sábado, 2 de maio de 2015

Cientistas monitoram erupção de vulcão submarino na costa dos Estados Unidos

Topo do vulcão fica a 1.500 metros abaixo da superfície do oceano.

Cientistas monitoram local em tempo real com um cabo submarino.

Foto sem data mostra efeitos de erupção de 2011 de vulcão submarino na costa do estado de Oregon, nos EUA; no dia 23, cientistas dizem que ele voltou a entrar em erupção e tem expelido magma há uma semana (Foto: Divulgação/Reuters/Oregon State University)Um vulcão submarino a cerca de 480 quilômetros de distância da costa de Oregon, nos Estados Unidos, tem soltado lava durante os últimos sete dias, confirmando previsões feitas no segundo semestre de 2014, e dando aos pesquisadores uma visão única de dentro de um ponto quente do oceano, segundo o geólogo Bill Chadwick afirmou, nesta sexta-feira (1º), à agência de notícias Reuters.

Os pesquisadores sabem de duas erupções anteriores do vulcão, chamado de "Axial Seamount" (algo como monte marítimo axial, na tradução livre do inglês para o português), por estar situado no eixo de um monte submarino), disse Chadwick, da Universidade do Estado de Oregon. Mas, acrescentou ele, as erupções de 1998 e de 2011 só foram detectadas meses ou anos após o evento.

No ano passado, pesquisadores conectaram um mecanismo de monitoramento a um cabo submarino que, pela primeira vez, lhes permitiu colher dados em tempo real do vulcão, cujo pico está a cerca de 1.500 metros abaixo da superfície do oceano.

"O cabo nos permite ter mais sensores e instrumentos de monitoramento do que nunca, e isso está acontecendo em tempo real", disse Chadwick, que também é membro da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos.

No passado, pesquisadores deixaram estações de monitoramento operadas por bateria no local durante anos, mas só puderam analisar os dados depois de recuperarem os aparelhos.

Detecção de terremoto

No dia 23 de abril, sensores de pressão detectaram uma erupção em andamento. Depois de monitorarem centenas, depois milhares de pequenos terremotos por dia próximos do vulcão, eles detectaram mais de 8 mil pequenos tremores em um período de 24 horas no dia 23, explicou o geólogo.

Por volta da meia-noite, os sensores de pressão detectaram uma queda no piso marítimo – um sinal de que o magma estava em erupção – e que o vulcão inchado estava se desinflando como um balão. No total, o piso marítimo baixou 2,4 metros na última semana.

Erupção mais lenta

Apesar de a erupção ter ficado mais lenta, o vulcão ainda parecia estar expelindo magma nesta sexta-feira, disse ele, deixando os cientistas intrigados sobre para onde a lava estava indo.

"Sabemos que ele não entrou em erupção na caldeira, ou na cratera, porque é lá que a maior parte dos nossos sensores estão, e todos eles sobreviveram", explicou ele.

As flutuações de temperatura e as leituras sísmicas são consistentes com uma erupção no lado norte da cratera do vulcão, disse Chadwick. "Mas provavelmente não saberemos até este verão, quando formos até lá com um navio para poder observar o local."

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/05/cientistas-monitoram-erupcao-de-vulcao-submarino-na-costa-dos-eua.html

Radiação espacial pode afectar o cérebro de astronautas

Imagem da Nasa mostra astronauta durante caminhada espacial para reparos na ISSEnviar pessoas para o espaço profundo, como missões a Marte ou rumo a um asteroide, é uma das grandes ambições da NASA, mas estudos feitos com camundongos sugerem que a exposição prolongada à radiação causa danos permanentes no cérebro, revela um estudo publicado nesta sexta-feira. 

Danos ao sistema nervoso central e perdas cognitivas foram observados em animais de laboratório expostos a partículas energéticas altamente carregadas, similares aos raios cósmicos galácticos que os astronautas encontrariam durante longos voos espaciais, afirmaram cientistas na Universidade da Califórnia em Irvine (UCI).

"Não são boas notícias para os astronautas que levarão de dois a três anos, ida e volta, para viajar a Marte", explicou o principal autor do estudo, Charles Limoli, professor de rádio-oncologia da Escola de Medicina da UCI.

"Redução do desempenho, perda de memória, de consciência e de concentração durante o voo espacial podem afetar atividades críticas da missão e a exposição a estas partículas pode ter consequências adversas de longo prazo para a cognição durante toda a vida", acrescentou.

Atualmente, astronautas internacionais se revezam em turnos que duram cerca de seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

Em março passado, o astronauta americano Scott Kelly e o cosmonauta russo Mikhail Kornienko iniciaram a primeira missão de um ano na estação orbital para testar os efeitos de voos espaciais de longa duração no corpo e na mente.

A NASA pretende enviar pessoas a Marte em 2030, mas críticos afirmam que nem mesmo existe a tecnologia para tal, nem está claro se este tipo de viagem seria segura para as pessoas.

O estudo mais recente publicado sobre o tema na revista Science Advances expôs roedores de laboratório à radiação de partículas carregadas por seis semanas no Laboratório de Radiação Espacial da NASA, no Laboratório Nacional de Brookhaven.

De acordo com o estudo, o oxigênio e o titânio totalmente ionizados causaram inflamação no cérebro, afetando a transmissão de sinais entre os neurônios.

A radiação prejudicou a rede de comunicação do cérebro, interferindo na habilidade das células nervosas em transmitir sinais.

"Como uma bala, as partículas atingem as ramificações dendríticas, fazendo-as se romper", destacou o estudo.

"É bem conhecida a relação entre a perda destas ramificações dendríticas e o declínio cognitivo do mal de Alzheimer e outras doenças", concluiu.

Testes de aprendizado e memória também demonstraram um desempenho ruim das cobaias expostas à radiação e que as mesmas eram propensas à confusão, quando comparadas com camundongos normais.

"Animais expostos à radiação perderam curiosidade (e ficaram menos ativos) em novas situações e se tornaram cada vez mais confusos", destacou o estudo.

"Se as mudanças neuronais demonstradas em camundongos ocorrerem em astronautas, sua resposta a situações inesperadas, bem como sua habilidade de avaliação espacial e de lembrar informações podem ficar comprometidas", afirmou.

Problemas mentais similares podem levar meses para se desenvolver em seres humanos, mas qualquer missão a Marte deve levar pelo menos um ano e meio, provavelmente mais.

Viver na ISS não é a mesma coisa, porque a estação orbita o planeta a uma altitude que ainda está dentro da magnetosfera protetora da Terra.

Consequentemente, os astronautas não são bombardeados com raios cósmicos galácticos existentes no espaço profundo e que são remanescentes de explosões no passado conhecidas como supernovas.

Charles Limoni integra o Programa de Pesquisa Humana da NASA, que demonstra que a radiação espacial afetaria os exploradores do espaço profundo.

Segundo ele, as naves espaciais poderiam incluir proteção extra em algumas áreas, estas partículas altamente energéticas persistiriam "e realmente não há como escapar delas".

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/radiacao-espacial-pode-afetar-o-cerebro-de-astronautas

Sismo em Guimarães

Sismo sentido em Guimarães não provocou qualquer danoUm sismo de magnitude 3 na escala de Richter foi sentido na última madrugada em Guimarães.

O sismo, sentido pela população, foi registado nas estações da rede Sísmica do Continente às 2:43 com o epicentro próximo de Braga, indica a página da Internet do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

De acordo com informações recolhidas pelo GuimarãesDigital, as autoridades locais, nomeadamente Bombeiros e Polícia de Segurança Pública, não registaram qualquer tipo e dano.

Fonte:http://guimaraesdigital.com/noticias/59743/sismo-sentido-em-guimaraes-nao-provocou-qualquer-dano

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Teste aos óculos HoloLens que mistura ambiente real com holografias

A Microsoft surpreendeu o mundo com o HoloLens, um óculos inteligente com Windows 10 que mistura o ambiente real com holografias. Na Build 2015, em São Francisco, a empresa chamou a atenção ao mostrar não só aplicativos, mas também robôs controlados através do dispositivo. No entanto, será que o HoloLens é tudo isso que a Microsoft diz? O Windows Holográfico mudará a tecnologia? O TechTudo teve acesso ao HoloLens e traz as primeiras impressões exclusivas para o Brasil.

Preparação para o uso

Antes de tocar e usar o HoloLens, foi preciso passar por um equipamento que media a distância entre as íris do usuário, que deve ser informada posteriormente na página de configuração dos óculos. Segundo o funcionário da Microsoft, isso é necessário para garantir que a visualização da holografia seja a melhor possível e que a pessoa não acabe estrábica olhando a imagem. Perguntado se isso será necessário na versão final, ele disse não saber.

Design e características

Tocar nos HoloLens é um misto de surpresa e admiração. Os óculos futurísticos da Microsoft tem hastes de plástico, um vidro totalmente curvo na parte frontal e pequenas lentes responsáveis por criar os hologramas. No interior, há uma espécie de “tiara” flexível que serve para dar fixação ao aparelho, além de se movimentar em múltiplas direções. Essa é ajustável através de um botão giratório que aperta o acessório.

Testamos o Hololens, óculos inteligente da Microsoft, na Build 2015 (Foto: Elson Junior/TechTudo)
 Testamos o Hololens, óculos inteligente da Microsoft, na Build 2015 (Foto: Elson Junior/TechTudo)

O HoloLens possui ainda uma entrada microUSB que serve para a conexão com o computador e uma saída que parece ser de fones de ouvido. As duas barras vermelhas nas laterais são na verdade alto falantes que criam um som ambiente capaz de se movimentar ao redor de um emissor. De volta à parte frontal, é possível ver quatro câmeras, sendo duas de cada lado, e alguns sensores espalhados pelo aparelho.

Como vestir o HoloLens

Vestir o dispositivo é um processo que exige alguns passos, mas que se torna automático com o tempo. Tudo o que o usuário precisa fazer é abrir a tiara e fixá-la na sua cabeça. Um detalhe importante é que o HoloLens precisa estar posicionado sobre o nariz e sua pequena tela deve estar compatível com a altura dos olhos para garantir uma boa experiência.

Os óculos da Microsoft são até confortáveis de usar, embora grandes. Apesar disso, a empresa precisa se empenhar para melhorar alguns detalhes, especialmente o encaixe no nariz, para que ele se torne menos incômodo em um uso mais prolongado.

Usando o HoloLens

Frio na barriga, hora de testar o HoloLens. No evento preparado pela Microsoft, os jornalistas puderam conferir um aplicativo chamado Project Origami. Como o nome sugere, esse cria objetos flutuantes de papel dobrado. A fabricante dos óculos incentivou a simular o desenvolvimento do app, acompanhando a potencialidade do aparelho.

Hololens tem um vidro e pequenas lentes responsáveis por criar os hologramas (Foto: Elson Junior/TechTudo)
Hololens tem um vidro e pequenas lentes responsáveis por criar os hologramas (Foto: Elson Junior/TechTudo)

O primeiro teste da Microsoft envolvia ver os objetos estáticos flutuando no espaço. Como os óculos não estavam muito bem fixados na cabeça, a nossa primeira experiência não foi muito boa. Ao contrário do que a companhia sugere, as holografias do HoloLens não vão ficar totalmente espalhadas pela casa. Na verdade, o usuário precisa enxergar a partir das pequenas lentes do aparelho, que funcionam como uma tela, daí a importância do seu bom posicionamento.

Durante esses testes iniciais, pudemos perceber como os hologramas se posicionam diante do usuário a uma distância inicialmente pré-definida. É possível chegar perto e até mesmo rodar ao redor da imagem virtual para observá-las de diversos ângulos. Nesse estágio, os óculos nos surpreenderam pouco. Porém, ainda havia boas novidades pela frente.

À medida que o teste avançava, foi possível interagir com os origamis virtuais. Ao colocar novamente os HoloLens, dessa vez melhor posicionados, a experiência mudou completamente. Era possível ver as holografias bem melhor do que antes.

Os óculos da Microsoft aceitam comandos através de gestos e por voz. Os cliques são feitos por meio de movimentos com o indicador, como se o usuário fizesse o “isso, isso, isso…” do Chaves. Já os comandos de voz eram realmente impressionantes e precisos. Nessa etapa da animação, foi possível ver como os hologramas se tornam interativos.

A simulação com o Hololens é surpreendentemente real (Foto: Elson Junior/TechTudo)
 A simulação com o Hololens é surpreendentemente real (Foto: Elson Junior/TechTudo)

O HoloLens tem ainda a capacidade de identificar o posicionamento da cabeça do usuário e exibir um ponteiro exatamente onde a pessoa está olhando. Ao clicarmos na bola de papel, ela caia infinitamente de onde flutuava. Com o comando de voz, tudo poderia ser refeito em segundos. Mas o melhor ainda estava por vir.

A grande sacada do aparelho finalmente aconteceu quando ele passou a escanear o ambiente ao redor. As bolinhas, que antes caiam no infinito, agora quicavam no sofá ou rolavam pelo chão até chegar ao pé. A verdade é que a simulação foi tão convincente que até tentamos chutar a bola. Outro ponto que chamou a atenção foi a música introduzida no aplicativo. Ao se distanciar das bolinhas, a canção praticamente silenciava. Já bem próximo do objeto, ela aumentava de volume, como se você tivesse ao lado da caixa de som.

Lateral do HoloLens apresentado na Build 2015 da Microsoft (Foto: Elson Junior/TechTudo)
Lateral do HoloLens apresentado na Build 2015 da Microsoft (Foto: Elson Junior/TechTudo)

Para fechar com chave de ouro, o HoloLens ganhou um efeito de explosão que abria um buraco para outro mundo com uma realidade ímpar. Era possível olhar pela fenda virtual, ver coisas diferentes a cada movimento e com uma profundidade impressionante. A simulação era tão real que alguns dos presentes se abaixaram, sentaram e  se contorceram para conferir vários detalhes.

Conclusão

O HoloLens é surpreendentemente inovador e faz relógios inteligentes, smartphones e tablets parecerem coisas do passado. Na verdade, ele é que se trata do futuro. Afinal, a Microsoft ainda não anunciou as datas de lançamento do aparelho e nem quando ele vai custar. De qualquer forma, o aparelho era certamente o que a empresa precisava para mostrar que ainda é capaz de inovar, jogando pressão nas concorrentes que brigam pelos controversos smartwatches.

O dispositivo pode até não ser, em alguns momentos, tudo o que a Microsoft mostra durante suas apresentações, mas é capaz de oferecer muito mais do que os concorrentes, mesmo ainda sendo um protótipo. Há, porém, dois fatores decisivos pela frente: o preço e o apelo com o público. Resta esperar o que a Microsoft tem preparado para que mais uma de suas ideias não fique apenas nas promessas.

Fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2015/05/testamos-o-hololens-oculos-que-mistura-ambiente-real-com-holografias-build2015.html


Mudanças climáticas ameaçam extinguir uma em cada seis espécies

Uma em cada seis espécies pode ser extinta se nada for feito para reverter mudanças climáticas, de acordo com analistas.

Se as emissões de carbono continuarem no ritmo atual e as temperaturas subirem 4 graus até 2100, 16% dos animais e vegetais se perderão, segundo a pesquisa.

O estudo, publicado na revista científica "Science", mostra que os riscos são maiores na América do Sul, na Austrália e na Nova Zelândia.

Mark Urban, da Universidade de Connecticut, nos EUA, analisou dados de 131 estudos específicos sobre risco de extinção devido à mudança climática.

Alguns deles haviam sugerido que as mudanças climáticas poderiam afetar até 54% das espécies - outros diziam que quase nenhuma seria afetada.

Urban descobriu que, a cada grau que a temperatura aumenta, a taxa de perda de biodiversidade acelera.

Se as temperaturas subirem 2 graus no futuro em comparação com o período pré-industrial, o risco de extinção global vai subir dos 2,8% atuais para 5,2%.

"Se o mundo não se unir e controlar as emissões de gases de efeito estufa e nós permitirmos que a Terra se aqueça consideravelmente, vamos enfrentar uma perda potencial de uma em cada seis espécies", disse Urban.

"Muitas espécies serão capazes de mudar seu habitat e se adaptar às alterações climáticas, mas outras não conseguirão, porque seu habitat desapareceu ou porque não podem mais chegar a ele."
 
Habitats únicos

Os riscos de extinção mais elevados estão previstos para a Austrália, Nova Zelândia e América do Sul, onde há muitas espécies adaptadas a habitats que não existem em outros lugares.

Comentando a pesquisa, o professor John J. Wiens, da Universidade do Arizona, disse que o risco de extinção devido a alterações climáticas pode ser ainda maior do que 16%, já que a maioria dos estudos analisados foram da Europa e América do Norte, onde os riscos de extinção são menores.

"Na América do Sul, o risco de extinção foi estimado em 23%", disse ele.

"Infelizmente, esse número mais elevado pode refletir melhor o número de espécies que podem ser extintas devido às alterações climáticas em um nível global, se considerarmos a forma como as espécies do mundo são distribuídas."

Mike Barrett, diretor de Ciência e Política da WWF-UK, disse que as descobertas ecoam seu relatório Planeta Vivo, que constatou que populações de espécies de vertebrados caíram pela metade desde 1970.

"Este relatório olha para a frente e descobre que muitas espécies estão ameaçadas de extinção se não formos capazes de combater as alterações climáticas."

Fonte: BBC.

Misteriosa massa de água quente no Pacífico alarma cientistas

Os cientistas americanos estão alarmados por uma misteriosa massa de água quente detectada no Pacífico que poderia ser a causa de condições meteorológicas excepcionais nos EUA nos últimos anos, como a grave seca na Califórnia e invernos rigorosos que afetaram o Nordeste.

De acordo com o estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Washington, a causa do clima incomum é uma enorme massa de água morna cerca de 90 metros de profundidade (apelidada de "a mancha") que se estende ao longo de 1600 km na costa oeste do continente americano, do Alasca ao México, relata a CBS News.

Os cientistas acreditam que essa massa misteriosa de água quente foi formada devido à alta pressão registrada no nordeste do Pacífico em 2013, o que impediu as águas do oceano se resfriar no inverno.

No entanto, segundo o alarme dos pesquisadores, o raro fenômeno também afetou a flora e a fauna marinhas e alterou a cadeia alimentar. Assim, a água acumulada nesta área, a temperatura é, por vezes, entre 1 ° C e 4 ° C acima da temperatura média, causando uma escassez de nutrientes no oceano que faz com que os animais marinhos tenham de deixar a área para encontrar alimento. Os leões marinhos, por exemplo, são forçados a nadar mais longe do que o habitual com seus filhotes, desesperados, com fome e doentes, eles vão para a costa.

Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/misteriosa-massa-de-agua-quente-no-pacifico-alarma-cientistas.html

Humanos são responsáveis pelas chuvas anormais e ondas de calor

Os especialistas dizem que os seres humanos são responsáveis ​​por muitos dos eventos climáticos anômalos que estão se tornando mais freqüentes.

Erich Fischer e Reto Knutti, cientistas do Instituto de Ciências Atmosféricas e do Clima, em Zurique, estimaram a relação entre o aquecimento global e o surgimento de condições meteorológicas pouco habituais, relata o “New Scientist".

Segundo ele, a mudança climática global não só influenciou negativamente a temperatura média global, mas também pode causar ondas de calor como a que atingiu a Rússia em 2010 ou secas, como as sofridas pelo povo do Texas em 2011.

Fischer e Knutti acreditam que a atividade humana está causando o aquecimento global, que por sua vez influencia o aumento da frequência de eventos climáticos anormais. Por exemplo, de acordo com os cientistas, o aumento da temperatura média global, que se originou na revolução industrial do século XIX, provoca calor irregular em 75% dos casos registrados e é responsável por 18% das chuvas abundantes.

"Desde o início do aquecimento global, em 30 anos os períodos de calor extremo eram quatro vezes mais frequente do que antes", resume Fischer. Outros cientistas como Francis Zwiers, da Universidade de Victoria (Canadá) e não se surpreendem com essa relação:

"Hoje vale a pena perguntar se um dia muito quente é casual ou foi causado pelo aquecimento global. Temos que esperar que o que aconteceu uma vez em 20 anos esteja se tornando mais comum", diz o estadista.

Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/humanos-sao-responsaveis-pelas-chuvas-anormais-e-ondas-de-calor.html

New Horizons deteta características à superfície de Plutão possivelmente uma calote polar

Pela primeira vez, imagens da New Horizons da NASA estão a revelar regiões claras e escuras à superfície do distante Plutão - o alvo principal do voo rasante da sonda, que terá lugar em meados de julho.

As imagens foram capturadas em meados de abril a partir de 112 milhões de quilómetros (distância esta que veio a diminuir durante os dias em que foram capturadas as várias imagens) , usando a câmara telescópica LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager) a bordo da New Horizons. 

Uma técnica chamada deconvolução de imagem aviva as imagens não processadas enviadas para a Terra. Os cientistas da New Horizons interpretaram os dados para revelar que o planeta anão tem marcas grandes à superfície - algumas claras, outras escuras - incluindo uma área brilhante num polo que poderá ser uma calote polar. 

Esta imagem de Plutão e a da sua maior lua, Caronte, foi obtida pela câmara LORRI (Long Range Reconnaissance Imager) a bordo da sonda New Horizons da NASA no dia 15 de abril. A imagem faz parte de um conjunto obtido entre os dias 12-18, à medida que a distância até Plutão diminuía dos 112 milhões de quilómetros para 102 milhões de quilómetros.
Crédito: NASA/JHU-APL/SwRI

"À medida que nos aproximamos do sistema plutoniano começamos a ver características interessantes como uma região brilhante perto do polo visível de Plutão, dando início à grande aventura científica para entender este objeto celeste enigmático," afirma John Grunsfeld, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas da NASA em Washington. "À medida que nos aproximamos, cresce o entusiasmo da busca para desvendar os mistérios de Plutão usando dados da New Horizons."

Animação que junta as imagens obtidas entre 12 e 18 de abril.
Crédito: NASA/JHU-APL/SwRI

Caronte também foi capturada nas imagens de Plutão, girando ao longo da sua órbita de 6,4 dias. Os tempos de exposição usados para criar este conjunto de imagens - um décimo de segundo - são demasiado curtos para detetar as outras quatro luas de Plutão, bastante mais pequenas e ténues.

Desde a sua descoberta, em 1930, que Plutão permanece um enigma. Orbita o Sol a mais de 5 mil milhões de quilómetros da Terra, e os cientistas têm-se esforçado para discernir quaisquer detalhes à superfície. Estas últimas imagens da New Horizons permitem com que a equipa científica da missão detete diferenças claras no brilho em toda a superfície de Plutão à medida que gira.

"Depois de viajar mais de nove anos através do espaço, é impressionante ver Plutão, literalmente um ponto de luz a partir da Terra, a tornar-se num lugar real diante dos nossos olhos," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons e do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado. "Estas imagens incríveis são as primeiras em que conseguimos ver detalhes, e estão já a mostrar que Plutão tem uma superfície complexa."

As imagens que a sonda enviar vão melhorar drasticamente à medida que se aproxima do seu encontro com Plutão durante o mês de julho.

"Nós só podemos imaginar que surpresas serão reveladas quando a New Horizons passar, este verão, a aproximadamente 12.500 km da superfície de Plutão," comenta Hal Weaver, cientista do projeto da missão e do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/1_plutao_new_horizons.htm

NuSTAR captura possíveis "gritos" de estrelas "zombie"

O NuSTAR obteve uma nova imagem de raios-X altamente energéticos (magenta) do centro movimentado da Via Láctea. O círculo mais pequeno mostra o centro da nossa Galáxia, onde a imagem do NuSTAR foi capturada.
Crédito: NASA/JPL-Caltech

Perscrutando o coração da Via Láctea, o NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array) da NASA avistou um brilho misterioso de raios-X altamente energéticos que, de acordo com os cientistas, podem ser os "uivos" de estrelas mortas à medida que se alimentam de companheiras estelares.

"Com as imagens do NuSTAR, nós podemos ver um componente completamente novo do centro da nossa Galáxia," afirma Kerstin Perez da Universidade de Columbia em Nova Iorque, autora principal de um novo artigo sobre os achados, publicado na revista Nature. "Nós ainda não podemos explicar definitivamente o sinal de raios-X - é um mistério. Mais trabalho precisa ser feito."

O centro da Via Láctea está repleto de estrelas jovens e velhas, buracos negros mais pequenos e outras variedades de corpos estelares - todos envolvendo o buraco negro supermassivo chamado Sagitário A*.

O NuSTAR, lançado para o espaço em 2012, é o primeiro telescópio capaz de capturar imagens nítidas dessa região frenética em raios-X de alta energia. As novas imagens mostram uma região, em redor do buraco negro supermassivo, com aproximadamente 40 anos-luz em diâmetro. Os astrónomos ficaram surpreendidos pelas imagens, que revelam que uma névoa inesperada de raios-X altamente energéticos domina a atividade estelar habitual.

"Quase tudo o que pode emitir raios-X está no Centro Galáctico," afirma Perez. "A área está repleta de fontes de raios-X de baixa energia, mas a sua emissão é muito fraca quando a examinamos às energias que o NuSTAR observa. Portanto, o novo sinal destaca-se."

Os astrónomos têm quatro teorias possíveis para explicar o brilho de raios-X desconcertante, três das quais envolvem classes diferentes de corpos estelares. Quando as estrelas morrem, não o fazem tranquilamente. Ao contrário de estrelas como o nosso Sol, as estrelas mortas e colapsadas que pertencem a pares estelares, ou binários, podem sugar matéria das suas companheiras. Este processo de alimentação "zombie" varia consoante a natureza da estrela normal, mas o resultado pode ser uma erupção de raios-X.

De acordo com uma das teorias, pode estar em funcionamento um tipo de zombie estelar chamado pulsar. Os pulsares são os remanescentes colapsados de estrelas que explodiram como supernovas. Giram extremamente rápido e enviam feixes intensos de radiação. À medida que os pulsares giram, os feixes varrem o céu, por vezes intercetando a Terra como luzes de um farol.

"Podemos estar a testemunhar os feixes de uma população, até agora escondida, de pulsares no Centro Galáctico," comenta a coautora Fiona Harrison do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em Pasadena, EUA, e investigadora principal do NuSTAR. "Isto significa que há algo muito especial sobre o meio ambiente no centro da nossa Galáxia."

Outros possíveis culpados incluem cadáveres estelares corpulentos chamados anãs brancas, que são os restos colapsados e "queimados" de estrelas não maciças o suficiente para explodir como supernovas. O nosso Sol é uma dessas estrelas e está destinado a tornar-se numa anã branca daqui a aproximadamente cinco mil milhões de anos. Dado que estas anãs brancas são muito mais densas do que eram na sua juventude, têm uma gravidade mais forte e podem produzir raios-X mais energéticos do que o normal. Outra teoria aponta para pequenos buracos negros que se alimentam lentamente das suas estrelas companheiras, irradiando raios-X à medida que o material cai para os seus poços sem fundo.

Alternativamente, a fonte dos raios-X de alta energia pode até nem ser um corpo estelar, dizem os astrónomos, mas sim uma névoa difusa de partículas carregadas chamadas raios cósmicos. Os raios cósmicos talvez tenham origem no buraco negro supermassivo no centro da Galáxia, à medida que devora material. Quando os raios cósmicos interagem com o gás denso circundante, emitem raios-X.

No entanto, nenhuma dessas teorias coincide com o que sabemos de pesquisas anteriores, deixando os astrónomos perplexos.

"Este novo resultado lembra-nos que o Centro Galáctico é um lugar estranho," afirma o coautor Chuck Hailey da Universidade de Columbia. "Do mesmo modo que as pessoas se comportam de forma diferente quando andam na rua em vez de 'enlatados" numa carruagem do metro, os objetos estelares exibem comportamentos estranhos quando amontoados em volumes pequenos perto do buraco negro supermassivo."

A equipa diz que estão planeadas mais observações. Até então, os teóricos vão estar ocupados a explorar os cenários ou a construir novos modelos que expliquem o que pode estar a emitir este intrigante brilho de raios-X altamente energético.

"De cada vez que construímos telescópios pequenos como o NusTAR, que melhoram a nossa visão do cosmos numa banda de comprimentos de onda em particular, podemos esperar surpresas como esta," conclui Paul Hertz, diretor da divisão de astrofísica na sede da NASA em Washington.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/1_nustar_estrelas_zombie.htm

Pontos brilhantes de Ceres novamente visíveis

Esta sequência de imagens obtidas pela sonda Dawn da NASA mostra terreno do hemisfério norte no lado iluminado do planeta anão Ceres.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
 
Os dois pontos mais brilhantes no planeta anão Ceres, que têm fascinado os cientistas há meses, estão de volta em novas imagens da sonda Dawn da NASA. A Dawn capturou estas imagens nos dias 14 e 15 de abril a partir de 22.000 km acima do polo norte de Ceres.

As imagens mostram o ponto mais brilhante e o seu companheiro claramente destacados contra os seus arredores mais escuros, mas a sua composição e fontes ainda estão por determinar. Os cientistas também vêm outras características interessantes, incluindo muitas crateras. À medida que a Dawn aproxima-se de Ceres, as características superficiais vão continuar a surgir a resoluções cada vez melhores.

A Dawn terminou a transferência das imagens que ajudaram os planeadores da missão a manobrar a sonda até à sua primeira órbita científica e a preparar observações subsequentes. Todas as operações de aproximação foram executadas na perfeição e mantiveram a Dawn no percurso correto. A Dawn vai passar cerca de três semanas numa órbita quase circular em redor de Ceres, fazendo observações a 13500 km da superfície. No dia 9 de maio, a Dawn começará a descer até órbitas mais pequenas e a fornecer observações de mais alta-resolução.

"A campanha de aproximação e imagem foi concluída com êxito, dando-nos uma visão preliminar e tentadora do mundo que a Dawn está prestes a começar a explorar em detalhe. Permitiu-nos começar a fazer algumas perguntas novas e intrigantes," afirma Marc Rayman, diretor e engenheiro-chefe da missão da Dawn, no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia.

No dia 6 de março, a Dawn tornou-se na primeira sonda a orbitar um planeta anão e a primeira a orbitar dois alvos extraterrestres. Os cientistas vão comparar Ceres com o asteroide gigante Vesta, que a Dawn estudou em 2011 e 2012, a fim de obter mais informações sobre a formação do nosso Sistema Solar. Tanto Ceres como Vesta, localizados na cintura de asteroides entre Marte e Júpiter, estavam a caminho de se tornarem planetas antes do seu desenvolvimento ter sido interrompido.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/04/28_ceres_dawn.htm

Forte terremoto atinge Papua Nova Guiné

De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 7.1 pontos de magnitude foi registrado em Papua Nova Guiné, 110 km ao sul-sudoeste de Kokopo, as 05h06, pelo horário brasileiro (01/05/2015). O forte tremor ocorreu a 53 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 5.21S e 151.77E, indicadas pelo mapa abaixo. Ainda não há informações sobre vítimas.
 
Apesar da grande intensidade, sismos que ocorrem nessa profundidade tem a maior parte de sua energia dissipada antes de chegar à superfície. Mesmo assim, quando acontecem no oceano podem provocar a formação e alertas de tsunamis.

Um terremoto de 7.1 pontos de magnitude libera a mesma energia que 34 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 670020 toneladas de TNT.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Forte_terremoto_atinge_Papua_Nova_Guine_a_110_km_de_Kokopo&posic=dat_20150501-053020.inc

 

Estrela do YouTube tem duas vaginas: "é difícil lidar"

Jovem contou que a descoberta foi feita no ano passado, quando começou a ter dores na parte inferior das costas

Com o canal do YouTube DiamondsAndHeels14, em que dá dicas dos mais variados assuntos aos seus seguidores, Cassandra Bankson, de 22 anos, tornou-se uma conhecida personalidade da internet nos Estados Unidos. Em entrevista publicada nesta quinta-feira no Mirror, porém, a modelo revelou algo que poucos conheciam: ela tem duas vaginas.

A jovem contou que a descoberta foi feita no ano passado. Na época, ela começou a ter dores na parte inferior das costas e procurou um médico que a orientou que fizesse uma série de exames de rotina. Em um deles, ficou sabendo que tinha um rim e duas vaginas. 

 Foto: Instagram / Reprodução
Cassandra Bankson, modelo e criadora do canal DiamondsAndHeels14
Foto: Instagram / Reprodução

"Há uma abertura vaginal, mas no interior há duas vaginas, dois úteros, dois cérvixes e duas trompas de falópio. A maioria das vaginas é uma grande cavidade, mas esta é uma separação completa em duas cavidades diferentes", explicou à publicação. "Eu fiquei chocada quando descobri. Não sabia o que fazer, mas não queria que isso ficasse no caminho da minha vida", completou. 

A condição não a impede de ter filhos, mas dificulta o processo de gravidez. "Desde que eu era adolescente, ia ao médico porque sangrava 28 dias ou porque tinha duas menstruações em um mês. Mas eles nunca suspeitaram que era pela presença de duas vaginas. Sempre tive cólicas muito fortes também. É extremamente difícil lidar com isso, não sei se minha menstruação vai durar uma semana ou três", desabafou. 

Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/estrela-do-youtube-diz-ter-duas-vaginas-e-dificil-lidar,a7a940fc6d7d48be7d0c59a193daa57fa226RCRD.html

Cientistas dão passos decisivos para construir o primeiro computador quântico prático

ibm computacao quanticaCientistas da IBM fizeram avanços importantes para a construção de um computador quântico prático. Pela primeira vez, eles conseguiram detectar e medir os dois tipos de erros quânticos possíveis simultaneamente.

Esse passo é essencial para finalmente termos um computador mais avançado do que os atuais. O primeiro computador quântico poderia ser construído com apenas 50 bits quânticos (qubits) e ainda assim nenhuma combinação de supercomputadores de hoje o superariam.

O novo circuito

Os dois tipos de erros quânticos são bit-flip e phase-flip. Eles ocorrem em qualquer computador quântico real. Até agora, só era possível resolver um tipo de erro ou outro, mas nunca os dois ao mesmo tempo.

O novo e complexo circuito de bits da IBM, com base em uma rede quadrada de quatro qubits supercondutores num chip quadrado de cerca de 60 centímetros, permite que ambos os tipos sejam detectados simultaneamente.

Ao optar por um design quadrado em vez de uma matriz linear, o projeto da IBM mostra o melhor potencial para escalar a tecnologia, adicionando mais qubits para se chegar a um sistema quântico funcional.

Detecção de erros

Um dos grandes desafios da computação quântica é controlar ou remover a decoerência quântica – a criação de erros nos cálculos causados pela interferência de fatores como calor, radiação eletromagnética e defeitos de material. Esses erros são especialmente agudos em máquinas quânticas, uma vez que a informação quântica é muito frágil.

A peça mais básica de informação que um computador típico entende é o bit, que pode ter apenas dois valores: “1” ou “0”. Já um bit quântico (qubit) pode conter um valor de 1 ou 0, bem como os dois valores ao mesmo tempo. Isso se chama superposição e é designado como “0 + 1″.

Este estabelecimento de superposição é o que permite que os computadores quânticos escolham a solução correta entre milhões de possibilidades em um tempo muito mais rápido do que um computador convencional.

No entanto, dois tipos de erros podem ocorrer em tal estado de superposição. Um é chamado de bit-flip, que simplesmente inverte um 0 em 1 e vice-versa. Trabalhos anteriores já haviam mostrado como detectá-los em qubits. No entanto, faltava resolver os phase-flip. Esse erro inverte o sinal (+) da relação de fase entre 0 e 1.

O avanço

Todas as tecnologias qubits existentes são frágeis porque perdem a sua informação ao interagir com a matéria e radiação eletromagnética. Os pesquisadores têm encontrado formas de preservar essa informação muito mais tempo pela difusão dos dados através de muitos qubits físicos. “Código de superfície” é o nome técnico de um esquema de correção de erro que espalha informação quântica através de muitos qubits.

A equipe da IBM usou uma variedade de técnicas para testar os aspectos da informação quântica armazenada em qubits. Especificamente, conseguiram usar duas medições para revelar se ocorreu um erro de bit-flip ou de phase-flip a qualquer um dos qubits. Determinar a informação quântica conjunta nos qubits é um passo essencial para a correção de erro quântico sem destruir a informação contida dentro deles.

Como estes qubits podem ser projetados e fabricados com técnicas de silício padrão, a IBM antecipa que uma vez que vários qubits supercondutores sejam fabricados de forma confiável repetidamente e controlados com baixas taxas de erro, não haverá nenhum obstáculo fundamental para essa tecnologia quântica.

Aplicações

Embora computadores quânticos tenham sido tradicionalmente explorados para a criptografia, uma outra área interessante é o potencial de sistemas quânticos práticos de resolver problemas da física e da química que são insolúveis hoje.

Isso poderia permitir aos cientistas criar novos materiais, compostos e medicamentos sem experiências de tentativa e erro caras em laboratório, potencialmente aumentado a taxa e ritmo de inovação em muitos setores.  

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-dao-passos-criticos-para-construir-o-primeiro-computador-quantico-pratico/



Como produzir combustível apenas com água e ar

combustivel audi ar aguaProduzir um combustível neutro em carbono que pode ser colocado diretamente nos carros sem necessidade de nenhuma adaptação é o sonho de muitas companhias. E parece que a Audi vai ser a primeira a realizá-lo.

Esta semana, a montadora alemã declarou que foi capaz de criar um “e-diesel” (diesel contendo etanol) usando energia renovável para produzir um combustível líquido a partir de nada mais do que água e dióxido de carbono.

O “azul bruto”

Depois de quatro meses de pesquisa, a fábrica da Audi em Dresden, operada pela empresa de tecnologia limpa Sunfire, conseguiu produzir seu primeiro lote do que estão chamando de “azul bruto”. O líquido é composto de hidrocarbonetos de cadeia longa, similar aos combustíveis fósseis, mas é livre de enxofre e aromáticos, portanto, não libera fuligem na queima.

O primeiro passo para o processo envolve o aproveitamento da energia renovável através de energia solar, eólica ou hidrelétrica. Esta energia é então usada para aquecer a água a temperaturas superiores a 800° C. O vapor produzido é decomposto em oxigênio e hidrogênio através de eletrólise de alta temperatura, um processo em que uma corrente eléctrica é passada através de uma solução.

O hidrogênio é então removido e misturado com o monóxido de carbono sob alta pressão e calor, criando o “azul bruto”.

Segundo a Sunfire, o combustível sintético não só é melhor para o meio ambiente do que o combustível fóssil, bem como a eficiência global do processo é muito alta, de cerca de 70%. O e-diesel pode ser misturado com o diesel regular, ou utilizado como combustível sozinho.

Nenhuma novidade

O processo utilizado pela Audi na verdade é conhecido pelos cientistas desde a década de 1920. Chamado de “processo Fischer-Tropsch”, já foi utilizado pelos alemães para transformar carvão em diesel durante a Segunda Guerra Mundial, e é usado atualmente por várias empresas no mundo todo, especialmente nos países onde as reservas de petróleo são baixas, mas as reservas de outros combustíveis fósseis, como gás e carvão, são grandes.

A Audi não é nem sequer a primeira a pensar no uso de biogás para produzir biocombustíveis neutros em carbono. Outra empresa alemã, chamada Choren, já fez uma tentativa de produzir biocombustíveis usando biogás e o processo Fischer-Tropsch no passado, mas entrou em falência devido a dificuldades práticas em 2011.

A Audi admite que nenhum dos processos que eles estão usando são novos, mas afirmam que suas técnicas podem fazer a diferença. Por exemplo, o aumento da temperatura a que a água é dividida aumenta a eficiência do processo e o calor residual pode então ser recuperado.

Futuro

Enquanto esse passo da montadora pode não anunciar uma nova era livre de combustíveis fósseis, a tecnologia de transformar energia verde em combustível sintético pode ter aplicações interessantes, como uma bateria para armazenar o excesso de energia produzida por fontes renováveis.

Fonte: http://hypescience.com/como-fazer-combustivel-com-apenas-agua-e-ar/


Uma espécie animal em seis está ameaçada pelo aquecimento global

Pesquisa analisou 170 estudos sobre impacto de aquecimento global.

Perda da biodiversidade acelera a cada grau a mais na temperatura. 


Sapo da espécie Lithobates sylvaticus, ou 'sapo madeira', põe ovos na superfície de uma lagoa: muitos anfíbios como ele estão se reproduzindo mais cedo na primavera, com o aumento da temperatua  (Foto: Mark Urban/Divulgação)
Sapo da espécie Lithobates sylvaticus, ou 'sapo madeira', põe ovos na superfície de uma lagoa: muitos anfíbios como ele estão se reproduzindo mais cedo na primavera, com o aumento da temperatua (Foto: Mark Urban/Divulgação)

Sapo da espécie Lithobates sylvaticus, ou 'sapo madeira', põe ovos na superfície de uma lagoa: muitos anfíbios como ele estão se reproduzindo mais cedo na primavera, com o aumento da temperatua (Foto: Mark Urban/Divulgação)

Uma espécie animal em cada seis está em risco de desaparecer devido aos efeitos do aquecimento global caso as emissões de dióxido de carbono (CO2) continuem no ritmo atual - alertou uma pesquisa norte-americana, que solicitou medidas urgentes.

"Os resultados deste estudo sugerem que os riscos de extinção vão se acelerar com o aumento da temperatura global, ameaçando 16% das espécies animais caso as políticas atuais não mudem", disse Mark Urban, pesquisador do departamento de Ecologia e Biologia da Universidade de Connecticut e principal autor do estudo publicado nesta quinta-feira (30) na revista "Science".

Ele analisou 170 estudos científicos sobre o impacto do aquecimento sobre a flora e a fauna de várias regiões do mundo e com métodos diferentes.

Constatou que a perda da biodiversidade se acelera a cada grau Celsius a mais na temperatura do planeta.

O pesquisador Mark Urban, um dos autores do estudo, posa junto ao gelo em processo de derretimento no Alasca (Foto:  Heidi Golden/Divulgação)
O Pesquisador Mark Urban, um dos autores do estudo, posa junto ao gelo em processo de derretimento no Alasca (Foto: Heidi Golden/Divulgação)
 
Os líderes mundiais esperam que a temperatura suba apenas 2°C até o final do século comparado à era pré-industrial, um cenário que segundo a maioria dos climatologistas é subestimado.

Se for assim, de acordo com esta pesquisa, em seguida 5,2% das espécies estarão ameaçadas de extinção, contra 2,8% que estão no presente.

Com um aumento de 3°C no mesmo período, 8,5% das espécies podem desaparecer. E se o termômetro subir 4,3°C até 2100, isto significará que 16% das espécies animais estarão ameaçadas.

O autor do estudo também concluiu que o perigo de extinção varia de acordo com as regiões do mundo, conforme sejam afetadas pelo aquecimento.

Salamandra da espécie Ambystoma opacum: a espécie está aumentando sua distribuição em resposta a temperaturas de inverno mais amenas  (Foto: Mark Urban/Divulgação)
Salamandra da espécie Ambystoma opacum: a espécie está aumentando sua distribuição em resposta a temperaturas de inverno mais amenas (Foto: Mark Urban/Divulgação)
 
Em alguns países do hemisfério sul, onde os habitats estão encolhendo a uma taxa que não permite a animais como répteis e anfíbios se moverem rapidamente, o risco de extinção é ainda maior: até 23% da espécies na América do Sul e 14% na Austrália e Nova Zelândia estariam sob ameaça.

América do Norte e Europa são as regiões com menor risco, com 5 e 6%, respectivamente.

"Há uma necessidade urgente de estratégias para limitar as alterações climáticas se quisermos evitar uma aceleração de extinções de animais no planeta", pediu Mark Urban.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/04/uma-especie-animal-em-seis-esta-ameacada-pelo-aquecimento-global.html

Ginecologistas explicam os métodos definitivos para evitar a gravidez

Bem Estar mostrou como funcionam a laqueadura e vasectomia.

Veja os riscos, consequências e eficácia.


Que métodos escolher na hora de evitar filhos? Pílulas, DIU, camisinha, cirurgia? O Bem Estar desta quinta-feira (30) mostrou como funcionam a laqueadura e a vasectomia, novidades dessas técnicas, riscos e consequências. Participaram do programa o nosso consultor e ginecologista José Bento e a ginecologista Ana Lucia Beltrame. 

Antes de tomar a decisão da contracepção definitiva, o casal deve buscar informações. A laqueadura causa a esterilização da mulher. A cirurgia fecha as tubas uterinas para impedir a descida do óvulo e a subida do espermatozoide.

Existem dois tipos de procedimentos: a tradicional, onde são feitos cortes na região abdominal e o médico faz cortes nas trompas; e a com mola, onde molas interrompem o caminho do espermatozoide. A laqueadura pode ser reversível, mas são raros os casos de gravidez após religação das trompas.

Já a vasectomia é um procedimento que interrompe a circulação dos espermatozoides produzidos pelos testículos. Muitos homens têm medo de fazer a cirurgia por causa de alguns mitos. A vasectomia não causa impotência e nem diminui o apetite sexual. Diferente da laqueadura, ela é reversível e mais eficaz.

Anticoncepcionais e riscos

As pílulas anticoncepcionais existem há mais de 50 anos e várias alterações já foram feitas na composição. O risco de trombose pode ser aumentado com o uso de pílula, mas o risco absoluto é baixo. As contraindicações para o uso da pílula são: histórico de AVC, trombofilia, tabagismo, histórico de infarto, enxaqueca e problemas hepáticos.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/04/ginecologistas-explicam-os-metodos-definitivos-para-evitar-gravidez.html


Mini-dinossauro com asas de morcego é descoberto na China

Denominado Yi qi, estranho dinossauro era do tamanho de um pombo.

Ele foi descoberto por um fazendeiro em província perto de Pequim.


Concepção artística do dinossauro recém-descoberto Yi qi  (Foto: Dinostar Co. Ltd/Divulgação)
Concepção artística do dinossauro recém-descoberto Yi qi (Foto: Dinostar Co. Ltd/Divulgação)


Ele se chama Yi qi. É do tamanho de um pombo e tem asas de morcego: este estranho dinossauro descoberto na China foi uma surpresa para os paleontólogos, que o consideram como um processo inacabado de experimentação evolucionária.

Yi qi parece ter tido asas sem penas, mas com uma membrana que lhe permitiu mover-se no ar, um pouco como morcegos ou esquilos voadores, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira (29) pela revista "Nature".

"Nós não sabemos se Yi qi voava ou planava, ou se fazia as duas coisas, mas certamente desenvolveu um tipo único de asas no contexto da transição dos dinossauros para aves", explicou Xu Xing, do Instituto de Paleontologia de Vertebrados de Pequim.

Yi qi, que significa "asa estranha" em mandarim, viveu há cerca de 160 milhões de anos.

Crânio do novo dinossauro Yi qi  (Foto: Zang Hailong/IVPP)
Crânio do novo dinossauro Yi qi (Foto: Zang Hailong/IVPP)
 
Pertence à família dos Scansoriopteryx, pequenos dinossauros emplumados que viviam no período Jurássico médio e tardio. Dotados de dedos longos, eram certamente capazes de subir em árvores. Seus fósseis foram encontrados apenas na China.

Os Scansoriopteryx fazem parte do grupo dos terópodes, dinossauros bípedes, geralmente carnívoros, como o ancestral dos pássaros ou o famoso Tiranossauro.

Yi qi (pronuncia i-chi) foi descoberto por um fazendeiro na província de Hebei, perto de Pequim. Provavelmente pesava cerca de 380 gramas, segundo estimativas da equipe de paleontólogos. Tinha dentes e foi definitivamente onívoro.

 Único exemplar do novo dinossauro Yi qi  (Foto: Zang Hailong/IVPP)
Único exemplar do novo dinossauro Yi qi (Foto: Zang Hailong/IVPP)
 
Eles descobriram vestígios de penas junto ao esqueleto, mas elas eram muito estreitas e em forma de filamento para permitir a voar no ar.

Apresentava um apêndice ósseo inusitado de 13 centímetros, levemente dobrados na altura dos punhos, e três dedos articulados.

Há mamíferos como morcegos ou esquilos voadores que têm o mesmo apêndice com a função de sustentar uma membrana aerodinâmica. No caso de Yi qi, é muito rudimentar e "poderia representar uma experiência evolutiva estranha que acabou por fracassar", dizem os paleontólogos. Yi qi "não era um campeão na hora de voar", concluem.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/04/minidinossauro-com-asas-de-morcego-e-descoberto-na-china.html

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Segundo cientistas "Pilares da Criação" deixarão de existir daqui a 3 milhões de anos

O trabalho divulgado na revista "Monthtly Notices of the Royal Astronomical Society" se apóia na primeira imagem tridimensional das núvens, mostrando a sua "iminente" destruição, segundo o Observatório Europeu Austral (ESO). As imagens foram feitas pelo telescópio gigantesco chamado "MUSE" no CHile. A análise sugere que os "Pilares da Criação" perdem a cada milhão de anos 70 vezes a massa do sistema solar.

O cálculo para o "tempo de vida" restante às núves cósmicas foi feito com base na ideia de que a massa atual presente nos Pilares é de 200 vezes a do Sol. "espera-se que tenham uma vida útil de talvez três milhões de anos mais, - uma piscada de olhos em tempo cósmico", colocou o ESO.

A formação das colunas foi feita com o tempo, devido a potente radiação erosiva e dos ventos estelares gerados após a gestação dos astros, que expulsaram os materiais mais densos para a "vizinhança".

Com esse conhecimento, os cientistas esperam entender melhor como estrelas mais jovens podem influenciar a formação de estrelas de gerações seguintes.

A primeira imagem feita dos "Pilares da Criação" foi tirada pelo telescópio Hubble há duas décadas e é uma das mais famosas fotografias do satélite. Os cientistas pensam em trocar o nome da formação para "Pilares da Destruição" depois da notícia do fim. 

Fonte: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2015/04/30/pilares-da-criacao-deixarao-de-existir-em-3-milhoes-de-anos-segundo-cientistas/?from_rss=ciencia-e-tecnologia

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