sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Detectado fator climático determinante para a propagação do coronavírus !

Altas temperaturas combinadas com baixa humidade propiciam que as gotículas contaminadas com o novo coronavírus evaporem mais rapidamente, reduzindo a sua capacidade de infetar pessoas.


De acordo com os cientistas, citados pelo canal estatal russo RT, a velocidade a que as gotículas de saliva se evaporam, determinada pela temperatura e humidade relativa da atmosfera, é um fator chave no ritmo de proliferação da covid-19.

Através de um modelo informático, a equipa descobriu que “as altas temperaturas e a baixa humidade provocam altas taxas de evaporação das gotículas de saliva contaminadas, o que reduz significativamente a viabilidade do vírus”, afirma Talib Dbouk, um dos autores do estudo publicado, esta terça-feira, na revista científica Physics of Fluids.

Além disso, os investigadores examinaram a influência da velocidade do vento na propagação do vírus, tendo descoberto que a nuvem de gotículas contaminadas mantém a sua forma esférica tanto com ventos de 10 metros por segundo como de 15 metros por segundo. Portanto, o distanciamento social deve ser respeitado não só na direção do vento, mas também na direção perpendicular a ele, acrescentam os cientistas.

“Estas descobertas devem ser tidas em conta devido à possibilidade de uma segunda vaga no outono e no inverno, quando as baixas temperaturas e as altas velocidades do vento aumentarão a sobrevivência e a transmissão do vírus no ar”, afirma a equipa.

A pandemia do novo coronavírus já infetou mais de 31 milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo mais de cinco milhões na Europa, segundo um recente balanço da agência AFP.

https://zap.aeiou.pt/fator-climatico-propagacao-coronavirus-348701

 

Cientistas medem, pela primeira vez, a distância até um magnetar na Via Láctea

Com a ajuda do observatório Very Long Baseline Array (VLBA), uma equipa de astrónomos conseguiu medir, pela primeira vez, a distância até ao magnetar XTE J1810-197, localizado na Via Láctea. 

Os magnetares são um tipo de estrela de neutrões, com um campo magnético bastante forte, capazes de emitir raios X e raios gama. Aliás, é por esse motivo que muitos cientistas pensam que os magnetares são os responsáveis pelas rajadas rápidas de rádio (FRBs).

Nesta nova investigação, cujo artigo científico foi publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, a equipa de cientistas analisou o XTE J1810-197 durante 2019 e 2020, observando-o em lados opostos na órbita da Terra durante o trajeto em torno do Sol. Os investigadores notaram uma pequena mudança no efeito paralaxe, isto é, a posição que o objeto aparenta ter em relação a outros no fundo, mais distantes.

Através da paralaxe, é possível calcular a distância direta do objeto.

De acordo com o Tech Explorist, esta é a primeira medida do paralaxe de um magnetar, e revela que XTE J1810-197 está entre os magnetares mais próximos conhecidos – a “apenas” 1.800 anos-luz.

“Ter uma distância precisa deste magnetar significa que podemos calcular a força dos pulsos de rádio vindos deste corpo celeste. Se ele emitir uma FRB, vamos descobrir a força do pulso”, resumiu Adam Deller, membro da Universidade de Tecnologia da Austrália.

O XTE J1810-197 é um dos seis conhecidos que emite pulsos de ondas de rádio. O magnetar ficou ativo de 2003 a 2008 e fez um intervalo longo de dez anos na sua atividade. Em dezembro de 2019, “ressuscitou” e voltou a emitir ondas de rádio.

https://zap.aeiou.pt/medicao-distancia-magnetar-via-lactea-348338

 

Estudo sugere que doentes com dengue podem ter imunidade contra coronavírus

Um estudo que analisou a dinâmica da covid-19 no Brasil indica que cidadãos infetados com dengue poderão desenvolver alguma imunidade contra o novo coronavírus, numa investigação que ainda não está concluída.


De acordo com o estudo, divulgado pela imprensa brasileira, os investigadores constataram que locais que tiveram muitos casos de dengue em 2019 e no início de 2020 tiveram menos infeções e óbitos por covid-19, noticiou a agência Lusa.

O estudo foi liderado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor catedrático da Universidade Duke, nos Estados Unidos (EUA), que desde o início da pandemia se dedica a estudar o comportamento do novo coronavírus no Brasil.

“Tentando procurar uma explicação, encontrei o mapa da dengue do Ministério da Saúde e, onde tinha demorado a chegar a Covid-19, como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, era onde tinha muitos casos de dengue, era complementar. Encontrámos correlação inversa. Lugares com muita dengue tiveram menos casos, morreram menos pessoas e o tempo para chegarem os casos da Covid-19 foi maior”, explicou Nicolelis, citado pelo Estadão.

Segundo o investigador, é possível que as pessoas que contraíram dengue tenham desenvolvido uma defesa parcial contra o novo coronavírus.

“Fui olhar outros países do mundo. Em 2020, pelos dados de janeiro e fevereiro, seria a maior epidemia, mas a dengue começou a desaparecer quando a curva de covid-19 começou a explodir. Os dois vírus estão a competir pela mesma população de suscetíveis, mas a dengue precisa de um mosquito e a covid-19 é transmitida de pessoa para pessoa, muito mais rápido. Em África, onde existiram muitos casos de dengue, não tiveram muito de coronavírus”, analisou Nicolelis.

Na visão do professor, o estudo aponta que também há a possibilidade de que vacinas aprovadas ou em desenvolvimento para a dengue possam provocar algum tipo de proteção contra o novo coronavírus.

“Temos uma vacina japonesa para a dengue que está adiantada, em fase três. Se provarmos que existe uma proteção de 30%, 40% ou até 50%, teríamos uma vacina para uma situação de emergência para quebrar a transmissão do vírus”, afirmou.

O estudo ainda não foi publicado numa revista científica, mas está disponível no repositório de investigações medRxiv.

A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que necessita de água parada para se proliferar, e que pode causar febre alta, dores musculares intensas, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo, e pode mesmo levar à morte, segundo o Ministério da Saúde do Brasil.

Angelo Carconi / EPA

Desde janeiro até agosto, foram notificados 905.912 casos prováveis de dengue no Brasil e 433 mortes, segundo dados da tutela da Saúde. Nesse período, a região centro-oeste apresentou a maior incidência, seguida da região sul. Ambas são as que têm menos casos de infeção pelo coronavírus, que foi registado oficialmente no Brasil em 26 de fevereiro.

Menos de 10% da população desenvolve anticorpos

Uma percentagem média inferior a 10% da população desenvolveu anticorpos contra a covid-19, segundo estudos da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgados na quarta-feira, que concluem que “a maior parte da humanidade ainda é suscetível à doença”.

A diretora técnica da OMS para o estudo da covid-19, Maria Van Kerkhove, esclareceu, citada pela agência Efe, que existem centenas de estudos de soroprevalência com resultados muito diferentes e que, “por isso, é difícil chegar a conclusões categóricas, mas em princípio mostram que mais de 90% dos indivíduos permanecem livres de anticorpos”.

“Analisando estes casos coletivamente, parece que menos de 10% das pessoas mostram evidências de terem sido infetadas. Então a maioria do mundo ainda é suscetível e todos os tipos de ações continuam a ser aplicadas para prevenir o contágio”, respondeu a especialista, numa ronda de perguntas de internautas nas redes sociais.

A especialista norte-americana esclareceu que em alguns estudos com trabalhadores da saúde foram detetados percentuais mais elevados de pessoas com anticorpos, entre 20% e 25%, e em algumas áreas específicas, como por exemplo nos subúrbios de alguns países, foram obtidas soroprevalências superiores a 40%.

Van Kerkhove indicou que existem resultados diferentes nos testes de medição da resistência desses anticorpos, uma vez que algumas investigações mostram que sua eficácia contra o vírus diminui após um certo tempo, enquanto outras indicam que não.

“Em qualquer caso, com outros coronavírus que causam constipações, SARS ou MERS, está provado que os anticorpos não são permanentes, então isso também pode ocorrer com a covid-19”, concluiu a especialista.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço da agência AFP. Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China. Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

https://zap.aeiou.pt/doentes-dengue-imunidade-coronavirus-348839

 

Blue Origin testa tecnologias da NASA para futura missão à Lua

A missão é de grande importância para os próximos passos da NASA em direção à Lua. 

A missão é de grande importância para os próximos passos da NASA em direção à Lua.

A próxima missão New Shepard da Blue Origin, que deve decolar nesta sexta-feira (25) do Texas, nos Estados Unidos, vai testar algumas tecnologias em desenvolvimento pela NASA, previstas para serem usadas no programa Artemis, que marcará a volta do homem à Lua, em 2024.

Batizada de NS-13, esta missão levará 12 cargas úteis. Entre elas, está um conjunto de sensores desenvolvidos pela agência espacial americana, montados no exterior da espaçonave da empresa de Jeff Bezos. Os equipamentos vão testar tecnologias que devem facilitar pousos em diferentes regiões da superfície lunar.

Conforme a Blue Origin, o experimento verificará como os sensores, computadores e algoritmos trabalham em conjunto para permitir um pouso autônomo, o mais próximo possível do local designado. A expectativa é de que o sistema leve as futuras missões a locais impossíveis de chegar durante as missões Apollo.

Algumas das outras cargas que estarão a bordo da NS-13 são um sistema de cultivo de plantas em microgravidade, desenvolvido para ajudar na dieta dos astronautas em missões mais longas, e uma engrenagem preparada para oferecer às sondas novas formas de ancoragem em asteroides e pequenos objetos espaciais.

Lançamento indefinido

A missão suborbital da Blue Origin estava programada para acontecer nesta quinta-feira (24), às 12h (horário de Brasília). Mas devido às más condições climáticas na região, o lançamento precisou ser adiado para as 14h.

Depois disso, um problema com a fonte de alimentação dos experimentos fez a companhia cancelar o lançamento na quinta. Por enquanto, não foi confirmada a data nem o horário da nova tentativa de voo da New Shepard.

Porém, o site que mostrará o lançamento da missão ao vivo (link abaixo) indica uma nova transmissão na sexta-feira, a partir das 11h30 (horário de Brasília), dando indícios de que a decolagem pode ocorrer nesta data. A NASA TV também exibirá o evento ao vivo.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/116196-blue-origin-testa-tecnologias-da-nasa-para-futura-missao-a-lua.htm

 

Sonda no lado escuro da Lua irá estudar a origem do Universo

Você sabia que nos primeiros anos do Universo era tudo escuro? Essa "Idade das Trevas" durou 380 mil anos após a o Big Bang, e logo após surgiram as primeiras estrelas e galáxias. Até então, só havia grandes nuvens de hidrogênio na vastidão do infinito. Para estudar esse período mais a fundo, a NASA e o Observatório Nacional de Radioastronomia (NRAO) dos Estados Unidos irão enviar uma missão para o lado escuro da Lua.

O estudo será feito a partir da captação da energia produzida por essas primordiais nuvens de hidrogênio em forma de ondas de rádio. A tarefa é bastante complicada, principalmente aqui na Terra, pois a atmosfera do planeta pode bloquear os sinais, bem como as ondas de rádios produzidas pelos seres humanos podem abafar os possíveis vestígios do início do Universo.

Por esse motivo, astrônomos pretendem colocar um equipamento na órbita da Lua para, sempre que passar pelo lado escuro, captar possíveis sinais do começo dos tempos. A sonda se chamará Dark Ages Polarimetry Pathfinder (DAPPER) e estará equipada com um receptor de ondas de rádios e uma antena de alta frequência desenvolvidos pelo NRAO. 

O DAPPER faz parte do mesmo programa da NASA que pretende levar a primeira mulher à Lua até 2024 e deverá ser compacto, para não gerar problemas de transporte até a órbita de nosso satélite natural. O equipamento poderá ajudar a compreender como as primeiras estrelas se formaram, bem como a desvendar a origem do Universo.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/116195-sonda-no-lado-escuro-da-lua-ira-estudar-a-origem-do-universo.htm

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Novo estudo já marcou data para o fim da pandemia e normalidade pode estar para breve !

Um novo estudo da McKinsey prevê que o fim da pandemia só deve chegar no terceiro ou no quarto trimestre de 2021 nos países desenvolvidos. Contudo, o retorno à normalidade deve acontecer mais cedo.


O artigo da McKinsey apresenta dois pontos fulcrais para o fim da pandemia: um do ponto de vista epidemiológico – que acontecerá se for alcançada a imunidade de grupo – e o outro tendo em conta a transição para uma nova normalidade, diz o Observador.

De acordo com o estudo da consultora norte-americana, a pandemia deverá terminar no fim de 2021, por isso o regresso à normalidade deve instalar-se brevemente, mesmo a tempo da próxima primavera. O estudo também indica que a tão desejada imunidade de grupo deva chegar perto do outono, mas esta é uma previsão que encaixa na realidade dos países desenvolvidos.

Segundo as estatísticas, os autores consideram que os países mais desenvolvidos vão beneficiar de um regresso à normalidade mais cedo. Nestes casos é provável que o fim epidemiológico seja alcançado no primeiro ou segundo trimestre de 2021, em vez de no terceiro ou no quarto. Porém, para que isso seja uma realidade “todos os dias contam”.

O final da pandemia do ponto de vista epidemiológico vai variar de país para país e será afetado por vários fatores como a chegada, eficácia e adoção de vacinas contra a covid-19, tidas como as “maiores impulsionadoras” da imunidade coletiva.

Tendo em conta o que escreveram os autores do estudo, o nível de imunidade natural numa população também é importante, uma vez que estimam que entre 90 milhões e 300 milhões de pessoas em todo o mundo alcancem uma imunidade natural.

Os especialistas acreditam que uma ou mais vacinas possam ser sinalizadas para uso de emergência pela agência federal norte-americana para o medicamento – a FDA –  até ao final de 2020 ou início de 2021, e que recebam aprovação durante os primeiros três meses de 2021, o que vai permitir começar a imunizar a população.

Desta forma, os autores esperam que em apenas seis meses, se fará a distribuição de vacinas a uma proporção suficiente da população de maneira a induzir imunidade coletiva. No estudo pode ler-se que “a imunidade de grupo pode ser alcançada facilmente logo no segundo trimestre de 2021 se as vacinas forem altamente eficazes, e se lançadas sem problemas”.

Ainda assim, há a possibilidade das vacinas apresentarem problemas de segurança ou de eficácia – e caso a sua distribuição seja lenta – o fim da pandemia pode só chegar em 2022, ou até mais tarde, explica o Observador.

Num cenário mais negro, os EUA ainda poderão estar a enfrentar a doença em 2023 ou até depois.

Os autores dizem que os caminhos para alcançar a imunidade de grupo nos outros países desenvolvidos, são semelhantes aos dos EUA, sendo que as diferenças temporais estão relacionadas com o acesso e distribuição das vacinas.

Mesmo assim, ainda é provável que a doença se mantenha ativa em áreas do mundo afetadas pela guerra ou em comunidades com pouca adesão à vacinação.

https://zap.aeiou.pt/fim-da-pandemia-ja-data-marcada-regresso-normalidade-esta-breve-348490

 

A água é, em simultâneo, dois líquidos num só

O super-resfriamento da água líquida a temperaturas mais baixas do que as alcançadas anteriormente revelou novas evidências de que a água pode existir como dois líquidos diferentes ao mesmo tempo.


Uma equipa do Pacific Northwest National Laboratory (PNNL) fez as primeiras medições de água líquida a temperaturas muito mais frias do que o seu ponto de congelamento típico e chegou à conclusão que a água super-resfriada é, na verdade, dois líquidos em um, avança o Inverse.

“Mostramos que a água líquida a temperaturas extremamente baixas não é apenas relativamente estável: ela existe em dois motivos estruturais“, explicou Greg Kimmel, físico químico do PNNL. “As descobertas explicam uma controvérsia de longa data sobre se a água super-resfriada cristaliza ou não antes de se equilibrar. A resposta é: não.”

Nos últimos 25 anos, Greg Kimmel trabalhou com o físico Bruce Kay no estudo da água, porque, “no que diz respeito aos líquidos, é mais estranha do que a maioria”.

A conversão de água líquida em gelo não acontece por acaso, nem apenas por causa do frio. Quando não há cristal de semente ou núcleo para as moléculas de água começarem a formar estruturas cristalinas, a forma da matéria da água não muda. Para evitar a formação de um núcleo, a água deve estar livre de impurezas e movimento.

É assim que surge a água super-resfriada que, além de relativamente estável, existe em dois motivos estruturais, segundo os cientistas. O artigo científico foi publicado no dia 18 de setembro na Science.

Através da espectroscopia infravermelha, os cientistas observaram atentamente de que forma as moléculas de água reagiriam quando um laser foi disparado contra um bloco de gelo – produzindo água líquida super-resfriada por alguns nanossegundos.

De acordo com o Inverse, os testes de laser foram executados várias vezes, provando que todas as mudanças estruturais eram reversíveis e reproduzíveis.

Esta experiência pode ajudar a explicar o granizo, as pequenas bolas que caem do céu durante as tempestades do Inverno. O granizo forma-se quando um floco de neve interage com água líquida super-resfriada na alta atmosfera.

O estudo também pode ajudar a compreender como é que a água líquida pode existir em planetas muito frios, como Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. O vapor de água super-resfriado também cria as caudas na traseira dos cometas.

Os especialistas defendem que existem vários usos potenciais para a água super-resfriada: o rápido processo de congelamento poderia ser usado para detetar matéria escura, por exemplo. Também poderia ser usada no estudo do clima, já que a cobertura de nuvens desempenha um papel importante na temperatura e está “relacionada com a forma como as nuvens se formam e como a água super-resfriada se cristaliza”.

Apesar de considerar que observar o que acontece com a água muito fria em certas condições por um milissegundo é “esotérico”, Kimmel defende que a água é crucial para a Humanidade e que a devemos “entender ao máximo”.

https://zap.aeiou.pt/agua-dois-liquidos-em-um-348077

Descoberto novo tipo de planeta no Deserto Neptuniano - Tem um “ano” que dura 19 horas !

Uma equipa de cientistas da Universidade do Chile acaba de descobrir um novo tipo de exoplaneta, com um período orbital de 19 horas. 


Em comunicado, a equipa precisa que o planeta, batizado de LTT 9779 b, tem uma temperatura de 1.700 graus Celsius, mas ainda assim mantém a sua atmosfera.

O exoplaneta foi encontrado a 260 anos-luz da Terra, no Deserto Neptuniano, uma área com baixa densidade planetária que, por possuir corpos gasosos semelhantes a Neptuno, permite aos cientistas estudar as atmosferas planetárias e resolver alguns dos mistérios relacionados com a sua formação e evolução.

Liderada pelo astrónomo da Universidade do Chile James Jenkins, a equipa recorreu a leituras do “caçador” de exoplanetas da agência espacial norte-americana (NASA) TESS.

“É muito difícil explicar porque é que este planeta não se tornou num núcleo de rocha. Não acho que possamos encontrar muitos outros exemplos como este a orbitar outras estrelas tão brilhantes”, afirmou o líder da investigação.

O sistema ao qual pertence o LTT 9779 b tem cerca de metade da idade do Sol, isto é, cerca de 2 mil milhões de anos. A intensa radiação da estrela não deve permitir que uma atmosfera como a de Neptuno perdure por tanto tempo.

Para Jenkins, a descoberta é relevante para investigações futuras, uma vez que permitirá aos cientistas “entender muito melhor os processos químicos e físicos das atmosferas de planetas com caraterísticas semelhantes a Neptuno”.

“Vai permitir-nos aprender muito mais sobre os processos de formação e evolução dos planetas em geral (…) É um planeta muito especial”, rematou.

https://zap.aeiou.pt/descoberto-novo-tipo-planeta-no-deserto-neptuniano-um-ano-dura-19-horas-348307

 

A radiação do seu telemóvel pode estar a matar insectos

Um novo estudo sugere que a radiação dos telemóveis pode ter contribuído para o declínio dramático das populações de insetos na Europa nos últimos anos.


A radiação eletromagnética dos telemóveis e as redes Wi-Fi podem ser uma das causas da diminuição das populações de insetos em grande parte da Europa nos últimos anos. A teoria surge num estudo que analisou vários outros artigos científicos que demonstraram o impacto negativo da radiação em abelhas, vespas e moscas.

O artigo científico ainda carece de revisão por pares, mas pode ser consultado através deste link.

De acordo com o Phys, especialistas da União para a Conservação da Natureza e Biodiversidade da Alemanha (NABU) e de outras duas organizações não-governamentais (ONGs), uma alemã e outra luxemburguesa, analisaram 83 pesquisas consideradas cientificamente relevantes, das quais 72 advertiam para as consequências da radiação.

À AFP, Johannes Enssle, diretor da NABU, explicou que “o tema é incómodo para muitos de nós porque interfere com os nossos hábitos diários“, além de existirem “poderosos interesses económicos por trás da tecnologia da comunicação móvel”.

Entre os efeitos, os especialistas detalharam uma capacidade reduzida de movimentação dos animais devido à alteração dos campos magnéticos, assim como danos no material genético e em larvas.

A radiação dos telemóveis e redes Wi-Fi também abre canais de cálcio em certas células, provocando a absorção de mais iões deste elemento químico, alterando os ritmos circadianos e o sistema imunológico dos insetos.

“O estudo mostra que devemos manter os olhos abertos em todas as direções quando analisamos as causas da dramática diminuição das populações de insetos”, rematou Enssle.

https://zap.aeiou.pt/radiacao-telemovel-matar-insetos-348129

Grupo de 156 países em iniciativa para acesso justo à vacina para covid-19. EUA ficam de fora

Um total de 156 países – representando cerca de 64 por cento da população mundial – comprometeram-se a reunir recursos para ajudar a desenvolver, comprar e distribuir equitativamente dois mil milhões de doses de uma vacina para a covid-19 até o final de 2021.


“Esta não é apenas a coisa certa a fazer, é a coisa inteligente a fazer”, disse o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, um dos responsáveis pela Coalition for Epidemic Preparedness Innovations (CEPI) e pela Vaccine Alliance (Gavi).

Até agora, 64 países desenvolvidos aderiram à iniciativa conjunta, bem como 92 de baixa e média receita, elegíveis para receber apoio na aquisição de vacinas. O CEO da Gavi, Seth Berkley, disse na segunda-feira, durante uma conferência de imprensa da OMS, que espera a cooperação de outros 38 países nos próximos dias.

Alguns dos países de alta receita já a bordo são a Austrália, o Canadá, o Japão, a Suécia, o Reino Unido e os 27 estados membros da União Europeia (UE). A lista de 92 países de baixa e média receita inclui a República Democrática do Congo, o Gana, a Índia, a Mongólia, a Ucrânia e o Vietname.

O grupo reunirá recursos para apoiar o desenvolvimento de pelo menos nove vacinas, já iniciadas, e, após aprovadas, comprará as doses para as distribuir de maneira justa. “Não é caridade, é do interesse de todos os países”, afirmou Tedros Ghebreyesus na conferência. “Afundamos ou nadamos juntos”, sublinhou.

Este esforço global exigirá pelo menos 35 mil milhões de dólares (cerca de 30 mil milhões de euros). Até agora, foram arrecadados cerca de três mil milhões. Tedros Ghebreyesus pediu na segunda-feira uma injeção imediata de 15 mil milhões para manter a iniciativa.

Um dos países ausentes da lista é os Estados Unidos (EUA). A administração Trump disse no início deste mês que não se juntaria ao programa – designado COVID-19 Vaccines Global Access (COVAX) Facility – devido ao envolvimento da OMS. O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou no final de maio que pretendia retirar o país da OMS.

Também ausentes da lista estão a Rússia e a China, que já emitiram autorizações para vacinas experimentais e começaram a distribuí-las antes da conclusão dos ensaios clínicos.

Alguns países de alta receita – incluindo os EUA – têm negociado acordos individuais para garantir milhões de doses se uma vacina for bem-sucedida nos testes. Esses acordos, que Tedros Ghebreyesus classifica como “nacionalismo de vacinas”, podem reduzir os suprimentos para distribuição global.

Por outro lado, se os acordos não resultarem numa vacina segura, os países que só têm acordos bilaterais podem ter dificuldades em obter acesso a uma vacina bem-sucedida. A OMS sugeriu que os países façam os seus próprios acordos, ao mesmo tempo que adiram à iniciativa global.

Os países que participam da COVAX, por seu lado, terão a garantia de receber uma parte das doses de uma vacina de sucesso. Num relatório divulgado recentemente, a OMS indicou que o grupo distribuirá vacinas em duas fases.

Na primeira fase serão fornecidas a cada país um abastecimento para 20% da sua população, começando pelos grupos de alto risco, como profissionais de saúde, idosos e pessoas com problemas de saúde.

Como os suprimentos serão limitados no início da distribuição da vacina, a fase um tem um estágio inicial que visará apenas 3% da população de cada país, continuando a ser administrada até que cada país atinja os 20%.

A segunda fase começa quando forem distribuídas doses para vacinar a população além dos 20%. No entanto, nesta fase, a alocação para cada país pode ser ponderada tendo em consideração a transmissão local e outras vulnerabilidades.

https://zap.aeiou.pt/paises-acesso-justo-vacina-covid-19-eua-fora-348580

 

Cientistas propõem reciclar beatas de cigarro para fazer tijolos


Os cientistas afirmam que se apenas 2,5% dos tijolos produzidos em todo o mundo, anualmente, incluíssem 1% de beatas, seria possível reciclar todas as pontas de cigarro a nível global.

Um grupo de investigadores da Escola de Engenharia da Universidade RMIT, em Melbourne, na Austrália, propõe usar beatas de cigarro para fazer tijolos, conta a rede de televisão estatal russa RT.

De acordo os cientistas, os resultados do estudo publicado, a 10 de setembro, na revista científica MDPI são promissores. Se apenas 2,5% dos tijolos produzidos em todo o mundo, anualmente, incluíssem 1% de beatas, seria possível reciclar todas estas pontas de cigarro, afirmam.

Estima-se que o consumo de energia necessário para a cocção das beatas de cigarro poderia ser reduzido em cerca de 20 mil milhões de megajoules, o que equivale aproximadamente à energia utilizada por um milhão de famílias no estado australiano de Victoria em apenas um ano.

Segundo os especialistas, os custos da produção de tijolos também seriam reduzidos, uma vez que a temperatura necessária para um tijolo seria menor graças ao acetato de celulose nos filtros de cigarro, que geram um valor calorífico superior ao da argila. No entanto, observam os autores do estudo, são necessárias mais pesquisas para introduzir este método de reciclagem.

Toneladas de beatas poluem cidades, parques e oceanos em todo o mundo. E os cientistas afirmaram que, ao analisar estes resíduos, detetaram bactérias como Staphylococcus, Pseudomonas aeruginosa, Listeria monocytogenes e Bacillus subtilis.

Portanto, a equipa propõe que seja feito um controlo de reciclagem mais rigoroso do que o atual. “Considerando o risco combinado de muitas substâncias químicas altamente tóxicas e possíveis patogénicos em beatas de cigarro, deveria ser estritamente proibido descartar estes filtros nas cidades ou no ambiente, e os infratores deveriam ser multados de forma pesada”, concluem os investigadores.

Em Portugal, desde 3 de setembro, pontas de cigarros e de charutos no chão custam entre 25 e 250 euros de multa ao abrigo de uma lei publicada há um ano.

https://zap.aeiou.pt/cientistas-reciclar-beatas-tijolos-348431

 

Dynetics revela o módulo lunar do programa Artemis !

A empresa norte-americana Dynetics revelou, no dia 15 de setembro, um modelo em escala real do módulo lunar especialmente projetado para levar os astronautas da NASA à Lua já em 2024, como parte do programa Artemis.

O Homem vai, novamente, à Lua pelas mãos da NASA em 2024. A data está a aproximar-se, o que leva a que alguns detalhes da missão Artemis sejam revelados. No dia 15 de setembro, a empresa Dynetics revelou um vídeo que mostra alguns detalhes do módulo de pouso lunar que será usado na viagem espacial, incluindo o seu interior.

De acordo com o Futurism, o modelo em escala real foi construído para que os engenheiros espaciais tenham uma melhor visão de como os astronautas irão interagir com o equipamento na viagem ao satélite natural da Terra.

“O design flexível é prontamente reconfigurável, permitindo que a equipa de integração de sistemas humanos (HSI) e a tripulação de voo analisem e forneçam feedback sobre os primeiros designs de conceito e executem iterações rápidas”, adiantou a empresa, com sede no Alabama, Estados Unidos.

No fundo, os diferentes módulos de controlo são essencialmente pedaços de espuma colocados nas paredes internas do modelo, que podem ser facilmente movidos para que os astronautas consigam encontrar o melhor layout.

O módulo é reutilizável e reduzirá drasticamente o custo da exploração lunar. Um dos objetivos da Dynetics era desenvolver um equipamento que pudesse transportar uma grande variedade de cargas úteis, como experiências científicos e rovers pressurizados.

Além disso, acomoda várias instalações para os astronautas conduzirem pesquisas avançadas e inclui tanques de combustível para voos e aterrissagens.

Encontrar um equipamento eficiente, funcional e barato pode ser fundamental para a empresa, já que, além da Dynetics, também a Blue Origin, de Jeff Bezos, e a SpaceX, de Elon Musk, possuem contratos com a NASA para desenvolver equipamentos para a missão Artemis.

Em abril, a agência espacial norte-americana contratou a empresa para levar a cabo o projeto Human Landing System (HLS), uma cabine pressurizada que será responsável por abrigar e transportar astronautas em expedições de curta duração na superfície da Lua.

A Dynetics pretende que a cabine seja utilizada em múltiplas viagens, como acontece atualmente com os foguetes e cápsulas da SpaceX.

https://zap.aeiou.pt/dynetics-modulo-lunar-347368

 

Cientistas já sabem como é que raro tipo sanguíneo ajuda a prevenir a malária


Um raro tipo sanguíneo, encontrado apenas em algumas partes da África Oriental, parece proporcionar uma resistência natural à malária. Cientistas pensam ter descoberto como é isto possível.

Em 2017, depois de terem analisado milhares de genomas no Quénia, cientistas descobriram o tipo sanguíneo Dantu, uma peculiaridade genética relacionada com as células do sangue humano que parece proporcionar uma resistência natural à malária, conta o site Science Alert.

Na cidade costeira de Kilifi, uma única cópia deste gene conferiu até 40% de proteção contra todas as formas de malária grave. E quando os indivíduos herdaram duas cópias, uma de cada progenitor, essa resistência chegou a 74%.

Agora, ao analisar amostras sanguíneas de 42 crianças saudáveis desta cidade, uma equipa de investigadores decidiu testar como os glóbulos vermelhos Dantu respondem ao Plasmodium falciparum, a forma mais mortal de malária.

Segundo o mesmo site, um time-lapse microscópico revelou que estes glóbulos vermelhos impedem a entrada deste parasita ao criar uma membrana celular mais estreita – uma defesa até então desconhecida.

Embora ainda não haja certezas sobre o que causa esta membrana, os cientistas, cujo estudo foi publicado, a 16 de setembro, na revista científica Nature, acreditam que, ao alterar a expressão de certas proteínas da membrana, a variante do gene Dantu estica a célula como um tambor, interrompendo a infeção e nova proliferação no sangue.

A equipa encontrou mais parasitas emaranhados nos glóbulos vermelhos com tensões superficiais mais baixas. Isto pode explicar porque é que o P. falciparum tende a preferir glóbulos vermelhos mais jovens, que, no geral, apresentam tensão mais baixa.

Mesmo entre crianças com zero cópias do gene Dantu, os investigadores descobriram que a tensão da membrana teve um efeito na infeção por malária.

Se os cientistas descobrirem como é que este gene impacta, exatamente, a tensão da membrana, poderão ser capazes de desenvolver uma vacina que forneça muito mais proteção contra este parasita mortal.

https://zap.aeiou.pt/raro-tipo-sanguineo-prevenir-malaria-348056

 

Ciclo Solar 25 vai afetar a vida na Terra !

A cada 11 anos, o Sol inicia um novo ciclo solar, marcado por períodos de violentas erupções e explosões magnéticas.

Em dezembro de 2019, teve início um novo ciclo solar. Na semana passada, a NASA e a NOAA, a agência focada no Oceano e na Atmosfera, anunciaram que o Ciclo Solar 25 será muito semelhante ao último – relativamente calmo, sendo que incluiu o máximo solar mais fraco desde 1928.

Segundo o Inverse, as agências partilharam informação sobre o trabalho do Solar Cycle 25 Prediction Panel e de que forma as mudanças do clima espacial vão afetar as nossas vidas e a tecnologia na Terra.

Lika Guhathakurta, cientista da divisão de Heliofísica da NASA, explicou que, “conforme emergimos do mínimo solar e nos aproximamos do máximo do Ciclo 25, é importante lembrar que a atividade solar nunca pára; ele muda de forma conforme o pêndulo oscila”.

À semelhança do que já acontece na Terra, os cientistas querem compreender melhor o clima espacial e desenhar modelos de previsão. “O clima espacial é o que é, o nosso trabalho é preparar-nos”, disse Jake Bleacher, cientista-chefe do Diretório de Exploração Humana e Operações da NASA.

Para determinar o início de um novo ciclo, os investigadores analisaram os dados mensais sobre as manchas solares do World Data Center para o Índice de Manchas Solares e Observações Solares de Longo Prazo, localizado no Observatório Real da Bélgica, em Bruxelas.

“Mantemos um registo detalhado das poucas manchas solares minúsculas que marcam o início e a ascensão do novo ciclo”, explicou Frédéric Clette, diretor do centro. “Estes são os pequenos arautos dos futuros fogos de artifício solares gigantes. Ao rastrear a tendência geral ao longo de muitos meses podemos determinar o ponto de inflexão entre dois ciclos.”

Assim, de acordo com as previsões dos cientistas, o próximo máximo do ciclo solar deverá acontecer em julho de 2025. Os investigadores prevêem que poderá ser tão forte quanto o último ciclo solar, que foi um ciclo abaixo da média, mas que pode acarretar alguns riscos.

Determinar o comportamento da nossa estrela é uma tarefa difícil. “Em fases de alta atividade, erupções violentas de partículas e radiação do Sol também podem afetar a Terra”, salientou Robert Cameron, do Instituto Max Planck, na Alemanha.

Na pior das hipóteses, o evento pode causar danos em satélites, redes de comunicação e de transmissão de energia, ou colocar em perigo os astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI).

No entanto, o novo ciclo solar, que se prevê fraco, deve dar poucos motivos para preocupações.

https://zap.aeiou.pt/ciclo-solar-25-afetar-vida-terra-347337

 

Relógio em Nova Iorque mostra o tempo restante para reverter efeitos do aquecimento global

 

The Climate Clock no lugar do Metronome, em Nova Iorque

O Metronome, icónico relógio digital de Nova Iorque, deixou de mostrar o tempo do dia-a-dia e mostra agora o tempo restante que o nosso planeta tem para reverter os efeitos do aquecimento global.

O relógio digital com 15 dígitos e quase 19 metros de comprimento é, há mais de 20 anos, um dos projetos mais proeminentes e icónicos da cidade.

Situado na Union Square, em Manhattan, o relógio costumava mostrar o tempo de uma forma peculiar, contando as horas, os minutos, os segundos e as suas frações, a partir de e até à meia noite.

Durante anos, algumas pessoas não entendiam como funcionava e sugeriam que o mostrador media os hectares de floresta destruída todos os anos, a população mundial, ou que estaria mesmo relacionado com o número pi.

Segundo o New York Times, o relógio adotou, agora, uma nova missão ecológica. Em vez de medir ciclos de 24 horas, mostra o tempo restante para impedir que os efeitos do aquecimento global se tornem irreversíveis, referindo-se principalmente ao tempo restante para controlar as emissões de carbono antes de atingir o ponto crítico.

No sábado, algumas mensagens como “A Terra tem um prazo” apareceram no ecrã, seguidas de números – 7:103:15:40:07 – que mostravam os anos, dias, horas, minutos e segundos restantes até que o planeta passe esse limite irreversível.

De acordo com Gan Golan e Andrew Boyd, dois climate deadline artists, os números apresentados no ecrã gigante baseam-se em estimativas feitas pela equipa do Mercator Research Institute of Global Commons and Climate Change.

“Esta é a nossa maneira de gritar aquele número”, disse Golan mesmo antes da contagem decrescente começar. “Agora o mundo está, literalmente, a contar connosco“, acrescentou o artista.

O Relógio Climático, como os criadores chamam ao projeto, será exibido até dia 27 de setembro, o último dia da Climate Week. Golan e Boyd pretendem que o relógio esteja permanentemente naquele ou noutro local.

https://zap.aeiou.pt/relogio-nova-iorque-mostra-tempo-restante-reverter-efeitos-do-aquecimento-global-347942

 

 

Astrónomos descobrem 'planeta Pi' do tamanho da Terra !

Nesta segunda-feira (21), uma equipe de astrônomos de vários países, liderada por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, anunciou ter descoberto um planeta do tamanho da Terra e que gira ao redor da sua estrela a cada 3,14 dias.

Apelidado de “planeta Pi”, em referência à famosa constante matemática representada pela letra grega π e cujo valor é de 3,14, ele teve os primeiros registros captados em 2017. Desde então, os cientistas têm estudado os dados coletados pela missão K2 do Telescópio Espacial Kepler da NASA.

Já em 2020, os pesquisadores utilizaram o SPECULOOS, uma rede de telescópios baseada em solo, para confirmar que o astro observado realmente se tratava de um planeta. Os novos dados também ajudaram a calcular o tempo gasto para completar a órbita em torno da sua estrela, o equivalente a 3,14 dias terrestres.

O "planeta pi" gasta 3,14 dias para completar uma órbita em torno da sua estrela. 

O "planeta pi" gasta 3,14 dias para completar uma órbita em torno da sua estrela.

“O planeta se move como um relógio”, disse o estudante de graduação do Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do MIT Prajwal Niraula. Ele é o principal autor do estudo, publicado no Astronomical Journal, que detalha a descoberta do "Terra Pi".

“Quente demais para ser habitável”

Denominado oficialmente de K2-315b, o planeta pi possui um raio de tamanho quase idêntico ao da Terra, conforme as estimativas dos astrônomos, e orbita uma estrela fria, cuja massa é equivalente a um quinto do Sol. Ele gira em torno da sua estrela a 81 km/s.

Com tamanho parecido ao do nosso planeta, o K2-315b provavelmente não é um dos candidatos a ter vida, pois a órbita estreita o aproxima demais da sua estrela, fazendo com que a temperatura da superfície fique em torno de 176ºC. “Isso é muito quente para ser habitável”, comentou Niraula.

Apesar disso, os cientistas afirmam ser necessário um estudo mais detalhado da atmosfera dele para comprovar tal possibilidade.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/116159-astronomos-descobrem-planeta-pi-do-tamanho-da-terra.htm

NASA divulga nova tecnologia para pousar na Lua sem piloto humano

Evolução das capacidades integradas de aterragem segura e precisa" (SPLICE na sigla em inglês) é o nome de um projeto divulgado pela NASA num comunicado na última quinta-feira (17), cujo objetivo é melhorar a segurança de pouso e prevenir acidentes.

Visando tornar um futuro pouso na Lua e depois em Marte menos arriscados, a NASA construiu um sistema totalmente novo, misturando um conjunto de sensores a laser, uma câmera, um computador de alta velocidade e alguns algoritmos sofisticados. E, o mais importante, sem a necessidade de um piloto humano.

De acordo com o gerente do projeto, Ron Sostaric: “O que estamos construindo é um sistema completo de descida e pouso que funcionará em futuras missões Artemis à Lua e pode ser adaptado para Marte. Nosso trabalho é colocar os componentes individuais juntos e garantir que funcione como um sistema funcional.” 

Como funciona o SPLICE?

O SPLICE pretende garantir que as futuras espaçonaves consigam pousar numa grande variedade de locais, evitando pedregulhos e crateras. O sistema é capaz de identificar áreas-alvo seguras com apenas metade do tamanho de um campo de futebol americano (110m x 49m). Para se ter uma ideia da precisão dessas medidas, a área de pouso da Apollo 11 em 1968 era de 11x5... quilômetros!

O funcionamento do SPLICE tem início com uma varredura da superfície abaixo da nave com lasers. Após captado o estado do solo, o sistema faz uma comparação com um banco de dados de pontos de referência conhecidos, para descobrir exatamente onde a nave se encontra.

O processamento e a identificação do local exato se completa quando a nave está a cerca de quatro quilômetros acima da superfície-alvo, fornecendo uma orientação segura para o pouso. A NASA espera que o SPLICE já possa ser utilizado pela primeira mulher a pousar na Lua em 2024, como parte do programa Artemis.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/116160-nasa-divulga-nova-tecnologia-para-pousar-na-lua-sem-piloto-humano.htm

 

 

Agência Espacial Alemã exibe incrível conceito de veículo modular !

Que tal ter um veículo que se transforme em um ônibus espacial ou convencional, uma van de carga ou uma loja móvel quando você bem entender? Por enquanto, parece algo fora da realidade, mas é o que apresenta a proposta divulgada pela Agência Espacial Alemã, cujo protótipo modular futurista promete essas funcionalidades e ainda mais. Trata-se do U-shift, que permitiria a troca de estruturas semelhantes a cápsulas fixadas em sua parte superior, lembrando um caminhão em escala reduzida.

Projetado para se guiar sem o auxílio de qualquer motorista, o conceito, além de ser extremamente rebaixado, de acordo com a instituição, pode se tornar uma opção mais barata que as tradicionais, específicas para cada uso, pois dispensaria a construção de sistemas de transmissão exclusivos, o que o tornaria ideal para diversas aplicações. Suas capacidades também foram detalhadas.

Sistema de transmissão único seria compatível com capsulas que alterariam sua estrutura. 

Sistema de transmissão único seria compatível com capsulas que alterariam sua estrutura.

Para todos os momentos

Se utilizado para o transporte de cargas, o U-shift teria espaço suficiente para quatro paletes ou oito armários com rodinhas. Agora, se o negócio fosse carregar passageiros, sete pessoas poderiam ser confortavelmente acomodadas em seu interior, que incluiria um assento extra dobrável. 

Em seu conceito atual, o veículo ainda é controlado remotamente. O objetivo? Que ele se torne totalmente autônomo e faça entregas ou corridas para passageiros 24 horas por dia.

Transporte de passageiros seria uma de suas funcionalidades. 

Transporte de passageiros seria uma de suas funcionalidades.

Entretanto, para que chegue a isso, a agência tem muito trabalho pela frente. Por enquanto, está focada em reforçar o sistema de transmissão do protótipo, instalar o hardware de rede e fazer outras melhorias, que contemplam, também, um novo sistema de bateria. 

Como vários projetos, ainda não é possível saber se ele realmente verá a luz do dia, mas que a ideia impressiona, bem, isso não tem como negar.

 https://www.megacurioso.com.br/ciencia/116162-agencia-espacial-alema-exibe-incrivel-conceito-de-veiculo-modular.htm

Cinco factos curiosos sobre o planeta Vénus !

As notícias de que um composto ligado à vida foi identificado nas nuvens de Vênus agitou a comunidade científica e incendiou a imaginação dos terráqueos. Confira abaixo cinco curiosidades sobre o planeta que você talvez não conheça:

O mais brilhante

Em junho de 1889, o pintor Vincent Van Gogh escreveu a seu irmão, Theo: "Esta manhã eu vi a paisagem da minha janela muito antes do nascer do sol com nada além da Estrela da Manhã, que parecia muito grande". 

E foi assim que Vênus foi incluído em um dos quadros mais famosos na história da arte: Noite Estrelada.

.  MoMA/Divulgação 

O planeta é o segundo elemento mais brilhante do céu, depois da Lua (e como ela, também tem fases):

Pentagrama nos céus

O pentagrama de Vênus (o planeta com a órbita mais circular do Sistema Solar) é o caminho aparente do planeta (em bege) em relação à Terra (em azul). Oito anos aqui correspondem a 13 anos venusianos.

Tampas russas não funcionam

O programa espacial russo Venera teve 16 missões. Apesar de terem enviado à Terra informações valiosas (como a composição da atmosfera e a pressão sobre a superfície de Vênus), no quesito imagem elas deixaram a desejar por um motivo prosaico: a tampa das câmeras.

A Venera 9 foi a primeira sonda a levar equipamento fotográfico a Vênus. Ela tirou (poucas) fotos com apenas uma câmera; a tampa da lente da outra não se soltou. A Venera 10 também enviou imagens somente de uma câmera – como antes, a tampa da outra lente não se mexeu. A missão seguinte foi ainda pior: as lentes das duas câmeras da Venera 11 permaneceram tampadas – nada de fotos nem dela nem da Venera 12, que apresentou o mesmo defeito.

Imagens da superfície de Vênus, feitas pela sonda Venera 10 

Imagens da superfície de Vênus, feitas pela sonda Venera 10

O problema parecia ter ficado no passado com a Venera 13 até que a Venera 14, ao comando de ejetar a tampa da câmera, o fez diretamente sob um dos instrumentos – e o resultado foi que o comando da missão, em vez de informações sobre a compressibilidade do solo, recebeu dados sobre a compressibilidade da tampa da lente (mas as câmeras funcionaram).

Imagens da superfície de Vênus, feitas pela sonda Venera 14 

Imagens da superfície de Vênus, feitas pela sonda Venera 14

Trânsito lento

Obviamente, somente Vênus e Mercúrio podem ser vistos da Terra passando em frente ao Sol (os chamados trânsitos). Os de Vênus ocorrem raramente e aos pares (dois trânsitos com um intervalo de oito anos entre eles), repetindo-se com intervalos entre 105,5 e 121,5 anos.

O último aconteceu entre 5 e 6 de junho de 2012 (essa foi apenas a sétima vez que ele foi visto, desde a invenção do telescópio) e os próximos vão ocorrer entre os dias 10 e 11 de dezembro de 2117 e 8 de dezembro de 2125.

Paraíso antes do inferno

Algo deu muito, mas muito errado com o planeta. Segundo um estudo de cientistas do Instituto Goddard de Estudos Espaciais (GISS) da NASA, Vênus pode ter tido, nos primeiros dois bilhões de anos de sua história, um oceano raso de água líquida e temperaturas de superfície habitáveis.

Segundo o estudo da NASA, as nuvens de tempestade poderiam ter protegido a antiga Vênus da forte luz do sol e tornado o planeta habitável. 

Segundo o estudo da NASA, as nuvens de tempestade poderiam ter protegido a antiga Vênus da forte luz do sol e tornado o planeta habitável.

Hoje, o planeta é chamado de Mundo infernal, com uma atmosfera de dióxido de carbono 90 vezes mais espessa que a da Terra, quase sem vapor de água e temperaturas que chegam a 460°C em sua superfície.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/116161-5-fatos-curiosos-sobre-o-planeta-venus.htm

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Cientista sugere construir abrigos em Marte com polímeros de insetos e solo marciano !

Um cientista da Universidade de Tecnologia e Design de Singapura desenvolveu uma tecnologia à base de quitina que poderia ser utilizada para produzir ferramentas e abrigos marcianos.

Javier Fernandez e os seus colegas utilizaram substâncias químicas simples, mas que seriam adequadas para a construção das primeiras instalações marcianas com pouquíssima energia e sem equipamentos complexos.

Com a quitosana, substância derivada de quitina, e um mineral semelhante ao solo marciano, desenvolveram um material e utilizaram-nos para construir um primeiro modelo de habitat em Marte.

A equipa demonstrou que o material pode ser usado para criar ferramentas e abrigos resistentes. Os autores acreditam que esta será a chave para o desenvolvimento dos humanos como uma espécie interplanetária.

O material resultante “parece betão, mas muito mais leve”, disse Fernandez, em declarações à CNN. “Uma rocha muito leve.”

O material desenvolvido pode ser fabricado com facilidade e não utiliza a quitina por acaso: este é um dos polímeros orgânicos mais presentes no nosso planeta. A quitina é produzida e metabolizada por diversos organismos e compõe a parede celular de fungos, além de formar também os exoesqueletos de crustáceos e insetos.

O material inspirado na quitina foi criado originalmente para ecossistemas em ambientes urbanos e tem potencial com recursos tão escassos como é o caso de planetas ou satélites sem vida.

Assim, esta tecnologia é eficiente, poderia ser utilizada com requisitos simples de produção e seria bastante versátil em Marte.

Por fim, Fernandez ressalta que, ao contrário da perceção geral, os materiais sustentáveis não substituem polímeros sintéticos. São muito mais uma tecnologia que poderá representar avanços que não seriam possíveis com os componentes sintéticos.

Este estudo foi publicado este mês na revista científica PLOS ONE.

https://zap.aeiou.pt/cientista-construir-abrigos-marte-347637

 

 

Revelada origem das galáxias mais “extremas”

Os astrónomos descobriram que a chave para entender as galáxias com tamanhos “extremos”, pequenas ou grandes, pode estar nos seus arredores.

Em dois estudos relacionados, uma equipa internacional descobriu que as galáxias que são “ultracompactas” ou “ultradifusas” em relação a galáxias normais de brilho comparável parecem residir em ambientes densos, ou seja, regiões que contêm um grande número de galáxias.

Isto levou a equipa a especular que estes objetos “extremos” poderiam ter começado a parecer-se com galáxias normais, mas que depois evoluíram para ter tamanhos invulgares por meio de interações com outras galáxias.

A equipa identificou galáxias ultracompactas e ultradifusas como parte de um censo sem precedentes de galáxias que residem no enxame de Virgem. A investigação usou dados do NGVS (Next Generation Virgo Cluster Survey) obtido pelo CFHT (Canada-France-Hawaii Telescope) usando a MegaCam, uma câmara ótica de campo largo.

A uma distância de 50 milhões de anos-luz, Virgem é o enxame galáctico mais próximo da Via Láctea e contém vários milhares de galáxias, a maioria das quais reveladas, pela primeira vez, nos dados do NGVS.

Os astrónomos descobriram galáxias anãs ultracompactas (GAUs) há um quarto de século e essas são as galáxias mais densas conhecidas no Universo. Teorias concorrentes descrevem as galáxias anãs ultracompactas como grandes enxames de estrelas ou como remanescentes de galáxias maiores que foram despojadas dos seus invólucros estelares.

“Encontrámos centenas de GAUs no vizinho enxame galáctico de Virgem, e pelo menos algumas delas parecem ter começado as suas vidas como galáxias maiores,” disse Chengze Liu, da Universidade Jiao Tong de Xangai, autor principal do primeiro estudo.

Apesar das GAUs serem semelhantes em aparência a grandes enxames de estrelas, várias GAUs neste estudo foram encontradas com invólucros estelares ténues em torno do núcleo compacto central.

Estes invólucros podem ser os últimos vestígios de uma galáxia que foi gradualmente removida pelas forças gravitacionais de marés de galáxias vizinhas. Além disso, descobriu-se que as GAUs habitam preferencialmente as regiões do enxame de Virgem com as maiores densidades de galáxias. Juntas, estas evidências apontam para uma transformação induzida pelo meio ambiente como sendo responsável pela produção de algumas GAUs.

As galáxias ultradifusas (GUs) são um mistério na outra extremidade do espectro de tamanho. São muito maiores e mais difusas do que galáxias típicas com brilho idêntico. Algumas teorias sugerem que as galáxias ultradifusas são galáxias massivas cujo gás – combustível para a sua formação estelar – foi removido antes que muitas estrelas pudessem formar-se. Outras sugerem que já foram galáxias normais que se tornaram mais difusas por meio de fusões e interações.

“Descobrimos que as GUs no enxame de Virgem estão mais concentradas em direção ao núcleo denso do enxame, indicando que um ambiente denso pode ser importante para a sua formação,” disse Sungsoon Lim, da Universidade de Tampa, autor principal do segundo estudo. “A diversidade nas suas propriedades indica que, embora nenhum processo singular tenha dado origem a todos os objetos dentro da classe de GUs, pelo menos algumas destas GUs têm aparências que sugerem que a sua natureza difusa se deve a interações de marés ou à fusão de galáxias de baixa massa.”

Outro mistério é que algumas GUs continham populações significativas de enxames globulares. “Os intensos eventos de formação estelar necessários para produzir enxames globulares geralmente tornam uma galáxia menos difusa, em vez de mais difusa, de modo que compreender como vemos enxames globulares em GUs é um desafio interessante,” disse o professor Eric Peng do Instituto Kavli para Astronomia e Astrofísica da Universidade de Pequim, coautor de ambos os estudos.

“Para encontrar galáxias que são realmente invulgares, primeiro precisamos de entender as propriedades das chamadas galáxias normais,” disse o Dr. Patrick Côté do HAARC (Herzberg Astronomy and Astrophysics Research Center) do NRC (National Research Council), Canadá, autor dos dois estudos. “O NGVS fornece a visão mais profunda e completa de toda a população de galáxias do enxame de Virgem, permitindo-nos encontrar as galáxias mais compactas e difusas, avançando a nossa compreensão de como se encaixam no quadro geral da formação galáctica.”

Os resultados destas investigações foram apresentados em dois artigos publicados recentemente na revista The Astrophysical Journal.

https://zap.aeiou.pt/revelada-origem-das-galaxias-extremas-347439

 

Drone e vai explorar as profundezas das cavernas de gelo da Gronelândia

Elios é o drone que está a ajudar os investigadores a descobrirem mais sobre os mistérios da Gronelândia. Inserido numa estrutura própria, tem explorado as cavernas de gelo, facilitando assim o acesso a locais mais difíceis e perigosos.

O drone Elios da Flyability foi usado para explorar cavernas de gelo profundas na Gronelândia, e fica dentro de uma estrutura protetora própria. À medida que voa, essa estrutura de fibra de carbono sofre o impacto das colisões com objetos como paredes ou árvores, poupando o próprio drone de possíveis danos,  revela o New Atlas.

Anteriormente, o drone foi usado para explorar fendas glaciares nos Alpes suíços e nas cavernas da Sicília. Mais recentemente foi utilizado para alcançar o fundo de algumas das cavernas de gelo mais profundas da Gronelândia.

Embora anunciada este mês, a expedição aconteceu durante duas semanas em 2018. Liderada por Francesco Sauro, professor da Universidade de Bolonha, em Itália, uma equipa internacional de geólogos, glaciologistas, espeleólogos, geógrafos e biólogos viajou para uma área a aproximadamente 80 quilómetros da cidade de Kangerlussuaq.

Numa expedição anterior na mesma região, os cientistas estudaram os rios que ficam debaixo do gelo. Esses rios eram acessíveis através de poços de gelo verticais conhecidos como moulins. No entanto, os investigadores só foram capazes de descer a uma profundidade de 130 metros, mas os moulins podem atingir 300 metros de profundidade. A estrutura de gelo é muito perigosa nestes locais.

Na expedição de 2018, Sauro e sua equipa viveram um verdadeiro momento de aventura, fazendo rapel nas cavernas de gelo. Através da câmara HD e dos focos de LED, o drone transmitiu um vídeo do lago anteriormente desconhecido, em tempo real.

Adrien Briod, CTO da Flyability, explicou que a utilização deste drone tem como objetivo “criar soluções de inspeção interna para substituir a necessidade de as pessoas entrarem em espaços confinados e perigosos”, acrescentando que também “querem ajudar a expandir os limites do conhecimento humano, através do acesso a locais que não poderiam ser alcançados de outra forma”.

https://zap.aeiou.pt/chama-elios-um-drone-vai-explorar-as-profundezas-das-cavernas-gelo-da-gronelandia-347113

Super-Vulcão Yellowstone registou 91 terramotos em apenas 24 horas !

 A Grand Prismatic Spring, no Parque National de Yellowstone, EUA

Os vulcanólogos têm andado atentos ao super-vulcão localizado no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) relatou recentemente a ocorrência de 91 terremotos em apenas 24 horas. Estes não ultrapassaram os 3 graus de intensidade e manifestaram-se a sudoeste do Lago Yellowstone.

Michael Poland, cientista do observatório do vulcão Yellowstone, explicou que apesar de este ser um número elevado de terramotos a acontecer em tão pouco tempo “está longe de ser o mais impactante”. Entre junho e setembro de 2017, 2400 terramotos atingiram o parque, sendo que um deles atingiu uma magnitude de 4,4 graus. Na verdade, o parque regista entre 1500 e 2000 terramotos por ano.

Segundo o ABC, os geólogos estão a conduzir experiências que estão a causar vibrações de frequência muito baixa — experiências controversas, uma vez que alguns especialistas defendem que 2020 não é o ano ideal para mexer no Yellowstone. “Felizmente, o vulcão não sabe em que ano estamos”, respondeu o USGS no Twitter.

As observações e experiências dos vulcanologistas têm como objetivo reconhecer a parte superior da grande câmara magmática do Yellowstone, para o que foram colocadas centenas de sismómetros temporários. Os últimos terramotos foram assim registados com um grande nível de detalhe.

Atualmente, o parque está num nível de alerta verde ou “normal”, ou seja, não há sinais de uma erupção iminente. No entanto, os vulcanologistas continuam a estudar os possíveis terramotos, a atividade hidrotérmica e possíveis deformações do solo que podem anunciar um.

Debaixo da caldeira de Yellowstone há uma grande câmara magmática de 60 quilómetros de comprimento, 29 de largura e 5 a 12 de profundidade. De acordo com as estimativas dos geólogos, as super-erupções de Yellowstone ocorrem com uma frequência de uma vez a cada um a dois milhões de anos.

Em junho deste ano uma nova investigação internacional concluiu que a região vulcânica de Yellowstone, nos Estados Unidos, parecia estar em declínio. Contudo, o especialista Thomas Knott alertou que os números apresentados eram apenas estimativas e que era crucial continuar a monitorizar a atividade deste super-vulcão de perto.
https://zap.aeiou.pt/super-vulcao-yellowstone-registou-91-terramotos-apenas-24-horas-347663

 

Os 4 mundos mais promissores para a vida alienígena no sistema solar !

A biosfera da Terra contém todos os ingredientes conhecidos necessários para a vida como a conhecemos. Em termos gerais, são: água líquida, pelo menos uma fonte de energia e um inventário de elementos e moléculas biologicamente úteis.

Mas a recente descoberta de fosfina possivelmente biogênica nas nuvens de Vênus nos lembra que pelo menos alguns desses ingredientes existem em outras partes do sistema solar também. Então, onde estão os outros locais mais promissores para a vida extraterrestre no nosso sistema solar?

Marte

Os quatro mundos mais promissores para a vida alienígena no sistema solar
O jipe-sonda Curiosity Mars da NASA está localizado na área de Marias Pass, na parte inferior do Monte Sharp.
(Imagem: © NASA / JPL-Caltech / MSSS)

Marte é um dos mundos mais semelhantes à Terra no sistema solar. Ele tem um dia de 24,5 horas, calotas polares que se expandem e se contraem com as estações, e uma grande variedade de características de superfície que foram esculpidas pela água durante a história do planeta.

A detecção de um lago sob a calota polar do sul e de metano na atmosfera marciana (que varia com as estações e até mesmo a hora do dia) torna Marte um candidato muito interessante para a vida. O metano é significativo, pois pode ser produzido por processos biológicos. Mas a fonte real do metano em Marte ainda não é conhecida.

É possível que a vida tenha ganhado um ponto de apoio, dadas as evidências de que o planeta já teve um ambiente muito mais benigno.

Hoje, Marte tem uma atmosfera muito fina e seca composta quase inteiramente de dióxido de carbono. Isso oferece pouca proteção contra a radiação solar e cósmica. Se Marte conseguiu reter algumas reservas de água abaixo de sua superfície, não é impossível que ainda exista vida por lá.

Europa

Os quatro mundos mais promissores para a vida alienígena no sistema solar
Europa, lua de Júpiter.

A lua Europa,de Júpiter, foi descoberta por Galileo Galilei em 1610, junto com as três outras luas maiores de Júpiter. Ela é ligeiramente menor que a lua da Terra e orbita o gigante gasoso a uma distância de cerca de 670.000 km a cada 3,5 dias. Europa é constantemente comprimida e esticada pelos campos gravitacionais concorrentes de Júpiter e das outras luas galileanas, um processo conhecido como flexão das marés.

Essa lua é considerada um mundo geologicamente ativo, como a Terra, porque a forte flexão das marés aquece seu interior rochoso e metálico e o mantém parcialmente derretido.

A superfície da Europa é uma vasta extensão de gelo de água. Muitos cientistas pensam que abaixo da superfície congelada exista uma camada de água líquida – um oceano global – que é impedida de congelar pelo calor de se flexionar e que pode ter mais de 100 km de profundidade.

As evidências desse oceano incluem gêiseres em erupção através de rachaduras na superfície do gelo, um campo magnético fraco e terreno caótico na superfície, que poderia ter sido deformado pelas correntes oceânicas que rodopiam abaixo. Este escudo de gelo isola o oceano subterrâneo do frio extremo e do vácuo do espaço, bem como dos ferozes cinturões de radiação de Júpiter.

No fundo deste mundo oceânico, é concebível que possamos encontrar fontes hidrotermais e vulcões. Na Terra, esses recursos geralmente suportam ecossistemas muito ricos e diversos.

Encélado

Os quatro mundos mais promissores para a vida alienígena no sistema solar
Concepção artística da sonda Cassini sobrevoando Encélado

Como a lua Europa, Encélado é uma lua coberta de gelo com um oceano subterrâneo de água líquida. Encélado orbita Saturno e chamou a atenção dos cientistas pela primeira vez como um mundo potencialmente habitável após a descoberta surpreendente de enormes gêiseres perto do pólo sul daquela lua.

Esses jatos de água escapam de grandes rachaduras na superfície e, devido ao fraco campo gravitacional de Encélado, espalham-se no espaço. Eles são evidências claras de um armazenamento subterrâneo de água líquida.

Não apenas foi detectada água nesses gêiseres, mas também uma série de moléculas orgânicas e, crucialmente, pequenos grãos de partículas rochosas de silicato que só podem estar presentes se a água do oceano subterrâneo estiver em contato físico com o fundo do oceano rochoso a uma temperatura de pelo menos 90˚C. Esta é uma evidência muito forte da existência de fontes hidrotermais no fundo do oceano, fornecendo a química necessária para a vida e fontes localizadas de energia.

Titã

Os quatro mundos mais promissores
Titã, lua de Saturno, possui uma atmosfera e sistema climático.

Titã é a maior lua de Saturno e a única lua do sistema solar com uma atmosfera substancial. Ela contém uma espessa névoa laranja de moléculas orgânicas complexas e um sistema climático de metano no lugar da água – completo com chuvas sazonais, períodos de seca e dunas de areia superficiais criadas pelo vento.

Sua atmosfera consiste principalmente de nitrogênio, um importante elemento químico usado na construção de proteínas em todas as formas de vida conhecidas. As observações de radar detectaram a presença de rios e lagos de metano e etano líquidos e, possivelmente, a presença de criovulcões – características semelhantes a vulcões que fazem erupção de água líquida em vez de lava. Isso sugere que Titã, como Europa e Encélado, tem uma reserva subterrânea de água líquida.

A uma distância tão enorme do Sol, as temperaturas da superfície de Titã são gélidas -180˚C – muito frias para água líquida. No entanto, os abundantes produtos químicos disponíveis em Titã levantaram especulações de que formas de vida – potencialmente com uma química fundamentalmente diferente dos organismos terrestres – poderiam existir lá.

https://www.ovnihoje.com/2020/09/21/os-4-mundos-mais-promissores-para-a-vida-alienigena-no-sistema-solar/

 

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