quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dez catástrofes naturais que no futuro próximo deverão ocorrer

Todos os anos, nos deparamos com notícias de novos furacões, tornados, terremotos e outros desastres naturais atingindo o mundo. Embora algumas áreas sejam afetadas com mais frequência por estas catástrofes naturais do que outras, a maioria das pessoas teme condições meteorológicas extremas – aqui no Brasil, podemos não ter vulcões entrando em erupção, mas sofremos constantemente com enchentes, deslizamentos e secas.
Os cientistas que estudam essas catástrofes têm previstos grandes tempestades e outras ocorrências há séculos. Dentro do século XXI, muitos fizeram previsões de grandes eventos que devem ocorrer nos futuros próximo e distante. Abaixo, estão dez desastres naturais que, de acordo com evidências científicas, podem ocorrer a qualquer momento.

10. Incêndios florestais – EUA, 2015-2050

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Cientistas ambientais da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas (SEAS) de Harvard preveem que, até 2050, os incêndios sazonais que ocorrem nos EUA durarão três semanas a mais, produzirão duas vezes mais fumaça e queimarão uma área maior a cada ano. Ao mesmo tempo, o Instituto Norte-Americano de Pesquisa Geológica e o Serviço Florestal do país registraram que, desde 1999, a área queimada por incêndios florestais nos EUA triplicou de 2,2 para 6,4 milhões por ano, o que significa que muito mais do país estará em chamas em um futuro próximo.
O que conduziu a este dramático aumento no risco de incêndio? A resposta, de acordo com a SEAS, é a mudança climática gradual, o que elevou a temperatura da Terra, criando condições que geram incêndios maiores e mais ferozes. Loretta J. Mickley, pesquisadora sênior de química atmosférica da Escola, afirmou que a temperatura será o maior determinante de futuros incêndios. Quanto mais quente, mais provável é que um incêndio vá começar. Ironicamente, o problema foi exacerbado por algumas campanhas que queriam extinguir todos os incêndios florestais, interrompendo o ciclo natural de incêndios que limpa a vegetação rasteira das florestas. Com 30 mil a 50 mil incêndios florestais previstos para ocorrer anualmente, os EUA poderão em breve estar enfrentando sua própria versão do Inferno na Terra.

9. Explosão do Vulcão Bardarbunga – Islândia, 2014

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Ok, não está no futuro, mas esta previsão se concretizou algumas semanas depois ter sido feita.
Em agosto de 2014, o Escritório Meteorológico Islandês aumentou o nível de risco para uma possível erupção do Bardarbunga, um vulcão localizado na segunda montanha mais alta da Islândia. O aumento deveu-se a centenas de terremotos que ocorreram ao redor do local ao longo de vários dias, um forte sinal de uma possível erupção vulcânica. Os cientistas começaram a prever o que poderia ocorrer se Bardarbunga entrasse em erupção. Alguns disseram que o gelo ao redor do vulcão iria derreter, provocando inundações. Outros disseram que poderia causar erupções adicionais ao longo de fissuras de 100 metros de comprimento no sudoeste da Islândia, acordando o vulcão Torfajokull, que iria destruir vários grandes rios que servem como fonte de energia hidrelétrica no país.
Em 23 de agosto de 2014, o vulcão entrou em erupção debaixo da geleira Dyngjujokull. Ao longo da próxima semana, milhares de terremotos ocorreram perto do Bardarbunga e na área ao redor, e em 31 de agosto, sua fissura Holuhraun entrou em erupção. A fissura Holuhraun irrompeu por seis meses, terminando de expelir material vulcânico oficialmente em 28 de fevereiro de 2015. A fissura liberou a cada cinco minutos, em média, lava suficiente para encher um estádio de futebol americano. No final, o vulcão produziu 1,5 quilômetros cúbicos de lava e criou um campo de lava de 86 quilômetros quadrados, tornando a erupção do Bardarbunga de 2014 a maior erupção islandesa desde a da fissura Laki de Bardarbunga em 1783.

8. Megaterremoto – Chile, 2015-2065

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Em 1 de abril de 2014, um terremoto de magnitude 8,2 ocorreu a 97 quilômetros da costa noroeste de Chile, perto da cidade de Iquique, causando deslizamentos de terra e um tsunami que atingiu a costa. Este terremoto criou a possibilidade de um terremoto ainda maior atingir o país em um futuro próximo, devido à localização do tremor.
O terremoto de Iquique surgiu de uma zona de subducção, onde uma placa tectônica, a Placa de Nazca, está mergulhando debaixo de outra, a Placa Sul-Americana. Esta zona de subducção se encontra dentro do “Anel de Fogo”, um arco no Pacífico contendo 75% dos vulcões ativos do mundo, o que causa grande parte da atividade sísmica do mundo. Quando uma placa tectônica se desloca sob outra, as falhas podem ser submetidas a grandes quantidades de estresse, e qualquer liberação de tensão gera atividade sísmica, ou seja, terremotos. O de abril de 2014 foi um “megaterremoto”, ou um grande terremoto causado pela liberação de tensão de uma zona de subducção. Somente 33% da tensão na falha foi aliviada, deixando o resto para ser dispensado ​​num futuro próximo.

7. Terremoto gêmeo – Japão, 2017

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Masaaki Kimura, sismólogo e professor emérito de geologia submarina na Universidade de Ryukyus, no Japão, está prevendo que outro terremoto de magnitude 9,0, muito parecido com o terremoto de Tohoku de 2011, ocorrerá no país em 2017. Em 11 de março de 2011, o terremoto de magnitude 9,0 atingiu Tohoku a 372 km da costa nordeste de Tóquio e criou um tsunami com ondas de 9 metros que atingiram o Japão. Kimura afirmou que ele previu o terremoto de Tohoku quatro anos antes do acontecido, mas a sua previsão e as evidências foram ignoradas pelo Congresso de Ciência do Pacífico.
Suas hipóteses são baseadas em seu conceito de “olhos de terremoto”, regiões que têm muitos pequenos terremotos que são comumente ignorados. O especialista acredita que esses olhos de terremoto são os melhores preditores de onde e quando um grande terremoto ocorrerá. Esses indicadores são uma parte de seu método de previsão de terremotos a curto prazo de quatro etapas, apelidado de “método de Kimura”. Ele é atualmente o único método de previsão de terremotos em uso, no entanto, não foi bem testado por seus pares científicos.
Kimura acredita que o novo terremoto começará nas Ilhas Izu e terá uma magnitude de 9,0. Este também causaria um tsunami que atingiria o Japão de uma forma muito semelhante ao de Tohoku.

6. Erupção do Monte Fuji – Japão, 2015-2053

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Quando o terremoto de Tohoku mudou a massa terrestre do Japão, 20 dos 110 vulcões ativos no país mostraram aumento da atividade sísmica, levando especialistas a acreditar que um deles pode entrar em erupção a qualquer momento. A Agência Meteorológica do Japão monitora a atividade sísmica e vulcões ativos no Japão. Destes 110 vulcões, 47 são considerados “ativos”, o que significa que surgiram nos últimos 10 mil anos e/ou vomitam gases. Os cálculos mostram que o Japão deve ter uma grande erupção vulcânica a cada 38 anos. Atualmente, 15 “eventos vulcânicos” acontecem anualmente.
Na lista dos 47 vulcões ativos japoneses está o Monte Fuji, o mais alto vulcão do Japão com 3.773 metros de altura. Em julho de 2014, uma equipe científica francesa e japonesa divulgou um relatório afirmando que o Fuji é um dos vulcões mais susceptíveis de entrar em erupção, causando preocupação para muitos cidadãos japoneses. O Monte Fuji está localizado a apenas 100 km de Tóquio. Se entrasse em erupção, seria necessário fazer a evacuação de emergência de 750 mil pessoas de Tóquio. A cidade provavelmente ficaria coberta de cinzas.

5. Terremoto e tsunami – Oregon, 2015-2065

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Pelos esforços conjuntos de mais de 150 peritos voluntários, a Comissão Consultiva de Política de Segurança Sísmica de Oregon prevê que um terremoto de magnitude entre 8 e 9 e um tsunami subsequente irá ocorrer ao largo da costa do estado norte-americano do Oregon, nos próximos 50 anos. As grandes questões são: quando isso vai acontecer exatamente e se o Oregon vai estar preparado.
A possível fonte dessa catastrófica combinação de terremoto e tsunami é a zona de subducção de Cascadia, uma rachadura de 1.287 quilômetros a 97 km da costa do Oregon. As placas tectônicas continentais de Juan de Fuca e Norte-Americana criam esta zona de subducção, que é considerada a “mais silenciosa do mundo”. Porém, atualmente acredita-se que ela esconda um dos maiores eventos sísmicos do século. Esta ocorrência está prevista desde 2010; a Comissão afirma agora que isso vai ocorrer, inevitavelmente. Este terremoto e tsunami previsto mataria mais de 10 mil pessoas, possivelmente dividiria partes da Costa Oeste e custaria 32 bilhões dólares em danos aos EUA.

4. Submersão da Costa Leste – EUA, 2050-2100

East Coast Begins To Clean Up And Assess Damage From Hurricane Sandy
Em outubro de 2012, o furacão Sandy deixou várias cidades debaixo d’água e, devido à sua força, é considerada uma tempestade de aberração que só ocorreria uma vez a cada 700 anos, de acordo com a NASA. No entanto, as tendências atuais do nível do mar ao longo da costa leste dos Estados Unidos podem deixar as principais cidades da região debaixo d’água até 2050.
Um estudo de 2012 feito pelo professor emérito do Instituto de Ciência Marinha de Virginia John Boon afirmou que mudanças significativas no nível do mar ao longo da costa leste de Key West, na Flórida, até Newfoundland, no Canadá, começaram por volta de 1987. Seu estudo mostra que o nível do mar está aumentando 0,3 milímetros por ano. Este estudo se encaixa em outro, do Instituto Norte-Americano de Pesquisa Geológica, realizado por cientistas na Flórida, que afirma que o nível do mar da costa leste está aumentando três ou quatro vezes mais rápido do que em qualquer outro lugar no mundo.
Atualmente, as zonas costeiras no nordeste dos EUA são consideradas em maior risco devido aos maiores valores de propriedade e zonas costeiras construídas em lugares como Nova York, que podem ser inundadas em 2050. O nível do mar de Nova York deverá aumentar 79 centímetros até 2050, deixando 25% da cidade em perigo de se transformar em uma planície de inundação. Cerca de 800 mil pessoas vivem na zona alvo de inundação. Em 2050, 97% das usinas de Nova York vão estar lá também. É por isso que o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg propôs um sistema de inundação de US$ 20 bilhões para a cidade em 2013, antes de deixar o cargo, mas este plano não foi posto em ação.

3. O maior tsunami já visto – Caribe, data desconhecida

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Se você se assustou com os desastres que já mostramos, prepare-se que o pior ainda está por vir. Simon Day, da University College London, e Steven Ward, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, preveem que o vulcão Cumbre Vieja, nas Ilhas Canárias, vá entrar em erupção e criar o maior tsunami da história. Em seu artigo conjunto sobre o tema, lançado em 2001, Day e Ward levantaram a hipótese de que uma ruptura na estrutura do vulcão ocorreu durante sua última erupção, fazendo com que o lado esquerdo tenha se tornado particularmente instável.
Se o Cumbre Vieja entrar em erupção novamente, o seu lado esquerdo se transformaria em um deslizamento de terra que causaria o maior tsunami na história da humanidade. Eles deduziram que a onda monstruosa avançaria a 800 quilômetros por hora, com 100 metros de altura em seu primeiro impacto com a terra, e chegaria à Flórida nove horas depois de ser criada. Day e Ward preveem que tsunamis atingiriam lugares distantes entre si como a Inglaterra, a Flórida e o Caribe.
Vale notar, no entanto, que essa é a pior situação possível. Se um deslizamento de terra causado por uma erupção na Cumbre Vieja vier a acontecer, é mais provável que toda aquela massa de terra não cairia no mar de uma só vez. Um deslizamento de terra mais fragmentado poderia não causar um tsunami recorde. No entanto, se o seu próximo investimento imobiliário vai ser uma casa na costa do sul dos EUA, da Inglaterra ou do Caribe, pode ser uma boa reconsiderar a ideia.

2. O “Big One” – Califórnia, 2015-2045

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O Serviço Geológico dos EUA aumentou a probabilidade de um terremoto de magnitude 8 ou maior atingir a Califórnia nas próximas décadas. O “Big One” refere-se ao terremoto que muitos californianos estavam esperando com a respiração suspensa durante anos. Cientistas afirmam que um terremoto de magnitude 8 ou maior tem uma chance de 7% de ocorrer nos próximos 30 anos. As chances da região ser atingida por um terremoto de magnitude entre 6,5 e 7 sobe para 30%.
Se fosse para esse fenômeno acontecer, a causa mais provável seria a ruptura da falha de San Andreas, que vai do interior do sul da Califórnia até Los Angeles, mas há alguma especulação quanto a falha ser o epicentro do tremor. Alguns relatórios especificam que o Big One se originará da falha de Hayward, próxima da área da baía de San Francisco.
Não importa de onde o terremoto vier, a previsão é de que ele devaste toda a Califórnia e outras partes da Costa Oeste. Um “cenário realista de crise” utilizado para o planejamento de emergência foi criado por 300 cientistas e detalha a ocorrência e os danos do terremoto através de projeções de computador baseadas em dados históricos. O computador prevê que o terremoto irá produzir ondas de choque que viajariam a 11,6 mil quilômetros por hora, danificando gravemente as principais rodovias e prédios. No geral, a maior preocupação para qualquer terremoto de grande impacto são os incêndios, devido à quantidade de vegetação seca que poderia transformar qualquer pequeno incêndio em um inferno de fogo.
A Casa Branca concedeu US$ 5 milhões a uma equipe da Universidade de Tecnologia da Califórnia, da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade de Washington, que está desenvolvendo um sistema de alerta precoce de terremoto para informar as pessoas um minuto antes de um terremoto atingir o estado. Atualmente, o sistema só é capaz de lançar um alerta 10 segundos antes do início de um terremoto.

1. Grande tempestade solar – 2015-2025

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O maior desastre natural que poderia afetar a Terra no futuro próximo nem sequer nasceria no nosso planeta; ele vem do sol.
O sol tem um “ciclo de atividade”, o que significa que tem diminuição ou aumento da atividade, tais como erupções solares e manchas solares, dependendo do seu tempo em um ciclo particular. A grande explosão mais recente da atividade solar ocorreu em julho de 2012, quando uma ejeção de massa coronal (EMC) passou pela órbita da Terra e acertou a estação espacial STEREO-A. Uma tempestade solar geralmente tem uma labareda solar, altos níveis de radiação UV, partículas energéticas que destroem os componentes eletrônicos cruciais de satélites e muitas EMCs. A labareda solar de 2012 atingiu a estação espacial, mas foi apenas uma semana de diferença que evitou com que ela atingisse a Terra.
Esse golpe de sorte da Terra pode não se repetir no futuro próximo, de acordo com Pete Riley, cientista do Instituto de Ciência Preditiva. Depois de analisar os registros de tempestades solares dos últimos 50 anos, seus cálculos concluíram que há uma chance de 12% de uma grande tempestade solar atingir a Terra nos próximos 10 anos. Se isso vier a acontecer, interferiria potencialmente com sistemas de rádio, GPS e comunicações por satélite, afetando o uso de milhões de produtos eletrônicos em todo o mundo. Redes de energia também seriam afetadas devido à sobretensão provocada pelas partículas energéticas, possivelmente causando grandes apagões em todo o mundo – de forma semelhante ao que ocorreu em Quebec em 1989. Os custos econômicos são estimados em US$ 1 a 2 trilhões no primeiro ano do impacto, sendo que uma recuperação completa levaria entre 4 e 10 anos, de acordo com o Conselho Nacional de Pesquisa.
Mesmo que essa catástrofe ocorra, segundo o pesquisador Robert Rutledge e o escritório de previsão do Centro de Previsão do Clima Espacial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA, ela pode não ser tão impactante como alguns estão prevendo. Mais uma vez, as previsões que estão sendo feitas abordam o ponto de vista da “pior situação possível” e são apenas uma advertência. Dito isto, as grandes empresas de energia e serviços de emergência em todo o mundo estão cientes dos efeitos da atividade solar e estão investindo pesadamente para se defender contra eles. 

Fonte: http://hypescience.com/10-catastrofes-naturais-que-devem-estar-no-nosso-futuro-proximo/

Cientistas revertem envelhecimento de células humanas

pesquisa reversao envelhecimentoHá muito tempo cientistas tentam descobrir se o envelhecimento pode ser adiado ou mesmo revertido. Agora, mais um passo foi dado nessa direção.
O professor Jun-Ichi Hayashi, da Universidade de Tsukuba, no Japão, mostrou que é possível reverter o envelhecimento pelo menos em uma linha de células humanas. 
A regulação de dois genes envolvidos com a produção de glicina foi em parte responsável por algumas das características desse envelhecimento.

Velha teoria em cheque

Hayashi e sua equipe fizeram esta descoberta no processo de abordar questões controversas em torno de uma teoria popular do envelhecimento.
A teoria mitocondrial do envelhecimento propõe que os defeitos mitocondriais associados com a idade são controlados pela acumulação de mutações no DNA mitocondrial. A acumulação destas mutações é ligada a um tempo de vida reduzido e início precoce de características relacionadas com o envelhecimento, tais como o peso e a perda de cabelo, curvatura da coluna vertebral e osteoporose.
No entanto, os japoneses têm realizado pesquisas que os levaram a propor que os defeitos mitocondriais associados à idade não são controlados pelo acúmulo de mutações, e sim por outra forma de regulação genética.

Análise mitocondrial

Os cientistas analisaram a função das mitocôndrias em linhas de células de fibroblastos humanos derivadas de jovens (com idade variando de um feto a 12 anos de idade) e idosos (com idade variando de 80 a 97 anos de idade).
Em seguida, compararam a respiração mitocondrial e a quantidade de danos no DNA nas mitocôndrias dos dois grupos, esperando que a respiração fosse reduzida e os danos do DNA maiores nas células do grupo idoso.
Enquanto os idosos tinham mesmo respiração reduzida, não houve diferença na quantidade de danos no DNA entre os grupos. Isso levou os pesquisadores a sugerir que a regulação epigenética é que poderia ser responsável pelos efeitos associados à idade observados na mitocôndria.

Regulação epigenética

Regulação epigenética são alterações, como a adição de estruturas químicas ou proteínas, que alteram a estrutura física do DNA, resultando na ativação ou desligamento de genes. Ao contrário das mutações, estas mudanças não afetam a própria sequência de DNA.
Para testar sua teoria de que a regulação epigenética é que estava envolvida com o envelhecimento das células, os cientistas reprogramaram linhas celulares derivadas de fibroblastos humanos de jovens e idosos a um estado semelhante a célula estaminal embrionária.
Essas células então se tornaram fibroblastos novamente, e sua função respiratória mitocondrial foi examinada. Incrivelmente, os defeitos associados à idade tinham sido revertidos – todos os fibroblastos tinham taxas de respiração comparáveis aos da linha celular de fibroblastos fetais, independentemente do fato de serem derivados de jovens ou idosos.
Isto indica que o processo de envelhecimento na mitocôndria é controlado por regulação epigenética, não por mutações.

Brincando com os genes certos

O próximo passo foi definir que genes podem ser controlados epigeneticamente, resultando em defeitos mitocondriais associados à idade. Dois genes que regulam a produção de glicina nas mitocôndrias, CGAT e SHMT2, foram encontrados.
Ao alterar a regulação destes genes, os pesquisadores repararam a função mitocondrial nas linhas de células de fibroblastos – por exemplo, em 10 dias, conseguiram restaurar a função respiratória das mitocôndrias do participante de 97 anos de idade.

No futuro

Agora que eles sabem que a regulação epigenética controla defeitos de respiração associados à idade em linhas de células de fibroblastos humanos, os pesquisadores querem descobrir se a regulação epigenética também pode controlar o envelhecimento nos seres humanos.
Em caso positivo, novas terapias como suplementos de glicina podem dar a população mais velha um novo sopro de vida. 

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-reverteram-o-envelhecimento-de-celulas-humanas/

O que deve saber sobre o cancro do colo do útero

Sabia que quatro em cinco mulheres podem vir a ter cancro do colo do útero? E que este cancro é “muito previsível”, logo facilmente rastreável? Isso mesmo explicou a médica oncologista Sónia Rego, da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, esta quinta-feira, na TVI24, naquele que é o Dia Internacional da Saúde Feminina.
“O cancro do colo do útero é um cancro previsível. Sabemos de antemão qual é o fator que vai acabar por se desenvolver, que é a infeção pelo vírus HPV [vírus do papiloma humano]. Esta infeção está presente em quatro de cada cinco mulheres ao longo da sua vida”, explicou a clínica. Uma elevada incidência que associada ao facto de ser uma doença silenciosa tornam o rastreio um meio de diagnóstico fundamental, defendeu Sónia Rego.

“Não quero com isto alarmar as mulheres, porque, a maior parte acaba por ter resistência ao vírus, o próprio organismo consegue defender-se e combate-lo. Mas algumas mulheres, por mecanismos que não são ainda de todo conhecidos, acabam por desenvolver cancro do colo do útero e isso pode demorar entre cinco a 20 anos. Portanto, a importância de fazer um rastreio é crucial. Hoje em dia, com os avanços da medicina, temos testes à nossa disposição altamente sensíveis e específicos para a deteção do HPV e é isso que queremos alertar”, argumentou.
“Como oncologista, recebo mulheres muitas vezes já em fase avançada da doença quando estamos a falar de um cancro que é altamente previsível e altamente mortal. Morre uma mulher por dia e isso é muito para este cancro”, insistiu.

A médica alertou, ainda, as mulheres que optaram pela vacina para não prescindirem do rastreio, porque há suptipos do vírus HPV que não são imunizados pela vacina.

“O HPV é responsável por 99% dos cancros do colo do útero. Se uma mulher tem HPV, a probabilidade de vir a ter cancro existe, pelo que a realização do rastreio, nomeadamente do teste molecular, é necessária para tratar atempadamente a infeção. E mesmo quem tomou a vacina tem de fazer o rastreio, já que convém ser dada antes do início da atividade sexual. O vírus do HPV tem muitos subtipos, sabemos quais são os mais frequentes que provocam cancro do colo do útero mas há outros que não são abrangidos pela vacina. O que se deve fazer é a vacina e o rastreio, que não é só o exame Papanicolau. A partir dos 30 é importante a realização de um teste mais específico, porque estamos a falar de uma doença silenciosa”, concluiu.

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/hpv/o-que-deve-saber-sobre-o-cancro-do-colo-do-utero

Descobertos-fosseis-de-nova-especie-humana-

Os fósseis de duas mandíbulas e um maxilar com 3,5 milhões de anos estavam perto do sítio onde foi encontrado, em 1974, o esqueleto da famosa Lucy. 
 
Fósseis descobertos na região de Afar, na Etiópia, revelam a existência de um novo hominídeo. A descoberta foi anunciada esta quarta-feira num artigo publicado na revista "Nature". 
De acordo com a equipa liderada por Yohannes Hailer-Selassie, do Museu de História Natural de Cleveland, nos Estados Unidos, os fósseis - duas mandíbulas e um maxilar, com entre 3,3 e 3,5 milhões de anos - descobertos em 2011 na área de Woranso-Mille, na região de Afar, na Etiópia, provam que a nova espécie de australopiteco viveu na mesma região e na mesma altura da famosa Lucy,  uma fêmea da espécie "Australopithecus afarensis".
“Esta nova espécie (...) mostra que havia pelo menos duas espécies de hominídeos contemporâneas na região etíope de Afar a viver entre há 3,3 e 3,5 milhões de anos e é uma confirmação adicional da diversidade taxonómica dos primeiros hominídeos no Leste de África durante a época do Plioceno Médio”, escrevem os cientistas no artigo na "Nature".
Apesar disso, há algumas diferenças entre Lucy, cujo esqueleto foi encontrado em 1974, e a nova espécie ("Australopithecus deyiremeda", assim designada pelos investigadores), que teria, defendem os cientistas, dentes mais pequenos, o que provavelmente se devia ao facto de ingerirem alimentos diferentes.
Em comunicado, Yohannes Haile-Selassie defendeu que descoberta "eleva o debate em torno da diversidade de hominídeos a outro nível". "Alguns dos nossos colegas vão mostrar-se céticos em relação a esta nova espécie, o que acaba por ser normal. No entanto, acho que chegou a altura de olharmos para as primeiras fases da nossa evolução com mente aberta e avaliar cuidadosamente as evidências fósseis atualmente disponíveis em vez de as rejeitar em virtude de hipóteses preestabelecidas", referiu o investigador, citado pelo "Washington Post". 
Durante muito tempo pensou-se que as diferentes espécies pré-humanas viveram em diferentes alturas, uma sucedendo a outra. Hoje já se sabe que há três e quatro milhões de anos coexistiram vários hominídeos, tese desenvolvida a partir da descoberta dos fósseis do "Australopithecus bahrelghazali", em 1995, no Chade e do "Kenyanthropus platyops", em 1998, no Quénia. Ambas as espécies viveram há cerca de 3,5 milhões de anos no Leste de África, ou seja, na mesma altura e região de Lucy.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-05-28-Descobertos-fosseis-de-nova-especie-humana-
 

Cientistas desenvolvem anti-corpo artificial para combater leucemia

Cientistas desenvolvem anticorpo artificial para combater leucemiaUm anticorpo artificial demonstrou a sua eficácia em ratos para eliminar células cancerígenas, o que representa um avanço na imunoterapia para tratar a leucemia mieloide aguda, segundo um estudo publicado na revista científica Science Translational.

O anticorpo MGD006 altera as células T para combater este tipo de leucemia, que é muito difícil de tratar e carece de um tratamento efectivo.

As células T são um tipo de célula imunológica cuja função é reconhecer substâncias estranhas na superfície de outras células e matá-las, para o que produzem substâncias solúveis que têm efeitos sobre tumores e células infectadas com vírus.

A leucemia mieloide aguda é um tipo de cancro produzido nas células da linha mielide dos leucócitos, que se caracteriza pela rápida proliferação de células anormais que se acumulam na medula óssea e interferem na produção de glóbulos vermelhos normais.

Trata-se do tipo de leucemia aguda mais comum em adultos e a sua incidência aumenta com a idade, embora seja uma doença relativamente rara a nível global.

As imunoterapias testadas até agora centraram-se no antígeno CD123, com presença excessiva nesta leucemia e outros tipos de cancro.

O anticorpo MGD006, desenvolvido pelo cientista Gurunadh Chichili e a sua equipa, funde fragmentos de dois anticorpos diferentes: um para o antígeno CD123 da leucemia e outro para o antígeno CD3 das células T.

Numa semana de tratamento contínuo, o anticorpo eliminou as células com leucemia em ratos e, aplicado durante quatro semanas em macacos, os animais não experimentaram efeitos colaterais graves.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=775032

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cicatriz de 600 mil quilômetros envolve o disco ssolar - Risco de E.M.C direccionado à Terra

Nos últimos dias, um gigantesco filamento de plasma está tomando conta da face visível do Sol. A feição é gigantesca e caso se rompa poderá ejetar bilhões de toneladas de massa coronal em direção à Terra.

Embora os filamentos solares sejam uma paisagem típica da cromosfera solar, sempre que eles atingem tamanhos gigantes e se voltam para a Terra as preocupações aumentam, pois caso se rompam podem provocar violentas tempestades geomagnéticas aqui na Terra.
Nesta imagem, registrada na manhã de quarta-feira através do Observatório Solar Apolo11 vemos uma enorme feição desse tipo, apontada em direção à Terra. A trilha tem cerca de 600 mil quilômetros de extensão e em algumas localidades pode ultrapassar 100 mil quilômetros de altura.

O que é um Filamento

Um filamento solar é uma espécie de trilha de plasma que se forma na região da cromosfera e que se mantêm contida pela ação dos intensos campos magnéticos que envolvem o gás.
Normalmente, os filamentos solares são pequenos e ocupam entre 50 mil e 100 mil km de extensão, mas em algumas ocasiões podem crescer muito e formar longas estradas. A espessura varia pouco, quase sempre ao redor de 1000 km de largura, mas podem se erguer a mais de 120 mil km de altura, formando gigantescas cordilheiras de gás incandescente.
As labaredas vistas no limbo do Sol nada mais são que os filamentos vistos contra o fundo negro do espaço. Quando isso acontece passam a se chamar proeminências.

Rompimento

O rompimento de um filamento pode ocorrer por diversos motivos, entre eles alguma instabilidade no campo magnético que o envolve ou então quando a pressão do gás aprisionado se torna tão elevada que o campo magnético não consegue mais contê-lo.
Quando isso acontece, o gás que estava aprisionado se expande abruptamente em direção ao espaço.

Consequências

Se o filamento é pequeno, após a ruptura o gás retorna à superfície do Sol atraído pela intensa gravidade e magnetismo. Caso o filamento seja muito denso ou longo, como neste caso, o gás é arremessado tão violentamente que pode escapar do domínio solar e viajar para muito longe e chegar aos diversos planetas do sistema.

Aqui na Terra

Caso atinjam o nosso planeta, as partículas ejetadas pelo rompimento do filamento podem provocar as chamadas tempestades geomagnéticas, que em sua forma mais branda podem ser vistas na forma das auroras polares.
Quando as tempestades são muito intensas podem causar danos bastante sérios em linhas de transmissão de energia, equipamentos a bordo de satélites e panes em sistemas de comunicação e orientação.

Fonte: http://www.apolo11.com/

Doentes vão poder tratar depressão através do smartphone

Plataforma digital de autoajuda destinada aos utentes do Serviço Nacional de Sáude será prescrita pelo médico de família

A partir de setembro, os utentes do Serviço Nacional de Saúde com depressão ligeira a moderada vão poder contar com uma plataforma digital de autoajuda prescrita pelo médico de família para combater a doença e prevenir o suicídio.

Esta plataforma, que faz parte de um projeto da EUTIMIA – representante em Portugal da Aliança Europeia contra a Depressão em Portugal, será apresentada na quarta-feira.

Trata-se de uma ferramenta cognitiva comportamental, por módulos, que as pessoas utilizam quando é prescrita pelo médico de família, e que depois é guiada pelo próprio médico de família ou enfermeiro ou psicólogo dos cuidados de saúde primários, que trabalham em equipa, explicou à Lusa o psiquiatra Ricardo Gusmão, dirigente da EUTIMIA.

A plataforma tem oito módulos, o que significa que em oito semanas se faz o tratamento, e “basicamente responde às necessidades de 90% dos doentes com depressão nos cuidados de saúde primários”.

Reconhecendo que nem todos os utentes usam internet e smartphones, Ricardo Gusmão assegura que este é um instrumento que se “afigura como de crescente importância”, pois comprovadamente funciona, que “é o mais importante”.

Num dos módulos, exemplificados por Ricardo Gusmão, o despertador toca e a aplicação regista a que horas é que a pessoa acordou e pergunta imediatamente a que horas é que se deitou no dia anterior e como é que a pessoa dormiu.
“Isto tem a ver com a qualidade do sono, que é importantíssimo para a saúde mental das pessoas.”

Se estiverem a fazer medicação, há um módulo de uma semana sobre essa questão, que responde às principais preocupações de cada um dos doentes com este assunto.
“As pessoas são chamadas a interagir com o smartphone ou o tablet e, desta forma, registar os resultados que são enviados para a pessoa que está a orientar este processo do tratamento.”

Segundo o psiquiatra, está demonstrado cientificamente que funciona tanto como ir ao psicólogo fazer esta técnica cognitivo-comportamental face a face.
“No fundo é uma psicoterapia adaptada à interação do individuo com ele próprio e com a ajuda de um terceiro.”

Para pôr em prática este projeto, os médicos vão ser treinados para reconhecer quem é que tem indicação para lhe ser prescrita esta plataforma e os enfermeiros e psicólogos vão ser treinados para fazer essa orientação.

O projeto já começou, as ferramentas estão a ser adaptadas e estão a ser introduzidas melhorias, disse, acrescentando que o projeto “vai para o terreno depois de setembro”.

Em setembro, vai ser feita a formação primeiro dos líderes regionais - entre 12 e 20 pessoas que trabalham no norte – para depois estes treinarem “peritos em depressão” que trabalham nos cuidados de saúde primários e que ficam capacitados para diagnosticar e tratar a depressão, inclusivamente por meios não farmacológicos.

Ao todo o projeto prevê a formação de um universo de 4.300 profissionais dos cuidados de saúde primários (1.700 médicos de família e 2.435 enfermeiros, entre outros especialistas), dos quais 900 serão os considerados peritos em depressão.

O projeto vai envolver um milhão de utentes, sendo que se estima que 200 mil sofram de depressão. Os outros envolvidos são pessoas com patologias mentais comuns que utilizam os cuidados de saúde primários.

Este projeto, juntamente com outro que visa promover a saúde mental em contexto escolar e combater o ciberbullying, vão ser desenvolvidos graças a uma verba de 730 mil euros obtida através da Administração Central do Sistema de Saúde, no âmbito do programa EEA Grants (linha de financiamento concedida pela Islândia, Liechtenstein e Noruega aos estados Membros da União Europeia.

A EUTIMIA é uma organização não governamental com menos de dois anos de existência criada para apoiar sobreviventes do suicídio. 

Fonte: http://www.tvi24.iol.pt/tecnologia/sns/doentes-vao-poder-tratar-depressao-atraves-do-smartphone

Teste deteta cocaína através da impressão digital

Um grupo de cientistas descobriu que uma simples impressão digital pode ser suficiente para revelar se alguém está sob efeito de cocaína.

Leonel de Castro/Arquivo
Teste analisa substâncias presentes no suor

Uma equipa de investigadores do Reino Unido e Países Baixos está a trabalhar num método que deteta o uso de cocaína através das impressões digitais. Para desenvolver esta forma de identificação de consumidores de cocaína, os investigadores fizeram testes às mãos de toxicodependentes em tratamento.
Este novo procedimento analisa o suor das mãos e é menos invasivo, mais higiénico e mais rápido do que os atuais exames de deteção de drogas. O uso de cocaína é descoberto através da análise das excreções da pele de duas substâncias criadas pela metabolização da droga no organismo, revelou Melanie Bailey, da Universidade do Surrey, Inglaterra, à "Science Dally".
Com a evolução da tecnologia dos espetrómetros de massa utilizados neste procedimento, os cientistas responsáveis por este método acreditam que poderão vir a ser criados testes portáteis de droga, que as autoridades possam utilizar no dia-a-dia.
"As empresas já estão a trabalhar em espetrómetros de massa miniaturizados e no futuro estes testes de drogas poderão ser implantados" para ajudar a garantir a segurança do público, disse Melanie Bailley.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4590003

Cientistas usam vírus da herpes para curar cancro de pele

Vírus modificado é inofensivo para células normais mas combate melanoma; pesquisa foi feita com 634 pacientes.
 

Uma versão geneticamente modificada do vírus que causa herpes pode curar câncer de pele, de acordo com pesquisadores.
O vírus da herpes modificado é inofensivo para células normais mas, quando injetado em tumores, se replica e libera substâncias que ajudam a combater o câncer.
Resultados de testes divulgados na publicação científica Journal of Clinical Oncology mostram que a terapia pode aumentar a sobrevivência dos pacientes por anos - mas apenas para alguns portadores de melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele.
O tratamento ainda não foi licenciado.
"Quando o vírus da herpes infecta uma célula ele cresce dentro dela e a faz explodir, infectando as células ao redor. Por isso a ferida, são as células morrendo na sua pele", explica Richard Marais, do Cancer Research UK.
"Eles modificaram o vírus de três maneiras. Primeiro, fizeram com que parasse de causar herpes. Segundo, fizeram com que crescesse apenas nas células cancerígenas. Por último, fizeram ele ser atraente para o sistema imunológico. Por isso, quando injetado em um tumor, ele mata o tumor e ativa o sistema imunológico, que caça outros tumores para matá-los", conclui.
Para ele, a técnica poderá ser usada, no futuro, para combater outros tipos de câncer.
Tratamentos semelhantes de imunoterapia para melanoma já estão disponíveis nos Estados Unidos e na Europa, mas os pesquisadores acreditam que o vírus modificado, conhecido como T-Vec, poderia se somar a isso.
Seria também o primeiro tratamento para melanoma que usa um vírus.
O estudo é o maior teste aleatório de um vírus anticâncer e envolveu 436 pacientes de 64 centros nos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e África do Sul que tinham melanomas malignos inoperáveis.
"Há um crescente entusiasmo com o uso de tratamentos virais como T-Vec para o câncer, porque eles podem lançar um ataque duplo nos tumores - matando células cancerígenas diretamente e colocando o sistema imunológico contra elas", diz o coordenador dos testes no Reino Unido, Kevin Harrington, do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres.
"E, como o tratamento viral pode ter como alvo células cancerígenas especificamente, há uma tendência a ter menos efeitos colaterais que a quimioterapia tradicional ou algumas das novas imunoterapias."

Mais pesquisa

"Estudos anteriores mostraram que o T-Vec poderia beneficiar algumas pessoas com câncer de pele avançado, mas este é o primeiro estudo a provar um aumento de sobrevivência", disse Hayley Frend, gerente de ciência da informação do Cancer Research UK.
"O próximo passo vai ser entender por que apenas alguns pacientes respondem ao tratamento com T-Vec, para ajudar a identificar quais pacientes poderiam se beneficiar disso", diz.
De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil (25% dos casos), o melanoma - que é mais grave, devido à possibilidade de metástase - representa 4% dos tumores malignos de pele.
Os riscos de desenvolver câncer de pele aumentam com a exposição a raios UV.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/05/cientistas-usam-virus-da-herpes-para-curar-cancer-de-pele.html
 

Obesidade na adolescência aumenta risco de cancro no intestino

Obesidade na adolescência aumenta risco de cancro no intestino, diz estudoAdolescentes com excesso de peso têm um risco maior de desenvolver cancro no intestino no futuro, de acordo com um estudo da Universidade de Harvard e do hospital da Universidade de Orebro, na Suécia.

Para o efeito, os pesquisadores acompanharam cerca de 240 mil homens suecos por 35 anos. A análise, divulgada na publicação científica Gut, mostrou que os adolescentes acima do peso tinham o dobro do risco de ter cancro do que os com peso adequado. As probabilidades são ainda mais altas para adolescentes obesos.

O cancro de intestino é o terceiro tipo mais comum no mundo, com cerca de 1,4 milhões de novos casos por ano.

O consumo de carne vermelha processada e gordura abdominal já tinha sido ligado ao desenvolvimento da doença.

Os participantes do estudo tinham idades entre 16 e 20 anos quando a pesquisa começou. A grande maioria tinha peso normal, mas 6,5% estavam acima do peso e 1% era obeso. Houve 855 casos de câncer colo-rectal no estudo.

Os obesos tiveram 2,38 vezes mais hipóteses de desenvolver tumor no intestino.

«O final da adolescência marca a transição da infância para a idade adulta e é um período de crescimento acelerado, principalmente entre homens, por isso esse período pode representar uma janela crítica», diz o estudo.

«É importante que entendamos o papel da infância e da adolescência no desenvolvimento do cancro colo-rectal.»

«A forte associação observada entre a obesidade na adolescência e o cancro na passagem para a meia-idade e o aumento da prevalência de obesidade na adolescência pode lançar luz sobre o crescimento da incidência da doença entre adultos», adicionou.

Rachel Thompson, do Fundo Mundial para Pesquisas sobre Cancro, disse que os indícios sugerem que a obesidade é um factor de risco para o cancro do intestino.

«A descoberta é interessante porque dá uma indicação que o cancro do intestino pode estar associado ao estilo de vida ao longo da vida.»

«De certas maneiras, pesquisas entre a relação entre factores como a obesidade e risco de cancro ainda estão a começar.»

«Será interessante ver se pesquisas futuras comprovarão a relação entre gordura corporal na juventude e o risco de cancro no futuro.»

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=774660

Erva daninha americana pode causar onda de alergias na Europa

Ambrosia artemisiifolia foi introduzida na Europa no século 19  (Foto: Dalgial (Own work) [CC BY-SA 3.0], via Wikimedia Commons)Coceira nos olhos, espirros e respiração ofegante estão propensos a se espalhar pela Europa nas próximas décadas por causa da propagação de uma erva daninha norte-americana conhecida por causar alergias, informaram cientistas nesta segunda-feira (25).
Introduzida na Europa no final do século 19, a ambrosia comum (Ambrosia artemisiifolia) é uma planta com caules avermelhados cujas flores são produtoras maciças de pólen.
Hoje, a planta está firmemente estabelecida no norte da Itália e sudeste da França, e está se espalhando por outras partes em habitats de nicho como campos agrícolas, beiras de estradas e aterros ferroviários.
Se a atual tendência continuar se seguindo, a Europa continental norte e o sul do Reino Unido vão ser severamente expostos ao invasor, de acordo com a nova pesquisa.
O estudo, liderado por Lynda Hamaoui-Laguel, do Laboratório da França para o Clima e Ambiente Ciência, foi publicado na revista Nature Climate Change.
Cientistas de França, Reino Unido e Áustria construíram um modelo de computador que mostra a dispersão das sementes da ambrosia e produção de pólen, levando em conta os ventos na Europa e prováveis cenários para o aquecimento global.
“A mudança climática e a dispersão de sementes de ambrosia em áreas adequadas irão aumentar as concentrações de pólen no ar, o que pode, consequentemente, aumentar a incidência e a prevalência de alergias causadas por ambrosia”, diz o artigo.
Em 2050, a concentração atmosférica de pólen da erva daninha irá, em média, ser quatro vezes maior do que os níveis atuais, segundo os cientistas.
O centro e o norte da Europa, o norte da França e o sul do Reino Unido, onde as cargas de pólen de ambrosia são insignificantes no momento, terão aumentos substanciais, e as concentrações vão aumentar em muitas áreas que já são afetadas pela erva.
Cerca de um terço do aumento de pólen irá ocorrer por causa da dispersão de sementes altamente eficaz da erva daninha.
Os dois terços restantes virão de níveis mais elevados de dióxido de carbono, que provoca o crescimento da vegetação, e mudanças no uso da terra que vão abrir novos habitat de ambrosia na Europa setentrional e oriental.
Também chamada de carpineira ou absinto americano, a planta também invadiu partes da Austrália, América do Sul e Japão.

Fonte: http://boainformacao.com.br/2015/05/erva-daninha-americana-pode-causar-onda-de-alergias-na-europa-diz-estudo/

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cientistas descobrem método para produzir grandes quantidades de anti-matéria

produzir antimateria em gde quantidade
Há muitas experiências que os físicos gostariam de realizar com antimatéria, desde estudar suas propriedades com medições espectroscópicas até testar como ela interage com gravidade. Mas, para realizar estes experimentos, os cientistas primeiro precisam ter uma boa quantia de antimatéria.
Claro, eles não podem encontrá-la na natureza (devido à tendência da antimatéria de aniquilar-se em uma explosão de energia quando entra em contato com a matéria comum), e sua criação no laboratório provou ser muito tecnicamente desafiadora pelas mesmas razões.
Agora, em um novo estudo publicado na revista “Physical Review Letters”, Alisher S. Kadyrov e sua equipe da Universidade de Curtin, em Perth, na Austrália, e da Universidade de Swansea, no Reino Unido, teoricamente encontraram um método para aumentar a taxa de produção de anti-hidrogênio em muitas vezes. Eles esperam que sua descoberta vá orientar os programas de anti-hidrogênio a alcançarem uma produção de grandes quantidades deste material por longos períodos de confinamento e em temperaturas frias, como exigido por futuras experiências de pesquisa.
“As leis da física preveem que quantidades iguais de matéria e antimatéria foram criadas após o Big Bang”, conta Kadyrov, professor associado da Universidade de Curtin. “Um dos mistérios da ciência é: para onde foi toda a antimatéria? Para desvendar esse mistério, os cientistas do CERN [Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear] pretendem fazer experimentos gravitacionais e espectroscópicos com a antimatéria. O exemplo mais simples é o anti-hidrogênio. No entanto, é desafiador e caro criar e estudar anti-hidrogênio no laboratório”.

Mais fácil de reproduzir

O anti-hidrogênio é uma boa forma de antimatéria para os cientistas estudarem em parte porque é eletricamente neutro: ele consiste de um antipróton (um próton com carga negativa) e um pósitron ou antielétron (um elétron de carga positiva). Como é feito de apenas duas antipartículas, o anti-hidrogênio também é um pouco mais fácil de produzir do que anti-átomos maiores.
Em 2002, cientistas produziram anti-hidrogênio no primeiro experimento dedicado à produção de anti-hidrogênio no CERN,. Em 2010, confinaram anti-hidrogênio em armadilhas por até 30 minutos. Eventualmente, no entanto, o anti-hidrogênio se aniquila, por exemplo, por meio de impacto com as paredes do aparelho experimental ou interagindo com gases de fundo.
Existem algumas maneiras diferentes para produzir anti-hidrogênio no laboratório, as quais envolvem colidir ou dispersar uma das outras. No novo estudo, os físicos focaram na reação em que um antipróton é dispersado de um positrônio, que é um estado de ligação que consiste de um pósitron e um elétron comum. Num certo sentido, o positrônio pode ser pensado como um átomo de hidrogênio em que o próton foi substituído por um pósitron. Até agora, a reação de espalhamento antipróton-positrônio foi investigada principalmente quando o positrônio está no seu estado fundamental.

Melhores resultados com menos energia

No novo estudo, os cientistas mostraram que, teoricamente, colisões de antiprótons com positrônio em um estado animado em vez do estado fundamental podem aumentar a produção de anti-hidrogênio de forma significativa, em particular nas energias mais baixas.
“Nossos cálculos mostram que uma maneira muito eficiente de produzir anti-hidrogênio é reunir antiprótons lentos com positrônio, que foi preparado em um estado animado”, disse Kadyrov. “Acontece que a formação de anti-hidrogênio aumenta em várias ordens de magnitude em estados excitados quando comparado ao estado fundamental devido ao comportamento de baixa energia inesperada revelada em nossos cálculos”.
Pela primeira vez, esses resultados teóricos permitem estimativas realistas de taxas de formação de anti-hidrogênio via espalhamento antipróton-positrônio em baixas energias. Como energias mais baixas são mais importantes em experimentos do que energias mais elevadas, os cientistas esperam que este método ofereça uma maneira prática de criar anti-hidrogênio frio, o que poderia, então, ser usado para testar as propriedades fundamentais da anti-matéria.
De acordo com Kadyrov, diversos grupos de cientistas colaboradores do CERN estão trabalhando na produção e captura de anti-hidrogênio em quantidades suficientes para experiências com propriedades espectroscópicas e gravitacionais. “Nós acreditamos que o mecanismo eficiente para a formação de anti-hidrogênio que nossa pesquisa revelou pode ser usado ​​para facilitar estudos”.
“Atualmente, o positrônio pode ser animado para estados de alta energia, conhecidos como estados Rydberg”, disse Kadyrov. “Em seguida, queremos investigar colisões antiprótons com positrônio em tal estado. Dada a magnitude da melhoria que temos para os estados excitados mais baixos, pode-se esperar que a melhoria correspondente seja enorme. Isso, então, poderia abrir um caminho muito promissor para a produção de feixes de anti-hidrogênio de baixa energia para experimentos de espectroscopia, por exemplo, para medições de divisão hiperfinas em anti-hidrogênio”.

Fonte: http://hypescience.com/fisicos-descobrem-como-produzir-antimateria-com-mais-eficiencia/

NASA procura ajuda na Internet sobre brilho misterioso em Ceres

Os cientistas da NASA vieram a público, para levantar um inquérito para explicar a origem da luz brilhante dos misteriosos pontos na superfície do planeta anão Ceres.

Embora a sonda espacial Dawn tenha conseguido fotografar os misteriosos pontos brilhantes mais perto do que nunca, os cientistas da NASA ainda estão confusos sobre a origem desse brilho, relata o The Independent.

Para tentar explicar o fenômeno, a agência decidiu ir a público, lançando uma pesquisa em seu site.

Assim, 30% dos entrevistados acham que essas manchas misteriosas poderia ser gelo, enquanto a maioria, 38%, chama de "outra opção".

Fonte: RT.

Seis evidências de que estamos mais próximos de encontrar extra-terrestres do que julgamos

Antes, achávamos que ET era só coisa de cinema. Ninguém realmente pensava que encontraríamos aliens tão em breve, pelo menos não na comunidade científica. Mas recentes descobertas têm lentamente mostrado que isso é mais provável do que imaginávamos.

6. A vida pode começar em condições do espaço profundo

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Apesar do que o fungo que cresce em sua parede do banheiro parece indicar, a vida não pode simplesmente aparecer em qualquer lugar. O espaço profundo, por exemplo, é tão inóspito que nem mesmo os componentes mais básicos da vida poderiam sobreviver lá.
Ou pelo menos é o que pensávamos até recentemente, quando cientistas da NASA reproduziram os blocos de construção da vida e precursores de material genético em condições espaciais, simuladas no Centro de Pesquisa Ames, no Vale do Silício, nos EUA. O experimento mostrou que o cosmos pode ser repleto de todos os tipos de guloseimas biológicas que podem chover sobre planetas e semear a vida.
Antes, costumávamos pensar que os primeiros organismos terrestres só puderam ser concebidos graças às condições especiais da Terra jovem, quando uma combinação de fontes hidrotermais e radiação solar permitiu que a vida surgisse. Mas os cientistas mostraram que não só não precisamos de um planeta, como não precisamos de eventos ecológicos para formar bases genéticas.
Eles colocaram compostos orgânicos que podem ser encontrados em todo o cosmos em um tubo e eletrocutaram a mistura com radiação UV. Uracil, citosina e timina saíram dessa mistura – componentes-chave do RNA e do DNA. Este é um cenário muito provável de ocorrer em todo o universo, de acordo com os pesquisadores.

5. Há MUITOS planetas habitáveis lá fora

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Mesmo que moléculas surjam aleatoriamente no espaço, elas precisam pousar em um planeta onde a vida pode sobreviver, certo? E a Terra parece ser bastante única nesse quesito.
Só que não. Estamos começando a descobrir que existem muitos planetas potencialmente habitáveis no universo. Em 2013, astrônomos da Universidade da Califórnia em Berkeley e da Universidade do Havaí (EUA) concluíram que só a Via Láctea – uma espiral de 100.000 anos-luz de comprimento – pode ter 20 bilhões de planetas como a Terra orbitando suas estrelas.
Os pesquisadores extrapolaram esse número a partir de dados fornecidos pelo Observatório Kepler. Ao longo dos últimos cinco anos, ele rastreou 150.000 estrelas e descobriu mais de 4.000 candidatos a planetas extra-solares. Tornou-se evidente que cerca de 20% das estrelas em nossa vizinhança galáctica possuem planetas – a sósia mais próxima reside apenas cerca de 12 anos-luz de distância -, de forma que, em uma escala universal, com várias centenas de bilhões de galáxias, há potenciais bilhões de trilhões de planetas semelhantes à Terra – e isso é somente em estrelas parecidas com o sol.
Essa conta ainda exclui as exoluas, ambientes que podem ser tão habitáveis quanto os planetas. Ou seja, um desses muitos mundos TEM QUE ter vida alienígena, não? Seria muito bizarro caso contrário.

4. A vida na Terra começou um bilião de anos mais cedo do que pensávamos

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A fim de abrigar vida, um planeta não só precisa estar no lugar perfeito, como também precisa estar com a idade perfeita. A Terra tem 4 bilhões de anos e um pouquinho, mas a vida só apareceu aqui na metade desse tempo. Antes disso, nosso planeta era um monte de lixo fumegante com uma atmosfera tóxica. Se até mesmo planetas habitáveis passam por bilhões de anos de esterilidade hostil, então as chances de encontrar vida neles são bastante reduzidas, certo?
Não, porque (e você pode estar começando a notar um padrão neste artigo) tudo o que pensávamos estava errado. Em fevereiro, cientistas anunciaram que encontraram evidências de que a vida borbulhou na lama primitiva da Terra um bilhão de anos mais cedo do que acreditava-se. Isso significa que os primeiros organismos do nosso planeta têm 3,2 bilhões anos de idade.
Os pesquisadores determinaram isso analisando rochas extremamente antigas na Austrália. Eles descobriram evidências de conversão de nitrogênio, gás essencial para os primeiros organismos. Estas criaturas embaraçosamente simples espalharam-se sobre a terra, formando uma película de células espessa que cobria superfícies, se alimentando desse nitrogênio – daí os vestígios encontrados nas rochas. Como elas “arrotavam” oxigênio, as criaturas acabaram transformando nossa atmosfera em um lugar mais digno para organismos multicelulares viverem.
Se enzimas complexas produzidas por criaturas vivas existiam no nosso planeta 3,2 bilhões de anos atrás, isso significa que tais fenômenos podem ocorrer mais facilmente e mais frequentemente do que pensávamos. Tipo em outros planetas.

3. Nós já encontramos exemplos de vida em condições extremas aqui na Terra

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A evidência de que vida extraterrestre em condições duras é possível pode ser encontrada aqui na Terra, onde até mesmo os ambientes mais extremos são o lar doce lar de uma variedade de espécies (superestranhas).
Esse animal bizarro abaixo, por exemplo, é o peixe que vive em águas mais profundas já descoberto (ele não foi mais especificamente classificado porque os cientistas não conseguem olhar para ele por muito tempo sem chorar). A 8.138 metros no fundo do mar, essa criatura translúcida de pele fina não parece ser tão durona a ponto de aguentar viver sob tamanha pressão, mas faz exatamente isso.
Em profundidades de mais de 9 quilômetros, os pesquisadores também já descobriram gigantescos camarões albinos que podem passar cerca de um ano sem comer.
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Aliás, os cientistas encontraram todo um ecossistema ativo na parte inferior do oceano. A Fossa das Marianas penetra quase 12 quilômetros na crosta, mas há um verdadeiro viveiro de bactérias e outros seres minúsculos nas suas profundezas.
Espécimes igualmente resistentes foram encontrados em outros ambientes extremos que não o fundo do mar. Por exemplo, cientistas extraíram recentemente um vírus de 30.000 anos de idade (foto acima) do chão da Antártida. Apesar de estar congelado há muito tempo, ficou instantaneamente infeccioso quando descongelou. Felizmente, só alveja amebas (ainda assim, te perdoo se estiver ligeiramente em pânico por estarmos desenterrando vírus antigos gigantes).

2. Mofo e líquen amam o espaço

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Sim, a vida é mais resistente do que pensávamos, e certos organismos não acham o espaço inóspito tão inóspito assim.
Por exemplo, esporos de mofo enviados ao espaço retornaram ilesos após 18 meses na superfície exterior da Estação Espacial Internacional. Alguns dos indivíduos menos resistentes aos raios UV morreram em um grande drama cósmico, mas uma boa parte voltou para casa para suas esposas e filhos.
Da mesma forma, um estudo exobiológico realizado pela Agência Espacial Europeia lançou um veículo cheio de líquenes (pequenas comunidades de células de algas e fungos) para a órbita baixa da Terra, onde foram eles expostos ao vácuo cósmico letal por 14,6 dias. Perturbadoramente, eles retornaram à Terra com dano celular zero (e provavelmente com um bronzeado de dar inveja).
Na verdade, a vida provou ser tão durável no espaço que, curiosamente, tornou-se um problema para a NASA. Micróbios no interior da estação espacial multiplicam-se rapidamente. Mesmo a respiração de um astronauta pode transportar criaturas que se instalam em superfícies, colocando a missão toda em risco.
À luz de tudo isso, a agência espacial faz enormes esforços para não contaminar ambientes imaculados com intrusos terrestres. Espalhar germes do nosso planeta pelo universo iria atrapalhar descobertas científicas, além de outras potenciais consequências péssimas que não precisamos descobrir quais são.

1. Há água por todo o sistema solar

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Água é um componente-chave para a vida, mas, até onde sabíamos, o universo parecia um lugar bem seco comparado a Terra.
Agora, a NASA e outras agências espaciais estão descobrindo que ele é na verdade um parque aquático gigante.
Mesmo nosso sistema solar é mais úmido do que havíamos pensado. Até o pequeno e distante Plutão tem um ecossistema potencialmente molhado com gêiseres impressionantes.
Além disso, os cientistas desconfiam que existe um oceano salgado em Ganimedes, a maior lua de Júpiter e do sistema solar. Na verdade, esse oceano parece ser subterrâneo e pode ter quase 100 quilômetros, ou seja, pode ser 10 vezes mais profundo do que o nosso.
Depois, há Enceladus (foto acima), uma lua de Saturno que não para de nos surpreender com a sua hospitalidade. Além de um oceano subterrâneo e vulcões de gelo, os pesquisadores descobriram recentemente que a lua tem respiradouros hidrotermais profundos, assustadoramente semelhantes aos do nosso próprio oceano, que espalham o mesmo tipo de lodo orgânico que eventualmente formaram os hominídeos comedores de pizza aqui na Terra.
Aparentemente, até Marte era um paraíso tropical 4,5 bilhões de anos atrás, quando possuía um mar do Norte com mais água do que o Oceano Ártico e espalhado por uma área maior do que o Oceano Atlântico. Ele cobriu um quinto do planeta durante centenas de milhões de anos, antes de evaporar lentamente e nos deixar com o deserto seco que vemos hoje. De acordo com a seguinte simulação, Marte se parecia com o logotipo do Firefox:
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É… Parece que, se não encontrarmos aliens logo, é porque eles estão se escondendo de nós.

Fonte: http://hypescience.com/6-razoes-pelas-quais-estamos-mais-perto-de-encontrar-aliens-do-que-voce-pensa/

Cientistas identificam diferença genética entre pessoas que acordam cedo e tarde

Você prefere levantar-se de madrugada, ou ficar acordado até altas horas?
Sua resposta a esta pergunta provavelmente depende da sua idade. Mas, de acordo com as últimas pesquisas científicas, está ficando cada vez mais claro que essa resposta também depende dos seus genes.
acordar relogio biologico diferencas genes dna

Ser um madrugador ou preferir uma noitada podem ser características familiares que apresentam uma forte ligação genética. Agora, os pesquisadores começaram a desvendar as causas subjacentes que fazem você acordar com as galinhas ou ser uma verdadeira coruja.

A genética do sono

O estudo, publicado recentemente, usou moscas-da-fruta para olhar para as variações genéticas que poderiam desempenhar um papel na determinação se um indivíduo pertence a uma dessas categorias distintas.
Estes organismos-modelo foram escolhidos para o desenvolvimento da pesquisa porque têm um “relógio genético” muito semelhante ao de seres humanos (quem diria?), de modo que os pesquisadores pensam que os genes das moscas podem ter uma função semelhante que os nossos.
Depois de vasculhar seus genomas, eles foram capazes de identificar cerca de 80 genes relacionados com as diferenças de comportamento.

Pico

De acordo com o Dr. Eran Tauber, um dos coautores no estudo, a maioria das pessoas acham que seu desempenho está no pico em momentos específicos do dia. Sendo assim, o impacto dessa preferência sobre saúde e comportamento é bem documentado, mas a base molecular é em grande parte desconhecida.
A equipe de pesquisadores da Universidade de Leicester, na Inglaterra, identificou as duas diferenças de preferências comportamentais das moscas, ou cronotipo, ao observar em que ponto no dia elas surgiam. Algumas preferiam a parte da manhã, mas outras preferiam atacar no final do dia.
Esse fato levou os pesquisadores a separar os animais em cronotipos diferentes com uma base genética para cada tipo de comportamento.
A partir daí, eles fizeram uma análise de DNA nas moscas durante as 24 horas que antecederam a sua aparição, e descobriram que elas não tinham os mesmos genes ativos.

Variações genéticas

Como o Dr. Tauber explicou, olhar para a expressão do gene era apenas uma parte da pesquisa. Uma pergunta óbvia que os cientistas tinham que responder era o que faz com que a expressão dos genes seja diferente em tipos de pessoas. Esta diferença é principalmente devido a variações genéticas nas suas sequências de DNA – o que significa que pessoas com hábitos de sono diferentes têm genética diferentes.
Isto também significa que os processos moleculares que contribuem para o relógio genético dessas características não é apenas retardado um em relação ao outro, como se pensava anteriormente, mas sim inteiramente diferentes.
“Uma vez que a expressão do gene é retardada, uma cascata completamente diferente de eventos moleculares é realizada. O ponto final pode ser semelhante, mas as diferentes vias moleculares resultam em um tempo de percurso diferente”, explica Tauber.
A pesquisa é interessante para nós porque, de acordo com os autores do estudo, costumamos estar fora de sincronia com os nossos ritmos naturais. Entender como funciona o nosso relógio genético poderia ajudar a melhorar a forma como vivemos e trabalhamos.

Fonte: http://hypescience.com/cientistas-identificam-diferenca-genetica-entre-pessoas-que-acordam-cedo-e-tarde/

Encontrado animal que se julgava extinto

Varredura de microscópio eletrônico das aberturas do Protulophila em uma minhoca marinha
Varredura de microscópio eletrônico das aberturas que o Protulophila vive

Um pequeno animal marinho que os cientistas pensavam estar extinto pelos últimos quatro milhões de anos acaba de ser encontrado vivinho da silva na Nova Zelândia.
Este “fóssil vivo” é um pólipo de tentáculos do gênero Protulophila. Anteriormente, ele só havia sido encontrado em depósitos fósseis no hemisfério norte, especificamente na Europa e no Oriente Médio.
Os cientistas pensam que sua história se estende 170 milhões de anos de atrás, no Jurássico Médio, antes de eles terem sido supostamente “extintos” no Plioceno. O último vestígio conhecido desses animais foi visto em rochas de quatro milhões de anos de idade.
Os paleontólogos pensavam que os Protulophila eram hidróides coloniais (semelhantes a uma hidra) relacionados com os corais e anêmonas do mar. O animal forma uma rede de canais e furos microscópicos no interior de tubos de vermes marinhos chamados de serpulídeos.

A surpresa

Este ano, exemplos fósseis mais novos foram descobertos por pesquisadores do Instituto Nacional de Água e Pesquisa Atmosférica da Nova Zelândia, do Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra, e da Universidade de Oslo, na Noruega, durante um trabalho de campo em Wanganui, na costa oeste da Ilha do Norte, na Nova Zelândia.
Eles encontraram evidências fósseis de pequenos pólipos Protulophila em tubos fossilizados em rochas jovens (geologicamente falando), com menos de um milhão de anos de idade.
Depois de encontrar os animais “extintos” nessas rochas, a equipe examinou o interior de tubos serpulídeos da coleção do Instituto Nacional de Água e Pesquisa Atmosférica e encontrou exemplos de Protulophila que tinham sido negligenciados.
Essas amostras tinham sido coletadas tão recentemente quanto em 2008, em águas com profundidade de 20 metros perto da cidade de Picton, no canto nordeste da Ilha do Sul, na Nova Zelândia.
Impressão artística de pólipos Protulophila com tentáculos, saindo dos tubos de serpulídeos
Impressão artística de pólipos Protulophila com tentáculos, saindo dos tubos de serpulídeos

Não só vivo, como já conhecido

Agora, os cientistas sugerem que Protulophila seja a fase de pólipo de um hidróide cujo apenas o estágio de medusa é conhecido.
“Muitas espécies de hidrozoários têm um ciclo de vida de dois estágios e, em muitos casos, essas duas fases acabam não sendo relacionadas [pelos cientistas]. Nossa descoberta pode, portanto, significar a resolução de dois quebra-cabeças ao mesmo tempo”, explica Dennis Gordon, do Instituto Nacional de Água e Pesquisa Atmosférica da Nova Zelândia.
A equipe agora espera coletar amostras frescas do animal “ressuscitado” para realizar um sequenciamento genético.

Fonte: http://hypescience.com/animal-extinto-e-encontrado-vivo-na-nova-zelandia/

Enormes objetos não identificados capturados pelo SOHO

Durante as últimas semanas vários UFOs 'voador' foram vistos em imagens capturadas pelo satélite SOHO.
Parece que as atividades de objectos não identificados em torno do Sol ainda não terminaram, pois, mais uma vez dois deles foram detectados em imagens da NASA tomadas pelas câmeras C2 e Lasco Lasco C3, respectivamente em 20 de maio e 23 de maio de 2015. 
Nosso Sol tem tido muito trafego dos citados objectos  ao longo dos últimos anos, mas podemos nos perguntar se há algo acontecendo como há muito mais atividade perto do sol do que antes.
 
Ver vídeos abaixo:



Fonte: http://ufosonline.blogspot.pt/

Spice - A perigosa alternativa à maconha

Com popularidade em alta, droga criada em laboratório pode ser até cem vezes mais potente e tem causado mortes e internações, preocupando diversos governos.
 
Uma droga sintética chamada spice foi apontada como causa da hospitalização de cinco estudantes britânicos, dois deles em estado crítico. Mas o que é Spice e por que ela é tão popular e causa tanta preocupação?
Spice é o nome mais comumente associado a drogas criadas em laboratório com efeito semelhante à maconha, que é proibida em diversos países da Europa. No entanto, seus componentes químicos são diferentes e os efeitos colaterais foram pouco estudados até agora. Segundo especialistas, versões sintéticas como esta podem ser até cem vezes mais potentes do que a droga que ela imita.
A popularização do spice preocupa muitos governos. A União Europeia vem alertando para as "severas consequências adversas" que podem ser geradas por seu uso.
Apesar de usuários relatarem em fóruns que nunca sofreram efeitos colaterais, a spice foi ligada a várias fatalidades na Austrália e na Rússia. Nos Estados Unidos, Connor Reid, de 19 anos, entrou em coma e depois morreu.
"Pais, eduquem a si mesmos sobre as drogas sintéticas", disse sua família. "Elas estão se espalhando muito rápido. Façam isso por Connor."

Testes em animais

Substâncias que simulam o efeito da maconha, os canabinoides sintéticos, foram criadas há mais de 20 anos nos Estados Unidos para testes em animais que faziam parte de um programa de pesquisa sobre o cérebro.
Na última década, elas passaram a ser facilmente compradas por cidadãos comuns pela internet ou em tabacarias. Spice era originalmente o nome de uma marca, mas tornou-se um termo usado para se referir a estas novas drogas.
Normalmente, estas substâncias são borrifadas sobre ervas, que são fumadas como a maconha comum. Também vêm em tabletes ou como um líquido para ser usado em cigarros eletrônicos.
O governo britânico avalia banir todos os canabinoides sintéticos para dar fim ao que Trevor Shine, da empresa dedicada a identificação de drogas Tic-Tac, chama de "um constante jogo de gato e rato".
Isso porque, toda vez que uma droga é proibida, são criadas outras.
"Sempre que um tipo é banido, outro fora da restrição é criado", diz Shine. "Isso ocorre mais com canabinoides sintéticos do que com qualquer outra droga."
O governo britânico diz que mais de 500 novas drogas já foram banidas, e vários sistemas de alerta introduzidos e atualizados para identificar novas substâncias sendo vendidas no mercado.
Autoridades do país acreditam que banir completamente os canabinoides permitiria que as forças de segurança tivessem mais poder para combater o comércio ilegal de todas elas, sem precisar diferenciar as versões que podem ou as que não podem ter seu consumo reprimido.

Made in China

Acredita-se que a maior parte delas é produzida na China. Em 2013, a União Europeia identificou 81 novas substâncias psicoativas, das quais 29 eram canabinoides sintéticos.
Uma pesquisa realizada no Estado do Michigan, nos Estados Unidos, indica que ela é a segunda droga mais popular entre estudantes de ensino médio, atrás apenas da maconha.
Alguns canabinoides artificiais são bem mais potentes que outros, e seu consumo está ligado a problemas cardíacos, respiratórios e digestivos.
Outra preocupação, segundo o governo americano, é que pode haver resíduos de metais nas misturas, prejudiciais ao organismo. Mas não foram realizados testes suficientes para comprovar isso.
Enquanto as autoridades de diversos países enfrentam dificuldades com o que vem se tornando um grande negócio, usuários são prejudicados pela falta de informação confiável.
"Você não sabe o que está contido ali nem em que quantidade os produtos químicos foram usados", diz Mark Piper, da empresa de testes toxicológicos Randox Testing.
"Além disso, não há qualquer uso farmacêutico para estas substâncias, porque elas não foram feitas para serem usadas por humanos."

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2015/05/spice-a-perigosa-alternativa-a-maconha.html

Medicamento chinês que desacelera Alzheimer entrará em testes clínicos

Cientistas tiveram resultados positivos em testes com animais.
Fármaco teve efeito na melhora da memória e das habilidades cognitivas.
 
Uma medicamento elaborado por cientistas chineses que conseguiu resultados positivos na desaceleração do avanço do Alzheimer em animais entrará em breve em fase de testes clínicos, anunciaram os responsáveis pelo projeto.
O fármaco, desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Saúde e Biomedicina de Cantão da Academia Chinesa de Ciências, vem mostrando efetividade na melhora da memória e das habilidades cognitivas de animais, explicou o diretor da equipe responsável pelo projeto, Hu Wenhui, à agência estatal de notícias "Xinhua".
Após uma bem-sucedida experiência em porcos da Guiné, foi decidido que na fase seguinte de desenvolvimento deste composto, chamado AD16, serão feitos testes com humanos.
O AD16 desacelera o avanço do Alzheimer, ao funcionar como um agente antineuroinflamatório que pode aliviar os danos causados pelas proteínas beta-amiloides nos neurônios.
Os fragmentos desta proteína são acumulados no cérebro das pessoas que sofrem de Alzheimer, formando depósitos que impedem que as células possam se conectar entre si e transmitir os impulsos nervosos, o que acaba afetando suas habilidades cognitivas e sua memória.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/05/medicamento-chines-que-desacelera-alzheimer-entrara-em-testes-clinicos.html



 

Estudo propõe atacar o vírus ebola inibindo proteína do próprio corpo

Ainda não há droga eficaz para tratar doença que matou mais de 11 mil.
Cientistas descobriram que doença usa proteína do corpo para se instalar.
 
Imagem do vírus ebola observado em um microscópio eletrônico: pesquisa descobriu alvo inédito para tratar ebola  (Foto: Frederick Murphy/CDC via AP) 
Imagem do vírus ebola observado em um microscópio eletrônico: pesquisa descobriu alvo inédito para tratar ebola (Foto: Frederick Murphy/CDC via AP) 
Infográfico sobre ebola, V6 (Foto: Infográfico/G1)
Pesquisadores descobriram um novo alvo para tratar o ebola. Esta é a primeira abordagem de tratamento que mira, não o vírus em si, mas uma proteína do próprio organismo do paciente. Chamada Niemann-Pick C1, ou NPC1, esta proteína é essencial para que o vírus ebola se instale nas células humanas e se replique.
Ainda não existe uma droga eficaz aprovada contra a doença. A maior epidemia já registrada, que teve início com a infecção de uma criança na Guiné em dezembro de 2013, já matou mais de 11 mil pessoas e infectou quase 27 mil.
A estratégia inédita baseia-se no seguinte mecanismo. 
Quando o vírus ebola penetra na célula do indivíduo, ele é envolvido por um tipo de uma bolha formada pela própria membrana da célula. 
Para se replicar, o vírus precisa sair dessa bolha e chegar até o citoplasma. 
O que os pesquisadores descobriram é que a proteína NPC1 é um componente essencial para que o vírus consiga se liberar dessa bolha e continuar seu ciclo de vida.
Para testar essa hipótese, o estudo expôs dois tipos de camundongos ao ebola: o primeiro grupo, do “tipo selvagem”, tinha a proteína NPC1.
 Já o segundo grupo não tinha o gene responsável pela produção da proteína.
O resultado foi que os camundongos com a proteína foram infectados, enquanto aqueles que não tinham a proteína ficaram livres da doença, já que o vírus não conseguiu se replicar.
O experimento foi desenvolvido por cientistas de duas instituições americanas – a Faculdade de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva e o Instituto de Pesquisas Médicas em Doenças Infecciosas do Exército dos Estados Unidos (USAMRIID) – e os resultados foram publicados na revista “mBio” nesta terça-feira (26).
 
Esperança de novas drogas

A ideia é que futuras pesquisas possam levar a drogas que inibam temporariamente a proteína NPC1, impedindo desta forma a instalação do vírus. “Nosso estudo revela que a proteína NPC1 é o ‘calcanhar de Aquiles' da infecção pelo vírus ebola”, diz um dos autores do estudo, Kartik Chandran, professor de virologia e imunologia da Faculdade de Medicina Albert Einstein.
Segundo um dos autores do estudo, Andrew S. Herbert, pesquisador sênior do USAMRIID, hoje ainda não existem drogas aprovadas capazes de impedir a conexão dos vírus com a proteína NPC1. "Ainda estamos em fases muito iniciais de desenvolvimento, mas já desenvolvemos vários candidatos a fármacos com atividade antiviral potente em células e esperamos começar os estudos em camundongos ainda este ano", afirmou Herbert, por e-mail.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/ebola/noticia/2015/05/estudo-propoe-atacar-o-virus-ebola-inibindo-proteina-do-proprio-corpo.html
 

Infecção por vírus ou bactéria pode provocar problemas cardíacos

Não é só a comida gordurosa e a falta de exercícios que fazem mal ao coração. Uma infecção, um resfriado... Eles podem virar um problema cardíaco, como a miocardite. O Bem Estar desta terça-feira (26) falou sobre isso. Participaram do programa o consultor e cardiologista Roberto Kalil e o cardiologista Nabil Ghorayeb.
Infecções na garganta ou uma simples gripe podem aumentar o risco de doenças cardíacas. Isso porque as bactérias e os vírus que a gente pega não ficam só no local da infecção. Eles caem na corrente sanguínea, circulam pelo corpo e o mais preocupante: podem chegar ao coração e agredir a fibra do músculo cardíaco.
Você já ouviu falar de miocardite? Quem já teve descreve os sintomas: dor no peito, falta do ar, palpitação. De acordo com o cardiologista Dirceu Rodrigues de Almeida, esse tipo de sintoma costuma aparecer até três semanas depois da infecção. Aí é preciso se cuidar logo. “Quanto mais tempo você demora a detectar ou interromper este processo inflamatório, maior o risco deste paciente morrer. Ele pode morrer por insuficiência respiratória, ele pode morrer por insuficiência cardíaca, por arritmia. É uma causa de morte súbita.”
A maioria das miocardites é transitória e evolui bem.  Passado o quadro de miocardite, pode haver uma sequela no coração. Fica uma espécie de fibrose, como se fosse uma cicatriz. Se for pequena não interfere em nada, mas dependendo do tamanho, pode levar a arritmias, por exemplo. Cerca de 10% das miocardites podem ser graves e levar a um quadro mais sério de insuficiência cardíaca. Dessas graves, 5% são contornáveis com remédios, suporte circulatório ou transplante, e 5% pode levar à morte, é a chamada miocardite fulminante.

Sinais do coração

Medir o pulso ajuda a descobrir problemas no coração. Você sabia? Um paciente com taquicardia tem a pulsação elevada. Chega a 193 batimentos por minuto, quando o ideal é entre 60 e 90 batimentos.
Se o coração está batendo muito rápido, acima de 90 por minuto em repouso, pode ser sinal de doenças como anemia ou hipertireoidismo. Se acontecer o contrário, batimento menor que 60 por minuto, o paciente pode estar com bradicardia, que é sinal de problemas cardíacos ou do próprio envelhecimento.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/05/infeccao-por-virus-ou-bacteria-pode-provocar-problemas-cardiacos.html

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Teria um cometa aniquilado uma civilização avançada na Terra há 13000 anos ?

Graham Hancock, autor de um controverso novo livro, argumenta que uma cultura antiga na Antártica, altamente avançada, foi aniquilada há 13.000 anos por um cometa, porém, seus conhecimentos, como a astronomia e a matemática, foram repassados para outras civilizações. 
Graham Hancock: Cometa aniquilou civilização avançada há 13.000 anos.
Graham Hancock: Cometa aniquilou civilização avançada há 13.000 anos.

Quando o Hancock escreveu o livro Fingerprints of the Gods (As Digitais dos Deuses), ele foi zombado por acadêmicos, porém o livro se tornou uma sensação.

Apesar de ter vendido estimados 3 milhões de exemplares, o programa BBC Horizon tentou demolir sua teoria.

Paul V. Heinrich, um geólogo estadunidense, escreveu: “Ao invés de se deparar com um mistério arqueológico, ele meramente criou um“.

Agora, 20 anos mais tarde, Hancock está para publicar uma sequência de seu livro, intitulada Magicians of the Gods (Mágicos dos Deuses – trad. do título livre, n3m3), com 500 páginas, o qual ele acredita irá provar que seus críticos estão errados.

Citando pesquisas científicas e arqueológicas, Hancock, um ex-jornalista, disse ao Sunday Times: “Em 1995, escrevi um livro sobre todas estas pisas – as impressões digitais – que apontavam à existência desta civilização perdida. Mas o que faltou foi a prova final. Agora eu a tenho. Uma série de documentos em publicações geofísicas e geológicas tem mostrado evidências de que a Terra realmente foi atingida por um cometa há 12.800 anos, o que é exatamente o proposto por mim no livro“.

Hancock argumenta que a existência do cometa foi ocultada, por ter atingido o gelo e não ter causado uma cratera. Mas ele reconhece que muitos irão ridicularizar seu novo livro, que será publicado em setembro.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/05/25/teria-um-cometa-aniquilado-uma-civilizacao-avancada-na-terra-ha-13-000-anos/#axzz3bAoi66oX

Rússia - Crateras ultiplicam-se nos Urais

Houve um novo caso de aluimento de terras na província russa de Perm, juntando-se um número de crateras que têm aparecido na região dos Urais nos últimos anos. 
O último fosso, que é de 20 metros de diâmetro e 10 metros de profundidade, foi descoberto em um pomar por um residente de uma aldeia a 20 quilômetros da cidade de Alexandrovsk, Vesti relatou. 
Ao mesmo tempo, uma das crateras que se originou em fevereiro, na mesma província já aumentou seu tamanho por quatro. 
O buraco na cidade de Berezniki tem um diâmetro de 22 metros, enquanto atualmente a sua profundidade permanece nove metros. 
As autoridades locais atribuem seu crescimento ao degelo. Esta abertura do chão, se encontra perto do edifício da velha escola, relata o portal RuNews24. 
Recentemente, na mesma área outra cratera apareceu em Solikamsk na região de Perm. O tamanho deste buraco também segue crescendo.
Os cientistas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva sobre a natureza deste fenômeno, encontrando o degelo e os impactos da mineração entre as principais hipóteses. 
Esses tipos de buracos começaram nas cidades do Distrito Federal dos Urais na década de 1980.
 
Fonte: RT.

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