sexta-feira, 22 de maio de 2015

Forte terremoto sacode Ilhas Salomão

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram um violento terremoto de 6.9 pontos de magnitude ocorrido s Ilhas Salomão, 178 km a oeste de Lata as 19h48 pelo horário de Brasília (20/05/2015). O poderoso tremor teve seu epicentro estimado a 10 km de profundidade, sob as coordenadas 10.8S e 64.2E 

O mapa mostra a localização do epicentro.

Considerando a magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu o evento, este tremor tem potencial suficiente para causar pesados danos e vítimas fatais caso tenha ocorrido abaixo de locais populosos.

Um terremoto de 6.9 pontos de magnitude libera a mesma energia que 17 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 335805 toneladas de TNT.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Forte_terremoto_sacode_Ilhas_Salomao_a_178_km_de_Lata&posic=dat_20150520-201020.inc

Cientistas estudam superbactérias antárticas para produzir novos antibióticos


Cientistas chilenos estudam "superbactérias" extraídas da Antártica que, por sua resistência a condições extremas, seriam chave para derrubar a crescente resistência aos antibióticos, segundo pesquisa apresentada nesta quarta-feira (20) em Santiago.
Após analisar 80 amostras de solo antártico, extraídas em duas viagens, em 2014 e 2015, foram identificadas mais de 200 bactérias de espécies como Pseudomonas e Staphylococcus, que têm "um amplo potencial de aplicação em medicina", explicou Maria Soledad Pavlov, doutorando em biotecnologia da Universidade Católica de Valparaíso e integrante da equipe de pesquisas.
Os organismos microbianos que "geram estratégias para competir e sobreviver" ao clima extremo do continente branco seriam a chave para a criação de "antibióticos que tenham capacidades antimicrobianas diferentes das atuais", o que permitiria quebrar a atual resistência de algumas bactérias.
"Estamos tentando gerar um produto biotecnológico interessante a partir destas bactérias antárticas, que possam suprir esta falta severa de antibióticos", disse Pavlov.

Resistência a medicamentos

Segundo o estudo, o uso excessivo de antibióticos provocou o aparecimento de bactérias resistentes, muito difíceis de controlar com os atuais medicamentos ou antibióticos convencionais.
A pesquisa chilena, desenvolvida com o apoio do Instituto Antártico Chileno (INACH), coletou amostras no arquipélago das Shetland do Sul e em setores continentais da Antártica, próximos às bases chilenas.
Na etapa inicial da pesquisa, Pavlov advertiu que seriam necessários 10 a 15 anos mais de estudos para poder usar o composto antimicrobiano gerado em medicina humana, enquanto que, para utilizá-lo em agricultura, o tempo diminui e seriam suficientes mais cinco anos de laboratório.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/05/cientistas-estudam-superbacterias-antarticas-para-novos-antibioticos.html

Astrónomos captam foto detalhada da nebulosa colorida Medusa

Os filamentos de gás - com o resplendor avermelhado do hidrogênio e verde do oxigênio - batizam esta nebulosa com o nome da "Gorgona Medusa"

O Observatório Europeu do Sul (ESO) revelou nesta quarta-feira a imagem mais detalhada feita até o momento da nebulosa Medusa, na qual as estrelas situadas em seu coração já iniciaram "sua transição à aposentadoria" lançando suas camadas externas ao espaço e formando uma colorida nuvem. 



 Foto: Eso  / Divulgação
Astrônomos captam imagem mais detalhada da colorida nebulosa Medusa 
Foto: Eso / Divulgação
 
A nova imagem foi captada por uma equipe de astrônomos utilizando o telescópio de grande tamanho (VLT) situado no Chile, dentro do programa "Joias Cósmicas" do ESO. 
Segundo o ESO em comunicado, a imagem indica o destino final do Sol, que finalmente também se transformará em um objeto deste tipo antes de terminar sua vida ativa como "anã branca".
Também conhecida como Sharpless 2-274, Medusa tem uma extensão aproximada de quatro anos-luz, se encontra na constelação de Gêmeos a 1.500 anos-luz da Terra e, apesar de seu tamanho, é extremamente frágil e difícil de observar.
Os filamentos de gás - com o resplendor avermelhado do hidrogênio e verde do oxigênio - batizam esta nebulosa com o nome da "Gorgona Medusa", a criatura da mitologia grega que tinha serpentes no lugar de cabelos. 
Durante milhares de anos, os núcleos estelares das nebulosas planetárias "permanecem rodeados por nuvens de gás espetacularmente coloridas". Poucos milhares de anos depois, o gás se dispersou de maneira intermitente em seu entorno, dando lugar a estruturas como a de Medusa.  
A etapa como nebulosa planetária é apenas uma pequena fração da vida útil total de uma estrela, explicou o Observatório. Comparada a vida humana, acrescentou, seria um breve instante "equiparável ao tempo que uma criança demora para fazer uma bolha de sabão e vê-la afastar-se à deriva".
O programa "Joias Cósmicas" do ESO - no qual se inclui a última representação da nebulosa Medusa -, é uma iniciativa que faz uso de um telescópio que não pode ser utilizado para observações científicas e reproduz imagens de objetos interessantes, enigmáticos ou visualmente atrativos com fins educativos e de divulgação. 

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/espaco/astronomos-captam-imagem-mais-detalhada-da-colorida-nebulosa-medusa,8572ddca14e49a4114fd8d0f780321a9x33fRCRD.html

Astrónomos exprimem perplexidade ao descobrirem quarteto de quasar raro

quasar quadruplo
Usando o Observatório WM Keck, localizado no Havaí (Estados Unidos), um grupo de astrônomos liderado por Joseph Hennawi, do Instituto Max Planck de Astronomia, acaba de descobrir o primeiro quasar quádruplo: quatro buracos negros ativos raros, localizados com uma proximidade absurda uns dos outros.
O quarteto reside em uma das estruturas mais massivas já descobertas no universo distante, e está rodeado por uma nebulosa gigante de gás denso. Como a descoberta representa um caso em cada dez milhões, talvez os astrônomos precisem repensar seus modelos de evolução e formação de estruturas cósmicas mais massivas.
Ganhar na Mega Sena é uma coisa, mas se você ganhar na Mega quatro vezes seguidas, talvez você comece a se perguntar se as probabilidades de alguma forma foram manipuladas a seu favor.

O que é um quasar?

Quasares constituem uma breve fase de evolução da galáxia, e são alimentados pela queda de matéria em um buraco negro supermassivo no centro de uma galáxia. Durante esta fase, eles são os objetos mais luminosos do universo, brilhando centenas de vezes mais do que suas galáxias hospedeiras, que contêm centenas de bilhões de estrelas.
Mas esses episódios hiperluminosos duram apenas uma pequena fração do tempo da vida de uma galáxia, e é por isso que os astrônomos precisam ter muita sorte para pegar qualquer galáxia nesse período brilhante.
Como resultado, os quasares são extremamente raros no céu, e normalmente são separados por centenas de milhões de anos-luz um do outro. Os pesquisadores estimam que as chances de descoberta de um quasar quádruplo por acaso é uma em dez milhões.

Como eles conseguiram ter tanta sorte?

Pistas vêm de propriedades peculiares do ambiente do quarteto. Os quatro quasares são, por exemplo, cercados por uma nebulosa gigante de gás hidrogênio muito densa, que emite luz porque é irradiada pelo brilho intenso dos quasares. Além disso, tanto o quarteto quanto a nebulosa circundante residem em um canto raro do universo com uma quantidade surpreendentemente grande de matéria.

Tudo estranho

De acordo com J. Xavier Prochaska, professor da Universidade da Califórnia em Santa Cruz e pesquisador principal das observações do Observatório Keck, há várias centenas de vezes mais galáxias nesta região do que seria de se esperar a estas distâncias.
Dado o número excepcionalmente grande de galáxias, este sistema se assemelha as aglomerações enormes de galáxias, conhecidas como aglomerados de galáxias, que os astrônomos observam no universo atual.
Mas como a luz desta metrópole cósmica tem viajado mais de 10 bilhões de anos antes de atingir a Terra, as imagens que mostram a região são de 10 bilhões de anos atrás, menos de 4 bilhões de anos após o Big Bang.
Elas são, portanto, um exemplo de um progenitor ou antepassado de um aglomerado de galáxias atual, ou que se formará muito em breve.

Dia de sorte

Ao remendar todas essas anomalias em conjunto, os pesquisadores tentaram compreender o que parece ser um golpe de sorte incrível. De acordo com Joseph Hennawi, se você descobrir algo que, segundo a sabedoria científica atual deve ser extremamente improvável, você chega a apenas duas conclusões: ou você tem muita sorte e descobriu uma coisa inédita, ou precisa modificar sua teoria.
Os pesquisadores especulam que algum processo físico pode tornar a atividade quasar muito mais provável em ambientes específicos. Uma possibilidade é que os episódios de quasares são acionados quando as galáxias colidem ou se fundem, porque essas interações violentas canalizam de forma eficiente muito gás para o buraco negro central. Tais encontros são muito mais prováveis de ocorrer em um aglomerado denso preenchido com galáxias, assim como é mais provável encontrar trânsito na hora do rush em uma grande cidade.
“A nebulosa de emissão gigante é uma peça importante do quebra-cabeça, uma vez que significa uma enorme quantidade de gás frio denso”, disse Fabrizio Arrigoni-Battaia, um estudante de doutorado no Instituto Max Planck de Astronomia que esteve envolvido na descoberta.

Buracos negros brilham?

Buracos negros supermassivos só podem brilhar como quasares se houver gás para eles engolirem, e um ambiente rico em gás poderia proporcionar condições favoráveis para abastecer quasares.
Por outro lado, dada a atual compreensão de como as estruturas maciças se formam no universo, a presença da nebulosa gigante é totalmente inesperada.
Nossos modelos atuais de formação da estrutura cósmica, feitos com base em simulações de supercomputadores, preveem que os objetos maciços no início do universo devem ser preenchidos com gás rarefeito, ao passo que esta nebulosa gigante de gás requer gases milhares de vezes mais denso e mais frio, esclarece Sebastiano Cantalupo, que liderou as observações no Observatório Keck

Fonte: http://hypescience.com/astronomos-estao-perplexos-com-descoberta-de-quarteto-quasar-raro/

O próximo Planeta Terra qque encontraremos

encontrar a proxima terra
Encontrar provas de vida fora da Terra não é um sonho. É algo que podemos realizar com sucesso. Pelo menos é o que defende a astrônoma do centro de pesquisa da NASA, Natalie Batalha.

Ela não está sozinha

Esse é um sentimento compartilhado por vários pesquisadores da comunidade científica, e foi amplamente discutido na última cerimônia do Instituto Carl Sagan da Universidade de Cornell, dos Estados Unidos. O instituto, que é ideia da astrônoma Lisa Kaltenegger, foi fundado para explorar a diversidade de mundos e vislumbrar a descoberta de vida no horizonte cósmico. Se tivermos sorte, podemos encontrar outro planeta como a Terra. Ou uma dúzia. Ou mil.

Encontrar Terra 2.0 não será fácil

Isso ninguém duvida. Vai ser um esforço enorme, mas os astrônomos, cientistas planetários, químicos e biólogos do Instituto Carl Sagan tem um plano para nos levar até lá. E é assim que vamos tentar encontrar o próximo planeta azul e colocar um fim na nossa solidão cósmica.

Biliões e biliões

Esse é um grande momento para se estar vivo, se você estiver interessado em mundos além do nosso sistema solar. Ao longo das últimas duas décadas, a ciência exoplaneta sofreu nada menos do que uma revolução, e até mesmo se você é cético sobre a ideia de vida alienígena, as descobertas que fizemos são muito impressionantes.
Vinte anos atrás, os astrônomos não tinham confirmado um único planeta fora do nosso sistema solar. Nos últimos seis anos, Kepler, um telescópio da NASA que orbita o sol, encontrou mais de 100.000 estrelas simultaneamente, descobrindo mais de 4.100 candidatos planetários. Desses, 1.000 se confirmaram planetas.
Isso porque Kepler não está digitalizando todo o céu. Em vez disso, ele monitora uma pequena porção de nossa galáxia, levantando um censo cósmico de tudo o que vê pela frente. Com este censo, os astrônomos usam estatísticas para extrapolar a distribuição dos planetas ao longo da Via Láctea.
De acordo com Bill Borucki, pesquisador principal da missão Kepler, nós já aprendemos que a maioria das estrelas tem planetas, que os planetas do tamanho da Terra são comuns, e uma boa fração deles se encontra na zona habitável de sua estrela.

E tem mais

Quando você coloca os números juntos, eles ficam ainda mais impressionantes: em 100 bilhões de estrelas, 10% têm planetas do tamanho da Terra, 10% são estrelas como o sol, e um bilhão de planetas do tamanho da Terra estão na zona habitável de estrelas como o sol.
Pode haver bilhões de planetas do tamanho da Terra na zona habitável de uma estrela parecida com o sol. Trinta anos atrás, os astrônomos não tinham certeza disso. E tudo isso, é claro, é apenas dentro de nossa galáxia.
Há bilhões de estrelas em nossa galáxia, e bilhões de galáxias lá fora. Logo, os números estão, felizmente, muito a nosso favor.

Mas como vamos descobrir um novo planeta Terra?

A tecnologia por trás dessa descoberta incrível é, a princípio, bastante simples.
A maioria dos exoplanetas que conhecemos até agora foram detectados por uma ligeira quebra na luz emitida por uma estrela quando um planeta cruza seu caminho dentro da linha de visão do telescópio.
Na prática, no entanto, identificar essas sombras planetárias é insanamente difícil, porque a breve mudança na luz das estrelas causada por um evento assim é absolutamente minúscula.
Imagine que você está olhando para o arranha-céu mais alto da sua cidade, e é noite. Cada janela está aberta e cada luz está acesa. Uma pessoa vai e abaixa as persianas em uma janela por cerca de um centímetro. Essa é a mudança na luz que os cientistas têm que medir para encontrar um planeta do tamanho da Terra.
Pior: como se não bastasse ser difícil uma vez, os pesquisadores têm que fazer essa medição duas vezes, para ter certeza e não dar um chute no escuro.
Para conseguir medir essa mínima alteração de luz, os cientistas tiveram que desenvolver fotômetros mil vezes mais precisos do que qualquer um construído antes. Estes sensores de luz, como explicam os cientistas, deve monitorar milhares de estrelas ao mesmo tempo, porque a chance de detectar essas linhas de luz que representam a existência de um planeta no caminho de uma estrela na linha de um telescópio de visão é inferior a 1%.
Os novos fotômetros também têm que funcionar perfeitamente em todos os momentos – e não ancorados ao solo, mas sim no espaço exterior. O desafio é do tamanho do universo.

Muitos anos trabalhando nessa ideia

Justamente porque esse dispositivo é tão engenhoso e preciso, demorou quase duas décadas para ser projetado, prototipado e convencer a NASA de que seria eficiente para captar essa variação de luz.
Até agora, só pudemos chegar até mundos que estão a uma distância orbital da Terra. Os planetas mais distantes provocam uma alteração de luz muito fraca para o fotômetro detectar. Ou seja, os números estão a nosso favor, sim, mas essa análise é bastante relativa.

O que podemos fazer com esses dados?

Sabendo qual é a massa e raio dos planetas, podemos calcular sua densidade, o que nos diz se estamos olhando para um mundo semelhante à Terra, rochoso, ou uma bola de gás, como Júpiter.
Até agora, nossa galáxia tem sido cheia de surpresas. Muitas estrelas abrigam grandes mundos que orbitam muito mais perto do que Mercúrio, uma situação que foi considerada quase impossível 30 anos atrás.
Os dois tipos mais comuns de planetas conhecidos para a humanidade agora, chamados “super-Terras” e “mini-Netunos”, ainda não foram encontrados em nosso sistema solar. Temos sugestões de lugares incrivelmente estranhos lá fora, de gigantes gasosos a mundos de puro oceano (igual aquele que aparece em “Interstelar”) e planetas de lava.
Também existem planetas orbitando estrelas binárias, que têm dois sóis nascentes no leste e poentes no oeste. Cássia Eller ficaria realizada de saber que em algum lugar do universo, o segundo sol realmente chegou.
De acordo com os astrônomos, já até encontramos planetas em aglomerados de 25 estrelas. Nesses lugares, olhar para o céu seria algo como olhar para um mar de pedras. Me deu uma sensação de claustrofobia só de pensar – mas mesmo assim não deixa de ser uma ideia interessante.
É fato consumado de que há uma diversidade de mundos incrivelmente maravilhosa lá fora, e nós ainda nem sequer arranhamos a superfície desse mundo de possibilidades.
Espalhados entre esses mundos exóticos, os pesquisadores também já encontraram um punhado de planetas rochosos que não são muito quentes, nem muito frios, e que orbitam em torno de estrelas como o nosso sol. Ou seja: mundos que poderiam ser a próxima Terra. Estes lugares seriam potencialmente habitáveis e, de acordo com as estatísticas, sabemos que eles estão suscetíveis de estar próximos daqui.

Ainda assim

Para um mundo ser potencialmente habitável como o nosso, vamos precisar de um olhar muito melhor e profundo desses lugares. Isso é exatamente o que estamos esperando com a próxima geração de telescópios. Com missões futuras, vamos poder não só olhar para o fluxo e refluxo da luz das estrelas distantes, mas também as atmosferas dos potenciais planetas.
Anos-luz de distância não devem ser uma barreira para o conhecimento. Quando isso acontecer, os astrônomos de todo o mundo vão se tornar caçadores de alienígenas.

Novas opções

A Terra pode ser um aconchegante lugar azul hoje, mas nem sempre foi luz do sol, sombra e água fresca. Quatro bilhões de anos atrás, a superfície rochosa do nosso planeta estava em constante erupção com vulcões e fogo por toda a parte. Nosso solo vivia bombardeado por cometas e asteroides, inundado em esterilização de radiação UV, e tinha praticamente nenhum oxigênio.
Foi a vida que deixou a Terra como ela é. Os primeiros colonizadores, resistentes, transformaram ao longo de bilhões de anos um deserto rochoso em uma biosfera respirável e confortável. E essa é mais uma coisa a se pensar se você quer ser otimista sobre a descoberta de novos planetas.

Mas o oxigênio não é fundamental para a vida?

Tomados isoladamente, o oxigênio ou o metano não representam uma condição forte para a existência da vida – e ambos podem ser produzidos por reações químicas inorgânicas. Mas se os colocamos juntos, e polvilharmos um pouco de água, a história muda. Nossa melhor assinatura para a vida até agora é a combinação de oxigênio ou ozônio com uma redução de gás, algo que deve fazer o oxigênio ir embora. Um monte de coisas que são biológicas, como o metano, por si só, ou gás carbônico sozinho, também podem vir de rochas, por isso não podemos apenas usar esses indicativos. Mas se o oxigênio é encontrado junto com o metano, então algo tem que produzi-lo em grandes quantidades.
Resumindo: tudo o que precisamos fazer é encontrar um planeta rochoso, que esteja orbitando em torno de uma bola de fogo e tenha oxigênio e metano. Parece que não é pedir muito, não é?

Levantando os dados

Esperamos levantar esses dados através de futuras missões espaciais, começando com o satélite TESS, em 2017. TESS vai ser o nosso verdadeiro caçador de planetas. Ele vai digitalizar todo o céu, monitorando mais de meio milhão de estrelas em nossa vizinhança cósmica.

TESS x Kepler

TESS será como Kepler, mas em vez de ficar olhando para uma parte específica do céu, ele vai escanear o céu inteiro, com foco em nossos vizinhos mais próximos. Ele faz praticamente a mesma coisa que Kepler, só que é muito mais focado no objetivo de encontrar a próxima Terra.
TESS pode encontrar muitos candidatos esperançosos, mas não fará o serviço completo sozinho. Ele não estudará atmosferas, por exemplo. Esse processo será objetivo do Telescópio Espacial James Webb (TEJW), a ser lançado em 2018.
Com um poder de detecção sem precedentes, o TEJW vai se tornar o grande observatório da próxima década. Sua sensibilidade é enorme. A temperaturas baixas, o TEJW emite muito pouca radiação, permitindo a detecção de assinaturas de energia bem fracas, incluindo ligeiras depressões na luz emitida a partir de uma estrela distante.

Ainda precisamos de mais

Por mais impressionante que o TEJW pareça, ele ainda não será poderoso o suficiente para estudar muitos planetas rochosos como a Terra – mas com certeza vai entender a diversidade das atmosferas dos planetas encontrados.
Por isso, depois do TEJW, os cientistas têm o plano de lançar o Wide Field Infrared Survey (WFIRST), um telescópio de espionagem adaptado. Usando uma técnica chamada microlente, ele terá sensibilidade para detectar planetas menores do que a Terra orbitando a distâncias superiores a 1 UA (a distância entre a Terra e o sol). Bloqueando a luz das estrelas, o WFIRST também será capaz de ver diretamente a luz refletida de alguns planetas maiores.
Uma vez que o WFIRST for lançado, em meados de 2020, as agências espaciais finalmente planejam uma missão “localizadora de vida”. É este futura missão que nós estamos esperando que tenha o poder de decodificar as atmosferas dos planetas rochosos, muitos do tamanho da Terra orbitando em estrelas por toda a nossa vizinhança estelar.
As chances de sermos bem-sucedidos são enormes, mas a estimativa é que a conversa comece a ficar séria depois de 2025. Até lá, teremos dados para guiar uma missão que valha o investimento (financeiro e humano) e prometa descobertas interessantes.

Como nós saberemos que encontramos a próxima Terra?

Pode demorar várias décadas para que a tecnologia necessária para detectar a Terra 2.0 seja criada, desenvolvida e colocada em prática.
A resposta para “qual desses mundos é mais promissor” vai estar na combinação entre o que sabemos sobre a vida na Terra com o que sabemos sobe astronomia.
Estas informações incluem uma base de dados contendo centenas de atmosféricas químicas, algumas de planetas hipotéticos que se parecem com a nossa Terra, algumas que se parecem com a do nosso passado geológico, e outras que são totalmente estranhas.
O banco de dados dos astrônomos funcionará como um “CSI de exoplanetas” e será utilizado para categorizar mundos distantes e classificá-los em categorias de semelhanças com a Terra.

Catálogo

Assim como paisagens verdes e os oceanos azuis da Terra sugerem a presença de vida, a cor vibrante em mundos distantes pode oferecer pistas reveladoras.
Em um estudo publicado em março, os pesquisadores examinaram mais de 100 microrganismos em todo o planeta Terra, incluindo muitos que vivem em ambientes extremos, e documentou suas assinaturas.
A diversidade de cores representadas nestes bichos vai ajudar caçadores de alienígenas a imaginar como a vida pode parecer em outros lugares e como podemos detectá-la além de um pálido pontinho azul.

Podemos encontrar alguma coisa, mas o quê?

É incrível considerar a possibilidade de encontrar uma segunda Terra. Mas mesmo a prova definitiva de vida em outro mundo não vai eliminar o nosso desejo de explorá-lo. Aliás, muito pelo contrário.
Então, digamos que encontramos outra Terra. E aí? O que vamos fazer depois disso?
A contundente resposta era exatamente o que qualquer fã de ficção científica esperaria ouvir: nós vamos tentar chegar lá.

Fonte: http://hypescience.com/e-assim-que-vamos-encontrar-o-proximo-planeta-terra/

Fim do mundo ? NASA vai testar capacidade de desviar rota de asteroides

O Fim do mundo é uma pauta recorrente nos filmes Hollywood. Terremotos, tsunamis, asteróides e aliens sempre saem como culpados por encerrar a nossa breve vida neste universo infinito. O clássico filme "Armagedom" mostrava que um asteróide com o tamanho do Texas destruiria a Terra, até a NASA mexer os pauzinhos e acabar com o perigo. Ao que parece, isso não está tão longe da realidade.
Acalme-se, não há nenhum corpo rochoso em rota de colisão com o nosso planeta. Porém, a NASA, ao lado da ESA (agência espacial europeia), está desenvolvendo algumas missões para testar a própria capacidade de desviar um asteróide que ameace a Terra.
 
Missões

Serão duas missões que vão funcionar em conjunto com o AIDA (Asteroid Impact and Deflection Assessment), o primeiro satélite internacional desenvolvido para descobrir como proteger o planeta de um possível impacto.
A missão principal começa em 2020. Os primeiros passos foram dados pela ESA, que já está criando uma pequena nave chamada AIM (Asteroid Impact Mission). A AIM vai voar até um sistema de asteroide binário com uma formação chamada Didymos (de 800 metros), que ainda possui uma lua própria de 170 metros — os cientistas a batizaram de "Didymoon" —, para estudar e calcular probabilidades.
Outro teste da NASA, o DART (Double Asteroid Redirection Test), vai voar em 2022. Quando chegar ao sistema, vai estar com uma velocidade de 21.600 km/h para atingir a Didymos. "A AIM vai observar de perto o impacto da DART. Então, ela vai fazer comparações detalhadas da estrutura do asteroide antes e depois do impacto", disso Ian Carnelli, agente da ESA. "Também vai ser observado se a rota foi alterada para caracterizar o choque cinético e as consequências".
"Caso o DART mude a órbita desses asteroides, vai ser a primeira vez que a humanidade alterou a dinâmica do sistema solar dentro de uma maneira mensurável", destacou Carnelli. O primeiro design do AIM vai ser apresentado para o conselho da ESA em 2016.

Fonte: http://portugalmisterioso.blogspot.pt/2015/05/fim-do-mundo-nasa-vai-testar-capacidade.html 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Acelerador de partículas do CERN atinge quase o dobro da energia

O LHCTestes bem-sucedidos apontam para reinício de atividade do LHC em junho.
O maior acelerador de partículas do mundo usou, pela primeira vez, quase o dobro da energia para colidir protões, durante um teste de segurança, informou hoje a Organização Europeia de Pesquisa Nuclear/CERN.
As colisões ocorreram na noite de quarta-feira e serviram para testar os sistemas que protegem a máquina e os detetores das partículas que se desviam dos feixes, referiu em comunicado o CERN, organização da qual Portugal faz parte.
Os testes voltaram a ser feitos hoje, prevendo o CERN retomar a operacionalidade do Large Hadron Collider (LHC) - habitualmente traduzido como Grande Colisionador de Hadrões - com o dobro da energia, no início de junho.
O acelerador teve uma paragem técnica de mais de dois anos, para ser preparado para a segunda fase de exploração, de 2016 a 2018. Um curto-circuito, em março, atrasou em duas semanas a retoma dos trabalhos.
O LHC confirmou, em 2012, a existência do Bosão de Higgs, também conhecido como "partícula de Deus", que, para os físicos, é considerada a chave mestra da estrutura fundamental da matéria.
Os cientistas do CERN esperam descobrir novas partículas, que poderão alterar a compreensão do Universo, e irão sondar a supersimetria, um conceito teórico batizado como "Suzy" que procura explicar a matéria escura, matéria invisível que compõe cerca de um quarto de toda a matéria e energia do Universo e que manifesta a sua presença através dos efeitos gravitacionais que exerce sobre a matéria visível, como as galáxias e as estrelas.
O maior acelerador de partículas do mundo é um túnel circular, no subsolo, com 27 quilómetros, localizado na fronteira franco-suíça.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=4581376&page=-1

Hormona do amor age de forma similar ao álcool

Muito se tem falado sobre a oxitocina, conhecida como a «hormona do amor», o seu papel na ligação entre mães e bebés e até na excitação sexual. Agora, um estudo sugere que a substância também possui o seu lado negro: influencia o nosso comportamento de forma similar ao álcool.

A oxitocina é uma hormona e também um neurotransmissor. Produzido pelo hipotálamo, no cérebro, controla a contração do útero, no parto, e a produção de leite durante a amamentação.

Sabe-se, hoje, que também interfere em comportamentos como o altruísmo, a empatia e a generosidade, tornando as pessoas mais dispostas a confiar nos outros.

O cientista Ian Mitchell, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, afirma que a oxitocina suprime a actividade de certas áreas no cérebro, reduzindo a ansiedade, o medo e o stress.

Como a bebida alcoólica também desencadeia esses comportamentos, o investigador e a sua equipe analisaram uma série de estudos sobre os efeitos da oxitocina administrada através de um spray nasal e do álcool no cérebro.

O grupo descobriu que as duas substâncias agem de forma similar. Embora alcancem receptores diferentes no cérebro, ambas têm efeitos semelhantes sobre o Gaba (ácido gama-aminobutírico), outro neurotransmissor importante, e a sua acção no córtex pré-frontal e em áreas límbicas do cérebro.

Explicando melhor: esse circuito que envolve o Gaba controla o modo como percebemos o stress e a ansiedade, por exemplo em situações como entrevistas de emprego ou início de uma conversa social. Não é à toa que muita gente usa o álcool para tomar coragem e convidar alguém para sair.

Os pesquisadores acreditam que a oxitocina poderia ser usada com uma finalidade parecida, o que não é algo livre de efeitos colaterais. Segundo outro autor do estudo, Steven Gillespie, tanto o álcool quanto a hormona podem tornar as pessoas mais agressivas, arrogantes e invejosas, além de incentivar o favoritismo em relação a certos indivíduos.

Qualquer substância usada artificialmente para influenciar o nosso medo e a percepção de confiança pode envolver riscos, reiteram os autores. De qualquer forma, acreditam que a oxitocina talvez seja útil, no futuro, para tratar certas condições psicológicas e psiquiátricas.

A descoberta foi publicada na revista Neuroscience and Biobehavioral Reviews e divulgada no site Medical News Today.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=773903

Cientistas chilenos estudam superbactérias antárticas para novos antibióticos

Cientistas chilenos estudam superbactérias antárticas para novos antibióticosCientistas chilenos estão a estudar superbactérias extraídas da Antártica que, pela sua resistência a condições extremas, seriam uma chave para travar a crescente resistência aos antibióticos, segundo uma pesquisa apresentada na quarta-feira em Santiago. 


Após analisar 80 amostras de solo antártico, extraídas em duas viagens, em 2014 e 2015, foram identificadas mais de 200 bactérias de espécies como Pseudomonas e Staphylococcus, que têm «um amplo potencial de aplicação em medicina», explicou Maria Soledad Pavlov, doutorado em biotecnologia da Universidade Católica de Valparaíso e integrante da equipa de pesquisas.  

 

Os organismos microbianos que «geram estratégias para competir e sobreviver» ao clima extremo do continente branco seriam a chave para a criação de «antibióticos que tenham capacidades antimicrobianas diferentes das atuais», o que permitiria quebrar a atual resistência de algumas bactérias. 

 

 «Estamos a tentar gerar um produto biotecnológico interessante a partir destas bactérias antárticas, que possam suprir esta falta severa de antibióticos», disse Pavlov. 

 

Segundo o estudo, o uso excessivo de antibióticos provocou o aparecimento de bactérias multi-resistentes, muito difíceis de controlar com os atuais medicamentos ou antibióticos convencionais. 

 

A pesquisa chilena, desenvolvida com o apoio do Instituto Antártico Chileno (INACH), recolheu amostras no arquipélago das Shetland do Sul e em setores continentais da Antártica, próximos às bases chilenas. 

 

Na etapa inicial da pesquisa, Pavlov advertiu que seriam necessários 10 a 15 anos mais de estudos para poder usar o composto antimicrobiano gerado em medicina humana, enquanto que, para utilizá-lo em agricultura, o tempo diminui e seriam suficientes mais cinco anos de laboratório. 

 

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=773883

quarta-feira, 20 de maio de 2015

China planeia aterragem no lado negro da Lua

A China planeia fazer a sua sonda espacial Chang'e-4, aterrar no lado mais longínquo da lua pela primeira vez na história. Esta zona é conhecida como o "lado negro".

"Outros países escolheram aterrar na zona mais próxima", disse Wu Weiren à televisão central da China. "O nosso plano vai provavelmente ter algum tipo de veículo espacial a aterrar do lado oposto".

Uma zona de aterragem ideal seria provavelmente a bacia "South Pole-Aitken", uma cratera de impacto massiva, que nos poderia dar mais informações acerca da história do satélite.

O plano para o lançamento da Chang'e-4 está marcado para 2020. A Chang'e-5 sairia da terra em 2017, antes da Chang'e-4, trazendo amostras. A China planeia também uma missão de pesquisa em marte para 2020. Pequim tem feito progressos gigantes na exploração espacial recentemente.

Fonte: http://pt.ign.com/tech/16956/news/china-planeia-aterragem-no-lado-negro-da-lua


L’Oreal quer imprimir pele em 3D para testar produtos

A L’Oreal associou-se a uma start-up para encontrar uma forma de imprimir em 3D derme viva e que respire. O objectivo é poder testar nesta impressão a toxicidade e eficácia dos seus produtos.
 
A L’Oreal quer imprimir pele humana. A empresa francesa de cosmética associou-se à start-up Organovo para descobrir uma forma de imprimir em 3D derme (que é uma camada da pele) viva e que respire, de acordo com a Bloomberg. O objectivo é que a empresa possa usar esta "pele" para testar a toxicidade e eficácia dos seus produtos.

Esta não é a primeira tentativa da empresa francesa para produzir pele. De forma a evitar testar os seus produtos em animais, desde a década de 1980 que a L’Oreal começou a cultivar derme, segundo a agência norte-americana. Na região francesa de Lyon, a empresa tem um laboratório dedicado ao crescimento e análise de tecidos humanos. O método actual usado para o cultivo de derme tem por base fazer crescer amostras de tecidos doados por pacientes que fazer cirurgias plásticas em França.

Com o apoio da Organovo, a companhia francesa quer acelerar e automatizar a produção de pele nos próximos cinco anos. A investigação para este projecto vai decorrer nos laboratórios quer da Organovo, quer no novo centro de investigação da L’Oreal na Califórnia, EUA. Sendo que, esta última vai dar os conhecimentos relacionais com a pele e o financiamento inicial e a Organovo vai fornecer a tecnologia, avança a Bloomberg.

A companhia francesa vai ter direitos exclusivos sobre a pele impressa em 3D com a Organovo para usos relacionados com produtos para cuidados de pele que não exijam prescrição médica. Por sua vez, a Organovo vai ter os direitos dos modelos de tecidos para testes de eficiência para a prescrição de medicamentos, testes de toxicidade e desenvolvimento e testes de transplantes de tecidos terapêuticos ou cirúrgicos, segundo a agência de informação.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/empresas/detalhe/loreal_quer_imprimir_pele_em_3d_para_testar_produtos.html

Método usado na fabricação de cerveja artesanal é descoberto para produção de morfina

Método usado na fabricação de cerveja artesanal é descoberto para produção de morfina. Cientistas alteraram geneticamente leveduras para que os fungos fizessem o processo complexo de transformar açúcar no narcótico e obtiveram a morfina como resultado final.

O estudo foi publicado no periódico científico Nature Chemical Biology e é visto de forma promissora por médicos. Mas também gerou preocupações sobre a possibilidade de serem criadas drogas "artesanais".

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/brasilmundo/metodo-usado-na-fabricacao-de-cerveja-artesanal-e-descoberto-para/247322/

Investigadores portugueses conseguem integrar eletrónica transparente em fibras têxteis

Com recurso ao grafeno, investigadores portugueses conseguem pela primeira vez integrar elétrodos transparentes e flexíveis em materiais têxteis o que vai possibilitar que roupa incorpore dispositivos eletrónicos como GPS ou baterias de telemóveis. 

As grandes inovações do futuro que surgem nos filmes de ficção científica estão mais próximas de se tornarem realidade do que se possa imaginar. Uma equipa de investigadores do CICECO - Aveiro Institute of Materials, da Universidade de Aveiro (UA), do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores para os Microsistemas e as Nanotecnologias, da Universidade de Lisboa, do Centro Belga de Investigação Têxtil e da Universidade de Exeter, na Inflaterra,.anuncia agora ter conseguido incorporar elétrodos de grafeno transparentes e flexíveis em materiais têxteis.

Um avanço que foi publicado na edição de 8 de maio da revista cientifica Scientific Reports e que pode abrir a porta a que, em pouco tempo, seja possível que as roupas que vestimos possam incorporar computadores, leitores mp3, telemóveis carregados através do calor do corpo ou GPS.

Helena Alves, investigadora da UA que liderou o estudo, citada em comunicado da UA, explica que «o conceito de tecnologia incorporada na própria roupa está a emergir mas, até agora, tê-la como parte integrante de tecidos têxteis era impossível».

Isto porque, explica a investigadora, «os materiais têxteis são frágeis e não toleram muitos dos processos de nanofabricação utilizados para depositar metais e que envolvem temperaturas muito elevadas ou outros processos agressivos», para além de que, acrescenta, «os tecidos são fibrosos, o que torna difícil a adesão de outros materiais».

Como tal, «os vários processos desenvolvidos para incluir dispositivos eletrónicos nos tecidos necessitavam que uma grande camada de material fosse depositada, de forma a ser condutor, mas à custa da transparência e flexibilidade dos tecidos».

E foi exatamente este obstáculo que os cientistas ultrapassaram ao utilizarem grafeno em monocamada em crescimento controlado (um material constituído por uma monocamada de grafite com potencial na eletrónica), o qual foi depois suspenso numa solução aquosa e transferido para as fibras. Desta forma, os investigadores conseguiram usar uma técnica à temperatura ambiente e com solventes combatíveis com os têxteis.

O crescimento controlado do grafeno permitiu ainda que os elétrodos de grafeno incorporados nos tecidos possuíssem uma elevada condutividade e uma grande mobilidade eletrónica.

Os investigadores adiantam ainda que como o grafeno é transparente e possui uma grande flexibilidade, o toque, a maleabilidade e a cor dos tecidos permanecem inalterados.

Sobre este importante passo tecnológico, Helena Alves afirma que «o desenvolvimento de uma eletrónica transparente incorporada em têxteis permitirá que as nossas roupas incorporem dispositivos como GPS, baterias que carregassem o telemóvel com o calor do nosso corpo, sensores de monitorização médica, dispositivos de segurança camuflados, etc.». 

Fonte: http://www.tvciencia.pt/tvcnot/pagnot/tvcnot03.asp?codpub=38&codnot=18

Cerveja pode afastar Alzheimer e Parkinson

Cientistas chineses anunciaram ter descoberto um novo benefício da cerveja. Esta bebida pode ajudar a prevenir patologias neurodegenerativas como as doenças de Alzheimer e Parkinson graças a um composto capaz de proteger as células do cérebro de eventuais danos.
 
De acordo com um estudo publicado, em Janeiro, na revista científica Journal of Agricultural and Food Chemistry da Associação Americana de Química (ACS, na sigla em inglês), este composto, chamado "xanthohumol" e encontrado no lúpulo, planta utilizada para a produção da cerveja, tem potencial para atrasar e mesmo prevenir o aparecimento do Alzheimer e do Parkinson.
 
Evidências crescentes apontam o 'stress oxidativo' que afeta as células neuronais como um dos principais causadores do desenvolvimento de doenças com origem no cérebro, pelo que proteger estas células pode significar a prevenção ou, pelo menos, o atraso na progressão de patologias do género.
 
Uma vez que o "xanthohumol" tem chamado a atenção dos investigadores por ter capacidades antioxidantes, anticancerígenas e de proteção do sistema cardiovascular, a equipa da Universidade de Langzhou, na China, coordenada por Jianguo Fang, decidiu estudar os seus efeitos nas células cerebrais.
 
Em testes com ratinhos, os cientistas constataram que este composto do lúpulo, presente na cerveja, é capaz de proteger os neurónios e, potencialmente, de atrasar o avanço das doenças neurodegenerativas, pelo que poderá ser, de futuro, "um bom candidato para combater estes problemas", explica um comunicado divulgado pela ACS.
 
Fonte: http://boasnoticias.pt/noticias_C%C3%A9rebro-Cerveja-pode-afastar-Alzheimer-e-Parkinson_23377.html?page=0

terça-feira, 19 de maio de 2015

Magnetar perto de buraco negro supermassivo proporciona surpresas

Região em redor do buraco negro supermassivo da nossa Galáxia. A inserção mostra duas imagens do magnetar, a primeira em 2008, quando estava calmo, a segunda em 2013, quando ficou bastante mais brilhante, o que levou à sua descoberta.
Crédito: NASA/CXC/INAF/F. Coti Zelati et al.

Em 2013, usando um conjunto de telescópios espaciais que incluía o Observatório de Raios-X Chandra da NASA, astrónomos anunciaram que tinham descoberto um magnetar excecionalmente perto do buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea.

Os magnetares são estrelas densas e colapsadas (chamadas "estrelas de neutrões") que possuem campo magnéticos extremamente poderosos. A uma distância que poderá ser tão pequena quanto 0,3 anos-luz do buraco negro com 4 milhões de vezes a massa do Sol no centro da nossa Galáxia, o magnetar é de longe a estrela de neutrões mais próxima de um buraco negro supermassivo já descoberta e é provável que esteja a ser atraída gravitacionalmente.

Desde a sua descoberta há dois anos, quando libertou uma explosão de raios-X, que os astrónomos têm vindo a acompanhar ativamente o magnetar, apelidado SGR 1745-2900, com o Chandra e com o XMM-Newton da ESA. A imagem principal mostra a região em redor do buraco negro da Via Láctea em raios-X pelo Chandra (os tons de vermelho, verde e azul são raios-X de baixa energia, de energia média e altamente energéticos, respetivamente). A inserção contém ampliações do Chandra na área mesmo à volta do buraco negro, mostrando uma imagem combinada obtida entre 2005 e 2008 (esquerda) quando o magnetar ainda não tinha sido detetado, durante um período calmo, e uma observação em 2013 (direita) quando foi "apanhado" numa altura mais frenética em que expelia raios-X, explosão esta que levou à sua descoberta.

Um novo estudo utiliza observações de acompanhamento de longo prazo para revelar que os raios-X de SGR 1745-2900 caiem mais lentamente do que os de outros magnetares observados anteriormente, e que a sua superfície é mais quente do que o esperado.

A equipa considerou ao início se os "sismos estelares" seriam capazes de explicar este comportamento invulgar. Quando as estrelas de neutrões, que incluem os magnetares, se formam, podem desenvolver uma crosta dura na parte externa da estrela condensada. Ocasionalmente, esta concha exterior pode rachar-se, semelhante à forma como a superfície da Terra pode fraturar-se durante um terremoto. Embora os sismos estelares possam explicar a alteração no brilho e o arrefecimento visto em muitos magnetares, os autores descobriram que este mecanismo, por si só, não é capaz de explicar a queda lenta no brilho dos raios-X e a alta temperatura crustal. O desvanecimento dos raios-X e o arrefecimento à superfície ocorrem demasiado depressa no modelo dos sismos estelares.

Os cientistas sugerem que o bombardeamento da superfície do magnetar por partículas carregadas capturadas em feixes enrolados dos campos magnéticos acima da superfície podem fornecer o aquecimento adicional da superfície do magnetar, e explicar o declínio lento dos raios-X. Estes feixes torcidos dos campos magnéticos podem ser gerados quando as estrelas de neutrões se formam.

Os investigadores não acham que o comportamento invulgar do magnetar é provocado pela sua proximidade ao buraco negro supermassivo, pois a distância ainda é grande demais para a existência de interações fortes através dos campos magnéticos ou da gravidade.

Os astrónomos vão continuar a estudar SGR 1745-2900 para recolher mais pistas sobre o que está a acontecer com este magnetar enquanto orbita o buraco negro supermassivo da nossa Galáxia.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/19_magnetar_buraco_negro.htm

Hubble traça a migração de anãs brancas no enxame 47 Tucanae

Esta imagem obtida pelo Hubble mostra o enxame globular conhecido como NGC 104 - ou, mais popularmente, 47 Tucanae (pois faz parte da constelação de Tucano no hemisfério sul). Depois de Omega Centauri, é o enxame globular mais brilhante do céu noturno, contendo dezenas de milhares de estrelas. Cientistas usaram o Hubble para observar anãs brancas no enxame. Estas estrelas moribundas migram do centro lotado para a periferia mais despovoada. Embora os astrónomos já conhecessem este processo, nunca o tinha visto em ação, até ao estudo detalhado de 47 Tucanae.
Crédito: NASA, ESA e Equipa de Arquivo do Hubble (STScI/AURA) - ESA/Colaboração Hubble; Reconhecimento: J. Mack (STScI) e G. Piotto (Universidade de Pádua, Itália)

Astrónomos usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA recolheram, pela primeira vez, um censo de jovens anãs brancas que começam a sua migração a partir do centro lotado de um antigo enxame estelar para a periferia mais despovoada. Os novos resultados desafiam as nossas ideias sobre como e quando uma estrela perde massa perto do fim da sua vida.

As anãs brancas são as relíquias queimadas de estrelas antigas que rapidamente desligaram os seus fornos nucleares, arrefecendo e perdendo massa no final das suas vidas ativas. À medida que estes cadáveres estelares perdem massa, são expulsos do centro denso do enxame globular e migram para órbitas mais largas. Embora os astrónomos conheçam este processo, nunca o tinham visto em ação, até agora.
Esta imagem do Hubble mostra a região central do enxame globular NGC 104 (também conhecido como 47 Tucanae).
Crédito: NASA, ESA e Equipa de Arquivo do Hubble (STScI/AURA) - ESA/Colaboração Hubble; Reconhecimento: J. Mack (STScI) e G. Piotto (Universidade de Pádua, Itália)

Os astrónomos usaram o Hubble para traçar esta jornada estelar estudando 3000 anãs brancas no enxame globular 47 Tucanae (NGC 104), um enxame denso com centenas de milhares de estrelas pertencente à Via Láctea.

"Nós já tínhamos visto este quadro final: anãs brancas que migraram e estabeleceram-se em órbitas mais distantes, fora do núcleo, determinadas pela sua massa," explicou Jeremy Heyl da Universidade de Columbia Britânica, no Canadá, autor principal do artigo científico. "Mas neste estudo, que compreende cerca de um-quarto de todas as anãs brancas jovens no enxame, estamos na verdade a apanhar estrelas no processo de migração e distribuição tendo em conta a sua massa."

Usando as capacidades ultravioletas da câmara WFC3 (Wide Field Camera 3) do Hubble, os astrónomos rastrearam populações de anãs brancas de várias idades. Usando as cores das estrelas, os astrónomos podem também estimar a idade de cada estrela. Um grupo de estrelas com seis milhões de anos acaba de começar a sua viagem do centro do enxame. Outra população tem mais ou menos 100 milhões de anos e já chegou à sua nova posição, a cerca de 1,5 anos-luz do ponto de partida, longe do centro do enxame. 
Esta imagem do Hubble mostra a região central do enxame globular NGC 104 (também conhecido como 47 Tucanae). Usando as capacidades ultravioletas da câmara WFC3 do Hubble, os astrónomos rastrearam populações de anãs brancas com várias idades e posições. Isto tornou possível, pela primeira vez, recolher um censo de anãs brancas jovens que começam a sua migração do centro lotado para a periferia mais despovoada de um antigo enxame estelar.
Crédito: NASA, ESA e H. Richer e J. Heyl (Universidade de Columbia Britânica, Vancouver

"Antes de se tornarem anãs brancas, as estrelas em migração estavam entre as mais maciças do enxame, com mais ou menos a massa do Sol," explica a coautora Elisa Antolini da Università degli Studi di Perugia, Itália. "Nós sabíamos que à medida que perdem massa veríamos uma migração para a periferia; isto não foi uma surpresa. Mas, o que nos surpreendeu foi que as anãs brancas mais jovens estavam apenas a começar a sua viagem. Isto pode ser evidência de que as estrelas perdem grande parte da sua massa mais tarde do que pensávamos, o que é um achado emocionante."

Cerca de 100 milhões de anos antes das estrelas evoluírem para anãs brancas, incham e tornam-se estrelas gigantes vermelhas. Muitos astrónomos pensavam que estas estrelas perdiam a maioria da sua massa durante esta fase. No entanto, se fosse este o caso, as estrelas já teriam sido expulsas do centro do aglomerado durante a fase de gigante vermelha.

"As nossas observações com o Hubble descobriram anãs brancas que estão apenas no início da sua migração para órbitas mais largas," explica o membro da equipa, Harvey Richer, também da Universidade da Columbia Britânica, Canadá. "Isto revela que a migração das estrelas desde o centro - despoletada pela perda de massa - começa mais tarde na vida da estrela do que se pensava. Estas anãs brancas estão perdendo uma grande quantidade de massa mesmo antes de se tornarem anãs brancas e não durante a fase de gigante vermelha."

Os novos resultados sugerem que as estrelas na realidade perdem 40 a 50 por cento da sua massa apenas 10 milhões de anos antes de se tornarem totalmente anãs brancas.

Os estudos sobre a segregação de massa nas anãs brancas vão continuar, e o enxame 47 Tucanae é um local ideal para os realizar devido à proximidade com o Sol e ao número significativo de estrelas no núcleo do enxame que podem resolvidas com a visão nítida do Hubble.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/05/19_anas_brancas_47_tucanae.htm

O que é o transtorno de aversão sexual ?

Pouco conhecido, distúrbio é caracterizado por rejeição extrema e persistente a todo tipo de contato genital com outra pessoa. 
Pouco conhecido, transtorno é caracterizado por rejeição extrema e persistente a todo tipo de contato genital com outra pessoa (Foto: Thinkstock/BBC)

Pouco conhecido, transtorno é caracterizado por rejeição extrema e persistente a todo tipo de contato genital com outra pessoa (Foto: Thinkstock/BBC)

Após uma tentativa de suicídio, William, com pouco mais de 40 anos, recebeu indicação médica para fazer terapia. Ele nunca havia tido qualquer tipo de contato sexual.
Semanas após o início do tratamento, o paciente obteve um diagnóstico. Ele tinha o chamado "Transtorno de Aversão Sexual", caracterizado por rejeição extrema e persistente a todo tipo de contato genital com outra pessoa.
"A mera ideia de um ato sexual gera asco, repulsa e ansiedade na pessoa. Ela se sente ameaçada e passa a sentir um medo muito intenso, por isso faz o possível para evitar todo tipo de contato", disse à BBC o psiquiatra Martin Baggaley, diretor do Centro de Saúde Mental do hospital South London and Maudsley, em Londres, Reino Unido.
O transtorno é descrito no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em tradução livre), conhecido como a "bíblia da psiquiatria", e na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial de Saúde (OMS).
As duas publicações são referência no mundo da saúde para o diagnóstico de doenças.
"O critério para fechar diagnóstico é: não ter desejo incomoda? Sabemos que existem abstêmios, chamados assexuados. Não sofrem, não se preocupam. A libido provavelmente está depositada em outra área, na carreira, num projeto de vida, numa obra social. Então, se não incomoda, não vamos categorizar como uma doença", disse à BBC Brasil Carmita Abdo, psiquiatra e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
"Mas se a pessoa tem aversão, muito provavelmente vai se incomodar, porque o sexo está em toda a parte", disse Abdo.

De onde vem?

Este parece ser o caso do paciente William. Durante as sessões de terapia, ele revelou que sua mãe era alcoólatra e promíscua.
Ela flertava frequentemente com os amigos do filho e tinha sido infiel ao marido (o pai de William) várias vezes. Quando William tinha 12 anos, seu pai cometeu suicídio. Em algumas ocasiões, contou o paciente, a mãe tinha tentado seduzi-lo.
O caso de William foi um entre 144 incluídos em um relatório feito pelo especialista americano Patrick Carnes, autor de vários livros sobre transtornos sexuais.
O trabalho identificou, entre pacientes diagnosticados com o Transtorno da Aversão Sexual, alguns pontos em comum. Por exemplo, eles tinham históricos de depressão, além de terem sofrido tipos específicos de abuso.
A aversão estaria relacionada a "experiências traumáticas na infância, famílias desestruturadas, agressões na vida adulta, exposição a sistemas educacionais e morais restritivos e com visão negativa da sexualidade, o que gera medo e repulsa na pessoa", disse à BBC Modesto Rey, ginecologista da Sociedad Española de Contracepción.

Além do Sexo

Os efeitos desse transtorno não se limitam ao plano sexual, explicam os especialistas.
"É um problema para os que sofrem (do transtorno) porque podem querer estabelecer relações sentimentais duradouras com outras pessoas, mas não conseguem", disse John Dean, ex-presidente da International Society for Sexual Medicine (Sociedade Internacional de Medicina Sexual, ISSM na sigla em inglês).
Em alguns pacientes, ele pode dificultar até interações sociais mais básicas. Como no caso da paciente "G", que decidiu, aos 39 anos, procurar terapia no Center for Healthy Sex (Centro para o Sexo Saudável), em Los Angeles, Estados Unidos. Ela nunca havia tido relações sexuais.
A fobia sexual que desenvolveu fez com que se isolasse de tal maneira que ela passou a evitar eventos sociais e situações em que homens pudessem estar presentes. Não se preocupava com sua aparência física, não tomava banho e usava roupas velhas e gastas.
"G" havia sofrido abuso sexual na infância.

Estatísticas e Tratamento

Há poucos estudos científicos sobre esse transtorno, o que dificulta a identificação de um perfil do paciente que tem o problema, segundo especialistas. É provável que o número de pessoas afetadas seja maior do que se pensa, disse o psiquiatra Baggaley. "As pessoas sentem muita vergonha (de falar sobre) esse assunto", explicou ele.
A professora da USP Carmita Abdo disse que, uma vez feito o diagnóstico, o tratamento é feito à base de terapia sexual e, quando necessário, medicação.
"A linha de terapia sexual é breve, de base cognitivo-comportamental, geralmente", disse. "Quanto à medicação, depende da necessidade de cada paciente. Poderiam ser indicados ansiolíticos ou medicamentos que favoreçam o interesse sexual, ou ambos."
O ginecologista Modesto Rey, que também indica terapias de base comportamental, explicou o princípio por trás da terapia:
"Aborda-se o tema e as situações que provocam medo de forma progressiva e, inicialmente, periférica."
Também podem ser usadas terapias cognitivas, ele disse, "para que a pessoa reinterprete a realidade que gera a ansiedade".
Outros especialistas sugerem que a solução para o problema envolva tratamentos psicológicos de longo prazo, que levem o paciente a entender as causas do transtorno para depois definir objetivos futuros.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/05/o-que-e-o-transtorno-da-aversao-sexual.html


Como uma galáxia inteira se pode morrer ?

galaxias morte estrangulamento
Um dos maiores mistérios criminais do universo é como galáxias morrem e quem as mata. Um novo estudo, publicado na revista Nature, descobriu que a principal causa de morte galática é o estrangulamento, que ocorre após elas serem cortadas a partir de matérias-primas necessárias para produzir novas estrelas.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e do Royal Observatory de Edimburgo, na Escócia, descobriram que os níveis de metais contidos nas galáxias mortas fornecem “impressões digitais” chaves, tornando possível determinar sua causa da morte.
Existem dois tipos de galáxias no universo: cerca de metade são as “vivas” que produzem estrelas, e a outra metade são as “mortas”, que não o fazem. Galáxias vivas, como a nossa Via Láctea, são ricas em gás frio – principalmente hidrogênio – necessário para produzir novas estrelas, enquanto galáxias mortas têm um número muito baixo destes suprimentos.
Mas quem assassina as mortas? Os astrônomos têm duas principais hipóteses: ou o gás frio necessário para produzir novas estrelas de repente é “sugado” para fora das galáxias por forças internas ou externas, ou o fornecimento de gás frio é de alguma forma interrompido, lentamente estrangulando a galáxia até a morte durante um período de tempo prolongado.

Análise comparativa

A fim de chegar ao fundo deste mistério, a equipe usou dados do Sloan Digital Sky Survey para analisar os níveis de metais em mais de 26.000 galáxias de tamanho médio localizadas em nosso canto do universo.
“Os metais são um marcador poderoso da história da formação de estrelas: quanto mais estrelas são formadas por uma galáxia, mais quantidade de metal você vai ver”, explica o Dr. Yingjie Peng, do Laboratório Cavendish de Cambridge e do Kavli Instituto de Cosmologia, autor principal do artigo. “Os níveis de metais em galáxias mortas devem ser capazes de nos dizer como elas morreram”.
Se as galáxias são mortas através da saída repentina do gás frio, o conteúdo de metal de uma galáxia morta deve ser o mesmo que pouco antes dela morrer, com a formação de estrelas parando abruptamente. No caso de morte por estrangulamento, no entanto, o teor de metais da galáxia continuaria subindo e, eventualmente, pararia, com a formação de estrelas continuando até que o gás frio existente estivesse completamente esgotado.
Enquanto não é possível analisar as galáxias individualmente devido às escalas de tempo enormes envolvidas, ao investigar estatisticamente a diferença de teor de metais de galáxias vivas e mortas, os pesquisadores foram capazes de determinar a causa da morte da maioria das galáxias de tamanho médio.

Resultados

“Descobrimos que, para uma dada massa estelar, o teor de metais de uma galáxia morta é significativamente maior do que o de uma galáxia de formação de estrelas de massa semelhante”, afirma o professor Roberto Maiolino, coautor do novo estudo. “Isto não é o que esperaríamos no caso de remoção de gás repentina, mas é consistente com o cenário de estrangulamento”.
Os pesquisadores foram capazes de testar os seus resultados novamente olhando para a diferença de idade estelar entre galáxias formadoras de estrelas e galáxias inoperantes, independente de níveis de metais, e encontraram uma diferença média de idade de quatro bilhões de anos – o que está de acordo com o tempo que levaria para uma galáxia de formação estelar ser estrangulada até a morte, como é inferido a partir da análise de metalicidade.
“Esta é a primeira evidência conclusiva de que as galáxias estão sendo estranguladas até a morte”, afirma Peng. “O próximo passo é descobrir o que está causando isso. Em essência, já sabemos a causa da morte, mas ainda não sabemos quem é o assassino, embora hajam alguns suspeitos”.

Fonte: http://hypescience.com/como-galaxias-morrem/

300 quilómetros com 1 litro de gasolina ? Estudantes portugueses garantem que é possível

O objetivo está ainda longe da marca obtida no ano passado na prova de eficiência energética que se realiza na Holanda.

Estudantes do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) vão participam, a partir de hoje, em Roterdão, na Holanda, numa prova de eficiência energética na estrada, com o objetivo de percorrer mais de 300 quilómetros com um litro de combustível.

A equipa do IPS integra 12 estudantes dos cursos de engenharia mecânica, engenharia informática, engenharia do ambiente e de comunicação social.

João Gomes, estudante de engenharia mecânica, disse à TSF, que o objetivo é melhorar a marca obtida no ano passado, na altura a equipa de Setúbal ficou na 33ª posição, fez 224 quilómetros com 1 litro de combustível. Para isso foram feitos vários melhoramentos no carro; "alteramos o motor, fizemos alterações na transmissão e também melhoramos os rolamentos do carro e os pneus".

Tendo em conta que a equipa vencedora em 2014 fez mais de 3 mil quilómetros com 1 litro de combustível, o professor que coordena este projeto, José Simões admite que há muito espaço para progredir. "Vamos ficando surpreendidos ao longo dos anos com aquilo que se consegue".

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=4575612  

Medicina personalizada combate o câncer

A SAP anunciou mais um importante avanço em seus esforços para colocar os benefícios da medicina personalizada ao alcance de mais pacientes que lutam contra o câncer e outras doenças graves. A plataforma em memória de análise de dados em tempo real, SAP HANA, foi escolhida pela ConcertLinq LLC, subsidiária da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, como base tecnológica de uma inovadora solução que explora os recursos do Big Data em prol de um tratamento melhor e mais efetivo contra doenças como o câncer.

Com a escolha do SAP HANA para o desenvolvimento da solução CancerLinQ, a CancerLinQ LLC quer constituir uma plataforma tecnológica para informações de saúde explorando os recursos de Big Data para oferecer tratamento de alta qualidade a pacientes com câncer. É uma das poucas e importantes iniciativas envolvendo dados sobre câncer que estão sendo desenvolvidas e conduzidas por médicos com o principal objetivo de aprimorar o atendimento ao paciente.

A parceria da SAP com a Sociedade Americana de Oncologia Clínica teve início em 2014, com a implementação do Medical Research Insights – uma aplicação que usa uma plataforma de dados clínicos oncológicos desenvolvida pela SAP em parceria com o Centro Nacional Alemão de Doenças Tumorais (NCT). Atualmente, o Medical Research Insights está disponível apenas para pesquisas médicas, e encontra-se em fase de testes nas instalações na cidade alemã de Heidelberg para fins de diagnóstico e tratamento de pacientes.

Para proporcionar cuidados altamente direcionados, as organizações de saúde e pesquisa precisam de tecnologia que colete e compartilhe volumes e variedades de informações e dados muito extensos. A PHEMI, parceira SAP que oferece um grande banco de dados, auxilia organizações de saúde com uma solução que ajuda pesquisadores e médicos a encontrar de forma rápida e fácil as informações de que precisam em seus trabalhos.

Fonte: http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=19355&sid=29

Cancro da pele - Causas e perigos

Cancro da pele: Causas e perigosA TSF foi ao hospital, onde ouviu os efeitos nefastos do facilitismo com que a doença é encarada.

Os últimos anos provam que da adolescência à idade adulta não há quem não saiba os cuidados que deve ter com a pele.
                                                               
Saber se o fazem ou não é uma outra conversa. A experiência dos médicos dermatologistas permite dizer que são ainda muitos os portugueses que facilitam quando se trata de estar ao Sol.

Na praia, no campo, a praticar desporto, a trabalhar ao ar livre, nas escolas, não é demais insistir no uso de chapéu, na importância dos óculos escuros, na necessidade de colocar protetor solar.

Com a chegada do verão, a Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo insiste no alerta e na prevenção, levando o rastreio a todo o país, na próxima quarta-feira, em cerca de 40 instituições. O rastreio é, a par do auto-exame, uma etapa essencial para um diagnóstico precoce. Porque o cancro de pele é muitas vezes traiçoeiro, silencioso até numa fase inicial.

Fomos à consulta no Hospital de Santa Maria, onde João Maia Silva, professor da Faculdade de Medicina de Lisboa e membro da direção da APCC, nos ajudou a perceber os riscos associados à exposição solar.

Fonte: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=4574084

Os vírus são ardilosos e mesmo depois de aparentemente eliminados,escondem-se

Os vírus ficam escondidos em partes do nosso corpo, mesmo quando o diagnóstico é que já foram eliminados. Inclusive, somos reservatórios ambulantes de vírus.

 

Os vírus são ardilosos; mesmo depois de aparentemente eliminados, escondem-seE isso não ocorre com doenças raras, como o ébola. Já teve herpes? O herpesvírus que causa esta doença fica dentro das células nervosas para o resto da vida. E fazem-no porque o nosso sistema imunológico não consegue alcançá-las lá.
De facto, os vírus geralmente escondem-se em “pontos cegos” do sistema imunológico. Isso geralmente significa duas coisas: 1) infectam áreas do corpo que não estão sob total controlo do sistema imunológico, ou 2) ficam inactivos dentro de células para que o nosso sistema imunológico não possa detectá-los.
Os vírus conseguem fazer isso porque são minúsculos e simples. São pequenos pedaços de material genético - RNA e ADN - protegidos por proteína. Ao contrário de outros micróbios, não podem se reproduzir sozinhos, e por isso precisam de atacar outras células para invadir o seu mecanismo de produzir proteínas a fim de se replicarem. No geral, o nosso sistema imunológico está lá para lutar contra isso; mas, em alguns casos, não.
Os vírus ficam escondidos nos nossos corpos explorando alguma vulnerabilidade nos nossos sistemas imunológicos. Esta vulnerabilidade - chamada de «privilégio imunológico» – vem de uma antiga observação que o transplante de tecidos de terceiros em certas partes do corpo não desencadeia uma resposta natural do sistema imunológico.
Isso inclui o cérebro, a medula espinhal e os olhos. Cientistas acreditam que essas partes do corpo são delicadas e demasiado importantes para lidarem com a inflamação causada pela acção do sistema imunológico.
Mas estas partes do corpo - vitais para a nossa sobrevivência individual - não são completamente indefesas. O olho, que é directamente exposto ao mundo exterior, tem o próprio sistema imunológico que luta contra elementos patogénicos enquanto limita a inflamação. O cérebro, por sua vez, tem um exército de células chamadas micróglia, que devoram elementos patogénicos e neurónios danificados.
A barreira hematoencefálica, que se acreditava manter o sistema imunológico fora do cérebro, é porosa a algumas células do sistema. Por conseguinte, a ideia do privilégio imunológico não é tão absoluta quanto os cientistas acreditavam, mas estas ainda são áreas do corpo nas quais os vírus encontram um patrulhamento menor do sistema imunológico.
Isso ajuda a entender porque o ébola esconde-se nos olhos. O vírus também pode ser encontrado nos testículos durante meses, porque essa é outra área de privilégio imunológico.
Alguns vírus escondem-se basicamente fingindo-se de mortos dentro das células. A catapora e a herpes zóster, por exemplo, são causadas pelo mesmo vírus, o Vírus Varicela-Zóster (VVZ). E ainda assim a catapora e a herpes zóster parecem diferentes: fica-se com bolhas vermelhas que coçam na catapora, e manchas avermelhadas isoladas e dores nos nervos no zóster. As duas parecem doenças inteiramente distintas porque, na herpes, o vírus esconde-se no corpo.
Conforme o seu sistema imunológico luta contra a VVZ, o vírus recua para dentro das suas células nervosas. Ali, para de invadir a máquina molecular das células e para de se reproduzir. Estes segmentos de ADN viral apenas ficam por ali, escondidos até algo os acordarem. Pode ser algum tipo de stresse ou alguma alteração de saúde. É aí que a VVZ ataca novamente, propagando-se pelos nervos e causando a vermelhidão característica da zóster.
A VVZ é da família do herpesvírus, que possui a habilidade de se esconder dormente em células. Isso inclui o Herpesvírus Simplex 1 e 2, que causam feridas na boca e nos órgãos genitais, e também as variantes que causam mononucleose infecciosa, também conhecida por doença do beijo. Nos casos de herpesvírus simplex, cientistas descobriram que certos genes ficam mais activos quando o vírus está dormente.
Outros vírus, como o HIV, podem integrar o próprio código genético ao ADN das células sem muitos problemas. Isso, como deve imaginar, torna-os extremamente difíceis de serem removidos.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=773326

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Cerca de 40 vulcões em todo o mundo estão em erupção neste momento

De acordo com o site de monitoração vulcânico Discovery Volcano, cereca de 40 vulcões estão em erupção em todo o mundo neste exato momento. O número é ainda mais impressionante se considerar que é ainda maior do que as erupções médias anuais registradas no século XX, diz o colunista Michael Snyder.

Ao longo do século passado 3.542 vulcões entraram em erupção, dando uma média de cerca de 35 erupções por ano, escreve Snyder ao site informativo Informações Wars.

Temos 40 vulcões em erupção atualmente, o número já é maior do que a média anual do século XX.

De acordo com Snyder as maiorias destas erupções vulcânicas ocorrem no Cinturão de Fogo do Pacífico (um anel gigante se estende em torno do perímetro exterior do Oceano Pacífico). Seu número é de 34, " apenas seis restantes vulcões estão fora do Cinturão de Fogo".

Além disso, o autor afirma que "os sistemas de Super vulcões ativos de quase todo o mundo mostram sinais de inflação, uma indicação precoce da pressão neles estão aumentando." Se refere a Islândia (lar de alguns dos vulcões mais perigosos do mundo), o Santorini (Grécia), o Uturuncu (Bolívia), caldeiras de Yellowstone e Long Valley nos EUA, a Laguna del Maule, no Chile, Campi Flegrei italiano, entre outros.
Fonte: RT

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...