segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Interferências misteriosas nos polos da Terra estão a ser investigadas

Interferências misteriosas nos polos da Terra estão sendo investigadas
Vento solar fluindo em torno da magnetosfera da Terra, canalizado nos pólos. Crédito: NASA

Algo incomum está interferindo com a tecnologia nos pólos da Terra e os cientistas agora estão determinados a descobrir o que está por trás desse fenômeno misterioso.

Por que os dispositivos que usam conexões de rádio ou satélite estão funcionando mal acima dos pólos norte e sul?

A NASA quer lançar três missões para investigar a cúspide polar norte, um funil no espaço que pode dar uma pista para explicar o fenômeno estranho.

As três missões fazem parte da Grand Challenge Initiative – Cusp, uma série de nove missões de foguetes que exploram a cúspide polar.

A cada segundo, 1,5 milhão de toneladas de material solar são lançados do Sol para o espaço, viajando a centenas de quilômetros por segundo. Conhecido como vento solar, esse fluxo incessante de plasma ou gás eletrificado atinge a Terra há mais de 4 bilhões de anos. Graças ao campo magnético do nosso planeta, ele é desviado para longe. Mas vá para o norte, e você encontrará a exceção.

Mark Conde, físico espacial da Universidade do Alasca, em Fairbanks, disse:

A maior parte da Terra está protegida do vento solar. Porém, bem perto dos pólos, no setor do meio-dia, nosso campo magnético se torna um funil onde o vento solar pode chegar até a atmosfera.
Seriam as cúspides polares ou algo mais os responsáveis pelo fenômeno?

Esses funis, conhecidos como cúspides polares, podem causar alguns problemas. O influxo de vento solar perturba a atmosfera, interrompendo satélites e sinais de rádio e GPS.

A cúspide polar do norte também apresenta uma atmosfera densa, e isso pode ser um problema real para nossa espaçonave.

Conde, o principal investigador da missão Cusp Region Experiment-2, ou CREX-2, informou:

Uma pequena massa extra a 320 quilômetros de distância pode parecer um grande problema. Mas a mudança de pressão associada a esse aumento da densidade de massa, se ocorresse no nível do solo, causaria um furacão contínuo mais forte do que qualquer coisa vista nos registros meteorológicos.

Essa massa adicional cria problemas para as naves que voam através dela, como os muitos satélites que seguem uma órbita polar. Passar pela densa região pode agitar suas trajetórias, tornando mais arriscados os encontros próximos com outras naves espaciais ou detritos orbitais.

Uma pequena mudança de algumas centenas de metros pode fazer a diferença entre ter que fazer uma manobra evasiva ou não.

O físico espacial norueguês Jøran Moen, que lidera a Cusp Irregularities-5, pretendia medir a turbulência e distingui-la das ondas elétricas.

Ele disse:

A turbulência é uma das questões ainda mais difíceis da física clássica. Nós realmente não sabemos o que é, porque ainda não temos medições diretas

Moen compara a turbulência aos turbilhões que se formam quando os rios correm ao redor das rochas. Quando a atmosfera fica turbulenta, os sinais de GPS e comunicação que passam por ela podem ficar distorcidos, enviando sinais não confiáveis ​​aos aviões e navios que dependem deles.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/12/01/interferencias-misteriosas-nos-polos-da-terra-estao-sendo-investigadas/

Entra em operação primeiro radiotelescópio no lado afastado da Lua

Modelo de expansão do big Bang. A Era das Trevas pode ser vista logo após o momento zero da expansão.
Modelo de expansão do big Bang. A Era das Trevas pode ser vista logo após o momento zero da expansão.

Pela primeira vez na história, os cientistas estão recebendo dados astronômicos coletados a partir do lado oculto da Lua, um local próximo, mas protegido contras as interferências eletromagnéticas produzidas na Terra. O objetivo será estudar as emissões produzidas há bilhões de anos, no início da história da Universo.

O novo radio-observatório está situado no espaço, a bordo do satélite retransmissor Queqiao. O artefato foi utilizado pela agência espacial chinesa para enviar à Terra os dados da missão Chang’e-4, que pousou no lado afastado da Lua em 3 de janeiro de 2019.

Com o fim da missão Chang’e-4, o satélite passou a retransmitir os dados do experimento sino-holandês NCLE (Netherlands-China Low Frequency Explorer), um arranjo de três antenas monopolo de cinco metros de comprimento instaladas no corpo do satélite, capaz de receber sinais no comprimento de onda de 21 centímetros, que corresponde às emissões originadas no período conhecido como "Era das Trevas, no início da história cósmica do Universo.

Era das trevas Pós Big Bang

A Era das Trevas durou entre 377 mil e 1 milhão de anos após o momento zero do Big Bang e de acordo com o conhecimento atual, antecedeu a formação das primeiras estrelas do Universo. Naquela ocasião, não havia fontes de luz e os únicos fótons (radiação eletromagnética) existentes no universo primitivo era aqueles liberados nos primórdios do Big Bang, hoje chamados de fundo cósmico de micro-ondas, além de emissões de rádio no comprimento de 21 cm, emitidas pelos átomos de hidrogênio.
Localização da orbita do satélite Queqiao, um local privilegiado situado atrás do corpo lunar, que age como bloqueio contra as emissões provenientes do Sol e da Terra.
Localização da orbita do satélite Queqiao, um local privilegiado situado atrás do corpo lunar, que age como bloqueio contra as emissões provenientes do Sol e da Terra.

A Lua é um Escudo

Uma das principais vantagens em operar um radiotelescópio na orbita da face oculta da Lua é a de justamente usar o corpo da Lua como escudo protetor das ondas eletromagnéticas geradas na Terra. A Lua age como um bloqueador eletromagnético que impede que as emissões mascarem os tênues sinais, o que permite um aumento substancial da sensibilidade de recepção. Além disso, a Lua também bloqueia as emissões no comprimento de onda de 21 cm provenientes do Sol, que poderiam ofuscar a radiação de fundo que o satélite irá estudar.

Fonte: https://www.apolo11.com/noticias.php?t=Entra_em_operacao_primeiro_radiotelescopio_no_lado_afastado_da_Lua&id=20191202-112828

ESA - Missão Hera estudará o desvio de asteroides do impacto com a Terra !

A missão Hera testará se a deflexão pode salvar a humanidade de um asteroide nocivo. Durante a missão de 320 milhões de dólares, a ESA e a NASA enviarão um par de naves espaciais para um sistema de asteroide duplo chamado Didymos.
A NASA primeiro colidirá a sua sonda DART no asteroide menor (Didymoon) a uma velocidade de cerca de 21 mil km/h. Este evento será registado por um cubesat italiano chamado LICIACube. Posteriormente, chegará a missão Hera, para mapear a cratera de impacto e medir a massa do asteroide.
Esta nave Hera carregará dois CubeSats que podem voar extremamente perto da superfície do asteroide antes de pousar. As naves espaciais, do tamanho de uma mala, irão agir como drones, captando dados vitais sobre a cratera de impacto e fornecendo dados aos cientistas, incluindo a massa do asteroide que os ajudará a deduzir a sua composição.
O objetivo, segundo a ESA, é “transformar a deflexão de asteroides numa técnica de defesa planetária bem conhecida”.
 

NASA e ESA juntas para criar escudo defletor

 

Como Didymoon orbita o seu companheiro maior (como uma espécie de satélite natural), os cientistas devem poder medir o efeito do DART na sua trajetória, mesmo que seja muito pequeno. O asteroide menor é do tamanho do Coliseu em Roma, portanto poderia destruir uma cidade inteira se colidisse com a Terra.
 

Nunca o homem desviou um asteroide

 

Apesar de tudo bem delineado, trata-se de uma missão bastante complicada. Isto porque os asteroides ainda são relativamente pequenos e nenhuma nave espacial já voou para estes minúsculos corpos espaciais antes.
Embora uma colisão de asteroides seja um evento bastante improvável, na verdade, é evitável, ao contrário de um terramoto ou explosão vulcânica.
Nós realmente precisamos seguir cuidadosamente [cerca de 2.000 objetos próximos à Terra] para não participar da coleção de dinossauros maravilhosos aqui em Berlim.
Referiu Holger Sierks, pesquisador do Instituto Max Planck, ao Space.com no início deste mês.
Asteroides exigem medidas desafiantes

 

A Missão Hera da ESA irá a um lugar muito estranho. Voará até um asteroide de 780 metros que tem a sua própria lua, uma outra rocha de 160 metros, que orbita a 1,2 km de distância.
Dito assim pode não ter o impacto desejado devido a uma questão de escala. Contudo, se comprarmos o par de asteroides Didymos ao lado da Torre Eiffel, a compreensão será outra.
Portanto, vamos ter de esperara até 2022 para assistir à sonda DART a colidir com o asteroide menor para mudar a sua órbita. Posteriormente, em 2026 será a vez da Hera chegar a Didymoon, o que deverá melhorar a compreensão desta experiência espacial em larga escala.
 

Nave espacial Hera terá a bordo dois pequenos satélites em forma de cubo

 

Conforme foi referido em cima, os CubeSats são dois pequenos satélites, em forma de mala, que irão estudar as características físicas do asteroide. Nesse sentido, teremos outro dado novo, isto porque Didymoon será o corpo natural mais pequeno alguma vez estudado por uma missão espacial. Além disso, este será também o primeiro objeto no espaço cuja órbita será mudada pelo homem.
A comparação dos asteroides com os monumentos das cidades europeias foi uma forma de celebrar a aprovação da missão.
Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/simulacao-da-esa-mostra-as-cidades-europeias-atingidas-por-asteroides/

domingo, 1 de dezembro de 2019

A velocidade do vento está a aumentar na Terra !

A velocidade do vento está a aumentar na Terra! Será uma má notícia?O mundo está a ficar mais ventoso, de acordo com um novo estudo publicado na revista Nature Climate Change. Os responsáveis pelo estudo analisaram décadas de dados climáticos. Como conclusão, determinaram que a velocidade global do vento aumentou dramaticamente nos últimos 10 anos.
Apesar de não ser uma boa notícia, tem a parte boa para os parques eólicos que têm beneficiado de tal aumento de velocidade.
Um aumento da velocidade do vento significa turbinas eólicas mais rápidas e mais produtivas. Princeton, Timothy Searchinger, um dos autores do estudo, revelou que a tendência é que a velocidade do vento continue a aumentar. Apesar de parecer algo mau, tem múltiplos efeitos positivos… especialmente nas energias “verdes”.
O estudo também desmentiu o “mito” de que a velocidade do vento global estava a diminuir a partir de 1980 devido aos próprios seres humanos. O aumento de construções e também, em alguns locais, a vegetação, foram motivo de preocupação para o sistema climático global. “Este estudo mostrou que não é esse o caso”, revelou Princeton.

Mas quais os efeitos da força do vento nos parques eólicos?

 

Contas feitas, com o aumento da velocidade do vento, as turbinas eólicas geraram em média cerca de 17% mais eletricidade em 2017 comparativamente a 2010. Como principal causa deste aumento de velocidades estão as oscilações do oceano que, segundo o investigador se devem a:
… diferentes padrões de pressão, temperatura e ventos, em diferentes partes dos oceanos
Os investigadores tiveram acesso e analisaram os mais diferentes tipos de dados, como, por exemplo,  altura e elevação.
Os humanos podem capitalizar tal condição climatérica. Para tal, as turbinas podem ser projetadas de outra forma para aproveitarem e produzirem o máximo de energia.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/vento-terra-eolicas/

Pele artificial magnética poderá trazer “super poderes” aos humanos !

Imagem de uma Pele artificial magnética que poderá trazer "super poderes" aos humanos
Uma pele magnética que seja segura e confortável de usar pode abrir a porta para uma vasta gama de aplicações sem fios e controladas remotamente. Quem nunca libertou o Jedi do seu interior e usou “a força” para abrir portas automáticas no centro comercial? Calma, guarde o sabre de luz, vamos falar numa tecnologia que lhe dará “super poderes”.
Foi desenvolvida uma nova pele magnética que pode controlar remotamente interruptores e teclados com o aceno de uma mão ou o piscar de um olho.

Pele artificial que dá “super poderes”

 

A pele artificial é vestível, flexível, leve e magnetizada, tornando-a útil numa variedade de aplicações sem a necessidade de uma ligação com fio para outros dispositivos.
As peles eletrónicas artificiais normalmente requerem uma fonte de alimentação e armazenamento de dados ou uma rede de comunicação. Contudo, isso envolve baterias, fios, chips eletrónicos e antenas e torna as peles inconvenientes ao desgaste. A nossa pele magnética não requer nada disso. Até onde sabemos, é o primeiro do género.
Explicou o engenheiro eletrotécnico Jurgen Kosel, que liderou o projeto.
A película é feita com uma matriz de polímero ultraflexível e biocompatível, preenchida com micropartículas magnetizadas.
A pele pode ser personalizada em qualquer forma e cor, tornando-a impercetível e até elegante. Além disso, o processo de fabrico é barato e simples. Qualquer um pode começar o seu próprio projeto de pele artificial após alguns minutos de treino se tiver as ferramentas e materiais.
Pele magnética que se veste para controlar dispositivos remotamente

A equipa testou a pele magnética para monitorizar os movimentos oculares. Assim, esta película foi colada a uma pálpebra com um sensor magnético multieixo localizado próximo. O movimento dos olhos alterou o campo magnético detetado pelo sensor, quando a pálpebra foi aberta ou fechada.
O sensor pode ser incorporado em armações de óculos ou numa máscara para dormir. Além disso, pode igualmente ser aplicado como uma tatuagem eletrónica na testa. Tem o potencial de ser usado como uma interface humano-computador para pessoas com paralisia ou para jogos; para analisar padrões de sono; ou para monitorizar condições oculares, como queda das pálpebras ou alerta do motorista.
Posteriormente, a equipa também prendeu a pele à ponta de um dedo de uma luva de látex e colocou um sensor dentro de um interruptor de luz. Quando a pele magnética se aproxima do sensor – uma distância que pode ser modificada – a luz acende ou apaga. Esta aplicação pode ser especialmente relevante em laboratórios e práticas médicas, onde a contaminação é uma preocupação.
Kosel e a sua equipa estão agora a ampliar a aplicação para que esta tecnologia possa ser usada numa cadeira de rodas controlada por gestos. Além disso, esta tecnologia, que funciona como uma interface humano-computador sem contacto, poderia ser usada em dispositivos biomédicos não invasivos.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/pele-artificial-magnetica-podera-trazer-super-poderes-aos-humanos/

NASA simula o movimento das nuvens marcianas

Um grupo de cientistas do Centro de Investigação Ames (ARC) da NASA, localizado no estado norte-americano da Califórnia, simulou o movimento das nuvens em Marte recorrendo a supercomputadores.
As imagens foram publicadas na passada segunda-feira no YouTube, informou a agência espacial norte-americana em comunicado. Na simulação criada pelos cientistas do ARC é possível ver como é que as nuvens de água gelada se formam para dispersarem depois consoante as estações que o Planeta Vermelho atravessa.
Na época do ano retratada na imagem acima, quando é verão no hemisfério norte de Marte, as nuvens formam-se lentamente durante a noite perto do Equador, tornando-se mais espessar logo antes do sol nascer.
A NASA observa ainda que neste cenário as nuvens dispersam rapidamente à medida que o dia aquece e voltam a formar-se ao anoitecer. É ainda possível ver na mesma imagem vários picos de Tharsis Montes, uma cadeia de vulcões que sobressaem através das nuvens, refere a agência espacial na mesma nota.

Apesar de as nuvens marcianas serem mais finas do que as terrestres, explica a NASA, estas representam um papel importante no clima de Marte, especialmente na intensidade dos seus sistemas eólicos, isto é, estas nuvens ajudam a controlar o movimento da água em torno do planeta.
As instalações de super-computação avançadas da NASA utilizadas nesta investigação fornecem aos cientistas que investigam Marte ferramentas necessárias para estudar em detalhe a atmosfera marciana, bem como as suas escalas de tempo.
A investigação pode ainda ser útil para planear futuras missões a Marte, ajudando-nos ainda a melhor compreender o nosso Sistema Solar e a evolução dos planetas.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/nasa-capta-movimento-nuvens-marcianas-293643

Segundo a NASA intrigante fenômeno cria nuvens de poeira em Marte

Intrigante fenômeno cria nuvens de poeira em Marte, segundo a NASA
A nuvem branca-amarelada na parte inferior central desta imagem é uma ‘torre de poeira’ de Marte – uma nuvem concentrada de poeira que pode ser elevada dezenas de quilômetros acima da superfície. As colunas brancas-azuladas são nuvens de vapor de água. Esta imagem foi tirada em 30 de novembro de 2010 pelo Mars Reconnaissance Orbiter da NASA.Créditos: NASA / JPL-Caltech / MSSS
Tempestades de poeira em Marte são comuns. Mas, a cada década, algo imprevisível acontece: uma série de tempestades descontroladas ocorre, cobrindo todo o planeta em uma névoa poeirenta.

No ano passado, uma constelação de naves espaciais da NASA teve uma visão detalhada do ciclo de vida da tempestade de poeira global de 2018 que encerrou a missão do jipe-sonda Opportunity. E embora os cientistas ainda estejam intrigados com os dados, dois artigos lançaram recentemente uma nova luz sobre um fenômeno observado dentro da tempestade: torres de poeira ou nuvens concentradas de poeira que se aquecem à luz do Sol e se elevam no ar. Os cientistas pensam que o vapor de água preso ma poeira pode estar servindo como um elevador para o espaço, onde a radiação solar quebra suas moléculas. Isso pode ajudar a explicar como a água de Marte desapareceu ao longo de bilhões de anos.

As torres de poeira são nuvens enormes e agitadas que são mais densas e escalam muito mais alto do que a poeira de fundo normal na fina atmosfera marciana. Embora elas também ocorram em condições normais, as torres parecem se formar em maior número durante as tempestades globais.

Uma torre começa na superfície do planeta como uma área de poeira rapidamente levantada, tão larga quanto o estado de Rhode Island (EUA). Quando uma torre atinge uma altura de 80 quilômetros, como pode ser visto durante a tempestade de poeira global de 2018, ela pode ser tão larga quanto o estado de Nevada. À medida que a torre decai, ela pode formar uma camada de poeira a 56 quilômetros acima da superfície, que pode ser mais larga que os Estados Unidos continentais.

As descobertas recentes em torres de poeira são cortesia do Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA, liderado pelo Laboratório de Propulsão a Jato da agência em Pasadena, Califórnia. Embora as tempestades globais de poeira cubram a superfície do planeta, o MRO pode usar seu instrumento Mars Climate Sounder com detecção de calor para espiar através da névoa. O instrumento foi projetado especificamente para medir os níveis de poeira. Seus dados, juntamente com imagens de uma câmera a bordo do orbital chamado Mars Context Imager (MARCI), permitiram aos cientistas detectar inúmeras torres de poeira inchadas.
Como Marte perdeu sua água?

As torres de poeira aparecem ao longo do ano marciano, mas a MRO observou algo diferente durante a tempestade de poeira global de 2018.

O principal autor do artigo, Nicholas Heavens, da Hampton University, em Hampton, Virgínia (EUA), disse:

Normalmente, a poeira cai em um dia ou mais. Mas durante uma tempestade global, as torres de poeira são renovadas continuamente por semanas’.

Em alguns casos, várias torres foram vistas por até três semanas e meia.

A taxa de atividade da poeira surpreendeu Heavens e outros cientistas. Mas especialmente intrigante é a possibilidade das torres de poeira agirem como ‘elevadores espaciais’ para outros materiais, transportando-os pela atmosfera. Quando a poeira do ar se aquece, ela cria correntes de ar que carregam gases, incluindo a pequena quantidade de vapor de água, às vezes visto como nuvens finas em Marte.

Um artigo anterior liderado por Heavens mostrou que, durante uma tempestade global de poeira em Marte em 2007, as moléculas de água foram lançadas na atmosfera superior, onde a radiação solar poderia decompô-las em partículas que escapam para o espaço. Isso pode ser uma pista de como o Planeta Vermelho perdeu seus lagos e rios por bilhões de anos, tornando-se o deserto gelado que é hoje.

Os cientistas não podem dizer com certeza o que causa tempestades globais de poeira. Eles estudaram menos de uma dúzia até agora.

Cientista do Mars Climate Sounder, David Kass, do JPL, disse:

Tempestades globais de poeira são mesmo incomuns. Realmente não temos nada parecido com isso na Terra, onde o clima do planeta inteiro muda por vários meses.

Com tempo e mais dados, a equipe de MRO espera entender melhor as torres de poeira criadas nas tempestades globais e que papel elas podem desempenhar na remoção de água da atmosfera do Planeta Vermelho.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/12/01/intrigante-fenomeno-cria-nuvens-de-poeira-em-marte-segundo-a-nasa/

sábado, 30 de novembro de 2019

Físicos disseram que era impossível, mas descobriram uma nova forma estável de plutónio

Nanopartícula de dióxido de plutónio

Nada é impossível, e uma equipa de químicos acaba de o provar. Os cientistas criaram um novo composto de plutónio (Pu) com um estado de oxidação pentavalente inesperado – Pu (V).
Este novo composto – Pu (V) – é sólido e estável e pode representar uma fase transitória nos repositórios de resíduos radioativos. O artigo científico foi publicado em outubro na Angewandte Chemie.
Uma das propriedades mais fundamentais do comportamento químico do plutónio é a variedade dos seus estados de oxidação. Este estado é definido pelo número de eletrões que são removidos dos orbitais de valência de um átomo neutro.
Quatro estados de oxidação (de III a VI) podem coexistir sob condições ambientais, já  os estados (VII) e (VIII) são propostos como estáveis ​​sob condições oxidantes altamente alcalinas. O plutónio no estado de oxidação pentavalente, Pu (V), possui três eletrões na camada 5f, deixando os orbitais 6d vazios.
“Tudo começou quando estávamos a tentar criar nanopartículas de dióxido de plutónio usando diferentes precursores”, contou Kristina Kvashnina, física do Helmholtz Zentrum Dresden-Rossendorf, citada pelo Sci-News.
Quando os pesquisadores usaram o precursor Pu (VI) perceberam que uma reação estranha ocorreu durante a formação das nanopartículas de dióxido de plutónio. “Todas as vezes que criamos nanopartículas a partir de outros precursores, Pu (III), (IV) ou (V), a reação foi muito rápida, mas aqui notamos um fenómeno estranho”, explicou Kvashnina.
Depois de terem realizado uma experiência de deteção de fluorescência de alta energia e resolução, os cientistas concluíram que o fenómeno deveria ser o Pu (V), plutónio pentavalente, uma forma nunca observada do elemento. Experiências posteriores confirmaram as premissas iniciais e demonstraram a estabilidade a longo prazo dessa fase.
“A existência desta nova fase sólida de Pu (V), que é estável, terá que ser levada em consideração a partir de agora”, disse Kvashnina. “Esta descoberta mudará as previsões teóricas do comportamento do plutónio no ambiente ao longo de um período de um milhão de anos.”

Fonte: https://zap.aeiou.pt/fisicos-disseram-era-impossivel-descobriram-nova-forma-estavel-plutonio-293318

Antibiótico encontrado no intestino de um verme pode ser nova arma contra as superbactérias

A luta contra as superbactérias resistentes a antibióticos está a ficar cada vez mais difícil, mas os cientistas podem ter encontrado uma nova arma para combater uma das piores.
Segundo o Science Alert, trata-se de um novo antibiótico chamado darobactina, capaz de combater bactérias gram-negativas. Este composto foi descoberto nas bactérias Photorhabdus, depois de dois anos a procurar no intestino de minúsculos vermes parasitas conhecidos como nemátodes.
O que torna as bactérias gram-negativas particularmente difíceis é a membrana externa que essas células desenvolvem, que atua como uma barreira extra contra qualquer tipo de ataque. A darobactina é especial porque rompe essa barreira ao interferir com a proteína BamA, que controla o acesso à membrana externa.
Nos testes feitos em laboratório, o novo antibiótico foi capaz de curar cobaias de infeções provocadas pela Escherichia coli e pela Klebsiella pneumoniae, sem efeitos colaterais tóxicos.
Os investigadores viram no nemátode um possível hospedeiro para um antibiótico eficaz, devido à forma como estes vermes se alimentam de insetos, atacando larvas e libertando bactérias que precisam de combater patógenos semelhantes aos do intestino humano.
E, por isso, é que a darobactina é um candidato promissor para ser usado em humanos. Mesmo que os antibióticos de microbiomas animais não tenham sido ainda bem-sucedidos, o Photorhabdus evoluiu mais de 370 milhões de anos para afastar bactérias gram-negativas.
De acordo com o mesmo site, qualquer que seja a ajuda que consigamos obter da darobactina, precisamos dela o mais rápido possível uma vez que as bactérias gram-negativas estão no topo de uma lista de “patógenos prioritários” que representam atualmente a maior ameaça à vida humana.
Estima-se que cerca de 700 mil pessoas por ano morrem de infeções resistentes a medicamentos, e este número pode aumentar para muitos milhões nos próximos anos.
“Estamos a ficar sem antibióticos. Precisamos de procurar novos compostos sem resistência pré-existente”, afirma Kim Lewis microbiólogo molecular da Northeastern University, nos Estados Unidos, e um dos investigadores do estudo publicado na Nature.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/antibiotico-verme-arma-superbacterias-293608

Inteligência Artificial desvenda em segundos o “problema dos três corpos” que desafia cientistas desde Newton

O “problema dos três corpos”, inicialmente formulado por Isaac Newton no século XVII e que desafia cientistas até aos dias que correm, foi resolvido por um programa de Inteligência Artificial (IA) numa questão de segundos.
O problema parece simples, mas revela-se bastante complexo, frisa o Live Science: passa por prever como é que três corpos celestes – como estrelas, planetas e luas – se orbitam.
As interações gravitacionais entre estes objetos resultam de um sistema caótico e complexo, sendo muito sensível às posições iniciais de cada corpo e, por isso, tornava-se complicado encontrar uma forma simples de o resolver.
Resolver este problema, escreve o Hype Science, requer uma quantidade impensável de cálculsos. Por isso, e para tentar resolver a questão, os cientistas recorrem a softwares que podem durar semanas ou até meses para revelar os resultados.
Mas agora, um novo estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, tentou testar se uma rede neuronal – um tipo de IA que imita a forma como o cérebro humano opera – pode resolver o problema de forma mais rápida.
De acordo com a nova investigação, cujos resultados estão disponíveis em pré-visualização no arXiv, a rede neuronal é bem mais rápida: 100 milhões de vezes.
As redes neuronais devem ser treinadas, isto é, alimentadas com dados antes de começarem a fazer previsões. Por isso, para esta investigação, os cientistas começaram por gerar 9.900 cenários simplificados de três corpos recorrendo ao Brutus, o software mais utilizado para resolver este problema.
No Brutus, a análise de cada cenário levou cerca de 2 minutos.
Depois, partiram desde dados para alimentar a rede neuronal, testando 5.000 cenários ainda não previstos recorrendo à IA, descobrindo que a rede artificial pode resolvê-los numa questão de segundos e obtendo resultados semelhantes aos do Brutus.

Potencial da descoberta

Segundo Chris Foley, cientista da Universidade de Cambridge e um dos autores do estudo, esta eficácia pode ser “inestimávelpara astrónomos que estudam o comportamento de aglomerados de estrelas e a própria evolução do Universo.
“Esta rede neural, se fizer um bom trabalho, deve dar-nos soluções num prazo sem precedentes. Então, podemos começar a pensar em progredir com questões muito mais profundas, como a forma como as ondas gravitacionais se formam”, explicou.
Contudo, esta IA tem uma desvantagem óbvia: a rede neuronal é uma prova de conceito que aprendeu a partir de cenários simplificados. Treiná-la para outros cenários mais complexos exige que estes sejam inicialmente calculados com o Brutus – situação que pode ser demorada e cara.
Foley explicou ainda que o Brutus é lento porque resolve problemas recorrendo a “força bruta”, ou seja, realizando cálculos para cada etapa, por menor que esta seja, das trajetórias dos corpos celestes. A rede neural, por sua vez, analisa estes cálculos e deduz um padrão que pode ajudar a prever cenários futuros com eficácia.
“Existe uma separação entre a nossa capacidade de treinar uma rede neural com um desempenho fantástico e a nossa capacidade de derivar dados com os quais treiná-la (…) Então, há um gargalo” nesta situação, explicou Foley.
Segundo o cientista, a ideia não passa por substituir o Brutus pela IA, mas antes utilizá-los em conjunto. O software continuaria a fazer a maior parte do trabalho “braçal” e a rede neuronal assumiria o resto do trabalho quando os cálculos em causa ficassem complexos demais, “travando” o software.
“Criamos esse híbrido. Sempre que o Brutus fica preso, aplicamos a rede neuronal e avançamos. Depois, avaliamos de o Brutus continuou preso”, resumiu.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/ia-desvenda-problema-tres-corpos-290280

Bill Gates financia projeto que pode vir a substituir combustíveis fósseis

Resultado de imagem para Bill Gates financia projeto que pode vir a substituir combustíveis fósseis
O co-fundador da Microsoft, Bill Gates, está a investir numa empresa que procura converter energia solar em calor acima dos 1.000 graus Celsius, visando alimentar a indústria pesada sem recorrer a combustíveis fósseis.
Bill Gates, que é também o homem mais rico do mundo, juntou-se aos investidores da Heliogen, uma empresa que está a tentar utilizar energia solar para desintegrar moléculas de hidrogénio da água e criar gás quente que aquece casas e abastece meios de transporte e fábricas, conta o diário britânico The Guardian.
A empresa, sediada na Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveu um software que assenta num enorme conjunto de espelhos para refletir a luz do sol em direção a um determinado alvo, criando assim uma fonte de calor quase três vezes mais intensa do que os sistemas solares criados anteriormente, detalha a Russia Today.
Através deste método, explicaram os investidores, é possível gerar temperaturas altas o suficiente para fazer cimento – a terceira maior fonte de emissões de dióxido de carbono – sem recorrer a combustíveis fósseis. Na prática, elucida o jornal Público, a empresa transforma luz solar numa espécie de combustível.
“Atualmente, processos industriais como os da produção de cimento, aço e outros materiais são responsáveis por mais de um quinto de todas as emissões” globais, disse Bill Gates, citado em comunicado.
“Estes materiais são omnipresentes na nossa vida, mas não temos nenhum progresso comprovado que nos ofereça versões acessíveis e sem carbono. Se queremos atingir zero emissões de carbono, temos que fazer muitas invenções”, defendeu.
Entre os investidores deste projeto, estão as empresas Neotribe e Nant Capital, que pertencem ao milionário Patrick Soon-Shiong.
Bill Gross, CEO e fundador da Heliogen, disse que a técnica da sua empresa representa um salto tecnológico na gestão das emissões de gases com efeito estufa causadas pelas indústrias pesadas e pelo transporte.
A Heliogen tem cientistas e engenheiros do Caltech, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e outras instituições líderes nos campos da engenharia e da tecnologias.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/bill-gates-financia-projeto-podem-substituir-combustiveis-fosseis-292788

NASA mostra novo conceito impressionante de módulo de pouso lunar !

NASA mostra novo conceito impressionante de módulo de pouso lunar
Enquanto a NASA se prepara para retornar à Lua em 2024, a agência espacial está trabalhando em novos projetos para um módulo de pouso lunar, incluindo um desenho futurista.

A NASA mostrou a ilustração conceitual de um módulo de aterrissagem que usará a ‘tecnologia de primeira linha’ para não apenas pousar no satélite natural da Terra, mas também coletar dados a partir dele. Um estudo recente mostrou que uma sonda de médio porte levaria um veículo espacial para as regiões polares da Lua, disse a NASA em um comunicado em seu site.

Logan Kennedy, engenheiro líder de sistemas do projeto, disse em uma liberação de imprensa:

Esta sonda foi projetada com simplicidade em mente para entregar um veículo espacial de 300 kg a um polo lunar. Usamos sistemas únicos, mecanismos mínimos e tecnologia existente para reduzir a complexidade, embora avanços no pouso de precisão tenham sido planejados para evitar perigos e beneficiar operações do jipe-sonda. Mantemos o veículo espacial vivo durante o trânsito e o pouso, para que ele possa fazer seu trabalho.

De acordo com um artigo técnico sobre a sonda, vários centros da NASA contribuíram para o esforço.

Kennedy adicionou:

À medida que os pousos lunares robóticos crescem para acomodar cargas úteis maiores, serão necessários módulos de pouso simples, mas de alto desempenho, com um volume de carga útil contíguo. Esse conceito foi desenvolvido por uma equipe diversificada de pessoas ao longo de muitos anos e atende a essa necessidade. Esperamos que outros projetistas de módulos de pouso possam se beneficiar do nosso trabalho.

O conceito lunar é o mais recente de uma linha de ideias de projetos, já que a NASA busca informações de parceiros públicos e privados à medida que avança em seu próximo programa Artemis Moon, o sucessor do programa Apolo.

No início deste mês, a Boeing mostrou sua ideia de pousar na Lua com tripulação, que, segundo ela, exigirá os “menores passos para chegar à Lua”. O projeto entregará o Elemento de Ascensão e o Elemento de Pouso à órbita lunar em um foguete, disse a Boeing.

Em julho, a NASA revelou detalhes de sua visão para o Módulo de Pouso Artemis que retornará os astronautas dos EUA à superfície lunar até 2024. Separadamente naquele mês, a agência espacial publicou um aviso no site Federal Business Opportunities de que estava buscando “propostas da indústria para o desenvolvimento de módulos de pousos lunares integrados com humans e a execução de demonstrações de voo com tripulação para a superfície lunar até 2024.”

O programa Artemis visa pousar astronautas estadunidenses na Lua até 2024 e estabelecer uma presença humana sustentável no satélite natural da Terra. O Artemis também fará história ao desembarcar a primeira mulher na Lua.

No início deste mês, a NASA escolheu a Starship da SpaceX, a Blue Moon da Blue Origin e três outras empresas de pousos lunares comerciais para licitar propostas para o programa Artemis.

Depois que os astronautas da Apolo 11, Neil Armstrong e Buzz Aldrin, pisaram na Lua em 20 de julho de 1969, apenas mais 10 homens, todos estadunidenses, caminharam na superfície lunar. O último astronauta da NASA a pisar na Lua foi o comandante da missão Apolo 17, Gene Cernan, em 14 de dezembro de 1972.

After Apollo 11 astronauts Neil Armstrong and Buzz Aldrin set foot on the Moon on July 20, 1969, only 10 more men, all Americans, walked on the lunar surface. The last NASA astronaut to set foot on the Moon was Apollo 17 Mission Commander Gene Cernan on Dec. 14, 1972.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/30/nasa-mostra-novo-conceito-impressionante-de-modulo-de-pouso-lunar/


sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Pentágono está a criar bactérias que detectam explosivos no subsolo

O Pentágono, em conjunto com a empresa de defesa Raytheon, está a desenvolver um sistema capaz de produzir bactérias geneticamente modificadas no subsolo, com o objetivo de detetar explosivos no subsolo.
Neste projeto, iniciado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), serão criadas duas espécies bacterianas para monitorizar superfícies terrestres e encontrar materiais explosivos, disse a Raytheon num comunicado de imprensa conjunto com o Instituto Politécnico de Worcester, dos Estados Unidos (EUA), noticiou a Sputnik Brasil.
A primeira das duas espécies, conhecida como biossensor, “detetará a presença ou ausência de explosivos enterrados no subsolo”, enquanto a segunda produzirá uma “luz incandescente” caso esses materiais sejam encontrados.
Em caso de deteção de materiais explosivos, câmaras ou drones operados remotamente seriam enviados para inspecionar a área em busca dos germes incandescentes, o que os levaria aos objetos enterrados.
“Já sabemos que algumas bactérias podem ser programadas para serem muito boas na deteção de explosivos, mas é mais difícil no subsolo”, disse a pesquisadora da Raytheon, Allison Taggart. “Estamos a investigar como transportar a bactéria citada até a profundidade necessária no subsolo”, acrescentou.
Embora a iniciativa seja destinada a detetar dispositivos explosivos improvisados enterrados em zonas de guerra estrangeiras, Allison Taggart revelou que o “design modular” do sistema de entrega de bactérias e os seus componentes permitem outras aplicações, consoante seja “necessário”.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/pentagono-criar-bacterias-detetam-explosivos-subsolo-291271

Portugal propõe constelação de satélites à ESA para observar oceanos

Portugal propõe constelação de satélites à ESA para observar oceanos
Portugal é um membro da Agência Espacial Europeia (ESA, European Space Agency) desde 14 de novembro de 2000. Muito se tem falado nos últimos dias sobre a ESA até porque a Agência conseguiu o maior financiamento de sempre. Ao todo serão 14 400 milhões de euros para os próximos cinco anos.
Portugal propôs à ESA uma nova constelação de satélites para observação de oceanos e o pedido foi aceite. Além disso, Portugal também vai contribuir com mais dinheiro.
Na futura constelação de satélites, Portugal vai liderar a parte que diz respeito ao Atlântico, e o projeto será feito em colaboração com outros parceiros, nomeadamente a Alemanha e os países nórdicos para o Mar Báltico, e a Itália, França e Grécia para o Mediterrâneo, revela o DN.
De referir que Portugal também aumentou a sua contribuição para a ESA, passando de 73 milhões de euros para cerca de 102 milhões. Sabe-se também que, do valor pago por Portugal:
  • 2 milhões são para tecnologia
  • 12,5 milhões para telecomunicações
  • 1,5 milhões para o satélite meteorológico do Ártico
  • 7,5 milhões para a terceira missão espacial “Cornerstone – ADRIOS”
Portugal propõe constelação de satélites à ESA para observar oceanos
Projetos da ESA para os próximos anos


Os 20 Estados-membros da organização à qual Portugal pertence estiveram reunidos em Espanha, mas concretamente em Sevilha no “Space 19+”. O encontro de Sevilha adotou a segurança espacial como um novo pilar básico das atividades da agência. Tal aposta criará projetos de remoção de resíduos perigosos em órbita da Terra. Serão também criados planos para a automação do controlo do tráfego espacial e o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce e mitigação de danos causados por perigos vindos do Espaço, como asteróides e radiações provocadas por explosões solares, refere o Público.
Destaque também para a missão Hera, em parceria com a NASA. Esta missão tem como objetivo testar as capacidades de desvio de asteróides de rotas de colisão com a Terra com Didymos. Este um sistema de dois asteróides que vai passar mais perto (11 milhões de quilómetros) do nosso planeta em 2022.
As ambições para os próximos anos são muitas. Conjuntamente com a NASA, a ESA quer voltar a colocar astronautas na Lua já em 2024. O objetivo passa por recolher e trazer para a Terra amostras do solo marciano. A missão tem data prevista de lançamento em 2026.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/portugal-propoes-nova-constelacao-de-satelites/

Buraco Negro Supermassivo está a caminho da Terra a 110 km por segundo, e aniquilará a vida tal como a conhecemos !

Existe um enorme buraco negro com milhões de vezes mais massa do que o nosso sol está mergulhando em direção à Terra e um dia aniquilará a vida como a conhecemos. Esse buraco negro em particular está vindo em nossa direção a 110 quilômetros por segundo e fica no centro da Grande Galáxia de Andrômeda - o vizinho mais próximo e muito maior da Via Láctea.
No centro das galáxias mais conhecidas, existe um buraco negro supermassivo, que gira em torno das estrelas e ajuda a manter tudo em formação. Mas essa é a poderosa força gravitacional da Via Láctea e de Andrômeda que eles estão sendo atraídos um pelo outro e que um dia cairá.
Fraser Cain, editor do site espacial Universe Today, escreveu para o  Phys.org :
“Há um buraco negro no centro da Via Láctea. E não apenas qualquer buraco negro é um buraco negro supermassivo com mais de 4,1 milhões de vezes a massa do Sol. É logo ali, na direção da constelação de Sagitário. Localizado a apenas 26.000 anos-luz de distância. E enquanto falamos, está em processo de destruir estrelas inteiras e sistemas estelares, consumindo-os ocasionalmente, aumentando sua massa como um tubarão voraz. ”
Devido ao tamanho de Andrômeda, no entanto, só haverá um vencedor quando colidir com a Via Láctea. Mas, como Andrômeda está a 2,5 milhões de anos-luz de distância, levará mais de quatro bilhões de anos para chegar até nós, então estamos seguros por enquanto.
Cain disse:

“O pânico acontecerá quando a Via Láctea colidir com Andrômeda em cerca de 4 bilhões de anos. De repente, você terá duas nuvens inteiras de estrelas interagindo de todos os tipos, como uma família instável. Estrelas que teriam sido seguras passarão por outras estrelas e serão desviadas para a boca de qualquer um dos dois buracos negros supermassivos disponíveis. O buraco negro de Andrômeda pode ser 100 milhões de vezes a massa do Sol, por isso é um alvo maior para estrelas com um desejo de morte. ”

Fonte: http://ufosonline.blogspot.com/

Astrónomos identificam buraco negro tão enorme que nem deveria existir !

Astrônomos identificam buraco negro tão enorme que "nem deveria existir"
Estima-se que a Via Láctea contenha 100 milhões de buracos negros, mas o LB-1 é duas vezes maior do que qualquer coisa que os cientistas pensassem ser possível (Crédito da foto: Stock Image)

Astrônomos descobriram um buraco negro estelar na Via Láctea tão grande que desafia os modelos existentes de como as estrelas evoluem, disseram pesquisadores na quinta-feira (28).

Estima-se que a Via Láctea contenha 100 milhões de buracos negros, mas o LB-1 é duas vezes maior do que qualquer coisa que os cientistas pensavam ser possível, disse Liu Jifeng, professor do Observatório Astronômico Nacional da China que liderou a pesquisa.

Ele adicionou:

Buracos negros com essa massa nem deveriam existir em nossa galáxia, de acordo com a maioria dos modelos atuais de evolução estelar.

Os cientistas geralmente acreditam que existem dois tipos de buracos negros.

Os buracos negros estelares mais comuns – até 20 vezes mais massivos que o Sol – se formam quando o centro de uma estrela muito grande entra em colapso.

Mas os pesquisadores acreditam que estrelas típicas da Via Láctea liberam a maior parte de seu gás através de ventos estelares, impedindo o surgimento de um buraco negro do tamanho de um LB-1, disse Liu.

Ele informou:

Agora os teóricos terão que aceitar o desafio de explicar sua formação.

Os astrônomos ainda estão apenas começando a entender “a abundância de buracos negros e os mecanismos pelos quais eles se formam”, disse David Reitze, físico do Instituto de Tecnologia da Califórnia que não estava envolvido na descoberta.

Buracos negros estelares geralmente são formados após as explosões de supernovas, um fenômeno que ocorre quando estrelas extremamente grandes queimam no final de suas vidas.

Reitze disse:

A grande massa do LB-1 cai dentro de um intervalo ‘conhecido como ‘gap de instabilidade do par’, onde as supernovas não deveriam tê-lo produzido.

Isso significa que este é um novo tipo de buraco negro, formado por outro mecanismo físico!

O LB-1 foi descoberto por uma equipe internacional de cientistas usando o sofisticado telescópio LAMOST da China.

Imagens adicionais de dois dos maiores telescópios ópticos do mundo – o espanhol Gran Telescopio Canarias e o telescópio Keck I nos Estados Unidos – confirmaram o tamanho do LB-1, que o Observatório Nacional Astronômico da China disse “não é nada menos que fantástico”.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/28/astronomos-identificam-buraco-negro-tao-enorme-que-nem-deveria-existir/

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

O cometa interestelar está a vir em nossa direção e está a evaporar-se !

Uma equipa de astrónomos da Universidade de Yale capturou uma imagem do cometa interestelar 2I/Borisov no domingo, usando o Observatório WM Keck, localizado no Havai.

De acordo com um comunicado, Gregory Laughlin, professor de astronomia da Universidade de Yale, indicou que o 2I/Borisov está a evaporar-se, à medida que se aproxima do nosso planeta, deixando um rastro de gás e pó por onde passa.

O núcleo sólido do cometa interestelar deverá ter pouco mais de um quilómetro e meio de diâmetro. Segundo os investigadores, quando começou a reagir ao efeito de aquecimento do Sol, o cometa adquiriu uma aparência “fantasmagórica”.

Estima-se que o cometa alcance a sua posição mais próxima do Sol – a cerca de 305 milhões de quilómetros – em meados de dezembro e da Terra no fim deste mês, para depois se distanciar do nosso Sistema Solar.

A equipa de investigadores da Universidade Yale também criou uma ilustração para perceber como é que o nosso planeta seria visto ao lado do cometa. A sua cauda terá quase 160 mil quilómetros de largura, que é a longitude média do diâmetro da Terra. “É surpreendente dar conta do quão pequena é a Terra perto deste visitante de outro sistema”, afirmou o astrónomo Pieter van Dokkum.
O astrónomo amador Guennadi Borísov, residente na Crimeia, detetou o cometa em 30 de agosto usando um telescópio de 0,65 metros de diâmetro fabricado por ele próprio. Este cometa é o segundo objeto interestelar descoberto na história.

Estudos recentes revelaram que o Borisov vem de um sistema binário de estrelas anãs vermelhas localizado a 13,15 anos-luz de distância do Sol. O sistema, onde ainda não foram encontrados exoplanetas, é conhecido como Kruger 60 e localiza-se na constelação de Cepheus.

Os astrónomos estão a aproveitar a “visita de Borisov” para obter valiosas informações sobre a composição dos planetas em sistemas diferentes do nosso.

O primeiro objeto interestelar detetado, o Oumuamua ou “Mensageiro das Estrelas”, está rodeado de mistérios desde o dia em que foi descoberto por astrónomos da Universidade do Hawai, em outubro de 2017.

Depois de constatar mudanças na velocidade do seu movimento, o Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian sugeriu que o asteróide poderia ser uma “sonda” enviada à Terra intencionalmente por uma “civilização alienígena”.

No último ano, o mundo da astronomia debruçou-se no estudo do corpo celeste e as mais várias teorias já foram apresentadas em artigos científicos: desde o seu passado violento, passando pela possibilidade de ser um sistema binário, e até o provável local de onde veio o Oumuamua.

Investigadores também sugeriram que milhares de objetos semelhantes ao Oumuamua podem estar presos no Sistema Solar.

O Oumuamua parece ter vindo da direção da estrela brilhante Vega, mas, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, os cientistas não acreditam que esse é o local de onde o objeto veio originalmente, sugerindo que provavelmente veio de um recém-formado sistema estelar.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/novo-visitante-interestelar-esta-vir-nossa-direcao-293844

Pela primeira vez, astrónomos descobriram uma galáxia com três buracos negros supermassivos !

Quase todas as galáxias do Universo têm um buraco negro supermassivo no seu centro. Mas, agora, os astrónomos descobriram, pela primeira vez, uma galáxia com três buracos negros.

A galáxia NGC 6240 tem uma forma irregular por ser o produto final de uma fusão de galáxias. Supõe-se que duas galáxias colidiram há muito tempo devido à presença de dois buracos negros supermassivos. Mas, de acordo com o estudo publicado em outubro na revista especializada Astronomy & Astrophysics, novas observações revelaram que a galáxia tem três buracos negros, não dois.

Cada um dos três buracos negros supermassivos tem uma massa superior a 90 milhões de vezes a massa do Sol. Em comparação, Sagitário A*, o buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, é pouco mais de quatro milhões de vezes a massa do nosso Sol. Os três buracos negros estão localizados num volume inferior a três mil anos-luz de diâmetro.

“Até agora, esta concentração de três buracos negros supermassivos nunca tinha sido descoberta no Universo”, disse Peter Weilbacher, do Instituto Leibniz de Astrofísica de Potsdam (AIP), em comunicado. “O presente caso fornece evidências de um processo de fusão simultâneo de três galáxias, juntamente com os seus buracos negros centrais”.

As fusões da galáxia são eventos incomuns – mas cruciais – na evolução das galáxias. É o mecanismo para a formação das galáxias mais massivas do cosmos. Os astrónomos não têm certeza da forma como se formaram num tempo cósmico relativamente curto. A existência de muitas fusões múltiplas, como a NGC 6240, pode explicar essa formação.

“Se processos simultâneos de fusão de várias galáxias ocorrerem, as maiores galáxias, com os seus buracos negros supermassivos centrais, poderão evoluir muito mais rapidamente”, explicou Weilbacher. “As nossas observações fornecem a primeira indicação desse cenário”.

Ainda separados, por enquanto, os buracos negros supermassivos continuarão a mover-se em direção uns dos outros. Nos próximos milhões de anos, fundir-se-ão num só.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/pela-primeira-vez-astronomos-descobriram-galaxia-tres-buracos-negros-supermassivos-293400

Planetas podem ser muito comuns na vizinhança hostil dos buracos negros

Afinal, as estrelas jovens podem não ser os únicos objetos com discos de poeiras capazes de formar planetas. Uma nova investigação, conduzida por cientista do Japão, sugere que alguns buracos negros também admitem estas estruturas.

“Com as condições certas, os planetas podem formar-se mesmo em ambientes hostis, como por exemplo em torno de um buraco negro”, explicou Keiichi Wada, professor da Universidade Kagoshima que investiga núcleos galácticos ativos, objetos luminosos energizados por buracos negros, citado pela agência Europa Press.

As teorias sobre a formação planetária sustentam que os mundos são formados a partir de agregados de poeira num disco protoplanetário que está em torno de uma estrela jovem. Contudo, estes corpos não são os únicos com discos de poeira.

Uma nova investigação, cujos resultados foram disponibilizados no portal arXiv, debruçou-se sobre grandes discos localizados em torno de buracos negros supermassivos em núcleos de galáxias e descobriu que estes enorme objetos podem ter mundos por perto.

“Os nosso cálculos mostram que dezenas de milhares de planetas com 10 vezes a massa da Terra poderiam formar-se a cerca de 10 anos-luz a partir de um buraco negro”, explicou Eiichiro Kokubo, professor do Observatório Astronómico Nacional do Japão que estuda a formação de planetas. “Em torno dos buracos negros, sistemas planetários de incrível escala poderiam existir”, aponta.

Alguns buracos negros supermassivos têm grandes quantidades de matéria à sua volta sob a forma de um disco pesado e denso. Este disco pode conter quantidades astronómicas de pó: cerca de 100.000 vezes a massa do nosso Sol. Noutras palavras, pode ter mil milhões de vezes a massa da poeira de um disco protoplanetário.

Atualmente, não existem técnicas para detetar estes potencial planetas que estarão na vizinhança dos buracos negros. Ainda assim, os cientistas esperam que a nova investigação, que carece ainda de revisão dos pares, abra um novo campo de Astronomia.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/planetas-comuns-perto-hostis-buracos-negros-293411

Abanar a cabeça para tirar água dos ouvidos pode causar danos cerebrais !

Água presa nos ouvidos podem causar inflamações, mas, segundo um novo estudo, os métodos que as pessoas mais usam para se livrarem da água podem causar ainda mais complicações.

Adultos e crianças costumam abanar a cabeça depois de entrar em contacto com a água para evitar a “orelha do nadador” (Otite externa), uma infeção no canal auditivo externo que resulta do crescimento de bactérias no ambiente húmido, de acordo com a Clínica Mayo. A “orelha do nadador” é caracterizada por comichão no canal auditivo e desconforto que piora com o tempo e pode ser particularmente doloroso em crianças pequenas.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Cornell e Virginia Tech demonstraram que abanar a cabeça para libertar água presa nos ouvidos pode causar danos cerebrais em crianças pequenas.

“A nossa investigação foca-se principalmente na aceleração necessária para tirar a água do canal auditivo”, disse Anuj Baskota, um dos autores do estudo, em comunicado divulgado pelo EurekAlert. “A aceleração crítica que obtivemos experimentalmente em tubos de vidro e canais auditivos impressos em 3D foi cerca de dez vezes a força da gravidade para tamanhos de ouvidos infantis, o que poderia causar danos ao cérebro“.

Para adultos, a aceleração foi menor devido ao maior diâmetro dos canais auditivos. Os investigadores disseram que o volume e a posição geral da água no canal alteram a aceleração necessária para removê-la.

“A partir das nossas experiências e modelo teórico, descobrimos que a tensão superficial do fluido é um dos fatores cruciais para promover que a água fique presa nos canais auditivos”, disse Baskota.

De acordo com os cientistas, há uma solução que não envolve nenhum movimento da cabeça. Algumas dessas opções são deitar-se de lado ou simplesmente mexer no lóbulo da orelha. Outras soluções envolvem líquidos, que podem alterar a tensão superficial dentro do ouvido.

“Presumivelmente, colocar algumas gotas de um líquido com tensão superficial mais baixa do que a água, como álcool ou vinagre, no ouvido reduziria a força de tensão superficial, permitindo que a água escorresse”, disse Baskota.

Estas descobertas são preliminares, baseadas em experiências que simularam a quantidade de força envolvida e sem pessoas reais. Portanto, não podem ser tomadas como prova clínica de danos cerebrais decorrentes desta atividade. As descobertas foram apresentadas no encontro anual da Divisão de Dinâmica de Fluidos da American Physical Society.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/abanar-cabeca-tirar-agua-dos-ouvidos-pode-causar-danos-cerebrais-293336

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...