O maior icebergue do mundo ameaça o ecossistema da ilha da
Geórgia do Sul, casa de muitos pinguins e focas e considerada um refúgio
de vida selvagem.
Em causa está o icebergue A68a, que tem 4.200 quilómetros quadrados de gelo flutuante.
Em declarações à emissora britânica BBC, especialistas alertam que este corpo gigante de gelo pode encalhar na costa da Geórgia do Sul, ameaçando todo o ecossistema: as rotas habituais de alimentação podem ser bloqueadas e os vários espécimes que lá habitam podem não conseguir alimentar adequadamente as suas crias.
“Os ecossistemas podem e vão recuperar-se, é claro, mas há o perigo
de que, se este icebergue ficar preso, possa ficar assim durante 10 anos
(…) E isso faria uma enorme diferença, não só para o ecossistema, mas
também para a economia da Geórgia do Sul”, afirmou o professor Geraint
Tarling, do British Antarctic Survey (BAS).
A Geórgia do Sul, Território Britânico Ultramarino, é uma espécie de “cemitério” para os maiores icebergues da Antártida, segundo escreve a agência Europa Press.
Neste momento, o A68a está a atravessar o chamado “beco do
icebergue”, localizando-se a apenas algumas centenas de quilómetros a
sudoeste da ilha. Há grandes possibilidades de seguir a sua rota,
flutuando até à costa da ilha antes de ficar preso no fundo do mar.
“Um icebergue próximo tem implicações enormes relativamente à área
onde os predadores terrestres se podem alimentar (…) Quando falamos de
pinguins e focas, num período realmente crucial para estes animais como é
a criação dos seus filhotes, a distância que precisam percorrer para
encontrar comida é realmente importante“, disse Tarling.
Se tiverem de fazer um grande desvio, isto significa que podem não
consegui voltar para as suas crias a tempo de impedir que morram de fome
durante o compasso de espera.
Imagens de satélite captadas recentemente sugerem que o A68a está numa rota de colisão direta em direção à Geórgia do Sul, mas o icebergue ainda pode escapar.
Tudo é possível, segundo Peter Fretwell, especialista em mapeamento remoto.
“As correntes devem levá-lo no que parece ser um estranho loop em torno da ponta sul da Geórgia do Sul, antes de virar ao longo da borda da plataforma continental e voltar para noroeste. Mas é muito difícil dizer exatamente o que vai acontecer“, explicou.
Uma nova investigação liderada
pelo geólogo David Kring, do Instituto Lunar e Planetário de Houston,
nos Estados Unidos, encontrou evidências de que o sistema hidrotermal da
cratera Chicxulub, formada pelo asteróide que dizimou os dinossauros,
já abrigou um ecossistema subterrâneo.
De acordo com os cientistas, o sistema hidrotermal da cratera,
formada há 65 milhões de anos depois do impacto do asteróide na
Península de Yucatán, no México, já teve vida.
Durante uma expedição à cratera, os cientistas extraíram cerca de
15.000 quilogramas de rochas das suas profundezas, nas quais detetaram
pequenas esferas minerais de pirite.
A análise de isótopos de enxofre no mineral mostrou que as esferas eram formadas por colónias de microrganismos termófilos, que se alimentavam das reações químicas que ocorriam na rocha devido ao sistema hidrotermal gerado pelo impacto.
Por sua vez, explicam os cientistas em comunicado,
estes micróbios subterrâneos aproveitaram o sulfato presente nos
fluidos hidrotermais que passavam através das rochas, convertendo-se em
enxofre, que se conservou como pirite.
As descobertas destes organismos reforçam a hipótese de que a vida na Terra pode ter sido fruto do bombardeamento de asteróides e cometas durante o Hadeano.
Segundo esta teoria, alguns asteróides e cometas que colidiram com a
Terra durante este período geológico, há cerca de 4 mil milhões de anos,
produziram vários sistemas hidrotermais subterrâneos, potencias
habitats para a evolução precoce da vida.
“A nova descoberta é um marco importante e sugere
que as áreas de impacto durante o Hadeano poderiam ter abrigado sistemas
semelhantes que proporcionaram nichos para a evolução precoce da vida
no nosso planeta”, escreveram os cientistas, que publicaram os resultados da investigação na revista cientifica especializada Astrobiology.
Apesar dos resultados, os cientistas frisam que precisam ainda de
mais evidências fósseis e de uma maior compreensão sobre as possíveis
fontes de energia para os organismos durante o Hadeano para dar ainda
mais força à teoria.
Com cerca de 180 quilómetros de diâmetro, a cratera de Chicxulub é
considerada a estrutura de impacto melhor conservada da Terra. O seu
sistema hidrotermal é nove vezes maior do que a caldeira do supervulcão
Yellowstone, localizado nos Estados Unidos
NASA encontra fonte de misteriosos sinais de rádio vindos do espaço
Os misteriosos sinais vindos do espaço, conhecidos como Rajadas Rápida de Rádio
(de sigla em inglês FRB), são muito intrigantes – ninguém tem certeza
de como elas são criados, quase todas vêm de fora de nossa galáxia, e
sua frequência varia de uma rajada única a algumas em uma programação
regular. É por isso que os astrônomos ficaram especialmente
entusiasmados com a primeira a ser descoberto na Via Láctea, emocionados
por ela estar relativamente perto da Terra e perplexos com o que parece
ser sua causa – um magnetar ou estrela morta que ainda é bastante
magnética.
A NASA tem se concentrado na FRB200428 e em seu
magnetar hospedeiro, SGR J1935 + 2154, então, com o anúncio de que as
rajadas estão voltando – tornando-se uma repetidora – a NASA formalizou
sua localização exata e distribuiu elogios ao seu equipamento espacial e
projetos responsáveis pela descoberta.
Um
projeto financiado pela NASA chamado Survey for Transient Astronomical
Radio Emission 2 (STARE2) também detectou a rajada de rádio vista pelo
CHIME. Composto por um trio de detectores na Califórnia e em Utah e
operado pela Caltech e o Jet Propulsion Laboratory da NASA (JPL) no sul
da Califórnia, o STARE 2 é liderado por Bochenek, Shri Kulkarni no
Caltech e Konstantin Belov no JPL. Eles determinaram que a energia da
explosão era comparável às FRBs.
Os astrônomos estavam cientes da existência do magnetar
localizado na constelação de Vulpecula e o monitoraram em abril de 2020
por causa de uma tempestade incomum de raios-X que “durou horas” – tempo
suficiente para ser observado pelo Swift, da NASA, o Telescópio
Espacial Fermi Gamma-ray e o telescópio de raios-X da estrela Neutron Interior Composition Explorer (NICER)
da NASA na Estação Espacial Internacional. Depois que ele saiu do campo
de visão desses telescópios, uma breve explosão de rádio, durando
apenas um milésimo de segundo, foi detectada pelo CHIME (experimento
canadense de mapeamento de intensidade de hidrogênio) e pelo STARE2.
Outras pesquisas ligaram a FRB ao magnetar, tornando esta a primeira
prova de que essas estranhas estrelas magnéticas mortas podem criar
FRBs, o que digno de doisartigos na edição atual da revista Nature.
A segunda FRB da FRB200428 foi postada no quadro de avisos dos astrônomos “The Astronomer’s Telegram”
em 8 de outubro. Os cientistas ainda estão estudando essas três novas
explosões e não fizeram nenhum anúncio formal até o momento desta
redação. No entanto, está claro que as FRBs são um tema quente e a NASA
gosta de receber todo o crédito que pode por suas descobertas.
A FRB200428 do magnetar SGR J1935 + 2154 na Via Láctea
provavelmente não está sendo enviado por uma civilização alienígena, mas
com tantos telescópios e equipes monitorando-os, a NASA e as outras
agências espaciais obviamente pensam que isto se trata de muito algo
grande.
Após diversos meses sem apresentar qualquer atividade expressiva,
finalmente o Sol mudou de feição. Duas novas manchas solares, uma delas
de grande tamanho, estão cravadas em suas superfície e podem produzir
ejeções de massa coronal há muito desaparecidas. Acompanhe!
Observação
da região ativa AR2781. A feição mede cerca de 450 milionésimos do
disco estelar, equivalente a 1,36 bilhão de quilômetros quadrados.
Nos
últimos dias, duas regiões ativas passaram a ser observadas na
fotosfera solar. A maior delas, batizada de AR2781, mede cerca de 450
milionésimos do disco estelar, o equivalente a 1,36 bilhão de
quilômetros quadrados.
De acordo com dados do Centro de Previsão
de Clima Espacial dos EUA, SWPC, o grupo AR2781 apresenta configuração
magnética do tipo BETA, quando os campos magnéticos negativos e
positivos estão presentes mutuamente, mas separados por um simples
divisão tênue entre as polaridades.
Esse tipo de região
ativa normalmente não apresenta grandes instabilidades, mas devido ao
seu grande tamanho é possível que evolua magneticamente, podendo chegar
ao tipo Beta-Gama, com campo magnético bipolar. Nesse tipo de grupo a
dinâmica é tão complexa que é impossível observar linhas de fluxo
conectando duas manchas de polaridade oposta.
IMPORTANTE
Atualmente,
AR2781 já pode ser vista sem o uso de telescópios ou binóculos, mas sua
observação exige o uso de óculos especiais, dotados de filtro do tipo
Baader e capazes de atenuar em 99,9% o brilho da estrela. Na falta
desse tipo de óculos, muito comum em países desenvolvidos, pode-se
utilizar o tradicional de óculos de soldador número 14, embora a
qualidade óptica não seja das melhores.
AR2781 se encontra no hemisfério Sul da fotosfera e deverá permanecer no campo de visão da Terra pelos próximos dias.
A empresa britânica Ecotricity, fundada pelo ambientalista
Dale Vince, quer “sugar” dióxido de carbono da atmosfera e usá-lo para
criar uma versão de diamante mais amiga do ambiente.
A exploração dos diamantes sai caro ao ambiente. Nesse sentido, Dale Vince
quer pôr em marcha um plano para desenvolver pedras preciosas em
laboratório, os primeiros diamantes sem impacto ambiental do mundo.
O fundador da Ecotricity disse ter desenvolvido os únicos diamantes sem impacto ambiental a partir de carbono, água e energia, elementos que provêm diretamente do céu de Stroud, em Inglaterra.
“Fazer diamantes a partir de nada mais do que o céu, do ar que respiramos, é uma ideia mágica, evocativa, é uma alquimia moderna. Não precisamos de extrair a terra para termos diamantes, podemos extrair o céu”, disse ao The Guardian.
O método utiliza dióxido de carbono capturado diretamente da atmosfera para criar os diamantes que, segundo Dale Vince, são quimicamente idênticos
aos que são extraídos da terra. A única diferença reside no facto de
serem mais sustentáveis, já que o processo de criação usa energia eólica
e solar e água da chuva.
A produção destas pedras preciosas poderia ainda ajudar a limpar o ar, através da remoção do dióxido de carbono da atmosfera.
Dale Vince abriu uma outra empresa, a Sky Diamonds, que será a
responsável pela transformação do diamante em laboratório. O objetivo é
produzir cerca de 200 quilates de diamantes todos os meses.
Para tal, a empresa vai proceder à deposição química de vapor,
que se baseia em colocar uma semente de diamante dentro de uma
estrutura selada e aquecê-la a 800ºC cheia de gás metano rico em
carbono. O processo vai ligar os elementos de carbono à semente,
originando um diamante quimicamente idêntico a uma pedra extraída do
subsolo.
Cientistas do MIT desenvolveram uma ferramenta baseada em
Inteligência Artificial que consegue identificar se uma pessoa tem
covid-19 através da tosse.
Uma equipa de investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) descobriu uma maneira de detetar se uma pessoa tem covid-19 só pelo som da sua tosse. Os engenheiros recorreram à ajuda da Inteligência Artificial para desenvolver este método, descrito num estudo publicado recentemente na revista científica IEEE Journal of Engineering in Medicine and Biology.
A ferramenta usa redes neurais que podem detetar as mudanças subtis
na tosse de uma pessoa que indicam se ela está infetada, mesmo que não
tenha nenhum outro sintoma. De acordo com os investigadores do MIT, até os pacientes assintomáticos podem ser identificados através da tosse.
A diferença entre a tosse de uma pessoa saudável e a tosse de uma
pessoa infetada com o novo coronavírus é impercetível ao ouvido humano. O
algoritmo é bastante eficaz, reconhecendo 98,5% dos pacientes infetados com covid-19. No caso dos pacientes assintomáticos, teve uma eficácia de 100%, escreve o Gizmodo.
Esta tecnologia tem o potencial de ser usada na triagem diária de
estudantes, trabalhadores e público, conforme escolas, empregos e
transportes reabrem”, escrevem os cientistas, citados pela BBC.
A rede neural mede sons associados à força das cordas vocais,
enquanto outra deteta pistas relacionadas com o estado emocional da
pessoa, como a frustração. Uma terceira rede ouve mudanças subtis no
desempenho pulmonar e respiratório. Os investigadores combinaram os três
modelos e sobrepuseram-nos a um algoritmo para detetar degradação
muscular.
Os cientistas do MIT alertam que, mesmo com o nível de precisão conseguido, as pessoas não devem usar esta IA como um substitutopara o teste
de covid-19. Também afirmaram que não foi desenvolvida para
diagnosticar pessoas que estão a manifestar ativamente os sintomas de
covid-19.
Ainda assim, esta tecnologia pode desempenhar um papel vital como
ferramenta de triagem para o vírus. A equipa de investigadores está a desenvolver uma aplicação grátis
que pode ser usada como uma ferramenta conveniente de pré-triagem para
indivíduos que não apresentam sintomas, mas temem estar infetados.
Em 1999, Lydia Fairchild tinha apenas 23 anos e morava em Washington,
capital dos Estados Unidos, quando deu à luz dois filhos de Jamie
Townsend. O relacionamento passou por altos e baixos, com muitos
términos e reatamentos.
Em meados de dezembro de 2002, solteira, desempregada, incapaz de
sustentar seus filhos e ainda com mais um a caminho (fruto de uma das
vezes que encontrou Townsend), Fairchild foi solicitar assistência do
governo do estado de Washington para poder sobreviver. O processo
envolvia um exame de DNA dela, das crianças e de seu ex-marido.
No dia em que os resultados chegaram, Fairchild foi convidada para
uma reunião com o Departamento de Serviços Sociais de Washington, onde
ela foi confrontada por uma das assistentes sociais: “quem é você?”. No
momento, ela não entendeu nada, até que uma das assistentes mostrasse os
exames de DNA: Fairchild não era a mãe das crianças, apesar de Townsend
ser o pai.
O início de um pesadelo
(Fonte: Social Gazette/Reprodução)
Por um momento, a mulher ficou sem saber o que dizer; depois,
recuperada, rebateu que era a mãe legítima sim. “O DNA é 100%
infalível!”, Fairchild lembra que uma das profissionais explicou. Ela
foi pressionada a revelar sua “verdadeira” identidade, visto que os
funcionários estavam convictos de que aquele era um caso de sequestro de
crianças ou tentativa de fraude na previdência.
Antes que Fairchild pudesse ir embora, atormentada pelos resultados e
pelo episódio de opressão, ela ainda foi ameaçada por uma das
assistentes.
(Fonte: Boredom Therapy/Reprodução)
No dia seguinte, a família inteira da mulher foi convocada ao
gabinete do procurador do estado de Washington. Todos foram testados
pelo menos três vezes no escritório, no intuito de descartar todos os
falsos negativos ou erros laboratoriais que poderiam ter ocorrido no
primeiro teste. “Eles tiraram fotos de mim e de meus filhos”, revelou
Fairchild.
Depois interrogaram Townsend para tentar entender quem era a mãe
verdadeira de seus filhos. A princípio, eles tentaram acusá-lo de manter
uma relação incestuosa com sua irmã e chegaram a sugerir que os filhos
pertencessem a ela. Depois, o homem foi indagado se tinha outra esposa.
“Eu vi aquelas crianças nascerem de Lydia!”, afirmou Townsend no documentário The Twin Inside Me. “Você estava lá?”, indagou o promotor, cético e suspeito. O homem confirmou que estava, porém o promotor seguiu sem acreditar.
“Não é o suficiente”
(Fonte: Alchetron/Reprodução)
O governo foi atrás de o Dr. Leonard Dreisbach, o obstetra de
Fairchild. O médico ficou sem saber o que pensar quando ouviu da boca de
sua ex-paciente que ela não era a mãe dos próprios filhos, uma vez que
ele foi o responsável por trazê-los ao mundo.
O hospital forneceu os documentos médicos das crianças de Fairchild
desde o nascimento. O Dr. Dreisbach apresentou os exames do pezinho das
crianças ao lado do nome de Lydia Fairchild e todos os seus dados. “A
pegada é impressa no momento em que os bebês nascem e esses cartões são
feitos ainda na sala de parto”.
(Fonte: NewsD/Reprodução)
Contudo, para os assistentes sociais e o promotor, isso não era o
suficiente. O obstetra se lembra de como eles estavam obcecados pelo
resultado apresentado pelo teste de DNA. “A tecnologia do exame do
pezinho é a mais antiga e tem sido usada de maneira confiável no sistema
de justiça há anos. Mas eles simplesmente se recusavam a ouvir qualquer
coisa diferente”, alegou o médico.
Não satisfeito, o promotor público usou um polígrafo para descobrir
se Lydia Fairchild estava mentindo sobre tudo. O equipamento acusou que
ela estava falando a verdade, mas ninguém se convenceu.
Por conta própria
(Fonte: Jornal da Fronteira/Reprodução)
Após ser submetida a todo o tipo de intimidação e situações
vexatórias, Fairchild recebeu a temida notificação judicial acusando-a
de fraude na previdência e na determinação da maternidade legal das
crianças.
“Eu liguei para cada advogado da lista telefônica, mas nenhum deles
aceitou o meu caso. Eu entrei naquele tribunal e era apenas eu contra o
Estado, que tinha evidências de DNA”, se recordou Fairchild em seu
documentário.
Assim que a sessão começou, o primeiro pedido do promotor foi que
colocassem os filhos de Fairchild em tutelas separadas. Ela não teve
ninguém por perto para ajudá-la, nem mesmo a própria família. Foi
somente após sua terceira audiência no tribunal que a mulher finalmente
conseguiu contratar o advogado Alan Tindell.
Depois que todas as sugestões médicas se tornaram um beco sem saída
que apenas levava à condenação de Fairchild e à perda da guarda de seus
filhos, o juiz decidiu que a única maneira de descobrir sobre a
maternidade era durante o parto do terceiro filho da mulher. Sendo
assim, o magistrado ordenou que testemunhas legais estivessem no momento
do nascimento para que coletassem amostras de sangue da criança e da
mãe imediatamente.
O fenômeno quimera
(Fonte: Hashtagchatter/Reprodução)
Apesar de ter consentido que a vigiassem durante o parto, Fairchild
sentiu como se o governo tivesse tirado dela experiência do milagre da
vida por estabelecer um ambiente que mais condenaria seu futuro do que o
tornaria melhor.
O juiz abriu os resultado durante uma audiência, onde comunicou a
todos que ela não era a mãe do filho que testemunharam nascer. Mais
testes foram feitos, só que, dessa vez, Carol Fairchild, mãe de Lydia,
forneceu sua amostra de DNA para provar que era a avó das crianças. O
resultado foi compatível, o que gerou certo alívio à Fairchild, porém
apenas com mais interrogações.
Enquanto isso, estudando maneiras de poder provar a inocência de sua
cliente, Alex Tindell descobriu o caso de Karen Keegan, que foi
informada que não tinha o DNA compatível com dois de seus filhos para
poder efetuar um transplante de rins.
(Fonte: Guardian Liberty Voice/Reprodução)
Após rodadas de testes e interrogatórios, um médico foi atrás de um
dos nódulos da tireoide que Keegan retirara anos antes para realizar
exames nele. Incrivelmente, o código genético dos outros três filhos
estava presente no nódulo. “Em seu sangue, ela era uma pessoa, mas em
outros tecidos, ela tinha evidências de ser uma fusão de dois
indivíduos”, explicou o Dr. Uhl, do Hospital Beth Israel.
Assim como Keegan, eles descobriram que Lydia Fairchild sofria de
“quimerismo humano”, uma condição rara, com apenas 30 casos documentados
mundialmente. Isso acontece quando um organismo possui células de dois
genótipos distintos. No caso de Fairchild, ela carrega dois tipos
distintos de DNA em seu organismo, sendo, biologicamente falando, sua
própria irmã gêmea.
Finalmente
(Fonte: Social Gazette/Reprodução)
O juiz concordou que mais pesquisas e testes fossem feitos, assim
como Fairchild foi submetida a um último exame, onde eles coletaram
amostras de diferentes partes de seu corpo, incluindo o colo de seu
útero.
Em sua audiência final, após 16 meses de batalha judicial, estresse e
picos de ansiedade, Fairchild ouviu com alívio que os médicos
encontraram uma conexão genética com seus filhos a partir de suas
células cervicais.
No documentário The Twin Inside Me, Fairchild falou de toda a
sua trajetória de angústia e revelou que o que importa é que ela se
sente mãe, da cabeça aos pés, apesar de tudo.
A ilustração acima não mostra o asteroide referido no artigo, mas sim as luas de Marte Fobos e Deimos. Crédito: NASA
De acordo com um novo estudo, um pedaço da Lua da Terra pode estar orbitando Marte.
Segundo um comunicado de imprensa,
há um asteroide em uma órbita excêntrica de Marte chamado (101429) 1998
VF31, que os cientistas do Observatório e Planetário de Armagh (AOP) na
Irlanda do Norte determinaram ter um espectrógrafo surpreendentemente
semelhante à leitura da Lua. Depois de ser ejetado por algum tipo de
colisão antiga em órbita, eles suspeitam que 101429 foi preso pela
atração gravitacional de Marte.
A pesquisa da equipe AOP, publicada na revista Icarus,
descobriu que as assinaturas químicas do asteroide 101429 são
extremamente semelhantes à nossa Lua, sugerindo que ele foi desalojado
durante a pré-história do sistema solar.
O espectro
deste asteroide em particular parece ser quase um sinal de morte para
partes da Lua onde há rochas expostas, como o interior de suas crateras e
montanhas.
Porém, o estudo não descarta a possibilidade de que o
asteroide seja na verdade um fragmento de rocha marciana ou um asteroide
que por acaso é muito parecido com a Lua, mas a semelhança com a nossa
lua é difícil de ignorar. E o passado turbulento de nosso sistema solar
torna possível que nossa Lua se fragmentou após ser atingida em uma
colisão.
O astrônomo da equipe AOP, Apostolos Christou, disse no comunicado:
O
início do Sistema Solar era muito diferente do lugar que vemos hoje. O
espaço entre os planetas recém-formados estava cheio de destroços e as
colisões eram comuns. Grandes asteroides atingiam constantemente a Lua e
outros planetas.
A cada 200.000 a 300.000 anos, os pólos magnéticos da Terra
invertem-se, num fenómeno de turbulência invisível. Um novo estudo
revelou agora alguns dos detalhes da última inversão.
As rochas que já foram derretidas mantiveram um registo do campo
magnético da Terra à medida que se solidificaram. A magnetostratigrafia
estuda o registo de inversões geomagnéticas contidas nessas rochas, uma
vez que, ao datá-las, os cientistas conseguem construir uma linha do
tempo das inversões da Terra.
A última inversão, conhecida como inversão geomagnética de
Matuyama-Brunhes, foi analisada durante vários anos. Os investigadores
queriam perceber quando é que tinha acontecido e quanto tempo durou.
Um recente estudo, publicado na Progress in Earth and Planetary Science, explica que os fluxos de lava
são um indicador confiável da orientação dos pólos no momento em que a
lava se solidificou, mas não conseguem fornecer um cronograma.
Segundo os cientistas, os fluxos de lava são muito úteis quando se
trata de compreender o campo magnético da Terra no momento da
solidificação. “No entanto, as sequências de lava não podem fornecer
registos paleomagnéticos contínuos devido à natureza das erupções
esporádicas”, explicou o autor Haneda em comunicado citado pelo Science Alert.
Alguns depósitos de sedimentos podem fornecer um resgisto mais detalhado. Um deles é o da secção de compósitos de Chiba, no Japão.
“Neste estudo, recolhemos novas amostras e conduzimos análises
paleomagnéticas e de rochas magnéticas de amostras da secção de
compósitos de Chiba, uma sucessão marinha contínua e expandida no centro
do Japão, para reconstruir a sequência completa da inversão
geomagnética de Matuyama-Brunhes”, disse Haneda.
A secção de compósitos de Chiba contém o registo sedimentar marinho
mais detalhado da inversão geomagnética de Matuyama-Brunhes e serve como
padrão internacional para o limite inferior da subsérie do Pleistoceno Médio e do Estágio Chibano – quando o Homo sapiens emergiu como uma espécie.
Além de pólens bem preservados e micro e macrofósseis marinhos, a região contém camadas de piroclastos,
um material fragmentário produzido por erupções vulcânicas, normalmente
conhecidas como cinzas vulcânicas. Segundo os cientistas, Chiba fornece
a estrutura cronoestratigráfica mais confiável do período em torno da
inversão de Brunhes-Matuyama.
As novas descobertas vão contra as conclusões de outras
investigações, especialmente no que diz respeito ao tempo de inversão.
Alguns estudos sugerem que demorou vários milhares de anos, enquanto
outros sugerem que a inversão foi concluída num período de uma vida
humana.
As diferentes estimativas de tempo dependem, em grande parte, de onde
é que os cientistas reúnem as suas evidências. Este estudo, baseado na
secção de compósitos de Chiba, concluiu que demorou cerca de 20.000 anos, incluindo um período de instabilidade de 10.000 anos que levou à inversão.
“Os nossos dados são um dos registos paleomagnéticos mais detalhados
durante a inversão geomagnética de Matuyama-Brunhes, e oferecem uma
visão profunda do mecanismo da inversão geomagnética”, rematou Haneda.
O Observatório Europeu do Sul revelou uma das imagens mais
“sinistras” da sua coleção: a Nebulosa da Caveira, conhecida como
primeira nebulosa planetária com um sistema estelar triplo hierárquico
no seu centro.
Para celebrar o Halloween, o Observatório Europeu do Sul (ESO)
decidiu revelar uma das fotografias mais “sinistras” que faz parte do
seu programa Joias Cósmicas, uma iniciativa dedicada aos objetos
espaciais mais intrigantes.
A Nebulosa da Caveira, ou NGC 246, localiza-se a
cerca de 1.600 anos-luz de distância da Terra, na constelação austral da
Baleia, e é conhecida como a primeira nebulosa planetária com um triplo
sistema de estrelas no seu centro. Duas das estrelas orbitam em torno
uma da outra, enquanto a estrela mais exterior orbita as duas.
Segundo a Sputnik News,
a imagem revelada pelo ESO foi captada pelo Very Large Telescope (VLT)
no Chile, e mostra a luz emitida em faixas estreitas de comprimentos de
onda, associadas ao hidrogénio e ao oxigénio. Estas observações da
radiação emitida por determinados elementos ajudam os cientistas a
compreender as composições químicas e estruturais dos objetos espaciais.
De acordo com os astrónomos, a Nebulosa da Caveira foi formada quando
uma estrela com uma tipologia semelhante ao nosso Sol chegou ao final
da sua vida e expeliu as suas camadas exteriores, revelando seu núcleo –
ou seja, transformando-se numa anã branca.
Apesar de não ser visível na imagem, a anã vermelha está muito perto
da estrela central, a uma distância aproximadamente 500 vezes superior à
que existe entre a Terra e o Sol.
As anã vermelha e anã branca orbitam em torno uma da outra, enquanto que a estrela mais exterior orbita as duas anãs a uma distância 1.900 vezes superior à separação entre a Terra e o Sol.
Apesar de ser conhecida há vários séculos, só em 2014 é que os
astrónomos descobriram que há uma terceira estrela no coração da
nebulosa.
Uma nova técnica usada para verificar a autenticidade de garrafas de whiskey raras pode também ser usado para detetar doenças.
Algumas garrafas de whiskey icónicas foram vendidas em leilão por
mais de um milhão de euros. Mas se você for o feliz proprietário de tal
whiskey, como pode ter certeza de que o que está a comprar é o produto
genuíno?
Estudos mostraram que cerca de um terço dos whiskeys raros à venda em
leilão podem ser falsos. Em 2017, um colecionador pagou um recorde
mundial de 7.600 libras (8.400 euros) por uma única dose de whiskey
raro, apenas para descobrir mais tarde que tinha sido vendida uma
imitação.
O problema do álcool falsificado não se restringe apenas a
colecionadores ricos. Vários casos foram relatados de pessoas
envenenadas e a morrerem por beber whiskey contendo altos níveis de
metanol venenoso.
Mas em breve esse tipo de problema pode ficar no passado, pois um novo estudo, publicado recentemente na revista científica Analytical Methods, permitiu desenvolver um novo método que pode usar lasers para testar quimicamente a autenticidade do whiskey,
sem nunca abrir a garrafa. E o mais importante, a técnica tem o
potencial de medir outras substâncias dessa forma, incluindo tecido
humano.
Como é que funciona?
Quando um feixe de laser é direcionado a uma substância como o
whiskey, o líquido espalha parte da luz numa variedade de cores
diferentes. A mistura exata de cores produzida é única para a composição
química da amostra e pode ser usada como uma impressão digital para identificar a amostra.
A técnica de medição dessa impressão digital, que nos dá uma
compreensão detalhada da interação entre a luz e os átomos e moléculas
que compõem uma amostra, é conhecida como espectroscopia. Assim como a
identificação por impressão digital de criminosos, a identidade de uma
amostra de whiskey pode ser identificada através de um banco de dados de amostras conhecidas.
O whiskey é uma mistura particularmente complexa de produtos
químicos, conhecidos como congéneres, que conferem ao conteúdo de cada
barril um sabor, aroma e cor únicos. Embora os criminosos se tenham
tornado cada vez mais sofisticados em imitar o gosto, o cheiro e a
aparência das tão procuradas bebidas, para enganar esse sistema é
necessário que um whiskey falso seja quimicamente idêntico ao real – algo muito difícil de criar.
Há quase uma década desenvolvemos testes baseados em espectroscopia
para a autenticidade do whiskey. O método também funciona para outros
alimentos e bebidas onde a falsificação pode ser um problema, como azeite, vinho e mel.
No entanto, o conteúdo não é a única fonte de luz espalhada. Um
problema comum em todos esses testes é que o recipiente de vidro pode
produzir um sinal ainda maior do que o do conteúdo.
Isso é evitado no laboratório, testando uma amostra colocada num
recipiente padronizado. Mas se você tivesse acabado de gastar uma
pequena fortuna na última adição à sua coleção de whiskeys raros,
gostaria que removêssemos e esgotássemos parte da sua preciosa compra?
Provavelmente não.
A nova técnica foi projetada para superar esse desafio. Em vez de iluminar a garrafa com um feixe de laser padrão, introduziu-se um pedaço de vidro em forma de cone na frente da garrafa para remodelar a luz.
Ao formar um anel de luz laser na superfície da garrafa, que é
reunido num ponto bem focado dentro do conteúdo líquido, podemos agora
colocar o nosso detetor de modo a que apenas a luz dispersa produzida
dentro da garrafa seja recolhida.
Desta forma, os cientistas conseguiram medir o conteúdo sem aquela
contribuição irritante da garrafa. Os cientistas testaram o método em
whiskeys de uma variedade de destilarias e foram capazes de distingui-los com facilidade. Também mostraram que o método funciona para outras bebidas alcoólicas, incluindo vodka e gim.
Outros benefícios
Indo além da comida e da bebida, todos os tipos de outras substâncias
podem ser medidos dessa forma. Recentemente, a equipa de investigadores
mostrou que se pode usar uma abordagem semelhante para medir bactérias e testar a sua resposta aos antibióticos.
Métodos baseados em laser oferecem a vantagem potencial de nos dizer a
composição química do que eles veem com alta resolução e numa
configuração muito mais barata e compacta do que um scanner de ressonância magnética, fornecendo informações vitais para o diagnóstico.
A espectroscopia a laser dá-nos as informações químicas, mas, como a
luz geralmente não penetra muito na pele, atualmente é limitada ao
diagnóstico próximo à superfície. Os cientistas planearam testar o novo
método para ver se ele permitirá que a luz penetre mais profundamente no
tecido e potencialmente detete quimicamente o cancro dentro do corpo.
Por enquanto, a espectroscopia oferece uma maneira potencialmente
simples de testar álcool, quando comparada com outros métodos como
datação por radiocarbono.
A simplicidade da abordagem sugere que os dispositivos podem ser facilmente fabricados para uso generalizado.
Investigadores da Universidade de Bergen, na Noruega, estão a
coletar o esperma de pacientes com covid-19 para analisar se o vírus
está a afetar os espermatozóides e se terá impacto no sistema imunitário
da próxima geração.
De acordo com o Sci Tech Daily,
até ao momento, 50 pacientes com covid-19, com idades compreendidas
entre os 30 e os 40 anos, entregaram uma amostra de esperma. O plano é
que os participantes retornem após 12 meses para mais testes.
“O sistema imunitário é treinado por infeções de todos os tipos.
Queremos estudar como ele é afetado pela covid-19 e também se a infeção
tem implicações nos sistemas imunitários das gerações futuras. É por
isso que decidimos estudar o esperma, além do sangue”, disse a
professora Cecilie Svanes, do Centro de Saúde Internacional da
Universidade de Bergen, uma das líderes do projeto.
Segundo o artigo, todos os tipos de infeção originam reações no
sistema imunitário. “Testes anteriores em animais revelaram que as
infeções podem afetar o sistema imunitário de uma geração futura tanto
de forma negativa como positiva”, indicou Svanes.
Infeções por vermes parasitas – designados helmintos – tiveram um
efeito positivo no sistema imunitário de descendentes de ratos. A sepse,
por outro lado, teve um efeito negativo na geração seguinte desses
mesmos roedores.
Os investigadores acreditam que a ligação entre a infeção, o esperma e
a descendência é o resultado de mudanças que afetam como o material
hereditário é “lido e compreendido” e como o corpo constrói as proteínas
envolvidas no sistema imunitário. Os pesquisadores estão a estudar o RNA mensageiro, que traduz o ADN em proteínas.
Como apontou o artigo, a equipa não pode esperar que os pacientes com
covid-19 tenham filhos para estudar possíveis efeitos da infeção sobre a
sua resposta imunitária. Para já, vão comparar o esperma e o sangue dos
pacientes com os de um grande grupo de controle, composto por
indivíduos que não foram infetados com o vírus.
Desse grupo de controle fazem parte participantes do estudo europeu
RHINESSA, que envolve pessoas de sete países, acompanhadas durante mais
de 20 anos. O banco de dados contém informações sobre como a saúde
pulmonar, a asma, as alergias e as doenças associadas se desenvolveram
ao longo do tempo.
“Se encontrarmos mudanças negativas consideráveis nos espermatozóides, podemos aconselhar as pessoas a esperar para ter filhos, por exemplo, um ano após uma infeção por covid-19″, concluiu Svanes.
Uma imagem de uma cratera tripla em Marte. Crédito de imagem: ESA / DLR / FU Berlin / CC BY-SA 3.0 IGO.
Marte, o quarto planeta do Sol é um mundo
cheio de cicatrizes. Acredita-se que uma vez Marte pode ter sido
coberto por oceanos, lagos, rios e rodeado por uma atmosfera que tornava
o planeta provavelmente habitável. Hoje, o planeta vermelho é um mundo
estéril, um vislumbre de sua antiga glória há bilhões de anos.
No entanto, sua superfície oferece evidências de
que em um passado distante existiram vastos lagos, oceanos e rios, mas
também o quanto o planeta vermelho foi exposto ao “bombardeio cósmico”. O
planeta vermelho é coberto por cicatrizes deixadas para trás quando
enormes meteoros atingiram sua superfície.
A evidência de um planeta vermelho “com cicatrizes” é mostrada nesta imagem do orbitador Mars Express da ESA: um tripleto antigo que compreende não uma, mas três crateras sobrepostas.
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A cratera tripla é encontrada em uma parte especialmente antiga do hemisfério sul de Marte, conhecida como Noachis Terra.
Esta região estava cheia de crateras durante a era de
Noé, uma época antiga há cerca de quatro bilhões de anos na história de
Marte, na qual um grande número de asteroides e cometas varam para
dentro e colidiram com a superfície do planeta.
Algumas das características criadas por essas colisões
permanecem intactas em Marte hoje e, conforme se formaram durante os
primeiros dias do Sistema Solar, são de particular interesse para os
cientistas que buscam aprender mais sobre nosso vizinho planetário e seu
passado.
No entanto, nem todos os “impactores múltiplos” deixam
essas características claras e nítidas para trás. Em vez disso, muitos
mostram depressões alongadas, vazios não circulares que ficam muito
próximos lado a lado, ou bacias apenas parcialmente sobrepostas.
Cientistas que analisam as imagens coletadas pela Mars Express dizem
que outra explicação pode ser que o que vemos aqui é uma coincidência:
em momentos diferentes, três impactadores separados poderiam ter
atingido a superfície de Marte neste local, criando uma sobreposição
ordenada de crateras inteiramente por acaso .
Os pesquisadores dizem que se curiosa cratera tripla foi deixada para
trás por um objeto que se desintegrou em três partes maiores pouco
antes de atingir a superfície, isso sugeriria que a atmosfera de Marte
durante a chamada era de Noé era muito mais densa e muito mais difícil
de penetrar .
Isso, por outro lado, reforça a teoria de que há bilhões de anos
Marte era um planeta muito mais quente e úmido em comparação com o que
vemos hoje.
Curiosamente, as observações científicas feitas por inúmeras missões
em Marte (tanto na superfície quanto em órbita) apóiam esse ponto de
vista e fornecem evidências de que a água já fluía através do Planeta
Vermelho em grandes quantidades, revelando características como antigas
redes de vales de rios e grandes lagos bacias que se acredita terem se
formado no período de Noé.
Como muitas das crateras antigas e erodidas nas terras altas do sul
de Marte, essas três crateras têm bordas achatadas, pisos rasos e se
encheram de sedimentos nos quatro bilhões de anos desde sua formação.
Também há evidências de gelo aqui – a cratera menor tem marcas que
geralmente são criadas quando gelo e detritos se arrastam por uma
superfície, semelhante à forma como as geleiras de rocha e gelo
misturadas ou geleiras cobertas por detritos se movem nas regiões
alpinas da Terra, a Europa Agência Espacial revelou.
De todos os lugares do sistema solar, o local mais provável onde a
vida poderia ter existido – além da Terra – é Marte. Alguns
especialistas até acreditam que pode haver vida em Marte hoje – vida
microbiana – localizada abaixo da superfície.
As futuras missões a Marte ajudarão a revelar como era o planeta
vermelho no passado distante e se existia ou ainda há vida lá. O
jipe-sonda ExoMars Rosalind Franklin e sua plataforma científica de
superfície devem pousar na superfície marciana em setembro de 2022.
Imagem ilustrativa de um possível planeta nos confins do nosso sistema solar
Nos últimos anos, os astrônomos têm falado que existe um nono planeta
nos limites externos de nosso sistema solar. No entanto, apesar de sua
“forte evidência”, ninguém ainda encontrou esse corpo celeste.
Até o momento, existem vários estudos nos quais
foi descoberto que outros objetos em nosso sistema são definitivamente
influenciados por um corpo. Esse efeito é atribuído ao Planeta X, também conhecido como Planeta 9.
Mais recentemente, pesquisadores da Universidade de Yale
começaram a desenvolver novas maneiras de identificá-lo. Os cientistas
vão olhar para o céu noturno com telescópios que usam a técnica
“compensar e combinar”. A estratégia envolve deslocar as imagens
resultantes ao longo de diferentes trajetórias orbitais e então costurar
todas as fotos juntas.
Enquanto isso, os astrônomos de Yale, Malena Rice e Greg
Laughlin, detectaram sinais fracos de três objetos transneptunianos (de
sigla em inglês TNOs) – pequenos corpos que estão além da órbita de
Netuno – usando imagens “deslocadas” do telescópio TESS.
Rice disse:
Se mesmo
um desses objetos candidatos for real, isso nos ajudará a entender a
dinâmica do sistema solar externo e as propriedades prováveis do
Planeta Nove. Esses novos dados são muito interessantes.
No entanto, até agora, muitos cientistas não concordam
com a pesquisa de Batygin. Por exemplo, Ethan Siegel, um astrofísico
teórico americano especializado na teoria do Big Bang, argumenta que os dados usados para identificar o Planeta 9 não são profundos o suficiente.
Em sua opinião,
os objetos transnetunianos observados e suas órbitas, pelas quais o
Planeta 9 será responsável, deveriam estar em uma determinada região do
céu, e não aparecer esporadicamente. Siegel observou que Batygin e seus
colegas provavelmente “serão vítimas de um fenômeno chamado viés de
descoberta”.
Um asteróide gigante vai colidir com a órbita do Planeta Terra no
próximo sábado, 7 de novembro, a mais de 13 quilómetros por segundo,
avança o jornal britânico Daily Star.
Para precisar, estima-se que a rocha espacial tenha entre 79 e 180
metros de largura o que, a confirmar-se, será maior que a Catedral de
São Paulo, que mede 174 metros.
Estima-se que o asteróide passe a uma distância de 0,037 unidades astronómicas da Terra, que corresponde a 5535119.66
quilómetros, considerado relativamente perto na linguagem espacial. No
entanto, é bastante improvável que colida com a Terra.
Desde que o asteróide que extinguiu os dinossauros há 66 milhões de anos que a Terra não 'vê' passar 'tão perto' um.
A missão Juno da NASA detetou pela primeira vez flashes de luz sobre a forma de “duendes” ou “elfos” na atmosfera de Júpiter.
Em comunicado,
os cientistas da agência espacial norte-americana explicam que estes
flashes de luz, formalmente apelidados como eventos de luz transitória
(TLEs), são fenómenos “brilhantes, imprevisíveis e extremamente breves”.
Os flashes de luz foram detetados graças a dados do espectrógrafo de ultravioleta
(UVS) da sonda espacial Juno, cujos primeiros sinais sobre estes
fenómenos foram publicamente divulgados no verão do ano passado.
“O UVS foi projetado para caracterizar as belas luzes do norte e sul
de Júpiter”, disse Rohini Giles, autor principal do estudo que descreve a
descoberta e cujos resultados foram esta semana publicados na revista Journal of Geophysical Research: Planets.
O especialista explica que as imagens não mostravam apenas a aurora dos planeta, mas também um “flash brilhante de luz ultravioleta no canto onde não deveria estar”.
Depois de os dados terem sido analisados, a equipa chegou a conclusão
de que Juno detetou pela primeira vez um fenómeno TLE no maior planeta
do Sistema Solar.
Este tipo de eventos são causados por descargas de raios de
tempestades elétricas muito baixas e também acontecem na Terra a até 97
quilómetros acima de tempestades intensas, iluminando grande parte do
céu e durando apenas alguns milissegundos – comparável à fração de tempo
de um piscar de olhos.
“Na Terra, os ‘duendes’ e ‘elfos’ aparecem em tons de avermelhada
devido à sua interação com o nitrogénio na alta atmosfera, mas em
Júpiter, a alta atmosfera é composta principalmente por hidrogénio e,
por isso, é provável que apareçam em azul ou rosa”.
Os cientistas suspeitavam já de eventos luminosos na atmosfera de
Júpiter há algum tempo, mas as observações recentes de 11 flashes
brilhantes confirmaram o fenómenos.
Uma equipa de astrónomos identificou uma das classes mais
raras conhecidas de galáxias emissoras de raios gama, chamada BL
Lacertae, nos primeiros 2 mil milhões de anos de idade do Universo.
Com a ajuda do Grande Telescópio das Canárias, uma equipa de
astrónomos identificou uma rara classe de galáxias que emitem raios gama
– conhecida como BL Lacertae – nos primeiros 2.000 milhões de anos do Universo.
Só uma pequena fração de galáxias emite raios gama, que são a forma
mais extrema de luz. Os astrónomos acreditam que estes fotões altamente
energéticos se originam nas proximidades de buracos negros supermassivos
que residem nos centros dessas mesmas galáxias.
Quando isso acontece, são chamadas de galáxias ativas – o buraco
negro engole a matéria ao seu redor e emite jatos de matéria e radiação.
Menos de 1% dessas galáxias ativas têm jatos apontados para a Terra:
chamam-se blazares e são uma das fontes de radiação mais poderosas do Universo.
Os blazares podem ser divididos em dois tipos: BL Lacertae (BL Lac) e radioquasars de espetro plano (FSRQ).
De acordo com os cientistas, estes últimos são galáxias ativas
relativamente jovens, ricas em poeira e gás que cercam o buraco negro.
Com o passar do tempo, a quantidade de matéria disponível para alimentar
o buraco negro diminui e o FSRQ evolui para um Lac BL.
Isto significa que BL Lacertae pode representar uma fase mais antiga
e mais evoluída na vida de um blazar, “enquanto os FSRQs são uma
espécie de fase adulta”, explicou o cientista Vaidehi Paliya, citado
pelo Europa Press.
Os astrónomos acreditam que a idade atual do Universo ronda em torno
de 13,8 mil milhões de anos. Ora, o FSRQ mais distante conhecido foi
identificado a uma distância de quando o Universo tinha cerca de mil milhões de anos. Em comparação, o BL Lac mais distante conhecido foi visto quando o Universo tinha cerca de 2,5 mil milhões de anos.
Esta constatação levanta a hipótese de que os FSRQs podem mesmo evoluir para BL Lacs.
Mais recentemente, uma equipa de cientistas descobriu um novo BL Lac muito mais longe do que o recorde de distância anterior. A descoberta do 4FGL J1219.0 + 3653 foi descrita num artigo científico publicado no The Astrophysical Journal Letters.
“Descobrimos um BL Lac existente há cerca de 800 milhões de anos, ou seja, quando o Universo tinha menos de 2 mil milhões de anos”, informou a investigadora Cristina Cabello.
“Esta descoberta desafia o cenário atual de que os BL Lacs são uma
fase evoluída dos FSRQs”, acrescentou o cientista Nicolás Cardie.
Uma equipa de cientistas encontrou evidências de que os
depósitos de metano no Oceano Ártico – conhecidos como os “gigantes
adormecidos” – começaram a ser libertados na encosta continental da
costa leste da Sibéria.
De acordo com o que noticia o The Guardian,
foram detetados altos níveis de metano numa profundidade de 350 metros
no Mar de Laptev, perto da Rússia. Esta descoberta está a provocar uma
grande preocupação entre os investigadores, que acreditam que a
libertação deste gás pode acelerar o ritmo do aquecimento global.
Os sedimentos das encostas no Ártico contêm uma enorme quantidade de
metano congelado e outros gases – conhecidos como hidratos. O metano tem
um efeito de aquecimento 80 vezes mais intenso do que o dióxido de
carbono.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos já havia destacado a desestabilização
dos hidratos do Ártico como um dos quatro cenários mais preocupantes no
quadro das mudanças climáticas, e parece que o pior está a acontecer.
A equipa internacional, que para fazer a pesquisa viajou a bordo do
navio russo R / V Akademik Keldysh, referiu que a maioria das bolhas
estava a dissolver-se na água, mas os níveis de metano na superfície eram de quatro a oito vezes mais do que seria normalmente esperado.
Segundo o cientista sueco Örjan Gustafsson: “neste
momento, é improvável que haja um grande impacto no aquecimento global,
mas o problema é que o processo já foi iniciado, e está a afetar a
encosta da Sibéria Oriental”.
Ainda assim, e apesar da crescente preocupação, os cientistas
realçaram que as novas descobertas eram preliminares. A escala de
libertação de metano não será confirmada até que os investigadores
regressem ao local para analisar os dados e assim publicar um estudo
revisado por pares.
A equipa de 60 membros acredita ser a primeira a confirmar
observacionalmente que a libertação de metano está a ocorrer numa grande
parte da encosta, a cerca de 600 km da costa da Sibéria. Em pelo menos seis pontos de monitorização, os investigadores observaram nuvens de bolhas libertadas por sedimentos.
Num local na encosta do Mar de Laptev, a uma profundidade de cerca de
300 metros, a equipa encontrou concentrações de metano de 1600
nanomoles por litro, o que é 400 vezes mais do que seria esperado se o
mar e a atmosfera estivessem em equilíbrio.
Igor Semiletov, cientista-chefe, referiu que as
descargas de metano foram “significativamente maiores” do que qualquer
outra encontrada antes. “Esta é uma nova página. A libertação deste tipo
de gases pode ter consequências climáticas graves, mas precisamos de mais estudos antes de podermos confirmar as nossas suspeitas”, afirmou.
A última descoberta marca a terceira fonte de emissões de metano
da região. Semiletov, que estuda esta área há cerca de duas décadas, já
tinha alertado anteriormente que o gás estava a ser libertado da
plataforma do Ártico.
Por trás deste fenómeno pode estar o facto das temperaturas na Sibéria
terem sido 5ºC mais altas este ano do que a média normal. Esta anomalia
torna 600 vezes mais provável que existam emissões de metano.
No inverno passado o gelo marinho derreteu
incomummente mais cedo. O congelamento deste inverno ainda está para
começar, mas já é certo que terá início mais tarde do que foi registado
em outros anos.
Uma
ilustração que representa o legado do telescópio espacial Kepler da
NASA. Após nove anos no espaço profundo coletando dados que revelaram
que nosso céu noturno estava cheio de bilhões de planetas ocultos – mais
planetas até do que estrelas – o telescópio espacial Kepler da NASA
ficou sem combustível necessário para futuras operações científicas em
2018. Crédito: NASA / Ames Research Center / W. Stenzel / D. Rutter.
Com base nos dados do Telescópio Espacial Kepler
e da missão Gaia, pode haver até 300 milhões de planetas habitáveis
na Via Láctea, de acordo com uma equipe de cientistas do Instituto
SETI, NASA e outras organizações internacionais. A pesquisa não apenas
fornece uma medida de quantos planetas potencialmente portadores de vida
existem, mas também fornece um fator chave na equação de Drake que estima quantas civilizações extraterrestres podem existir.
Escrita em 1961 pelo Dr. Frank Drake, a equação
de Drake é a fórmula mais famosa na busca por civilizações tecnológicas
extraterrestres que poderiam se comunicar com a Terra usando sinais de
rádio. O cálculo é baseado em uma série de fatores, incluindo a taxa de
formação de estrelas, a fração de estrelas que têm planetas, quantos
planetas habitáveis uma estrela possui, o número de planetas que
desenvolvem vida, o número que produz vida inteligente, o número que
produz uma civilização tecnológica, e o tempo de vida dessa civilização.
O problema é que nenhum desses fatores é conhecido com
certeza. Alguns deles são apenas estimativas grosseiras e outros puras
suposições. O resultado é que a equação de Drake estima que haja algo
entre um e 100 milhões de civilizações tecnológicas em nossa galáxia –
um intervalo que não é muito útil.
Isso é semelhante a estudos anteriores, mas de acordo com
o Instituto SETI, a nova pesquisa refinou o fator da zona habitável,
incluindo não apenas a distância da estrela, mas também a quantidade de
luz que o planeta recebe. Isso foi conseguido combinando os dados do
Kepler com os da missão Gaia, que mede a quantidade de energia que a
estrela hospedeira emite.
O resultado é uma estimativa de que pode haver até 300
milhões de planetas potencialmente habitáveis em nossa galáxia, com
alguns a cerca de 30 anos-luz da Terra. No entanto, esse número pode ser
refinado ainda mais para baixo ou para cima à medida que ganhamos uma
maior compreensão de como a atmosfera de um planeta pode afetar sua
capacidade de suportar água líquida. Os pesquisadores dizem que usaram
uma estimativa conservadora deste impacto atmosférico para suas
análises, o que deve ajudar a informar os esforços futuros de caça a
exoplanetas.
A co-autora do estudo, Michelle Kunimoto, disse:
Saber quão
comuns são os diferentes tipos de planetas é extremamente valioso para o
projeto das próximas missões de descoberta de exoplanetas. Pesquisas
destinadas a pequenos planetas potencialmente habitáveis em torno de
estrelas semelhantes ao Sol dependerão de resultados como esses para
maximizar sua chance de sucesso.
A falha de San Andreas, que se situa ao longo da costa oeste
da América do Norte e atravessa centros populacionais densos como o de
Los Angeles, na Califórnia, é uma das falhas mais estudadas devido ao
seu elevado risco de perigo.
Tendo por base o intervalo de recorrência de, aproximadamente, 150
anos em que ocorrem terramotos de magnitude 7,5, e no facto de que já se
passaram mais de 300 anos desde que isso aconteceu, a falha de San Andreas é há muito chamada de “atrasada”.
Durante décadas, os geólogos questionavam-se como é que já tinha
passado tanto tempo desde a ocorrência do último terramoto no local, que
daria origem a uma maior rutura. Agora, alguns geofísicos acreditam que
a “seca do terramoto” – como os especialistas lhe chamam – pode ser parcialmente explicada por lagos, ou neste caso pela falta deles.
Na Reunião Anual da Geological Society of America, Ryley Hill
apresentou um novo trabalho através do uso de modelagem geofísica para
quantificar como a presença de um grande lago junto de uma falha, pode
ter afetado o tempo de rutura no sul de San Andreas no passado.
Há centenas de anos, um lago gigante – o Lago Cahuilla
– que se situava no sul da Califórnia e norte do México, cobria falhas
dos vales Mexicali, Imperial e Coachella, fazendo assim a sua travessia
muito próximo da falha de San Andreas.
Ao longo dos anos este lago tem secado lentamente e
isso faz levantar a questão: se o lago que ficava junto ao San Andreas
secou, e o peso da sua água foi removido, isso pode explicar porque
razão a falha de San Andreas está numa “seca de terramotos”?
Hill está a explorar as consequências da presença de um lago no tempo de rutura de uma falha, processo conhecido como carregamento do lago
– trata-se do efeito cumulativo de duas forças que são o peso da água
do lago e a maneira como essa água se difunde para o solo.
O peso da água do lago aumenta a pressão colocada nas rochas que
estão debaixo dele, enfraquecendo-as. Quanto mais fundo for o lago,
maior será a pressão sobre as rochas e maior será a probabilidade da falha escorregar.
“Imaginemos duas mãos escorregadias a fazer pressão para dentro. Se
tentarmos desliza-las lado a lado elas não vão escorregar facilmente.
Mas se houver água entre elas, a pressão empurra-as para fora e elas
escorregam com facilidade”, explica Hill, que garante que as forças juntas criam pressão na falha, atingindo assim um limite crítico, fazendo com que a falha se rompa.
Segundo o Phys, o modelo de Hill é complexo e incorpora diferentes níveis de pressão de
água nos sedimentos e nas rochas localizadas debaixo do lago,
permitindo que a pressão dos poros seja diretamente afetada pela tensão
da água. Isso, por sua vez, afeta o comportamento geral da falha.
Enquanto o trabalho estava em andamento, Hill revelou que encontrou
respostas importantes. Quando a água do lago está no seu máximo esta faz
com que a pressão aumente e se torne capaz de empurrar o cronograma de
modo a que a falha alcance o ponto crítico um pouco mais cedo do que o previsto.
De acordo com Hill, o efeito geral da seca do Lago Cahuilla torna
mais difícil a rutura de uma falha. “À medida que a pressão dos poros
diminuiu, tecnicamente, o alicerce fica mais forte”, diz o geólogo,
explicando assim o que está a acontecer em San Andreas.