sexta-feira, 15 de maio de 2015

Antimatéria “inexplicavel” encontrada dentro de nuvem de tempestade

nuvem tempestade antimateria
Quando o avião de Joseph Dwyer tomou um rumo errado em uma nuvem de tempestade, a falha valeu a pena: o físico atmosférico se deparou com uma inesperada – e misteriosa – névoa de antimatéria.
Os cientistas sabem que tempestades poderosas podem produzir pósitrons, as versões de antimatéria dos elétrons, mas a antimatéria observada por Dwyer e sua equipe ainda não tem nenhuma explicação conhecida.

O evento bizarro

Dwyer, agora na Universidade de New Hampshire (EUA), guardou sua informação até agora porque não sabia como interpretar os dados coletados nesse voo estranho, que ocorreu há seis anos quando ele estava no Instituto de Tecnologia da Flórida.
Uma característica fundamental da antimatéria é que, quando uma partícula entra em contato com sua homóloga de matéria comum, ambas são imediatamente transformadas em outras partículas em um processo conhecido como aniquilação. Isso faz com que a antimatéria seja extremamente rara.
No entanto, sabemos que os pósitrons são produzidos pela decomposição de átomos radioativos e por fenômenos astrofísicos, tais como raios cósmicos mergulhando na atmosfera do espaço exterior. Na última década, a pesquisa de Dwyer e de outros tem mostrado que as tempestades também produzem pósitrons, assim como fótons altamente energéticos, ou raios-γ.
Eram exatamente raios-γ atmosféricos que Dwyer procurava em 21 de agosto de 2009, munido de um detector de partículas em um Gulfstream V, um tipo de avião a jato. O cientista acabou voando através de uma tempestade, e o avião mergulhou de repente de forma descontrolada. Durante esses minutos assustadores, o detector pegou três picos de raios-γ a uma energia de 511 KeV (quilo elétron-volt), a assinatura de um pósitron se aniquilando com um elétron.

Hipóteses descartadas

Cada pico de raios-γ durou cerca de um quinto de segundo e foi acompanhado por alguns raios-γ de energia ligeiramente mais baixa. A equipe concluiu que esses raios tinham perdido energia como resultado de viajar certa distância, e calculou que uma nuvem de curta duração de pósitrons, de 1 a 2 km de diâmetro, tinha cercado a aeronave.
Mas o que produziu tal nuvem? Os pesquisadores simplesmente não conseguem descobrir.
Elétrons que descarregam de nuvens carregadas aceleram até perto da velocidade da luz e podem produzir raios-γ altamente energéticos, que por sua vez podem gerar um par de elétron-pósitron quando colidem em um núcleo atômico. Mas a equipe não detectou a quantidade necessária de raios-γ com energia suficiente para fazer isso.
Outra explicação possível é que os pósitrons se originaram de raios cósmicos, partículas do espaço exterior que colidem com átomos na atmosfera superior e produzem chuvas de partículas altamente energéticas de vida curta, incluindo raios-γ. Em princípio, poderia haver algum mecanismo que dirigisse os pósitrons para o avião, mas o movimento das partículas teria criado outros tipos de radiação que a equipe não viu.

Dúvidas

De acordo com Jasper Kirkby, físico de partículas que dirige um experimento sobre raios cósmicos e formação de nuvens no laboratório CERN, perto de Genebra, na Suíça, a estimativa da equipe do tamanho da nuvem de pósitrons não é convincente.
Se Kirkby estiver certo e a nuvem for menor do que as estimativas de Dwyer, isso poderia implicar que os pósitrons se aniquilaram apenas na proximidade imediata da aeronave ou mesmo no próprio avião. As asas poderiam ter ficado carregadas, produzindo campos elétricos extremamente intensos ao redor delas e iniciado a produção de pósitrons.
Para responder a estas e outras perguntas, Dwyer precisa de novas observações do interior de nuvens carregadas. Para esse fim, os cientistas estão enviando balões direto para as tempestades mais violentas.
A Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos está até mesmo planejando voar um detector de partículas dentro de um A-10 “Warthog” – um avião blindado que poderia suportar o ambiente extremo – para o interior de grandes tempestades, para tentar compreender melhor os fenômenos bizarros que ocorrem dentro delas.  

Fonte: http://hypescience.com/aviao-desvia-de-seu-caminho-e-acaba-em-uma-nuvem-de-antimateria/



As grandes perguntas da ciência ainda não respondidas

Grande parte do trabalho científico é fazer as perguntas certas. Estas perguntas vão moldando a direção da investigação, enquanto novas descobertas podem redefinir ou até mesmo mudar todas as questões propostas.
Esse processo bem-sucedido existe por mais de 400 anos. Enquanto nos ajudou a desvendar muitos mistérios do universo, algumas grandes perguntas ainda permanecem não respondidas.
Confira quatro que estão atualmente impulsionando os campos da cosmologia e da física de partículas. As duas primeiras já estão sendo abordadas por meio de experimentos em andamento, enquanto as duas últimas são questões fundamentais cuja resolução pode chegar em dias, décadas, séculos ou até mesmo nunca.

Qual é a natureza da matéria escura?

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Desde a década de 1970, sabemos que existe algo estranho chamado de “matéria escura”. Ela domina não apenas galáxias, mas aglomerados de galáxias, e é mais de 10 vezes mais abundante do que toda a matéria visível no universo.
Mas do que é feita? Sabe-se lá.
Argumentos decorrentes de nossa compreensão da origem de elementos leves no Big Bang implicam que este material não pode ser feito de matéria normal, ou seja, a matéria composta de prótons, nêutrons e elétrons, os blocos de construção de todos os átomos. Se, em vez disso, ela é feita de um tipo de partícula elementar que não interage eletromagneticamente, a matéria escura deve existir como um gás difuso ou partículas permeando galáxias, incluindo a nossa. Como resultado, não está apenas “lá fora”, está “aqui”, passando por você e por mim.
Esta possibilidade proporciona simultaneamente um desafio e uma oportunidade. Sem saber a identidade da matéria escura, as tentativas de detectá-la diretamente exigem alguns palpites sobre o que poderia ser. No entanto, há uma possibilidade de detectá-la diretamente. Tal detecção pode revelar não apenas sua natureza, mas também poderia nos dizer algo fundamental sobre partículas e forças elementares.
Hoje, há duas abordagens diferentes para detectar a matéria escura: detectores subterrâneos profundos, que esperam pegar sinais minúsculos das raras partículas de matéria escura que dispersem de um núcleo e depositem energia atômica; e a abordagem do Grande Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo, que pode recriar brevemente as condições do universo jovem, onde estas novas partículas elementares nasceram, produzindo um número suficiente delas a fim de serem detectadas em colisões.

Por que a força fraca é fraca?

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O Grande Colisor de Hádrons, naturalmente, faz mais do que procurar a matéria escura. Por exemplo, já descobriu coisas como o bóson de Higgs. No entanto, cada nova descoberta na física gera mais perguntas. O bóson dá massa a partículas que transmitem a força fraca. Isso determina a natureza da referida força. Mas por que o Higgs existe na escala que existe? Porque a força fraca é muito mais fraca do que, digamos, a força forte, e por que essas forças, incluindo o eletromagnetismo, são muito mais fortes do que a força da gravidade?
Os cientistas esperam que o acelerador lance luz sobre essas questões. E, curiosamente, a matéria escura pode desempenhar um papel nisso também. Talvez a mais interessante explicação possível de por que a força fraca é fraca postula a existência de uma nova simetria na natureza, chamada supersimetria, que prevê todo um novo conjunto de partículas elementares que ainda não foram vistas.
A mais leve destas partículas poderia ser absolutamente estável, e é uma excelente candidata para a matéria escura. Assim, se o colisor descobrir esta partícula, pode não só desvendar o mistério da matéria escura, como também lançar luz sobre supersimetria e unificar todas as forças.

O nosso universo é único?

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Talvez uma das questões mais fundamentais da física é se nosso universo é único, e se as leis da física são também únicas e fixas. Será que uma pequena mudança em apenas uma das constantes fundamentais faria tudo desmoronar?

Estas questões são bastante inacessíveis. Afinal, só conhecemos nosso universo, de modo que especular sobre outros pode parecer pura metafísica. Isto, obviamente, não impediu tal especulação.
A maioria das extensões do Modelo Padrão da física de partículas sugere que nosso universo não é susceptível de ser único. Talvez a natureza das partículas elementares e campos que observamos pode ser devido ao puro acaso.
O que torna esta questão potencialmente mais interessante é que podemos obter dicas indiretas da existência de outros universos, mesmo que nunca os observemos diretamente. Recentemente, o experimento BICEP2 no Polo Sul alegou detectar ondas gravitacionais do universo jovem. Infelizmente, parece que o sinal foi devido ao ruído de primeiro plano de nossa própria galáxia. No entanto, se experimentos futuros definitivamente detectarem esse sinal, ele poderia fornecer evidências de um processo chamado inflação. Isso, por sua vez, além de explicar muitas características do nosso universo observado em grandes escalas, genericamente cria muitos outros universos. Se pudéssemos medir essas ondas precisamente, poderíamos investigar a possível natureza da inflação e explorar a física que levou à geração de nosso universo observável e possivelmente outros.

Qual é a natureza do nada?

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Não vamos falar aqui das muitas definições controversas do “nada”. Apenas vamos nos referir a ele como o espaço vazio. Com a notável descoberta recente de que o espaço vazio contém a maior parte da energia do universo, por razões que não entendemos, esse nada ficou mais interessante.
Esta energia está causando a expansão acelerada do universo, e irá determinar o futuro do nosso universo. Há uma série de observações astrofísicas em curso tentado lançar luz sobre o mistério desta “energia escura”, como ficou conhecida, mas neste momento não estamos mais perto de compreender a sua origem do que estávamos quando ela foi descoberta pela primeira vez. É verdadeiramente a “energia quântica do vácuo”, ou é associada com algum novo campo invisível que permeia todo o espaço? Ainda, pode ser algo mais exótico.
Sem uma teoria completa da gravidade quântica, talvez fique difícil resolver totalmente este problema, coisa que pode levar séculos. Mas temos que continuar tentando. Nunca se sabe.  

Fonte: http://hypescience.com/as-grandes-perguntas-da-ciencia-ainda-nao-respondidas

Siotuações estranhas e inexplicáveis da ciência - A estrela que viveu antes do Big Bang

A estrela é composta 75% de hidrogênio, 25% de hélio, e possui apenas 0,00007% de elementos mais pesados
A estranha estrela é composta de 75% hidrogênio, 25% hélio, e possui apenas 0,00007% de elementos mais pesados

Ela não tem um nome muito cativante, mas a estrela SDSS J102915 + 17297 tem uma história única e enraizada nas suas origens inexplicáveis e um tanto misteriosas.
Localizada na constelação Leo, a estrela em questão, conhecida como estrela de Caffau, foi formada em torno de 13 bilhões de anos atrás, tornando-se uma das mais antigas de nosso universo conhecido. No entanto, os astrônomos ainda estão confusos sobre a forma como ela nasceu e tem sobrevivido todo esse tempo.

Descoberta uma sobrevivente

A estrela foi avistada pela primeira através do Very Large Telescope (“Telescópio Muito Grande”, em tradução livre), do Chile. O nome “Estrela do Caffau” foi dado em homenagem à Elisabetta Caffau, do Centro de Astronomia na Universidade de Heidelberg e do Observatório de Paris. Ela também foi o principal autora de um dos primeiros artigos sobre a tal estrela.

Como essa estrela foi descoberta?

Um censo detalhado do universo estava sendo feito quando cientistas notaram algo diferente sobre a composição dessa estrela específica.
Estrelas são feitas principalmente de hidrogênio e hélio com uma pequena quantidade de elementos mais pesados (metais). Estranhamente, a estrela de Caffau tem 20 mil vezes menos metais em comparação a estrelas típicas.
O pesquisador Hans-Günter Ludwig, que participou do estudo desta grande descoberta, acredita que a falta de lítio é particularmente “intrigante”. Ele sugere que a estrela pode apenas ser diferente, uma excentricidade do universo.

O que é normal

É normal para as estrelas terem composições diferentes no que diz respeito a quantidades de metais. Estrelas como o nosso sol, por exemplo, classificadas como “População I”, são relativamente jovens. Elas geralmente têm cerca de 4,5 bilhões de anos e são compostas por algo em torno de 2 a 3% de metais.
Já as estrelas mais velhas, classificadas como “População II”, têm algo entre 0,01% e 0,1% de metais. Estas estrelas representam os dois tipos que somos capazes de observar.
Há uma outra população de estrelas, no entanto, da qual nós nunca vimos nenhuma e (provavelmente) nunca veremos. As estrelas que não possuem estes metais em sua composição são classificadas como “População III”. No entanto, como mencionado anteriormente, isso é apenas uma teoria, porque elas nunca foram observadas.

Mas porque elas nunca foram observadas?

Bem, porque viveram há MUITO tempo. Por causa do enorme tamanho que os pesquisadores acreditam que elas têm, elas teriam queimado rapidamente quando o universo estava apenas começando.
Assim, se a estrela de Caffau é de fato uma estrela da População III, os astrônomos não têm ideia de como ela poderia ter sobrevivido tanto tempo.

Formação da estrela de Caffau

O Big Bang resultou na criação dos primeiros elementos que (eventualmente) formaram todo o universo. Hidrogênio, hélio e lítio foram os principais e, como resultado, estes são o que compuseram as primeiras estrelas.
As estrelas queimaram rapidamente e a sua pressão e calor intenso resultou na formação de elementos tais como carbono e oxigênio. De acordo com o período de tempo em que os cientistas acreditam que a estrela de Caffau se formou, esses metais teriam sido necessários para resfriar as nuvens moleculares, já que estrelas não devem ser capazes de se formar sem estes materiais.
No entanto, não há nenhum carbono ou oxigênio presente na estrela de Caffau. Além disso, o lítio, um elemento conhecido por ser abundante no universo nesse momento, também está faltando na fotosfera da estrela, o que é incomum.

Existe uma resposta possível?

Um estudante na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, pode ter resolvido o mistério estrelar. Nick Rufo e seu professor, Timothy Lawlor, sugerem que a estrela não se encaixa em nenhuma das populações estrelares anteriormente consideradas.
Em vez disso, ela estaria na fase subgigante da evolução e, portanto, seria muito maior do que o inicialmente observado.
Quando uma estrela esgota seu hidrogênio do núcleo e começa a queimar hidrogênio em um escudo em torno de um núcleo de hélio crescente, ela ilumina, se expande e se torna uma “subgigante”. Isso é algo que normalmente acontece no caminho para uma estrela se tornar uma gigante vermelha.
Rufo suspeita que, para a composição observada de lítio corresponder, a estrela teria de ser significativamente menor em massa, o que não era provável com base na temperatura em que se encontrava.
Além destas observações, os pesquisadores também consideram outras variáveis, tais como a dos efeitos do assentamento gravitacional, elemento de difusão e força radiativa. Estes teriam um impacto significativo sobre a falta de metais presentes na estrela de Caffau.

Importância

A existência da estrela de Caffau apoia uma ideia interessante: talvez o Big Bang não seja um evento tão extraordinário assim.
Em vez disso, pode haver múltiplas explosões médias que ocorrem periodicamente.
Portanto, a estrela de Caffau pode ter existido antes da explosão que deu origem a muitos dos objetos em nosso universo conhecido. Isso explicaria por que sua composição não combina muito bem com as estrelas que conhecemos e seria o ponto de partida para um raciocínio extremamente intrigante.
No entanto, outra evidência parece refutar essa ideia.
Alguns pesquisadores acreditam que houve apenas um Big Bang (no nosso universo observável, pelo menos). Essa explosão ocupou todos os lugares ao mesmo tempo, porque a evidência que vemos é que tudo no universo (em grandes escalas de distância) está se afastando de todo o resto. No caso de múltiplos Big Bangs, então, presumivelmente, a gente veria algumas galáxias distantes se movendo uma em direção a outra, ou, pelo menos, uma relação mais complexa entre a distância de objetos que vemos nas velocidades em que elas parecem estar se afastando de nós.
Desde a descoberta da estrela do Caffau, os astrônomos localizaram outras estrelas semelhantes, o que os forçaram a repensar o cenário de formação estelar.
Conforme os estudos dessas estrelas continuam, mais peças sobre universo e suas origens provavelmente vão aparecer pelo caminho.

Fonte: http://hypescience.com/coisas-estranhas-inexplicaveis-da-ciencia-estrela-que-viveu-antes-big-bang/

Nave espacial de vela solar idealizada por Carl Sagan a ser testada na realidade

nave vela solar
A Sociedade Planetária (The Planetary Society, no nome original) está se preparando para testar um veículo espacial proposto pelo lendário astrônomo (e fundador da Sociedade Planetária) Carl Sagan. A embarcação é chamada de LightSail e usa uma vela abastecida à luz para se mover. O design é obviamente fascinante e foi testado com sucesso na Terra.
A ideia, que recém saiu do papel, vai ser lançada para a atmosfera superior para testar a implantação de suas enormes velas no espaço.

Vela solar

A tecnologia de vela solar depende de um fato muito conhecido e compreendido pelos cientistas sobre o voo espacial. A luz não tem massa, mas tem impulso, e pode ser transferida para alguma coisa material.
Essa ideia é algo que as agências espaciais tiveram que corrigir desde os primeiros dias de voo espacial.
Claro, os efeitos sobre uma pequena nave espacial são quase nulos, mas é por isso que LightSail tem grandes folhas de Mylar, uma película térmica de poliéster que tem resistência térmica e propriedades de isolamento.
Basicamente, conforme fótons fazem contato com o material da vela solar, parte deles é absorvida, enquanto o restante é refletido. Isto exerce uma pequena quantidade de pressão sobre a vela, o suficiente para empurrá-la.

Essa é a primeira vez que uma vela solar é utilizada?

Não.
Tanto o Japão quanto os EUA já implantaram pequenas velas solares no passado. A novidade é que a LightSail, diferente das outras, terá 32 metros quadrados de material de Mylar. Além da vela, essa nave também precisa de força para arrastar um sistema de comunicação, baterias, painéis solares, um computador e outros equipamentos de voo. Tudo encaixado em um corpo minúsculo que tem o mesmo tamanho de um pedaço de pão.
As velas solares caem na mesma categoria que a tecnologia do motor de íons. Elas precisam de pouco empuxo, mas o que recebem é altamente eficiente. No caso das velas solares, você não precisa usar qualquer combustível, por isso elas são realmente eficientes – especialmente se você não se importar com tempos longos de aceleração.
Os cientistas ainda estão trabalhando em como implementar algo de tamanho maior no futuro.

Para o futuro

Estes projetos de vela solar poderiam atingir velocidades mais respeitáveis ​​com tempo suficiente para acelerar, mas os cientistas ainda estão trabalhando nessa questão. A estimativa é que uma grande vela solar possa chegar a uma fração significativa da velocidade da luz.
Alguns projetos propostos poderiam ser construídos com a tecnologia atual para atingir algo em torno de 20.000 metros por segundo durante uma transferência para um dos planetas exteriores. Parece impressionante, não?

Mesmo assim…

A sonda LightSail não será grande o suficiente para chegar a outros planetas do sistema solar, mas já representa um passo nessa direção. O próximo teste deve acontecer no dia 20 de maio e vai colocá-la apenas o suficiente acima da Terra para poder implantar as velas e executar uma verificação do sistema antes de cair de volta para baixo.
Se tudo correr como planejado e as velas funcionarem corretamente, a Sociedade Planetária vai começar a preparar uma missão real para abril de 2016.
Mal podemos esperar para ver essa ideia em prática!

Fonte: http://hypescience.com/nave-espacial-de-vela-solar-de-carl-sagan-esta-finalmente-recebendo-um-teste-no-mundo-real/

Sons estranhos registrados em Wellington Ontário Canadá

Testemunha: "Este é o segundo dia e ouvi esse som estranho durante a noite. Este é o vídeo completo se você não tem o tempo pule para a 03:50 para ouvir pela segunda vez este som estranho. " "Minha esposa e eu ainda não conseguimos descobrir o que é. Então  pensei tentar apanhá-lo em vídeo para ver o que as pessoas pensam. Nos últimos 10 dias, a partir de 1 de maio de 2015, uma série de erupções vulcânicas e grandes terremotos ocorreu através do Pacífico e as atividades sísmicas continuam, o som estranho em Wellington, Ontario é outro sinal de que algo está prestes a acontecer.

Observar a natureza, pois tudo acontece quando manifestações da natureza se manifestam.

Ver video abaixo:


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=3AlF-j6In-Y

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mistério das cataratas de sangue na Antártida pode ajudar na busca por vida em Marte

Um grupo internacional de cientistas da Natural Science Foundation (NSF) realizou uma expedição para investigar as misteriosas “Cataratas de Sangue”, localizadas na Geleira de Taylor e no Lago Bonney, na Antártida. Os pesquisadores descobriram uma série de condições que, surpreendentemente, sustentariam a hipótese da existência de vida em Marte. E como isso seria possível?
Segundo o artigo publicado pela revista Nature Communication, essas cataratas são alimentadas por enormes depósitos de água subterrânea, salgada e extremamente fria, em cujo interior poderiam viver seres microscópicos – e esse cenário climático é bastante parecido com o do Planeta Vermelho. Isso significa que nos dois locais poderiam se desenvolver formas de vidas similares.
Para essa descoberta, os pesquisadores utilizaram uma tecnologia inovadora, que permite escanear o subterrâneo antártico com o objetivo de conhecer sua composição. Ondas eletromagnéticas são enviadas ao subsolo e retornam com informações decodificadas sobre os minerais encontrados. As Cataratas de Sangue são geradas pela pressão da Geleira de Taylor sobre os materiais que estão debaixo dela. Trata-se de uma salmoura crionoconcentrada, com óxido de ferro, que é expelida com sua cor carmesim. Ou seja, Marte, que contém óxido de ferro em sua superfície, poderia esconder a mesma surpresa repleta de vida nas suas profundidades.

Veja os videos
 
 

Fonte: http://www.seuhistory.com/noticias/misterio-das-cataratas-de-sangue-na-antartida-pode-ajudar-na-busca-por-vida-em-marte

                                          

Muita forte o som das ondas sísmicas do terramoto no Nepal

O intenso terremoto fez a Terra tremer por mais de quatro horas e produziu ondas sísmicas que se espalharam por todo o planeta, inclusive São Paulo. O Apolo11 registrou essas ondas e agora mostra pra você o som do terremoto.
Como se sabe, os terremotos produzem ondas mecânicas de grande energia que se propagam por longas distâncias, seja através da superfície, da água ou do interior do planeta. Embora tenham muita força, as ondas sísmicas não podem ser ouvidas, pois sua frequência de vibração é muito baixa, tipicamente entre 0.001 Hz e 1 Hz.

Para registrar as ondas sísmicas que chegam a São Paulo, o Apolo11 faz uso de um instrumento conhecido como sismômetro de Lehman. Nele, um pêndulo longo e sintonizado nas frequências dos terremotos oscila micrometricamente à medida que as ondas atravessam o solo, produzindo um pequeno sinal elétrico que proporcional á vibração.

No entanto, como as ondas têm frequências muito baixas é necessário acelerar a velocidade de reprodução do sismograma até que a frequência das vibrações atinja a faixa de áudio capaz de ser percebida pelo ouvido humano. 

Som do terremoto no Nepal
O vídeo no topo mostra exatamente esse processo. Nele, a velocidade do registro foi acelerada em 2560 vezes e retrata as vibrações registradas em São Paulo entre 06h00 UTC e 10h00 UTC (03h00 e 07h00 horário de Brasília), ou seja, inicia um pouco antes do tremor. Antes e depois desse instante os níveis de ruído de fundo estavam dentro da normalidade, indicando um período de anomalia de aproximadamente 4 horas.

O sismo ocorreu em 25 de abril de 2015 e produziu um intenso terremoto de 7.8 magnitudes que atingiu a área mais populosa do Nepal, ceifando milhares de vidas.

O evento aconteceu a 15 km de profundidade, quando um grande bloco da placa tectônica indiana mergulhou abruptamente sobre a placa eurasiana, liberando a fantástica energia equivalente a 7 milhões de toneladas de TNT, o mesmo que a explosão de 375 bombas iguais à que destruiu Hiroxima em 1945.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Muita_forca_ouca_o_som_das_ondas_sismicas_do_terremoto_do_Nepal&posic=dat_20150513-101828.inc


As misteriosas luzes de Ceres aparentam estar a multiplicar-se

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Onde havia duas, agora há 10! Foto de Ceres tiradas em 3 e 4 de maio pela sonda Dawn da NASA. Credito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA / montagem por Tom Ruen

Ainda não se sabe exatamente o que são aquelas misteriosas manchas brancas em Ceres, mas parece que estamos próximos de uma explicação. As últimas imagens da sonda Dawn, tiradas a meros 13.400 quilômetros de distância do planeta anão Ceres, revelam que há mais manchas ao redor do par de manchas primeiramente visualizados.

“Os cientistas da Dawn agora podem concluir que o intenso brilho destas manchas é devido ao reflexo da luz solar em material altamente refletivo na superfície, possivelmente gelo“, disse Christopher Russell, investigador principal para a missão Dawn, da Universidade da Califórnia em Los Angeles.
This animation shows a sequence of images taken by NASA's Dawn spacecraft on May 4, 2015, from a distance of 8,400 miles (13,600 kilometers), in its RC3 mapping orbit. The image resolution is 0.8 mile (1.3 kilometers) per pixel. Image credit: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
Recentemente Dawn concluiu sua primeira órbita científica, fazendo uma volta completa de 15 dias ao redor de Ceres, enquanto agregava dados com seu conjunto de instrumento. No sábado passado, 9 de maio, seu motor de ion foi ligado uma vez mais, a fim de baixar a sonda para sua segunda órbita científica, na qual ela entrará em 6 de junho. Naquela data, a sonda irá ficar a somente 4.400 km da superfície de Ceres e dará início a um mapeamento completo da superfície. Os cientistas também esperam que esta órbita revele pistas sobre as atividades geológicas que lá ocorrem.

Não há dúvida de que muita coisa está ocorrendo em Ceres. Uma olhada naquelas rachaduras fornece pistas de estresses relacionados a impactos, ou algum tipo de expansão da crosta.
In this uncropped single frame, not only are multiple white spots visible but also long, parallel cracks or troughs in Ceres' surface. Credit:
Felizmente, não teremos que esperar até o próximo mês para mais fotos. A NASA planeja pausar a sonda por duas vez a caminho de sua segunda órbita, para que envie mais fotos.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/05/13/as-misteriosas-luzes-de-ceres-parecem-estar-se-multiplicando/#axzz3a9ETPFcz

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Poeiras do Sara chegam a Portugal com o calor

As poeiras do ar são um fenómeno natural que tem na sua génese massas de ar que são formadas sobre grandes regiões secas e áridas, e que transportadas pela circulação atmosférica, podendo alcançar regiões distantesSergio Dionísio/Getty Images

Este 13 de maio pode ficar na história como o mais quente dos últimos 85 anos. E também como um dos que revelou maior concentração de partículas poluentes agravadas pela circulação de poeiras vindas do Norte de África.

Esta quarta-feira, Portugal acordou quente mas nublado, com uma tonalidade amarela esbranquiçada no céu devido à massa de ar quente e às poeiras vindas do Sara e do Sahel, que projetaram uma luz estranha logo pela manhã.

Na véspera, o cenário foi idêntico. Este não é um fenómeno raro e arrasta-se desde domingo. Acontece sempre que surgem tempestades de areia nos desertos do norte de África e os ventos estão de feição para transportá-las para a Península Ibériac, o que é mais frequente acontecer na primavera e no verão.

Com estas poeiras em suspensão, surge uma maior concentração de partículas poluentes no ar. Por isso não é de estranhar, como lembra Joana Monjardino, investigadora do Centro de Pesquisa para o Ambiente e Sustentabilidade da Universidade Nova de Lisboa, que esta terça-feira "os níveis de partículas tenham sido ultrapassados na Av. da Liberdade", em Lisboa, onde se encontra uma das estações de monitorização da qualidade do ar.

O fenómeno natural "tem na sua génese massas de ar que são formadas sobre grandes regiões secas e áridas, como os desertos do Sara e do Sahel, e que transportadas pela circulação atmosférica, podem alcançar regiões distantes", explica a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) no seu sítio online. Estas poeiras, vindas de sueste, "têm impacto na qualidade do ar que respiramos", mas esse "impacto depende da intensidade do fenómeno e da quantidade de material particulado que atinge os níveis de superfície", esclarece a APA.

Ainda esta manhã, muitas estações de monitorização em meios urbanos e rurais revelavam fraca qualidade do ar. "Mas esta massa está a dissipar-se e a qualidade do ar a melhorar", garante Filomena Boavida, da APA. A contribuir para esta limpeza está a rotação dos ventos, de sueste para noroeste.

O anticiclone que se situou sobre a Península Ibérica desde domingo, trazendo ar quente de sul, nomeadamente do norte de África, vai agora reposicionar-se mais para norte. "A partir da noite desta quarta-feira, aproxima-se um sistema frontal que trará chuva ao Minho e ao Douro Litoral e vento de noroeste para o resto do continente", explica Cristina Simões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

As previsões indicam que neste 13 de maio os termómetros podem chegar aos 40 graus Celsius, em Beja, o que representará a máxima temperatura registada no local, num dia de maio, nos últimos 85 anos.

Entre esta quinta e sexta-feira, o vento de noroeste fará as temperaturas máximas descerem cerca de 10 graus. Mas será por pouco tempo. A partir de sábado, os termómetros voltam a subir, com Lisboa a poder chegar a 34 graus e o Porto aos 27. Beja ficar-se-á por 34 graus Celsius. São as instabilidades primaveris.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-05-13-Calor-e-poeiras-do-Sara-agravam-qualidade-do-ar.-Mas-tudo-o-vento-levara-esta-quinta

Saúde aposta nas novas tecnologias

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, considerou esta quarta-feira, em Lisboa, que o desenvolvimento das novas tecnologias permitirá um aumento de diagnósticos.
Esta situação levanta a questão da necessidade do tratamento de patologias que até então não seriam tratadas.
"Nos próximos anos teremos um aumento de custos com as novas tecnologias que obriga a uma maior controlo e a evitar a má prática", sublinhou Paulo Macedo, à saída da sessão de abertura da conferência "Saúde 2025", que decorre na Fundação Champalimaud, em Lisboa.
O ministro referiu ainda que a aposta no setor da saúde passa pela prevenção da doença.
A prática do exercício físico é, sublinhou Paulo Macedo, "fundamental". 

Fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/detalhe/saude_aposta_nas_novas_tecnologias.html

Unidade para tratamento gratuito de câncer é inaugurada em Salvador

Unidade pode atender até quatro mil pacientes por mês  (Foto: Divulgação / Osid)
Unidade pode atender até quatro mil pacientes por mês (Foto: Divulgação / Osid)
 
Foi inaugurada nesta quarta-feira (13), em Salvador, uma nova unidade de tratamento completo e gratuito contra o câncer. O novo espaço foi construído na sede das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), na Avenida Luiz Tarquínio, no bairro de Roma, e conta com 1.700 metros quadrados, 10 consultórios e 18 leitos. A inauguração ocorreu por volta das 9h e contou com as presenças do ministro da Saúde, Arthur Chioro; do governador do Estado, Rui Costa;  e do arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger.
A direção da Osid, por meio de nota, detalha que a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), que será chamada de Nossa Senhora de Fátima, tem expectativa de atender a cerca de quatro mil pacientes por mês. A unidade de oncologia recebeu investimento da ordem de R$ 10 milhões dos governos estadual e federal.
O novo espaço, além de ofertar tratamento de radioterapia, irá aumentar também o número de atendimentos do serviço de quimioterapia disponibilizado na instituição. Durante o evento, Rui Costa disse que pretende construir 10 políclínicas na Bahia. “Estamos autorizando serviços em Juazeiro, Jequié, Vitória da Conquista e outras cidades do interior para que desafoguemos os hospitais regionais e a capital. Nesse sentido, ainda pretendemos construir dez policlínicas na Bahia, para que a população possa fazer seus exames e acompanhamentos perto de suas casas, sem a necessidade de se deslocar para os grandes centros", contou, por meio de nota.


Fonte: http://g1.globo.com/bahia/noticia/2015/05/unidade-para-tratamento-gratuito-de-cancer-e-inaugurada-em-salvador.html

terça-feira, 12 de maio de 2015

Maior um passo em direcção à inteligência artificial - Cientistas criam células que replicam processos cerebrais humanos

Reuters / Wolfgang RattayCientistas australianos desenvolvem pela primeira vez uma célula de memória electrónica de longo prazo que imita o trabalho de um cérebro humano. 

Os pesquisadores dizem que a descoberta é um passo para a criação de um cérebro biônico.

Pesquisadores do Royal Melbourne Institute of Technology (RMIT) criaram primeira célula de memória do mundo eletrônico multi-estado que reflete a capacidade do cérebro para processar e armazenar simultâneamente múltiplas vertentes de informações.

A descoberta inovadora foi recentemente publicado na revista Advanced Materials ciência de materiais funcionais.


O dispositivo, que é 10.000 vezes mais finos que um cabelo humano é um "passo vital para a criação de um cérebro biônico", disseram os cientistas.

"Este é o mais próximo que temos tendo em vista a criação de um sistema cérebro-como com a memória que aprende e armazena informações analógicas e é rápido a recuperar esta informação armazenada", disse o líder do projeto e co-líder dos RMIT Materiais Funcionais e Grupo de Pesquisa Microsystems, Dr Sharath Sriram.

O principal autor do estudo Dr. Hussein Nili, disse que o dispositivo é importante passo na recriação do cérebro humano.

"Esta nova descoberta é significativa, uma vez que permite que a célula multi-estado para armazenar e processar informações na mesma forma que o cérebro faz", disse ele.

"Pense em uma camera velha que só poderia tirar fotos em preto e branco. A mesma analogia aplica-se aqui, em vez de apenas memórias preto e branco,agora temos memórias em cores com sombra, luz e textura.É um grande passo. "

Ele explicou que os dispositivos actuais armazenam dados apenas em sequências binárias, no entanto, a nova célula nano pode armazenar informações em vários estados.

"Enquanto estes novos dispositivos são capazes de armazenar muito mais informações do que as memórias digitais convencionais (que armazenam apenas 0s e 1s), que é a sua capacidade cerebral semelhante para lembrar e reter a informação anteriormente do que é emocionante", disse ele.

O mecanismo do novo dispositivo baseia-se numa descoberta anterior feita por investigadores RMIT no último ano, onde foi criada uma estrutura de memória empilhadas nanométrica fina utilizando uma película fina a partir de um material de óxido funcional.

 "Temos agora introduzidas falhas controladas ou defeitos no material de óxido, juntamente com a adição de átomos metálicos, o que desencadeia o potencial do efeito 'memristive' - quando o comportamento do elemento de memória é dependente de suas experiências passadas," disse o Dr. Nili.

Ele disse que, eventualmente, a criação de um cérebro biônico permitirá aos cientistas para ajudar a encontrar curas para várias doenças neurológicas.

"Se você pode replicar uma estrutura do cérebro fora de um corpo humano, você pode obter maiores informações sobre a funcionalidade de um cérebro de mamífero ou humana em termos dos tipos de transtornos que os cérebros humanos desenvolvem, como Parkinson ou doença de Alzheimer", disse o australiano Broadcasting Corporation (ABC) na terça-feira.

A nova célula eletrônico também pode ajudar a criar a inteligência artificial, disse o co-autor Dr Sumeet Walia.

"Uma vez que são capazes de armazenar e lembrar e relembrar os acontecimentos passados, a partir daí nós podemos realmente começar a trabalhar em seu desenvolvimento como um componente de armazenamento para área cheia de redes de inteligência artificial. Por exemplo, os robôs, ou mesmo computadores que se comportam como um cérebro humano ", disse à ABC Walia.

Fonte: http://rt.com/news/257993-artificial-intelligence-scientists-brain/

Poderoso terramoto atinge ilha de Honshu no Japão

Image from earthquake.usgs.gov

Um poderoso terramoto de 6,8 atingiu a costa oriental da ilha de Honshu no Japão.

USGS e Agência Meteorológica do Japão reportaram a ocorrência. 

Tremor foi sentido também em Tóquio.

Link permanente da imagem incorporadaO tremor ocorreu às 06:13 hora local,a uma profundidade de quase 50 quilômetros.

Apesar do USGS ter originalmente relatado o terremoto como de 6,9 de magnitude,o JMA mediu-o em 6.6.

Não há aínda informação de vítimas ou danos.

Nenhum alerta de tsunami foi emitido pela JMA e de acordo com o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico, com base em todos os dados disponíveis não se espera um "tsunami destrutivo em todo o Pacífico". Nenhum aviso foi emitido para o estado americano do Havaí.

Fonte: http://rt.com/news/258017-japan-earthquake-honshu-island/

Sugestão para reduzir em 20% o risco de AVC

Quem o garante é a Direcção- Geral de Saúde através da campanha “Faça a melhor escolha, vá pelas escadas”.

Sabia que subir escadas ajuda a reduzir o risco de AVC? É verdade e quem o garante é a Direcção- Geral de Saúde através da campanha “Faça a melhor escolha, vá pelas escadas”.

No vídeo é possível perceber que bastam dois minutos para fazer a diferença. A campanha quer inventivar as pessoas a escolher as escadas em vez do elevador. Isto porque subir, por dia, o equivalente a três andares chega para reduzir em 20% o risco de AVC.

As imagens preparadas para esta campanha mostram todas as vantagens de fazer esta pequena mudança no seu dia-a-dia.

Além de ajudar a reduzir o risco de ter um AVC, escolher as escadas contribuiu para melhorar os níveis de colesterol, reduzir o stress e ansiedade, entre outras.

Veja o vídeo:



Fonte: http://www.ionline.pt/artigo/391636/esta-dica-vai-ajuda-lo-a-reduzir-em-20-o-risco-de-avc-video-?seccao=vida_i

Cancro vai passar a ser doença de notificação obrigatória


Cancro vai passar a ser doença de notificação obrigatóriaA medida já se aplica a doenças transmissíveis. Vai ser agora alargada ao cancro, a começar pelo da pele.
 
O anúncio foi feito hoje pelo diretor-geral da Saúde, Francisco George, durante a apresentação do plano nacional de combate ao cancro da pele, promovida pela Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC). O objetivo da Direção geral de Saúde é conhecer a realidade nacional de uma doença que se estima continuar a aumentar.
 
Segundo Francisco George, o cancro da pele será a primeira das doenças a ser incluída em 2016 no sistema de doenças de notificação obrigatória.

Isto já era feito para as doenças transmissíveis, agora será alargado às doenças não transmissíveis, a começar pelo cancro, disse.

"Nós vamos introduzir para os cancros da pele um novo sistema que chamamos de SINAVE [Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica], que é o sistema que está concebido para notificar doenças de uma lista que são de carácter obrigatório, isto é, que os médicos têm que notificar", afirmou.

Trata-se de uma plataforma eletrónica, na qual vão ser incluídos os laboratórios de anatomia patológica, que recebem as amostras que são colhidas para diagnóstico laboratorial.

Assim, a partir do próximo ano, o Ministério da Saúde passa a receber as notificações diretamente a partir dos laboratórios de anatomia patológica no que diz respeito ao cancro cutâneo, para se ficar a conhecer "de maneira muito rápida a evolução em termos quantitativos do cancro da pele que é diagnosticado, mas também da natureza desse diagnóstico, que tipo de cancro é".

"Temos ideia de que está a aumentar, sabemos muito bem que essa relação é comprovada com a exposição ao sol, aos raios ultra violeta, mas agora vamos, logo que o diagnóstico seja feito, receber essas informações", acrescentou o responsável.

Para Osvaldo Correia, secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), esta é uma das "medidas mais importantes", na medida em que servirá para conhecer a realidade nacional.

"Só assim conseguimos saber o que temos de cancro de pele, que gravidade é que temos e onde estão. Se tivermos essa fonte de informação, as estruturas governamentais podem dotar os serviços de recursos humanos, de recursos técnicos e de fontes de financiamento que permitam a acessibilidade real das pessoas", sublinhou.

Para a APCC, saber a "realidade dos números e onde é que eles estão" é uma medida "urgente", mas Osvaldo Correia acredita que a Direção-geral da Saúde (DGS), juntamente com as entidades governamentais, irão criar condições para que a medida seja rapidamente posta em prática, até porque "há vontade politica de todos os grupos partidários", o que dá "alguma garantia da sustentabilidade deste tipo de plano estratégico".

Quanto à data apontada pelo diretor-geral da Saúde, Osvaldo Correia disse que "gostaria que fosse 1 de janeiro de 2016, para que no dia 31 de dezembro de 2016" existissem os números reais e se pudesse já falar de 2017.

Quanto ao reforço de recursos humanos apontado como necessário, o responsável disse desejar que "as pessoas que são de risco possam, no médico de família, fazer rastreios seletivos e que essas pessoas, que têm mais risco e em que há dúvidas, tenham privilégio, prioridade, linha verde para entrarem nos centos de dermatologia e não estarem ocupados com outras situações que não são tao prementes".

Osvaldo Correia acredita que este "fluxograma de prioridades" e as novas tecnologias irão permitir a acessibilidade mais rápida dos utentes aos centros.

Mas "é preciso mais profissionais nesta área nos serviços públicos e era importante que as autoridades criassem condições de formação, de especialização, para dotar as pessoas dos especialistas que permitirão melhor acuidade de diagnóstico, ou seja, mais assertivos para que o diagnóstico e tratamento sejam mais eficazes".

Além destas medidas de agilização do atendimento destes doentes nos serviços públicos e do levantamento real dos números e tipos e cancro, os responsáveis sublinham a necessidade de atuar no campo da prevenção, o que será mais eficaz se as mudanças comportamentais forem incutidas desde a infância.

Francisco George considera que o Ministério da Educação e todos os responsáveis pelos currículos e manuais escolares têm que colaborar no sentido de transmitir estas informações a todos os alunos do país, a começar no pré-escolar, "porque é um processo difícil mudar comportamentos".

"É preciso fazer mais, estamos preocupados com este aumento do cancro da pele. Agora nos fins de semana que se avizinham vamos ver as praias à hora de almoço", acrescentou.

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=4563892&page=-1

Bactérias do corpo humano podem ser "impressões digitais"

Bactérias podem servir para identificar uma pessoa, revela estudoEstudo conduzido pela Universidade de Harvard indica que as bactéria que vivem no corpo humano podem servir como identificadores únicos

As bactérias que vivem no corpo humano, sobretudo as do intestino, podem servir como identificadores únicos, um pouco à semelhança das impressões digitais, segundo um estudo conduzido pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A investigação é a primeira a avaliar até que ponto as pessoas podem ser identificadas a partir de microrganismos que habitam naturalmente o corpo, a chamada microbiota, e que podem variar consoante a idade de uma pessoa, o seu regime alimentar, a sua origem geográfica e o seu estado de saúde em geral.

O estudo, publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", baseou-se num grupo de 120 pessoas, entre 242 que deram amostras de fezes, saliva e pele ao Projeto Microbioma Humano, que conserva uma base de dados pública para as pesquisas científicas.

Os cientistas concluíram que as amostras de fezes são particularmente fiáveis, com 86% das pessoas a serem identificadas depois de estudadas as bactérias do intestino, um ano após as primeiras colheitas.

No caso das bactérias da pele, os resultados foram menos promissores, uma vez que apenas um terço das pessoas foram identificadas.

Mesmo nas situações em que não foi possível a identificação da pessoa, houve muito poucos falsos resultados positivos, ressalva o estudo.
"Ordenar o ADN [informação genética] humano numa base de dados de ADN é o alicerce para as ciências médico-legais. Mas mostrámos que o mesmo tipo de ordenamento é possível ao usar ADN de bactérias que vivem no corpo humano", assinalou, citado pela agência AFP, o principal autor do estudo, Eric Franzosa, investigador do Departamento de Bioestatísticas da Universidade de Harvard.

A sua equipa socorreu-se de um algoritmo para estabelecer códigos individuais baseados na microbiota de dadores, que depois foi comparada com amostras recolhidas um ano mais tarde e com as de outras pessoas fora do grupo em análise.

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/adn/bacterias-do-corpo-humano-podem-ser-impressoes-digitais

3409 doentes com hepatite C estão a receber tratamentos inovadores

Há 3409 doentes com hepatite C a receber tratamentos inovadoresAcordo entre Ministério da Saúde e laboratório tem três meses e autorizações dispararam. Ainda há queixas de dificuldade no processo.
Há 3409 doentes com hepatite C que foram autorizados pela Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) a receber os dois remédios inovadores com taxa de cura de 95%, sofosbuvir e ledipasvir-sofosbuvir, num total de 3565 pedidos de tratamento para a doença. A utilização dos dois medicamentos aumentou - há três meses só cerca de 70 doentes estavam a receber esta medicação - após o Ministério da Saúde ter assinado, em fevereiro, com o laboratório Gilead um acordo para a sua comparticipação e que levou um ano a ser negociado. Ainda assim, há queixas de atrasos no acesso aos tratamentos.

No Facebook da Plataforma Hepatite C todas as semanas chegam notícias de doentes. Os likes multiplicam-se a cada mensagem de alguém que foi buscar a medicação e de cada vez que alguém partilha a frase que todos querem repetir: "Estou negativado." Há mais de 15 anos com a doença e depois de três tratamentos sem sucesso, Nuno Tito ouviu essa mesma palavra - negativado - da médica que o segue. Ouviu-a com a crueza de quem sabe que esta é só mais uma batalha de uma longa guerra. "Cada caso é um caso e uns doentes negativam mais depressa, outros não. Depende do vírus e do grau da doença. Negativei ao final de duas semanas. Foi a primeira vez que o consegui".

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4560490

Cientistas alertam que mega teraemoto devastará Japão

Cientistas alertam que um terremoto devastador equivalente ao registada na região de Tohoku em 2011 acontecerá no Japão. Os especialistas chegaram a essa conclusão depois de detectar terremotos pequenos perto da ilha japonesa de Kyushu.

De acordo com o estudo publicado na revista "Science", os pequenos tremores registrados nas fossas oceânicas perto da ilha de Kyushu indicam que em breve a área poderá sofrer um terremoto devastador de magnitude 9.0 como registrado no Tohoku região em 2011.

Na época, o terremoto causou um tsunami que matou 16.000 pessoas e produziu o desastre nuclear em Fukushima.

Os investigadores salientam que a detecção desses tremores poderiam ajudar os sismólogos a saber onde e quando mega terremotos futuros podem ocorrer, o que seria possível por sismógrafos instalados ao longo das fossas oceânicas.

Fonte: RT. 

A.L.M.A. descobre proto-super-enxame - um "ovo de dinossauro" cósmico prestes a eclodir

As Antenas, observadas no visível pelo Hubble (imagem de topo), foram estudadas com o ALMA, revelando nuvens gigantescas de gás molecular (imagem do centro à direita). Uma dessas nuvens (imagem inferior) é incrivelmente densa e massiva, e mesmo assim aparentemente sem estrelas, sugerindo que é o primeiro exemplo, já identificado, de um enxame globular pré-natal.
Crédito: NASA/ESA Hubble, B. Whitmore (STScI); K. Johnson; ALMA (NRAO/ESO/NAOJ); B. Saxton (NRAO/AUI/NSF)

Os enxames globulares - aglomerados deslumbrantes de até um milhão de estrelas antigas - estão entre os objetos mais antigos do Universo. Apesar de abundantes dentro e em redor de muitas galáxias, exemplos recém-nascidos são infimamente raros e nunca foram detetadas as condições necessárias para produzir novos. Até agora.

Astrónomos que usavam o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) descobriram o que parece ser o primeiro exemplo conhecido de um enxame globular prestes a nascer: uma nuvem de gás molecular incrivelmente massiva e extremamente densa, mas livre de estrelas.

"Podemos estar a testemunhar um dos mais antigos e extremos modos de formação estelar no Universo," afirma Kelsey Johnson, astrónoma da Universidade da Virginia em Charlottesville, EUA, e autora principal de um artigo aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal. "Este objeto impressionante parece que foi diretamente arrancado do Universo primitivo. Descobrir algo com todas as características de um enxame globular, mas que ainda não começou a produzir estrelas, é como encontrar um ovo de dinossauro prestes a eclodir."

Este objeto, que os astrónomos chamam de "Firecracker", está localizado a aproximadamente 50 milhões de anos-luz da Terra dentro de um famoso par de galáxias em interação (NGC 4038 e NGC 4039), conhecidas coletivamente como "Antenas". As forças de maré geradas pela fusão em curso estão a despoletar a formação de estrelas numa escala colossal, grande parte ocorrendo dentro de aglomerados densos.

No entanto, o que torna "Firecracker" único é a sua massa extraordinária, o [comparativamente] pequeno tamanho e a sua aparente falta de estrelas.

Imagem do ALMA de núcleos densos de gás molecular nas galáxias Antenas. O objeto redondo e amarelo perto do centro pode ser o primeiro exemplo pré-natal, já identificado, de um enxame globular. Está rodeado por uma nuvem molecular gigante.
Crédito: K. Johnson; ALMA (NRAO/ESO/NAOJ)

Todos os outros análogos de enxames globulares que os astrónomos observaram até à data estão já repletos de estrelas. O calor e a radiação destas estrelas, portanto, alterou consideravelmente o ambiente circundante, apagando quaisquer evidências de uma formação mais fria e silenciosa.

Com o ALMA, os astrónomos foram capazes de encontrar e estudar em detalhe um exemplo imaculado de tal objeto antes de mudar para sempre as suas características únicas. Isto deu aos astrónomos o primeiro olhar das condições que podem ter levado à formação de muitos, se não todos os enxames globulares.

"Até agora, as nuvens com este potencial só têm sido vistas como 'adolescentes', depois da formação estelar ter começado," explica Johnson. "Isto significa que o berçário já havia sido perturbado. Para compreender a formação dos enxames globulares, precisamos de ver as suas verdadeiras origens."

A maioria dos enxames globulares formaram-se durante um verdadeiro "baby boom" há aproximadamente 12 mil milhões de anos atrás, aquando da formação das primeiras galáxias. Cada contém até um milhão de estrelas de "segunda geração", densamente agrupadas (estrelas de segunda geração são estrelas com visivelmente baixas concentrações de metais pesados, indicando que se formaram muito cedo na história do Universo). A nossa própria Via Láctea tem pelo menos 150 enxames deste género, embora possa ter muitos mais.

Por todo o Universo, formam-se ainda hoje enxames estelares de vários tamanhos. É provável, embora cada vez menos, que os maiores e mais densos continuem até tornarem-se aglomerados globulares.

"A probabilidade de sobrevivência de um enxame estelar jovem e massivo é muito baixa - cerca de 1%," comenta Johnson. "Várias forças externas e internas desmontam estes objetos, quer formando enxames abertos como as Plêiades ou desintegrando-se completamente para fazer parte do halo de uma galáxia."

Os astrónomos acreditam, no entanto, que o objeto que observaram com o ALMA, que contém 50 milhões de vezes a massa do Sol em gás molecular, é suficientemente denso para ter uma boa hipótese de se tornar "num dos sortudos".

Os enxames globulares evoluem para fora dos seus estágios embrionários (sem estrelas) muito rapidamente - até um milhão de anos. Isto significa que o objeto descoberto pelo ALMA está a passar por uma fase muito especial da sua vida, fornecendo aos astrónomos uma oportunidade única para estudar um componente importante do início do Universo.

Os dados do ALMA também indicam que a nuvem Firecracker está sob pressão extrema - aproximadamente 10.000 vezes maior que as pressões interestelares típicas. Isto apoia teorias anteriores de que são necessárias pressões elevadas para formar enxames globulares.

Ao explorar as galáxias Antenas, Johnson e colegas observaram a ténue emissão das moléculas de monóxido de carbono, o que lhes permitiu obter imagens e caracterizar nuvens individuais de poeira e gás. A falta de qualquer emissão térmica apreciável - o sinal revelador de gases aquecidos por estrelas vizinhas - confirma que este objeto recém-descoberto está ainda num estado pristino e imaculado.

Novos estudos com o ALMA poderão revelar exemplos adicionais de "proto-super-enxames estelares" nas Antenas e noutras galáxias em interação, lançando luz sobre as origens desses objetos antigos e sobre o papel que desempenham na evolução galáctica.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/12_proto_super_enxame_globular.htm

Hubble descobre halo gigante em redor da Galáxia de Andrómeda

A Galáxia de Andrómeda, o nosso maior vizinho galáctico, tem um halo seis vezes maior e 1000 vezes mais massivo que o medido anteriormente.
Crédito: NASA, ESA e A. Feild (STScI)

Cientistas que usavam dados do Telescópio Espacial Hubble descobriram que o enorme halo de gás que envolve a Galáxia de Andrómeda, o nosso maior vizinho galáctico, é cerca de seis vezes maior e 1000 vezes mais massivo do que o medido anteriormente. O halo, escuro e quase invisível, estende-se cerca de um milhão de anos-luz para lá da sua galáxia hospedeira, a meio caminho da nossa própria Via Láctea. Esta descoberta promete contar aos astrónomos mais sobre a evolução e estrutura das majestosas espirais gigantes, um dos tipos mais comuns de galáxias no Universo.

"Os halos são as atmosferas gasosas das galáxias. De acordo com os modelos de formação galáctica, as propriedades destes halos gasosos controlam a taxa a que as estrelas se formam nas galáxias," explicou o investigador principal Nicolas Lehner da Universidade de Notre Dame, no estado americano de Indiana. Estima-se que o halo gigantesco contenha metade da massa das estrelas da própria Galáxia de Andrómeda, sob a forma de um gás quente e difuso. Se pudesse ser visto a olho nu, o halo teria 100 vezes o diâmetro da Lua Cheia no céu. Isto é o equivalente à área do céu coberta por duas bolas de basquetebol, seguradas à distância de um braço esticado.

A Galáxia de Andrómeda encontra-se a 2,5 milhões de anos-luz de distância e mede cerca de 6 vezes o diâmetro da Lua Cheia. É considerada quase como uma gémea da Via Láctea.

Tendo em conta que o gás no halo de Andrómeda é escuro, a equipa analisou objetos brilhantes de fundo através do gás e observou como a luz mudava. É um pouco como observar uma luz brilhante no fundo de uma piscina à noite. As "luzes" de fundo ideais para este estudo são os quasares, núcleos brilhantes e muito distantes de galáxias ativas alimentadas por buracos negros. A equipa usou 18 quasares que residem para lá de Andrómeda a fim de estudar como o material é distribuído para além do disco visível da galáxia. Os resultados foram publicados na edição de 4 de maio da revista The Astrophysical Journal.

Pesquisas anteriores do programa Halos com o instrumento COS do Hubble estudaram 44 galáxias distantes e descobriram halos como o de Andrómeda, mas nunca antes tinha sido observado um halo tão massivo numa galáxia vizinha. Dado que as galáxias anteriormente estudadas estavam muito mais longe, apareciam muito mais pequenas no céu. Apenas um quasar pôde ser detetado por trás de cada galáxia distante, fornecendo apenas um ponto de luz para mapear o tamanho e a estrutura do halo. Graças à proximidade à Terra e à sua correspondentemente grande "pegada" no céu, Andrómeda fornece uma amostra bastante mais ampla de quasares no plano de fundo.

"À medida que a luz dos quasares viaja na direção do Hubble, o gás do halo absorve parte dessa luz e torna o quasar um pouco mais escuro apenas numa gama muito pequena de comprimentos de onda," explica o coinvestigador J. Christopher Howk, também de Notre Dame. "Ao medir a queda no brilho, podemos dizer quanto gás existe entre nós e esse quasar."

Os cientistas usaram a capacidade única do Hubble para estudar a radiação ultravioleta dos quasares. A radiação ultravioleta é absorvida pela atmosfera da Terra, o que torna difícil a observação com telescópios terrestres. A equipa utilizou 5 anos de observações guardadas nos arquivos do Hubble para realizar esta investigação. Muitas campanhas anteriores do Hubble usaram quasares para estudar gás a muito maiores distâncias que - mas na direção geral de - Andrómeda, por isso já existia este tesouro de dados.

Mas de onde é que veio o halo gigante? As simulações a larga escala de galáxias sugerem que o halo formou-se ao mesmo tempo que o resto de Andrómeda. A equipa também determinou que é rico em elementos muitos mais pesados que hidrogénio e hélio, e a única maneira de obter estes elementos pesados é na explosão de estrelas, um evento conhecido como supernova. As supernovas entram em erupção no disco galáctico de Andrómeda e expulsam violentamente estes elementos pesados para o espaço. Ao longo da vida de Andrómeda, quase metade de todos os elementos pesados produzidos pelas estrelas foram expulsos muito além do disco galáctico, que tem um diâmetro de 200.000 anos-luz.

O que é que isto significa para a nossa própria Galáxia? Tendo em conta que vivemos dentro da Via Láctea, os cientistas não conseguem determinar se tem (ou não) um halo igualmente tão massivo e extenso. Se a Via Láctea realmente possuir um halo semelhante, ambos podem já estar a tocar-se e a fundir-se quiescentemente muito antes da colisão entre as duas galáxias. As observações do Hubble indicam que Andrómeda e a Via Láctea vão fundir-se para formar uma galáxia elíptica gigante daqui a aproximadamente 4 mil milhões de anos.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/12_halo_andromeda.htm

A energia incontrolável dos terramotos

Quase todos os terremotos são produtos do deslocamento das placas tectônicas e o que ocorreu recentemente no Nepal não fugiu a regra. A região é uma das mais ativas faixas sísmicas do mundo e os pesquisadores já haviam chamado a atenção para os riscos na região. 

Sismicidade no Nepal

A sismicidade em torno dos Himalaias está inserida em um contexto maior, envolvendo as placas Africana e Arábica, que junto com a Indiana, também colidem com a Eurasiana, para formar a faixa sísmica Alpino-Himalaia, a segunda mais ativa do mundo.

Histórico

Estendendo-se do sul da Europa/norte da África, até as Filipinas, ela passa por países com históricos de terremotos fatais como o de Lisboa, em 1755, com magnitude (M) estimada 8.5-9.0, que matou cerca de 40 mil pessoas, ou o recente, em Sichuan, China, em 2008, com M7.9, que ceifou 70 mil vidas.

O sismo de 25/04/2015, com M7.8 e a menos de 80 km da capital Kathmandu, tornou-se o mais novo integrante da listagem. Seus efeitos devastadores resultaram não apenas da elevada magnitude, como da profundidade rasa, apenas 10 km e com epicentro muito próximo de duas cidades populosas e com construções frágeis.

Dois meses de Itaipu

Quase instantaneamente, o sismo liberou uma enorme quantidade de energia, na forma de ondas sísmicas, que mexeram violentamente com o chão a medida que se deslocavam em alta velocidade. É como se a natureza, num repente, descarregasse a energia equivalente a 500 bombas de Hiroshima, ou a totalidade da produção de dois meses da hidrelétrica de Itaipu.

Como resistir a tudo isto? Somente edificações construídas para suportar altas acelerações do terreno tendem a ficar de pé. De outra forma, caem como de papel fossem.

Alberto Veloso na China

Efeitos secundários

Para piorar a situação, o terremoto do Nepal chacoalhou as encostas íngremes das montanhas ocasionando escorregamentos de terra e avalanches de neve, matando pessoas, destruindo e bloqueando acessos para levar socorro aos locais isolados. Se hoje a situação é difícil, amanhã também será, pois a recuperação de um país pouco desenvolvido é mais custosa, lenta e totalmente dependente de recursos externos.

Por tratar-se de um processo longo, não é incomum que promessas feitas no calor do desastre não sejam cumpridas e caiam no esquecimento.

Alertas

Recentemente, sismólogos franceses chamaram a atenção das autoridades nepalesas sobre a possibilidade de um forte tremor atingir o país, pois suas pesquisas mostravam a repetição de sismos fortes na região, a cada 80 anos, aproximadamente.

Não se tratou de previsão sísmica, mas de um alerta importante que não costuma surtir efeitos em países com parcos recursos econômicos e com problemas sociais de toda ordem.

Situação parecida aconteceu no Haiti, pouco antes do terremoto de M7 quase aplainar a capital do país e provocar o espantoso número de mais de 200 mil mortos, em janeiro de 2010.

Prevenção

Como os terremotos não podem ser previstos, resta preparar as cidades e os seus cidadãos para enfrenta-los. Isso exige conhecimentos diferenciados e maciços investimentos para planificar as cidades, reforçar edifícios antigos, construir os novos com códigos antissísmicos e treinar as pessoas para situações de emergência.

Possíveis Candidatos

Istambul, São Francisco, Tóquio estão na lista de prováveis candidatas a sofrerem terremotos fortes, em um tempo não tão distante. Espera-se que estejam preparadas para evitar numerosas vítimas, pois é para isto que se planeja e se exercita a cultura da prevenção à desastres de qualquer natureza.

É totalmente certo que as placas tectônicas seguirão em movimento e os terremotos acontecendo. Mas não se sabe quando, nem onde e de que tamanho será o próximo sismo. Não existindo preparação adequada, outros episódios como o do Nepal continuarão chocando o mundo.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Alberto_Veloso_a_energia_incontrolavel_dos_terremotos&posic=dat_20150511-084041.inc



Nivel do mar subindo rapidamente

A elevação do nível do mar em todo o mundo acelerou ao longo da última década, ao contrário do que indicavam estimativas anteriores - é o que aponta um estudo publicado nesta segunda-feira (11) pela revista "Nature Climate Change".

Estudos precedentes baseados em dados de satélite mostraram que a alta do nível dos oceanos nos últimos dez anos tinha desacelerado com relação à década anterior.

Mas eles não incluíam possíveis imprecisões dos instrumentos utilizados, que não levavam em conta especialmente o movimento vertical da Terra para o cálculo do nível do mar.

O movimento vertical da Terra é um movimento ascendente natural da superfície terrestre, o que pode ocorrer, por exemplo, durante tremores ou acomodação de terra.

A equipe liderada pelo pesquisador Christopher Watson, da Universidade da Tasmânia (Austrália), tem trabalhado para identificar e corrigir imprecisões das medições por satélite.

Para isso, os pesquisadores combinaram as medições do movimento vertical da Terra realizadas por GPS com dados fornecidos por hora por uma rede maior de marégrafos, instalados nos oceanos do mundo.

Segundo os pesquisadores, entre 1993 e meados de 2014, o aumento global do nível do mar foi menor do que o estimado anteriormente, de 2,6-2,9 milímetros por ano, com uma margem de erro de mais ou menos 0,4 milímetros, e não de 3,2 milímetros.

Dos seis primeiros anos deste período (1993-1999), os pesquisadores revisaram a redução das estimativas de 0,9 para 1,5 milímetros ao ano.

No entanto, de acordo com eles, o aumento tem se acelerado desde a virada do século.

Segundo os autores do estudo, esta "aceleração é maior do que a observada (na década anterior), mas está de acordo com a aceleração causada pelo derretimento das calotas polares na Groenlândia e no Atlântico ocidental durante este período, assim como as previsões do IPCC".

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o nível global do mar subiu 19 centímetros entre 1901 e 2010, uma média de 1,7 milímetros por ano.

O IPCC prevê um aumento do nível do mar de 26 a 82 centímetros até 2100 em comparação com o final do século 20.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/05/nivel-do-mar-esta-aumentando-mais-rapidamente-diz-estudo.html

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