terça-feira, 19 de maio de 2015

300 quilómetros com 1 litro de gasolina ? Estudantes portugueses garantem que é possível

O objetivo está ainda longe da marca obtida no ano passado na prova de eficiência energética que se realiza na Holanda.

Estudantes do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) vão participam, a partir de hoje, em Roterdão, na Holanda, numa prova de eficiência energética na estrada, com o objetivo de percorrer mais de 300 quilómetros com um litro de combustível.

A equipa do IPS integra 12 estudantes dos cursos de engenharia mecânica, engenharia informática, engenharia do ambiente e de comunicação social.

João Gomes, estudante de engenharia mecânica, disse à TSF, que o objetivo é melhorar a marca obtida no ano passado, na altura a equipa de Setúbal ficou na 33ª posição, fez 224 quilómetros com 1 litro de combustível. Para isso foram feitos vários melhoramentos no carro; "alteramos o motor, fizemos alterações na transmissão e também melhoramos os rolamentos do carro e os pneus".

Tendo em conta que a equipa vencedora em 2014 fez mais de 3 mil quilómetros com 1 litro de combustível, o professor que coordena este projeto, José Simões admite que há muito espaço para progredir. "Vamos ficando surpreendidos ao longo dos anos com aquilo que se consegue".

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4575612  

Medicina personalizada combate o câncer

A SAP anunciou mais um importante avanço em seus esforços para colocar os benefícios da medicina personalizada ao alcance de mais pacientes que lutam contra o câncer e outras doenças graves. A plataforma em memória de análise de dados em tempo real, SAP HANA, foi escolhida pela ConcertLinq LLC, subsidiária da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, como base tecnológica de uma inovadora solução que explora os recursos do Big Data em prol de um tratamento melhor e mais efetivo contra doenças como o câncer.

Com a escolha do SAP HANA para o desenvolvimento da solução CancerLinQ, a CancerLinQ LLC quer constituir uma plataforma tecnológica para informações de saúde explorando os recursos de Big Data para oferecer tratamento de alta qualidade a pacientes com câncer. É uma das poucas e importantes iniciativas envolvendo dados sobre câncer que estão sendo desenvolvidas e conduzidas por médicos com o principal objetivo de aprimorar o atendimento ao paciente.

A parceria da SAP com a Sociedade Americana de Oncologia Clínica teve início em 2014, com a implementação do Medical Research Insights – uma aplicação que usa uma plataforma de dados clínicos oncológicos desenvolvida pela SAP em parceria com o Centro Nacional Alemão de Doenças Tumorais (NCT). Atualmente, o Medical Research Insights está disponível apenas para pesquisas médicas, e encontra-se em fase de testes nas instalações na cidade alemã de Heidelberg para fins de diagnóstico e tratamento de pacientes.

Para proporcionar cuidados altamente direcionados, as organizações de saúde e pesquisa precisam de tecnologia que colete e compartilhe volumes e variedades de informações e dados muito extensos. A PHEMI, parceira SAP que oferece um grande banco de dados, auxilia organizações de saúde com uma solução que ajuda pesquisadores e médicos a encontrar de forma rápida e fácil as informações de que precisam em seus trabalhos.

Fonte: http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=19355&sid=29

Cancro da pele - Causas e perigos

Cancro da pele: Causas e perigosA TSF foi ao hospital, onde ouviu os efeitos nefastos do facilitismo com que a doença é encarada.

Os últimos anos provam que da adolescência à idade adulta não há quem não saiba os cuidados que deve ter com a pele.
                                                               
Saber se o fazem ou não é uma outra conversa. A experiência dos médicos dermatologistas permite dizer que são ainda muitos os portugueses que facilitam quando se trata de estar ao Sol.

Na praia, no campo, a praticar desporto, a trabalhar ao ar livre, nas escolas, não é demais insistir no uso de chapéu, na importância dos óculos escuros, na necessidade de colocar protetor solar.

Com a chegada do verão, a Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo insiste no alerta e na prevenção, levando o rastreio a todo o país, na próxima quarta-feira, em cerca de 40 instituições. O rastreio é, a par do auto-exame, uma etapa essencial para um diagnóstico precoce. Porque o cancro de pele é muitas vezes traiçoeiro, silencioso até numa fase inicial.

Fomos à consulta no Hospital de Santa Maria, onde João Maia Silva, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa e membro da direção da APCC, nos ajudou a perceber os riscos associados à exposição solar.

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=4574084

Os vírus são ardilosos e mesmo depois de aparentemente eliminados,escondem-se

Os vírus ficam escondidos em partes do nosso corpo, mesmo quando o diagnóstico é que já foram eliminados. Inclusive, somos reservatórios ambulantes de vírus.

 

Os vírus são ardilosos; mesmo depois de aparentemente eliminados, escondem-seE isso não ocorre com doenças raras, como o ébola. Já teve herpes? O herpesvírus que causa esta doença fica dentro das células nervosas para o resto da vida. E fazem-no porque o nosso sistema imunológico não consegue alcançá-las lá.
De facto, os vírus geralmente escondem-se em “pontos cegos” do sistema imunológico. Isso geralmente significa duas coisas: 1) infectam áreas do corpo que não estão sob total controlo do sistema imunológico, ou 2) ficam inactivos dentro de células para que o nosso sistema imunológico não possa detectá-los.
Os vírus conseguem fazer isso porque são minúsculos e simples. São pequenos pedaços de material genético - RNA e ADN - protegidos por proteína. Ao contrário de outros micróbios, não podem se reproduzir sozinhos, e por isso precisam de atacar outras células para invadir o seu mecanismo de produzir proteínas a fim de se replicarem. No geral, o nosso sistema imunológico está lá para lutar contra isso; mas, em alguns casos, não.
Os vírus ficam escondidos nos nossos corpos explorando alguma vulnerabilidade nos nossos sistemas imunológicos. Esta vulnerabilidade - chamada de «privilégio imunológico» – vem de uma antiga observação que o transplante de tecidos de terceiros em certas partes do corpo não desencadeia uma resposta natural do sistema imunológico.
Isso inclui o cérebro, a medula espinhal e os olhos. Cientistas acreditam que essas partes do corpo são delicadas e demasiado importantes para lidarem com a inflamação causada pela acção do sistema imunológico.
Mas estas partes do corpo - vitais para a nossa sobrevivência individual - não são completamente indefesas. O olho, que é directamente exposto ao mundo exterior, tem o próprio sistema imunológico que luta contra elementos patogénicos enquanto limita a inflamação. O cérebro, por sua vez, tem um exército de células chamadas micróglia, que devoram elementos patogénicos e neurónios danificados.
A barreira hematoencefálica, que se acreditava manter o sistema imunológico fora do cérebro, é porosa a algumas células do sistema. Por conseguinte, a ideia do privilégio imunológico não é tão absoluta quanto os cientistas acreditavam, mas estas ainda são áreas do corpo nas quais os vírus encontram um patrulhamento menor do sistema imunológico.
Isso ajuda a entender porque o ébola esconde-se nos olhos. O vírus também pode ser encontrado nos testículos durante meses, porque essa é outra área de privilégio imunológico.
Alguns vírus escondem-se basicamente fingindo-se de mortos dentro das células. A catapora e a herpes zóster, por exemplo, são causadas pelo mesmo vírus, o Vírus Varicela-Zóster (VVZ). E ainda assim a catapora e a herpes zóster parecem diferentes: fica-se com bolhas vermelhas que coçam na catapora, e manchas avermelhadas isoladas e dores nos nervos no zóster. As duas parecem doenças inteiramente distintas porque, na herpes, o vírus esconde-se no corpo.
Conforme o seu sistema imunológico luta contra a VVZ, o vírus recua para dentro das suas células nervosas. Ali, para de invadir a máquina molecular das células e para de se reproduzir. Estes segmentos de ADN viral apenas ficam por ali, escondidos até algo os acordarem. Pode ser algum tipo de stresse ou alguma alteração de saúde. É aí que a VVZ ataca novamente, propagando-se pelos nervos e causando a vermelhidão característica da zóster.
A VVZ é da família do herpesvírus, que possui a habilidade de se esconder dormente em células. Isso inclui o Herpesvírus Simplex 1 e 2, que causam feridas na boca e nos órgãos genitais, e também as variantes que causam mononucleose infecciosa, também conhecida por doença do beijo. Nos casos de herpesvírus simplex, cientistas descobriram que certos genes ficam mais activos quando o vírus está dormente.
Outros vírus, como o HIV, podem integrar o próprio código genético ao ADN das células sem muitos problemas. Isso, como deve imaginar, torna-os extremamente difíceis de serem removidos.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=773326

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Cerca de 40 vulcões em todo o mundo estão em erupção neste momento

De acordo com o site de monitoração vulcânico Discovery Volcano, cereca de 40 vulcões estão em erupção em todo o mundo neste exato momento. O número é ainda mais impressionante se considerar que é ainda maior do que as erupções médias anuais registradas no século XX, diz o colunista Michael Snyder.

Ao longo do século passado 3.542 vulcões entraram em erupção, dando uma média de cerca de 35 erupções por ano, escreve Snyder ao site informativo Informações Wars.

Temos 40 vulcões em erupção atualmente, o número já é maior do que a média anual do século XX.

De acordo com Snyder as maiorias destas erupções vulcânicas ocorrem no Cinturão de Fogo do Pacífico (um anel gigante se estende em torno do perímetro exterior do Oceano Pacífico). Seu número é de 34, " apenas seis restantes vulcões estão fora do Cinturão de Fogo".

Além disso, o autor afirma que "os sistemas de Super vulcões ativos de quase todo o mundo mostram sinais de inflação, uma indicação precoce da pressão neles estão aumentando." Se refere a Islândia (lar de alguns dos vulcões mais perigosos do mundo), o Santorini (Grécia), o Uturuncu (Bolívia), caldeiras de Yellowstone e Long Valley nos EUA, a Laguna del Maule, no Chile, Campi Flegrei italiano, entre outros.
Fonte: RT

Iceberg de mais de 10 mil anos desaparecerá antes de 2020

Uma equipe liderada por Ala Khazendar, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, descobriu que a grande plataforma de gelo Larsen B na Antártida está derretendo rapidamente e é provável que desapareça completamente até o final desta década, segundo comunica um novo relatório da NASA.
"Enquanto é fascinante para os cientistas a oportunidade de ver a partir da linha de frente como a plataforma de gelo torna-se instável e dividida, é uma má notícia para o nosso planeta", disse Khazendar. "Esta plataforma de gelo já existia pelo menos 10.000 anos, e irá desaparecer em breve."
Fonte: RT.

Mais um terramoto na Papua Nova Guiné

Nova ilha Grã-Bretanha, a maior do arquipélago de Bismarck, Papua Nova Guiné foi atingida por um terremoto de 5 graus, segundo o USG.

O epicentro foi localizado a 14 km a sudoeste da cidade de Rabaul, uma das nações mais populosas do oceano a uma profundidade de 10 quilômetros.

Nada há vítimas ou danos materiais é desconhecida.
 
Fonte: RT.

Grande Colisor de Hádrons detecta partícula mais rara que o Bóson de Higgs

particula rara lhcCientistas do Grande Colisor de Hádrons acabam de anunciar a detecção de um decaimento de partículas raras “mais difíceis de encontrar do que o famoso bóson de Higgs”.

O méson B “estranho” é certamente muito menos famoso do que o bóson de Higgs, mas também tem um papel importante a desempenhar no Modelo Padrão da física de partículas.

As partículas do modelo

Nas últimas décadas, a física de partículas tem sido governada pelo Modelo Padrão, que permite que os físicos classifiquem todas as partículas subatômicas e façam previsões sobre elas e sobre processos ainda não observados. Suas previsões foram, até agora, comprovadas – sendo a existência do bóson de Higgs o exemplo mais famoso.

Mésons são outras partículas subatômicas. O Modelo Padrão prevê que mésons B “estranhos”, um tipo de partícula subatômica, deve decair a uma taxa de quatro em cada bilhão de mésons B estranhos já produzidos, e mésons B não estranhos a uma taxa de um em cada 10 bilhões.

Agora, os cientistas detectaram o decaimento de mésons B estranhos pela primeira vez, confirmando a previsão do Modelo Padrão. No entanto, a taxa de decaimento de mésons B não estranhos foi quatro vezes a previsão do Modelo Padrão. Ainda assim, uma vez que foram detectadas tão poucas partículas, isso não invalida completamente o modelo, por enquanto.

Dúvidas necessárias

Confirmar o Modelo Padrão não é inteiramente uma boa notícia, no entanto. Os físicos sabem há muito tempo que ele é incompleto. Ele não explica a energia escura ou a matéria escura, por exemplo, ou por que o universo é feito de matéria, em vez de antimatéria – questões bastante fundamentais. Os dados que se desviam do Modelo Padrão poderiam na verdade apontar o caminho a seguir em direção a uma teoria melhor.

Os dados por trás do decaimento dos mésons foram recolhidos em 2011 e 2012. O colisor recentemente foi reiniciado depois de uma atualização, e os seus novos dados poderiam determinar o destino do Modelo Padrão. 

Fonte: http://hypescience.com/grande-colisor-de-hadrons-detecta-particula-mais-rara-que-o-boson-de-higgs/

Vulcão explode e provoca terramoto na Nicarágua

O vulcão Telica da Nicarágua registrou uma forte explosão neste domingo, seguida de um terremoto de magnitude 3,2 graus na escala aberta de Richter.
A explosão ocorreu às 9h50 (horário local, 12h30 de Brasília) deste domingo, e o tremor foi registrado sete minutos depois, segundo informou o Instituto Nicaraguense de Estudos Territoriais.
A coluna de fumaça e cinzas expelidas pela explosão se elevaram por várias centenas de metros, segundo diversas fontes.
O sismo, que não causou danos, foi situado a um quilômetro de profundidade, na estrutura vulcânica do Telica, que se eleva a 1.061 metros de altura, a uma distância de 112 quilômetros ao noroeste da capital Manágua, segundo o relatório oficial.
O Telica e outro vulcão nicaraguense chamado Concepción mantiveram uma atividade eruptiva com dezenas de pequenas explosões diárias desde o último mês de abril.
Outro sismo de magnitude 2,2 graus na escala aberta de Richter foi detectado no vulcão Concepción às 10h42 (13h42 de Brasília) deste domingo, sem provocar danos.
O Concepción, de 1.610 metros de altura, se encontra na ilha de Ometepe, localizada no Grande Lago de Nicaragua.
 
Fonte: EFE.

Observe as linhas do campo magnético da Terra

Invisível, o campo magnético terrestre é um dos principais fenômenos naturais que permitem a vida em nosso planeta. Sem ele, partículas altamente carregadas vindas do Sol e do espaço profundo atingiriam a superfície, fulminando os seres vivos ou mudando drasticamente as formas de vida como as conhecemos.
Campo Magnetico da Terra
Apesar de invisível, existem diversas formas de observar a aparência e o comportamento de um campo magnético. Uma dessas formas é a clássica experiência de escola, onde um pequeno ímã em forma de barra é colocado embaixo de uma folha de papel. Quando depositamos sobre essa folha uma pequena quantidade de limalha de aço, as linhas do campo magnético se revelam em interessantes padrões geométricos.

Naturalmente, não podemos fazer o mesmo com a Terra. Seria impossível viajarmos até o espaço e lançar ao redor do planeta toneladas de pó de ferro somente para ver as linhas do campo magnético. No entanto, com auxílio de instrumentos a bordo dos satélites podemos fazer algo bem parecido e com resultados ainda melhores.

A imagem acima foi criada pelo Centro Espacial Goddard, da Nasa, e foi baseada em dados coletados no espaço desde o início da Era Espacial. Na cena, os traços laranja e azul equivalem aos desenhos geométricos das limalhas de ferro do experimento escolar e mostram a orientação norte-sul das linhas do campo magnético da Terra.

Para a visualização, no lugar do pó de ferro os cientistas usaram os dados de sensores de radiação, capazes de detectar e contar as partículas atômicas - prótons e elétrons - que se movem no espaço ao redor do planeta. No entanto, diferente do padrão simétrico do experimento escolar, a imagem revela que a as linhas do campo magnético terrestre são deformadas e empurradas no sentido oposto àquele iluminado pelo Sol.
linhas do campo magnético
Isso acontece devido ao vento solar, uma espécie de jato de partículas eletricamente carregadas sopradas pela estrela, que distorce e empurra as linhas do campo magnético da Terra. Em algumas situações, as perturbações são tão intensas que a interação com o campo magnético produz surtos de correntes extremamente elevados, capazes de causar danos nas redes de distribuição elétrica, panes em satélites e bloqueios nas transmissões de rádio.

Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=titulo&posic=dat_20110425-105159.inc

 

Universidade de São Paulo testa objecto menor que grão de arroz para combater a cegueira

Pesquisadores da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (SP) evidenciaram a eficácia de um dispositivo mais fino do que um grão de arroz no tratamento de doenças como a retinopatia diabética, que pode levar à cegueira, por um custo quatro vezes menor do que implantes importados.
Desenvolvida pelo professor da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Armando da Silva Cunha Junior, a tecnologia é testada desde 2014 pela Faculdade de Medicina no campus da USP no interior de São Paulo.
Na primeira fase de testes, classificada como de segurança, a inovação foi aplicada em dez pacientes com oclusão da veia da retina, com hemorragias que afetam o fundo dos olhos e um inchaço na região central da retina, explica o médico e pesquisador Rodrigo Jorge. Os resultados mostraram vantagens em relação a outros métodos de combate a doenças vasculares da retina.
"Esse inchaço é o principal responsável pela piora da visão nesses casos. Uma das drogas que funcionam para diminuir o inchaço da retina é o corticoide, justamente a droga que é colocada nesse pequeno comprimido que implantamos na parte de trás do olho. Esse comprimido libera essa droga de forma lenta e contínua, em doses apropriadas para o problema", afirma.
No decorrer da pesquisa, Jorge constatou que, além de reduzir a inflamação da retina, a tecnologia melhorou a acuidade visual dos pacientes e os poupou de receber injeções mensais de outros medicamentos tradicionais. Também demonstrou ter menos efeitos colaterais.
Objeto menor que grão de arroz pode prevenir doenças que causam cegueira, diz USP (Foto: Antônio Luiz/EPTV)
Objeto menor que grão de arroz pode prevenir doenças que causam cegueira, diz USP (Foto: Antônio Luiz/EPTV)

"Esse estudo teve como objetivo principal mostrar que o implante não ia machucar o olho do paciente. Não teve nenhum efeito ruim para o olho desses dez pacientes que foram tratados."
O tratamento também se mostrou mais barato e duradouro em relação ao implante já existente e desenvolvido por um laboratório na Califórnia, nos EUA. "O custo do implante desenvolvido pela Universidade Federal de Minas Gerais é em torno de R$ 600 e o importado é de R$ 2,4 mil. O efeito do implante pode durar de quatro a seis meses. Ele libera lentamente a droga. Isso é muito melhor do que o que é feito atualmente, que é a injeção de outros fármacos, cujos efeitos duram em média de um a dois meses", diz.
A próxima etapa, segundo o médico responsável pela pesquisa, é ampliar o número de pacientes testados para até 60 e focar na redução do inchaço e na melhora da qualidade da visão. O andamento depende de uma autorização da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), em Brasília (DF).
Também são necessários investimentos, que podem partir da iniciativa pública e privada, explica Jorge. "Vamos tentar o recurso público, federal ou estadual, ou às vezes, por já ter sido testado em humanos, alguma empresa tenha interesse."
Em primeira fase de testes, dez pacientes usaram dispositivo contra doenças na retina em Ribeirão Preto (Foto: Antônio Luiz/EPTV)
  Em primeira fase, dez pacientes usaram dispositivo contra doenças na retina (Foto: Antônio Luiz/EPTV)
 
Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2015/05/usp-ribeirao-testa-objeto-menor-que-grao-de-arroz-para-combate-cegueira.html

Nova classe de fármacos vai "revolucionar" tratamento da trombose

O cirurgião vascular Armando Mansilha disse, esta segunda-feira, que existe uma nova classe de fármacos, com "comprovada eficácia" e com "melhoria do perfil de segurança", que provavelmente "vai revolucionar todo o tratamento da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar".
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A nova classe de fármacos "diminui o risco de novas embolias pulmonares


Citando estudos europeus já divulgados, Armando Mansilha, que é também professor na Faculdade de Medicina do Porto, salientou que "a mortalidade por tromboembolismo venoso é superior à mortalidade conjunta de acidentes de viação, cancro da mama, da próstata e sida. Todas estas causas juntas matam menos do que o tromboembolismo venoso".
A nova classe de fármacos, já disponível em Portugal, "diminui o risco de novos eventos, porque a retrombose é grave, diminui o risco de novas embolias pulmonares, tem uma segurança aumentada no sentido de diminuir o risco de hemorragia e tem uma enorme facilidade em termos posológicos porque os doentes não têm de fazer um controle laboratorial regular", sublinhou.
O especialista falava na apresentação de um manual de boas práticas para diagnóstico e tratamento do tromboembolismo venoso, um documento que alerta para a necessidade de uniformizar o tratamento da trombose em Portugal.
Os novos medicamentos, anticoagulantes orais, "estão a ser progressivamente introduzidos" no mercado português, mas Armando Mansilha considerou que é fundamental alertar a comunidade clínica e científica para a sua existência e para as suas vantagens.
Este é um dos objetivos do livro "Diagnóstico e terapêutica do tromboembolismo venoso -- evidência e recomendações", coordenado por Armando Mansilha, mas que reúne contribuições de especialistas de diferentes áreas, nomeadamente da cirurgia vascular, medicina interna, oncologia médica, obstetrícia e imunoterapia, entre outras.
O documento, considerado o "mais completo" manual de boas práticas no tratamento da trombose editado em Portugal, vai ser distribuído pelos hospitais e unidades de saúde familiar.
O objetivo é uniformizar procedimentos na abordagem terapêutica desta patologia, para proporcionar a todos os pacientes o melhor tratamento possível.
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma doença caracterizada pela formação de coágulos (trombos) nas veias, que compreende a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP).
Constitui a terceira causa mais comum de doença cardiovascular, logo após a síndrome coronária aguda e o acidente vascular cerebral. Atinge particularmente os pacientes hospitalizados, os doentes oncológicos e as grávidas e/ou puérperas com mais de 35 anos.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Saude/Interior.aspx?content_id=4574372&page=-1

domingo, 17 de maio de 2015

Esperança para doenças degenerativas - Experiência com ratos rejuvenesceu cérebro e tecido muscular

droga rejuvenescerPesquisadores descobriram uma droga molecular que poderia “rejuvenescer” o tecido cerebral e muscular.
A capacidade das células-tronco adultas de se renovar diminui à medida que envelhecemos. No entanto, cientistas descobriram uma técnica que pode mantê-las jovens.
O novo estudo interrompeu com sucesso a atividade de um fator de crescimento em ratinhos, que os pesquisadores já sabiam que afetava a capacidade de uma célula-tronco de se regenerar.

TGF-beta 1

Pesquisas anteriores mostraram que alterações moleculares em um microambiente de células-tronco contribuem para a capacidade dos tecidos de reparar os danos e manter a homeostase. Os cientistas notaram que o fator de crescimento TGF-beta 1 desempenhava um papel importante no envelhecimento de várias células estaminais.
Assim, no seu estudo, eles reduziram a atividade do TGF-beta 1, inserindo bloqueadores genéticos no cérebro de ratos velhos. Como resultado, a regeneração de tecidos de células-tronco foi “melhorada” nos animais.

“Com base em nossos trabalhos anteriores, o TGF-beta 1 parecia ser um dos principais culpados em envelhecimento de tecidos”, disse o coautor do estudo David Schaffer, diretor do Berkeley Stem Cell Center (nos EUA). “Essa proteína envelhece múltiplas células-tronco em órgãos distintos, tais como cérebro, pâncreas, coração e músculo. Esta é a primeira demonstração de que podemos encontrar uma droga que faz com que ela se comporte rejuvenescendo tais órgãos”.

Os resultados

A equipe de pesquisa injetou uma pequena molécula chamada Alq5, uma inibidora de quinase conhecida por reduzir a influência de TGF-beta 1, no sangue de ratos velhos uma vez por dia durante 11 dias. Os pesquisadores descobriram que a molécula tinha “animado” a capacidade das células-tronco de regenerar o cérebro e o tecido muscular nos animais.

Eles esperam que o estudo resulte em tratamentos eficazes para combater várias doenças degenerativas relacionadas à idade. 

Fonte: http://hypescience.com/droga-poderia-rejuvenescer-o-mecanismo-de-envelhecimento-do-cerebro-e-tecido-muscular/

É possivel viver fora da Terra ?

viver fora da terraSusana Zanello é uma especialista de adaptação humana à vida no espaço. Por isso, esta renomada cientista compartilhou alguns de seus pontos de vista sobre a sua pesquisa, que envolve detalhes sobre exploração do espaço, futuras viagens a Marte e muito mais.

Como viagens espaciais afetam o corpo humano?

Viagens espaciais afetam o corpo humano de muitas maneiras – e muito mais do que pensamos. Tanto que existem profissionais, como Susana Zanello, que são especializados nesses efeitos. Bióloga, ela trabalha para a “Ciências da Vida” em Houston, uma instituição que apoia o trabalho da NASA. Sua missão é investigar a adaptação humana à vida no espaço, identificar os riscos envolvidos e desenvolver contramedidas para preservar a saúde dos astronautas quando eles vão em missões de exploração espacial.
Depois de muitos estudos e pesquisas, ela relacionou algumas consequências para o corpo humano que deixam bem claro que viver fora da Terra é muito mais difícil do que parece.

1. A microgravidade complica tudo

É um enorme desafio viver fora da Terra. Com a evolução, a vida tem realmente se adaptado para estar neste planeta. No espaço, um dos principais riscos vem da microgravidade – ou a ausência de gravidade.
Uma consequência é a perda de densidade mineral óssea. Lá, você simplesmente não tem que lutar constantemente contra a força da gravidade, o que fazemos de forma natural aqui na Terra. Assim, não há mais necessidade de um esqueleto para nos sustentar.
O corpo humano, então, começa a se adaptar ao ambiente reduzindo a densidade de matriz óssea, processando o cálcio de forma diferente. Isto leva a uma perda de força nos ossos, o que consequentemente aumenta o risco de fraturas quando a pessoa volta para a Terra, bem como o de desenvolvimento de pedras nos rins.

2. A radiação cósmica complica tudo

A radiação cósmica é outro risco crítico da exploração espacial. O campo magnético da Terra é uma proteção muito eficaz para evitar que a maioria das partículas de alta energia atinja a superfície do nosso planeta. Fora dos cinturões de Van Allen, ou também em outros planetas, somos constantemente bombardeados por fortes prótons solares e raios cósmicos galácticos. Há uma grande evidência de que estes podem atravessar todo o nosso corpo e inclusive afetar o nosso DNA. Assim, a longo prazo, todos os riscos associados a essas alterações, como o câncer, podem fazer um grande mal aos astronautas.

3. Viver fora do espaço prejudica a nossa visão

No início de 2000, os cientistas começaram a observar uma degradação na acuidade visual dos astronautas depois que eles passavam muito tempo na Estação Espacial Internacional. Após mais pesquisas, verificou-se um achatamento no globo ocular e um espessamento da parte posterior do olho, no início do nervo óptico.
Fora isso, cerca de 60% dos astronautas experimentam perda de visão, que inclusive pode ser irreversível em certos casos. Tanto que a visão é considerada como um risco para a saúde de alta prioridade pela NASA.

O que provoca esta perda de visão?

Os pesquisadores acreditam que isso acontece por causa de uma mudança dos fluidos dentro do corpo.
Na Terra, os líquidos tendem a ir para baixo em nossas pernas. Seu movimento e válvulas em nossas veias das pernas, então, ajudam a bombear o sangue de volta ao coração. Na microgravidade, este sistema não é mais necessário, e então o fluido é bombeado para a cabeça. Isto leva aos típicos inchaços no rosto e pés de galinha que os astronautas têm, mas, também, possivelmente, ao aumento da pressão intracraniana.
Os cientistas acreditam que, quando a pressão cerebral aumenta, a pressão por trás dos olhos é alterada, impactando a capacidade visual.

4. Viver fora da Terra afeta os humanos em um nível molecular

Há sinais fisiológicos de adaptação que podem ser observados, mas também há alguns subjacentes a um nível molecular. Os genes podem ser expressos de forma diferente no espaço, levando a mudanças fisiológicas específicas.
Os estudos de Susana Zanello procuram responder a essas perguntas. Mas, novamente, há uma série de limitações para a realização de experimentos no espaço.
Comumente, os astronautas vivem lá por seis meses, e agora dois dos voluntários da pesquisa estão participando de uma missão de um ano. Mas quando estamos falando sobre ir para outros destinos, como Marte, isso significa missões muito mais longas.
Para saber o que poderia acontecer em tais viagens, Susana Zanello afirma que teríamos que realizar experiências não só na Estação Espacial, mas também em plataformas que simulem, em certa medida, as condições do espaço.

5. O psicológico não ajuda

Uma missão até Marte, por exemplo, é estimada em três anos. O primeiro risco, então, é psicológico. Para medi-lo, os cientistas teriam que levar em conta a duração, o afastamento, o isolamento, o confinamento com um número limitado de pessoas, o estresse de uma alta carga de trabalho e a pressão de ser bem sucedido.
Agora, quando um astronauta chega em Marte, há uma coisa boa: você tem gravidade parcial. Os seus ossos serão imediatamente estimulados e isso vai reduzir a taxa de perda de densidade. Porém, mais uma vez, astronautas serão confrontados com os riscos da radiação de alta energia, para não mencionar um clima severo, a grande quantidade de poeira e a necessidade de uma boa nutrição, entre muitos outros fatores.

6. Os outros planetas não têm dias de 24 horas

Os pesquisadores estão começando a considerar nossa chegada a objetos mais distantes, como o satélite de Júpiter, Europa, onde foi encontrado água. Mas isso é muito mais longe que Marte! Ou seja… É praticamente uma missão impossível com a tecnologia que temos disponível hoje.
Além disso, acredite ou não, apesar de Marte parece inóspito, ele é um planeta completamente amigável em comparação com os outros que conhecemos.
O seu tamanho e padrão de rotação são semelhantes aos da Terra. Portanto, um dia é de quase 24 horas de duração. E isso é uma grande coisa para os seres humanos, pois a vida evoluiu para caber em tais condições. Viver em um planeta com um dia de 10 horas, por exemplo, provocaria muitos outros efeitos adversos ao corpo.

Estamos muito adaptados às condições da Terra para sobreviver em outro lugar no espaço?

Experiências mostram que somos capazes de nos adaptar a condições bastante adversas. Se algum dia você já assistiu ao programa “Pelados e Largados”, sabe bem que é verdade – pelo menos em certa medida.
Mas também precisamos considerar que, em novos ambientes, existem riscos que desconhecemos. A coisa mais importante é definir com muita precisão os níveis aceitáveis de tais riscos.
Além disso, não podemos ignorar a ganância humana para a exploração de territórios extraterrestres. Mesmo com um alto nível de risco, eu aposto que sempre haverá alguém pronto para aceitar o desafio. 

Fonte: http://hypescience.com/viver-fora-da-terra-e-possivel/

Descoberto o primeiro peixe de sangue quente

Um estudo da Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), órgão dos Estados Unidos, revelou a opah como a primeira espécie de peixe composto inteiramente por sangue quente, dando-lhe vantagem competitiva nas profundezas frias do oceano. Enquanto mamíferos e aves em geral mantêm a temperatura do corpo alta, o opah é o primeiro peixe que consegue fazer o mesmo.
O peixe prateado, do tamanho de um pneu de automóvel, pode ser encontrado em quase todos os oceanos. Mas é principalmente achado no Caribe, nos Estados Unidos e na Argentina. Ele vive centenas de pés abaixo da superfície, em águas frias mal iluminadas.
Suas nadadeiras parecem asas, fazendo com que ele consiga nadar rapidamente. Segundo os cientistas, o bater constante das barbatanas do opah aquece seu corpo, acelerando o seu metabolismo e, em efeito contínuo, o movimento e suas reações.
De acordo com o biólogo Nicholas Wegner, do Centro de Pescaria do NOAA na Califórnia, e um dos autores do estudo, ter sangue quente é uma vantagem competitiva, já que confere ao peixe as capacidades de nadar melhor, reagir rapidamente e enxergar com precisão. Esses diferenciais, segundo os pesquisadores, tornam o opah o que é considerado um "predador de alto desempenho".
O biólogo só percebeu que o peixe era incomum quando um co-autor da pesquisa, Owyn Snodgrass, coletou uma amostra do tecido branquial do peixe que tinha uma estrutura nunca vista: o sangue quente, que sai do núcleo do corpo, ajuda a aquecer o sangue frio, retornando para o coração a partir da superfície respiratória das brânquias, onde absorve oxigênio.
Alguns outros peixes, como o atum e espécies de tubarões, conseguem aquecer certas partes do corpo, como músculos, aumentando a capacidade natatória. Mas órgãos internos, incluindo os corações, voltam a esfriar rapidamente, forçando-os a retornar para profundidades rasas, onde as temperaturas são amenas, para se aquecer.

Fonte: http://www.acritica.net/noticias/descoberto-o-primeiro-peixe-de-sangue-quente/148426/

sábado, 16 de maio de 2015

Processo subatômico raro é observado por cientistas do LHC

Pesquisadores das colaborações CMS e LHCb do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), na Suíça, anunciaram em um artigo publicado na revista Nature a observação, pela primeira vez, de um processo subatômico muito raro.
Eles constataram, por meio de análises conjuntas, que mésons Bs e B0 – partículas elementares pesadas e instáveis, produzidas apenas em colisões de alta energia, como as que ocorrem em aceleradores de partículas, como o LHC, ou pela interação de raios cósmicos no Universo – decaem (transformam-se espontaneamente) em dois múons – partículas atômicas ultraenergéticas.
O trabalho teve a participação de pesquisadores brasileiros vinculados ao Centro de Pesquisa e Análise de São Paulo (Sprace), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal do ABC (UFABC), apoiado pela FAPESP; do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF); e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O grupo de pesquisadores do Sprace participa da colaboração CMS, do LHC.
“O estudo preciso de decaimentos raros, como dos mésons Bs e B0, é uma estratégia complementar para se investigar de forma indireta a possível existência de uma nova Física além do Modelo Padrão”, disse Sérgio Novaes, professor da Unesp e coordenador do Sprace, à Agência FAPESP.
Novaes explica que o Modelo Padrão da física de partículas – teoria que descreve as forças fundamentais forte, fraca e eletromagnética, bem como as partículas fundamentais que constituem toda a matéria – prevê que a probabilidade de os mésons Bs e B0 decaírem em múons é muito baixa, de cerca de quatro vezes para cada 1 bilhão de méson Bs e uma vez a cada 10 bilhões de méson B0 produzidos.
Uma diferença nas probabilidades de decaimento desses dois mésons possibilitaria a confirmação de teorias que vão além do Modelo Padrão, como a da supersimetria – teoria que prevê que para cada férmion (como quarks, elétrons e neutrinos) há um bóson correspondente, como o de Higgs – encontrado por pesquisadores do LHC em 2012.
Os experimentos realizados pelas colaborações CMS e LHCb, em que fizeram prótons de alta energia se colidirem para criar 1 trilhão de mésons Bs e B0, confirmaram predições do Modelo Padrão com grandes níveis de precisão.
“Os resultados combinados das observações das colaborações CMS e LHCb estão de acordo com as predições do Modelo Padrão e ajudam a eliminar ou restringir uma série de modelos que preveem taxas de decaimento mais elevadas do que as observadas”, disse Novaes.
Análise conjunta
As duas colaborações realizaram suas observações entre 2011 e 2012 e anunciaram seus resultados individualmente para o decaimento de mésons Bs em julho de 2013.
Segundo Novaes, embora os resultados individuais estivessem em acordo, ambos estavam um pouco abaixo do nível de precisão estatística de 5 Sigma, historicamente exigido na área de Física de partículas para atestar o resultado de uma observação.
“Na Física das partículas, 5 Sigma indica 99,9994% de probabilidade de o resultado da medida estar correto e de que há uma chance em 1,75 milhão de se tratar de um desvio estatístico”, explicou.
A análise conjunta dos dados obtidos pelas duas colaborações, levando em conta as correlações e as incertezas, excedeu essa margem de confiança, atingindo 6.2 Sigma.
“Ambas as medidas realizadas pelas duas colaborações individualmente são compatíveis com o Modelo Padrão e permitem estabelecer restrições rigorosas em teorias que vão além dele”, destacam os autores no artigo.
“As medidas precisas das grandezas eletrofracas são uma forma indireta e complementar de se obter limites que predizem novas partículas pesadas”, afirmou Novaes.
As observações das duas colaborações foram feitas com energia de centro de massa do LHC entre 7 e 8 teraelétrons-volts (TeV).
O reinício das operações do LHC nas próximas semanas, registrando colisões com energia no centro de massa de 13 TeV e com feixes mais intensos de prótons, permitirá dobrar a produção de mésons Bs e B0 e, consequentemente, aumentar ainda mais a precisão das medidas das taxas de decaimento dessas partículas.
Além disso, possibilitará a retomada da busca direta por novas partículas pesadas que poderão ser produzidas no acelerador e desvendar qualquer sinal de novos fenômenos que vão além do Modelo Padrão, estimam os pesquisadores da área.

Fonte: http://www.portaluniversidade.com.br/noticias-ler/processo-subatomico-raro-e-observado-por-cientistas-do-lhc/7599

Cientistas teriam descoberto novo estado da matéria

novo estado da materia
Uma equipe internacional de cientistas anunciou a descoberta de um novo estado da matéria, um material que parece ser isolante, supercondutor, metal e ímã, tudo em um só. De acordo com a equipe, isso poderia levar ao desenvolvimento de supercondutores de alta temperatura mais eficazes.
Por isso é tão emocionante? Bem, se essas propriedades forem confirmadas, este novo estado da matéria permitirá aos cientistas entender melhor por que alguns materiais têm o potencial de atingir a supercondutividade com uma temperatura crítica relativamente alta – como em menos 135°C, ao invés de -243,2°C.
Como a supercondutividade permite que um material conduza eletricidade sem resistência, o que significa que não há calor, som, ou qualquer outra forma de liberação de energia, este avanço iria revolucionar a forma como usamos e produzimos energia. Porém, ele só seria viável se pudéssemos alcançá-lo nas chamadas temperaturas altas.
Conforme explica Michael Byrne, editor da coluna de tecnologia “Motherboard” da revista “Vice”, quando falamos de estados da matéria, não devemos pensar apenas em sólidos, líquidos, gases e talvez plasmas. Nós também temos que considerar os estados mais obscuros que não ocorrem na natureza, mas são criados em laboratórios – condensado de Bose-Einstein, matéria degenerada, supersólidos, superfluidos e plasma quark-glúon, por exemplo.

Metais Jahn-Teller

Ao introduzir rubídio em moléculas de carbono-60, uma equipe liderada pelo químico Kosmas Prassides, da Universidade de Tokohu, no Japão, foi capaz de mudar a distância entre eles, o que os obrigou formar uma nova estrutura, cristalina. Quando submetida a uma bateria de testes, esta estrutura apresentou uma combinação de fases isolantes, supercondutoras, metálicas e magnéticas, incluindo uma nova em folha, que os pesquisadores têm chamado “metais Jahn-Teller”.
Batizado em função do efeito Jahn-Teller – que é utilizado na química para descrever como, a baixas pressões, o arranjo geométrico de moléculas e íons em um estado eletrônico pode ficar distorcido -, este novo estado da matéria permite que os cientistas transformem um isolador – que não pode conduzir eletricidade – em um condutor, simplesmente aplicando pressão.
“Isto é o que os átomos de rubídio fazem: aplicam pressão”, explica Byrne. “Normalmente, quando pensamos sobre a adição de pressão, nós pensamos em termos de apertar alguma coisa, forçando suas moléculas a ficarem mais juntas pela força bruta. Mas é possível fazer a mesma coisa quimicamente, aprimorando as distâncias entre as moléculas adicionando ou subtraindo algum tipo de barreira entre elas – colocando discretamente alguns átomos extras, talvez”.
atizado em função do efeito Jahn-Teller – que é utilizado na química para descrever como, a baixas pressões, o arranjo geométrico de moléculas e íons em um estado eletrônico pode ficar distorcido -, este novo estado da matéria permite que os cientistas transformem um isolador – que não pode conduzir eletricidade – em um condutor, simplesmente aplicando pressão.
“Isto é o que os átomos de rubídio fazem: aplicam pressão”, explica Byrne. “Normalmente, quando pensamos sobre a adição de pressão, nós pensamos em termos de apertar alguma coisa, forçando suas moléculas a ficarem mais juntas pela força bruta. Mas é possível fazer a mesma coisa quimicamente, aprimorando as distâncias entre as moléculas adicionando ou subtraindo algum tipo de barreira entre elas – colocando discretamente alguns átomos extras, talvez”.
Em um metal Jahn-Teller, conforme a pressão é aplicada, e conforme o que era anteriormente um isolador – graças ao efeito Jahn-Teller – torna-se um metal, o efeito persiste durante algum tempo. “As moléculas continuam com suas formas antigas. Então, há uma espécie de sobreposição, na qual o material ainda parece muito com um isolante, mas os elétrons também conseguem pular tão livremente como se o material fosse um condutor”, diz.
E é essa fase de transição entre isolante e condutor que, até agora, os cientistas nunca haviam visto. Ela aponta para a possibilidade de transformar materiais isolantes em materiais supercondutores supervaliosos. E esta estrutura cristalina parece ser capaz de fazê-lo a temperatura crítica relativamente alta. “A relação entre o isolador, o estado normal metálico acima da temperatura crítica e o mecanismo supercondutor é uma questão chave para entender todos os supercondutores não convencionais”, escreve a equipe de pesquisa na revista “Science Advances”.
Há muito trabalho de laboratório a ser feito antes que esta descoberta signifique algo para a produção prática de energia no mundo real. Mesmo assim, muitas pessoas já estão animadas com a ideia, como afirma a química Elisabeth Nicol, da Universidade de Guelph, no Canadá: “Compreender os mecanismos em jogo e como eles podem ser manipuladas para alterar a temperatura crítica certamente irá inspirar o desenvolvimento de novos materiais supercondutores”.

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-teriam-descoberto-um-novo-estado-da-materia/

NASA concorda com filósofo britânico que diz que a realidade ao nosso redor pode ser produto de um programa de computador

Universo virtualO filósofo britânico, Dr. Nick Bostrom, diz acreditar que a realidade que percebemos ao nosso redor pode ser o produto de um programa de computador altamente avançado, tal como se vê nos filmes Matrix, e surpreendentemente um cientista da NASA concorda com ele. Bostrom propõe que uma raça evoluída de alienígenas aprisionaram a raça humana dentro daquilo que ele se refere como um “aprisionamento digital”.

Estes alienígenas, ou super-humanos, estão usando a realidade virtual para simular o espaço e o tempo, de acordo com Bostrom.

Rich Terrile, cientista da NASA diretor do Centro para a Computação Evolucionária e Desenho Automatizado, acha que o Dr. Bostrom pode estar correto.

O cientista diretor da NASA disse: “Bem agora, os supercomputadores mais rápidos da NASA estão trabalhando no dobro da velocidade do cérebro humano. … Se você fizer um cálculo simples usando a Lei de Moore [a qual alega que computadores dobram sua potência a cada dois anos], você descobrirá que estes supercomputadores, dentro de uma década, terão a habilidade de computar, em um mês, uma vida inteira de um humano de 80 anos – inclusive cada pensamento concebido durante essa vida“.

“Na mecânica quântica, as partículas não possuem um estado definitivo, ao menos que estejam sendo observadas. Muitos teóricos despenderam muito tempo tentando explicar isto. Uma explicação é a de que estamos vivendo dentro de uma simulação, vendo o que precisamos ver, quando precisamos ver. O que eu acho inspirador é que, mesmo se estivermos numa simulação, ou em níveis de simulações a muitas ordens de magnitude abaixo, em algum lugar ao longo da linha algo escapou a lama primordial para se tornar nós e para se tornar nas simulações que nos fizeram – e isto é legal.”

A ideia de que o nosso Universo seja uma ficção, gerada por código de computador, resolve um número de inconsistências e mistérios sobre o cosmos.

O primeiro é o do Paradoxo de Fermi – proposto pelo físico Enrico Fermi durante a década de 1960 – que realça as contradições entre a aparente alta probabilidade de civilizações extraterrestres dentro de nosso universo que continuamente se expande, e a falta de contato com a humanidade, ou falta de evidência para estas colônias extraterrestres.

Onde está todo mundo? Perguntou Fermi.

Poderia simplesmente ser que a Terra e a humanidade realmente são o centro do Universo?

Outro mistério explicado pela teoria do Dr. Bostrom é a do papel da Matéria Escura.

O cosmologista teórico estadunidense, Michael Turner, chamou a matéria hipotética de “o mistério mais profundo de toda a ciência“.

A Matéria Escura é um dos muitos materiais hipotéticos usados para explicar o número de anomalias no Modelo Padrão – a ciência da teoria de tudo a tem usado para explicar as partículas e forças da natureza pelos últimos 50 anos.

O Modelo Padrão de física das partículas nos diz que há 17 partículas fundamentais que constituem a matéria atômica.

O Bóson de Higgs, que foi a primeira teorizada pelos cientistas durante a década de 1960, está entre estas 17 partículas fundamentais.

No verão de 2013, cientistas do CERN observaram o que agora acredita-se ser a elusiva “Partícula de Deus”.

Mas o Modelo Padrão ainda é incapaz de explicar um número de propriedades confusas do Universo – inclusive o fato do Universo estar se expandindo à uma velocidade cada vez maior. Acredita-se que a Matéria Escura seja uma matéria similar à uma teia, a qual une a matéria visível. Se ela existe, isto explicaria o porquê das galáxias girarem na velocidade que giram – algo que permanece inexplicável, baseado somente naquilo que podemos observar atualmente.

O Modelo Padrão ainda não possui uma explicação para a força da gravidade.

A ainda não provada existência da Matéria Escura poderia ser explicada por um Universo virtual. Porém, nem todos ainda estão convencidos sobre esta explicação “Matrix”.

O Professor Peter Mililcan, que ensina filosofia e ciência da computação na Universidade Oxford, acha que a explicação da realidade virtual é falha.

“A teoria parece estar baseada na presunção de que ‘super mentes’ fariam coisas da mesma forma que nós faríamos“, disse ele.

“Se eles acham que este mundo seja uma simulação, então por que eles pensam que as super mentes – que estão fora da simulação – estariam restritas pelos mesmos tipos de pensamentos e métodos que nós? Eles presumem que a estrutura elementar do mundo real não pode ser como uma grade, e também que as super mentes teriam que implementar um mundo virtual usando grades. Não podemos concluir que uma estrutura de grade seja evidência de uma realidade imaginária, somente porque nossas maneiras de implementar uma realidade imaginária envolve uma grade. É uma ideia interessante, e é saudável ter algumas ideias malucas“, ele disse para o The Telegraph.

“Você não quer censurar as ideias de acordo com elas serem sensatas ou não, porque algumas vezes novas importantes vantagens parecerão malucas no começo. Você nunca sabe quando as boas ideias virão ao pensar fora do quadrado. Este experimento de pensamento tipo Matrix é na verdade um pouco como algumas das ideias de Descartes e Berkely, há centenas de anos. Mesmo se não existir nada nelas, o fato de você ter o hábito de pensar em coisas malucas poderia significar que, em algum ponto, você irá pensar algo que inicialmente possa parecer maluco, mas no final não é“, complementou.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/05/16/a-realidade-ao-nosso-redor-pode-ser-produto-de-um-programa-de-computador-diz-filosofo-britanico-nasa-concorda/#axzz3aFuUaInO

sexta-feira, 15 de maio de 2015

O lado negro dos enxames estelares

Esta enorme galáxia elíptica, NGC 5128 (também conhecida por Centaurus A), é a galáxia deste tipo mais próxima da Terra, situada a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância. Observações obtidas com o VLT do ESO, no Chile, descobriram uma nova classe de enxames estelares globulares "escuros" em torno desta galáxia. Estes objetos encontram-se assinalados a vermelhos. Os enxames normais estão assinalados a azul e os enxames globulares que apresentam propriedades semelhantes às das galáxias anãs estão a verde. Os enxames escuros são muito parecidos aos outros enxames da galáxia, no entanto contêm muito mais massa.
Crédito: ESO/Digitized Sky Survey; Reconhecimento: Davide de Martin

Observações obtidas com o VLT (Very Large Telescope) do ESO, no Chile, deram a conhecer uma nova classe de enxames estelares globulares "escuros" situados em torno da galáxia gigante Centaurus A. Estes objetos misteriosos parecem-se com enxames normais, mas contêm muito mais massa e podem albergar quantidades inesperadas de matéria escura ou então conter buracos negros massivos. Nenhuma destas hipóteses era algo que se esperasse nem se percebe o seu porquê.

Os enxames estelares globulares são enormes bolas de milhares de estrelas que orbitam a maioria das galáxias. Tratam-se dos sistemas estelares mais velhos do Universo, tendo sobrevivido durante a maior parte do tempo do crescimento e evolução das galáxias.

Matt Taylor, estudante de doutoramento na Pontificia Universidad Catolica de Chile, Santiago, Chile, e bolseiro do ESO, é o autor principal deste novo estudo. Matt explica: "Os enxames estelares e as suas estrelas constituintes são a chave para compreender a formação e evolução das galáxias. Durante décadas, os astrónomos pensaram que as estrelas que constituíam um determinado enxame globular tinham todas a mesma idade e composição química - mas agora sabemos que estes objetos são bem mais estranhos e complexos."

A galáxia Centaurus A, também chamada NGC 5128, é a galáxia gigante e elíptica mais próxima da Via Láctea e pensa-se que albergue cerca de 2000 enxames globulares. Muitos destes enxames são mais brilhantes e mais massivos do que os cerca de 150 que orbitam a Via Láctea.
Esta enorme galáxia elíptica, NGC 5128 (também conhecida por Centaurus A), é a galáxia deste tipo mais próxima da Terra, situada a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância. Observações obtidas com o VLT do ESO, no Chile, descobriram uma nova classe de enxames estelares globulares "escuros" em torno desta galáxia. Créditos: ESO, ESA/Hubble, NASA. Digitized Sky Survey; Reconhecimento: Davide de Martin

Matt Taylor e a sua equipa levaram a cabo o estudo mais detalhado feito até à data de uma amostra de 125 enxames globulares que se situam em torno de Centaurus A, com o auxílio do instrumento FLAMES montado no VLT do ESO, no Observatório do Paranal, no norte do Chile.

A equipa usou estas observações para deduzir a massa dos enxames e comparar este resultado com o quão brilhante cada um deles é.

Para a maioria dos enxames do novo rastreio, os mais brilhantes apresentam maior massa da maneira esperada - se um enxame contém mais estrelas tem um brilho total maior e mais massa total. Mas para alguns dos enxames globulares observou-se algo inesperado: eram muitas vezes mais massivos do que pareciam. E mais estranho ainda, quanto mais massivos eram estes enxames invulgares, maior a fração de material escuro. Algo nestes enxames era escuro, escondido e massivo. Mas o quê?

Existem várias possibilidades. Talvez os enxames escuros contenham buracos negros ou outro tipo de restos estelares escuros nos seus núcleos. Este é um fenómeno que pode explicar alguma da massa escondida, mas a equipa concluiu que tem que haver algo mais. E matéria escura? Os enxames globulares são normalmente considerados praticamente desprovidos desta substância misteriosa mas, talvez devido a alguma razão desconhecida, alguns enxames tenham retido uma quantidade significativa de nodos de matéria escura no seu interior. Este aspecto poderá explicar as observações, no entanto não se enquadra nas teorias convencionais.

Thomas Puzia, coautor do trabalho, acrescenta: "A nossa descoberta de enxames estelares com massas invulgarmente elevadas para o número de estrelas que contêm sugere a existência de várias famílias de enxames globulares, com diferentes histórias de formação. Aparentemente alguns enxames estelares parecem ser bastante vulgares, mas na realidade podem ter muito mais, literalmente, do que o que efetivamente observamos."

Estes objetos permanecem um mistério. A equipa está também a trabalhar num rastreio maior de outros enxames globulares noutras galáxias e existem algumas pistas intrigantes de que tais enxames escuros se encontram também noutros lugares.

Matt Taylor sumariza a situação: "Encontrámos uma nova e misteriosa classe de enxames estelares! Isto mostra o quanto ainda temos a aprender sobre todos os aspetos da formação de enxames globulares. Trata-se de um resultado importante e o próximo passo consiste em descobrir mais exemplos destes enxames escuros em torno de outras galáxias."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/15_enxames_centaurus_a.htm

NASA planeja enviar sonda parecida com a lampreia para uma das luas de Júpiter

Robô autosuficiente que poderá ser enviado até a lua de Júpiter, Europa.
De acordo com o site mysteriousuniverse.org, uma equipe de engenheiros da Universidade Cornell, chefiados por Mason Peck e Rob Shepherd do departamento de engenharia mecânica e aeroespacial daquela instituição, está usando um financiamento inicial de US$100.000,00 da NASA para projetar um ‘robô mole’, no formato de uma lampreia, o qual irá gerar sua própria energia através do uso de seus tentáculos para colher eletricidade dos campos magnéticos existentes na lua Europa, de Júpiter. Os campos magnéticos alimentariam um pacote de electrólise, o qual separaria a água em oxigênio e hidrogênio, este podendo ser usado como combustível, diz Peck.
Lampreia.
“A ignição deste gás expande as câmaras internas, causando a mudança da forma [da sonda], para impulsionar a sonda através do fluído, ou talvez ao longo da superfície de um corpo planetário.”

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/05/15/nasa-planeja-enviar-sonda-parecida-com-lampreia-para-uma-das-luas-de-jupiter-2/#axzz3aFuUaInO

Plataforma de gelo da Antártica está a desintegrar-se rapidamente

Estudo feito na Plataforma de gelo Larsen mostra degelo acelerado que pode influenciar no aumento do nível do mar (Foto: NSIDC/Ted Scambos/Nasa)
Estudo feito na Plataforma de gelo Larsen mostra degelo acelerado que pode influenciar no aumento do nível do mar (Foto: NSIDC/Ted Scambos/Nasa)
 
A última parte intacta de uma das plataformas de gelo gigantescas da Antártica está se enfraquecendo muito rápido e, provavelmente, vai se desintegrar completamente nos próximos anos, contribuindo para a elevação do nível do mar, de acordo com um estudo da agência espacial americana (Nasa) divulgado nesta quinta-feira (14).
A pesquisa incidiu sobre um remanescente da chamada plataforma de gelo Larsen B, que existe há pelo menos 10.000 anos, mas ruiu parcialmente em 2002. O que resta abrange cerca de 1.600 quilômetros quadrados.
A Antártica tem dezenas de plataformas de gelo – placas maciças e flutuantes de gelo alimentadas por geleiras pairando sobre o mar na borda da linha costeira do continente.
A maior tem aproximadamente o tamanho da França. A Larsen B está localizada na Península Antártica, que se estende em direção ao extremo sul da América do Sul e é uma das duas principais áreas do continente onde os cientistas documentaram o encolhimento dessas formações de gelo.
"Esse estudo das geleiras da Península Antártica fornece indícios sobre a forma como as plataformas de gelo mais ao sul, que possuem muito mais terra gelada, vão reagir a um clima mais quente", disse Eric Rignot, coautor da pesquisa e glaciologista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Estado da Califórnia.
Quase 200 países concordaram em negociar um pacto da ONU no final de 2015 para combater as mudanças climáticas no mundo, que a maioria dos cientistas prevê que elevarão o nível dos mares e trarão mais enchentes, secas e ondas de calor.
O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climáticas da ONU, o IPCC, citou uma probabilidade de pelo menos 95% de que a aceleração do aquecimento do planeta tenha sido desencadeada por atividades humanas.
O estudo sobre a plataforma de gelo, publicado online na revista "Earth and Planetary Science Letters", se baseou em levantamentos aéreos e dados de radar.

Veja o vídeo divulgado pela Nasa que explica a pesquisa (em inglês).

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/05/plataforma-de-gelo-da-antartica-se-desintegra-com-rapidez-aponta-nasa.html

Antimatéria “inexplicavel” encontrada dentro de nuvem de tempestade

nuvem tempestade antimateria
Quando o avião de Joseph Dwyer tomou um rumo errado em uma nuvem de tempestade, a falha valeu a pena: o físico atmosférico se deparou com uma inesperada – e misteriosa – névoa de antimatéria.
Os cientistas sabem que tempestades poderosas podem produzir pósitrons, as versões de antimatéria dos elétrons, mas a antimatéria observada por Dwyer e sua equipe ainda não tem nenhuma explicação conhecida.

O evento bizarro

Dwyer, agora na Universidade de New Hampshire (EUA), guardou sua informação até agora porque não sabia como interpretar os dados coletados nesse voo estranho, que ocorreu há seis anos quando ele estava no Instituto de Tecnologia da Flórida.
Uma característica fundamental da antimatéria é que, quando uma partícula entra em contato com sua homóloga de matéria comum, ambas são imediatamente transformadas em outras partículas em um processo conhecido como aniquilação. Isso faz com que a antimatéria seja extremamente rara.
No entanto, sabemos que os pósitrons são produzidos pela decomposição de átomos radioativos e por fenômenos astrofísicos, tais como raios cósmicos mergulhando na atmosfera do espaço exterior. Na última década, a pesquisa de Dwyer e de outros tem mostrado que as tempestades também produzem pósitrons, assim como fótons altamente energéticos, ou raios-γ.
Eram exatamente raios-γ atmosféricos que Dwyer procurava em 21 de agosto de 2009, munido de um detector de partículas em um Gulfstream V, um tipo de avião a jato. O cientista acabou voando através de uma tempestade, e o avião mergulhou de repente de forma descontrolada. Durante esses minutos assustadores, o detector pegou três picos de raios-γ a uma energia de 511 KeV (quilo elétron-volt), a assinatura de um pósitron se aniquilando com um elétron.

Hipóteses descartadas

Cada pico de raios-γ durou cerca de um quinto de segundo e foi acompanhado por alguns raios-γ de energia ligeiramente mais baixa. A equipe concluiu que esses raios tinham perdido energia como resultado de viajar certa distância, e calculou que uma nuvem de curta duração de pósitrons, de 1 a 2 km de diâmetro, tinha cercado a aeronave.
Mas o que produziu tal nuvem? Os pesquisadores simplesmente não conseguem descobrir.
Elétrons que descarregam de nuvens carregadas aceleram até perto da velocidade da luz e podem produzir raios-γ altamente energéticos, que por sua vez podem gerar um par de elétron-pósitron quando colidem em um núcleo atômico. Mas a equipe não detectou a quantidade necessária de raios-γ com energia suficiente para fazer isso.
Outra explicação possível é que os pósitrons se originaram de raios cósmicos, partículas do espaço exterior que colidem com átomos na atmosfera superior e produzem chuvas de partículas altamente energéticas de vida curta, incluindo raios-γ. Em princípio, poderia haver algum mecanismo que dirigisse os pósitrons para o avião, mas o movimento das partículas teria criado outros tipos de radiação que a equipe não viu.

Dúvidas

De acordo com Jasper Kirkby, físico de partículas que dirige um experimento sobre raios cósmicos e formação de nuvens no laboratório CERN, perto de Genebra, na Suíça, a estimativa da equipe do tamanho da nuvem de pósitrons não é convincente.
Se Kirkby estiver certo e a nuvem for menor do que as estimativas de Dwyer, isso poderia implicar que os pósitrons se aniquilaram apenas na proximidade imediata da aeronave ou mesmo no próprio avião. As asas poderiam ter ficado carregadas, produzindo campos elétricos extremamente intensos ao redor delas e iniciado a produção de pósitrons.
Para responder a estas e outras perguntas, Dwyer precisa de novas observações do interior de nuvens carregadas. Para esse fim, os cientistas estão enviando balões direto para as tempestades mais violentas.
A Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos está até mesmo planejando voar um detector de partículas dentro de um A-10 “Warthog” – um avião blindado que poderia suportar o ambiente extremo – para o interior de grandes tempestades, para tentar compreender melhor os fenômenos bizarros que ocorrem dentro delas.  

Fonte: http://hypescience.com/aviao-desvia-de-seu-caminho-e-acaba-em-uma-nuvem-de-antimateria/



As grandes perguntas da ciência ainda não respondidas

Grande parte do trabalho científico é fazer as perguntas certas. Estas perguntas vão moldando a direção da investigação, enquanto novas descobertas podem redefinir ou até mesmo mudar todas as questões propostas.
Esse processo bem-sucedido existe por mais de 400 anos. Enquanto nos ajudou a desvendar muitos mistérios do universo, algumas grandes perguntas ainda permanecem não respondidas.
Confira quatro que estão atualmente impulsionando os campos da cosmologia e da física de partículas. As duas primeiras já estão sendo abordadas por meio de experimentos em andamento, enquanto as duas últimas são questões fundamentais cuja resolução pode chegar em dias, décadas, séculos ou até mesmo nunca.

Qual é a natureza da matéria escura?

grandes perguntas da ciencia 1
Desde a década de 1970, sabemos que existe algo estranho chamado de “matéria escura”. Ela domina não apenas galáxias, mas aglomerados de galáxias, e é mais de 10 vezes mais abundante do que toda a matéria visível no universo.
Mas do que é feita? Sabe-se lá.
Argumentos decorrentes de nossa compreensão da origem de elementos leves no Big Bang implicam que este material não pode ser feito de matéria normal, ou seja, a matéria composta de prótons, nêutrons e elétrons, os blocos de construção de todos os átomos. Se, em vez disso, ela é feita de um tipo de partícula elementar que não interage eletromagneticamente, a matéria escura deve existir como um gás difuso ou partículas permeando galáxias, incluindo a nossa. Como resultado, não está apenas “lá fora”, está “aqui”, passando por você e por mim.
Esta possibilidade proporciona simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Sem saber a identidade da matéria escura, as tentativas de detectá-la diretamente exigem alguns palpites sobre o que poderia ser. No entanto, há uma possibilidade de detectá-la diretamente. Tal detecção pode revelar não apenas sua natureza, mas também poderia nos dizer algo fundamental sobre partículas e forças elementares.
Hoje, há duas abordagens diferentes para detectar a matéria escura: detectores subterrâneos profundos, que esperam pegar sinais minúsculos das raras partículas de matéria escura que dispersem de um núcleo e depositem energia atômica; e a abordagem do Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo, que pode recriar brevemente as condições do universo jovem, onde estas novas partículas elementares nasceram, produzindo um número suficiente delas a fim de serem detectadas em colisões.

Por que a força fraca é fraca?

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O Grande Colisor de Hádrons, naturalmente, faz mais do que procurar a matéria escura. Por exemplo, já descobriu coisas como o bóson de Higgs. No entanto, cada nova descoberta na física gera mais perguntas. O bóson dá massa a partículas que transmitem a força fraca. Isso determina a natureza da referida força. Mas por que o Higgs existe na escala que existe? Porque a força fraca é muito mais fraca do que, digamos, a força forte, e por que essas forças, incluindo o eletromagnetismo, são muito mais fortes do que a força da gravidade?
Os cientistas esperam que o acelerador lance luz sobre essas questões. E, curiosamente, a matéria escura pode desempenhar um papel nisso também. Talvez a mais interessante explicação possível de por que a força fraca é fraca postula a existência de uma nova simetria na natureza, chamada supersimetria, que prevê todo um novo conjunto de partículas elementares que ainda não foram vistas.
A mais leve destas partículas poderia ser absolutamente estável, e é uma excelente candidata para a matéria escura. Assim, se o colisor descobrir esta partícula, pode não só desvendar o mistério da matéria escura, como também lançar luz sobre supersimetria e unificar todas as forças.

O nosso universo é único?

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Talvez uma das questões mais fundamentais da física é se nosso universo é único, e se as leis da física são também únicas e fixas. Será que uma pequena mudança em apenas uma das constantes fundamentais faria tudo desmoronar?

Estas questões são bastante inacessíveis. Afinal, só conhecemos nosso universo, de modo que especular sobre outros pode parecer pura metafísica. Isto, obviamente, não impediu tal especulação.
A maioria das extensões do Modelo Padrão da física de partículas sugere que nosso universo não é susceptível de ser único. Talvez a natureza das partículas elementares e campos que observamos pode ser devido ao puro acaso.
O que torna esta questão potencialmente mais interessante é que podemos obter dicas indiretas da existência de outros universos, mesmo que nunca os observemos diretamente. Recentemente, o experimento BICEP2 no Polo Sul alegou detectar ondas gravitacionais do universo jovem. Infelizmente, parece que o sinal foi devido ao ruído de primeiro plano de nossa própria galáxia. No entanto, se experimentos futuros definitivamente detectarem esse sinal, ele poderia fornecer evidências de um processo chamado inflação. Isso, por sua vez, além de explicar muitas características do nosso universo observado em grandes escalas, genericamente cria muitos outros universos. Se pudéssemos medir essas ondas precisamente, poderíamos investigar a possível natureza da inflação e explorar a física que levou à geração de nosso universo observável e possivelmente outros.

Qual é a natureza do nada?

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Não vamos falar aqui das muitas definições controversas do “nada”. Apenas vamos nos referir a ele como o espaço vazio. Com a notável descoberta recente de que o espaço vazio contém a maior parte da energia do universo, por razões que não entendemos, esse nada ficou mais interessante.
Esta energia está causando a expansão acelerada do universo, e irá determinar o futuro do nosso universo. Há uma série de observações astrofísicas em curso tentado lançar luz sobre o mistério desta “energia escura”, como ficou conhecida, mas neste momento não estamos mais perto de compreender a sua origem do que estávamos quando ela foi descoberta pela primeira vez. É verdadeiramente a “energia quântica do vácuo”, ou é associada com algum novo campo invisível que permeia todo o espaço? Ainda, pode ser algo mais exótico.
Sem uma teoria completa da gravidade quântica, talvez fique difícil resolver totalmente este problema, coisa que pode levar séculos. Mas temos que continuar tentando. Nunca se sabe.  

Fonte: http://hypescience.com/as-grandes-perguntas-da-ciencia-ainda-nao-respondidas

Siotuações estranhas e inexplicáveis da ciência - A estrela que viveu antes do Big Bang

A estrela é composta 75% de hidrogênio, 25% de hélio, e possui apenas 0,00007% de elementos mais pesados
A estranha estrela é composta de 75% hidrogênio, 25% hélio, e possui apenas 0,00007% de elementos mais pesados

Ela não tem um nome muito cativante, mas a estrela SDSS J102915 + 17297 tem uma história única e enraizada nas suas origens inexplicáveis e um tanto misteriosas.
Localizada na constelação Leo, a estrela em questão, conhecida como estrela de Caffau, foi formada em torno de 13 bilhões de anos atrás, tornando-se uma das mais antigas de nosso universo conhecido. No entanto, os astrônomos ainda estão confusos sobre a forma como ela nasceu e tem sobrevivido todo esse tempo.

Descoberta uma sobrevivente

A estrela foi avistada pela primeira através do Very Large Telescope (“Telescópio Muito Grande”, em tradução livre), do Chile. O nome “Estrela do Caffau” foi dado em homenagem à Elisabetta Caffau, do Centro de Astronomia na Universidade de Heidelberg e do Observatório de Paris. Ela também foi o principal autora de um dos primeiros artigos sobre a tal estrela.

Como essa estrela foi descoberta?

Um censo detalhado do universo estava sendo feito quando cientistas notaram algo diferente sobre a composição dessa estrela específica.
Estrelas são feitas principalmente de hidrogênio e hélio com uma pequena quantidade de elementos mais pesados (metais). Estranhamente, a estrela de Caffau tem 20 mil vezes menos metais em comparação a estrelas típicas.
O pesquisador Hans-Günter Ludwig, que participou do estudo desta grande descoberta, acredita que a falta de lítio é particularmente “intrigante”. Ele sugere que a estrela pode apenas ser diferente, uma excentricidade do universo.

O que é normal

É normal para as estrelas terem composições diferentes no que diz respeito a quantidades de metais. Estrelas como o nosso sol, por exemplo, classificadas como “População I”, são relativamente jovens. Elas geralmente têm cerca de 4,5 bilhões de anos e são compostas por algo em torno de 2 a 3% de metais.
Já as estrelas mais velhas, classificadas como “População II”, têm algo entre 0,01% e 0,1% de metais. Estas estrelas representam os dois tipos que somos capazes de observar.
Há uma outra população de estrelas, no entanto, da qual nós nunca vimos nenhuma e (provavelmente) nunca veremos. As estrelas que não possuem estes metais em sua composição são classificadas como “População III”. No entanto, como mencionado anteriormente, isso é apenas uma teoria, porque elas nunca foram observadas.

Mas porque elas nunca foram observadas?

Bem, porque viveram há MUITO tempo. Por causa do enorme tamanho que os pesquisadores acreditam que elas têm, elas teriam queimado rapidamente quando o universo estava apenas começando.
Assim, se a estrela de Caffau é de fato uma estrela da População III, os astrônomos não têm ideia de como ela poderia ter sobrevivido tanto tempo.

Formação da estrela de Caffau

O Big Bang resultou na criação dos primeiros elementos que (eventualmente) formaram todo o universo. Hidrogênio, hélio e lítio foram os principais e, como resultado, estes são o que compuseram as primeiras estrelas.
As estrelas queimaram rapidamente e a sua pressão e calor intenso resultou na formação de elementos tais como carbono e oxigênio. De acordo com o período de tempo em que os cientistas acreditam que a estrela de Caffau se formou, esses metais teriam sido necessários para resfriar as nuvens moleculares, já que estrelas não devem ser capazes de se formar sem estes materiais.
No entanto, não há nenhum carbono ou oxigênio presente na estrela de Caffau. Além disso, o lítio, um elemento conhecido por ser abundante no universo nesse momento, também está faltando na fotosfera da estrela, o que é incomum.

Existe uma resposta possível?

Um estudante na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, pode ter resolvido o mistério estrelar. Nick Rufo e seu professor, Timothy Lawlor, sugerem que a estrela não se encaixa em nenhuma das populações estrelares anteriormente consideradas.
Em vez disso, ela estaria na fase subgigante da evolução e, portanto, seria muito maior do que o inicialmente observado.
Quando uma estrela esgota seu hidrogênio do núcleo e começa a queimar hidrogênio em um escudo em torno de um núcleo de hélio crescente, ela ilumina, se expande e se torna uma “subgigante”. Isso é algo que normalmente acontece no caminho para uma estrela se tornar uma gigante vermelha.
Rufo suspeita que, para a composição observada de lítio corresponder, a estrela teria de ser significativamente menor em massa, o que não era provável com base na temperatura em que se encontrava.
Além destas observações, os pesquisadores também consideram outras variáveis, tais como a dos efeitos do assentamento gravitacional, elemento de difusão e força radiativa. Estes teriam um impacto significativo sobre a falta de metais presentes na estrela de Caffau.

Importância

A existência da estrela de Caffau apoia uma ideia interessante: talvez o Big Bang não seja um evento tão extraordinário assim.
Em vez disso, pode haver múltiplas explosões médias que ocorrem periodicamente.
Portanto, a estrela de Caffau pode ter existido antes da explosão que deu origem a muitos dos objetos em nosso universo conhecido. Isso explicaria por que sua composição não combina muito bem com as estrelas que conhecemos e seria o ponto de partida para um raciocínio extremamente intrigante.
No entanto, outra evidência parece refutar essa ideia.
Alguns pesquisadores acreditam que houve apenas um Big Bang (no nosso universo observável, pelo menos). Essa explosão ocupou todos os lugares ao mesmo tempo, porque a evidência que vemos é que tudo no universo (em grandes escalas de distância) está se afastando de todo o resto. No caso de múltiplos Big Bangs, então, presumivelmente, a gente veria algumas galáxias distantes se movendo uma em direção a outra, ou, pelo menos, uma relação mais complexa entre a distância de objetos que vemos nas velocidades em que elas parecem estar se afastando de nós.
Desde a descoberta da estrela do Caffau, os astrônomos localizaram outras estrelas semelhantes, o que os forçaram a repensar o cenário de formação estelar.
Conforme os estudos dessas estrelas continuam, mais peças sobre universo e suas origens provavelmente vão aparecer pelo caminho.

Fonte: http://hypescience.com/coisas-estranhas-inexplicaveis-da-ciencia-estrela-que-viveu-antes-big-bang/

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