sexta-feira, 26 de junho de 2015

Manchas de Ceres continuam a mistificar

Um aglomerado de manchas brilhantes misteriosas no planeta anão Ceres, capturadas pela sonda Dawn no dia 9 de junho.
Crédito: NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA

Quanto mais nos aproximamos de Ceres, mais intrigante o distante planeta anão se torna. Novas imagens de Ceres, obtidas pela sonda Dawn da NASA, fornecem mais pistas sobre as suas misteriosas manchas brilhantes e também revelam um pico em forma de pirâmide que se eleva sobre uma paisagem relativamente plana.

"A superfície de Ceres revelou muitas características interessantes e originais. Por exemplo, as luas geladas no Sistema Solar exterior têm crateras com picos centrais, mas em Ceres as fossas centrais são muito mais comuns. Estas e outras características vão permitir-nos compreender a estrutura interna de Ceres que não podemos observar diretamente," afirma Carol Raymond, vice investigadora principal da missão Dawn, no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia.

A Dawn tem estudado o planeta anão em detalhe a partir da sua segunda órbita de mapeamento, cerca de 2700 km acima de Ceres. Uma nova vista das suas intrigantes manchas, localizadas numa cratera com mais ou menos 90 km de diâmetro, mostra ainda mais manchas pequenas na cratera.

Podem ser vistas pelo menos oito manchas ao lado da maior área brilhante, que os cientistas pensam medir aproximadamente 9 km de largura. O responsável por estas manchas é um material altamente refetivo - as hipóteses mais prováveis são gelo e sal, mas os cientistas estão a considerar também outras opções.

O espectrómetro de mapeamento visível e infravermelho da Dawn permite aos cientistas identificarem minerais específicos presentes em Ceres ao estudar o modo como a luz é refletida. Cada mineral reflete luz de uma forma única e esta assinatura ajuda os cientistas a determinar a composição de Ceres. Assim, à medida que a sonda continua a enviar mais imagens e dados, os cientistas vão aprender mais sobre as misteriosas manchas brilhantes.

Além das manchas brilhantes, as imagens mais recentes também mostram uma montanha com declives acentuados destacando-se a partir de uma área relativamente plana da superfície do planeta anão. A estrutura eleva-se cerca de 5 km acima da superfície.

Ceres também tem inúmeras crateras de vários tamanhos, muitas das quais têm picos centrais. Existem amplas evidências de atividade passada à superfície, incluindo fluxos, deslizamentos e estruturas colapsadas. Parece que Ceres contém mais vestígios de atividade do que o protoplaneta Vesta, que a Dawn estudou intensamente durante 14 meses em 2011 e 2012.

A Dawn é a primeira missão a visitar um planeta anão e a primeira a orbitar dois alvos distintos no nosso Sistema Solar. Chegou a Ceres, o maior objeto da cintura de asteroides entre Marte e Júpiter, no dia 6 de março de 2015.

A Dawn permanecerá na sua altitude atual até 30 de junho, continuando a obter imagens e espectros de Ceres em órbitas de três dias cada. Seguidamente, mover-se-á para a sua próxima órbita de 1450 km, cuja passagem se espera estar concluída no início de agosto.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/23_ceres_dawn.htm

Hubble observa exoplaneta do tamanho de Neptuno que "sangra" atmosfera

Esta impressão de artista mostra a enorme nuvem em forma de cometa que "sangra" do Neptuno quente, Gliese 436b, a apenas 30 anos-luz da Terra. 
A estrela hospedeira também está na imagem, uma ténue anã vermelha de nome Gliese 436. 
O hidrogénio está a evaporar do planeta devido à radiação extrema da estrela. 
Um fenómeno assim tão grande nunca tinha sido observado num exoplaneta deste tamanho.
Crédito: NASA, ESA, STScI e G. Bacon

Astrónomos usando o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA descobriram uma imensa nuvem de hidrogénio dispersada por um planeta quente do tamanho de Neptuno em órbita de uma estrela próxima. A enorme cauda gasosa do planeta tem cerca de 50 vezes o tamanho da estrela-mãe. Os resultados foram publicados na edição de 24 de junho da revista Nature.

Um fenómeno assim tão grande nunca tinha sido observado antes em redor de um exoplaneta deste tamanho (já foram observados fenómenos parecidos mas em exoplanetas mais massivos). Pode proporcionar pistas de como as super-Terras - versões quentes e gigantes da Terra - nascem em torno de outras estrelas.

"Esta nuvem de hidrogénio é espetacular!" afirma David Ehrenreich do Observatório da Universidade de Genebra, na Suíça, autor principal do estudo. "Embora a taxa de evaporação não ameace, por agora, o planeta, nós sabemos que a estrela, uma ténue anã vermelha, já foi mais ativa no passado. Isto significa que a atmosfera do planeta evaporou-se mais depressa durante o primeiro milhar de milhão de anos da sua existência. No geral, estima-se que pode ter perdido até 10% da sua atmosfera."

O planeta, chamado Gliese 436b, é considerado um "Neptuno quente" porque é parecido em tamanho com Neptuno, mas está muito mais perto da sua estrela Gliese 436 do que Neptuno está do Sol. Embora, neste caso, o planeta não esteja em perigo de perder completamente a sua atmosfera - deixando apenas um núcleo sólido e rochoso - este comportamento pode explicar a existência das super-Terras quentes, que orbitam muito perto das suas estrelas e são normalmente mais massivas que a Terra, embora mais pequenas que as dezassete massas terrestres de Neptuno.

As super-Terras quentes podem ser os núcleos remanescentes de planetas mais massivos que perderam completamente as suas atmosferas espessas, devido ao mesmo género de evaporação que o Hubble observou em redor de Gliese 436b.

Tendo em conta que a atmosfera da Terra bloqueia a maior parte da luz ultravioleta, os astrónomos precisaram de um telescópio espacial com a capacidade ultravioleta e precisão requintada do Hubble a fim de observar a nuvem. "Não teríamos sido capazes de a observar em comprimentos de onda visíveis," explica Ehrenreich. "Mas quando apontamos o olho ultravioleta do Hubble para este sistema, dá-se uma verdadeira transformação - o planeta altera-se para uma coisa monstruosa."

Ehrenreich e a sua equipa sugerem que a enorme nuvem de gás pode existir em torno deste planeta porque a nuvem não é rapidamente aquecida e varrida pela radiação da estrela anã vermelha, que é relativamente fria. Isto permite com que a nuvem fique por mais tempo.

Este género de evaporação pode também ter acontecido no passado do nosso Sistema Solar, quando a Terra tinha uma atmosfera rica em hidrogénio que se dissipou. Também é possível que aconteça novamente no final da vida do nosso planeta, quando o Sol inchar para se tornar numa gigante vermelha e ferver a nossa atmosfera restante, antes de engolir completamente o nosso planeta.

Gliese 436b reside muito próximo de Gliese 436 - apenas a cerca de 4 milhões de quilómetros de distância - e completa uma órbita em mais ou menos 2,6 dias terrestres. Este planeta tem, pelo menos, 6 mil milhões de anos, mas os astrónomos suspeitam que possa ser mais velho. Com aproximadamente o tamanho de Neptuno, tem uma massa que corresponde a mais ou menos 23 Terras. E a apenas 30 anos-luz da Terra, é um dos exoplanetas mais próximos que se conhecem.

"A descoberta da nuvem em redor de Gliese 436b pode mudar completamente o jogo da caracterização das atmosferas de toda a população de Neptunos e super-Terras em observações ultravioletas," comenta Vincent Bourrier, também do Observatório de Genebra na Suíça, coautor do estudo. Nos próximos anos, Bourrier espera que os astrónomos encontrem milhares de planetas deste género."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/26_gliese_436b.htm

Água gelada exposta detectada à superfície do Cometa 67P/C-G

Exemplos de seis diferentes zonas brilhantes identificadas à superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko em imagens obtidas pela câmara OSIRIS a bordo da Rosetta. 
As inserções apontam para as regiões onde se encontram (não para os locais em específico). 
No total, foram identificadas 120 zonas brilhantes, incluindo agrupamentos de características brilhantes, características isoladas e pedregulhos individuais, através de imagens obtidas no mês de setembro de 2014, quando a Rosetta estava a 20-50 km do centro do cometa.
À esquerda, temos um pedregulho com gelo em Hatmehit (topo), um conjunto de características geladas em Imhotep (meio) e um outro conjunto em Khepry (baixo). 
À direita, um agrupamento em Anuket (topo), uma características brilhante em Imhotep (meio) e um outro agrupamento perto do limite Khepry-Imhotep (baixo).
As imagens a cores falsas são composições RGB a partir de imagens monocromáticas obtidas a diferentes alturas e foram ampliadas e ligeiramente saturadas para enfatizar os contrastes de cor, tais como os terrenos escuros mais avermelhados e regiões brilhantes mais azuladas em comparação com o que o olho humano consegue normalmente ver. 
Esta técnica permite com que os cientistas determinem mais sobre a natureza do material; neste caso, o tom azul indica a presença de gelo.
Crédito: ESA/Rosetta/MPS para Equipa OSIRIS MPS/UPD/LAM/IAA/SSO/INTA/UPM/DASP/IDA

Usando a câmara científica de alta-resolução a bordo da sonda Rosetta da ESA, os cientistas identificaram mais uma centena de zonas de água gelada com poucos metros de tamanho à superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

A Rosetta chegou ao cometa em agosto de 2014 a uma distância de aproximadamente 100 km e eventualmente orbitou a 10 km ou menos, permitindo a obtenção de imagens de alta-resolução da superfície.

Um novo estudo publicado na revista Astronomy & Astrophysics centra-se na análise de manchas brilhantes de gelo exposto à superfície do cometa.

Com base em observações do gás expelido pelos cometas, sabemos que são ricos em gelos. À medida que se aproximam do Sol, as suas superfícies são aquecidas e os gelos sublimam em gás, que flui para longe do núcleo, arrastando com ele partículas de poeira embebidas no gelo para formar a cabeleira e a cauda.

Mas certa parte das poeiras dos cometas permanecem à superfície, à medida que o gelo sublima por baixo, ou caem de volta para o núcleo noutros locais, revestindo-o com uma fina camada de poeira e deixando muito pouco gelo diretamente exposto à superfície. Estes processos ajudam a explicar porque é que o 67P/Churyumov-Gerasimenko e outros cometas observados em missões anteriores são tão escuros.

Apesar disso, os instrumentos da Rosetta já detetaram uma variedade de gases, incluindo vapor de água, monóxido e dióxido de carbono, que se pensa serem originários de reservatórios gelados por baixo da superfície.

Agora, usando imagens capturadas pela câmara OSIRIS da Rosetta no passado mês de setembro, os cientistas identificaram 120 regiões à superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko que são até dez vezes mais brilhantes que o brilho médio da superfície.

Algumas destas características brilhantes encontram-se em agrupamentos, enquanto outras parecem estar isoladas e, quando observadas em alta-resolução, muitas parecem ser pedregulhos que exibem manchas brilhantes à superfície.

Os agrupamentos brilhantes, que consistem de algumas dezenas de pedregulhos com um metro de comprimento espalhados por várias dezenas de metros, são normalmente encontrados em campos de detritos na base de penhascos. São provavelmente o resultado de erosão recente ou do colapso da parede do rochedo que revela material mais fresco por baixo da superfície coberta por poeira.

Em contraste, alguns dos objetos brilhantes isolados encontram-se em regiões sem qualquer relação aparente com o terreno circundante. Pensa-se que sejam objetos originários de outras partes do cometa levantados durante um período de atividade cometária, mas com velocidade insuficiente para escapar completamente à atração gravitacional do cometa.

Mesmo assim, em todos os casos as manchas brilhantes foram descobertas em áreas que recebem relativamente pouca energia solar, tais como à sombra de um penhasco, e não foram observadas alterações significativas entre imagens capturadas ao longo de um período de um mês. Além disso, parecem ser mais azuis em comprimentos de onda visíveis, em comparação com o fundo mais avermelhado, consistentes com um componente gelado.

"A água gelada é a explicação mais plausível para a ocorrência e propriedades destas características," afirma Antoine Pommerol da Universidade de Berna e o autor principal do estudo.

"À altura das nossas observações, o cometa estava ainda de tal forma longe do Sol que a velocidade de sublimação da água gelada era inferior a 1 mm por hora de energia solar incidente. Em contraste, se os elementos expostos fossem gelos de dióxido ou monóxido de carbono, a sublimação seria mais rápida quando iluminada pela mesma quantidade de luz solar. Assim sendo, não esperaríamos observar esses tipos de gelo estáveis à superfície durante tais momentos."

A equipa virou-se também para experiências de laboratório que testaram o comportamento da mistura de água gelada com diferentes minerais sob iluminação solar simulada a fim de recolher mais informações sobre o processo. Eles descobriram, depois de algumas horas de sublimação, a formação de um manto de poeira escura com apenas alguns milímetros de espessura. Em certos lugares, o manto tapou completamente quaisquer traços visíveis do gelo mas, ocasionalmente, grãos maiores ou pedaços de poeira subiam à superfície e mudavam-se para outro lugar, expondo manchas brilhantes de água gelada.

"Uma camada de poeira escura com 1 mm de espessura é suficiente para esconder as camadas geladas dos instrumentos óticos," confirma Holger Sierks, investigador principal do OSIRIS no Instituto Max Planck para Pesquisa do Sistema Solar em Gotinga, Alemanha.

"A superfície relativamente escura e homogénea do núcleo do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, pontuada por apenas algumas manchas brilhantes à escala de metros, pode ser explicada pela presença de uma fina camada de poeira composta por minerais refratários e matéria orgânica, os pontos brilhantes correspondendo a áreas onde o manto de poeira foi removido, revelando por baixo uma subsuperfície rica em água gelada."

A equipa também especula acerca do momento da formação das manchas de gelo. Uma hipótese é que foram formadas durante o último periélio do cometa (menor distância ao Sol), há 6,5 anos atrás, quando blocos de gelo foram expulsos para regiões permanentemente à sombra, preservando-os durante vários anos abaixo da temperatura necessária para a sublimação.

Outra ideia é que, mesmo a relativamente grandes distâncias do Sol, a atividade do dióxido de carbono e monóxido de carbono pode projetar blocos de gelo. Neste cenário, presume-se que a temperatura não era ainda suficientemente elevada para a sublimação da água, de tal modo que os componentes ricos em água gelada sobrevivem a quaisquer gelos de dióxido ou monóxido de carbono.

"À medida que o cometa continua a aproximar-se do periélio, o aumento da iluminação solar sobre as manchas brilhantes uma vez à sombra poderá provocar mudanças na sua aparência, e podemos esperar ver novas e até mesmo maiores de regiões de gelo exposto," afirma Matt Taylor, cientista do projeto Rosetta da ESA.

"A combinação das observações da câmara OSIRIS, feitas antes e depois da passagem pelo periélio, com outros instrumentos, irá fornecer informações valiosas sobre o que estimula a formação e evolução de tais regiões."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/26_agua_cometa_rosetta.htm

A melhor evidência observacional até à data da primeira geração de estrelas no Universo

Esta impressão artística mostra CR7, uma galáxia muito distante que foi descoberta com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO. 
É de longe a galáxia mais brilhante encontrada até à data no Universo primordial e existem evidências fortes de que este objeto contém estrelas da primeira geração. 
Estas estrelas massivas e brilhantes, puramente teóricas até agora, foram as criadoras dos primeiros elementos pesados na história — os elementos necessários à formação das estrelas que nos rodeiam atualmente, os planetas que as orbitam e a vida tal como a conhecemos. 
A galáxia recentemente descoberta é três vezes mais brilhante do que a galáxia distante mais brilhante que era conhecida até agora.
Crédito: ESO/M. Kornmesser

Com o auxílio do VLT (Very Large Telescope) do ESO os astrónomos descobriram a galáxia mais brilhante observada até hoje no Universo primordial e encontraram evidências fortes de que este objeto contém estrelas de primeira geração. Estas estrelas massivas e brilhantes, puramente teóricas até agora, foram as criadoras dos primeiros elementos pesados na história — os elementos necessários à formação das estrelas que nos rodeiam atualmente, os planetas que as orbitam e a vida tal como a conhecemos. A galáxia recentemente descoberta chamada CR7 é três vezes mais brilhante do que a galáxia distante mais brilhante que era conhecida até agora.

Os astrónomos desenvolveram há muito a teoria da existência de uma primeira geração de estrelas - conhecidas por estrelas de População III — que teriam nascido do material primordial do Big Bang. Todos os elementos químicos mais pesados — como o oxigénio, azoto, carbono e ferro, que são essenciais à vida — formaram-se no interior das estrelas, o que significa que as primeiras estrelas se devem ter formado dos únicos elementos que existiam antes delas: hidrogénio, hélio e traços mínimos de lítio.

Estas estrelas de População III seriam enormes — várias centenas ou mesmo milhares de vezes mais massivas do que o Sol — extremamente quentes e transientes — e explodiriam sob a forma de supernovas após cerca de apenas dois milhões de anos. No entanto, e até agora, a busca de provas físicas da sua existência tinha-se revelado infrutífera.

Uma equipa liderada por David Sobral, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, Universidade de Lisboa, e do Observatório de Leiden, Holanda, utilizou o VLT para observar o Universo primordial, no período conhecido por época da reionização, que ocorreu cerca de 800 milhões de anos após o Big Bang. Em vez de fazer um estudo profundo e direcionado a uma pequena área do céu, a equipa alargou o seu foco de estudo produzindo o maior rastreio de galáxias muito distantes alguma vez obtido.

Este extenso estudo fez uso não apenas do VLT, mas também do Observatório W. M. Keck, do Telescópio Subaru e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA. A equipa descobriu — e confirmou — um número surpreendente de galáxias brilhantes muito jovens. Uma delas, chamada CR7 (o nome foi inspirado no jogador de futebol, Cristiano Ronaldo, que é conhecido por CR7), trata-se de um objeto excecionalmente raro, de longe a galáxia mais brilhante alguma vez observada nesta época do Universo. Com a descoberta de CR7 e outras galáxias brilhantes, o estudo era já um sucesso, no entanto investigação posterior produziu mais resultados ainda melhores.

Com o auxílio dos instrumentos X-shooter e SINFONI montados no VLT, a equipa encontrou forte emissão de hélio ionizado em CR7 mas — crucial e surpreendentemente — nenhum traço de elementos mais pesados no seio da galáxia brilhante, o que constitui uma forte evidência da existência de enxames de estrelas de População III com gás ionizado, no seio de uma galáxia do Universo primordial.

"A descoberta superou, desde o início, todas as nossas expectativas," disse David Sobral, "uma vez que não esperávamos encontrar uma galáxia tão brilhante. Seguidamente ao desvendarmos pouco a pouco a natureza de CR7, percebemos que não só tínhamos descoberto a galáxia distante mais brilhante conhecida até agora, como também que este objeto tinha todas as características que se esperam de estrelas de População III. Estas estrelas são as que formaram os primeiros átomos pesados que, em última análise, são os que nos permitem aqui estar. Este estudo revelou-se extremamente interessante."

No seio de CR7 encontraram-se tanto enxames de estrelas mais azuis como também alguns mais vermelhos, o que indica que a formação das estrelas de População III ocorreu de forma faseada — como se previa. O que a equipa observou de modo direto foi o último período de estrelas de População III formadas, sugerindo que tais estrelas devem ser mais fáceis de detetar do que o que se pensava anteriormente: estas estrelas encontram-se no meio de estrelas regulares, em galáxias mais brilhantes, e não apenas nas galáxias mais ténues, pequenas e precoces, as quais são tão ténues que se tornam extremamente difíceis de estudar.

Jorry Matthee, segundo autor do artigo científico que descreve estes resultados, conclui: "Sempre me perguntei de onde é que nós vimos. Mesmo quando era pequeno queria saber donde vinham os elementos químicos: o cálcio dos meus ossos, o carbono dos meus músculos, o ferro do meu sangue. Descobri que estes elementos foram formados inicialmente no início do Universo, pela primeira geração de estrelas. Com esta descoberta estamos a ver, de facto, tais objetos pela primeira vez."

Estão planeadas mais observações com o VLT, o ALMA e o Telescópio Espacial Hubble de modo a confirmar sem sombra de dúvidas que o que se observou são estrelas de População III e procurar e identificar outros exemplos.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/19_cr7.htm

Hubble detecta "protector solar" em planeta distante


O Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA detetou uma estratosfera, uma das camadas principais da atmosfera da Terra, no exoplaneta quente e gigante conhecido como WASP-33b.

A presença de uma estratosfera pode proporcionar pistas sobre a composição de um planeta e o modo como foi formado. Esta camada atmosférica inclui moléculas que absorvem a luz visível e ultravioleta, agindo como uma espécie de "protetor solar" para o planeta que rodeia. Até agora, os cientistas não tinham a certeza se estas moléculas seriam encontradas nas atmosferas de planetas grandes e extremamente quentes em redor de outras estrelas.

Estes resultados foram publicados na edição de 12 de junho da revista The Astrophysical Journal.

"Alguns desses planetas têm atmosferas superiores tão quentes, que essencialmente fervem para o espaço," afirma Avi Mandell, cientista planetário do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland. "Não esperamos necessariamente, e a estas temperaturas, encontrar uma atmosfera com moléculas que possam levar a estas estruturas em camadas múltiplas."

Na atmosfera da Terra, a estratosfera fica por cima da troposfera - a região turbulenta e meteorologicamente ativa que vai do solo até ao topo das nuvens mais altas. Na troposfera, a temperatura é mais quente na secção inferior - nível do solo - e arrefece a altitudes mais elevadas.

A estratosfera é exatamente o oposto. Nesta camada, a temperatura aumenta com a altitude, um fenómeno chamado inversão de temperatura. Na Terra, a inversão de temperatura ocorre porque o ozono na estratosfera absorve grande parte da radiação ultravioleta do Sol, impedindo-a de alcançar a superfície, protegendo a biosfera e, portanto, aquecendo ao invés a estratosfera.

Inversões de temperaturas similares ocorrem nas estratosferas de outros planetas do nosso Sistema Solar como Júpiter e Saturno. Nestes casos, o culpado é um grupo diferente de moléculas chamadas hidrocarbonetos. No entanto, nem o ozono nem os hidrocarbonetos conseguem sobreviver às altas temperaturas da maioria dos planetas extrasolares conhecidos. Isto levou a um debate acerca da existência de estratosferas em exoplanetas.

Usando o Hubble, os investigadores resolveram este debate ao identificarem uma inversão de temperatura na atmosfera de WASP-33b, que tem cerca de quatro vezes e meia a massa de Júpiter. Os membros da equipa também suspeitam que o responsável pela inversão de temperatura na estratosfera de WASP-33b seja o óxido de titânio.

"Estas duas linhas de evidência criam um caso muito convincente para a deteção de uma estratosfera num exoplaneta," afirma Korey Haynes, autora principal do estudo. Haynes foi estudante da Universidade George Mason em Fairfax, Virginia, EUA, e trabalhava com Mandell quando a pesquisa foi realizada.

Os cientistas analisaram observações feitas pelo coautor Draken Deming (Universidade de Maryland em College Park) com o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) do Hubble. O WFC3 consegue capturar um espectro na região do infravermelho próximo onde a assinatura da água aparece. Os cientistas podem usar o espectro para identificar a água e outros gases na atmosfera de um planeta distante e determinar a sua temperatura.

Haynes e colegas usaram as observações do Hubble e dados de estudos anteriores para medir a emissão de água e assim compará-la com a emissão de gases mais profundos na atmosfera. A equipa determinou que a emissão da água era produzida na estratosfera a cerca de 3300º C. O resto da emissão vem de gases mais profundos na atmosfera, a uma temperatura de mais ou menos 1650º C.

A equipa também apresentou a primeira evidência observacional de que a atmosfera de WASP-33b contém óxido de titânio, um de poucos compostos que age como um forte absorvente de radiação visível e ultravioleta e que é capaz de permanecer no estado gasoso numa atmosfera tão quente como esta.

"É fundamental compreender as ligações entre as estratosferas e as composições químicas a fim de estudar os processos atmosféricos dos exoplanetas," afirma Nikku Madhusudhan, da Universidade de Cambridge, Reino Unido. "A nossa descoberta marca um avanço importante nesta direção."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/16_estratosfera_wasp_33b.htm

- Chandra encontra evidências de erupções sucessivas de buraco negro

Composição do grupo de galáxias NGC 5813 no visível e em raios-X.
Crédito: raios-X: NASA/CXC/SAO/S. Randall et al.; ótico: SDSS

Os astrónomos usaram o Observatório de raios-X Chandra da NASA para mostrar que várias erupções de um buraco negro supermassivo, ao longo de 50 milhões de anos, reorganizou a paisagem cósmica no centro de um grupo de galáxias.

Os cientistas descobriram esta história de erupções do buraco negro através do estudo de NGC 5813, um grupo de galáxias a cerca de 105 milhões de anos-luz da Terra. Estas observações do Chandra são as mais longas já obtidas para um grupo de galáxias, com a duração de pouco mais de uma semana. Os dados do Chandra são vistos aqui nesta composição onde os raios-X do Chandra (roxo) foram combinados com dados no visível (vermelho, verde e azul).

Os grupos galácticos são como os seus primos maiores, os enxames galácticos, mas em vez de albergarem centenas ou até mesmo milhares de galáxias como os enxames, os grupos são normalmente compostos por 50 galáxias ou menos. Tal como os enxames de galáxias, os grupos de galáxias estão envolvidos em quantidades gigantescas de gás quente que emite raios-X.

O buraco negro supermassivo em erupção está localizado na galáxia central de NGC 5813. A rotação do buraco negro, juntamente com o gás que espirala na sua direção, pode produzir uma torre vertical e enrolada de campos magnéticos que arremessam uma grande fração do gás para longe da vizinhança do buraco negro sob a forma de jatos altamente energéticos e velozes.

Os investigadores foram capazes de determinar a duração das erupções do buraco negro ao estudar cavidades, ou bolhas gigantes, no gás de NGC 5813 que tem vários milhões de graus. Estas cavidades são esculpidas quando jatos do buraco negro supermassivo geram ondas de choque que empurram o gás para fora e criam enormes buracos.

As últimas observações do Chandra revelam um terceiro par de cavidades, além de outros dois que já tinham sido anteriormente descobertos em NGC 5813, representando três erupções distintas do buraco negro central. Este é número mais alto de pares de cavidades já descoberto num grupo ou num enxame de galáxias. Semelhante à forma como uma bolha de ar de baixa densidade sobe para a superfície da água, as cavidades gigantes em NGC 5813 tornam-se "flutuantes" e afastam-se do buraco negro.

Para melhor compreender a história das erupções do buraco negro, os investigadores estudaram os detalhes dos três pares de cavidades. Descobriram que a quantidade de energia necessária para produzir o par de cavidades mais próximas do buraco negro é inferior à energia produzida necessária para produzir os outros dois pares mais antigos. No entanto, a taxa de produção energética é aproximadamente a mesma para todos os três pares. Isto indica que a erupção associada com o par interior de cavidades está ainda a ocorrer.

Cada um dos três pares de cavidades está associado com uma frente de choque, visível como as arestas nítidas na imagem de raios-X. Estas frentes de choque, parecidas com estrondos sónicos de um avião supersónico, aquecem o gás, impedindo com que a maioria arrefeça e forme um grande número de estrelas novas.

O estudo detalhado das frentes de choque revela que são, na realidade, ligeiramente turvos em vez de nítidos. Isto pode ser provocado pela turbulência no gás quente. Assumindo que este é o caso, os autores descobriram uma velocidade turbulenta - isto é, a velocidade média dos movimentos aleatórios do gás - de aproximadamente 258.000 km/h. Isto é consistente com as previsões dos modelos teóricos e estimativas com base em observações de raios-X do gás quente noutros grupos e enxames.

O artigo que descreve estes resultados foi publicado na edição de 1 junho da revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/12_ngc_5813.htm

- A vista mais detalhada de sempre do Universo distante

A Campanha de Linha de Base Longa do ALMA produziu uma imagem muito detalhada de uma galáxia distante afectada por lente gravitacional, que revela regiões de formação estelar — algo que nunca tinha sido observado antes com este nível de detalhe numa galáxia tão remota. 
As novas observações são muito mais detalhadas do que as obtidas anteriormente para esta galáxia, incluindo as do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e revelam nodos de formação estelar na galáxia equivalentes a versões gigantes da Nebulosa de Orionte.
O painel da esquerda revela a galáxia que se encontra em primeiro plano e que atua como lente gravitacional (observada pelo Hubble), enquanto que a galáxia distante que está a ser afectada pela lente, SDP.81, e que forma um anel de Einstein quase perfeito, praticamente não se vê.
A imagem do meio mostra a imagem muito nítida do ALMA com o anel de Einstein, sendo que a galáxia que atua como lente é invisível para o ALMA. 
A imagem da galáxia distante (à direita), reconstruída com o auxílio de modelos sofisticados de lente gravitacional, revela estruturas detalhadas no interior do anel, que nunca tinham sido observadas anteriormente: várias nuvens de poeira no seio da galáxia, que se pensa serem nuvens moleculares gigantes e frias, o local de nascimento de estrelas e planetas. 
Crédito: ALMA (NRAO/ESO/NAOJ)/Y. Tamura (Universidade de Tóquio)/Mark Swinbank (Universidade de Durham)

A Campanha de Linha de Base Longa do ALMA produziu uma imagem muito detalhada de uma galáxia distante afetada por lente gravitacional. A imagem mostra uma vista ampliada das regiões de formação estelar na galáxia, com um nível de detalhe nunca antes alcançado numa galáxia tão remota. As novas observações são muito mais detalhadas do que as obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA e revelam nodos de formação estelar na galáxia equivalentes a versões gigantes da Nebulosa de Orionte.

A Campanha de Linha de Base Longa do ALMA produziu algumas observações extraordinárias e recolheu informação com um detalhe sem precedentes dos habitantes do Universo próximo e longínquo. Foram feitas observações no final de 2014 no âmbito de uma campanha que pretendeu estudar uma galáxia distante chamada HATLAS J090311.6+003906, também conhecida pelo nome mais simples de SDP.81. A radiação emitida por esta galáxia é "vítima" de um efeito cósmico chamado lente gravitacional. Uma galáxia enorme que se situa entre SDP.81 e o ALMA atua como lente gravitacional, distorcendo a radiação emitida pela galáxia mais distante e criando um exemplo quase perfeito do fenómeno conhecido por Anel de Einstein.

Pelo menos sete grupos de cientistas analisaram de forma independente os dados do ALMA sobre SDP.81. Esta profusão de artigos científicos deu-nos informação sem precedentes sobre esta galáxia, revelando detalhes sobre a sua estrutura, conteúdo, movimento e outras características físicas.

O ALMA funciona como um interferómetro, isto é, a rede múltipla de antenas trabalha em sintonia perfeita recolhendo radiação como se de um único e enorme telescópio virtual se tratasse. Como resultado, estas novas imagens de SDP.81 possuem uma resolução até 6 vezes melhor que as imagens obtidas no infravermelho com o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA.

Os sofisticados modelos dos astrónomos revelam estruturas pormenorizadas, nunca antes vistas no seio de SDP.81, sob a forma de nuvens de poeira que se pensa serem repositórios de gás molecular frio — os locais de nascimento de estrelas e planetas. Estes modelos foram corrigidos da distorção produzida pelo efeito de lente gravitacional.

Como resultado, as observações ALMA são tão nítidas que os investigadores podem ver nodos de formação estelar na galáxia, com um tamanho de até 100 anos-luz, o que equivale a observar versões gigantes da Nebulosa de Orionte a produzir milhares de vezes mais estrelas jovens no lado distante do Universo. Esta é a primeira vez que um tal fenómeno é observado a distâncias tão grandes.

"A imagem reconstruída da galáxia obtida com o ALMA é espetacular," diz Rob Ivison, coautor de dois artigos científicos que descrevem os resultados e Diretor de Ciência do ESO. "A enorme área coletora do ALMA, a grande separação entre as suas antenas e a atmosfera muito estável que existe por cima do deserto do Atacama, levaram a que conseguíssemos obter um detalhe sem precedentes tanto nas imagens como nos espectros, o que significa que temos observações muito sensíveis, assim como informação sobre como é que as diferentes partes da galáxias se movimentam. Podemos estudar galáxias no outro extremo do Universo à medida que se fundem e formam enormes quantidades de estrelas. Isto é o tipo de coisa que me faz levantar cedo da cama!"

Utilizando a informação espectral recolhida pelo ALMA, os astrónomos mediram também como é que a galáxia distante roda e estimaram a sua massa. Os dados mostraram que o gás contido nesta galáxia é instável; nodos de gás estão a colapsar sobre si mesmo, indo muito provavelmente no futuro dar origem a regiões gigantes de formação estelar.

Curiosamente, a modelização do efeito de lente gravitacional indica também a existência de um buraco negro supermassivo no centro da galáxia que atua como lente. A região central de SDP.81 é muito ténue para poder ser detetada, levando à conclusão de que a galáxia em primeiro plano possui um buraco negro supermassivo com mais de 200-300 milhões de vezes a massa do Sol.

O número de artigos científicos publicados usando um único conjunto de dados do ALMA demonstra bem a excitação gerada pelo potencial da alta resolução e poder coletor da rede. Mostra também como é que o ALMA permitirá aos astrónomos fazer mais descobertas nos anos vindouros, levantando ainda mais questões sobre a natureza das galáxias distantes.

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/9_sdp_81.htm

Estrelas exiladas explodem longe de casa

Impressão de artista de uma supernova do Tipo Ia a explodir na região entre galáxias num grande enxame galáctico, uma das quais é visível à esquerda.
Crédito: Dr. Alex H. Parker, NASA e SDSS

Imagens nítidas obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble confirmam que três supernovas descobertas há vários anos atrás explodiram no vazio escuro do espaço intergaláctico, tendo sido arremessadas das suas galáxias-mãe milhões ou milhares de milhões de anos antes.

A maioria das supernovas são descobertas dentro de galáxias que contêm centenas de milhares de milhões de estrelas, uma das quais pode explodir por século e por galáxia.

No entanto, estas supernovas solitárias foram encontradas entre galáxias em três grandes enxames com vários milhares de galáxias cada. As vizinhas mais próximas das estrelas estavam provavelmente a 300 anos-luz de distância, quase 100 vezes mais distantes que o nosso vizinho estelar mais próximo, Proxima Centauri, a 4,24 anos-luz de distância.

Estas supernovas raras e solitárias fornecem uma pista importante para o que existe nos vastos espaços vazios entre as galáxias e podem ajudar os astrónomos a compreender como é que os enxames de galáxias se formaram e evoluíram ao longo da história do Universo.

As estrelas solitárias lembraram à líder do estudo, Melissa Graham da Universidade da Califórnia em Berkeley, pós-doutorada e fã ávida de ficção científica, a estrela fictícia Thrial que, no romance "Against a Dark Background" do autor Iain Banks, está a um milhão de anos-luz de qualquer outra estrela. Um dos seus planetas habitados, Golter, tem um céu noturno quase sem estrelas.

Quaisquer planetas nestas estrelas intraenxame - estrelas velhas e compactas que explodiram em supernovas do Tipo Ia - foram, sem dúvida, destruídos pelas explosões. Mas, tal como Golter, teriam tido um céu noturno quase sem estrelas brilhantes. A densidade de estrelas intraenxame é cerca de um milionésimo do que vemos da Terra.

"Teria sido de facto um fundo bastante escuro," comenta, "povoado apenas pelas ocasionais manchas ténues e difusas dos membros galácticos mais próximos e brilhantes."

Graham e colegas - David Sand da Universidade do Texas em Lubbock, EUA, Dennis Zaritsky da Universidade do Arizona em Tucson e Chris Pritchet da Universidade de Victoria na Columbia Britânica - relataram a sua análise das três estrelas num artigo apresentado no passado dia 5 de junho durante uma conferência sobre supernovas na Universidade Estatal da Carolina do Norte em Raleigh, EUA. O artigo também foi aceite para publicação na revista The Astrophysical Journal.

Enxames de milhares de galáxias

O novo estudo confirma a descoberta, entre 2008 e 2010, de três supernovas aparentemente não pertencentes a nenhuma galáxia pelo estudo MENeaCS (Multi-Epoch Nearby Cluster Survey) do Telescópio do Canadá-França-Hawaii (sigla CFHT, em inglês) em Mauna Kea, Hawaii. O CFHT foi capaz de descartar galáxias fracas como hospedeiras destas supernovas. Mas a câmara ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble é 10 vezes melhor em termos de sensibilidade e resolução. As imagens mostram claramente que as supernovas explodiram no espaço vazio, longe de qualquer galáxia. Portanto, pertencem a uma população de estrelas solitárias que existem na maioria, se não em todos, os enxames de galáxias.

Apesar das estrelas e das supernovas residirem normalmente em galáxias, um estudo recente determinou que as galáxias situadas em enxames gigantescos sofrem forças gravitacionais que afastam cerca de 15% das estrelas. Os enxames têm tanta massa, porém, que as estrelas deslocadas permanecem gravitacionalmente ligadas dentro das regiões escassamente povoadas entre as galáxias.

Uma vez dispersas, estas estrelas solitárias são demasiado fracas para serem observadas individualmente, a não ser que expludam como supernovas. Graham e colegas estão à procura de supernovas brilhantes no espaço entre as galáxias para determinar a população de estrelas invisíveis. Esta informação fornece pistas sobre a formação e evolução de estruturas a grande escala no Universo.

"Nós fornecemos a melhor evidência, até agora, de que as estrelas intraenxame realmente explodem como supernovas do Tipo Ia," acrescenta Graham, "e confirmámos que as supernovas sem galáxia podem ser usadas para rastrear a população de estrelas intraenxame, o que é importante para alargar esta técnica até enxames mais distantes."

Graham e colegas também descobriram que uma quarta explosão estelar, observada pelo CFHT, parece estar dentro de uma região vermelha e redonda que poderá ser uma galáxia pequena ou um enxame globular. Se a supernova fizer realmente parte de um enxame globular, é a primeira vez que uma supernova foi confirmada a explodir dentro destes aglomerados densos com menos de um milhão de estrelas. Todas as quatro supernovas estão em enxames galácticos a menos de mil milhões de anos-luz da Terra.

"Tendo em conta que existem muito menos estrelas em enxames globulares [do que em galáxias], apenas uma pequena fração das supernovas pode ocorrer em enxames globulares," comenta Graham. "Este pode ser o primeiro caso confirmado e poderá indicar que a fração de estrelas que explodem como supernovas é maior tanto em galáxias de pequena massa como em enxames globulares."

Graham realça que a maioria dos modelos teóricos para as supernovas do Tipo Ia envolvem um sistema binário, por isso é provável que as estrelas em explosão fizessem parte de um sistema duplo.

"No entanto, não é nenhuma história de amor," explica. "A companheira ou era uma anã branca com menos massa, que eventualmente chegou muito perto e tragicamente fragmentou-se num anel posteriormente canibalizado pela estrela principal, ou era uma estrela normal a partir da qual a anã branca primária roubou gás das suas camadas exteriores. De qualquer maneira, esta transferência de material fez com que a componente principal se tornasse instável em massa e explodisse como uma supernova do Tipo Ia."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/9_estrelas_exiladas.htm

Hubble descobre que luas de Plutão cambaleiam num caos absoluto

Este conjunto de ilustrações da lua de Plutão, Nix, mostra como a orientação muda imprevisivelmente à medida que orbita o sistema Plutão-Caronte. 
São baseadas numa simulação computacional que calculou o movimento caótico das quatro luas mais pequenas do sistema. 
Os astrónomos usaram esta simulação para tentar compreender as mudanças na luz refletida por Nix à medida que orbita Plutão-Caronte. 
Também descobriram que outra lua de Plutão, Hidra, tem igualmente uma rotação caótica. A forma alongada de ambas as luas contribui para o seu movimento selvagem.
Crédito: NASA, ESA, M. Showalter (Instituto SETI), G. Bacon (STScI)

Se vivêssemos numa das luas de Plutão, teríamos muita dificuldade em determinar quando, ou a partir de que direção, o Sol nascia a cada dia. Uma análise compreensiva de dados do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA mostra que duas das luas de Plutão, Nix e Hidra, oscilam de forma imprevisível.

"O Hubble forneceu uma nova visão de Plutão e das suas luas, revelando uma dança cósmica com um ritmo caótico," afirma John Grunsfeld, administrador associado do Diretorado de Missões Científicas da NASA em Washington. "Quando a sonda New Horizons passar pelo sistema de Plutão em julho, teremos uma hipótese de ver, de perto, como estas luas são."

As luas oscilam porque estão embebidas num campo gravitacional que muda constantemente. Esta mudança é criada pelo sistema planetário e duplo de Plutão/Caronte à medida que rodam um à volta do outro. Plutão e Caronte são chamados de planeta duplo porque partilham um centro de gravidade comum localizado no espaço entre os dois corpos. O seu campo gravitacional variável faz com que as luas menores se movam erraticamente. O efeito é reforçado pela forma mais alongada (como uma bola de râguebi), em vez de esférica, das luas. Os cientistas acreditam que é provável que as outras duas luas de Plutão, Cérbero e Estige, estejam numa situação semelhante.

Estes resultados surpreendentes, descobertos por Mark Showalter do Instituto SETI em Mountain View, Califórnia, EUA e por Doug Hamilton da Universidade de Maryland em College Park, foram publicados na edição de ontem da revista Nature.

"Antes das observações do Hubble, ninguém apreciava a dinâmica complexa do sistema plutoniano," comenta Showalter. "A nossa pesquisa fornece novas e importantes restrições sobre a sequência de eventos que levaram à formação do sistema."

Showalter também descobriu que três das luas de Plutão estão atualmente presas em ressonância, ou seja, existe uma relação precisa para os seus períodos orbitais.

"Se estivéssemos em Nix, veríamos que Estige orbita Plutão duas vezes para cada três órbitas de Hidra," explica Hamilton.

Os dados do Hubble também revelam que a lua Cérbero é tão escura quanto um briquete de carvão, enquanto as outras luas geladas são tão brilhantes quanto a areia. Previu-se que a poeira expelida das luas por impactos de meteoritos revestia todas as luas, dando às suas superfícies um aspeto homogéneo, o que torna a cor de Cérbero muito surpreendente.

A sonda New Horizons da NASA, que passará pelo sistema de Plutão em julho, pode ajudar a resolver a questão da lua preta como asfalto, assim como outras "esquisitices" encontradas pelo Hubble. Estas novas descobertas estão sendo usadas para planear observações científicas durante o "flyby" da New Horizons.

O tumulto no sistema Plutão-Caronte oferece novas informações sobre o modo como os corpos planetários em estrelas duplas se podem comportar. Por exemplo, o observatório espacial Kepler da NASA descobriu vários sistemas planetários em órbita de binários.

"Estamos aprendendo que o caos pode ser um traço comum dos sistemas binários," observa Hamilton. "Pode até ter consequências para a vida em planetas, caso exista nesses sistemas."

As pistas deste tumulto em Plutão surgiram quando os astrónomos mediram variações na luz refletida por Nix e por Hidra. Ao analisarem imagens de Plutão, obtidas entre 2005 e 2012, os cientistas compararam as mudanças imprevisíveis no brilho das luas com modelos de corpos giratórios em campos gravitacionais complexos.

Pensa-se que as luas de Plutão tenham sido formadas por uma colisão entre o planeta anão e um corpo de tamanho similar no início da história do nosso Sistema Solar. A colisão expeliu material que se consolidou na família de luas observadas atualmente em torno de Plutão. O seu companheiro binário, Caronte, tem quase metade do tamanho de Plutão e foi descoberto em 1978. O Hubble descobriu Nix e Hidra em 2005, Cérbero em 2011 e Estige em 2012. Estas pequenas luas, que medem apenas algumas dezenas de quilómetros em diâmetro, foram encontradas durante uma busca do Hubble por objetos que podiam representar um perigo para a sonda New Horizons ao passar pelo planeta anão em julho deste ano.

Os investigadores dizem que uma combinação de dados de monitorização do Hubble com o olhar breve, mas de perto, da New Horizons, juntamente com futuras observações pelo Telescópio Espacial James Webb, vão ajudar a resolver muitos dos mistérios do sistema de Plutão. Até agora, nenhum telescópio terrestre foi capaz de detetar as luas mais pequenas.

"Plutão vai continuar a surpreender-nos quando a New Horizons passar por lá em julho," comenta Showalter. "O nosso trabalho com o Telescópio Hubble dá-nos apenas uma amostra do que está por vir."

Fonte: http://www.ccvalg.pt/astronomia/noticias/2015/06/5_luas_plutao.htm

Espectáculo astral ! Conjunção planetária é destaque no céu nocturno

Quem olhar para o horizonte nesta e nas próximas noites após o pôr do sol vai reparar em duas estrelas bem próximas uma da outra. Na realidade não são estrelas, mas os planetas Vênus e Júpiter que estão quase se tocando.
Conuncao entre Venus e Jupiter
Muita gente já viu os dois pontinhos luminosos, mas quem olhou com um pouco mais de atenção pode reparar que dia após dia eles estão mais próximos um do outro. E isso é verdade.

No próximo dia 30 de junho, Vênus e Júpiter entrarão em conjunção, um termo astronômico que significa a máxima aproximação visual entre dois objetos. Em outras palavras, vistos da Terra, Vênus e Júpiter estarão quase "colados" entre si.

Naturalmente, isso é apenas uma ilusão de ótica e não há qualquer possibilidade de choque entre eles. Enquanto Vênus está a cerca de 80 milhões de km de distância da Terra, Júpiter está 10 vezes mais longe, a 898 milhões de km.

O que cria a ilusão de proximidade é a posição atual dos dois planetas dentro de suas orbitas, que faz com que do ponto de vista de quem está na Terra, ambos pareçam próximos entre si, como mostra o diagrama acima.

Vendo o espetáculo

Para ver os dois astros juntos é só olhar para o quadrante oeste depois que o Sol se pôr. Vênus estará altamente reluzente e será facilmente reconhecido. Júpiter estará logo acima à direita. Embora o ápice do evento seja dia 30 de junho, os dois planetas já podem ser vistos facilmente e cada vez mais juntos.

Fotografe a Conjunção

Para fotografar a conjunção aconselhamos o uso de um tripé ou algum suporte bastante firme para evitar fotos tremidas. Se a câmera tiver o modo "noturno", utilize-o. O ideal é que a máquina seja capaz de fotografar em modo "Manual", aumentando o tempo de exposição e diminuindo a abertura do diafragma. De resto, é só curtir o pôr do Sol e em seguida ficar na boa companhia de Vênus e Júpiter.

Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=Show_dos_astros!_Conjuncao_planetaria_e_o_destaque_do_ceu_noturno&posic=dat_20150626-104308.inc

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Caribe entra na estação seca com reservas de água mínimas

O Caribe entra na estação seca com reservas de água abaixo do mínimo

A pior seca dos últimos cinco anos está devastando o Caribe, desde Porto Rico até Cuba. Enquanto os cultivos estão sendo gravemente afetadas e reservatórios secos, os meteorologistas preveem que a situação pode piorar nos próximos meses.

A seca foi causada pelo El Niño, um fenômeno climático ligado ao aquecimento das águas tropicais do Oceano Pacífico que afeta o clima global.

De acordo com os climatologistas do Instituto Caribenho de Meteorologia e Hidrologia, a situação pode piorar nos próximos meses se a temporada de furacões, que termina em novembro, esta mais silenciosa do que o normal, relata o jornal Clarín.

Isto significa que a chuva não é suficiente para encher as barragens como Carraizo e La Plata (Puerto Rico) ou o Rio de la Plata, na ilha de Naranjito. A este respeito, um climatologista do instituto, Cedric Van Meerbeeck, acredita que "a região entra na estação seca com os reservatórios de água em frangalhos".

As perdas causadas pela seca são enormes. De acordo com o cientista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola do Caribe (Trinidad e Tobago) Norman Gibson, os agricultores do Caribe perderam mais de um milhão de dólares pela fraca colheita e problemas quando se trata de criação de gado.

Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/caribe-entra-na-estacao-seca-com-reservas-de-agua-minimas.html

Entenda porque qualquer pessoa nascida hoje poderá vir a presenciar o fim do mundo

O microbiologista australiano Frank Fenner assustou o mundo ao fazer uma afirmação séria pesada há algum tempo: daqui a 100 anos não existirá mais vida humana no nosso planeta. A justificativa é relativamente simples: estamos criando um mundo inabitável.
Fenner, cujo trabalho é reconhecido desde sua luta nos anos de 1970 para erradicar a varíola, é nada otimista com relação ao fim do mundo. Segundo ele, há três fatores que estão nos levando para a extinção humana: superpopulação, falta de recursos naturais e mudanças climáticas.
Ainda que a previsão do cientista não seja considerada realmente precisa, há alguns anos ele nos alerta para determinadas questões que precisam ser repensadas urgentemente, como o esforço mínimo e insuficiente que fazemos para diminuir a quantidade monstruosa de substâncias poluentes que enviamos a todo o momento para a atmosfera.
Auerbach, que escreve para a agência Reuters, acredita que está mais do que na hora de mudarmos nossNo final das contas, Fenner acredita que não há meios de reduzir os danos que já causamos até agora. Diminuir o número de poluição parece ser apenas a parte mais fácil do trabalho que seria capaz de mudar o rumo da coisa. A parte mais difícil dessa missão seria desenvolver meios tecnológicos de reverter esse processo apocalíptico, que já começou há muito tempo.
Em 2007, Sir David King, conselheiro científico do governo britânico, disse: “Evitar mudanças climáticas perigosas é impossível – mudanças climáticas perigosas já estão aqui. A pergunta é: nós podemos evitar mudanças climáticas catastróficas?”.
Seguindo o raciocínio de Fenner, podemos concluir, a partir da declaração de King, que ou tudo isso é alarmismo ou, pior, estamos em um cenário que simplesmente não tem como ser mudado. O colunista David as fontes de energia, além de diminuirmos de fato a quantidade de emissão poluente.
Atualmente, o objetivo é não deixar que a temperatura global suba mais de 2 ºC. Em 2100 a previsão é de que esse aumento seja de 5 ºC, que já é o suficiente para provocar inundações, fome, seca, aumento do nível do mar e extinção em massa. Além do mais, esse aumento da temperatura nos deixaria próximos dos 6 ºC, que é ponto capaz de deixar nosso planeta inabitado, destruindo a maioria das espécies.
Ainda que os EUA, a União Europeia e a China tenham se comprometido com as Nações Unidas a diminuir a emissão de dióxido de carbono, o esforço não é suficiente. Auerbach usou o raciocínio do jornalista Bill McKibben para avaliar o assunto: atualmente a temperatura média do planeta já subiu 0,8 ºC e, mesmo que a emissão de dióxido de carbono fosse completamente interrompida agora, a temperatura média da Terra subiria mais 0,8 ºC.
Isso aconteceria porque ainda haveria muito dióxido de carbono na atmosfera. Fazendo uma conta simples de matemática, percebemos que temos apenas 0,4 ºC até chegarmos ao aumento limite de temperatura, o que, em tempo, nos dá mais ou menos30 anos. Ou seja: daqui a três décadas a situação tende a estar realmente muito feia.
Com esses dados, que são reais, fica infelizmente fácil entender a afirmação de Fenner de que uma criança nascida hoje pode viver para ver o fim da humanidade. E o que se sabe sobre o assunto é que todo o esforço para desacelerar esse processo ainda é mínimo.
Neste ano, em novembro, haverá uma conferência na França, que deve discutir justamente essas questões climáticas. A esperança é a de que alguma solução tecnológica surja e possa nos dar a chance de ganhar mais tempo para pensar em alguma estratégia que não apenas reduza a emissão de dióxido de carbono como nos dê outros meios de viver sem destruir nossa própria casa. Infelizmente, chegamos a esse ponto.

Fonte: http://portugalmisterioso.blogspot.pt/

Cinco antigos artefactos que continuam a intrigar os cientistas

Com o grande desenvolvimento da tecnologia e a criação de ferramentas como o Google Maps, por exemplo, muita gente acha que não há muitos segredos que ainda possam ser descobertos pelo homem. No entanto, alguns objetos realmente antigos ainda são misteriosos o suficiente para deixar os cientistas confusos.
Na lista abaixo, você vai poder conferir uma série de descobertas e criações variadas que foram investigadas por diversos estudiosos. Contudo, eles não conseguiram obter respostas sobre a procedência desses objetos e, em alguns casos, nem mesmo qual a utilidade deles. Você está preparado? Então, continue lendo.

1. As esferas cheias de segredo


Algumas décadas atrás, um grupo de mineradores da América do Sul encontrou duas esferas no meio das suas escavações. Uma delas é feita de metal e conta com marcações que indicam o equador e linhas paralelas a ela. A outra é do mesmo formato e com as mesmas características, mas feita de uma substância esponjosa.
De acordo com a análise de cientistas, esses dois objetos têm 2,8 bilhões de anos, o que é uma marca realmente impressionante. Por conta da antiguidade dessas esferas, os estudiosos não conseguem saber quem as fez, nem o método usado para isso ou a utilidade que elas teriam.

2. Tecnologia perdida


Em 1900, um mecanismo feito de bronze foi retirado do mar, perto de uma ilha grega chamada de Anticítera. Em um primeiro momento, os estudiosos não identificaram nada de estranho, pois acharam que o objeto se tratava de um astrolábio, que era um instrumento utilizado por especialistas em Astronomia no século I.
Contudo, uma observação mais detalhada constatou que esse mecanismo continha uma composição complexa de engrenagens, coisa que só deveria vir a existir em 1575. Apesar dos estudos, não foi possível constatar quem fez algo tão desenvolvido quase 2 mil anos atrás, nem como a tecnologia foi perdida ou a finalidade do objeto.

3. Viagem no tempo?


Em 1961, um casal estava caçando em uma montanha na Califórnia, até que eles encontraram uma geode — formação mineral de segunda classe, que eles poderiam vender por um bom preço. Quando chegaram em casa, os dois decidiram abrir a pedra, já que ela é brilhante por dentro.
Por conta disso, eles acharam uma peça de cerâmica bastante estranha. Depois de estudos, constatou-se que o objeto era uma vela de ignição datada de 1920. No entanto, para estar dentro de uma geode, seria necessário que a peça tivesse cerca de 500 mil anos, o que sugere uma possível viagem no tempo. No entanto, essa descoberta sumiu e mais nada foi descoberto.

4. Várias esferas perfeitas


Na década de 1930, alguns homens, que estavam limpando um terreno para plantações de banana na Costa Rica, acharam dezenas de esferas de pedra perfeitas. Havia uma variedade enorme de tamanho, sendo que algumas eram do tamanho de bolas de tênis até outras chegavam a pesar incríveis 16 toneladas.
Essas esferas foram claramente torneadas por trabalho humano, mas não se sabe quem as fez, o motivo por trás dessa iniciativa e nem mesmo o método utilizado para conseguir criar esferas tão perfeitas. E aí, você tem algum palpite?

5. Civilização antiga


Na década de 1990, alguns mineradores russos estavam atrás de ouro, mas eles acabaram achando uma quantidade grande de objetos de metais manufaturados, como os que você pode conferir na imagem acima. A princípio, não é nada de chamativo, já que você pode achar molas em praticamente qualquer lugar.
Contudo, cientistas constaram que esses objetos têm cerca de 100 mil anos — ou seja, bem antes das sociedades conhecidas começarem a trabalhar com o metal. Por conta disso, os estudiosos não sabem como eles foram feitos ou por quem, possibilitando a teoria de que uma civilização avançada e bem antiga tenha se perdido pela história.
....É lógico que o mundo ainda esconde mais segredos, mas não seria possível colocar todos somente em uma lista. Por conta disso, se você tiver uma teoria para alguma dessas descobertas ou saiba de outros mistérios, não economize nos comentários!

Fonte: http://portugalmisterioso.blogspot.pt/

Imagens raras de aurora boreal nos Estados Unidos surpreendem cientistas

Uma rara exibição da aurora boreal causou surpresa e um belo espetáculo perto da cidade de Minneapolis, nos Estados Unidos.

Poucas vezes as luzes são vistas em uma região tão ao sul.

A aurora boreal - fenômeno também conhecido como 'luzes do norte' - é decorrente da interação entre partículas solares carregadas de eletricidade e a atmosfera terrestre.

As imagens foram gravadas por Steve Baranski, membro da Sociedade Astronômica de Minnesota.

Fonte: http://www.ultimosacontecimentos.com.br/grandes-sinais-do-ceu1400518699/imagens-raras-de-aurora-boreal-nos-eua-surpreendem-cientistas.html

Sinal a 22 anos-luz de distância poderá ser oriundo de um planeta semelhante à Terra

Um sinal espaço misterioso uma vez emitido poderia realmente ser um sinal de um planeta semelhante à Terra 22 anos-luz de distância.
O 581d planeta Gliese tem condições que poderiam sustentar a vida, e é provável que seja um mundo rochoso, duas vezes o tamanho da Terra. (Veja o vídeo abaixo)
Agora, um novo estudo afirma que a pesquisa de 2014 foi baseada em "análises inadequadas de dados 'e que Gliese 581d existe.
O estudo, realizado por Queen Mary University, Londres e da Universidade de Hertfordshire, afirma a usar um modelo mais preciso sobre os dados existentes.
"A existência (ou não) de GJ 581d é significativo porque foi o primeiro planeta semelhante à Terra descoberto no 'Goldilocks' zona em torno de outra estrela e é um caso de referência para a técnica Doppler ", disse o autor principal, o Dr. Guillem Anglada-Escudé.
Controvérsia em torno de :Gliese 581d Será realmente um Planeta ?

O planeta foi inicialmente descoberto em 2010. Foi o primeiro planeta semelhante à Terra encontrado no 'Goldilocks' zona em torno de outra estrela.
Mas logo após a descoberta, um grupo de cientistas disse que os sinais que se pensa ser de um planeta eram de fato simplesmente rajadas magnéticas de estrelas.
O mais recente estudo afirma que a pesquisa explosões estelares foi baseado em análises inadequadas de 'dados'.
Eles disseram que o método é adequado para grandes planetas, mas a técnica é incapaz de encontrar pequenos planetas como GJ 581d.
No ano passado, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, disse 581d Gliese - e seu companheiro de Gliese 581g - eram simplesmente um truque da luz causada por rajadas magnéticos de uma estrela local 22 anos-luz de distância.
A nova britânica de pesquisa, no entanto, argumenta que o método utilizado pela Pennsylvania equipe foi adequado apenas para grandes planetas, e que poderia faltar pequenos como GJ 581d.


Fonte: http://ufosonline.blogspot.pt/

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Testado com sucesso motor que torna possível viagem à Lua em 4 horas

startreckDe acordo com notícia publicada no dia 18 passado, no site br.noticias.yahoo.com, a agência espacial dos EUA (NASA) testou com sucesso um novo propulsor que permitirá a ida até a Lua em somente 4 horas, ou seja, o mesmo tempo que demoraria para você ir de São Paulo até Manaus de avião.

No início de maio, o site Ovni Hoje  noticiou que este novo motor, denominado de EM Drive, já havia sido testado com sucesso.

Na época, a questão foi levantada em vários sites científicos quanto a veracidade dos testes, pois muitos cientistas disseram que este motor seria o equivalente a montar um ventilador num barco a vela e esperar que o barco se movimentasse pela força do vento soprado pelo próprio ventilador. 

Mas, como pode ser visto no site www.nasaspaceflight.com, a NASA realmente está trabalhando com esta tecnologia e os primeiros testes obtiveram sucesso. O artigo lá publicado começa assim:

Um grupo no Centro Espacial Johnson da NASA testou com sucesso um motor de propulsão eletromagnética (EM) no vácuo – um enorme avanço para um esforço internacional de vários anos, abrangendo a competição de várias equipes. As mensurações do empuxo do EM Drive desafiam as expectativas da física clássica de que tal cavidade fechada (micro-ondas) seja inútil para a propulsão espacial, devido à lei de conservação do momento.

Com pode ser visto, esta nova tecnologia está quebrando um enorme paradigma na comunidade científica mundial. 

Que este tipo de quebra de paradigma ocorra todos os dias, pois a verdadeira mente científica deve desafiar até mesmo os conceitos mais clássicos da ciência para que novos avanços aconteçam.

Fonte: http://ovnihoje.com/2015/06/21/motor-que-torna-possivel-viagem-ate-a-lua-em-4-horas-e-testado-com-sucesso/

Europa lança satélite mais avançado para observação de cores na Terra

A Europa lançou, na segunda-feira, um satélite que dará ao seu projecto multimilionário de observação - baptizado Terra de Copérnico - uma «visão em cores», entregando valiosas imagens que podem ajudar a prever colheitas e a responder a crises humanitárias.

O satélite Sentinel-2a, o segundo de uma rede planeada com sete desses aparelhos, foi lançado a bordo do foguete Vega a partir da base espacial europeia na Guiana Francesa.

Da sua trajetória orbital, a 786 quilómetros de Terra, o satélite vai recolher dados ambientais a fim de ajudar tomadores de decisões a elaborarem legislações e a responderem a emergências, tais como desastres naturais.

O projecto Copérnico, para o qual a União Europeia e a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) comprometeram financiamento de cerca de 8,4 mil milhões de euros até 2020, é descrito pela ESA como o mais ambicioso programa de observação da Terra até agora.

A ESA lançou o primeiro dos satélites Sentinel-1a em Abril de 2014. Este leva equipamento de radar que pode monitorizar gelo marítimo, fugas de petróleo e utilização da terra, até mesmo quando o céu estiver nublado.

O Sentinel-2a, que vai operar em conjunto com outro satélite a ser lançado no fim de 2016, possui equipamento de imagens de alta tecnologia que pode captar uma gama de cores mais ampla do que outros satélites de observação da Terra, tais como o francês Spot 5 ou o norte-americano Landsat.

Fonte: http://novosinsolitos.blogspot.pt/

Cientistas descobrem um oceano à 644 quilómetros abaixo da superfície da Terra

Depois de discutir e teorizar por décadas, os cientistas relatam que eles finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra de um tamanho que poderia encher três vezes os oceanos que conhecemos.

Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície do planeta vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, mudando a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui milhões anos de anos atras.

Cada vez mais, os cientistas estão aprendendo sobre a composição do nosso planeta a compreensão que os eventos relacionados à mudança do clima, as condições meteorológicas e do mar estão intimamente relacionados com atividade tectônica que vibra continuamente sob nossos pés.

Este estudo foi conduzido por pesquisadores e cientistas geofísicos nos Estados Unidos e Canadá, que usou dados do USArray. O USArray é uma coleção de centenas de sismógrafos situados nos Estados Unidos movimentos registados permanentemente manto terrestre e núcleo.

Assim, os pesquisadores acreditam que a água na Terra pode ter vindo do interior do planeta que está sendo “empurrado” para a superfície por meio de atividade geológica.

A revista Nature publicou um artigo dizendo que os investigadores encontraram um pequeno diamante que aponta para a existência de um grande tanque de água sob o manto da Terra, cerca de 600 quilômetros de profundidade.

O principal autor deste estudo, Graham Pearson, um membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “uma razão pela qual a Terra é um planeta dinâmico, é a presença de água no interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona. “

Depois de inúmeros estudos e cálculos complexos para testar suas teorias, os pesquisadores acreditam ter encontrado uma piscina gigante de água em uma zona de transição entre as camadas superior e inferior do manto, uma região que está em algum lugar entre 400 e 660 km. abaixo da superfície da terra.



Fonte: http://ufosonline.blogspot.pt/

Dia do Asteroide em 30 de Junho

Este ano foi estabelecido o Dia Asteroide.

O dia foi escolhido porque o dia 30 de junho é o aniversário do evento de Tunguska, na Sibéria, o maior evento natural explosivo registrado na história recente na vizinhança da Terra. Era 1908, quando um asteroide ou um meteoro explodiu a uma altitude de 5-10 km acima da superfície da Terra. As consequências foram impacto devastador: 80 milhões de árvores cortadas e uma onda de choque que tocou 5 na escala de Richter.
Muitas pessoas em nosso planeta têm medo de meteoritos, asteroides e outros objetos que poderiam precipitar um dia na Terra. Pense sobre este fato: são 40 mil toneladas de material cósmico que a cada ano "chovem" em nosso planeta. É fragmentos (pequenos ou grandes) de cometas e meteoritos, mas na maioria dos casos, é poeira cósmica. Não se esqueça o meteoro caído Cheliabynsk IL13 na Rússia em fevereiro de 2013. Um espaço de corpo de cerca de 20 toneladas se desintegrou na atmosfera antes de cair no lago Chebarkul. Ficaram cerca de 1500 pessoas feridas e cerca de 2.000 edifícios danificados pela onda de choque causada pelo impacto do meteoro.


Fonte: http://ufosonline.blogspot.pt/

terça-feira, 23 de junho de 2015

Estudo confirma que rotação do núcleo da Terra não é constante

Através de um novo método, pesquisadores australianos confirmaram que a velocidade de rotação do núcleo da Terra é bastante irregular, com acelerações repentinas registradas em intervalos de tempo pequenos e em dessincronia com as camadas externas.
De acordo com o trabalho publicado, entre os anos de 1970 e 1990 o núcleo girou mais rapidamente até desacelerar na década de 1980.

"Esta é a primeira evidência experimental sobre as diferentes velocidades do núcleo em relação ao manto", disse o autor do estudo Hrvoje Tkalcic, ligado à Universidade Nacional Australiana. Segundo o cientista, a aceleração mais notável provavelmente ocorreu nos últimos anos, mas serão precisas mais observações para confirmar essa hipótese.

Em 1692, o astrônomo Edmund Halley (descobridor do cometa Halley) já havia levantado a possibilidade de que as camadas externas da Terra giravam em velocidades diferentes, mas somente com os avanços da sismologia a partir do início do século 20 é que os primeiros estudos sobre o núcleo do planeta começaram a ser feitos.

Velocidade Inconstante

Em 2011, um trabalho realizado por geofísicos da Universidade de Cambridge e publicado no periódico Nature mostrou que o núcleo da Terra girava mais devagar do que se pensava e que essa variação fazia a posição angular do núcleo atrasar um grau a cada milhão de anos. Com o novo estudo, fica evidente que essa diminuição na rotação verificada pelo grupo de Cambridge não é constante e que a velocidade pode sofrer acelerações.

Para o estudo, os pesquisadores australianos utilizaram um método diferente do trabalho anterior (baseado em ondas sísmicas) e realizaram um levantamento estatístico dos registros de terremotos duplos ocorridos nos últimos 50 anos. Esses tremores, segundo a metodologia empregada são terremotos duplos de magnitude quase idêntica que podem ser registrados em um período que varia entre duas semanas a 40 anos, mas que se diferenciam das réplicas.

Segundo Tkalcic, foi interessante constatar que esses tremores duplos se assemelham com uma diferença de 10, 20 ou 30 anos. Para o pesquisador, cada par de tremores tem uma leve diferença que - segundo ele - está ligada à velocidade de rotação do núcleo. "Foi com base nessa diferença que pudemos reconstruir a história de como o núcleo girou nos últimos 50 anos".

Tkalcic não especula sobre a possibilidade desse novo método poder ajudar na previsão dos terremotos, mas diz acreditar que poderá colaborar no entendimento de como o núcleo gera o complexo campo magnético da Terra.

Fonte: http://www.apolo11.com/cietec.php?posic=dat_20130516-102735.inc

Novas imagens da New Horizons revelam detalhes da face de Plutão

À medida que a sonda interplanetária New Horizons se aproxima do planeta-anão Plutão, novos detalhes da superfície começam a ser revelados, como um suposto trio de crateras que à longa distância se assemelha a um rosto humano.
A nova imagem foi captada pelo instrumento LORRI (Long-Range Reconnaissance Imager), um dos sete experimentos a bordo da New Horizons e mostra um trio de áreas escurecidas que podem ser indícios de uma paisagem craterada. Além disso, a nova cena também mostra que a superfície de Plutão pode não ser tão lisa, mas ser formada por áreas bastante irregulares, repletas de relevos.

Neste momento, a sonda está a 25 milhões de km de Plutão e a 4.74 bilhões de km da Terra, uma distância tão grande que os sinais enviados pela sonda levam 04h30 minutos para chegar até as antenas da Rede do Espaço Profundo, localizadas na Austrália, África do Sul e Argentina.

Ainda é cedo para afirmar se as feições escuras observadas pelo instrumento LORRI são de fato crateras. A nave ainda tem muito chão pela frente até atingir a maior aproximação com o planeta-anão, em 14 de julho.

O encontro será muito rápido, já que a nave não entrará na orbita de Plutão. No entanto, a quantidade de dados coletados será suficiente para décadas de estudos e novas descobertas. Até lá, novas imagens serão captadas e cada vez com maior riqueza de detalhes.

Fonte: http://www.apolo11.com/spacenews.php?titulo=New_Horizons_novas_imagens_revelam_detalhes_da_cara_de_Plutao&posic=dat_20150622-110458.inc

Forte terremoto sacode sul da Dorsal meso-atlântica

Dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN) mostram um violento terremoto de 7.0 pontos de magnitude ocorrido ao sul da dorsal meso-atlântica as 09h51 pelo horário de Brasília (17/06/2015). 

O poderoso tremor teve seu epicentro estimado a 10 km de profundidade, sob as coordenadas 35.36S e 17.39W. O mapa abaixo mostra a localização do epicentro.
Considerando a magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu o evento, este tremor tem potencial suficiente para causar pesados danos e vítimas fatais caso tenha ocorrido abaixo de locais populosos.

Um terremoto de 7.0 pontos de magnitude libera a mesma energia que 24 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 474330 toneladas de TNT.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Forte_terremoto_sacode_sul_da_Dorsal_meso-atlantica&posic=dat_20150617-110018.inc

Forte terremoto atinge Chile, a 76 km de Talcahuano

De acordo com dados recebidos da Rede Sismográfica Global (Iris-GSN), um terremoto de 6.4 magnitudes foi registrado no Chile, 76 km a noroeste de Talcahuano, as 23h10, pelo horário brasileiro (19/06/2015). O forte tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, abaixo das coordenadas 36.32S e 73.81W, indicadas pelo mapa abaixo. Ainda não há informações sobre vítimas.
Devido a forte magnitude e a baixa profundidade em que ocorreu, este tremor tem potencial significativo de destruição e pode causar sérios danos em construções e até vítimas fatais caso tenha ocorrido próximo a locais populosos.

Um terremoto de 6.4 pontos de magnitude libera a mesma energia que 3 bombas atômicas similares a que destruiu Hiroshima em 1945, ou a explosão de 59715 toneladas de TNT.

Fonte: http://www.apolo11.com/terremotos_globais.php?titulo=Forte_terremoto_atinge_Chile_a_76_km_de_Talcahuano&posic=dat_20150619-234016.inc

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