quarta-feira, 3 de junho de 2015

Cruz Vermelha forma 550 voluntários para educar jovens para a exposição solar

Este ano, para além das crianças, a iniciativa vai ser dirigida a adolescentes, dos 13 aos 17 anos, e a jovens adultos, dos 18 aos 35.

A Cruz Vermelha Portuguesa inicia esta quarta-feira a formação de 550 voluntários para ensinar 17 mil jovens a adoptar comportamentos saudáveis em ambiente balnear.
O projecto, que nasceu há oito anos, já envolveu cerca de 110 mil crianças a nível nacional. Este ano, são 53 as localidades envolvidas, 550 os voluntários a formar - quase o dobro do ano anterior (292) - e cerca de 17 mil as crianças.
Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Cristina Louro confessou que "esta iniciativa faz cada vez mais sentido porque se nota que, apesar de haver muito mais cuidado com o sol, as pessoas ainda não compreenderam a importância que tem não deixarmos, por exemplo, que as crianças, entre as 11 e as 17 horas andem a fazer exposição ao sol", uma vez que "a pele tem memória e, mais tarde, vão sofrer as consequências de tamanha exposição".
A formação dos voluntários vai incidir sobre os riscos de exposição solar e vai ser desenvolvida por uma dermatologista, que vai falar sobre temas como o melanoma cutâneo, a protecção para diferentes tipos de pele e as regras básicas da exposição solar.
Esta sessão decorre esta quarta-feira na sede da Cruz Vermelha Portuguesa e tem como objectivo "preparar os responsáveis pela implementação do projecto de verão e dotá-los de conhecimento para que se tornem replicadores [do mesmo] pelos seus grupos de voluntários", refere um comunicado da instituição.
Pela primeira vez em oito anos, as mensagens de protecção solar vão chegar a adolescentes, dos 13 aos 17 anos, e a jovens adultos, dos 18 aos 35, e não só a crianças com idades compreendidas entre os cinco e os 12 anos. "Estas acções eram fundamentalmente dirigidas a crianças dos 6 aos 12 anos, mas como a Cruz Vermelha tem voluntários até aos 35 anos, achamos uma mais-valia o envolvimento destes jovens, na medida em que é uma faixa etária que consegue comunicar com as outras com muito mais facilidade e eficácia", acrescentou Cristina Louro.
Todos os anos, a Cruz Vermelha conta com centenas de voluntários que acompanham estes grupos de crianças em actividades de verão em ambiente balnear, promovidas pelas autarquias. Este ano, entre Junho e Setembro, são 53 as localidades nacionais a beneficiar desta iniciativa. As crianças vão poder usufruir, além dos conselhos, de materiais de índole pedagógica, de protecção solar - loções, bonés e sacos de praia - e de diversos jogos alusivos ao tema da exposição ao sol.

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/cruz-vermelha-forma-550-voluntarios-para-educar-jovens-para-a-exposicao-solar-1697770?frm=ult

O LHC começou novamente a fornecer dados experimentais

Depois de mais de dois anos de interrupção, as experiências de física das partículas retomaram a quase o dobro da energia anteriormente atingida.
Colisão registada na manhã de quarta-feira na experiência CMS do LHC CERN 

Pela primeira vez desde que fechara para “remodelação”, em Fevereiro de 2013, o LHC – o maior colisionador de protões do mundo, situado no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), perto de Genebra, Suíça – recomeçou a produzir dados científicos, anunciou esta quarta-feira o CERN em comunicado.
“O LHC está agora a fornecer colisões a todas as suas experiências [instaladas ao londo do percurso dos feixes de protões] a uma energia sem precedentes de 13 TeV, quase o dobro da energia que tinha atingido antes do encerramento", salienta o documento.
Foram precisos quase dois anos para actualizar os equipamentos e três meses para "fazer arrancar" o LHC até ficar totalmente operacional. Agora, nesta sua segunda fase de operação, o LHC deverá funcionar ininterruptamente durante três anos.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/o-lhc-comecou-novamente-a-fornecer-dados-experimentais-1697805?frm=ult
 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Auroras marcianas são visíveis a olho nu

 Interpretação de artista do aspeto das auroras perto das anomalias magnéticas em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS e CSW/DB

Pela primeira vez, uma equipa internacional de cientistas da NASA, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble (IPAG), da ESA e da Universidade de Aalto na Finlândia, previu que as brilhantes e coloridas auroras podem ser vistas a olho nu num planeta rochoso que não a Terra - Marte.

Auroras marcianas visíveis pareciam possíveis depois do instrumento SPICAM a bordo da sonda Mars Express da ESA as ter avistado a partir do espaço em 2005. Essas observações foram confirmadas em março de 2015 pela missão MAVEN da NASA, que completou 1000 órbitas em redor do Planeta Vermelho no dia 6 de abril de 2015.

Graças a experiências laboratoriais e a um modelo numérico físico desenvolvido pela NASA e pelo IPAG, o estudo mostra que, em Marte, as auroras também ocorrem na faixa do visível. A cor mais intensa é azul profundo. Tal como na Terra, as cores verde e vermelho também estão presentes. Várias vezes durante um ciclo solar, depois de intensas erupções solares, estas luzes são brilhantes o suficiente para serem observadas à vista desarmada.

As auroras ocorrem quando partículas solares carregadas atingem linhas do campo magnético local, onde entram na atmosfera planetária e excitam os átomos e moléculas. À medida que são desativadas, as partículas emitem luz. Na Terra, as auroras são essencialmente verdes ou vermelhas (excitação do oxigénio atómico), mas também podem ser vistos tons azul-violeta (excitação do nitrogénio molecular ionizado).

No início da existência de Marte e até há cerca de 3,5 mil milhões de anos atrás, o Planeta Vermelho tinha um campo magnético global. Este campo global desligou-se de algum modo, mas zonas localizadas de campos magnéticos, denominadas anomalias magnéticas da crosta, ainda existem à superfície de Marte. Estas anomalias estão concentradas no hemisfério sul, onde se preveem a produção de auroras.

Prevê-se que um astronauta à superfície do planeta e que olhasse para cima podia ver o céu noturno do hemisfério sul brilhar com tons de azul, vermelho e verde.

Talvez os astronautas da NASA, que planeia enviar humanos a bordo da Orion em meados da década de 2030, sejam os primeiros a confirmar esta previsão. Quem sabe, as auroras austrais de Marte tornem-se tão atraentes como as auroras da Terra.

"A nossa pesquisa planetária dá-nos uma boa perspetiva sobre a física na atmosfera marciana - como evoluiu e porque é que a massa de Marte é diferente da da Terra," afirma Guillaume Gronoff, cientista do Centro de Pesquisa Langley da NASA, que apoiou o estudo. "Ajuda-nos a melhor compreender as emissões da atmosfera planetária e, em última análise, a descobrir planetas habitáveis."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/2_auroras_marte.htm

Órbitas circulares para exoplanetas pequenos

O sistema compacto, chamado Kepler-444, é o lar de cinco planetas pequenos em órbitas muito íntimas. Os planetas foram detetados através da diminuição de brilho que ocorrem quando transitam o disco da estrela, como ilustrado nesta impressão de artista.
Crédito: Tiago Campante/Peter Devine

Visto de cima, as órbitas dos planetas do nosso Sistema Solar em torno do Sol assemelham-se com anéis em volta de um alvo. Cada planeta, incluindo a Terra, desloca-se num percurso quase circular, mantendo quase sempre a mesma distância ao Sol.

Durante décadas, os astrónomos tentaram saber se as órbitas circulares do Sistema Solar são raras no Universo. Agora, uma nova análise sugere que tal regularidade orbital é, pelo contrário, a norma, pelo menos para sistemas com planetas tão pequenos quanto a Terra.

Num artigo publicado na revista The Astrophysical Journal, investigadores do MIT (Instituto de Tecnologia do Massachusetts) e da universidade de Aarhus na Dinamarca relatam que 74 exoplanetas, localizados a centenas de anos-luz de distância, orbitam as suas respetivas estrelas em padrões circulares, tal como os planetas do nosso Sistema Solar.

Estes 74 exoplanetas, que orbitam 28 estrelas, são aproximadamente do tamanho da Terra e as suas trajetórias circulares contrastam fortemente com aquelas de planetas mais maciços, alguns dos quais orbitam extremamente perto das suas estrelas antes de serem arremessados para longe em órbitas muito excêntricas e alongadas.

"Há vinte anos atrás, só conhecíamos o nosso Sistema Solar, tudo era circular e assim todos esperavam órbitas circulares em toda a parte," afirma Vincent Van Eylen, estudante do Departamento de Física do MIT. "Depois começámos a encontrar estes exoplanetas gigantes e descobrimos, subitamente, uma grande variedade de excentricidades, por isso a questão de saber se isto também era válido para planetas mais pequenos ficou em aberto. Nós descobrimos que para planetas pequenos, a órbita circular é provavelmente a norma."

Em última análise, Van Eylen diz que são boas notícias no que toca à busca de vida noutros planetas. Para um planeta ser habitável, entre outros requisitos, terá que ser aproximadamente do mesmo tamanho que a Terra - pequeno e compacto o suficiente para ser rochoso, não gasoso. Se um planeta pequeno também mantiver uma órbita circular, será mais favorável à vida, pois pode suportar um clima estável durante todo o ano (em contraste, um planeta com uma órbita mais excêntrica pode passar por várias oscilações dramáticas no clima, quando está mais perto da estrela e quando está mais longe).

"Se as órbitas excêntricas forem comuns para os planetas habitáveis, é uma preocupação para a vida, porque acolhem uma grande gama de propriedades climáticas," afirma Van Eylen. "Mas o que encontramos é que provavelmente não precisamos de nos preocupar assim tanto porque os casos circulares parecem ser bastante comuns."

No passado, os investigadores calcularam as excentricidades orbitais de exoplanetas grandes e gasosos usando a velocidade radial - uma técnica que mede o movimento da estrela. Se um planeta orbita uma estrela, a sua força gravitacional puxa a estrela, fazendo com que se mova num padrão que reflete a órbita do planeta. No entanto, a técnica é mais bem-sucedida para planetas maiores, pois exercem força gravitacional suficiente para influenciar as suas estrelas.

Os cientistas frequentemente encontram planetas mais pequenos usando o método de deteção por trânsito, no qual estudam a luz emitida por uma estrela à procura de diminuições no brilho estelar que assinalam a passagem, ou "trânsito", de um planeta em frente, momentaneamente diminuindo a sua luz. Normalmente, este método apenas assinala a existência de um planeta, não a sua órbita. Mas Van Eylen e o colega Simon Albrecht, da Universidade de Aarhus, desenvolveram uma forma de recolher informações a partir dos dados dos trânsitos exoplanetários.

Primeiro, tiveram em conta que se soubessem a massa e o raio da estrela-mãe, podiam calcular quanto tempo um exoplaneta levaria a orbitá-la, caso a sua órbita fosse circular. A massa e o raio de uma estrela determina a sua força gravitacional, o que por sua vez influencia a velocidade de translação do planeta em torno da estrela.

Ao calcular a velocidade orbital de um planeta numa órbita circular poderiam, então, estimar a duração do trânsito - quanto tempo um planeta passaria em frente da estrela. Caso o trânsito calculado coincidisse com o trânsito real, os investigadores concluiriam que a órbita do planeta devia ser circular. Se o trânsito fosse mais demorado ou mais curto, a órbita seria mais alongada ou excêntrica.

Para obter os dados reais dos trânsitos, a equipa estudou dados recolhidos ao longo dos últimos quatro anos pelo Telescópio Kepler da NASA - um observatório espacial que examina uma área do céu em busca de planetas habitáveis. O telescópio monitorizou o brilho de mais de 145.000 estrelas, sendo que apenas uma fração desse valor foi já caracterizada em detalhe.

A equipa escolheu concentrar-se em 28 estrelas cuja massa e raio já tinham sido anteriormente obtidos, usando asterosismologia (ou sismologia estelar) - uma técnica que mede as pulsações estelares, que indicam a massa e o raio de uma estrela.

Estas 28 estrelas albergam vários exoplanetas - 74 no total. Os investigadores obtiveram dados do Kepler para cada exoplaneta, examinando não apenas a ocorrência dos trânsitos, mas também a sua duração. Dada a massa e o raio das estrelas hospedeiras, a equipa calculou a duração de cada trânsito exoplanetário caso as suas órbitas fossem circulares e posteriormente comparou as durações estimadas com as durações reais obtidas pelo Kepler.

Em toda a linha, Van Eylen e Albrecht descobriram que as durações calculadas e as durações reais coincidiam, sugerindo que todos os 74 exoplanetas mantinham órbitas circulares, pouco excêntricas.

"Descobrimos que a maioria coincidia muito bem, o que significa que estão muito perto de serem circulares," explica Van Eylen. "Estamos muito confiantes que se as excentricidades altas fossem comuns, as teríamos visto, o que não aconteceu."

Van Eylen comenta que os resultados orbitais para estes planetas mais pequenos podem eventualmente ajudar a explicar o porquê dos maiores planetas terem órbitas mais extremas.

"Queremos compreender porque é que alguns exoplanetas têm órbitas extremamente excêntricas, enquanto noutros casos, como o do Sistema Solar, os planetas têm órbitas principalmente circulares," acrescenta Van Eylen. "Esta é uma das primeiras vezes que medimos de forma confiável as excentricidades de planetas pequenos e é emocionante ver que são diferentes dos planetas gigantes, mas semelhantes às do Sistema Solar."

David Kipping, astrónomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, observa que a amostra de 74 exoplanetas de Van Eylen é relativamente pequena, considerando as centenas de milhares de estrelas no céu.

"Eu acho que a evidência de planetas mais pequenos terem órbitas mais circulares é atualmente provisória," confessa Kipping, que não esteve envolvido na pesquisa. "Leva-nos a investigar esta questão em mais detalhe e a ver se é realmente uma tendência universal, ou uma característica da pequena amostra estudada."

No que diz respeito ao nosso próprio Sistema Solar, Kipping especula que com uma maior amostra de sistemas planetários, "podemos investigar a excentricidade em função da multiplicidade e ver se os oito planetas do Sistema Solar são típicos ou não."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/2_exoplanetas_orbitas_circulares.htm

Némesis e a hipotética possibilidade do Segundo Sol

A olho nu não se percebe, mas estima-se que uma em cada três estrelas da Via Láctea tenha uma companheira. Se o número estiver correto, nosso Sol faria parte de uma minoria de estrelas. No entanto, algumas teorias afirmam o contrário e uma pequena estrela-irmã também estaria orbitando nosso Sol.

Orbita de Nemesis
Em 1980, astrofísicos estadunidenses levantaram pela primeira vez a hipótese de que o Sol também teria uma companheira, o que tornaria o Sistema Solar um sistema duplo de estrelas, a exemplo de Alpha Centauro. Essa hipotética companheira foi batizada de Nêmesis.

Segundo Sol

Segundo a hipótese, Nêmesis seria uma estrela pequena e escura do tipo anã marrom, com uma orbita milhares de vezes mais distante que Plutão e que levaria pelo menos 26 milhões de anos para completar uma revolução ao redor do Sol.

De acordo com alguns estudos, essa longa periodicidade faria a estrela atravessar eventualmente a Nuvem de Oort, arremessando para todos os lados milhões de asteroides ou cometas que poderiam se chocar contra a Terra. Na visão de alguns pesquisadores, mais ou menos a cada 30 milhões de anos ocorrem gigantescos eventos de extinção em massa, associados ao surgimento de uma grande cratera de impacto como a originada há 65 milhões de anos com a queda de um cometa seguida da possível extinção dos dinossauros.

Para os defensores da teoria de Nêmesis, essa seria uma das evidências de sua existência, mas a ausência de um campo gravitacional inequívoco ou crateras marcantes fez com que a possibilidade da existência do segundo Sol permanecesse apenas na teoria.

Sedna

Após a descoberta do planeta-anão Sedna, em novembro de 2003, a possibilidade da existência de Nêmesis foi novamente levantada. Para o astrônomo estadunidense Michael Brown, autor da descoberta, a órbita de Sedna é uma incógnita ainda sem explicação concreta. De acordo com Brown, o planeta-anão está em um lugar que não deveria. Sua órbita não o coloca próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol nem afastado o bastante para ser influenciado por outras estrelas conhecidas.

No entender de alguns pesquisadores, essa estranha órbita poderia talvez ser justificada pela presença de um objeto com massa entre 3 e 5 vezes a de Júpiter. Devido ao tamanho, esse hipotético objeto não seria observável no espectro visível, mas emitiria grande quantidade de radiação no comprimento de onda do infravermelho.

Telescópio Wise

Lançado em dezembro de 2009 com o objetivo de mapear o céu no espectro infravermelho, o telescópio espacial WISE talvez seja a esperança para encontrar Nêmesis. O telescópio já fez inúmeras descobertas importantes e detectou dezenas de novos cometas, mas a gigantesca quantidade de dados gerados ainda está sendo garimpado e a descoberta ou não da possível companheira do nosso Sol ainda poderá levar anos.
 
Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20121121-094708.inc

Forte terremoto abala Oregon - Estados Unidos

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram um violento terremoto de 6.0 pontos de magnitude ocorrido as 17h11 pelo horário de Brasília (01/06/2015). O poderoso tremor teve seu epicentro estimado a 13 km de profundidade, sob as coordenadas 44.49N e 129.87W. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.
Considerando a magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu o evento, este tremor tem potencial suficiente para causar pesados danos e vítimas fatais caso tenha ocorrido abaixo de locais populosos.

Um terremoto de 6.0 pontos de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 15000 toneladas de TNT.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Forte_terremoto_sacode_ao_largo_do_Oregon_EUA&posic=dat_20150601-173022.inc

Femeas de peixe-serra reproduzem-se sem sexo

Uma pesquisa rotineira sobre a população de uma espécie ameaçada de peixe-serra nos Estados Unidos levou a uma descoberta surpreendente: algumas fêmeas estavam se reproduzindo sem sexo nem qualquer participação dos machos, em um processo chamado partenogênese.
Enquanto a partenogênese é comum em invertebrados, até o momento a existência do fenômeno em vertebrados só tinha sido constatada em raras ocasiões, em animais como pássaros, répteis e tubarões, mas sempre em cativeiro. Esta é a primeira vez que foram identificados filhotes de vertebrados nascidos desta forma na natureza.
A descoberta, que foi publicada na revista científica "Current Biology" nesta segunda-feira (1º), foi possível graças à análise do DNA de exemplares de peixe-serra-de-dentes-pequenos (Pristis pectinata) em um rio da Flórida, nos Estados Unidos.
  Exemplar de peixe-serra-de-dentes-pequenos (Pristis pectinata) encontrado em rio da Flórida: pesquisadores descobriram que fêmea da espécie é capaz de se reproduzir por partenogênese  (Foto: Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC))
Exemplar de peixe-serra-de-dentes-pequenos (Pristis pectinata) encontrado em rio da Flórida: pesquisadores descobriram que fêmea da espécie é capaz de se reproduzir por partenogênese (Foto: Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC))
 
"Estávamos conduzindo testes de rotina de DNA nos peixes-serra encontrados na área para ver se parentes estavam se reproduzindo com parentes devido ao pequeno tamanho da população", diz Andrew Fields, principal autor da pesquisa e pesquisador da Universidade Stony Brook.
"O que as análises de DNA nos mostraram foi muito mais surpreendente: fêmeas de peixe-serra estavam, algumas vezes, se reproduzindo sem acasalamento", disse Fields. Foram identificados sete filhotes que nasceram dessa forma e eles eram saudáveis.
"Existe uma noção geral que a partenogênese em vertebrados é uma curiosidade que geralmente não leva a filhotes viáveis", diz Gregg Poulakis, da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida. O estudo mostrou o contrário.
Os pesquisadores acham que esse tipo de reprodução pode ser mais comum em populações pequenas e ameaçadas, mas mais pesquisas devem ser feitas para verificar se o fenômeno se repete em outras espécies de animais.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/06/femeas-de-especie-ameacada-de-peixe-serra-se-reproduzem-sem-sexo.html

Saiba os sinais de alerta para doenças de pele

Não costumamos dar muita bola para manchas, verrugas, lesão. Entretanto, precisamos ficar atentos, já que pode ser um sinal de câncer de pele. Além do câncer, também existem doenças que provocam feridas na pele. O Bem Estar desta terça-feira (2) falou sobre psoríase, vitiligo, epidermólise bolhosa e também sobre os sinais de alerta para o câncer. Participaram do programa a consultora e dermatologista Marcia Purceli e a dermatologista Adriana Porro.
Quem tem uma doença de pele muitas vezes acaba sofrendo preconceito. Por isso, a divulgação é essencial. A grande maioria dessas doenças não é contagiosa. Por isso, não há problema em conversar, encostar ou sentar ao lado de portadores de vitiligo, psoríase, epidermólise, entre outras.
A epidermólise bolhosa é uma doença rara, genética, que não tem cura. São bolhas que causam feridas profundas e dolorosas na pele. O tratamento é só para aliviar as dores e melhorar a qualidade de vida.
Já a psoríase e o vitiligo também são doenças autoimunes, mas de causas diferentes. Há alguns fatores que podem desencadear a doença: pré-disposição genética, infecções e medicamentos e fator emocional.
 Câncer de pele

O câncer de pele dá sinais que muitas vezes a gente nem percebe. Alguns sinais devem ser observados: uma verruga inofensiva, uma ferida que não cicatriza em um mês, lesão de pele que sangra espontaneamente, lesões avermelhadas com ‘casquinhas’ que vão e voltam, pinta preta que está crescendo ou coçando ou uma pinta preta nova. A doutora Márcia lembra sempre que a melhor prevenção para o câncer de pele é o protetor solar!

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/06/conheca-os-sinais-de-alerta-para-doencas-de-pele.html

Peixe-remo de 5,18 metros é encontrado em praia Americana

A americana Miranda Prado encontrou um peixe-remo de 5,18 metros em uma praia de Santa Catalina, no estado da Califórnia (EUA).
"As gaivotas aparentemente tinham comido partes do peixe", disse a bióloga marinha Annie MacAulay, que estava em um acampamento com 50 estudantes.
Peixe-remo de 5,18 metros apareceu em praia de Santa Catalina (Foto: Reprodução/Twitter/KMPH)
Peixe-remo de 5,18 metros apareceu em praia de Santa Catalina (Foto: Reprodução/Twitter/KMPH)

Miranda, que trabalha em uma agência de aventuras, contou que precisou da ajuda de 16 pessoas para carregar o peixe-remo, que foi doado para equipes de pesquisa.
Os peixes-remo vivem normalmente em climas tropicais e acredita-se que podem submergir até 914 metros no oceano, sendo raramente vistos na superfície.
Apesar de ser pouco visto, outros exemplares foram encontrados em praias pelo mundo. Em abril deste ano, o neozelandês Don Gibbs se deparou com um perto do Porto de Otago.

Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2015/06/peixe-remo-de-518-metros-e-encontrado-em-praia-nos-eua.html

Imagem mais pormenorizada até ao momente da Nebulosa Medusa

nebulosa medusa

Usando o grande telescópio ESO, no Chile, astrônomos capturaram a imagem mais detalhada já feita da Nebulosa Medusa. Conforme a estrela no centro desta nebulosa faz a sua transição para a aposentadoria, ela derrama suas camadas exteriores no espaço, formando esta colorida nuvem.
A imagem prenuncia o destino final do sol, que acabará parecida com a Medusa. Também conhecida como Sharpless 2-274, ela está localizada na constelação de Gêmeos, a uma distância de cerca de 1.500 anos-luz. Seu tamanho se estende por cerca de quatro anos-luz. Apesar disso, é extremamente fraca e difícil de observar.
Segundo a mitologia grega, Medusa era uma criatura hedionda com serpentes no lugar dos cabelos. Estas serpentes são representadas pelos filamentos de gás brilhante que aparecem na nebulosa. O brilho vermelho de hidrogênio e a emissão verde tênue de gás oxigênio se estendem bem além deste quadro, formando uma forma crescente no céu. A ejeção de massa de estrelas nesta fase de sua evolução é muitas vezes intermitente, o que pode resultar em estruturas fascinantes dentro das nebulosas planetárias.
Por dezenas de milhares de anos, os núcleos estelares de nebulosas planetárias ficam cercados por essas nuvens espetacularmente coloridas de gás. Ao longo de mais alguns milhares de anos, o gás se dispersa lentamente em seus arredores. Esta é a última fase na transformação de estrelas como o sol antes de terminarem sua vida ativa como anãs brancas. A radiação ultravioleta da estrela muito quente no núcleo da nebulosa faz com que os átomos no gás que se movimentam para fora percam seus elétrons, deixando para trás gás ionizado. A presença do brilho verde a partir do oxigênio duplamente ionizado é usado como uma ferramenta para detectar as nebulosas.

Fonte: http://hypescience.com/imagem-mais-detalhada-da-bela-nebulosa-medusa/

Galáxia recém-descoberta brilha mais do que 300 triliões de sóis

galaxia mais brilhante
Uma galáxia recém-descoberta é mais brilhante do que a luz de 300 trilhões de sóis. Então, acho que não é surpresa para ninguém que ela já tenha ganhado o título de “A Galáxia Mais Brilhante do Universo”.

Mas como pode qualquer coisa no universo ser tão luminosa ?

Descoberta pelo telescópio espacial WISE da NASA, a galáxia, com o nome cativante “J224607.57-052635.0″, deixou uma pulga atrás da orelha nos pesquisadores. Apesar de estar a colossais 12,5 bilhões de anos-luz de distância, o que significa que os sinais levaram 12,5 bilhões de anos para chegar até nós e serem captados pelo WISE, ela é extremamente luminosa. É altamente incomum para um objeto tão jovem na história do universo ser assim tão brilhante.
De acordo com Chao-Wei Tsai do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA (JPL) e principal autor do relatório de descoberta, essa galáxia nos dá um ponto de vista sobre uma fase muito intensa da sua evolução. Esta luz pode, inclusive, ser o principal surto de crescimento do buraco negro da galáxia.
Os buracos negros crescem através de gravitacionalmente atrair poeira e matéria. A poeira fica mais quente conforme é “comida” pelo buraco, e então ele libera alguns destes aumentos de energia em forma de luz, principalmente na região infravermelha do espectro.
Para um buraco negro criar este tanto de luz, ele teria que ser enorme e, portanto, um verdadeiro beberrão de gás e poeira, consumindo tudo a uma taxa alarmante – e muito mais rápido do que o que temos testemunhado antes.

Comilões

Os buracos negros maciços em galáxias infravermelhas extremamente luminosas poderiam estar se empanturrando mais do que deveriam e por um longo período de tempo. De acordo com Andrew Blain, da Universidade de Leicester, coautor do relatório, isso é como ganhar uma competição de quem come mais cachorro-quente que durou milhões de anos.
Há algumas teorias sobre como exatamente esse buraco negro pode ser tão brilhante.
Uma delas sugere que as “sementes” do buraco negro são muito maiores do que se pensava anteriormente. Um elefante adulto, por exemplo, já foi um elefante bebê. Mas mesmo quando era pequeno, era relativamente grande. Essa ideia sugere que o buraco negro é grande porque já nasceu grande.
As outras teorias começam a quebrar as leis da física.
Há uma lei que determina o quanto um buraco negro pode comer, chamada de limite de Eddington. Esta regra estabelece que, quando um buraco negro atinge um determinado tamanho, a pressão da luz que seu disco produz impede a poeira (ou outros “alimentos” de buraco negro) de entrar. Alguns buracos negros são conhecidos por quebrar essa regra e consumir um pouco mais do que é suposto, mas esta galáxia teria de ter jogado para bem longe o livro de regras para chegar a seu enorme tamanho.
Outra maneira para um buraco negro crescer a ficar assim tão grande é ter ido um frenesi constante, consumindo alimentos mais rápido do que normalmente pensamos ser possível. Isso pode acontecer se o buraco negro não estiver girando tão rápido.

Fonte: http://hypescience.com/essa-galaxia-e-mais-brilhante-que-300-trilhoes-de-sois/

Buraco negro "dispaando" matéria contra outro

Imagem: NASA/io9
Há mais de 20 anos, temos usado o Telescópio Espacial Hubble para assistir a um jato de material que sai da galáxia NGC 3862. Mas foi só recentemente, depois de juntar uma série de imagens, que vimos o que realmente está acontecendo.
O buraco negro no centro da galáxia NGC 3862 tem atirado jatos enormes de plasma por muito tempo. As ejeções formam pacotes pequenos, como balas incandescentes. Nas últimas duas décadas, o buraco negro ejetou uma “bala” tão rápido que ela bateu na parte de trás da pelota de plasma anterior, fazendo-as brilhar. Confira esse projétil luminoso no vídeo abaixo:
Apesar de o telescópio Hubble estar tirando fotos da galáxia por duas décadas, percebemos isso apenas recentemente. Ainda que precisas, as imagens eram estáticas. Foi somente quando um pesquisador do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, que queria estudar o movimento do objeto, resolveu olhar para as fotos em sequência que a colisão se tornou aparente. O vídeo acima é uma montagem transformada em um “filme” para tornar o movimento mais evidente.
Imagem: NASA/io9

Os cientistas não sabem exatamente por que o material lançado por último se moveu mais rápido do que o anterior, mas acreditam que pode ser porque o primeiro jato de plasma limpa um caminho em meio ao material espacial, reduzindo a resistência sentida por feixes posteriores.

Fonte: http://hypescience.com/veja-o-que-acontece-quando-um-buraco-negro-atira-uma-bala-de-plasma-em-outra/

Estudo demonstra que uma em cada 20 pessoas ouvem vozes dentro da cabeça

ouvir vozesPesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriram que ouvir vozes em sua cabeça é mais comum do que a maioria das pessoas pode pensar. O estudo internacional chegou a conclusão que cerca de uma em cada 20 pessoas ouve vozes e vê coisas que os outros não fazem.
O professor John McGrath, pesquisador do Instituto do Cérebro de Queensland, disse que essas pessoas são, em sua maioria “altamente funcionais”. “[Pessoas] que estão na comunidade, que têm empregos e que, em geral, estão bem, mas curiosamente ouvem vozes. Elas fazem isso quando não há ninguém mais ao redor e [as vozes] podem parecer muito reais. Às vezes, elas comentam sobre suas ações, podendo descrever o que a pessoa está fazendo. Às vezes, lhes dão ordens”.
A pesquisa foi realizada ao longo de vários anos e envolveu mais de 30 mil pessoas de 19 países. Os resultados desafiam a crença de que apenas pessoas com psicose ouvem vozes ou passam por delírios.

Não é só na esquizofrenia

“Quando eu estudei psiquiatria nos foi dito que, se você ouve vozes, você pode ter esquizofrenia e que os dois estavam muito estreitamente ligados”, conta o professor. “Mas acontece que quando você entrevista pessoas na comunidade e lhes pergunta se eles já ouviram vozes, eles dirão ‘sim, eu já tive essa experiência’. Isso é uma pista muito importante a respeito de que parte do cérebro pode estar funcionando errado – de que os circuitos no cérebro que comandam a linguagem, audição e fala estão tendendo a falhar”.
Um terço dos entrevistados que admitiram ter alucinações ou delírios disseram que isso só aconteceu uma vez, enquanto outro terço relatou ter até cinco episódios ao longo da sua vida. McGrath acha esse dado interessante. “Esperamos compreender os mecanismos subjacentes que fazem com que algumas pessoas tenham alucinações transitórias e outras tenham uma doença mais persistente, que atrapalha a vida, como a esquizofrenia”, disse. “Se nós conseguirmos separar estes indivíduos, encontrar os mecanismos subjacentes, isso poderia ser uma pista muito importante do que provoca esses sintomas”.

Impacto no tratamento de saúde mental

De acordo com McGrath, a pesquisa poderia ter implicações mais amplas para o tratamento de saúde mental. “O que isso significa para a prevenção da doença mental, ou para compreender os fundamentos de doenças mentais? Será que ter essas experiências aumenta o risco de depressão ou transtornos de ansiedade mais tarde, e elas poderiam ser usadas ​​para rastrear mecanismos para ajudar as pessoas mais cedo? Estas são as pistas que podemos começar a separar”.
Para ele, os resultados mostram a necessidade de repensar a relação entre ouvir vozes e saúde mental. “O importante para a comunidade de pesquisa é o fato de que ouvir uma voz não significa automaticamente que você está indo no caminho da esquizofrenia – isso parece ser muito mais diversificado do que se pensava anteriormente”, afirmou o pesquisador.
“Precisamos equipar a comunidade para entender que não há problema em falar sobre sua depressão, sobre ouvir vozes ou sobre suicídio, porque estas são coisas para as quais você pode receber ajuda”, alertou. “Precisamos ser mais conscientes de que estas são coisas cotidianas que estão acontecendo com pessoas comuns”.

Fonte: http://hypescience.com/uma-em-cada-20-pessoas-ouve-vozes-dentro-de-sua-cabeca-aponta-estudo/

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Novo tratamento contra cancro do pulmão pode duplicar sobrevivência dos pacientes

Um novo tratamento contra o câncer de pulmão pode mais do que dobrar a sobrevida de alguns pacientes, revelou uma pesquisa conduzida por cientistas americanos e europeus.
Segundo eles, uma nova droga, chamada Nivolumab, impede que as células cancerígenas se escondam dos sistemas de defesa do corpo humano, deixando o tumor mais vulnerável à ação dos anticorpos.
Os cientistas chegaram aos resultados após conduzirem um experimento com 582 pessoas. As descobertas foram publicadas na revista científica American Society of Clinical Oncology e descritas como “uma esperança real para os pacientes”.
O câncer de pulmão é o mais letal, matando cerca de 1,6 milhão de pessoas por ano no mundo.
Como a doença é de difícil tratamento e normalmente tem diagnóstico tardio, as chances de sobrevida do paciente são significativamente reduzidas após a descoberta do tumor.

Defesas naturais

O sistema imunológico humano é treinado para combater infecções, mas também ataca partes do corpo quando elas apresentam um mau funcionamento % é o caso do câncer.
No entanto, tumores apresentam alguns “truques” de forma a sobreviver a esses ataques naturais.
Eles produzem uma proteína chamada PD-L1 que desliga qualquer parte do sistema imunológico que tenta atacá-los.
A Nivolumab faz parte de uma série de drogas chamadas “inibidores de checkpoint” sendo desenvolvidas por laboratórios farmacêuticos.
O medicamento impede que as células cancerígenas “desliguem” o sistema imunológico, deixando-as vulneráveis ao ataque do próprio corpo humano.

Câncer de pulmão

O experimento, conduzido na Europa e nos Estados Unidos, foi realizado em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado e que já haviam recorrido a outros tipos de tratamento.
Aqueles que se submetiam ao tratamento comum viviam, em média, 9,4 meses após iniciar a terapia, enquanto que os que tomavam Nivolumab viviam, em média, mais 12,2 meses.
No entanto, alguns pacientes tiveram um desempenho espetacular. Aqueles com tumores que produziam altos níveis de PD-L1 chegaram a viver por mais 19,4 meses.

Marco

Os dados foram apresentados pelo laboratório farmacêutico americano Bristol-Myers Squibb.
Responsável pela pesquisa, Luis Paz-Ares, do Hospital Universitario Doce de Octubre, em Madri, na Espanha, disse que “(Os resultados) representam um marco no desenvolvimento de novas opções de tratamento contra o câncer de pulmão”.
“Nivolumab é o primeiro inibidor PD-1 a mostrar um avanço significativo na sobrevivência média na terceira fase do experimento em pacientes com câncer de pulmão em estágio avançado”.

Outras companhias vêm testando drogas similares.

Martin Forster, do Instituto do Câncer da University College London (UCL), está testando algumas delas.
“A notícia é muito animadora. Acho que essas drogas vão representar uma mudança de paradigma sobre como tratamos câncer de pulmão”.
Ele disse que, atualmente, se a quimioterapia fracassar, os índices de sobrevivência do paciente são “muito baixos”.
“Mas naqueles que respondem a imunoterapia parece haver um controle mais prolongado da doença; acho que se trata de uma grande mudança no tratamento contra o câncer de pulmão”, acrescentou.

Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/2015/06/01/novo-tratamento-contra-cancer-de-pulmao-pode-dobrar-sobrevida-dos-pacientes

Novo teste da fala despista perturbações em cinco minutos

Um novo teste desenvolvido pela Universidade de Aveiro e pelo Instituto Politécnico de Setúbal permite avaliar, em cinco minutos, se as crianças desenvolveram a linguagem adequada à sua idade, anunciou hoje fonte académica.
O instrumento chama-se Rastreio de Linguagem e Fala (RaLF) e é o único preparado para crianças que tenham o português europeu como língua materna, sendo aplicado a crianças em idade pré-escolar.
Desenvolvido por investigadoras da Universidade de Aveiro (UA) e do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, o teste destina-se a auxiliar os profissionais de saúde e de educação a identificar perturbações em fase inicial, evitando o insucesso escolar.
“A grande mais-valia deste instrumento é permitir a realização de um rastreio de linguagem e fala de forma rápida, [aproximadamente cinco minutos] que ajude pediatras, enfermeiros ou educadores de infância, a perceber se a criança já adquiriu as competências de linguagem e fala fundamentais para a sua idade”, explica Marisa Lousada, uma das terapeutas da fala e investigadora que desenvolveu o RaLF.
Marisa Lousada, que dirige o Curso da Licenciatura em Terapia da Fala da UA explica que o RaLF tem exemplos concretos que ajudam a clarificar os diferentes itens em análise, permitindo aos profissionais que trabalham com crianças em idade pré-escolar encaminhar as crianças que deverão realizar uma avaliação por parte de um terapeuta da fala.
“A atuação ao nível da prevenção permite uma identificação das perturbações em fase inicial, evitando o insucesso escolar, na medida em que uma grande percentagem de crianças com perturbação na aprendizagem da leitura apresentou previamente uma perturbação da linguagem oral”, reporta, por sua vez, Ana Mendes, investigadora e docente do Instituto Politécnico de Setúbal.
O RaLF contempla três faixas etárias – até aos 04 anos, até aos 05 anos e até aos 06 anos - que contêm indicadores, ou seja, capacidades de fala, linguagem ou metalinguagem que descrevem marcos típicos do desenvolvimento linguístico em cada idade.
O RaLF, que a empresa Edubox da Incubadora de Empresas da UA se prepara para comercializar, é construído com base em dados linguísticos normativos e foi analisada a sua validade e fiabilidade.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=775583

Novas drogas abrem caminho para tratamento do cancro

Novas drogas abrem caminho para tratamento do cancroA imunoterapia, que utiliza o sistema imunológico do corpo para atacar as células cancerígenas, poderá anunciar uma nova era para o tratamento do cancro. Os investigadores mostram que a cura é possível contra uma infinidade de diversos tipos de cancro. Os resultados foram agora anunciados.

Os resultados dos novos ensaios com medicamentos contra o cancro têm sido aclamados como “espetaculares”, disse um especialista ao canal de televisão Sky News, alegando que o potencial para a cura da doença está "definitivamente ali".

Descobertas "espetaculares"

A imunoterapia, que usa o sistema imunológico do corpo para atacar as células cancerígenas, mostrou-se eficaz. De acordo com um estudo, mais de metade dos doentes com melanoma avançado viu a doença reduzida significativamente.

Imunoterapia pode substituir quimioterapia
 

O professor Roy Herbst, chefe da oncologia médica no Centro do Cancro de Yale, descreveu algumas das descobertas como "espetaculares", e disse que a imunoterapia pode substituir a quimioterapia no tratamento do cancro, nos próximos cinco anos, de acordo com relatórios.

"Acho que estamos numa mudança de paradigma, na forma como a oncologia está a ser tratada. O potencial para a sobrevivência a longo prazo, está definitivamente ali”, disse Herbst à televisão Sky News e ao jornal The Telegraph.

"A evidência sugere que estamos no início de uma nova era para tratamento do cancro”, disse Peter Johnson, diretor do Centro de Investigação para o Cancro do Reino Unido.
"Cura é possível"

Nos últimos dias, os resultados dos ensaios de uma série de tratamentos, capazes de aproveitar o sistema imunológico do corpo, foram anunciados na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago.

Os investigadores mostram que a cura é possível contra uma infinidade de diversos tipos de cancro.

Um estudo internacional envolvendo 945 pacientes com melanoma avançado viu tratada a doença com dois medicamentos, o ipilimumab e o nivolumab, avança a Sky News e o jornal The Telegraph.

Num estudo, realizado na Grã-Bretanha, 58 por cento dos pacientes com cancro de pele avançado, viram os seus tumores reduzidos, significativamente, quando foi dada uma nova combinação de medicamentos.

Os investigadores descobriram que o avanço do cancro estagnou, durante um ano, em 58 por cento dos casos, de acordo com a pesquisa publicada no New England Journal of Medicine.
Alan Worsley, do Centro de Investigação para o Cancro do Reino Unido, disse que os resultados sugerem a combinação de tratamentos de imunoterapia.

"Juntas, essas drogas podem libertar o sistema imunológico, bloqueando a capacidade do cancro de se esconder a partir dele.""Re-educar o sistema imunológico"

Ao jornal The Telegraph, Peter Johnson, professor de Oncologia disse que as terapias que trabalham para "re-educar" o sistema imunológico são um dos maiores avanços no tratamento do cancro, nas últimas quatro décadas.

Os especialistas dizem que os novos tratamentos, que utilizam o sistema imunológico do corpo para parar a propagação da doença, podem em breve tornar-se o tratamento convencional para uma vasta gama de cancros.

"Os cancros desenvolvem-se porque eles conseguem esconder-se do sistema imunológico e disfarçar o perigo que representam”, concluem.

Fonte: http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=833300&tm=7&layout=121&visual=49

Universidade de Coimbra cria vacina nasal contra ataques bioterroristas

Uma equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da UC criou uma vacina que atua de forma rápida, pode ser administrada por qualquer pessoa e atua de forma precoce perante uma ameaça de bioterrorismo com antraz.
Olga Borges é professora da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra e explica que esta descoberta "permite o desenvolvimento de anticorpos não só daqueles que circulam no sangue, mas também anticorpos ao nível da mucosa nasal. É uma mais-valia porque não permite a inalação dos esporos de antraz, não passando para a corrente sanguínea e não permite que a doença se desenvolva".
A equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (UC) trabalha nesta investigação há cerca de quatro anos.
A vacina não é administrada de forma convencional, "neste caso a vacina é uma suspensão que é depositada nas narinas, qualquer utente teoricamente poderá fazer a administração, basta adquirir numa farmácia, são umas gotas colocada no nariz.", explica Olga Borges.

Fonte: http://m.tsf.pt/m/newsArticle?contentId=4600267&page=1

Falha de Santo André - Califórnia

A Falha de San Andreas é uma gigantesca rachadura que marca o limite entre as duas maiores placas tectônicas do planeta.

A crosta terrestre é composta por diferentes placas tectônicas que estão em constante movimentação sobre o manto. Esse processo proporciona o encontro entre diferentes placas tectônicas que provocam mudanças físicas na crosta, como, por exemplo, a formação de montanhas.

Na porção ocidental dos Estados Unidos, mais exatamente no estado da Califórnia, ocorre um movimento tangencial entre duas placas tectônicas (a placa norte-americana e a placa do Pacífico), a primeira desliza 14 milímetros por ano em sentido sudeste, já a placa do Pacífico desloca-se 5 milímetros no sentido oposto da primeira. Essa movimentação das placas gerou uma das mais famosas falhas do planeta, a de San Andreas. O atrito entre essas duas placas gera frequentes terremotos na região, o que torna a Califórnia uma das áreas de maior instabilidade tectônica do planeta.

A Costa Oeste dos EUA, especialmente a Califórnia, é um dos lugares com a maior atividade sísmica do planeta. A falha de San Andreas é uma gigantesca rachadura visível de, aproximadamente, 1.300 quilômetros de extensão que marca os limites entre as duas maiores placas tectônicas do planeta: a placa norte-americana e a placa do Pacífico. O deslizamento entre as placas causa grande instabilidade em todo o estado da Califórnia, e foi a principal causa do violento terremoto que abalou a cidade de São Francisco em 1906.

Conforme o Instituto de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos, o estado da Califórnia apresenta 99% de chances de ser atingido, nas próximas três décadas, por um terremoto superior a 6.7 graus.

Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/falha-san-andreas.htm

sábado, 30 de maio de 2015

Galáxias em fusão quebram o silêncio de rádio

Esta impressão de artista ilustra como os jatos velozes oriundos de buracos negros supermassivos podem parecer. Estes fluxos de plasma são o resultado da extração de energia da rotação de um buraco negro supermassivo à medida que consome o disco rodopiante de matéria que o rodeia. Estes jatos têm uma emissão muito forte no rádio.
Crédito: ESA/Hubble, L. Calçada (ESO)






Na mais extensa pesquisa do seu tipo já realizada, uma equipa de cientistas encontrou uma relação inequívoca entre a presença de buracos negros supermassivos que alimentam jatos velozes que emitem sinais de rádio e a história da fusão das suas galáxias hospedeiras. Descobriu-se que quase todas as galáxias que contêm estes jatos estão ou a fundir-se com outra galáxia, ou fizeram-no recentemente. Os resultados dão peso significativo ao caso dos jatos como o produto de buracos negros em fusão e serão publicados na revista The Astrophysical Journal.

Uma equipa de astrónomos usou o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para realizar um grande levantamento sobre a relação entre as galáxias que sofreram fusões e a atividade dos buracos negros supermassivos nos seus núcleos.

A equipa estudou uma grande variedade de galáxias com centros extremamente luminosos - conhecidos como núcleos galácticos ativos (NGAs) - que se pensa serem o resultado de grandes quantidades de matéria aquecida que circula em redor e é consumida por um buraco negro supermassivo. Embora se pense que a maioria das galáxias albergue um buraco negro supermassivo, apenas uma pequena percentagem são assim tão luminosos e ainda menos dão um passo em frente e formam o que é conhecido como jatos relativistas. Os dois jatos de plasma altamente velozes movem-se quase à velocidade da luz e fluem para fora em sentidos opostos e perpendicularmente ao disco de matéria que rodeia o buraco negro, estendendo-se milhares de anos-luz para o espaço. O material quente dentro dos jatos é também a origem das ondas de rádio.

São estes jatos que Marco Chiaberge do STScI (igualmente da Universidade Johns Hopkins, EUA e do INAF-IRA, Itália) e a sua equipa esperavam confirmar como o resultado de fusões galácticas.

A equipa examinou cinco categorias de galáxias em busca de sinais visíveis de fusões recentes ou em curso - dois tipos de galáxias com jatos, dois tipos de galáxias que tinham núcleos luminosos mas que não tinham jatos, e um conjunto de galáxias inativas regulares.

"As galáxias que abrigam estes jatos relativistas libertam grandes quantidades de radiação no rádio," explica Marco. "Ao usar a câmara WFC3 do Hubble, descobrimos que quase todas as galáxias com grandes quantidades de emissão de rádio, o que implica a presença de jatos, estavam associadas com fusões. No entanto, não eram só as galáxias que continha jatos as únicas a mostrar evidências de fusões!"

Outros estudos já tinham mostrado uma forte relação entre a história das fusões de uma galáxia e os altos níveis de radiação no rádio, o que sugere a presença de jatos relativistas escondidos no centro da galáxia. No entanto, este estudo é muito mais extenso e os resultados são muito claros, o que significa que agora pode ser dito com quase toda a certeza que os NGAs de rádio, isto é, galáxias com jatos relativistas, são o resultado de fusões galácticas.

"Nós descobrimos que a maioria dos eventos de fusão propriamente ditos não resultam na criação de NGAs com uma poderosa emissão de rádio," afirma o coautor Roberto Gilli do Osservatorio Astronomico di Bologna, Itália. "Cerca de 40% das outras galáxias que observámos também atravessam um período de fusão e no entanto falharam em produzir as espetaculares emissões de rádio e os jatos dos seus homólogos."

Embora seja agora muito claro que uma fusão galáctica é quase certamente necessária para uma galáxia albergar um buraco negro supermassivo com jatos relativistas, a equipa deduz que devem haver condições adicionais que precisam ser atingidas. Eles especulam que a colisão de uma galáxia com outra produz um buraco negro supermassivo com jatos quando este buraco negro central roda mais depressa - possivelmente como resultado de um encontro com outro buraco negro de massa similar - à medida que o excesso de energia extraída da rotação alimenta os jatos.

"Há duas maneiras das fusões provavelmente afetarem o buraco negro central. A primeira seria um aumento na quantidade de gás atraído para o centro da galáxia, acrescentando massa tanto ao buraco negro como ao disco matéria em seu redor," explica Colin Norman, coautor do artigo. "Mas este processo deve afetar os buracos negros em todas as fusões galácticas e, apesar disso, nem todas as galáxias em fusão que têm buracos negros acabam com jatos, por isso não é suficiente para explicar a origem destes jatos. A outra hipótese é que uma fusão entre duas galáxias gigantescas faz com que dois buracos negros de massa semelhante também se fundam. Pode ser que uma determinada classe de fusão entre dois buracos negros produza um único buraco negro supermassivo e veloz, o que explica a produção dos jatos."

Serão necessárias observações futuras usando tanto o Hubble como o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) do ESO para melhorar e expandir ainda mais o estudo, e para continuar a lançar luz sobre estes processos complexos e poderosos.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/29_galaxias_fusao_buracos_negros.htm

New Horizons vê mais detalhes em Plutão

Que diferença fazem 32 milhões de quilómetros! As imagens de Plutão pela New Horizons da NASA estão a crescer em escala à medida que a sonda aproxima-se do seu misterioso destino. As novas imagens, capturadas entre os dias 8 e 12 de maio usando uma poderosa câmara telescópica e enviadas na semana passada, revelam mais detalhes sobre a contrastante e complexa superfície de Plutão.

Estas imagens de Plutão foram obtidas a 77 milhões de quilómetros de distância, usando o instrumento LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager) a bordo da sonda New Horizons. Tendo em conta que a New Horizons estava aproximadamente 32 milhões de quilómetros mais próxima de Plutão em meados de maio do que em meados de abril, as novas imagens contêm cerca do dobro dos pixéis do que aquelas obtidas há um mês atrás.

A técnica chamada deconvolução melhora a nitidez das imagens não processadas enviadas para a Terra. Nas imagens de abril, os cientistas da New Horizons determinaram que Plutão tem grandes marcas à superfície - algumas brilhantes, outras escuras - incluindo uma área num polo que poderá ser uma calote. As novas imagens mostram detalhes mais refinados. A deconvolução pode ocasionalmente produzir detalhes adulterados, de modo que os detalhes destas imagens necessitarão confirmação com imagens obtidas de mais perto ao longo das próximas semanas.

"À medida que a New Horizons se aproxima de Plutão, está a transformar o objeto de um ponto de luz para um intenso ponto de interesse planetário," afirma Jim Green, Diretor de Ciência Planetária da NASA. "As próximas sete semanas vão ser uma montanha-russa alucinante."

"Estas novas imagens mostram-nos que os diferentes rostos de Plutão são distintos: provavelmente insinuam o que poderá ser uma geologia superficial complexa ou variações na composição de lugar para lugar," afirma Alan Stern, investigador principal da New Horizons, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado. "Estas imagens também continuam a apoiar a ideia que Plutão tem uma calote polar cuja extensão varia de acordo com a longitude; vamos ser capazes de fazer uma determinação definitiva do gelo na região brilhante quando obtivermos informações espectrográficas dessa área em julho."

As imagens que a New Horizons envia vão melhorar dramaticamente nas próximas semanas à medida que a sonda acelera cada vez mais perto do seu encontro de 14 de julho com o sistema de Plutão, avançando 1,2 milhões de quilómetros por dia.

"No final de junho a resolução já será quatro vezes superior à das imagens obtidas entre os dias 8 e 12 de maio e, durante a maior aproximação, esperamos obter imagens com mais de 5000 vezes a resolução atual," afirma Hal Weaver, cientista do projeto e do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins em Laurel, Maryland, EUA.

A New Horizons foi lançada em janeiro de 2006 e está atualmente a 4,75 mil milhões de quilómetros de casa; a sonda está de boa saúde e todos os sistemas estão a operar normalmente.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/29_plutao_new_horizons.htm

Forte terramoto atinge Alasca, a 111 km de Chirikof Island

De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 7.0 pontos de magnitude foi registrado no Alasca, 111 km a norte-noroeste de Chirikof Island, as 04h00, pelo horário brasileiro (29/05/2015). 

O forte tremor ocorreu a 51 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 56.68N e 156.57W, indicadas pelo mapa abaixo. Ainda não há informações sobre vítimas.Apesar da grande intensidade, sismos que ocorrem nessa profundidade tem a maior parte de sua energia dissipada antes de chegar à superfície. Mesmo assim, quando acontecem no oceano podem provocar a formação e alertas de tsunamis.

Um terremoto de 7.0 pontos de magnitude libera a mesma energia que 24 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 474330 toneladas de TNT.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Forte_terremoto_atinge_Alasca_a_111_km_de_Chirikof_Island&posic=dat_20150529-050019.inc

Nasa anuncia dois CubeSats em Marte em 2016

Essa será a primeira vez na história que microssatélites quase domésticos deixarão a orbita da Terra rumo a outro planeta, iniciando uma nova fase da exploração espacial e inter-planetária.
Cubesat Missao Marco da Nasa
Para quem não sabe, Cubesats são satélites muito pequenos, com 10 centímetros de lado, geralmente montados por estudantes de nível médio ou universitário. Nos últimos tempos, podem até serem comprados pela internet por preços bastante acessíveis.

Para chegarem ao espaço, no entanto, as coisas não são tão simples e baratas e normalmente seus proprietários esperam meses ou até anos para que seus Cubesats consigam uma carona grátis junto aos lançamentos de grande porte.

Até agora, todos os Cubesats lançados não saíram da órbita terrestre e depois de completarem sua missão, que geralmente dura poucos meses, reentram na atmosfera e se desintegram.

Desta vez, no entanto, dois micro-satélites terão um destino bastante diferente de seus antecessores e viajarão mais longe que qualquer um deles.
Diagrama da Missao Inside MarCO
De acordo com a agência espacial americana, NASA, em 2016 dois Cubesats serão lançados juntos com a nave interplanetária Inside, que deverá pousar no Planeta Vermelho em setembro do mesmo ano.

O objetivo dos dois Cubesat, chamados MarCO (Mars Cube One) será o de retransmitir em tempo real toda a fase de reentrada e descida da Inside, que pousará em uma área de Marte que não estará ao alcance da Mars Reconnaissance Orbiter, MRO, atualmente orbitando o planeta.

Como é

Cada satélite da missão MarCO é composto de seis Cubesats empilhados, formando um arranjo de 10x10x60 centímetros de lado, similar a uma torrinha acústica dos atuais home theatres.

A diferença entre esse arranjo e os Cubesats atuais é que a missão MarCO abriga quatro pequenos propulsores que permitirão o controle de atitude e trajetória, fundamentais para posicionar os cubesats na posição correta durante a entrada e pouso da Inside.

Refletores

De acordo com Andrew Kleshl ligado ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, uma das mais interessantes capacidades do arranjo será um refletor de ondas de rádio da banda-x que permitirá fechar um link de 8 kbps sobre uma área de 157 km2 da superfície de Marte, necessário para a retransmissão da telemetria.

Assim, a Inside transmitira os dados para a MarCO a 8 kbs, que os retransmitirá em tempo real para as antenas da Rede do Espaço Profundo, localizadas na Austrália, África e Argentina.

É importante destacar que apenas um dos Cubesats participará da transmissão de dados. O segundo servirá apenas como backup caso ocorra algum problema.

Sem segredos

Vale notar que durante toda a missão os cubesats estarão enviando dados nas frequências de radioamadores. Assim, qualquer pessoa que tenha conhecimentos de rádio poderá acompanhar o desempenho e condições técnicas da nave em tempo real.

Espaço Profundo

Após a descida da Inside, os Cubesats não entrarão na orbita marciana. Eles continuarão sua jornada rumo ao espaço profundo, abrindo uma nova fase de exploração espacial, em que futuramente qualquer um poderá enviar suas próprias naves rumo ao desconhecido.

Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Nova_Era_Nasa_anuncia_dois_CubeSats_em_Marte_em_2016&posic=dat_20150529-111903.inc

Como o entrelaçamento quântico construiu o tempo

emanharamento quantico

Físicos e matemáticos têm buscado uma Teoria de Tudo que unifique a relatividade geral e a mecânica quântica. Enquanto a relatividade explica a gravidade e fenômenos em grande escala, tais como a dinâmica das estrelas e das galáxias no universo, a mecânica quântica explica fenômenos microscópicos em escalas subatômicas e moleculares. Agora, cientistas afirmam ter encontrado uma resposta que pode levar a essa teoria universal e mostrar de onde surgiu o espaço-tempo.
O princípio holográfico é amplamente considerado uma característica essencial de uma teoria universal bem sucedida. O princípio holográfico afirma que a gravidade de um volume tridimensional pode ser descrita pela mecânica quântica numa superfície bidimensional do volume envolvente. Em particular, as três dimensões do volume deverão surgir a partir das duas dimensões da superfície. No entanto, a compreensão dos mecanismos para o surgimento do volume da superfície até agora eram indefinidos.
Um novo estudo, comandado por Hirosi Ooguri, professor da Universidade de Tóquio (Japão), ao lado de colaboradores, descobriu que o entrelaçamento quântico é a chave para resolver esta questão. Usando uma teoria quântica (que não inclui a gravidade), eles mostraram como calcular a densidade da energia, que é uma fonte de interações gravitacionais em três dimensões, usando dados de emaranhamentos quânticos na superfície. É mais ou menos como diagnosticar as condições no interior do seu corpo olhando imagens de raios-X em folhas bidimensionais.
Isto permitiu aos cientistas interpretar propriedades universais do entrelaçamento quântico como condições para a densidade da energia que devem ser satisfeitas por qualquer teoria quântica consistente da gravidade, sem realmente incluir explicitamente a gravidade. A importância do entrelaçamento quântico foi sugerida antes, mas seu real papel no surgimento do espaço-tempo não estava claro até este trabalho.

Ação fantasmagórica à distância

O emaranhamento quântico é um fenômeno pelo qual estados quânticos tais como rotação ou polarização de partículas em locais diferentes não podem ser descritos de forma independente. Medir (e, portanto, agir sobre) uma partícula significa que também se age sobre a outra, algo que Einstein chamou de “ação fantasmagórica à distância”. O trabalho de Ooguri e seus colaboradores mostra que esse entrelaçamento quântico gera as dimensões adicionais da teoria gravitacional.
“Sabe-se que o entrelaçamento quântico está relacionado com questões profundas na unificação da relatividade e da mecânica quântica gerais, tais como o paradoxo das informações dos buracos negros e o paradoxo firewall”, diz Ooguri. “Nosso artigo lança nova luz sobre a relação entre o emaranhamento quântico e a estrutura microscópica do espaço-tempo através de cálculos explícitos. A interface entre a gravidade quântica e a ciência da informação está se tornando cada vez mais importante para ambos os campos. Eu mesmo estou colaborando com cientistas da informação para prosseguir esta linha de investigação adicional”, afirma. 

Fonte: http://hypescience.com/como-o-emaranhamento-quantico-construiu-o-espaco-tempo/

Entrevista a Joe Rogan subordinada ao tema: Aliens na Invisibilidade - Os nossos sonhos ocorrem noutras dimensões

A RT entrevistou Joe Rogan, apresentador do Experience Joe Rogan, em vida extraterrestre, universos paralelos e do multiverso, a consciência coletiva e a possibilidade de que os sonhos ocorrem em outras dimensões. É possível que os sonhos que todos nós temos não se realizam na nossa imaginação mas tem o lugar em outra dimensão e que em nossos sonhos estamos interagindo com seres ou seres invisíveis de um universo paralelo ou realidade? Será que estamos em um estágio da evolução humana em que a telepatia e outras habilidades sobrenaturais se tornará a norma? Uma entrevista interessante em que Joe Rogan também fala sobre a Teoria quântica e a pesquisa inovadora do médico americano Rick Strassman sobre a glândula pineal.
 
 
 
Fonte: http://ufosonline.blogspot.pt/
 
 

Teoria da Panspermia refere que a vida na Terra surgiu de outro local no Espaço

A teoria da panspermia indica que a vida na Terra surgiu de outro local no espaço

A panspermia, proposta no fim do século XIX, é uma teoria que busca explicar a origem da vida. Segundo ela, nosso planeta foi povoado por seres vivos ou elementos precursores da vida oriundos de outros planetas; que se propagaram por meteoritos e poeira cósmica até a Terra.

Essa teoria ganhou mais força com a descoberta da presença de substâncias orgânicas oriundas de outros locais do espaço, como o formaldeído, álcool etílico e alguns aminoácidos. A descoberta de um meteorito na Antártica, na década de 80, contendo um possível fóssil de bactéria também reforça a panspermia.

Para muitos, aceitá-la apenas responderia sobre o surgimento da vida na Terra tornando, ainda, obscura a resposta acerca de como ela se formou, realmente. Além disso, muitos cientistas argumentam sobre a possibilidade quase negativa de seres extraterrestres atravessarem os raios cósmicos e ultravioletas sem serem lesados.

A seguir, duas linhas dessa teoria que são discutidas atualmente:

NOVA PANSPERMIA

Para essa versão, formulada por Fred Hoyle e Chandra Wickramasinghe, a matéria está constantemente sendo formada. Assim, há vida em todo o universo, nas nuvens interestelares, chegando à Terra a partir do núcleo de cometas.

A nova panspermia aponta, também, que os vírus podem ter vindo diretamente do espaço e que a evolução pode se dar pela incorporação de material genético oriundo de outros planetas.

Em suas pesquisas, estes cientistas constataram, na poeira interestelar, a presença de polímeros orgânicos complexos semelhantes à celulose – o que poderia ser uma evidência.

PANSPERMIA DIRIGIDA

Francis Crick e Lesei Orle, autores desta abordagem, defendem que seres inteligentes de outras galáxias colonizaram vários planetas, inclusive o nosso, deixando como prova de sua presença o molibdênio - elemento essencial para o funcionamento de determinadas enzimas, mas bastante raro em nosso planeta.

Francis Crick (aquele da descoberta da dupla hélice do DNA) e Leslie Orgel propuseram, também, que esporos transportados por uma nave espacial chegaram à Terra por vontade de seres extraterrestres inteligentes.

Conclusão:

Por mais confusa ou absurda que possa parecer, a panspermia ainda não foi refutada e causa fascínio, principalmente naqueles que gostam de ficção científica.
Fonte: http://ufosonline.blogspot.pt/

China lançará no fim deste ano satélite para investigar matéria escura

Pesquisadores chineses lançarão no final deste ano um satélite para a exploração da matéria escura no espaço, anunciaram neste sábado em Xangai responsáveis do projeto.
O satélite, denominado DAMPE (sigla em inglês de "explorador de partículas de matéria escura") será lançado desde o centro de lançamento espacial de Jiuquan, com a meta de observar a direção, energia e carga elétrica de partículas no cosmos, anunciou o chefe da equipe que o desenvolve, Chang Jin.
Com uma vida operacional de três anos, o DAMPE tentar lançar luz sobre um dos grandes mistérios da física, a chamada matéria escura, cuja existência foi aceita pela comunidade científica apesar de ainda não ter sido diretamente detectada.
A matéria escura é uma hipotética matéria que não emite a radiação eletromagnética suficiente para poder ser vista pelos adiantamentos tecnológicos atuais, mas que os astrofísicos consideram necessária para entender as interações dos corpos visíveis, incluída a lei da gravitação universal.
Segundo o Nobel de Física de origem chinesa Yang Zhenning, a matéria escura e sua pesquisa poderiam ajudar à realização de progressos revolucionários na ciência e a entender fenômenos que hoje em dia não podem ser explicados.
De acordo com as teorias atuais, a matéria escura representa cerca de um quarto da energia-massa no universo.
O satélite DAMPE, desenvolvido pela Academia Chinesa de Ciências e a Prefeitura de Xangai, também estudará outros fenômenos espaciais, como os raios cósmicos e os raios gama de alta energia. 

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/china-lancara-satelite-para-investigar-materia-escura-no-final-de-2015,8cbe3620e8e2ee739a6e8e6019983b4ccvffRCRD.html

Cientistas descobrem possível bloqueio do cancro de mama

Mecanismo pode auxiliar a evitar que o câncer de mama se espalhe pelos ossos, o que poderá vir a ser um avanço na expectativa e qualidade de vida de pacientes portadores da doença.

Um grupo de cientistas descobriu um novo mecanismo que pode auxiliar a evitar que o câncer de mama se espalhe pelos ossos, o que poderá vir a ser um avanço na expectativa e qualidade de vida de pacientes portadores da doença.
Durante os estudos a equipe observou que antes de um tumor se espalhar há a liberação da enzima lisil oxidade ou LOX, que começa a quebrar o tecido ósseo, formando buracos que abrigarão as células cancerígenas. Assim, os esforços far-se-ão no bloqueio desta enzima, a fim de impedir o avanço do câncer.
"Estamos realmente animados com os nossos resultados, que mostram que os tumores de câncer de mama enviam sinais para destruir o osso antes das células cancerígenas chegarem lá, preparando o local para a chegada das células", disse um dos principais pesquisadores do estudo, Alison Gartland, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido. "Este é um importante progresso na luta contra a metástase do câncer de mama e essas descobertas podem levar a novos tratamentos para interromper tumores de mama secundários que crescem no osso, aumentando as chances de sobrevivência em milhares de pacientes".
"O próximo passo é descobrir exatamente como o tumor secretado com a LOX interage com as células ósseas, sendo capaz de desenvolver novos medicamentos para evitar a formação de lesões ósseas e metástase do câncer", disse Gartland. A pesquisa também poderia levar a novos tratamentos para debilitantes de condições ósseas.

Fonte: http://itnet.com.br/cientistas-descobrem-possivel-bloqueio-do-cancer-de-mama,27394.html

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