segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Variante Delta não provoca casos mais graves nas crianças !

A variante Delta não causa casos mais graves de covid-19 em crianças e adolescentes em comparação com outras variantes, indicam os primeiros dados divulgados sexta-feira pelas autoridades de saúde norte-americanas, noticiou a AFP.


A agência noticia refere que as preocupações com as consequências da variante Delta nos mais jovens têm aumentado nas últimas semanas nos Estados Unidos, face ao número crescente de crianças hospitalizadas infetadas com aquela variante.

Os Centros de Prevenção e Controlo de Doenças (CDC), a principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos, analisou dados de pacientes hospitalizados com covid-19 em 99 condados de 14 Estados, cobrindo cerca de 10% da população norte-americana.

Em particular, aquela agência federal comparou o período do início de março a meados de junho com o período de meados de junho até final de julho, quando a variante Delta tornou-se dominante nos EUA.

Entre esses dois períodos, a taxa de hospitalização de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos, na realidade, aumentou cinco vezes.

Mas “a proporção de crianças e adolescentes hospitalizados por doença grave”, por exemplo com admissão em cuidados intensivos, “era semelhante antes e durante o período em que Delta era dominante”, conclui o estudo.

Em detalhe, das 3.116 crianças e adolescentes hospitalizados nos três meses e meio antes da variante Delta, cerca de 26% foram internados em terapia intensiva, 6% foram colocados num ventilador e menos de 1% morreu. Depois com a variante Delta, de 164 hospitalizações registadas num mês e meio, cerca de 23% foram internados em cuidados intensivos, 10% colocados num ventilador e menos de 2% morreram.

“As diferenças entre os dois períodos não são, portanto, estatisticamente significativas”, o entender dos especialistas da CDC.

O CDC nota, no entanto, que o número de crianças com casos graves da doença foi reduzido entre meados de junho e o final de julho, limitando assim a relevância das comparações feitas.

Os analistas sublinham que os dados precisam de continuar a ser avaliados de perto, no futuro próximo.

O trabalho realizado também demonstra ainda que as vacinas protegem bem os adolescentes contra a variante Delta, pois as taxas de hospitalização foram cerca de 10 vezes maiores para adolescentes não vacinados do que para aqueles vacinados durante o período de predominância do Delta.

Nos EUA, os adolescentes podem receber injeções da vacina Pfizer a partir dos 12 anos.

Além disso, um segundo estudo publicado hoje mostra que a vacinação de adultos tende a proteger as crianças da contaminação.

Em análise estiveram as visitas às urgências, bem como o número de hospitalizações em todo o país, durante o mês de agosto.

Nos Estados com a menor cobertura de vacinação/imunização para a população em geral, o número de atendimentos de urgência por crianças e adolescentes foi três vezes maior do que nos Estados altamente imunizados, e o número de internamentos foi quase 4 vezes maior.

“Mais crianças são infetadas com covid-19 porque a doença está a circular mais”, justificou a diretora do CDC, Rochelle Walensky, referindo-se aos dois estudos agora divulgados.

Segundo Walensky, os estudos demonstram que “a vacinação funciona” e, por outro, que “não houve aumento da gravidade da doença em crianças”.

https://zap.aeiou.pt/delta-nao-casos-mais-graves-criancas-429355

 

sábado, 4 de setembro de 2021

Robô Perseverance recolhe a primeira amostra de Marte !

O robô norte-americano Perseverance recolheu com sucesso a primeira amostra de rocha de Marte após uma tentativa falhada em agosto, foi anunciado esta quinta-feira.


“Nunca estive tão feliz por ver um buraco numa rocha”, disse esta quinta-feira, na rede social Twitter, o engenheiro-chefe da missão Perseverance, Adam Steltzner, que classificou a amostra como perfeita.

Em agosto, a agência espacial norte-americana (NASA), que coordena a missão em busca de sinais de vida microbiana passada no planeta, tentou recolher a primeira amostra, mas esta desfez-se depois de o robô perfurar a rocha e não entrou num de vários tubos que o robô possui para guardar as amostras.

O veículo robótico Perseverance (Perseverança) poisou em fevereiro em Marte, na Cratera Jezero, onde se pensa que terá havido há milhares de milhões de anos um lago e, portanto, condições para a existência de vida tal como se conhece.

Numa missão posterior, prevista para dentro de 10 anos e com a colaboração da agência espacial europeia (ESA), as amostras de rocha e poeira marciana serão enviadas para estudo na Terra, um feito que será inédito.

https://zap.aeiou.pt/nunca-estive-tao-feliz-por-ver-um-buraco-numa-rocha-robo-perseverance-recolhe-a-primeira-amostra-de-marte-429256

 

A alface vermelha é cultivada no Espaço e faz parte da alimentação dos astronautas !

No Espaço, cultivar alimentos e impedir que sejam colonizados por bactérias e fungos é um grande desafio. Mas, há uns anos, Frank Morton criou a solução: uma alface vermelha.


Os astronautas também precisam de ter uma alimentação saudável, mas uma das grandes dificuldades que enfrentam no Espaço é fazer com que os alimentos cultivados lá não sejam colonizados por bactérias e fungos.

Mas a alface vermelha é a grande candidata para solucionar o problema — e o seu criador nunca pensou que fosse usada no Espaço.

Frank Morton conta que estava a voltar de um evento para especialistas em melhoria de plantas, através de cruzamentos, quando uma amiga lhe disse que astronautas estavam a plantar alface no Espaço.

Uns tempos mais tarde, percebeu que a alface em questão era, afinal, uma invenção sua: uma planta que cultivou e batizou de Outredgeous.

As sementes desta alface passaram a ser vendidas a jardineiros e, aparentemente, a investigadores da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Cruzamento surpresa

Morton é um pioneiro na criação de alfaces e trabalha há quase 40 anos na manipulação de plantas. Há 12, criou a Outredgeous.

Em 1981, quando era um agricultor iniciante, começou a cultivar dois tipos de alface: uma do tipo romana vermelha e outra verde crespa, comummente usada em saladas.

Das cerca de 200 que foram plantadas numa parte do terreno, a partir de sementes da alface verde, apareceu uma surpresa.

“Bem no meio de todas elas, estava uma alface vermelha”, conta Frank Morton.

Morton imaginou que tivesse ocorrido um cruzamento espontâneo entre as duas variedades e, no ano seguinte, realizou mais cruzamentos, desta vez propositados. E foi assim que chegou a uma variedade de formas e cores.

O agricultor percebeu que a cor vermelha era dominante, em detrimento da verde, e que a folha crespa também.

Criar plantas e novas variedades pareceu-lhe, então, um caminho financeiro promissor e despertou nele uma grande curiosidade.

“A partir da alface, comecei a explorar outras plantas, como quinoa e pimentão”, conta.

Mas Morton continuou a investir na investigação sobre alfaces e queria descobrir quão vermelha poderia ficar.

Quando a Outredgeous apareceu, “era tão vermelha que, na verdade, a maioria dos jardineiros não a reconhecia como alface. Achavam que era algum tipo de beterraba“, disse.

“Por isso é que lhe dei esse nome” (a palavra outrageous, na qual se inspirou, significa “chocante”), explicou.

Entretanto, Morton pôs as sementes à venda na Johnny’s Selected Seeds, uma empresa de sementes sediada no Estado do Maine.

Quando soube da chegada da planta à estação espacial, contactou uma equipa da Nasa e descobriu que, de facto, as suas sementes haviam sido compradas pela agência espacial.

“Eles disseram que a Outredgeous tinha um crescimento ‘significativamente menor’ de micróbios na superfície da folha‘”, lembra Frank.

Esta era uma grande vantagem em relação a outros vegetais testados, como a rúcula e a couve, que se tinham revelado bastante vulneráveis a microrganismos.

https://zap.aeiou.pt/alface-vermelha-espaco-astronautas-429265

 

Cientistas desenvolvem inovador dispositivo de deteção de neutrões !

Uma equipa de cientistas e colaboradores da EPFL desenvolveu um dispositivo mais simples e barato para detetar neutrões. Os especialistas criaram este detetor usando Perovskitas – que encontram neutrões provenientes de materiais radioativos.


Os materiais Perovskita usados no estudo são o chumbo e o bromo. Ambos contém cristais únicos de um composto denominado tribrometo de chumbo de metilamónio, escreve o Tech Explorist.

Para tentar detetar neutrões diretamente, a equipa colocou esses cristais no caminho de uma fonte de neutrões. Ao atingir os cristais, os neutrões penetram no núcleo dos átomos dentro do cristal, estimulando-os a um estado de energia superior. Quando estes relaxam e se deterioram, os raios gama são criados. Esses fotões gama carregam a Perovskita, fornecendo assim uma pequena corrente que pode ser estimada.

Contudo, essa corrente é bastante pequena e necessita de um estímulo extra para fazer um detetor de neutrões prático. Assim, os cientistas usaram uma folha fina de metal gadolínio, que se mostrou muito mais eficaz na absorção de neutrões do que o cristal de Perovskita “virgem”.

Quando os neutrões interagem com os átomos do gadolínio, são estimulados num estado energético superior e, em seguida, emitem radiação gama. Comparado às Perovskitas, o gadolínio pode criar fotões gama com eficiência, por isso, juntar os dois foi simples e muito mais eficaz.

Posteriormente, os cientistas adicionaram um eletrodo de carbono, e os eletrões resultantes produzidos na Perovskita foram fáceis de medir. Depois cultivaram o cristal de Perovskita ao redor da folha para melhorar ainda mais este detetor de neutrões. Essas Perovskitas, em particular, são notáveis pois a sua estrutura cristalina não é afetada se tiverem um “corpo estranho”.

O detetor também pode medir a direção do fluxo de neutrões.

László Forró, um dos autores do estudo, sublinha que o método encontrado “é simples, barato e é económico. Esta é a prova de que funciona. Agora podemos pensar na configuração de um detetor muito eficiente”, frisa.

O interesse na deteção rápida e fácil de radiação de alta energia está intimamente relacionado a inúmeras aplicações práticas que vão desde a biomedicina à indústria.

https://zap.aeiou.pt/inovador-dispositivo-detecao-neutroes-428913

 

Sofre de problemas nas costas ? Investigador da Universidade do Minho descobre tratamento que retarda envelhecimento da coluna !

Um investigador da Universidade do Minho (UMinho) descobriu um tratamento que retarda o envelhecimento dos discos da coluna vertebral, uma das principais causas do aparecimento de dor de costas, foi anunciado esta sexta-feira.


Em comunicado, o investigador e médico da UMinho Emanuel Novais explica que em causa está um tratamento com “drogas senolíticas”, que faz com que as células boas permaneçam e as “más” sejam eliminadas, acabando por atrasar a degeneração dos “discos”.

Para Emanuel Novais, as soluções e tratamentos atualmente disponíveis são “ainda escassos e nem sempre com os melhores resultados”.

“As soluções que temos disponíveis são a redução da dor com analgésicos ou, em casos mais graves, a intervenção cirúrgica. Ou seja, não há nenhum medicamento que possa impedir a evolução da doença e ser uma solução terapêutica”, refere.

O investigador, durante a sua tese de doutoramento e através de uma investigação na Universidade Thomas Jefferson (EUA), resolveu explorar diferentes formas de aliviar a degeneração do disco intervertebral.

Segundo diz, este foi o primeiro estudo a realizar um tratamento de longa duração com drogas senolíticas em ratinhos.

“Os resultados indicam que os animais tratados com estas drogas apresentam menor grau de degeneração do disco intervertebral com o envelhecimento. Além disto, tiveram melhorias significativas a nível da força muscular, inflamação no sangue e qualidade do osso. Por último, não observamos efeitos secundários que nos alertem para a falta de segurança no uso destas drogas”, afirma.

Para Emanuel Novais, a “grande chave” do projeto foram os fármacos senolíticos, mais especificamente um cocktail de duas substâncias (Dasatinibe e Quercetina), que permitiram remover e diminuir as células senescentes no disco e, desta forma, reduzir o stresse que estas células induziam localmente.

“Ou seja, ao fazer com que as células boas permaneçam e as ‘más’ sejam eliminadas, acabamos por atrasar a degeneração do disco”, acrescenta.

Emanuel Novais finalizou recentemente a sua tese de doutoramento, em que este trabalho também se enquadra, fruto do MD/PhD, um programa em que estudantes de Medicina da Universidade do Minho podem fazer uma pausa no curso e tirar um doutoramento em duas universidades estado-unidenses (Thomas Jefferson e Columbia), podendo terminar o curso como médicos e doutorados.

https://zap.aeiou.pt/problemas-costas-retarda-envelhecimento-429279

 

Mulher perde capacidade de sentir fome depois de sofrer AVC !

É a primeira vez que um caso destes é identificado na literatura científica. A mulher acabou por recuperar o apetite mais de um ano depois de ter sofrido o AVC.


Num caso insólito, uma jovem canadiana de 28 anos perdeu a fome durante um ano, depois de ter sofrido um AVC. A situação despertou a atenção de uma equipa médica liderada por Dang Khoa Nguyen, da Universidade de Montreal, que escreveu um estudo publicado este mês na Neurocase a descrever o ocorrido.

A paciente, que estava no segundo mês de gravidez, foi admitida numa clínica no ano passado com paralisia no lado direito do corpo e dificuldades no discurso. Através de uma ressonância magnética, os especialistas diagnosticaram um acidente vascular cerebral isquémico do lobo insular esquerdo, avança o RT.

Isto acontece quando a circulação sanguínea pára durante mais do que alguns segundos numa parte do cérebro, que deixa de receber nutrientes, o que pode causar danos cerebrais permanentes.

A mulher recuperou e recebeu alta onze dias mais tarde, e continuou apenas a tomar Aspirina como tratamento. Mas seis meses mais tarde, reparou que nunca mais tinha sentido fome e que saltava refeições sem se aperceber. Apesar de ter inicialmente ignorado a situação, a mulher informou os médicos sete meses depois da hospitalização.

Os médicos da Universidade de Montreal concluíram que o corpo tinha perdido a capacidade de sentir e enviar sinais de que era hora de comer como, por exemplo, o “roncar” do estômago vazio.

O AVC não afectou o paladar ou o cheiro da comida, mas ter de comer sem apetite acabou por reduzir o prazer das refeições e a mulher perdeu 13 quilos. A paciente não seguiu nenhuma dieta especial nem apresentou sinais de sofrer de um distúrbio alimentar, mas acabou por comer muito menos do que antes e perder peso.

Nguyen e os colegas associaram o problema directamente aos danos cerebrais e realçam que é o primeiro caso deste tipo descrito na literatura médica. O lobo da ínsula geralmente avalia o estado fisiológico do corpo e tem um papel importante a controlar o apetite e o equilíbrio energético.

Esta função foi afectada na paciente em questão e este lobo está também ligado ao sistema nervoso. Danos nestas ligações podem afectar a capacidade de sentir fome.

Cerca de 16 meses depois do derrame, a paciente voltou para ser estudada e já tinha recuperado o apetite um mês antes.

“A perda da fome não foi atribuída à medicação, uso de substâncias ou distúrbio clínico, e durou um período superior a 15 meses”, conclui o estudo, que liga a perda inicial ao AVC.

https://zap.aeiou.pt/mulher-perde-capacidade-sentir-fome-depois-sofrer-avc-428100

 

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Desvendando o mistério das anãs castanhas

Uma equipa de investigadores descobriu pistas adicionais sobre a natureza das anãs castanhas, o que pode ajudar os cientistas a entender a natureza destes objetos misteriosos.


As anãs castanhas são objetos astronómicos com massas entre as dos planetas e das estrelas. A questão de onde exatamente residem os limites da sua massa permanece uma questão de debate, especialmente porque a sua composição é muito semelhante à das estrelas de baixa massa.

Então, como sabemos se estamos a lidar com uma anã castanha ou com uma estrela de massa muito baixa?

Uma equipa internacional, liderada por cientistas da Universidade de Genebra (UNIGE) e do NCCR (Swiss National Centre of Competence in Research) PlanetS, em colaboração com a Universidade de Berna, identificou cinco objetos que têm massas situadas perto da fronteira que separa as estrelas das anãs castanhas e que poderiam ajudar os cientistas a entender a natureza destes objetos misteriosos.

Os resultados foram publicados na revista Astronomy & Astrophysics.

Tal como Júpiter e outros planetas gigantes gasosos, as estrelas são feitas principalmente de hidrogénio e hélio. Mas, ao contrário dos planetas gasosos, as estrelas são tão massivas e a sua força gravitacional é tão poderosa que os átomos de hidrogénio se fundem para produzir hélio, libertando enormes quantidades de energia e luz.

“Estrelas falhadas”

As anãs castanhas, por outro lado, não têm massa suficiente para fundir o hidrogénio e, portanto, não podem produzir a enorme quantidade de luz e calor das estrelas. Em vez disso, fundem depósitos relativamente pequenos de uma versão mais pesada do hidrogénio: o deutério.

Este processo é menos eficiente e a luz das anãs castanhas é muito mais fraca do que a das estrelas. É por isso que os cientistas costumam referir-se a elas como “estrelas falhadas”.

“No entanto, ainda não sabemos exatamente onde se encontram os limites de massa das anãs castanhas, limites estes que permitem distingui-las de estrelas de baixa massa, que podem queimar hidrogénio durante muitos milhares de milhões de anos, enquanto uma anã castanha terá um curto estágio de combustão e depois uma vida mais fria,” salienta Nolan Grieves, investigador do Departamento de Astronomia da Faculdade de Ciências da UNIGE, membro do NCCR PlanetS e primeiro autor do estudo.

“Estes limites variam em função da composição química da anã castanha, bem como do seu raio inicial,” explica. Para ter uma ideia melhor do que são estes objetos misteriosos, precisamos de estudar exemplos em grande detalhe. Mas são bastante raros. “Até agora, apenas caracterizámos com precisão cerca de 30 anãs castanhas,” diz o investigador de Genebra.

Em comparação com as centenas de planetas que os astrónomos conhecem em detalhe, é um valor muito baixo. Ainda mais se considerarmos que o seu tamanho maior torna as anãs castanhas mais fáceis de detetar do que os planetas.

Novas peças do puzzle

Uma equipa internacional caracterizou cinco companheiras que foram originalmente identificadas com o TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) – TOI-148, TOI-587, TOI-681, TOI-746 e TOI-1213.

São chamadas “companheiras” porque orbitam as suas respetivas estrelas hospedeiras. Fazem-no com períodos de 5 a 27 dias, têm raios entre 0,81 e 1,66 vezes o de Júpiter e são 77 a 98 vezes mais massivas. Isto coloca-as na fronteira entre anãs castanhas e estrelas.

Estes cinco novos objetos, portanto, contêm informações valiosas. “Cada nova descoberta revela pistas adicionais sobre a natureza das anãs castanhas e dá-nos uma melhor compreensão de como se formam e porque são tão raras,” diz Monika Lendl, investigadora do Departamento de Astronomia na UNIGE e membro do NCCR PlanetS.

Uma das pistas que os cientistas encontraram para mostrar que estes objetos são anãs castanhas é a relação entre o seu tamanho e idade, como explica François Bouchy, professor na UNIGE e membro do NCCR PlanetS: “As anãs castanhas devem encolher com o tempo, à medida que queimam as suas reservas de deutério e arrefecem. Aqui, descobrimos que os dois objetos mais antigos, TOI 148 e 746, têm um raio mais pequeno, enquanto as duas companheiras mais jovens têm raios maiores.”

E ainda assim, estes objetos estão tão próximos do limite que poderiam facilmente ser estrelas de massa muito baixa, e os astrónomos ainda não têm certeza se são anãs castanhas. “Mesmo com estes objetos adicionais, ainda não temos os números para tirar conclusões definitivas sobre as diferenças entre anãs castanhas e estrelas de baixa massa. São necessários outros estudos para descobrir mais,” conclui Grieves.

https://zap.aeiou.pt/desvendando-misterio-anas-castanhas-428614

 

Mosquitos geneticamente programados podem transformar a guerra contra a malária !

Mosquitos geneticamente programados podem transformar completamente a guerra trava contra a malária no continente africano.


Já foi dito que a malária gera pobreza e a pobreza gera malária. Esta é a realidade em muitas partes da África Subsariana, onde após décadas de iniciativas de controlo ainda havia cerca de 384.000 mortes e 188 milhões de casos de malária em 2019.

A prevenção da malária em países africanos depende muito do uso de mosquiteiros tratados com inseticida e da pulverização doméstica. Esses esforços, juntamente com um tratamento eficaz, reduziram muito o fardo da malária em todo o continente. Mas o progresso estagnou por volta de 2015. Ultimamente, alguns países têm relatado aumentos de casos.

Um dos motivos é a resistência aos inseticidas. Este é o resultado do uso prolongado de produtos químicos na saúde pública e na agricultura. Novos inseticidas estão a ser desenvolvidos, mas também podem tornar-se ineficazes — e são caros.

O controlo da malária deve, portanto, deixar de depender demasiado de inseticidas e passar para opções mais sustentáveis.

Em 2016, um painel da Organização Mundial da Saúde (OMS) concluiu que mesmo com o melhor uso das abordagens atuais, ainda haveria 11 milhões de casos de malária em 2050. O que é necessário são estratégias integradas de longo prazo para complementar os métodos atuais.

Isto pode incluir gestão ambiental em grande escala para reduzir a procriação de Anopheles, lares à prova de mosquitos, sistemas de saúde mais fortes e educação pública com foco na prevenção de doenças.

Felizmente, novas tecnologias também estão a ser desenvolvidas, o que poderia complementar essas estratégias com menor custo e menor esforço.

Um exemplo particularmente interessante é a libertação de mosquitos geneticamente programados, a que os cientistas chamam de “mosquitos protetores”. Ao acasalar com mosquitos selvagens, eles produzem descendentes que são incapazes de qualquer reprodução posterior ou de transmitir os parasitas da malária.

Equipas de investigação como a Target Malaria — um consórcio sem fins lucrativos coliderado por cientistas africanos em Burkina Faso, Gana, Mali e Uganda — estão a trabalhar para garantir que esta tecnologia possa eventualmente ser avaliada em África, uma vez que avaliações de risco e processos regulatórios necessários estão completos.

Um grupo de investigação no Ifakara Health Institute também está a investigar as opiniões de diferentes partes interessadas sobre os méritos da tecnologia.

Mosquitos geneticamente programados

Na natureza, existe um fenómeno denominado impulso genético, que atua no processo de reprodução. É quando um elemento genético é capaz de aumentar a probabilidade de ser herdado pela cria.

Os investigadores estão a adaptar abordagens semelhantes para criar métodos revolucionários de controlo de doenças transmitidas por insetos. Eles estão a usar ferramentas de edição de genes para modificar o que certos mosquitos são capazes de fazer e garantir que esses recursos sejam transmitidos à próxima geração. Isso já está comprovado para funcionar em ambientes experimentais.

Ao contrário da modificação genética tradicional, os impulsos genéticos permitem uma disseminação extremamente rápida das características desejadas. Os mosquitos geneticamente programados podem dominar populações selvagens de mosquitos transmissores de doenças em apenas algumas gerações, mesmo em locais remotos.

No entanto, continua a haver algum ceticismo. Isto significa que mais avaliações de educação e risco são necessárias para informar o desenvolvimento futuro da tecnologia.

Pesar os riscos e os benefícios

Como acontece com muitas outras tecnologias, esta tem riscos e benefícios potenciais. Estes devem ser examinados antes de ser tomada uma decisão final.

Uma preocupação comum são as alterações na biodiversidade. As pessoas costumam perguntar o que acontecerá se eliminarmos ou modificarmos as sequências genéticas dos mosquitos. Em locais onde o tratamento com inseticida e pulverização de casas reduziu muito os mosquitos, nenhum efeito ambiental adverso foi encontrado e os casos de malária foram significativamente reduzidos.

Existem mais de 3.500 espécies de mosquitos. Apenas 50-70 podem transmitir a malária aos humanos. Frequentemente, existem apenas duas ou três dessas espécies que dominam a transmissão da malária em qualquer país. O controlo eficaz da malária pode, portanto, ser alcançado simplesmente identificando, compreendendo e, de seguida, visando uma ou duas espécies dominantes, em vez de tentar matar todos os mosquitos.

Esta abordagem teria como alvo apenas as espécies selecionadas de mosquitos, sem afetar nenhum organismo não-alvo. É por isso que é um dos métodos mais amigáveis à biodiversidade para o controlo de mosquitos.

A investigação também mostrou que a maioria das criaturas que atacam os mosquitos Anopheles também comem outras espécies de insetos. Portanto, é improvável que a perda de algumas espécies perigosas de Anopheles coloque em risco as populações gerais de mosquitos ou dos seus predadores naturais.

https://zap.aeiou.pt/mosquitos-programados-malaria-428120

 

Grandes catástrofes, que ocorrem uma vez por século, serão sentidas pelo menos uma vez por ano !

Estudo dá novas luzes sobre o aumento do nível das águas, alertando que as próximas décadas podem trazer muito mais catástrofes do que o que é tido como normal.


Mesmo que o Acordo de Paris fosse cumprido por todos os países que o assinaram, o que foi proposto – que passa por limitar o aumento da temperatura média global a níveis abaixo dos 2º acima dos níveis pré-industriais – pode não ser a solução para as ameaças que o Planeta enfrenta.

Um novo estudo, publicado no jornal Nature Climate Change, estima que em 2100, muitas regiões costeiras podem enfrentar ameaças ao nível do mar com uma frequência muito maior do que as que ocorrem atualmente. Por exemplo, uma grande tempestade – como marés altas e tsunamis – que ocorre uma vez a cada século, pode tornar-se normal pelo menos uma vez por ano.

Estes dados representam um aumento de 100 vezes nas inundações costeiras, de acordo com novos modelos globais, escreve o Live Science.

A pesquisa indica que projeções recentes, elaboradas em mais de 7.000 locais costeiros em todo o mundo, sugerem que, bastam mais 1,5º de aumento da temperatura global, para que pelo menos metade das regiões analisadas sejam afetadas anualmente por eventos extremos ao nível do mar. Caso a temperatura suba 2º o cenário será ainda mais catastrófico.

Alguns locais, pode ainda ler-se no estudo, irão sentir esses efeitos ainda mais cedo. No cenário de um aumento de 1,5º, por exemplo, alguns locais costeiros poderiam passar por um aumento de eventos extremos já em 2070.

Os autores referem que esta situação é ainda mais preocupante em algumas zonas dos Globo como é o caso do Hawai e das Caraíbas, bem como a metade sul da costa do Pacífico da América do Norte, onde todos os países são particularmente vulneráveis ​​à elevação do mar. “Os trópicos parecem mais sensíveis do que as altas latitudes ao norte”, escrevem os autores.

Por outro lado, as regiões costeiras do norte, como o Alasca e o norte da Europa, são as que parecem estar mais protegidas dos desastres futuros.

Os resultados do novo estudo alinham-se com as mais recentes projeções sobre o aumento do nível do mar, o que sugere que a população tem subestimado a ascensão dos oceanos nas regiões mais baixas.

Este ano, um estudo descobriu que o aumento do nível do mar está a afetar as áreas costeiras quatro vezes mais rápido do que pensávamos. Esta situação está diretamente relacionada com erros de cálculo, já que há muitas variáveis ​​a serem incluídas.

“As nossas descobertas têm implicações políticas e práticas importantes, pois destacam que mesmo que as metas do Acordo de Paris fossem alcançadas, eventos extremos serão vividos com uma frequência sem precedentes”, alertam os autores.

https://zap.aeiou.pt/grandes-catastrofes-uma-vez-por-ano-428646

 

Vulcões podem ser responsáveis pelos primeiros “sopros” de oxigénio na atmosfera da Terra !

Uma nova análise de rochas provenientes da Austrália, com 2,5 mil milhões de anos, descobriu que as erupções vulcânicas podem ter estimulado o aumento da população de micro-organismos marinhos, criando os primeiros “sopros” de oxigénio na atmosfera da Terra.


“O que começou a ficar óbvio nas últimas décadas é que, na verdade, há um grande número de conexões entre a Terra sólida e inanimada e a evolução da vida. Mas quais são as conexões específicas que facilitaram a evolução da vida na Terra como a conhecemos?”, questionou, num comunicado, Jana Meixnerová, estudante de doutoramento da Universidade de Washington e primeira autora do estudo.

Nos seus primeiros dias de existência, o nosso planeta não tinha oxigénio na sua atmosfera e muito poucas (ou nenhumas) formas de vida que o respirassem. A atmosfera só se tornou permanentemente rica em oxigénio há cerca de 2,4 mil milhões de anos.

Em 2007, Ariel Anbar, co-autor deste novo estudo e geoquímico da Universidade Estadual do Arizona, analisou rochas do Monte McRae Shale, na Austrália. O investigador relatou um “sopro” de oxigénio de curto prazo que aconteceu cerca de 50 a 100 milhões de anos antes de se tornar um elemento permanente na atmosfera. Investigações mais recentes confirmaram também outros picos de oxigénio de curto prazo anteriores a esse.

No novo estudo, publicado a 17 de agosto na revista científica PNAS, investigadores da Universidade do Michigan, liderados pelo co-autor Joel Blum, analisaram as mesmas rochas antigas quanto à concentração e número de neutrões no elemento mercúrio, emitido por erupções vulcânicas.

Grandes erupções vulcânicas lançam gás mercúrio na alta atmosfera, onde nos dias de hoje circula durante um ou dois anos antes de “chover” para a superfície da Terra. A nova análise mostra um pico no mercúrio alguns milhões de anos antes do aumento temporário do oxigénio.

“Na rocha abaixo do pico transitório de oxigénio, encontrámos evidências de mercúrio, tanto na sua abundância como nos seus isótopos, que seriam mais razoavelmente explicados por erupções vulcânicas na atmosfera”, disse, na mesma nota, o co-autor Roger Buick, professor da Universidade de Washington.

Onde havia emissões vulcânicas, argumentam os autores do estudo, deve ter havido lava e campos de cinzas vulcânicas. E essas rochas ricas em nutrientes teriam-se desgastado com o vento e a chuva, libertando fósforo nos rios que poderiam fertilizar as áreas costeiras mais próximas, permitindo que as cianobactérias produtoras de oxigénio e outras formas de vida unicelulares florescessem.

“Existem outros nutrientes que modulam a atividade biológica em escalas de tempo curtas, mas o fósforo é o que é mais importante em escalas de tempo longas”, disse Meixnerová.

“O nosso estudo sugere que, para esses sopros transitórios de oxigénio, o gatilho imediato foi um aumento na produção de oxigénio, ao invés de uma diminuição no consumo de oxigénio pelas rochas ou outros processos não vivos. Isto é importante porque a presença de oxigénio na atmosfera é fundamental – é o maior impulsionador para a evolução de uma vida grande e complexa”, concluiu Buick.

https://zap.aeiou.pt/vulcoes-responsaveis-primeiros-sopros-oxigenio-terra-428613

 

Pelo menos um quarto das estrelas como o Sol devorou um dos seus planetas !

Um novo estudo sugere que pelo menos um quarto de todas as estrelas como o nosso Sol devorou um dos seus próprios planetas em algum momento da vida.


No entanto, tal como escreve o site IFLScience, não é preciso ter medo que o nosso Sol se “lembre” de fazer uma coisa parecida, uma vez que esta nova investigação está relacionada com sistemas estelares binários.

O facto de as estrelas às vezes consumirem planetas já é conhecido há muito tempo, mas a tentativa de quantificar a frequência com que isso acontece, publicada esta segunda-feira na revista científica Nature Astronomy, resolve agora um quebra-cabeças que tem incomodado os especialistas em composição estelar.

Em teoria, explica o mesmo site, as estrelas que se formam a partir da mesma nuvem de gás deveriam ter uma abundância semelhante de elementos. No entanto, muitos pares binários contêm uma estrela rica em metais e uma outra pobre nesses mesmos materiais.

Num pequeno número de casos, essas estrelas podem ter-se formado em nuvens diferentes e entrar na órbita uma da outra mais tarde, mas isso seria muito raro para afetar as estatísticas de forma tão significativa.

Em vez disso, foram consideradas duas explicações possíveis: ou os modelos estão errados e as estrelas da mesma nuvem podem começar com composições muito diferentes, ou é comum uma estrela engolir um planeta, mudando a sua composição durante o processo.

Para distinguir entre estas possibilidades, a equipa notou que estrelas com temperaturas acima dos 6500°C mantêm um registo dos planetas que engolem. Estrelas mais frias, no entanto, têm espessas camadas externas convectivas, nas quais os elementos de um planeta se misturam, diluindo um planeta típico a ponto de os seus elementos serem indetectáveis.

Os autores compararam então a frequência de composições visivelmente diferentes em pares de estrelas quentes e as suas homólogas mais frias. Descobriram que as diferenças são muito mais comuns em binários quentes, como seria de se esperar se engolir planetas fosse algo comum, mas não se as estrelas começassem com abundâncias elementares diferentes.

Utilizando esta informação, os investigadores concluíram que entre 20% a 35% das estrelas em pares binários comeram pelo menos um planeta, escreve o IFLScience.

https://zap.aeiou.pt/um-quarto-estrelas-sol-devorou-planetas-428151

 

Afinal, os sacos de pano e de papel podem ser menos amigos do ambiente do que os de plástico !

Afinal, os sacos de papel — e mesmo os de pano — não são a opção mais amiga do ambiente, revela estudo da Deco Proteste.


De acordo com um novo estudo da Deco Proteste — que foi realizado em Portugal, em parceira com as organizações de defesa do consumidor da Bélgica, Espanha e Itália —, tanto os sacos de papel como os de pano têm uma pegada ambiental maior que os sacos de plástico, tendo em conta o número de utilizações.

A análise da Deco Proteste foi feita tendo em conta o ciclo de vida de cada tipo de saco, ou seja, o número de utilizações e impacto ambiental da produção.

Assim, quanto mais impacto tem um saco no ambiente, mais vezes deve ser utilizado para neutralizar a sua pegada ambiental, explica o jornal Público.

Na prática, isto significa que, se se esquecer do saco reutilizável em casa, a opção mais sustentável é comprar um saco de plástico com alguma percentagem de material reciclado, desde que depois o reutilize pelo menos duas vezes e, no final, o coloque no ecoponto amarelo.

Para compensar o impacto da sua produção, um carrinho de compras exige 742 reutilizações e um saco de juta deve ser reutilizado entre 37 a 66 vezes. No que diz respeito a um saco de papel, apesar de ter menos impacto ambiental do que o plástico em muitas categorias, a sua produção é sete a oito vezes pior no que toca à utilização do solo — o que significa que deve ser usado sete a nove vezes (tarefa difícil, tendo em conta a sua durabilidade).

Ainda segundo a Deco, os sacos de algodão orgânico figuram entre as piores opções a nível da sustentabilidade. Para compensar a sua produção, cada saco tem de ser usado, no mínimo, 149 vezes. Se for algodão “normal”, o número desce para 101.

O problema do algodão é que, para a sua produção, é feito um uso intensivo de água, explicou o professor de ciência ambiental da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, Travis Wagner, em declarações ao New York Times.

Além disso, não é simples descartar um saco de algodão de forma responsável, mesmo que seja orgânico. Isto porque não é possível, por exemplo, colocá-lo num compostor normal, tem de ser um compostor que aceite têxteis. Estima-se que apenas 15% dos 30 milhões de toneladas de algodão produzidos anualmente, chegue a centros de reciclagem têxtil.

A empresa de apoio ao consumidor sugere, então, que sejam usados sacos de poliéster em alternativa, que só necessitam de duas a três utilizações para serem mais sustentáveis.

O mesmo se aplica aos sacos de algodão em rede, utilizados, em norma, para frutas e legumes, que para se tornarem sustentáveis têm de ser reutilizados 952 vezes — missão muito difícil.

Mas a escolha mais sustentável é sempre a que o consumidor já tem em casa e a Deco Proteste aconselha os consumidores a reutilizarem o que tem, em vez de comprar novas opções.

“Deve reutilizar o mais possível, de acordo com as suas conveniências. Ninguém é um vilão sobre o qual deverão cair todos os anátemas da sociedade, se usar um saco de plástico. Desde que não o faça apenas uma vez”, concluem.

https://zap.aeiou.pt/sacos-pano-ou-papel-menos-amigos-428721

 

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

ONU celebra fim de gasolina com chumbo para automóveis !

A gasolina com chumbo para automóveis foi oficialmente erradicada, anunciou hoje o Programa das Nações Unidas para o Ambiente, depois de o último país no mundo a utilizá-la ter banido a sua venda.


A Argélia acabou no mês passado com a venda de gasolina com chumbo para automóveis, o que a agência ambiental da ONU considera “um marco gigantesco para a saúde global e para o ambiente”.

A gasolina com chumbo foi lançada há quase cem anos para aumentar o desempenho dos motores e foi largamente usada durante décadas até se descobrir que podia provocar doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e danos cerebrais.

Os países mais prósperos começaram a deixar de a utilizar na década de 1980, mas ainda continuou a ser vendida em países de rendimentos médios e baixos até 2002, quando as Nações Unidas lançaram uma campanha global para acabar de vez com a gasolina com chumbo, que continua a ser usada em combustível para aviões pequenos.

As Nações Unidas estimam que o fim definitivo da gasolina com chumbo representa 1,2 milhões de mortes evitadas e 2,4 mil milhões de dólares poupados anualmente.

O primeiro alerta para os riscos para saúde é antigo: em 1924, dezenas de trabalhadores de uma refinaria de New Jersey, nos Estados Unidos, foram hospitalizados com convulsões e cinco acabaram por morrer.

Apesar disso, quase toda a gasolina vendida no mundo até 1970 era enriquecida com chumbo.

Em 2016, Coreia do Norte, Birmânia e Afeganistão foram alguns dos últimos países do mundo a acabar com a venda de gasolina com chumbo. Iraque, Iémen e, finalmente, a Argélia, acabaram por fazer o mesmo.

https://zap.aeiou.pt/onu-celebra-fim-de-gasolina-com-chumbo-para-automoveis-428166

 

 

Insectta - Startup usa insetos para transformar resíduos em produtos úteis !

Em Singapura, há uma startup — Insectta — que usa insetos para combater o desperdício alimentar.


A agricultora Chua Kai-Ning e o marido Phua Jun Wei fundaram a Insectta, em 2017, para combater o desperdício alimentar com a ajuda de um aliado improvável: larvas da mosca-soldado negro (Hermetia illucens).

“O conceito por detrás da Insectta é que nada é desperdiçado”, explicou Chua, que considera que o desperdício pode ser um recurso, se mudarmos a forma como pensamos “sobre os nossos métodos de produção e como lidamos com o desperdício”.

Em 2020, Singapura gerou 665 mil toneladas métricas de resíduos alimentares, dos quais apenas 19% foram reciclados.

Mas, nesta startup, os resíduos são reaproveitados — as larvas de mosca-soldado negro comem até oito toneladas de resíduos alimentares por mês, incluindo subprodutos recebidos de fábricas de soja e cervejeiras.

Embora existam muitas empresas que utilizam insetos para gerir os resíduos, a Insectta está a extrair mais do que produtos agrícolas — com financiamento do Trendlines Agrifood Fund e subsídios governamentais, adquire biomateriais de alto valor a partir dos subprodutos destas larvas e até os excrementos são transformados em fertilizante agrícola.

“Percebemos que muitos biomateriais preciosos, que já têm valor de mercado, podem ser extraídos a partir destas moscas”, disse Chua, em declarações à CNN Business, que espera que a sua startup possa revolucionar a crescente indústria de produtos à base de insectos e mudar a forma como encaramos os resíduos.

À medida que as larvas se transformam em adultas, formam um casulo e 10 a 14 dias mais tarde aparecem como uma mosca totalmente desenvolvida. Mas nem isso é desperdiçado: a empresa desenvolveu tecnologia para obter biomateriais a partir do exoesqueleto que deixam para trás.

Um destes biomateriais é o quitosano, uma substância antimicrobiana com propriedades antioxidantes, por vezes utilizada em produtos cosméticos e farmacêuticos. A Insectta pretende eventualmente produzir 500 quilogramas de quitosano por dia e está, agora, a colaborar com o Singapore-based Spa Esprit Group para a utilização do seu quitosano nos hidratantes.

Além disso, o casal colabora com a marca de máscaras faciais Vi-Mask, que espera utilizar o quitosano preto de mosca de soldado para fazer uma camada antimicrobiana dentro dos seus produtos.

Segundo a Vi-Mask, que utiliza o quitosano de caranguejo no forro das máscaras faciais, a mudança para o quitosano à base de insetos é uma medida amiga do ambiente, uma vez que este é de origem mais sustentável.

https://zap.aeiou.pt/insectta-startup-insetos-residuos-428429

 

Lago que abriga a mais antiga forma de vida do nosso planeta pode estar em risco !

A beleza do lago Bacalar, de acordo com Claudio Del Valle, vai além dos sete tons brilhantes de azul, que variam do turquesa vivo ao cobalto profundo.


Na verdade, diz o guia turístico local, a lagoa mexicana tem até 100 metros de profundidade — no fundo abriga a prova de vida mais antiga do planeta.

Del Valle, que passou anos a levar grupos àquele local para tours de stand-up paddle, explica que o mais importante ao visitar o longo e estreito lago próximo à fronteira com Belize é não deixar rastos.

“Graças ao stand-up paddle, tive a oportunidade de explorar a maior parte da lagoa… era tão única, tão majestosa, tão bonita”, disse.

“A claridade da água dá-lhe esta coloração única do azul ao verde. Era delicioso apreciar”, continuou. No entanto, o “Lago das Sete Cores” está sob grave ameaça e pode não só mudar permanentemente de cor, como também levar à destruição de uma antiga população de estromatólitos, um fóssil vivo que antecede os humanos, dinossauros e até mesmo as plantas.

Del Valle mudou-se para Bacalar em 2017, após o terremoto de magnitude 7,1 em Puebla, que o deixou com stresse pós-traumático, em busca de um ambiente mais tranquilo.

E ficou maravilhado com o que encontrou. “Era o paraíso”, disse.

“Cada nascer e pôr do sol era inacreditável, cada um era único. Mas agora vejo o que está a acontecer e isso parte o meu coração”, acrescentou Valle.

O Lago Bacalar está a caminho de um desastre ecológico, segundo Luisa Falcón, ecologista microbiana da Universidade Nacional Autónoma do México, em Mérida.

Em novembro de 2015, a agência federal de proteção ambiental do México emitiu um alerta de poluição para o lago.

O problema atingiu o seu ápice em junho de 2020, quando a tonalidade do Lago Bacalar se tornou castanha escura. Mas, se nada for feito, o dano pode ir muito além da tonalidade da água, alerta Falcón.

Bacalar abriga o maior recife de microbialita de água doce do mundo — estruturas semelhantes a rochas formadas por milhares de micróbios que fazem a precipitação de minerais carbonáticos.

“Os microbialitos de Bacalar têm uma idade que varia entre décadas e mais de 9 mil anos”, disse.

Mas a contraparte fóssil viva do microbialito, os estromatólitos, que data de “aproximadamente 3,5 bilhões de anos”, torna a população de Bacalar a mais antiga evidência de vida na Terra.

Os estromatólitos assemelham-se a uma couve-flor — grandes estruturas bege “acolchoadas” que crescem no fundo de calcário da lagoa. Parecem uma rocha, mas na verdade estão vivos.

O sedimento deposita-se milímetro a milímetro, com o auxílio de organismos fotossintetizantes chamados cianobactérias, até que as estruturas se transformam num monte rochoso subaquático que pode ser visto na superfície de águas rasas.

Os estromatólitos parecidos com couve-flor ainda existem apenas em alguns lugares do mundo — e a população de Bacalar revela uma história que parou no tempo, como a temperatura ou a composição geoquímica da água há milhões de anos.

Isso porque preservam as condições físico-químicas da água no seu processo de sedimentação incrivelmente lento.

Essencialmente, os estromatólitos também ajudam a reciclar elementos. Os micróbios que compõem um estromatólito retiram carbono do CO2 do ar e depositam-no no carbonato do fundo do lago para o armazenar.

Como as árvores, os estromatólitos melhoram ativamente nosso meio ambiente. Mas o problema é duplo, disse Falcón.

É que lago é alimentado por um rio subterrâneo de 450 km que faz parte da maior caverna e sistema de túneis aquáticos do mundo ao longo da península de Yucatán.

O que é bom para os estromatólitos — acredita-se que a rocha carbonática dos túneis os faça crescer mais do que o normal, se proliferando na superfície da lagoa.

Mas os ambientes cársticos, em que a água subterrânea flui por meio de fraturas e sistemas de cavernas interconectados a corpos de água, também deixam os estromatólitos mais vulneráveis ​​a mudanças rio acima.

E o desmatamento da floresta tropical rio acima da lagoa aumentou “exponencialmente” na última década devido a práticas agrícolas insustentáveis, explicou Falcón.

Isso levou a um aumento nos sedimentos, pesticidas e fertilizantes que chegam à água durante a estação de chuva.

A composição da água está a mudar — e algas e moluscos estão a multiplicar-se a um ritmo acelerado. Até agora, nenhuma pesquisa mostrou que as comunidades microbialitas podem se recuperar dos danos ambientais no curto prazo.

https://zap.aeiou.pt/lago-abriga-mais-antiga-forma-de-vida-428443
 

 

Cometas interestelares visitam o Sistema Solar com mais frequência do que se pensava !

Um novo estudo sugere que os cometas de outros sistemas estelares, como o Borisov 2019, passam perto do Sol com mais frequência do que se pensava.


De acordo com o site Live Science, o estudo, baseado nos dados recolhidos quando o Borisov passou pela Terra a uma distância de cerca de 300 milhões de quilómetros em 2019, sugere que a Nuvem de Oort pode estar cheia de objetos que nasceram em torno de outras estrelas.

Na verdade, os autores da investigação sugerem até que esta nuvem, uma espécie de repositório de asteroides, cometas e outros fragmentos no nosso Sistema Solar mais distante, pode conter mais material interestelar do que doméstico.

“Com base na distância em que o Borisov foi detetado, estimámos a abundância local implícita de cometas interestelares, tal como a abundância de objetos semelhantes ao Oumuamua foi calibrada pela deteção do próprio Oumuamua“, explicou ao site Space.com Amir Siraj, estudante de Astronomia da Universidade de Harvard e autor principal do estudo publicado, a 23 de agosto, na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

O chamado método de Poisson, usado por esta equipa de astrónomos, calcula a probabilidade de um evento acontecer num intervalo fixo de tempo e espaço desde o último evento.

Tendo em consideração a força gravitacional do Sol, Siraj e o co-autor do estudo Avi Loeb, astrónomo na mesma universidade norte-americana, foram capazes de estimar a probabilidade de um cometa interestelar se aproximar da Terra. A dupla descobriu que o número de cometas interestelares que passam pelo Sistema Solar aumenta com a distância do Sol.

“Concluímos que, nos confins do Sistema Solar, e mesmo considerando as grandes incertezas associadas à abundância de objetos parecidos com o Borisov, os cometas interestelares transitórios devem superar os objetos da Nuvem de Oort (cometas do nosso próprio Sistema Solar)”, acrescentou Siraj.

Então, porque é que os astrónomos ainda só viram um cometa interestelar? A resposta está na tecnologia. Os telescópios só há pouco tempo se tornaram poderosos o suficiente para serem capazes de localizar estes corpos pequenos, mas extremamente rápidos.

https://zap.aeiou.pt/cometas-interestelares-visitam-sistema-solar-mais-frequencia-428079

 

OMS vigia a Mu. Prevalência da variante aumenta na Colômbia e Equador !

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a monitorizar uma nova variante do SARS-CoV-2, a Mu, identificada pela primeira vez em janeiro na Colômbia. A estirpe, denominada B.1.621, continua a ser uma “variante de interesse”.


De acordo com a agência France-Presse, que cita um relatório da OMS, a variante tem mutações que podem indicar resistência às vacinas, mas são necessários mais estudos. “A variante Mu tem uma constelação de mutações”, que indicam propriedades potenciais para “escapar à imunidade”, continua.

O surgimento em 2020 de variantes com risco agravado levou a OMS a caracterizá-las como “de interesse” ou “preocupantes”, adotando as letras do alfabeto grego para nomeá-las e facilitar a sua identificação para o público em geral.

Quatro foram classificadas pela OMS como “preocupantes”, incluindo a Alfa (presente em 193 países) e a Delta (170 países – em Portugal tem uma prevalência de 100%), e outras cinco como “de interesse”, caso da Mu.

Essa última foi detetada pela primeira vez na Colômbia em janeiro e, desde então, noutros países sul-americanos e europeus. “Embora a prevalência global da variante Mu entre os casos sequenciados tenha diminuído e atualmente seja inferior a 0,1%, a sua prevalência na Colômbia (39%) e no Equador (13%) aumentou constantemente”, disse a OMS.

A “epidemiologia da variante Mu na América do Sul,” nomeadamente em circulação ao mesmo tempo que a variante Delta, “será monitorizada” para que seja possível detetar eventuais alterações, frisou.

https://zap.aeiou.pt/oms-vigia-mu-variante-colombia-equador-428547

 

Algumas fêmeas de beija-flor “disfarçam-se” de macho para não serem assediadas !

Cientistas descobriram que um número significativo de fêmeas de uma espécie de beija-flor apresenta cores brilhantes, tal como os machos, para evitarem ser “assediadas”. 


De acordo com o site EurekAlert!, ao observar jacobins de pescoço branco (Florisuga mellivora) no Panamá, a equipa de investigadores descobriu que mais de um quarto das fêmeas apresenta as mesmas cores brilhantes do machos.

“No caso dos pássaros, isto é realmente incomum porque, quando os machos e as fêmeas são diferentes, os mais jovens normalmente parecem-se com as fêmeas adultas, não com os machos. E isto acontece com quase todos os pássaros. Portanto, foi claro para nós que alguma coisa se passava”, começou por explicar Jay Falk, da Universidade de Washington e primeiro autor do estudo publicado, a 26 de agosto, na revista científica Current Biology.

Os machos desta espécie de beija-flor são conhecidos por terem cores brilhantes e vistosas, enquanto as fêmeas tendem a apresentar cores mais monótonas, o que lhes permite misturar-se com o ambiente que as rodeia. A equipa descobriu, no entanto, que cerca de 20% das fêmeas adultas também tem cores vistosas como os machos.

Enquanto são jovens, todas apresentam essas cores vistosas, mas esses 20% não mudaram para as cores mais suaves à medida que envelheciam. Não está ainda claro se este fenómeno é genético ou provocado por fatores ambientais.

Contudo, os investigadores descobriram que se deve provavelmente ao facto de as fêmeas tentarem escapar do “assédio” dos machos, como comportamentos agressivos durante o acasalamento ou a alimentação (por exemplo, bicadas e pancadas).

Para saber porque é que algumas das fêmeas mantiveram as cores vistosas, a equipa montou um cenário com beija-flores e observou os pássaros reais a interagir com eles. Os cientistas descobriram que os machos “assediaram” sobretudo as fêmeas, o que favorece a hipótese de que as cores mais vivas são causadas pela seleção social.

Além disso, a maioria das fêmeas apresentou cores brilhantes durante o período juvenil e não durante o período reprodutivo. Isto significa que a única vez que tiveram essas cores é justamente durante o período em que não estão à procura de companheiros. Em combinação com outros resultados do estudo, isto indica que não é a seleção sexual que está a causar este fenómeno.

https://zap.aeiou.pt/femeas-beija-flor-disfarcam-se-macho-428115

Estudo polémico mostra que os ratos machos podem engravidar e dar à luz !

Equipa envolvida no estudo pediu à revista onde este havia sido publicado para o retirar da versão online face à onda da críticas proveniente da comunidade científica, que considera os métodos usados demasiado evasivos e pouco éticos.


Que alguns seres machos do mundo animal conseguiam engravidar e dar à luz as suas crias não é uma novidade — acontece com os cavalos marinhos e algumas das suas espécies mais próximas.

No entanto, um grupo de cientistas chineses levou esta ideia a um novo patamar, procedendo, em ambiente laboratorial, ao transplante de úteros em ratos e inseminando-os de seguida — tudo isto depois de os castrarem.

O processo culminou com os animais a darem à luz através de cesariana, e 4% das crias que nasceram na sequência deste processo sobreviveram.

Os investigadores envolvidos na pesquisa olham para o método usado como uma novidade positiva e útil para investigações futuras relacionadas com a biologia reprodutiva, por exemplo na identificação de fatores-chave que, a nível sanguíneo, podem determinar a viabilidade de uma gravidez.

(dr) Rongjia Zhang et al

Esquema ilustrativo da experiência de Rongjia Zhang

No entanto, o estudo não bem bem recebido pela comunidade científica, com alguns pares a questionar a utilidade das conclusões devido às condições altamente artificiais em que a investigação decorreu.

As críticas foram tantas que os autores solicitaram mesmo a remoção da pesquisa da edição online da revista científica onde os resultados foram divulgados. Apesar de este desejo ter sido concedido, a edição imprensa da revista continua disponível.

À The Scientist, Tony Wilson, biólogo no Brooklyn College, colocou em causa a veracidade da ideia, sugerida pelos autores do estudo, de que haviam efetivamente criado um modelo de gravidez masculino relevante para a ciência, uma vez que as manipulações cirúrgicas necessárias para gerar os animais parabióticos usados nestes testes são muito delicadas e exigem grande mestria.

Rongjia Zhang, uma das autoras do polémico estudo e investigadora na Universidade de Medicina Naval de Shangai, concedeu à reputada revista científica à sua versão dos factos.

“Eu tive esta ideia de usar o modelo de um parabiótico heterossecual que consistia num rato macho castrado e um rato fêmea para estudar a gravidez masculina de mamíferos, mas no início duvidei que fosse resultar, porque nunca havia sido testada antes.”

A investigadora revelou ainda que dedicou muito tempo a debater, rever literatura, fazer testes experimentais, modificar o meu plano antes de entrar nos últimos passos da experiência.

Estes consistem em quatro etapas.

Primeiramente, Zhang e os restantes investigadores castraram um rato macho e através de uma cirurgia ligaram-no a fêmeas através das suas laterais, criando, assim, pares microbióticos.

Para cada par, foi transplantado um útero para o indivíduo masculino antes de implementarem embriões em fase de blastocisto tanto no útero do rato macho como no útero nativo da fêmea. Posteriormente, dois dias antes da gravidez ser considerada completa, os investigadores realizaram cesarianas e separaram os ratos adultos.

A equipa descobriu que em mais de metade dos 46 pares parabióticos gerados, nenhum dos elementos — macho ou fêmea — engravidaram com embriões desenvolvidos naturalmente.

Num terço dos pares, apenas um rato fêmea acabou a por engravidar com um embrião normal. Em seis pares, cerca de 13%, tanto o rato macho como fêmea geraram embriões organicamente desenvolvidos.

Nenhum par acabou por conseguir vingar com um embrião natural transportado unicamente por ratos machos — o que pode sugerir que os embriões transplantados poderão desenvolver-se naturalmente em úteros também transplantados de machos parabiónicos apenas quando os respetivos pares fêmea estavam grávidas e poderiam fornecer substâncias sanguíneas necessárias.

A maioria dos fetos que resultaram dos parabiónicos morreu poucas horas após a sua expulsão, o que é justificado pelos autores pela interrupção precoce das gravidezes. Cerca de 50% dos fetos dos parabiónicos femininos morreu nas duas horas seguintes, enquanto que 67% dos fetos dos parabiónicos masculinos morreram.

Paralelamente, muitos dos fetos mortos dos parabiónicos masculinos apresentavam características invulgares, como morfologia da pele mais escura e placentas degeneradas ou inchadas. No total, apenas 4% dos embriões transplantados para os úteros dos parabiónicos masculinos sobreviveram.

https://zap.aeiou.pt/estudo-polemico-mostram-que-os-ratos-machos-engravidar-dar-luz-427442

 

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