mais de 70 anos e têm que ter capacidade de mobilidade para se deslocar ao telefone, caso não tenham telemóvel. 

Os idosos que são acompanhados pela linha são incentivados a controlar o seu estado de saúde, a realizar algum exercício físico ou a seguirem uma alimentação saudável. 

Questionado sobre o nível de satisfação dos utentes com este serviço, o administrador da linha respondeu com uma situação que considera ser ilustrativa. 

Tratou-se do caso de uma pessoa idosa que estava no programa, que faleceu, e cuja filha escreveu à Linha Saúde 24 a dizer que "a última coisa que a mãe tinha feito questão de fazer foi ir à farmácia medir-se, saber o peso para que nós pudéssemos determinar o seu índice de massa corporal e continuar a fazer o seu acompanhamento quinzenal". 

"Infelizmente veio a falecer passados uns dias, mas a filha fez questão de agradecer à linha o acompanhamento feito a esta pessoa em particular", acrescentou. 

Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=821548&tm=2&layout=121&visual=49

Telescópio Hubble completa 25 anos e capaz de surpreender com novas descobertas

Em 24 de abril de 1990, o ônibus espacial Discovery deixava a Terra com uma carga preciosa: o primeiro grande telescópio projetado para funcionar no espaço, livre da interferência visual causada pela atmosfera terrestre.

 Começava uma nova era na astronomia, em que os modelos teóricos seriam finalmente testados sob a luz de imagens reais. Fotografias impressionantes voltaram os olhos do público novamente para a ciência, e o ser humano via pela primeira vez registros de um jovem universo, capturados diretamente de um tempo esquecido, há mais de 13 bilhões de anos.

O instrumento, concebido originalmente nos anos 1940, foi um projeto ambicioso que consumiu seis anos de trabalho e US$ 1,5 bilhão e que, por pouco, não foi um dos maiores fracassos da história da exploração espacial. Depois de ter o lançamento adiado em 1986, por conta da explosão do ônibus espacial Challenger, o telescópio ainda revelou um grave defeito de fabricação, que distorcia as imagens registradas. E o erro só foi notado quando ele já estava a 543km da Terra. A missão de reparos só seria enviada três anos depois, corrigindo o problema e dando início a uma era de ouro para a astronomia.

Meses depois do dramático conserto, o telescópio tirou o fôlego de pesquisadores ao registrar o choque de um asteroide contra a superfície de Júpiter, dando forma a um tipo de fenômeno que até então era reservado à imaginação. A visão privilegiada do telescópio continuou a surpreender, fornecendo provas da existência de enormes buracos negros supermassivos nos centros de galáxias, registrando a primeira molécula orgânica em um planeta fora do Sistema Solar e mudando a compreensão sobre Plutão, entre outros feitos.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2015/04/19/internas_cienciaesaude,572268/telescopio-hubble-completa-25-anos-e-e-capaz-de-surpreender-com-descobertas.shtml

10 mistérios fascinantes da vida que a ciência não pode explicar

10. Vacas sempre encaram norte ou sul enquanto comem

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 10

Quando uma equipe de cientistas analisou milhares de imagens de satélite do Google Earth de vacas (não me pergunte por quê), descobriram um detalhe que nos passou despercebido por milênios: os animais sempre se voltam para o polo magnético norte e sul enquanto comem ou descansam. O padrão se manteve consistente independentemente do vento ou outros fatores, e ninguém sabe por quê. Enquanto outros animais são conhecidos por conterem uma bússola interna, esta é a primeira vez que a orientação foi encontrada em um grande mamífero. Outra coisa estranha é que, quanto mais perto as vacas estão dos polos, menos precisas essa orientação é. Os cientistas não podem dizer se o fenômeno está relacionado com a navegação ou uma tentativa mal calculada de afastar predadores, embora deva ter um propósito (por causa da consistência com que foi observado em animais nos seis continentes). O fenômeno pode ter um efeito sobre a produção agrícola, uma vez que vacas obrigadas a ficar em uma orientação leste-oeste devem ser afetadas de alguma forma. 

9. Por que alguns mamíferos voltaram para água

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 9

Sabemos que animais marinhos se mudaram da água para a terra muito tempo atrás, desenvolvendo membros para rastejar no chão. Foi a coisa mais sensata a se fazer, já que as regiões terrestres continham uma grande quantidade de recursos inexplorados, ideais para a evolução animal. Mas por que alguns desses animais, como os ancestrais imediatos de baleias e focas, mudaram-se de volta para a água? É evolutivamente muito mais difícil para os animais terrestres se mudarem para o mar do que vice-versa, uma vez que aprender a nadar para um animal que já anda leva muito mais energia. Mamíferos marinhos desenvolveram o método mais eficiente de navegar pelas caudas em vez de remar muito mais tarde no curso de sua evolução, o que nos leva a perguntar: por que passar por todo esse calvário, em primeiro lugar? Esse continua sendo um dos maiores mistérios da evolução que a ciência moderna enfrenta.

8. Alcaloides nas plantas

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 8

Alcaloides são substâncias que ocorrem naturalmente nas plantas, sendo que um dos mais populares é a morfina. Cerca de 7.000 diferentes tipos de alcaloides foram identificados em plantas e, embora tenhamos sido capazes de estudar os produtos químicos extensivamente, ainda não estamos muito certos do porquê eles estão lá. Essas substâncias fortes provocam uma variedade de respostas quando consumidas por outros animais. No caso da planta papoula, que produz morfina, alguns especialistas acreditam que é útil para manter os predadores afastados. Como consegue esse efeito, uma vez que é uma substância muito eficaz na redução da dor, é uma incógnita. Alguns acreditam que, em vez de razões externas, os alcaloides podem ser úteis para a regulação do metabolismo das próprias plantas.

7. Por que flores estão por toda parte

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 7

As plantas com flores formam uma classe chamada de angiospermas. Como você deve ter notado, elas estão por toda parte. O que é uma surpresa, no entanto, é que esse não foi sempre o caso. As plantas floridas superaram outros tipos de plantas em um período de tempo muito rápido cerca de 400 milhões de anos de atrás, e como resultado constituem cerca de 90% de todas as espécies de plantas hoje. O problema preocupava Charles Darwin, que o chamou de “um mistério abominável”. A rápida evolução de flores logo após sua origem ocorreu diretamente contra sua teoria da evolução lenta através da seleção natural. E não há nada evolutivamente benéfico sobre produzir flores. A planta poderia investir seus nutrientes em crescimento ou outras coisas que poderiam colocá-las em um lugar mais alto na escada evolutiva. Como as plantas não deixam quaisquer registros fósseis quando morrem, tem sido difícil determinar como esta espécie veio do nada e tão rapidamente conquistou todo o resto.

6. Por que há tanta diversidade perto do equador

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 6

Cerca de 200 anos atrás, um explorador prussiano chamado Alexander von Humboldt percebeu pela primeira vez que a biodiversidade aumenta conforme nos aproximamos da linha do Equador. A vida natural e a cultura humana se tornam mais diversificadas e vibrantes, assim como as doenças. Sempre que você ouve falar sobre epidemias mortais na África ou na América do Sul, não é apenas por causa dos cuidados de saúde ruins dos países subdesenvolvidos – os vírus e as bactérias que causam essas doenças são simplesmente muito mais ativos e diversificados nesses locais do que mais ao norte. Existem mais de 30 teorias para responder à grande questão de por que isso acontece, mas tem sido quase impossível conciliar todas essas hipóteses em uma única conclusão.

5. Paradoxo do fitoplâncton

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 5

Fitoplâncton é uma classe de organismos encontrados em grandes corpos de água. Eles são, essencialmente, plantas que flutuam, e têm sido descobertos em todo o mundo. É um grupo extremamente diversificado, e é essa grande diversidade que parece zoar com a cara da evolução e da seleção natural. A falta de recursos faz com que seja impossível que um grande número de diferentes organismos sobreviva em um ecossistema sem matar uns aos outros. Mas, de alguma forma, isso acontece. O problema não é restrito apenas ao fitoplâncton, aliás. Corpos d’água abundantes em nutrientes têm geralmente uma menor diversidade de espécies do que os que carecem deles. Isso é conhecido como o “paradoxo do enriquecimento”, já que nutrientes mais elevados deveriam significar maior diversidade.

4. Como formigas argentinas sustentam colônias em todos os continentes

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 4

Formigas argentinas são, possivelmente, a única espécie além da humana que conseguiu colonizar três continentes. Todos as três supercolônias de formigas argentinas na Europa, América do Sul e Ásia consistem de animais que compartilham as mesmas características genéticas e são essencialmente a mesma população. Como a distribuição geográfica dessas colônias é assustadoramente grande, sua estrutura social também confunde a ciência. Esses insetos reconhecem imediatamente seus irmãos, mas são agressivos com formigas de outras espécies. Além disso, o código genético das formigas argentinas não mudou muito durante milhares de anos. Isso é estranho porque, geralmente, organismos fora do seu ambiente nativo evoluem rapidamente, o que não foi o caso com esses bichinhos.

3. O ancestral humano misterioso

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 3

A linhagem de seres humanos modernos foi bem estudada ao longo dos anos, e parecia que tínhamos uma boa ideia sobre as nossas origens – até que os cientistas descobriram vestígios de um ancestral humano desconhecido no DNA de uma espécie extinta, a Denisova hominins, uma espécie de hominídeo estreitamente relacionada com os Neandertais e nomeada em homenagem às cavernas em que seus membros foram encontrados. A análise dos Denisovans indicou que eles cruzaram com uma espécie desconhecida cerca de 30.000 anos atrás, que deixou no seu DNA uma marca distinta: um conjunto estranho de dentes não encontrados em qualquer lugar outra parte do mundo vivo. Não sabemos nada sobre essa possível espécie hominídea ancestral.

2. Os animais que podem viver sem oxigênio

misterios da vida que a ciencia nao pode explicar 2

Quase todos os organismos da Terra precisam de oxigênio para viver, seja consumindo-o ou produzindo-o. Por isso, todos ficaram chocados quando os primeiros animais que não precisavam de oxigênio foram encontrados no fundo do Mar Mediterrâneo. Enquanto algumas bactérias e outros organismos simples podem viver sem oxigênio, o fenômeno era inédito entre animais multicelulares complexos. As criaturas recém-descobertas são do filo Loricifera, uma classe de pequenos animais que viviam com oxigênio, mas, eventualmente, se adaptaram a um novo ambiente com níveis muito baixos do gás, que eventualmente foi substituído por sais. Nenhum organismo complexo previamente conhecido vivia em ambientes sem oxigênio, então não temos nenhuma ideia sobre sua história evolutiva. Mais pesquisas poderiam oferecer-nos um novo olhar sobre a vida marinha antes dos oceanos terem qualquer oxigênio, cerca de 600 milhões de anos atrás.

1. Reprodução sexual

Sex life

Além de alguns micróbios e plantas, quase todos os seres vivos do mundo se reproduzem sexualmente. Parece algo tão comum e normal que não percebemos que o sexo, na verdade, pode ser uma anomalia evolucionária. Metade de toda uma espécie – os machos – são incapazes de produzir qualquer descendência, enquanto usam os mesmos recursos do ambiente que a outra metade – as fêmeas. Por que passar por tanto esforço para desenvolver um mecanismo que é uma clara desvantagem no longo prazo? Por que não existe apenas a reprodução assexuada, que só depende de um único ser? Uma das teorias era que o sexo ajuda a eliminar mutações prejudiciais, mas esse não parece ser o caso. Quando os cientistas estudaram 700 genes de diversos organismos, eles descobriram que o número de mutações prejudiciais ainda gira em torno de 0,5 por indivíduo por geração, o que é MUITO. Somando os vários inconvenientes do sexo, não há nada suficiente para justificar a reprodução sexual. Mistério.

Fonte: http://hypescience.com/10-misterios-fascinantes-da-vida-que-ciencia-nao-pode-explicar/

sábado, 18 de abril de 2015

Inverno foi o terceiro mais frio dos últimos 15 anos

Temperatura média foi de 8,5 graus centígrados

Último Inverno foi o terceiro mais frio dos últimos 15 anos e o oitavo mais seco desde 1931, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O último Inverno foi o terceiro mais frio dos últimos 15 anos e o oitavo mais seco desde 1931, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O Boletim Climatológico Sazonal, disponível na página da Internet do IPMA, indica que o Inverno de 2014/2015 (Dezembro, Janeiro e Fevereiro) foi “frio e muito seco” em Portugal Continental.

O IPMA avança que a temperatura média no Inverno foi de 8,5 graus centígrados, tendo sido inferior ao normal com um desvio de -1,1 graus.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera sublinha que foi o terceiro Inverno com o menor valor da temperatura média do ar desde 2000 e que valores da temperatura média inferiores à deste Inverno apenas ocorreram em 20% destes anos.

O documento refere ainda que os valores médios da temperatura máxima e mínima do ar também foram inferiores aos valores normais, com anomalias de -0,4 graus e -1,8 graus, respectivamente.

Olhando para as temperaturas em termos de extremos, o IPMA diz que os -7.4 °C registados em Mirandela, a 30 de Dezembro de 2014, foram “o menor valor da temperatura mínima”, e o maior valor das temperaturas máximas deste Inverno aconteceu em Elvas e Faro, com 21.8 °C, a 2 de Dezembro de 2014.

Já o valor médio da quantidade de chuva no último Inverno, 148,7 milímetros, foi inferior ao valor médio, correspondendo a cerca de 42% do valor normal, adianta o IPMA, destacando que o valor de precipitação deste Inverno é o oitavo mais baixo dos últimos 84 anos.

Em relação à precipitação total no Inverno, registaram-se valores inferiores ao normal em todo o território do continente. O menor valor da quantidade de precipitação no Inverno ocorreu em Viana do Alentejo com 46.5 milímetros e o maior em Lamas de Mouro (concelho de Melgaço) com 500.6 milímetros.

O boletim do IPMA sublinha que dos oito invernos mais secos desde 1931, quatro ocorreram desde 2000 (2000, 2005, 2012 e agora 2015).

O vento soprou com mais intensidade a 19 de Janeiro 2015, atingindo os 131.7 km/h no Cabo da Roca (concelho de Sintra).

O IPMA indica ainda que se registaram valores altos de pressão atmosférica ao nível médio do mar devido à influência de um anticiclone de bloqueio.

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/inverno-foi-o-terceiro-mais-frio-dos-ultimos-15-anos-1692831



Chicago enfrenta epidemia de gripe de cães

Autoridades acreditam que vírus veio da Ásia; mil cachorros já foram infectados e seis já morreram.
Gripe tem atingido cães da cidade de Chicago, nos Estados Unidos (Foto: BBC)
Gripe tem atingido cães da cidade de Chicago, nos Estados Unidos (Foto: BBC)

Uma epidemia de um vírus de gripe infectou pelo menos mil cães na cidade americana de Chicago. 

Seis já morreram. VEJA O VÍDEO.

Em toda a região do Meio-Oeste americano 5 mil cachorros já foram infectados pelo vírus.
As autoridades veterinárias acreditam que o vírus tenha vindo da Ásia.

Agora, há o temor de que este vírus possa se espalhar para outras áreas dos Estados Unidos e há pedidos para que os donos de cachorros mantenham os animais dentro de casa.

Autoridades têm pedido para que donos mantenham cães dentro de casa (Foto: BBC)
Autoridades têm pedido para que donos mantenham cães dentro de casa (Foto: BBC)

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/04/chicago-enfrenta-epidemia-de-gripe-de-caes.html

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...