sexta-feira, 5 de junho de 2015

Água morna com gotas de limão favorece emagrecimento

Beber diariamente um copo de água morna com gotas de limão em jejum ajuda a eliminar as toxinas acumuladas durante a noite, a equilibrar o ph do nosso organismo, auxilia a digestão e ajuda o funcionamento intestinal regular.

 

Água morna com gotas de limão favorece emagrecimento«O nosso corpo é ele mesmo capaz de desintoxicar através da função de diferentes órgãos como é o caso dos rins, intestinos ou fígado. A alimentação é contudo responsável por fornecer a matéria-prima que o organismo, de uma forma geral, e estes mesmos órgãos, em particular, necessitam para trabalhar de forma eficiente», explica Lillian Barros, nutricionista clínica do Hospital Lusíadas Albufeira.
E acrescenta: «Por si só este hábito já ajuda a consumirmos pelo menos mais um copo de água por dia. Hábito este que muitas vezes é negligenciado por esquecimento e por falta de rotina, obrigando o nosso organismo a concentrar a urina e dificultando o trabalho natural dos órgãos responsáveis pela eliminação, neste caso em particular os nossos rins».
O limão é uma fruta rica em vitaminas e minerais como tiamina, riboflavina, magnésio, fósforo, cálcio e potássio. «Além de ser um desintoxicante natural, a água com limão deixa a pele radiante, graças ao seu ter em vitamina C, que participa na síntese de colagénio», conclui a nutricionista.
Algumas pessoas podem ser sensíveis ou alérgicas ao limão, pelo que podem sentir desconfortos gastrointestinais ou problemas na pele como dermatite. Nesses casos, deve suspender a toma de água com limão e recorrer ao médico ou nutricionista.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=776090

Google quer controlar o que você come

O Google quer controlar o que você comeContar as calorias em suas fotos de comida é a última descoberta dos engenheiros do Google.

O aplicativo Im2Calories vai revolucionar a sua maneira de se alimentar! A inteligência artificial e a extensão de suas áreas de utilização não param. A última etapa, prestes a ser atingida, é a nutrição e o controle das calorias.

Os laboratórios de pesquisa do Google desenvolveram um aplicativo chamado Im2Calories que determina, automaticamente, o número de calorias presentes em um prato fotografado (imagine o resultado da nossa foto com o hambúrguer). Baseado, por enquanto, em fotos da plataforma do Instagram, o aplicativo tem por objetivo se estender a todas as fotografias tiradas com um smartphone ou um relógio conectado. Os algoritmos do Google analisam a imagem em detalhes, para reconhecer o tipo de alimento, medir a quantidade de cada coisa e deduzir o número de calorias do prato, como um todo. O software ainda pode determinar o tipo de cozimento de um alimento: a batata frita na frigideira ou cozida na panela não tem o mesmo número de calorias...

Em termos de regime, nutrição e, consequentemente, saúde, as aplicações destes algoritmos parecem ser imensas. Desta forma, os usuários poderão controlar sua ingestão de calorias ao longo do dia e durante várias semanas, ou meses. O ideal para uma alimentação equilibrada. Ao vermos o Google Photos ser lançado em uma versão renovada, gratuita e ilimitada, podemos entender que os desafios em termos de fotos online são infinitos. 

Fonte: http://pt.kioskea.net/news/26258-o-google-quer-controlar-o-que-voce-come

Portugal quer aumentar em 30% esperança de vida saudável aos 65 anos

Portugal quer aumentar em 30% esperança de vida saudável aos 65 anosPortugal quer aumentar em 30% a esperança de vida saudável aos 65 anos em 2020, assumindo como fundamental ter programas que intervenham no grupo etário dos 50 a 60 anos.
Traçada como uma das metas do novo Plano Nacional de Saúde, a que a agência Lusa teve acesso, o aumento da esperança de vida saudável aos 65 anos passaria nos homens a ser de 12,9 anos e de 11,7 anos nas mulheres.
Atualmente, embora as mulheres tenham maior esperança média de vida, registam valores inferiores no que respeita à esperança de vida saudável. Ou seja, vivem mais que os homens, mas com menos qualidade a partir da terceira idade.
Os dados de 2012 mostram que a esperança de vida saudável aos 65 anos é de 9,9 anos para os homens e de nove anos para as mulheres, "valor inferior ao melhor valor dos países da União Europeia", refere o Plano da Direção-Geral da Saúde.
"Atendendo a que o horizonte 2020 é relativamente curto, considera-se que um valor de 30% de ganhos é a meta a alcançar, pelo que programas que foquem o grupo etário dos 50-60 anos devem ser considerados, nomeadamente para a carga de doença relacionada com a incapacidade", indica o documento.
O aumento da esperança média de vida saudável e a diminuição da mortalidade precoce (antes dos 70) são duas das quatro grandes metades definidas no Plano, que contempla ainda objetivos mais dirigidos às gerações mais jovens.
Um deles é a redução da prevalência do consumo de tabaco na população com mais de 15 anos e a eliminação ao fumo ambiental, enquanto o outro é o controlo da obesidade na população infantil para que não aumente em relação aos valores atuais.
Contudo, a DGS reconhece que os indicadores relativos ao consumo e exposição ao tabaco, bem como à obesidade em idade escolar não são recolhidos sistematicamente, sendo por isso "muito difíceis de monitorizar" e de fazer projeções para 2020.
Por isso, uma das orientações do Plano é a criação, até julho de 2016, de um sistema de informação regular para monitorizar o consumo de tabaco e a obesidade infantil, um projeto que deverá ser implementado pela DGS, pela Instituto Nacional de Estatística e pelo Instituto Nacional de Saúde.
Outra das orientações do Plano, que deve estar concluída até ao final do próximo ano, é a organização de planos locais de saúde, o que envolve necessariamente autarquias e as administrações regionais de Saúde, como explicou, em declarações à Lusa, Rui Portugal, responsável da DGS.
"Todo este Plano só faz sentido implicando estratégias locais, que passam pelas autarquias, escolas, centros de saúde, universidades, Misericórdias ou grupos privados de saúde", indicou.
Aliás, no dia 24 de setembro, vai decorrer uma reunião entre a Direção-geral da Saúde e "parceiros significativos", envolvendo também elementos da Organização Mundial da Saúde (OMS), para ajudar a criar e desenvolver planos ou estratégias locais de saúde.

Fonte: http://portocanal.sapo.pt/noticia/61052/

Nasa lança nesta sexta um disco voador para futuras viagens a Marte

A Nasa vai lançar ao espaço nesta sexta-feira uma nave em formato de disco voador projetada para expedições longas, que serviria para eventuais missões a Marte. Caso o experimento seja bem sucedido, significará um passo importante para viagens tripuladas ao planeta vermelho.
O voo de teste do disco voador, conhecido como Low-Density Supersonic Decelerator (LDSD), será transmitido ao vivo pelo site da Nasa. Durante o lançamento do disco, a Nasa irá testar o maior paraquedas já usado. Como a atmosfera de Marte é muito fina, qualquer paraquedas para ajudar a aterrissar uma espaçonave pesada, de rápido movimento, precisa ser bem mais forte do que o convencional.
Com o objetivo de enviar seres humanos a Marte em 2030, a agência está testando o aparato feito com tecnologia de nova geração, conhecido como Supersonic Ringsail — que poderia permitir que naves ainda mais pesadas pousem suavemente.
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O disco voador feito pela agência americana será lançado de uma base na ilha de Kauai, no Havaí. O veículo será rebocado até a estratosfera por um balão meteorológico de grande altitude, de onde irá decolar alcançando uma altitude de 20 milhas acima da Terra. A nave poderá atingir uma velocidade quase três vezes maior à do som.
"À medida que a Nasa planeja ambiciosas missões científicas para Marte — lançando bases até mesmo para expedições humanas mais complexas— a espaçonave, que precisava aterrissar com segurança na superfície do Planeta Vermelho, se tornará maior e mais pesada para acomodar estadias prolongadas dos exploradores”, afirmou a Nasa por meio de um comunicado.
O primeiro voo de teste do disco voador foi em junho de 2014, e um outro voo de teste está previsto para 2016.
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Fonte: http://www.dm.com.br/ciencia/2015/06/nasa-lanca-nesta-sexta-um-disco-voador-para-futuras-viagens-marte.html

Uma só gota de sangue revela todas as infeções virais do passado

Uma nova e económica tecnologia permite detetar todas as infeções virais, passadas e presentes, de uma pessoa, através de uma única gota de sangue, segundo a agência noticiosa France Presse.
Esta técnica, denominada VirScan e desenvolvida pelo Instituto de Medicina americano Howard Hughes (HHMI), é uma alternativa eficaz aos atuais testes de rastreio, que apenas detetam um vírus específico por análise.
A novidade foi anunciada na quinta-feira pela revista científica americana, Science.
Esta abordagem poderá revelar fatores desconhecidos que afetam a saúde de uma pessoa e possibilitar de análise e comparação de infeções virais em grandes grupos populacionais.
Este teste pode ser efetuado por apenas 25 dólares (22,17 euros) e requer uma única amostra de sangue.
"Desenvolvemos uma metodologia para despistagem que remonta ao tempo em se avaliava minuciosamente o sangue das pessoas, para se descortinar quais os tipos de vírus que as tinham infetado", explicou o responsável da equipa investigadora do HHMI que desenvolveu o VirScan, Stephen Elledge.
Os investigadores já analisaram o sangue de 569 pessoas com a tecnologia VirScan nos Estados Unidos da América, África do Sul, Tailândia e Perú.

O teste consiste em procurar no sangue os anticorpos conhecidos das 206 espécies de vírus que já infetaram os seres humanos.
Para garantir este método, os investigadores testaram-no analisando amostras de sangue contaminado com o vírus da Sida (HIV) e com o vírus da Hepatite C.
"Os testes correram verdadeiramente bem... com uma sensibilidade de identificação, de cada uma das infeções, entre 95 e 100% por cada amostra de sangue, e sem nenhum falso-positivo", avaliou Stephen Elledge, mostrando-se confiante de que o teste poderá detetar outros vírus.
Os resultados mostram que em média, cada indivíduo possui anticorpos que revelam a presença, passada ou presente, de dez estirpes virais diferentes.
Segundo a equipa científica, esta abordagem pode ainda ser usada para encontrar anticorpos que atacam os próprios tecidos do organismo, como no caso de certas doenças autoimunes relacionadas com o cancro.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Saude/Interior.aspx?content_id=4608960&page=2

NASA envia missão para Marte até final de 2030

Estados Unidos preparam nova missão ao planeta vermelhoA NASA tem como missão principal encontrar formas de vida em todos os planetas do sistema solar. Nos próximos anos Marte e Plutão serão alvo de atenção especial por parte dos cientistas norte-americanos. No entanto, colocar um homem no planeta vermelho é o principal objectivo para as próximas décadas.
O director da secção de parcerias do Ames Research Center na Califórnia revelou ao i que "no final da década de 2030 vamos enviar uma missão a Marte". Gary Martin confessa que "há uma evidência de água no planeta". O responsável falou à margem da sua participação no Lisbon Investment Summit, que decorre entre esta quinta e sexta-feira no Palácio Pombal. 
O norte-americano acrescentou que "em Julho vão ser reveladas novas fotografias de Plutão". 
A agência espacial norte-americana é conhecida por dominar o espaço. Contudo, também existem outras áreas de actuação, nomeadamente ao nível dos investimentos da aeronáutica, controlo de tráfego aéreo e utilização de drones. Gary Martin entende que "ainda há muito trabalho a fazer em relação à segurança destes aparelhos". 
A utilização da tecnologia tem alterado os hábitos das pessoas. O cientista considera positivo as modificações que se têm verificado em vários sectores, em particular na criação de empregos e investimentos. Nos últimos anos a vida dos cidadãos também ficou mais acessível devido às várias plataformas que foram surgindo. 

Corrida espacial

A capacidade económica da Rússia e China permitem concorrer com os Estados Unidos na conquista do espaço. Apesar de a competição entre Moscovo e Washington ser antiga, Gary Martin garante que "trabalhamos muito com a Rússia". 
A estadia do norte-americano em Portugal não teve como único propósito falar no Lisbon Investment Summit. No futuro haverá cooperação entre a agência espacial e algumas entidades privadas portuguesas. 

Fonte: http://ionline.pt/395082?source=social

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Estruturas possivelmente artificiais são encontradas em crateras de Ceres

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Possíveis estruturas artificiais encontradas em cratera de Ceres (coloridas para dar realce às estruturas).

Como já é de conhecimento de muitos de nossos leitores, o planeta anão Ceres, localizado no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter, tem intrigado os cientistas com suas luzes misteriosas presentes em uma de suas crateras. Embora a NASA tenha explicado estas luzes como sendo “provavelmente reflexo da luz solar em superfícies geladas“, vale lembrar que elas estão presentes mesmo quando o Sol não está incidindo diretamente na cratera em questão, como pode ser visto na foto abaixo.
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Alegados “reflexos de superfícies geladas” continuam brilhando, mesmo quando o Sol não está incidindo diretamente sobre a cratera.
Agora, para adicionar ainda um pouco mais de intriga ao misterioso planetoide, o canal do YouTube secureteam10, postou um vídeo mostrando o que poderiam ser estruturas artificiais na superfície de Ceres. 
Embora o vídeo de 11 minutos (abaixo) está narrado em inglês, mesmo aqueles que não dominam essa língua podem ter uma ideia do que está sendo comentado. A parte realmente intrigante inicia aos 3 minutos do vídeo.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/06/04/estruturas-possivelmente-artificiais-sao-encontradas-em-ceres/#axzz3c7jpGiPL

Ilusão de óptica faz com que neblina pareça uma onda gigante


  Ilusão de ótica faz neblina parecer onda gigante em Nova Jersey  (Foto: Reprodução/Twitter/Sea Girt Lifeguards/Captain Jim Freda)
Ilusão de ótica faz neblina parecer onda gigante em Nova Jersey (Foto: Reprodução/Twitter/Sea Girt Lifeguards/Captain Jim Freda)

Uma foto tirada  neste domingo (31) por um capitão da guarda costeira do distrito de Sea Girt, no estado de Nova Jersey, faz parecer que um tsunami está prestes a atingir a costa americana.
Mas o que se assemelha a uma onda gigante é, na verdade, uma intensa neblina que pairou sobre o oceano.
O escritório do Serviço Nacional do Clima dos Estados Unidos (NWS) em Mount Holly, Nova Jersey, comentou sobre o assunto, explicando que a neblina foi formada pelo "ar quente condensando-se sobre a água fria do oceano".
Imagens de satélite divulgadas pelo NWS mostram como a neblina contorna a costa no momento em que a fotografia foi tirada.
Imagem da direita mostra neblina que atingiu a costa do estado de Nova Jersey  (Foto: Reprodução/Twitter/NWS Mount Holly)
Imagem da direita mostra neblina que atingiu a costa do estado de Nova Jersey: explicação foi postada no Twitter do Serviço Naiconal do Clima dos Estados Unidos (Foto: Reprodução/Twitter/NWS Mount Holly)

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/06/ilusao-de-otica-faz-neblina-parecer-onda-gigante-nos-estados-unidos.html
 

O cérebro transgender


Bruce Jenner na capa da 'Vanity Fair'

Não me agrada quando tentam justificar todo tipo de comportamento humano pela genética ou neurociência, principalmente quando as evidencias são escassas. O caso do cérebro transgender cai nessa categoria e, para não surpreender o leitor, aviso que esse é apenas o começo das pesquisas nessa área.
Sabe-se que a identidade sexual tem origens embrionárias, no balanço de certos neurotransmissores durante o desenvolvimento neural. Cérebros masculinos e femininos são anatomicamente e funcionalmente distintos. Na verdade, tudo é muito mais fluido e menos polarizado. Alterações, por menores que sejam, nesse período do desenvolvimento, têm como consequência um cérebro mais feminino ou masculino.
Nosso cérebro é um espectro sexual, que se revela mais feminino ou masculino em diversas situações. Na maioria dos casos, o cérebro tende para um dos lados. Identidade sexual é mais complexo do que sexo em si, o sistema binário de reprodução, aonde produtores de esperma são considerados machos e de óvulos, fêmeas. No sexo, qualquer situação não binaria, intermediária, seria menos eficiente do ponto de vista evolutivo (existem exceções na natureza, certas espécies de formigas possuem três ou até mesmos quatro tipos de sexo). O mesmo não pode ser dito sobre a identidade sexual.
Mas qual seria a pressão evolutiva para esse espectro de identidade sexual é ainda um mistério. Pode ser que simplesmente não descobrimos ainda vantagens no cérebro transgender, pois nossa sociedade reprime qualquer identidade sexual que não condiz com o sexo do indivíduo. Talvez pessoas bi-gender tenham mais flexibilidade em situações que requerem ora a parte mais racional, ora a parte mais sensitiva, por exemplo. Por outro lado, esse espectro pode ser apenas consequência de um cérebro humano mais complexo. Simplesmente não sabemos.
O pouco que se sabe sobre o cérebro transgender vem de pesquisas feitas com ressonância magnética, sugerindo sutis alterações estruturais no córtex e em certas conexões nervosas. Um dos mecanismos propostos seria através do BDNF (Brain-derived neurotrophic fator), um fator responsável pela maturação de redes nervosas e que estaria alterado durante o desenvolvimento do cérebro de pessoas com identidade transgender. Porém, tratamentos experimentais com o objetivo de “curar” pessoas com crise de identidade sexual baseado em modulação de BNDF não parecem muito promissores até o momento.
O cérebro transgender é um assunto que tem intrigado os neurocientistas por diversas décadas, mas nunca foi estudado com rigor. O fenômeno em si não é novidade na ciência (existem relatos até na Bíblia).
Recentemente, a mudança de sexo do medalista olímpico americano Bruce Jenner (que agora se chama Caitlyn) tem causado alvoroço, em parte pelo interesse (é o padrasto das Kardashians), mas principalmente porque decidiu usar dessa exposição para dar voz a uma condição polêmica,que atinge milhares de pessoas no mundo e que tem sido ignorada por muito tempo.
A atitude de Bruce pode ter um impacto mundial, instigando a pesquisa nessa área e contribuindo para uma melhor aceitação dos diversos tipos de sexualidade humana. Se conseguir, Bruce vai ofuscar sua própria imagem de medalhista olímpico ao mostrar que é possível viver duas vidas com identidades sexuais diferentes.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/blog/espiral/post/o-cerebro-transgender.html

Pesquisadores criam questionário para 'prever morte'

O mistério da morte pode começar a ser desvendado por um simples questionário da internet, segundo cientistas da Suécia. Eles criaram uma série de perguntas para dizer se você vai morrer nos próximos cinco anos.
O questionário é baseado em uma longa pesquisa realizada entre 2007 e 2010, que envolveu meio milhão de pessoas entre 40 e 70 anos de idade no Reino Unido.
Baseados em uma análise complexa de 655 aspectos do estilo de vida de cada um dos participantes no Centro de Pesquisas UK Biobank, os cientistas chegaram a um teste final de 13 perguntas para homens e 11 pra mulheres para determinar o risco de morte deles nos próximos cinco anos.
Para homens, a simples autoavaliação do estado de saúde (avaliada na pergunta "você considera sua saúde excelente, muito boa, boa, regular ou ruim?") foi o que mais influenciou no resultado final do risco de morte. Para mulheres, o diagnóstico anterior de algum tipo de câncer foi o fator mais forte.
Mas, para as pessoas que não têm nenhuma doença grave ou nenhum tipo de transtorno, o cigarro é o fator predominante para determinar a chance de elas morrerem nos próximos cinco anos.
As descobertas dos pesquisadores foram divulgadas na publicação científica Lancet. Além do questionário para determinar o risco de morte, disponível no site Ubble (ubble.co.uk/risk-calculator), os cientistas também desenvolveram um critério para dizer a "idade Ubble" dos que fizerem o teste.
Se ela for maior do que a idade real da pessoa, é melhor elas tentarem melhorar suas condições de vida – parando de fumar, por exemplo. Se for menor, significa que eles estão saudáveis.
Os resultados são baseados nas conclusões dos testes com moradores do Reino Unido, mas o questionário em inglês pode ser feito por qualquer pessoa que tenha entre 40 e 70 anos.

Conclusões

Das 500 mil pessoas entre 40 e 70 anos que participaram da pesquisa, 8.352 morreram ao longo dos anos de análise dos dados pelos cientistas.
Para homens, perguntas como "Quantos carros você tem?" aparecem no questionário - segundo os pesquisadores, quem tem muitos carros tem melhores condições financeiras, e isso influenciaria em uma menor chance de morrer nos próximos cinco anos.
Outras questões curiosas como "Como você descreveria o ritmo da sua passada?" também aparecem no questionário - os pesquisadores explicam que uma passada rápida é um indício de que a pessoa é saudável e, por isso, também tem menos possibilidade de morrer em breve.
Não foram levados em consideração fatores cardiovasculares, pressão alta ou obesidade porque, segundo os cientistas, isso não influenciaria em uma eventual morte nos próximos cinco anos.
Erik Ingelsson, dos autores do estudo, faz uma ressalva: apesar de os resultados da pesquisa serem interessantes e terem 80% de confiabilidade, não é possível tomá-los como "certeza absoluta".
"O fato de um resultado como esse poder ser medido em um questionário breve, sem necessidade de testes no laboratório ou exames físicos, é uma descoberta animadora", afirmou. "(Mas) claro que o resultado traz um grau de incerteza e não pode ser visto como uma previsão determinante e absoluta."
O cientista reforçou ainda que o risco de morte de uma pessoa pode ser reduzido com pequenas mudanças nos hábitos diários. "Para a maioria das pessoas, o alto risco de morrer nos próximos cinco anos pode ser reduzido apenas parando de fumar, fazendo atividade física e tendo uma dieta equilibrada."
As 500 mil pessoas que se voluntariaram forneceram o histórico médico delas para o Biobank, além de exames de sangue, urina e saliva. A saúde deles será monitorada pelo resto de suas vidas para permitir aos pesquisadores estudar mais as doenças e trabalhar na cura delas.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/06/pesquisadores-criam-questionario-para-prever-morte.html

Astrónomos supostamente descobriram que a Terra está cercada por estruturas de plasma de forma estranha

Por criativa usando a matriz Murchison Widefield (MWA), um radiotelescópio localizado no deserto da Austrália Ocidental para ver em 3D, os astrônomos descobriram a primeira evidência visual de que a Terra é cercada por estruturas de plasma de forma estranha, incluindo os tubos de plasma. 
O MWA consiste de 128 antenas  espalhadas por uma área de aproximadamente três por três quilômetros que trabalham juntos como um só instrumento - mas separando os sinais de telhas no leste daqueles no oeste, os astrônomos deu o MWA o poder de ver em 3D . "Há mais de 60 anos, os cientistas acreditavam que essas estruturas existiam, mas pela imagem pela primeira vez, nós fornecemos evidências visuais que eles estão realmente lá", disse Cleo Loi do Centro ARC de Excelência para All-céu Astrofísica (CAASTRO ) na Universidade de Sydney. 
Ms Loi é o principal autor desta pesquisa, realizada como parte de sua tese de graduação premiado e publicado na revista Geophysical Research Letters hoje. 
Em colaboração com colegas internacionais, ela identificou as estruturas.
 
 
Fonte: http://ufosonline.blogspot.pt/

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Doença mental: um desafio e uma esperança

Como sabemos, é ténue e cinzenta a fronteira entre a saúde e a doença mental; todos conhecemos pessoas que são “amalucadas” ou “têm uma pancada” e “não regulam bem”. 

Quando os comportamentos são mais bizarros, as opiniões irracionais, o humor demasiado depressivo ou há alucinações e explosões afectivas violentas, logo se instala o popular diagnóstico de maluco, tolo, alienado, doido. 

Os médicos usam outro vocabulário e classificam a doença como depressão, psicose maníaco-depressiva ou doença bipolar, esquizofrenia, demência, etc.

Mas o que há de comum a estes doentes é o facto de, havendo dificuldade de comunicação e compreensão, serem sujeitos a exclusão e marginalização, por causarem desconforto, rejeição ou até repulsa às pessoas sãs. Em outros tempos foram encarcerados e tratados como criminosos ou animais perigosos; mais recentemente, foram relegados para manicómios ou hospitais psiquiátricos. A sua sorte melhorou imenso com a descoberta de medicamentos que alteram as funções cerebrais, os chamados psicofármacos, capazes de actuar sobre a depressão, a mania ou agitação, as alucinações, os processos cognitivos alterados (desde 1950).

Graças a estas novas terapias, foi igualmente possível reforçar a intervenção psicoterapêutica e de reabilitação; a doença mental deixou, em muitas situações, de ser vista como uma maldição irreversível e passou a ser considerada como um padecimento que pode atingir qualquer um e que tem tratamento. Este importante passo no sentido da humanização da doença é, todavia, ainda muito incompleto e o estigma, a exclusão e a desconfiança persistem na opinião pública em percentagem ainda demasiado elevada.

Torna-se por isso premente informar-se e reflectir-se sobre estas doenças e os sofrimentos que acarretam. Um forte estímulo a esta reflexão é o documentário “Doença mental, olhares que fazem a diferença”, realizado por Diogo Morais, sobre guião de Susana Magalhães e produção de António Jácomo (Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa e pelo Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes CITAR). Nela depõem vários especialistas, não apenas de Psiquiatria, mas também da Psicologia, da Acção Social, do Direito e da Bioética.

É de facto necessária uma abordagem pluridisciplinar e uma exposição em linguagem simples (embora com base científica) para facultar à sociedade civil uma interpretação da situação e a deliberação que fundamente uma intervenção coerente e respeitadora de direitos humanos inalienáveis, que os doentes mentais também possuem. Questões como a autonomia e a felicidade dos doentes, o seu regime de vida e a institucionalização ou o tratamento ambulatório são abordadas e discutidas neste vídeo, que foi apresentado por Mésicles Helin, Vítor Cotovio e Margarida Cordo no Auditório da Fundação EDP (junto à Casa da Música), no dia 29 de Maio, às 17h. Proponho-lhe que veja, para que ajude no sentido de reconhecermos dignidade a estes doentes e de lhes darmos finalmente os cuidados de saúde que ainda tão incompletamente lhes vão sendo dispensados.

Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, e Professor Emérito de Farmacologia e Terapêutica na Faculdade de Medicina. O autor escreve segundo o Acordo Ortográfico.

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/doenca-mental-um-desafio-e-uma-esperanca-1697765

Bullying na escola leva a depressão nos adultos

Um estudo revela que as vítimas de violência escolar na adolescência têm mais probabilidade de entrar em depressão aos 18 anos.

O trabalho, publicado pelo British Medical Journal, analisou as sequelas das agressões verbais e físicas e concluiu que 29% dos jovens adultos diagnosticados com depressão foram alvo de maus tratos por parte dos companheiros quando tinham 13 anos.
"Observámos uma forte relação entre as vítimas adolescentes e os jovens adultos com este quadro, independentemente de terem sofrido outras agressões na infância ou sofrido de problemas emocionais ou de comportamento", explica o grupo de investigadores, citado pelo "El País", que integra especialistas de várias universidades coimo a de Oxford e a University College, de Londres.
Para esta pesquisa foram ouvidos 3898 participantes, o que a torna numa das maiores sobre o tema no que diz respeito ao universo consultado. Foi perguntado aos adolescentes se, nos seis meses anteriores, tinham sentido ter sido alvo de nove tipos de agressões como roubos, ameaças, chantagens, marginalizados pelo resto dos colegas ou forçados a agir contra a sua vontade.
Quando fizeram 18 anos, os mesmos indivíduos voltaram a ser contactados para se avaliar a sua saúde mental e perceber se apresentavam sintomas depressivos. Dos 683 jovens que foram alvo de bullying (683), 14% tinham um quadro clínico de depressão. Nos que sofreram agressões ocasionais, a taxa foi de 17%. Nos jovens que não tinham sido mal tratados pelos colegas, a taxa de depressão foi de 5,5%.
Os investigadores constataram ainda que 10% dos que sofreram agressões mais intensas sofreram depressões mais prolongadas no tempo, algo que só se verificava em 4% dos jovens que não foram alvo de bullying.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=4604253
 

Gigante Sinabung ameaça entrar em erupção e obriga a evacuar 6000 pessoas

O Sinabung despertou pela primeira vez em agosto de 2010 depois de ter passado 400 anos adormecido.
Cerca de 6000 habitantes da ilha indonésia de Samatra foram deslocados da área à volta do monte Sinabung, devido ao aumento da atividade vulcânica.
"Existe risco de avalanches, seguidas de rios de lava e cinza num raio de sete quilómetros no sul e leste da colina", especificou o porta-voz da Agência para Gestão de Desastres do país, Sutopo Purwo Nugroho.
Dezasseis pessoas morreram em fevereiro de 2014, na sequência da erupção vulcânica do Sinabung, particularmente ativo desde setembro último.
O Sinabung despertou pela primeira vez em agosto de 2010 depois de ter passado 400 anos adormecido.
Mais de 25 mil pessoas tiveram de ser retiradas entre 2013 e 2014 por causa das repetidas erupções de lava, pedras e cinza, das quais ainda aproximadamente 2000 permanecem em abrigos temporários até hoje.
A Indonésia assenta sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica, albergando mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam ativos e 65 são qualificados como perigosos.

Fonte: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4603850&page=-1

"Associação Salvem o Pelicano" criada por clientes e beneficiários do Montepio

João Pedro TomazNos últimos dois meses foram levantados 600 milhões de euros dos cofres do banco

Um conjunto de clientes, investidores, beneficiários e associados do Montepio Geral criaram a "Associação Salvem o Pelicano", uma figura emblemática da instituição financeira.

"Em consequência de notícias que têm saído na comunicação social, existe um ambiente de alguma preocupação entre associados, investidores, clientes do Montepio", justificou o presidente da associação, Luís Varennes, à agência Lusa.

Varennes adiantou que os fundadores da 'Salvem o Pelicano', figura emblemática da instituição financeira, "não têm notícias privilegiadas que indiquem que a associação (Montepio Geral) está pior do que tem sido relatado", considerando que "não há razões para alarmismos excessivos".
O objectivo destes envolvidos na esfera do Montepio agora é o falar com as autoridades, assim como "defender os legítimos interesses patrimoniais dos seus associados em relação ao Montepio Geral e assim preservar o futuro, a idoneidade e a credibilidade do banco".

A ideia, de acordo com a associação, é falar com os reguladores: Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Instituto de Seguros de Portugal e Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

Recorde-se que, nos últimos dois meses, foram levantados 600 milhões de euros dos cofres do banco, o que representa mais de 4% do total depositado.

A Caixa Económica Montepio Geral informou o mercado, ontem, ao final do dia, que José Félix Morgado aceitou o convite para presidir à instituição financeira. Este era até agora o presidente executivo da Inapa.

Fonte: http://www.ionline.pt/394900

Jovem "inventa" forma de o oceano se despoluir por ele mesmo

Um rapaz holandês com 20 anos de idade é quem lidera um dos projetos mais ambiciosos para limpar o oceano: ele quer retirar metade dos detritos plásticos que flutuam no Oceano Pacífico em uma década.
O nome dele é Boyan Slat, e o rapaz tem um plano engenhoso para executar o projeto. Em vez de buscar e colher o lixo por toda uma eternidade, ele quer o que o oceano se limpe sozinho.
A cada ano, 8 milhões de toneladas de plástico são jogados nos mares. O plano de Slat consiste em instalar enormes barreiras flutuantes em locais de marés rotativas pela mundo (chamadas de giros), e deixar que o plástico flutue naturalmente para dentro destas barreiras. E diferente de barreiras de redes, que prendem e matam a vida oceânica, elas são grandes amortecedores em formato de V.
A organização de Slat sem fins lucrativos, a Ocean Cleanup, diz que a corrente marítima passa por baixo das barreiras, permitindo que animais oceânicos passem por baixo dela sem correr riscos. Já o plástico flutuando, por sua vez, é funilado para cima e se concentra na superfície da água, de onde pode ser recolhido com facilidade.
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No mês passado, foi anunciado que este sistema de limpeza oceânica — que a companhia diz ser o primeiro do mundo — será lançado em 2016. A Ocean Cleanup planeja instalá-lo próxima a ilha japonesa Tsushima, localizada entre a prefeitura de Nagasaki e a Coreia do Sul. O aparelho para capturar detritos terá cerca de 2.000 m de extensão e é tido como a maior estrutura flutuante já colocada no oceano.
No futuro, se tudo for de acordo com os planos da empresa, mais destas estruturas que recolhem plástico serão instaladas pelo mundo.
Em agosto, a Ocean Cleanup enviará 50 navios para vasculhar a área entre o Havaí e a California a fim de criar o primeiro mapa em alta resolução de plástico flutuando no Oceano Pacífico.
A equipe de Slat conta com 100 oceanógrafos, engenheiros navais, tradutores, designers e outros. Ele conta ainda com o suporte de figuras políticas importantes, como o prefeito de Tsushima e o prefeito de Los Angeles.
A Ocean Cleanup começou como uma campanha de crowdfunding que arrecadou US$ 2 milhões no ano passado. Bem impressionante para um rapaz de 20 anos com uma grande ideia.

Fonte: http://boainformacao.com.br/2015/06/o-engenhoso-plano-de-um-rapaz-de-20-anos-para-que-o-oceano-se-limpe-sozinho/

Facebook abrirá laboratório em Paris para criar inteligência artificial

Facebook cria laboratório de pesquisa em Inteligência Artificial, em Paris. (Foto: Divulgação/Facebook)O Facebook anunciou nesta terça-feira (2) que abrirá um laboratório de inteligência artificial em Paris. Os "projetos ambiciosos" da instalação se juntarão aos dos desenvolvidos nos centros que a rede social já tem na Califórnia e em Nova York. Lá, serão criadas ações de longo prazo, como o reconhecimento automático de imagens e sons.
"A equipe em Paris trabalhará em projetos de longo prazo como o reconhecimento de imagens, o processamento da linguagem natural, o reconhecimento de voz e as infraestruturas lógicas e físicas necessárias para o funcionamento destes sistemas", comunicou a empresa por meio de um comunicado em seu site.
A companhia tecnológica americana informou acreditar que esses tipos de pesquisas conduzam eventualmente a novas formas para conectar-se e compartilhar conteúdos.
Segundo o Facebook, a escolha de Paris para a expansão de seus laboratórios de inteligência artificial ocorreu porque a capital francesa reúne "alguns dos melhores pesquisadores do mundo".
A empresa anunciou também sua intenção de investir na comunidade de inteligência artificial não só da França mas também da União Europeia e de outros países, a fim de realizar avanços significativos nesse campo, mas não detalhou planos concretos de expansão

Fonte: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2015/06/facebook-abrira-laboratorio-em-paris-para-criar-inteligencia-artificial.html

Vacina Prevenar passa a ser gratuita para doentes com VIH e menores com diabetes

A vacina Prevenar vai passar, a partir de julho, a ser gratuita para todos os doentes com infeção por VIH/SIDA, para doentes com implantes cocleares e para todas as crianças e jovens com diabetes.

Vacina Prevenar passa a ser gratuita para doentes com VIH e menores com diabetesSegundo uma norma publicada na segunda-feira pela DGS, estes são alguns dos grupos de risco definidos para quem é recomendada e gratuita a vacina Prevenar, que previne doenças provocadas pela bactéria pneumococo, como a pneumonia, meningite, otite e septicemia.
Esta vacina passa também a 1 de julho a estar integrada no Programa Nacional de Vacinação, sendo gratuita nos centros de saúde para todas as crianças nascidas a partir de 1 de janeiro deste ano.
Na norma publicada na segunda-feira, a DGS definiu os grupos de risco com direito a vacina da Prevenar gratuita, que foram identificados "em função dos potenciais ganhos em saúde a obter".
Assim, passam a estar poder estar abrangidas pela vacina gratuita todas as crianças e adultos com infeção por VIH/sida e para todos os portadores ou candidatos a implantes cocleares (dispositivo auditivo para perda auditiva profunda bilateral).
Nas crianças e jovens até aos 18 anos, passam também a ser abrangidos pela vacina gratuita os diabéticos, os doentes cardíacos crónicos, os doentes hepáticos crónicos, os insuficientes renais e crianças ou jovens com algumas patologias respiratórias crónicas (como fibrose quística ou insuficiência respiratória crónica).
Estão ainda contemplados os menores de 18 anos com síndrome de Down, com síndrome nefrótico, crianças com cancros ativos, para dadores de medula óssea ou em casos de pre´-transplantação de órgãos.
No caso dos adultos, são abrangidos pela vacinação gratuita as pessoas com implantes cocleares (candidatos ou portadores), os portadores  de VIH/sida, os recetores de alguns transplantes, doentes de células falciformes e pessoas com algumas neoplasias, como leucemias ou linfomas.
A DGS define ainda, para os adultos, um grupo de risco a quem é recomendada a vacina, mas sem ter direito a ela de forma gratuita. Neste grupo estão doentes respiratórios crónicos, adultos com insuficiência renal ou com doenças cardíacas crónicas, entre outros.
A vacina Prevenar passou, desde segunda-feira, a ter uma comparticipação estatal de 15% para todos os cidadãos que se dirijam à farmácia com receita médica.

Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=775729

Bloco de Esquerda quer estudo sobre hiperactividade e normas para prescrição de medicamentos

Para o Bloco de Esquerda a dimensão da prescrição de medicamentos para a hiperactividade, que tem aumentado, pode estar a colocar em risco o desenvolvimento das crianças e dos jovens.
As crianças com PHDA têm desatenção, impulsividade e hiperactividade, sendo que esta perturbação atinge entre 5% e 7% das crianças portuguesas, em idade escolar. Enric Vives-Rubio/Arquivo 

O Bloco de Esquerda propôs esta terça-feira ao Governo a criação de uma norma de orientação clínica (NOC), para a prescrição de medicamentos contra a hiperactividade, e a elaboração de um estudo epidemiológico sobre a prevalência e incidência desta perturbação. A sugestão surge a propósito da controvérsia que envolve o aumento dos casos diagnosticados e da medicação de crianças e adolescentes com Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção (PHDA), nos últimos anos.
O tratamento medicamentoso da PHDA passa pela administração de Metilfenidato, aprovado em Portugal desde 2001, ou de Atomoxetina, que passou a ser comparticipada em 2014, ambos os medicamentos classificados como estimulantes inespecíficos do sistema nervoso central. Citando um estudo publicado pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), o BE assinala que a utilização de Metilfenidato apresenta "uma clara tendência de crescimento, tendo atingido em 2014 cerca de 13,4 doses diárias definidas (DDD) por 1000 habitantes". Dada a sua recente comparticipação, a Atomoxetina apresenta ainda uma utilização residual (0,001 DDD).
De acordo com a bula do Metilfenidato, este medicamento destina-se ao tratamento da PHDA a partir dos seis anos, devendo ser utilizado unicamente após serem testados tratamentos que não envolvem medicamentos, como aconselhamento e terapia comportamental, que tenham sido insuficientes. Além disso, a prescrição deve ser efectuada apenas por médicos especialistas em alterações do comportamento e deve ser utilizado como parte de um programa de tratamento que geralmente inclui terapia psicológica, terapia educacional e terapia social.
A bula do medicamento refere também que o medicamento não deve ser tomado para sempre, devendo a terapêutica ser interrompida durante pelo menos um ano, quando a toma ocorre há doze meses e, nas crianças, o tratamento deve ser interrompido durante as férias escolares. No entanto, a administração destes fármacos a crianças e adolescentes "há muito que está envolta em opiniões divergentes", e o próprio diagnóstico de PHDA "tem vindo a ser alvo de controvérsia", lembra o Bloco.
O próprio Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, na sua edição mais recente, que reclassifica a PHDA dentro das perturbações neurodesenvolvimentais, foi "sujeito a diversas críticas, entre as quais por patologizar comportamentos da normalidade quotidiana", acrescenta.
O Bloco de Esquerda considera, pois, que é necessário desenvolver um estudo epidemiológico que permita conhecer a incidência e prevalência da PHDA, pois "há múltiplas evidências de que a dimensão e consequências desta realidade na sociedade portuguesa tem sido subestimada e esquecida, apesar de poder estar a colocar em risco o desenvolvimento harmonioso de milhares de crianças, adolescentes e jovens".
Assim, o BE questionou o Governo sobre quantas embalagens daqueles dois medicamentos foram vendidas desde 2013 e, destas, quantas foram prescritas por médicos especializados em alteração do comportamento. O BE quer ainda saber se o Governo tem dados sobre quantas pessoas, e designadamente crianças e adolescentes, estão diagnosticadas com PHDA, e se está "disponível" para elaborar um estudo epidemiológico, bem como para elaborar NOC para os respetivos medicamentos.
A PHDA é caracterizada como um distúrbio neurocomportamental que se inicia habitualmente antes dos sete anos de idade, e que persiste até à idade adulta. As crianças com PHDA têm desatenção, impulsividade e hiperactividade, sendo que esta perturbação atinge entre 5% e 7% das crianças portuguesas, em idade escolar. 

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/be-quer-estudo-sobre-hiperactividade-e-normas-para-prescricao-de-medicamentos-1697719

Cruz Vermelha forma 550 voluntários para educar jovens para a exposição solar

Este ano, para além das crianças, a iniciativa vai ser dirigida a adolescentes, dos 13 aos 17 anos, e a jovens adultos, dos 18 aos 35.

A Cruz Vermelha Portuguesa inicia esta quarta-feira a formação de 550 voluntários para ensinar 17 mil jovens a adoptar comportamentos saudáveis em ambiente balnear.
O projecto, que nasceu há oito anos, já envolveu cerca de 110 mil crianças a nível nacional. Este ano, são 53 as localidades envolvidas, 550 os voluntários a formar - quase o dobro do ano anterior (292) - e cerca de 17 mil as crianças.
Em declarações à agência Lusa, a vice-presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Cristina Louro confessou que "esta iniciativa faz cada vez mais sentido porque se nota que, apesar de haver muito mais cuidado com o sol, as pessoas ainda não compreenderam a importância que tem não deixarmos, por exemplo, que as crianças, entre as 11 e as 17 horas andem a fazer exposição ao sol", uma vez que "a pele tem memória e, mais tarde, vão sofrer as consequências de tamanha exposição".
A formação dos voluntários vai incidir sobre os riscos de exposição solar e vai ser desenvolvida por uma dermatologista, que vai falar sobre temas como o melanoma cutâneo, a protecção para diferentes tipos de pele e as regras básicas da exposição solar.
Esta sessão decorre esta quarta-feira na sede da Cruz Vermelha Portuguesa e tem como objectivo "preparar os responsáveis pela implementação do projecto de verão e dotá-los de conhecimento para que se tornem replicadores [do mesmo] pelos seus grupos de voluntários", refere um comunicado da instituição.
Pela primeira vez em oito anos, as mensagens de protecção solar vão chegar a adolescentes, dos 13 aos 17 anos, e a jovens adultos, dos 18 aos 35, e não só a crianças com idades compreendidas entre os cinco e os 12 anos. "Estas acções eram fundamentalmente dirigidas a crianças dos 6 aos 12 anos, mas como a Cruz Vermelha tem voluntários até aos 35 anos, achamos uma mais-valia o envolvimento destes jovens, na medida em que é uma faixa etária que consegue comunicar com as outras com muito mais facilidade e eficácia", acrescentou Cristina Louro.
Todos os anos, a Cruz Vermelha conta com centenas de voluntários que acompanham estes grupos de crianças em actividades de verão em ambiente balnear, promovidas pelas autarquias. Este ano, entre Junho e Setembro, são 53 as localidades nacionais a beneficiar desta iniciativa. As crianças vão poder usufruir, além dos conselhos, de materiais de índole pedagógica, de protecção solar - loções, bonés e sacos de praia - e de diversos jogos alusivos ao tema da exposição ao sol.

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/cruz-vermelha-forma-550-voluntarios-para-educar-jovens-para-a-exposicao-solar-1697770?frm=ult

O LHC começou novamente a fornecer dados experimentais

Depois de mais de dois anos de interrupção, as experiências de física das partículas retomaram a quase o dobro da energia anteriormente atingida.
Colisão registada na manhã de quarta-feira na experiência CMS do LHC CERN 

Pela primeira vez desde que fechara para “remodelação”, em Fevereiro de 2013, o LHC – o maior colisionador de protões do mundo, situado no Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), perto de Genebra, Suíça – recomeçou a produzir dados científicos, anunciou esta quarta-feira o CERN em comunicado.
“O LHC está agora a fornecer colisões a todas as suas experiências [instaladas ao londo do percurso dos feixes de protões] a uma energia sem precedentes de 13 TeV, quase o dobro da energia que tinha atingido antes do encerramento", salienta o documento.
Foram precisos quase dois anos para actualizar os equipamentos e três meses para "fazer arrancar" o LHC até ficar totalmente operacional. Agora, nesta sua segunda fase de operação, o LHC deverá funcionar ininterruptamente durante três anos.

Fonte: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/o-lhc-comecou-novamente-a-fornecer-dados-experimentais-1697805?frm=ult
 

terça-feira, 2 de junho de 2015

Auroras marcianas são visíveis a olho nu

 Interpretação de artista do aspeto das auroras perto das anomalias magnéticas em Marte.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS e CSW/DB

Pela primeira vez, uma equipa internacional de cientistas da NASA, do Instituto de Planetologia e Astrofísica de Grenoble (IPAG), da ESA e da Universidade de Aalto na Finlândia, previu que as brilhantes e coloridas auroras podem ser vistas a olho nu num planeta rochoso que não a Terra - Marte.

Auroras marcianas visíveis pareciam possíveis depois do instrumento SPICAM a bordo da sonda Mars Express da ESA as ter avistado a partir do espaço em 2005. Essas observações foram confirmadas em março de 2015 pela missão MAVEN da NASA, que completou 1000 órbitas em redor do Planeta Vermelho no dia 6 de abril de 2015.

Graças a experiências laboratoriais e a um modelo numérico físico desenvolvido pela NASA e pelo IPAG, o estudo mostra que, em Marte, as auroras também ocorrem na faixa do visível. A cor mais intensa é azul profundo. Tal como na Terra, as cores verde e vermelho também estão presentes. Várias vezes durante um ciclo solar, depois de intensas erupções solares, estas luzes são brilhantes o suficiente para serem observadas à vista desarmada.

As auroras ocorrem quando partículas solares carregadas atingem linhas do campo magnético local, onde entram na atmosfera planetária e excitam os átomos e moléculas. À medida que são desativadas, as partículas emitem luz. Na Terra, as auroras são essencialmente verdes ou vermelhas (excitação do oxigénio atómico), mas também podem ser vistos tons azul-violeta (excitação do nitrogénio molecular ionizado).

No início da existência de Marte e até há cerca de 3,5 mil milhões de anos atrás, o Planeta Vermelho tinha um campo magnético global. Este campo global desligou-se de algum modo, mas zonas localizadas de campos magnéticos, denominadas anomalias magnéticas da crosta, ainda existem à superfície de Marte. Estas anomalias estão concentradas no hemisfério sul, onde se preveem a produção de auroras.

Prevê-se que um astronauta à superfície do planeta e que olhasse para cima podia ver o céu noturno do hemisfério sul brilhar com tons de azul, vermelho e verde.

Talvez os astronautas da NASA, que planeia enviar humanos a bordo da Orion em meados da década de 2030, sejam os primeiros a confirmar esta previsão. Quem sabe, as auroras austrais de Marte tornem-se tão atraentes como as auroras da Terra.

"A nossa pesquisa planetária dá-nos uma boa perspetiva sobre a física na atmosfera marciana - como evoluiu e porque é que a massa de Marte é diferente da da Terra," afirma Guillaume Gronoff, cientista do Centro de Pesquisa Langley da NASA, que apoiou o estudo. "Ajuda-nos a melhor compreender as emissões da atmosfera planetária e, em última análise, a descobrir planetas habitáveis."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/2_auroras_marte.htm

Órbitas circulares para exoplanetas pequenos

O sistema compacto, chamado Kepler-444, é o lar de cinco planetas pequenos em órbitas muito íntimas. Os planetas foram detetados através da diminuição de brilho que ocorrem quando transitam o disco da estrela, como ilustrado nesta impressão de artista.
Crédito: Tiago Campante/Peter Devine

Visto de cima, as órbitas dos planetas do nosso Sistema Solar em torno do Sol assemelham-se com anéis em volta de um alvo. Cada planeta, incluindo a Terra, desloca-se num percurso quase circular, mantendo quase sempre a mesma distância ao Sol.

Durante décadas, os astrónomos tentaram saber se as órbitas circulares do Sistema Solar são raras no Universo. Agora, uma nova análise sugere que tal regularidade orbital é, pelo contrário, a norma, pelo menos para sistemas com planetas tão pequenos quanto a Terra.

Num artigo publicado na revista The Astrophysical Journal, investigadores do MIT (Instituto de Tecnologia do Massachusetts) e da universidade de Aarhus na Dinamarca relatam que 74 exoplanetas, localizados a centenas de anos-luz de distância, orbitam as suas respetivas estrelas em padrões circulares, tal como os planetas do nosso Sistema Solar.

Estes 74 exoplanetas, que orbitam 28 estrelas, são aproximadamente do tamanho da Terra e as suas trajetórias circulares contrastam fortemente com aquelas de planetas mais maciços, alguns dos quais orbitam extremamente perto das suas estrelas antes de serem arremessados para longe em órbitas muito excêntricas e alongadas.

"Há vinte anos atrás, só conhecíamos o nosso Sistema Solar, tudo era circular e assim todos esperavam órbitas circulares em toda a parte," afirma Vincent Van Eylen, estudante do Departamento de Física do MIT. "Depois começámos a encontrar estes exoplanetas gigantes e descobrimos, subitamente, uma grande variedade de excentricidades, por isso a questão de saber se isto também era válido para planetas mais pequenos ficou em aberto. Nós descobrimos que para planetas pequenos, a órbita circular é provavelmente a norma."

Em última análise, Van Eylen diz que são boas notícias no que toca à busca de vida noutros planetas. Para um planeta ser habitável, entre outros requisitos, terá que ser aproximadamente do mesmo tamanho que a Terra - pequeno e compacto o suficiente para ser rochoso, não gasoso. Se um planeta pequeno também mantiver uma órbita circular, será mais favorável à vida, pois pode suportar um clima estável durante todo o ano (em contraste, um planeta com uma órbita mais excêntrica pode passar por várias oscilações dramáticas no clima, quando está mais perto da estrela e quando está mais longe).

"Se as órbitas excêntricas forem comuns para os planetas habitáveis, é uma preocupação para a vida, porque acolhem uma grande gama de propriedades climáticas," afirma Van Eylen. "Mas o que encontramos é que provavelmente não precisamos de nos preocupar assim tanto porque os casos circulares parecem ser bastante comuns."

No passado, os investigadores calcularam as excentricidades orbitais de exoplanetas grandes e gasosos usando a velocidade radial - uma técnica que mede o movimento da estrela. Se um planeta orbita uma estrela, a sua força gravitacional puxa a estrela, fazendo com que se mova num padrão que reflete a órbita do planeta. No entanto, a técnica é mais bem-sucedida para planetas maiores, pois exercem força gravitacional suficiente para influenciar as suas estrelas.

Os cientistas frequentemente encontram planetas mais pequenos usando o método de deteção por trânsito, no qual estudam a luz emitida por uma estrela à procura de diminuições no brilho estelar que assinalam a passagem, ou "trânsito", de um planeta em frente, momentaneamente diminuindo a sua luz. Normalmente, este método apenas assinala a existência de um planeta, não a sua órbita. Mas Van Eylen e o colega Simon Albrecht, da Universidade de Aarhus, desenvolveram uma forma de recolher informações a partir dos dados dos trânsitos exoplanetários.

Primeiro, tiveram em conta que se soubessem a massa e o raio da estrela-mãe, podiam calcular quanto tempo um exoplaneta levaria a orbitá-la, caso a sua órbita fosse circular. A massa e o raio de uma estrela determina a sua força gravitacional, o que por sua vez influencia a velocidade de translação do planeta em torno da estrela.

Ao calcular a velocidade orbital de um planeta numa órbita circular poderiam, então, estimar a duração do trânsito - quanto tempo um planeta passaria em frente da estrela. Caso o trânsito calculado coincidisse com o trânsito real, os investigadores concluiriam que a órbita do planeta devia ser circular. Se o trânsito fosse mais demorado ou mais curto, a órbita seria mais alongada ou excêntrica.

Para obter os dados reais dos trânsitos, a equipa estudou dados recolhidos ao longo dos últimos quatro anos pelo Telescópio Kepler da NASA - um observatório espacial que examina uma área do céu em busca de planetas habitáveis. O telescópio monitorizou o brilho de mais de 145.000 estrelas, sendo que apenas uma fração desse valor foi já caracterizada em detalhe.

A equipa escolheu concentrar-se em 28 estrelas cuja massa e raio já tinham sido anteriormente obtidos, usando asterosismologia (ou sismologia estelar) - uma técnica que mede as pulsações estelares, que indicam a massa e o raio de uma estrela.

Estas 28 estrelas albergam vários exoplanetas - 74 no total. Os investigadores obtiveram dados do Kepler para cada exoplaneta, examinando não apenas a ocorrência dos trânsitos, mas também a sua duração. Dada a massa e o raio das estrelas hospedeiras, a equipa calculou a duração de cada trânsito exoplanetário caso as suas órbitas fossem circulares e posteriormente comparou as durações estimadas com as durações reais obtidas pelo Kepler.

Em toda a linha, Van Eylen e Albrecht descobriram que as durações calculadas e as durações reais coincidiam, sugerindo que todos os 74 exoplanetas mantinham órbitas circulares, pouco excêntricas.

"Descobrimos que a maioria coincidia muito bem, o que significa que estão muito perto de serem circulares," explica Van Eylen. "Estamos muito confiantes que se as excentricidades altas fossem comuns, as teríamos visto, o que não aconteceu."

Van Eylen comenta que os resultados orbitais para estes planetas mais pequenos podem eventualmente ajudar a explicar o porquê dos maiores planetas terem órbitas mais extremas.

"Queremos compreender porque é que alguns exoplanetas têm órbitas extremamente excêntricas, enquanto noutros casos, como o do Sistema Solar, os planetas têm órbitas principalmente circulares," acrescenta Van Eylen. "Esta é uma das primeiras vezes que medimos de forma confiável as excentricidades de planetas pequenos e é emocionante ver que são diferentes dos planetas gigantes, mas semelhantes às do Sistema Solar."

David Kipping, astrónomo do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica, observa que a amostra de 74 exoplanetas de Van Eylen é relativamente pequena, considerando as centenas de milhares de estrelas no céu.

"Eu acho que a evidência de planetas mais pequenos terem órbitas mais circulares é atualmente provisória," confessa Kipping, que não esteve envolvido na pesquisa. "Leva-nos a investigar esta questão em mais detalhe e a ver se é realmente uma tendência universal, ou uma característica da pequena amostra estudada."

No que diz respeito ao nosso próprio Sistema Solar, Kipping especula que com uma maior amostra de sistemas planetários, "podemos investigar a excentricidade em função da multiplicidade e ver se os oito planetas do Sistema Solar são típicos ou não."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/2_exoplanetas_orbitas_circulares.htm

Némesis e a hipotética possibilidade do Segundo Sol

A olho nu não se percebe, mas estima-se que uma em cada três estrelas da Via Láctea tenha uma companheira. Se o número estiver correto, nosso Sol faria parte de uma minoria de estrelas. No entanto, algumas teorias afirmam o contrário e uma pequena estrela-irmã também estaria orbitando nosso Sol.

Orbita de Nemesis
Em 1980, astrofísicos estadunidenses levantaram pela primeira vez a hipótese de que o Sol também teria uma companheira, o que tornaria o Sistema Solar um sistema duplo de estrelas, a exemplo de Alpha Centauro. Essa hipotética companheira foi batizada de Nêmesis.

Segundo Sol

Segundo a hipótese, Nêmesis seria uma estrela pequena e escura do tipo anã marrom, com uma orbita milhares de vezes mais distante que Plutão e que levaria pelo menos 26 milhões de anos para completar uma revolução ao redor do Sol.

De acordo com alguns estudos, essa longa periodicidade faria a estrela atravessar eventualmente a Nuvem de Oort, arremessando para todos os lados milhões de asteroides ou cometas que poderiam se chocar contra a Terra. Na visão de alguns pesquisadores, mais ou menos a cada 30 milhões de anos ocorrem gigantescos eventos de extinção em massa, associados ao surgimento de uma grande cratera de impacto como a originada há 65 milhões de anos com a queda de um cometa seguida da possível extinção dos dinossauros.

Para os defensores da teoria de Nêmesis, essa seria uma das evidências de sua existência, mas a ausência de um campo gravitacional inequívoco ou crateras marcantes fez com que a possibilidade da existência do segundo Sol permanecesse apenas na teoria.

Sedna

Após a descoberta do planeta-anão Sedna, em novembro de 2003, a possibilidade da existência de Nêmesis foi novamente levantada. Para o astrônomo estadunidense Michael Brown, autor da descoberta, a órbita de Sedna é uma incógnita ainda sem explicação concreta. De acordo com Brown, o planeta-anão está em um lugar que não deveria. Sua órbita não o coloca próximo o suficiente para ser afetado pelo Sol nem afastado o bastante para ser influenciado por outras estrelas conhecidas.

No entender de alguns pesquisadores, essa estranha órbita poderia talvez ser justificada pela presença de um objeto com massa entre 3 e 5 vezes a de Júpiter. Devido ao tamanho, esse hipotético objeto não seria observável no espectro visível, mas emitiria grande quantidade de radiação no comprimento de onda do infravermelho.

Telescópio Wise

Lançado em dezembro de 2009 com o objetivo de mapear o céu no espectro infravermelho, o telescópio espacial WISE talvez seja a esperança para encontrar Nêmesis. O telescópio já fez inúmeras descobertas importantes e detectou dezenas de novos cometas, mas a gigantesca quantidade de dados gerados ainda está sendo garimpado e a descoberta ou não da possível companheira do nosso Sol ainda poderá levar anos.
 
Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20121121-094708.inc

Forte terremoto abala Oregon - Estados Unidos

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram um violento terremoto de 6.0 pontos de magnitude ocorrido as 17h11 pelo horário de Brasília (01/06/2015). O poderoso tremor teve seu epicentro estimado a 13 km de profundidade, sob as coordenadas 44.49N e 129.87W. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.
Considerando a magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu o evento, este tremor tem potencial suficiente para causar pesados danos e vítimas fatais caso tenha ocorrido abaixo de locais populosos.

Um terremoto de 6.0 pontos de magnitude libera a mesma energia que a detonação de 1 bomba atômica similar a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 15000 toneladas de TNT.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Forte_terremoto_sacode_ao_largo_do_Oregon_EUA&posic=dat_20150601-173022.inc

Femeas de peixe-serra reproduzem-se sem sexo

Uma pesquisa rotineira sobre a população de uma espécie ameaçada de peixe-serra nos Estados Unidos levou a uma descoberta surpreendente: algumas fêmeas estavam se reproduzindo sem sexo nem qualquer participação dos machos, em um processo chamado partenogênese.
Enquanto a partenogênese é comum em invertebrados, até o momento a existência do fenômeno em vertebrados só tinha sido constatada em raras ocasiões, em animais como pássaros, répteis e tubarões, mas sempre em cativeiro. Esta é a primeira vez que foram identificados filhotes de vertebrados nascidos desta forma na natureza.
A descoberta, que foi publicada na revista científica "Current Biology" nesta segunda-feira (1º), foi possível graças à análise do DNA de exemplares de peixe-serra-de-dentes-pequenos (Pristis pectinata) em um rio da Flórida, nos Estados Unidos.
  Exemplar de peixe-serra-de-dentes-pequenos (Pristis pectinata) encontrado em rio da Flórida: pesquisadores descobriram que fêmea da espécie é capaz de se reproduzir por partenogênese  (Foto: Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC))
Exemplar de peixe-serra-de-dentes-pequenos (Pristis pectinata) encontrado em rio da Flórida: pesquisadores descobriram que fêmea da espécie é capaz de se reproduzir por partenogênese (Foto: Florida Fish and Wildlife Conservation Commission (FWC))
 
"Estávamos conduzindo testes de rotina de DNA nos peixes-serra encontrados na área para ver se parentes estavam se reproduzindo com parentes devido ao pequeno tamanho da população", diz Andrew Fields, principal autor da pesquisa e pesquisador da Universidade Stony Brook.
"O que as análises de DNA nos mostraram foi muito mais surpreendente: fêmeas de peixe-serra estavam, algumas vezes, se reproduzindo sem acasalamento", disse Fields. Foram identificados sete filhotes que nasceram dessa forma e eles eram saudáveis.
"Existe uma noção geral que a partenogênese em vertebrados é uma curiosidade que geralmente não leva a filhotes viáveis", diz Gregg Poulakis, da Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida. O estudo mostrou o contrário.
Os pesquisadores acham que esse tipo de reprodução pode ser mais comum em populações pequenas e ameaçadas, mas mais pesquisas devem ser feitas para verificar se o fenômeno se repete em outras espécies de animais.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/06/femeas-de-especie-ameacada-de-peixe-serra-se-reproduzem-sem-sexo.html

Saiba os sinais de alerta para doenças de pele

Não costumamos dar muita bola para manchas, verrugas, lesão. Entretanto, precisamos ficar atentos, já que pode ser um sinal de câncer de pele. Além do câncer, também existem doenças que provocam feridas na pele. O Bem Estar desta terça-feira (2) falou sobre psoríase, vitiligo, epidermólise bolhosa e também sobre os sinais de alerta para o câncer. Participaram do programa a consultora e dermatologista Marcia Purceli e a dermatologista Adriana Porro.
Quem tem uma doença de pele muitas vezes acaba sofrendo preconceito. Por isso, a divulgação é essencial. A grande maioria dessas doenças não é contagiosa. Por isso, não há problema em conversar, encostar ou sentar ao lado de portadores de vitiligo, psoríase, epidermólise, entre outras.
A epidermólise bolhosa é uma doença rara, genética, que não tem cura. São bolhas que causam feridas profundas e dolorosas na pele. O tratamento é só para aliviar as dores e melhorar a qualidade de vida.
Já a psoríase e o vitiligo também são doenças autoimunes, mas de causas diferentes. Há alguns fatores que podem desencadear a doença: pré-disposição genética, infecções e medicamentos e fator emocional.
 Câncer de pele

O câncer de pele dá sinais que muitas vezes a gente nem percebe. Alguns sinais devem ser observados: uma verruga inofensiva, uma ferida que não cicatriza em um mês, lesão de pele que sangra espontaneamente, lesões avermelhadas com ‘casquinhas’ que vão e voltam, pinta preta que está crescendo ou coçando ou uma pinta preta nova. A doutora Márcia lembra sempre que a melhor prevenção para o câncer de pele é o protetor solar!

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/06/conheca-os-sinais-de-alerta-para-doencas-de-pele.html

Peixe-remo de 5,18 metros é encontrado em praia Americana

A americana Miranda Prado encontrou um peixe-remo de 5,18 metros em uma praia de Santa Catalina, no estado da Califórnia (EUA).
"As gaivotas aparentemente tinham comido partes do peixe", disse a bióloga marinha Annie MacAulay, que estava em um acampamento com 50 estudantes.
Peixe-remo de 5,18 metros apareceu em praia de Santa Catalina (Foto: Reprodução/Twitter/KMPH)
Peixe-remo de 5,18 metros apareceu em praia de Santa Catalina (Foto: Reprodução/Twitter/KMPH)

Miranda, que trabalha em uma agência de aventuras, contou que precisou da ajuda de 16 pessoas para carregar o peixe-remo, que foi doado para equipes de pesquisa.
Os peixes-remo vivem normalmente em climas tropicais e acredita-se que podem submergir até 914 metros no oceano, sendo raramente vistos na superfície.
Apesar de ser pouco visto, outros exemplares foram encontrados em praias pelo mundo. Em abril deste ano, o neozelandês Don Gibbs se deparou com um perto do Porto de Otago.

Fonte: http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2015/06/peixe-remo-de-518-metros-e-encontrado-em-praia-nos-eua.html

Imagem mais pormenorizada até ao momente da Nebulosa Medusa

nebulosa medusa

Usando o grande telescópio ESO, no Chile, astrônomos capturaram a imagem mais detalhada já feita da Nebulosa Medusa. Conforme a estrela no centro desta nebulosa faz a sua transição para a aposentadoria, ela derrama suas camadas exteriores no espaço, formando esta colorida nuvem.
A imagem prenuncia o destino final do sol, que acabará parecida com a Medusa. Também conhecida como Sharpless 2-274, ela está localizada na constelação de Gêmeos, a uma distância de cerca de 1.500 anos-luz. Seu tamanho se estende por cerca de quatro anos-luz. Apesar disso, é extremamente fraca e difícil de observar.
Segundo a mitologia grega, Medusa era uma criatura hedionda com serpentes no lugar dos cabelos. Estas serpentes são representadas pelos filamentos de gás brilhante que aparecem na nebulosa. O brilho vermelho de hidrogênio e a emissão verde tênue de gás oxigênio se estendem bem além deste quadro, formando uma forma crescente no céu. A ejeção de massa de estrelas nesta fase de sua evolução é muitas vezes intermitente, o que pode resultar em estruturas fascinantes dentro das nebulosas planetárias.
Por dezenas de milhares de anos, os núcleos estelares de nebulosas planetárias ficam cercados por essas nuvens espetacularmente coloridas de gás. Ao longo de mais alguns milhares de anos, o gás se dispersa lentamente em seus arredores. Esta é a última fase na transformação de estrelas como o sol antes de terminarem sua vida ativa como anãs brancas. A radiação ultravioleta da estrela muito quente no núcleo da nebulosa faz com que os átomos no gás que se movimentam para fora percam seus elétrons, deixando para trás gás ionizado. A presença do brilho verde a partir do oxigênio duplamente ionizado é usado como uma ferramenta para detectar as nebulosas.

Fonte: http://hypescience.com/imagem-mais-detalhada-da-bela-nebulosa-medusa/

Galáxia recém-descoberta brilha mais do que 300 triliões de sóis

galaxia mais brilhante
Uma galáxia recém-descoberta é mais brilhante do que a luz de 300 trilhões de sóis. Então, acho que não é surpresa para ninguém que ela já tenha ganhado o título de “A Galáxia Mais Brilhante do Universo”.

Mas como pode qualquer coisa no universo ser tão luminosa ?

Descoberta pelo telescópio espacial WISE da NASA, a galáxia, com o nome cativante “J224607.57-052635.0″, deixou uma pulga atrás da orelha nos pesquisadores. Apesar de estar a colossais 12,5 bilhões de anos-luz de distância, o que significa que os sinais levaram 12,5 bilhões de anos para chegar até nós e serem captados pelo WISE, ela é extremamente luminosa. É altamente incomum para um objeto tão jovem na história do universo ser assim tão brilhante.
De acordo com Chao-Wei Tsai do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA (JPL) e principal autor do relatório de descoberta, essa galáxia nos dá um ponto de vista sobre uma fase muito intensa da sua evolução. Esta luz pode, inclusive, ser o principal surto de crescimento do buraco negro da galáxia.
Os buracos negros crescem através de gravitacionalmente atrair poeira e matéria. A poeira fica mais quente conforme é “comida” pelo buraco, e então ele libera alguns destes aumentos de energia em forma de luz, principalmente na região infravermelha do espectro.
Para um buraco negro criar este tanto de luz, ele teria que ser enorme e, portanto, um verdadeiro beberrão de gás e poeira, consumindo tudo a uma taxa alarmante – e muito mais rápido do que o que temos testemunhado antes.

Comilões

Os buracos negros maciços em galáxias infravermelhas extremamente luminosas poderiam estar se empanturrando mais do que deveriam e por um longo período de tempo. De acordo com Andrew Blain, da Universidade de Leicester, coautor do relatório, isso é como ganhar uma competição de quem come mais cachorro-quente que durou milhões de anos.
Há algumas teorias sobre como exatamente esse buraco negro pode ser tão brilhante.
Uma delas sugere que as “sementes” do buraco negro são muito maiores do que se pensava anteriormente. Um elefante adulto, por exemplo, já foi um elefante bebê. Mas mesmo quando era pequeno, era relativamente grande. Essa ideia sugere que o buraco negro é grande porque já nasceu grande.
As outras teorias começam a quebrar as leis da física.
Há uma lei que determina o quanto um buraco negro pode comer, chamada de limite de Eddington. Esta regra estabelece que, quando um buraco negro atinge um determinado tamanho, a pressão da luz que seu disco produz impede a poeira (ou outros “alimentos” de buraco negro) de entrar. Alguns buracos negros são conhecidos por quebrar essa regra e consumir um pouco mais do que é suposto, mas esta galáxia teria de ter jogado para bem longe o livro de regras para chegar a seu enorme tamanho.
Outra maneira para um buraco negro crescer a ficar assim tão grande é ter ido um frenesi constante, consumindo alimentos mais rápido do que normalmente pensamos ser possível. Isso pode acontecer se o buraco negro não estiver girando tão rápido.

Fonte: http://hypescience.com/essa-galaxia-e-mais-brilhante-que-300-trilhoes-de-sois/

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