sábado, 26 de fevereiro de 2022

Estaremos a viver na Matrix ? O Universo pode ser um holograma !


Um novo estudo sugere que olhar para dentro de um buraco negro pode provar que o Universo não passa de uma simulação e que vivemos na Matrix.

Os buracos negros são literalmente invisíveis, mas há uma região deles muito especial: o event horizon, ou horizonte de eventos.

Este é o limiar a partir do qual a força da gravidade se torna suficientemente grande para impedir que qualquer radiação escape ao buraco negro. Neste limiar, o espaço e o tempo comportam-se de forma peculiar, fugindo às leis da física.

As leis da física ditam que não conseguimos ver através do horizonte de eventos de um buraco negro, sendo que nem mesmo a luz pode escapar dele.

No entanto, um novo estudo propõe uma técnica para fazer exatamente isso, e as suas descobertas podem ajudar a resolver um dos problemas mais desafiadores da ciência, escreve a Sky News.

A equipa de físicos da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos, vai mais longe e sugere até que o Universo pode ser um holograma.

“Na teoria da Relatividade Geral de Einstein, não há partículas, há apenas espaço-tempo. E no Modelo Padrão da física de partículas, não há gravidade, há apenas partículas”, explicou Enrico Rinaldi, coautor do estudo.

“Conectar as duas teorias diferentes é uma questão de longa data na física — algo que as pessoas tentam fazer desde o século passado”, acrescentou.

O princípio holográfico sugere que a teoria da gravidade e a teoria das partículas são, na realidade, matematicamente equivalentes. O problema é que a teoria da gravidade requer três dimensões, enquanto a teoria das partículas apenas tem duas.

É aqui que entram os buracos negros. Eles são um objeto valioso para conciliar as duas teorias, uma vez distorcem o espaço-tempo tridimensional, mas nós só os observamos por causa de sua ligação matemática às partículas, projetadas através do espaço bidimensional.

Resolver os modelos de matriz quântica mostraria que a matemática que representa a teoria das partículas poderia representar igualmente a gravidade.

Para encontrar a solução, a equipa de investigadores usou circuitos quânticos e executou o sistema através de uma rede neural especial.

“Como estas matrizes são uma representação possível para um tipo especial de buraco negro, se soubermos como é que as matrizes são organizadas e quais são as suas propriedades, podemos saber, por exemplo, como é um buraco negro por dentro”, explicou Rinaldi à Sky News.

Já na Grécia Antiga, Platão sugeria, no seu livro “Alegoria da Caverna”, que o nosso mundo não passava de uma ilusão.

No hinduísmo, diz-se que o deus Brahman teve um sonho em que gotas de suor saíam do seu corpo, foram crescendo, e transformaram-se nas galáxias, nos planetas, nos homens, nos animais, etc.

Assim, tudo o que hoje conhecemos como o mundo fisicamente real não passaria de um sonho do deus Brahman, e quando este acordasse, tudo acabará.

https://zap.aeiou.pt/universo-pode-ser-um-holograma-462979

Cristais de tempo estão mais perto de existir fora do laboratório !


Acabou de ser dado mais um passo em direção aos cristais de tempo, que podem vir a ser utilizados para aplicações práticas.

Um novo trabalho experimental produziu um cristal do tempo com temperatura ambiente, num sistema que não está isolado do seu meio ambiente.

Segundo os investigadores, esta experiência abre caminho para cristais de tempo do tamanho de um chip, que podem ser utilizados em cenários do mundo real, longe do equipamento de laboratório dispendioso, necessário para os manter em funcionamento, relata a Science Alert.

“Quando o seu sistema experimental tem troca de energia com o seu ambiente, a dissipação e o ruído trabalham de mãos dadas para destruir a ordem temporal“, explica Hossein Taheri, engenheiro da Universidade da Califórnia, em Riverside.

“Na nossa plataforma fotónica, o sistema estabelece um equilíbrio entre o ganho e a perda para criar e preservar cristais temporais“, acrescenta.
 
Os cristais do tempo, também chamados de cristais do espaço-tempo, e apenas confirmados como realmente existentes há alguns anos, são tão fascinantes como o nome sugere. São uma fase da matéria que se assemelha muito aos cristais regulares, com uma propriedade adicional muito significativa.

Nos cristais regulares, os átomos constituintes estão dispostos numa estrutura de grade fixa tridimensional — a grade atómica de um diamante ou cristal de quartzo é um bom exemplo.

Estas grades repetidas podem diferir em configuração, mas dentro de uma dada formação não se movem muito — apenas se repetem no espaço.

Com cristais de tempo, os átomos comportam-se de forma um pouco diferente. Eles oscilam, girando primeiro numa direção, e depois na outra.

Estas oscilações — chamadas “ticking” — são bloqueadas a uma frequência regular e particular. Onde a estrutura dos cristais regulares se repete no espaço, nos cristais do tempo repete-se no espaço e no tempo.

Para estudar os cristais do tempo, os cientistas utilizam condensados de Bose-Einstein de quasipartículas magnéticas.

Estes têm de ser mantidos a temperaturas extraordinariamente baixas, muito próximas do zero absoluto. Isto requer equipamento de laboratório bastante especializado e sofisticado.

No estudo de Taheri, publicado na Nature Communications, os investigadores criaram um cristal de tempo sem o arrefecimento anteriormente usado. Os seus cristais de tempo eram sistemas quânticos totalmente óticos, criados à temperatura ambiente.

Primeiro, levaram um pequeno microresonador, um disco feito de vidro de fluoreto de magnésio com apenas um milímetro de diâmetro. Depois, bombardearam-no com dois lasers.

Os picos subarmónicos autopreservantes (solitons) resultantes das frequências geradas pelos dois lasers indicavam a criação de cristais de tempo.

O sistema cria uma “armadilha” de grades rotativas para os solitões óticos, que depois apresentam a periodicidade.

Para manter o sistema à temperatura ambiente, a equipa utilizou o bloqueio por auto-injeção, uma técnica que assegura que a saída do laser mantém uma certa frequência ótica. Isto significa que o sistema poderia ser movido para fora do laboratório e utilizado para aplicações exteriores, de acordo com os investigadores.

Para além de potenciais explorações futuras das características dos cristais de tempo, tais como transições de fase, o sistema poderia ser utilizado para efetuar novas medições do próprio tempo. Os cristais de tempo poderiam mesmo ser integrados, um dia, em computadores quânticos.

“Esperamos que este sistema fotónico possa ser utilizado em fontes de radiofrequência compactas e leves, com estabilidade superior, bem como em precisão na medição do tempo“, concui Taheri.

https://zap.aeiou.pt/cristais-de-tempo-estao-mais-perto-de-existir-fora-do-laboratorio-463207


O “casaco do Apocalipse” promete proteger-nos numa viagem ao Espaço, de zombies e calor intenso !

O casaco tem ainda 23 bolsos e pode ser transformado num saco-cama. É feito com um material criado nos anos 50 para ser usado na missão Apollo da NASA.

Atenção, a todos os que se estão a preparar para o apocalipse — há uma nova invenção que promete ser a salvação de que precisamos para sobrevivermos ao dia do juízo final, que se avizinha cada vez mais com as alterações climáticas.

Lançado a 27 de Janeiro, um casaco promete ajudar-nos a sobreviver a situações extremas que envolvem lava, incêndios súbitos e erosão química, avança o Interesting Engineering.

O casaco foi criado pela empresa britânica Vollebak e é feito com um material que foi inventado originalmente no final da década de 1950 pelo químico Carl Marvel para ser usado no programa Apollo da NASA.

O material em causa chama-se polibenzimidazol e é uma fibra sintética que a Vollebak descreve como tendo uma “estabilidade térmica e química excepcional”, já que consegue “reter a sua integridade depois de ser exposto ao calor elevado, químicos e abrasão, sem quebrar ou endurecer, ao contrário de outros materiais que retardam o fogo”.

A empresa promete ainda que o material é “completamente à prova de fogo” e “resistente o suficiente para sobreviver no Espaço”, o que não é surpreendente, já que foi inicialmente criado para ser usado por astronautas.

O design do casaco foi inspirado pelo relatório “Preparedness 101: Zombie Apocalypse” do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças e a Vollebak promete que quem está preparado para um apocalipse com zombies, “está preparado para praticamente tudo”.

O capuz do casaco foi também inspirado por um design criado para a Força Aérea dos Estados Unidos nos anos 50 e permite que o utilizador sele a sua cara completamente, deixando apenas um buraco aberto para a entrada de ar, e protegendo o rosto do ambiente.

Equipado com 23 espaçosos bolsos que podem ser usados para guardar bens essenciais ou para ajudar a isolar o calor em temperaturas extremas, o casaco pode ainda também ser transformado num saco-cama. Para além disto, é ainda confortável, algo que pode parecer difícil com todas estas funcionalidades.

O preço de venda é 1295 dólares — 1140 euros — e o casaco ficou disponível para encomenda a 2 de Fevereiro de 2022.

https://zap.aeiou.pt/casaco-apocalipse-viagem-espaco-463199

 

A misteriosa “gripe russa” de há 130 anos poderá ter sido um coronavírus !


Em 1889, uma misteriosa doença respiratória surgiu na Rússia e espalhou-se pelo mundo, desencadeando pelo menos três ondas de infeção ao longo de vários anos.

Alguns cientistas suspeitam que a doença, conhecida por “gripe russa”, pode na realidade ter sido causada por um coronavírus semelhante ao SARS-CoV-2, o vírus que provoca a covid-19, segundo o The New York Times.

Há algumas semelhanças entre as duas pandemias. Por exemplo, durante a pandemia de gripe russa, as escolas e locais de trabalho fecharam devido ao grande número de pessoas infetadas.

Os infetados perderam frequentemente o paladar e o olfato, e alguns sofreram sintomas duradouros que se prolongaram por meses.

Em geral, a gripe russa parecia matar muito mais pessoas idosas do que crianças, ao contrário dos vírus da gripe, que tende a ser igualmente fatal para ambos os grupos etários, de acordo com os registos históricos disponíveis, que incluem registos de saúde governamentais e artigos de jornal.

Embora estas características da pandemia de gripe russa se assemelhem às da atual pandemia, a ideia de que a gripe russa foi causada por um coronavírus continua a ser especulativa, nota Peter Palese, investigador de gripe e professor de medicina na Escola de Medicina Icahn no Monte Sinai, em Nova Iorque.

Alguns especialistas partilham do mesmo sentimento, enquanto outros suspeitam que, embora possa haver provas concretas para apoiar a ideia, ainda não é certo.

Jeffery Taubenberger, diretor da secção de patogénese viral e evolução no Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, e John Oxford, professor de virologia na Queen Mary, Universidade de Londres, estão à procura dessas provas.

Têm estado a estudar amostras de tecido pulmonar preservado que antecedem a pandemia de gripe de 1918, procurando vestígios de vírus da gripe e coronavírus. Entre estes tecidos, esperam detetar o esquivo vírus da gripe russa.

Scott Podolsky, professor de saúde e medicina social na Harvard Medical School, e Dominic W. Hall, curador do Museu Anatómico Warren em Harvard, também estão à procura de tecido pulmonar preservado do mesmo período.

Se o material genético do vírus da gripe russa aparecer nestes pulmões, pode fornecer pistas sobre como a pandemia terminou, uma vez que a cobertura noticiosa da época não o mostra.

E se a pandemia de finais do século XIX foi causada por um coronavírus, alguns cientistas pensam que o vírus ainda pode estar a circular como um dos quatro coronavírus que causam a constipação comum, em vez de uma doença grave.

https://zap.aeiou.pt/a-misteriosa-gripe-russa-de-ha-130-anos-podera-ter-sido-um-coronavirus-463190

 

Estudo encontra contaminações químicas em rios de todos os continentes !


Um vasto estudo sobre a poluição de produtos farmacêuticos de rios de todo o mundo descobriu que mais de um quarto dos rios analisados transportam níveis potencialmente tóxicos de drogas.

Um novo estudo sobre contaminações químicas por produtos farmacêuticos permitiu identificar lacunas consideráveis na informação acerca da ocorrência de fármacos nos sistemas fluviais de todo o mundo.

O estudo, conduzido por cientistas da Universidade de York, no Reino Unido, foi publicado na PNAS em dezembro do ano passado.

De acordo com a NewsAtlas, até agora, a investigação só estava disponível para 75 dos 196 países, na sua maioria centrada na América do norte e na Europa Ocidental, o que significa que a situação em grande parte do mundo continuava desconhecida.

John Wilkinson, coordenador do projeto de investigação, diz que “há mais de duas décadas que sabemos que os produtos farmacêuticos entram no ambiente aquático, onde podem afetar a biologia dos organismos vivos“.

“Mas um dos maiores problemas que enfrentámos ao abordar esta questão é que não temos sido muito abrangentes na monitorização destes contaminantes, e quase todos os dados estão centrados em algumas áreas na América do Norte, Europa ocidental e China.”

No contexto do reconhecimento global da poluição farmacêutica nos rios, os autores avaliaramagoa 1052 locais de amostragem ao longo de 258 rios em 104 países de todos os continentes da Terra, “representando a impressão digital farmacêutica de 471,4 milhões de pessoas”.

A avaliação mostrou que a contaminação química de produtos farmacêuticos nas águas à superfície existe em concentrações suficientemente elevadas para constituir uma ameaça para o ambiente e/ou a saúde humana em mais de um quarto dos locais estudados.

Wilkinson afirma que, através do projeto, “o nosso conhecimento da distribuição global de produtos farmacêuticos no ambiente aquático foi agora consideravelmente melhorado”.

“Este estudo, por si só, apresenta mais dados de países em todo o mundo do que toda a comunidade científica tinha anteriormente conhecimento: 36 novos países, para ser preciso, quando apenas 75 já tinham sido estudados“, explica.

A investigação mostra que os níveis mais elevados de poluição farmacêutica são consequência do despejo de resíduos ao longo das margens dos rios, da má infraestrutura de águas residuais, do fabrico de produtos farmacêuticos, e do despejo do conteúdo de fossas sépticas nos rios.

Os contaminantes mais frequentemente detetados foram o medicamento anti-epiléptico carbamazepina, cafeína, e o medicamento para diabetes metformina, juntamente com o antibiótico sulfametaxazol.

Os cientistas também encontraram fortes correlações entre elevados níveis de poluição e um estatuto socioeconómico mais baixo de um país, elevadas taxas de pobreza e elevado desemprego local. Os países mais poluídos foram os menos estudados até agora, na África Subsaariana, América do Sul e Ásia Meridional.

Apenas dois locais não revelaram qualquer contaminação, a Islândia e a Aldeia Yanomami, na Venezuela, onde os habitantes locais não usam medicina moderna.

O estudo fez parte do Global Monitoring of Pharmaceuticals Project, e os cientistas esperam continuar a alargar o conhecimento nesta área, expandindo a sua abordagem para incluir a análise de coisas como sedimentos e solos.

https://zap.aeiou.pt/estudo-encontra-contaminacoes-quimicas-em-rios-de-todos-os-continentes-462984


Mastigar uma chiclete pode reduzir os nascimentos prematuros !


Um novo estudo científico mostrou que mastigar uma pastilha sem açúcar diariamente pode reduzir os nascimentos de bebés prematuros.

Segundo a Sience News, a investigação foi inspirada por pesquisas anteriores que ligavam a má saúde oral ao nascimento prematuro.

A goma contém xilitol — um químico que pode impulsionar a saúde oral — em vez do açúcar normal.

Entre as mulheres que mastigaram a goma xilitol, 549 das 4.349 gravidezes (12,6%) foram prematuras, de acordo com as declarações dos investigadores, na Reunião Anual de Gravidez da Society for Maternal-Fetal Medicine.

Isto é uma redução de 24%, em comparação com o grupo que não recebeu a pastilha. Entre essas mulheres, 878 das 5.321 gravidezes (16,5%) tiveram os bebés antes das 37 semanas.

A saúde oral de quem mastigou as chicletes também melhorou. Cerca de 4.000 das mulheres fizeram um exame dentário inicial e um check-up posterior.

As mulheres que mastigavam a gengiva reduziram a doença periodontal, uma condição em que o tecido que envolve os dentes fica infetado e inflamado, em comparação com as que não receberam a gengiva de mascar.

“Os resultados são muito encorajadores“, afirma Kim Boggess, especialista em medicina materno-fetal na Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.

Os investigadores “estão a abordar um problema muito complexo numa área de poucos recursos, tentando utilizar uma intervenção de baixa tecnologia e de fácil aplicação”. Seria necessária mais investigação para verificar se a pastilha poderia funcionar noutros contextos, acrescenta ainda.

Para o novo estudo, os investigadores inscreveram cerca de 10.000 mulheres em oito centros de saúde na área metropolitana de Lilongwe, no Malawi, no sudeste africano, antes de estarem grávidas ou no início da gravidez.

Todas as mulheres receberam informações personalizada sobre a gravidez, para prevenir o parto prematuro e melhor a saúde oral. Cerca de metade das mulheres também receberam a pastilha elástica.

O estudo fez parte de um projeto de uma década na região em redor de Lilongwe, que tem uma taxa de nascimento prematuro de cerca de 19,3%, uma das mais elevadas a nível mundial.

Em primeiro lugar, a equipa de investigação falou com membros da comunidade para saber quais os principais problemas relacionados com a gravidez.

Em grupos focais realizados no início do projeto, “todos os participantes sabiam de muitas mulheres que tinham sofrido de gravidez com nascimento prematuro“, diz o membro da equipa Kjersti Aagaard, especialista em medicina materno-fetal no Baylor College of Medicine e no Texas Children’s Hospital em Houston.

Os bebés nascidos prematuramente podem ter complicações prejudiciais aos seus pulmões, neurodesenvolvimento e riscos de saúde a longo prazo. São mais propensos a morrer no seu primeiro ano de vida.

Juntamente com a aprendizagem das perceções da comunidade sobre o parto prematuro, os investigadores também avaliaram a taxa de cavidades e doenças gengivais entre as mulheres grávidas e pós-parto, cerca de 70%.

Os estudos que encontraram uma ligação entre a doença periodontal e o nascimento prematuro remontam há algumas décadas.

A diversidade e a dimensão da comunidade microbiana na boca é apenas secundária em relação ao intestino.

Com a doença periodontal, há uma mudança na composição dessa comunidade microbiana oral, dando lugar a bactérias que causam inflamação e danificam o tecido gengival. A partir daí, as bactérias podem entrar na corrente sanguínea para alcançar outros órgãos, possivelmente a placenta.

Mastigar pastilha elástica de xilitol reduz as cavidades e que pode também diminuir a inflamação. Aagaard e outros investigadores estão a planear estudar mais o que está a acontecer a nível microbiano, para compreender como uma melhor saúde oral reduz o nascimento prematuro.

A equipa também quer acompanhar o desenvolvimento neurológico das crianças nascidas cedo e das que nasceram a tempo, no seu estudo.

“Por mais rentável que seja uma intervenção, ainda queremos ter a certeza de que está a fazer a diferença na vida de alguém“, conclui Aagaard.

https://zap.aeiou.pt/mastigar-uma-chiclete-pode-reduzir-os-nascimentos-prematuros-463033


Cientistas australianos mais perto da criação de uma vacina contra a asma !


A contração de infeções respiratórias graves aumenta o risco de os bebés desenvolverem asma mais tarde. A administração do medicamento OM-85 impede que as infeções se tornem graves e pode ser a chave para a criação de uma vacina contra a asma.

Uma equipa de investigadores australianos está mais perto de conseguir desenvolver uma vacina para asma ao dar aos bebés um medicamento que treina o sistema imunitário chamado OM-85.

O OM-85 resulta de uma combinação de moléculas extraídas as paredes das bactérias que causam as infeções respiratórias mais comuns. A medicação ainda não está disponível na Austrália, mas há décadas que é amplamente usada na Europa e na América do Sul, revela a Cosmos.

Nos nossos tratos gastrointestinais, as bactérias treinam o sistema imunitário ao enviarem uma corrente de sinais através do revestimento mucoso até aos tecidos perto das células imunitárias.

O OM-85 funciona ao melhorar este processo de treino com o estímulo da maturação dos linfócitos T no intestino superior. Quando chegam à maturidade, estas células podem migrar para outras superfícies mucosas no corpo para reforçarem as defesas — um processo que é essencial na proteção dos pulmões e das vias respiratórias.

Desta forma, a administração do OM-85 pode ser feita de forma preventiva para quem tem um maior risco caso contraia uma infeção respiratória. Os bebés que tenham uma infeção destas têm um maior risco de desenvolverem asma quando crescem, pelo que este medicamento pode ser a chave para a prevenção da doença.

A equipa liderada pela estudante de doutoramento Niamh Troy procurou procurar porque é que este tratamento funciona para que se possa avançar para a criação de uma vacina. Os resultados foram detalhados num estudo publicado na Journal of Allergy and Clinical Immunology.

Os cientistas observaram amostras de bebés que receberam o OM-85 ou um placebo para verem como os seus genes imunitários respondiam a uma infeção.

“Concluímos que os bebés que receberam o tratamento tinham um ‘alarme’ do imunitário mais forte que enviava um sinal ao sistema imunitário no início da infeção. Também concluímos que estes bebés tiveram uma resposta inflamatória menor à infeção”, explica Troy.

A administração do medicamento não preveniu as constipações que os bebés apanham, mas impediu que estes casos se tornassem graves e pudessem aumentar o risco de desenvolverem asma mais tarde.

“Ao entendermos como o OM-85 ajuda os bebés a lutar contra as infeções respiratórias, estamos um passo mais perto de entendermos como prevenir que desenvolvam asma”, remata Troy.

Os resultados do estudo vão ser tidos em conta pelo Centro Wal-yan, cujo objetivo é o desenvolvimento de uma vacina contra a asma.

https://zap.aeiou.pt/cientistas-avanco-asma-vacina-462835

 

Estudo desfaz mito dos “7 anos de cão” — E pode ajudar humanos a viver mais !


Um novo estudo deita por terra o mito de que um ano em humanos equivale a sete anos em cães. Os resultados podem ajudar-nos a viver mais tempo.

A sabedoria popular diz-nos que um ano em humanos equivale a sete anos de vida num cão. No entanto, a ciência já nos mostrou que, por exemplo, as raças grandes envelhecem dez vezes mais rápido do que nós.

Agora, um novo estudo publicado na revista científica Nature vem, mais uma vez, deitar por terra este mito urbano. Nesta iniciativa, intitulada Dog Aging Project, os investigadores estão a estudar os genomas de 10 mil cães ao longo de dez anos.

Os cientistas querem procurar perceber o que faz com que alguns cães consigam viver mais de 20 anos. Se nos guiarmos pelas contas populares, estes cães teriam 140 anos de idade. Descobrir a resposta para esta questão pode até ter benefícios práticos nos seres humanos.

O objetivo do Dog Aging Project é entender como é que os genes, o estilo de vida e o ambiente influenciam o envelhecimento dos cães.

“Queremos usar essa informação para ajudar cães e pessoas a aumentar a longevidade e o período de vida livre de doenças”, lê-se no site do projeto.

“Este é um projeto muito grande, ambicioso e extremamente interdisciplinar que tem o potencial de ser um recurso poderoso para a comunidade científica mais ampla”, disse Joshua Akey, da Universidade de Princeton.

“Pessoalmente, acho este projeto empolgante porque penso que melhorará a saúde dos cães e, derradeiramente, a saúde humana”, acrescentou.

Um dos aspetos que entusiasma Akey é precisamente a tentativa de procurar perceber identificar os biomarcadores específicos do envelhecimento canino em cães que vivem até aos 20 anos.

Os investigadores antecipam que as descobertas vão traduzir-se no envelhecimento humano, por várias razões: os cães terem quase todos os declínios funcionais e doenças do envelhecimento que as pessoas sofrem; a extensão dos cuidados veterinários é paralela à saúde humana de muitas maneiras; e os nossos cães compartilham os ambientes em que vivemos.

https://zap.aeiou.pt/mito-7-anos-cao-ajudar-viver-mais-463400

 

Novo tratamento promete revolucionar a Medicina e criar órgãos de transplante universais !


Um tratamento com enzimas permite tornar os pulmões — independentemente do tipo sanguíneo do doador — compatíveis com todos os pacientes que precisem de um transplante.

Num novo estudo publicado na Science Translational Medicine, os cientistas conseguiram converter pulmões doados em órgãos de transplante universais, ou seja, não é preciso que o doador e o recetor sejam compatíveis e tenham o mesmo tipo sanguíneo.

A equipa fez experiências nos pulmões universais ex vivo num dispositivo de perfusão pulmonar que mantém os órgãos vivos fora do corpo. No próximo ano e meio, os autores querem testar estes pulmões em recetores humanos, avança o Live Science.

A tecnologia pode ajudar a reduzir o número de pulmões doados que são descartados por não haver um recetor compatível na proximidade, já que o tamanho do órgão e o tipo sanguíneo são os principais factores usados para fazer a correspondência entre o doador e o recetor.

Para além disto, esta inovação vai ajudar a reduzir a falta de doadores do tipo O, já que os pacientes com este tipo sanguíneo têm listas de espera maiores e um risco de morte 20% maior enquanto esperam por um transplante de pulmão, visto que não podem aceitar órgãos de doadores de outro tipo sanguíneo.

Apesar de só poderem receber órgãos de outras pessoas com o tipo O, quem tem este tipo sanguíneo pode doar a qualquer pessoa. Com estes órgãos universais a terem tanta procura, os doentes com este tipo sanguíneo acabam por ter uma maior mortalidade e estar mais tempo à espera.

Para tentar resolver este problema, Marcelo Cypel, diretor cirúrgico do Centro de Transplantes de Ajmera e professor na Universidade de Toronto, contactou Stephen Withers, um professor de bioquímica da Universidade de British Columbia.

O laboratório de Withers estava a trabalhar num método de remoção dos antigénios dos glóbulos vermelhos dos tipos A, B e AB, podendo assim transformá-las no tipo universal O. A equipa descobriu um grupo de enzimas nos intestinos em 2018 que conseguiam concluir este processo.

Os cientistas juntaram-se assim para tentarem aplicar esta descoberta aos transplantes de órgãos. No novo estudo, aplicaram as duas enzimas aos pulmões de doadores com o tipo A enquanto estes estavam a ser suportados no dispositivo de perfusão.

Ao aplicarem as enzimas durante quatro horas — o mesmo período de tempo que tipicamente os pulmões ficam no dispositivo antes de serem transplantados — 97% dos antigénios A foram eliminados.
A equipa fez ainda uma avaliação de segurança com três pares de pulmões do tipo A, tratando os do lado direito com as enzimas e deixando os do lado esquerda intactos. Depois das quatro horas, os cientistas perfundiram os órgãos com plasma tipo O, que tem anticorpos anti-A e anti-B, e registou as diferenças nas respostas, com um foco especial nos sinais de rejeição hiperaguda.

“Podemos ver que os pulmões que foram tratados com a enzima, comportaram-se perfeitamente bem, mas os pulmões que não foram tratados mostraram sinais de rejeição hiperaguda rapidamente”, revela Cypel.

Os cientistas querem agora começar os testes clínicos em pacientes humanos, mas há ainda algumas dúvidas. Por exemplo, depois do transplante, as células nos pulmões vão começar a produzir os antigénios no sangue mais uma vez, o que pode levar a que o sistema imunitário comece a atacar o órgão transplantado.

A equipa acredita que isso é pouco provável devido ao fenómeno da “acomodação“, que se refere à resistência que o órgão desenvolve contra ataques do sistema imunitário após os primeiros dias a seguir à cirurgia. Mesmo assim, os cientistas garantem que vão estar atentos a todos os sinais.

Para além deste avanço promissor nos transplantes de pulmão, este tratamento com as enzimas pode, no futuro, vir a ser usado noutros órgãos e também no sangue usado nas transfusões.

https://zap.aeiou.pt/tratamento-orgaos-transplante-universais-463367


Há um novo tipo de estrela - E está coberta de cinzas de hélio queimadas !


Astrónomos alemães descobriram um novo tipo de estrela, coberta com o subproduto do hélio queimado, e que pode ter sido formada por um raro evento de fusão.

Segundo a Royal Astronomical Society, foi uma equipa de astrónomos alemães, liderados por Klaus Werner, professor da Universidade de Tübingen, que descobriu uma nova estrela.

Enquanto as estrelas normais têm superfícies compostas de hidrogénio e hélio, as estrelas descobertas pela equipa de Werner têm as suas superfícies cobertas de carbono e oxigénio, as cinzas da combustão de hélio — uma composição exótica para uma estrela.

A situação torna-se mais confusa à medida que as novas estrelas têm temperaturas e raios que indicam que ainda estão a queimar hélio nos seus núcleos — uma propriedade tipicamente observada em estrelas mais evoluídas do que as descobertas pela equipa de investigadores.

O estudo, publicado nos Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, deu origem a um segundo trabalho de um grupo de astrónomos da Universidade de La Plata e do Instituto Max Planck de Astrofísica, que oferece uma possível explicação para a formação no novo tipo de estrelas.

“Acreditamos que as estrelas descobertas pelos nossos colegas alemães possam ter-se formado numa espécie muito rara de fusão estelar entre duas estrelas anãs brancas”, explica Miller Bertolami, do Instituto de Astrofísica de La Plata, autor principal do segundo trabalho.

As anãs brancas são os restos de estrelas maiores que esgotaram o seu combustível nuclear, e são, geralmente, muito pequenas e densas.

Sabe-se que as fusões estelares ocorrem entre anãs brancas em sistemas binários próximos, devido à diminuição da órbita causada pela emissão de ondas gravitacionais.

“Normalmente, as fusões entre anãs brancas não levam à formação de estrelas enriquecidas em carbono e oxigénio”, explica Miller Bertolami, “mas acreditamos que, para sistemas binários formados com massas muito específicas, uma anã branca rica em carbono e oxigénio pode ser perturbada e acabar em cima de uma anã rica em hélio, levando à formação destas estrelas“.

No entanto, nenhum modelo estelar atual pode explicar completamente as estrelas recentemente descobertas.

A equipa precisa de estudar melhor o fenómeno para conseguirem avaliar se estas fusões podem realmente acontecer.

Estes modelos poderiam não só ajudar a equipa a compreender melhor estas estrelas, mas também fornecer uma melhor visão da evolução tardia dos sistemas binários e da forma como as suas estrelas trocam massa à medida que evoluem.

Até que os astrónomos desenvolvam modelos melhores para a evolução das estrelas binárias, a origem das estrelas cobertas de hélio será alvo de debate.

“Normalmente esperamos que as estrelas com estas composições de superfície já tenham terminado de queimar hélio nos seus núcleos, e estejam a caminho de se tornarem anãs brancas. Estas novas estrelas são um grande desafio à nossa compreensão da evolução estelar“, explica o Professor Werner.

https://zap.aeiou.pt/ha-um-novo-tipo-de-estrela-e-esta-coberta-de-cinzas-de-helio-queimadas-462739


Ébola pode esconder-se no cérebro e voltar a atacar sobreviventes da doença !


O vírus Ebola (EBOV) causa uma das doenças infeciosas mais mortíferas conhecidas pela humanidade, e ainda não tem cura.

Os recentes surtos em África foram ligados à recorrência de infeção persistente (recrudescência) em doentes que já tinham sobrevivido à infeção anterior.

De acordo com recentes pesquisas inovadoras, a vírus pode persistir em certas áreas do cérebro, que é um órgão imuno-privilegiado, relata a Cosmos.

Até agora, o exato “esconderijo” do Ébola que permanece no corpo, bem como a patologia subjacente da doença recorrente, era desconhecido.

Publicado na Science Translational Medicine, o novo estudo descobriu que mesmo após tratamento com anticorpos monoclonais (mAbs), o EBOV pode permanecer latente no sistema ventricular — espaços preenchidos com fluido do cérebro — e reaparecer para causar doença fatal em rhesus macaques (primata).

“O nosso é o primeiro estudo a revelar o esconderijo da persistência do vírus Ébola no cérebro e a patologia que causa a subsequente doença fatal relacionada com o vírus no modelo do primata não humano”, realça o autor sénior Xiankun Zeng, do Instituto de Investigação Médica de Doenças Infeciosas do Exército dos Estados Unidos (USAMRIID).

Jun Liu, investigador da USAMRIID e co-autor do estudo, acrescenta que “o vírus Ébola que persiste no cérebro pode reativar e causar recaída da doença nos sobreviventes, causando potencialmente um novo surto”.

Segundo os autores do estudo, uma enfermeira britânica teve uma recaída e sofreu de meningoencefalite, nove meses depois de recuperar do vírus Ébola, enquanto que o surto EBOV de 2021 na Guiné ressurgiu de um sobrevivente persistentemente infetado do surto principal anterior, pelo menos cinco anos antes.

“Verificámos que cerca de 20% dos macacos que sobreviveram à exposição letal ao vírus Ébola depois do tratamento com anticorpos monoclonais ainda tinham infeção — especificamente no sistema ventricular cerebral, no qual o líquido céfalo-raquidiano é produzido, circulado e contido — mesmo quando o vírus Ébola foi removido de todos os outros órgãos”, diz Zeng.

Em particular, dois macacos que inicialmente recuperaram depois do tratamento com mAbs morreram com inflamação grave e infeção pelo vírus, no sistema ventricular.

Os investigadores já tinham demonstrado que o vírus se podia esconder e persistir em regiões específicas de órgãos imunitários — como a câmara vítrea dos olhos e os túbulos seminíferos dos testículos — apesar de ter sido removido de todos os outros órgãos.

Esforços globais de investigação levaram à aprovação regulamentar de duas vacinas para proteção contra infeções, e dois mAbs — Inmazeb e Ebanga — aprovados para tratamento em adultos e crianças pela US Food and Drug Administration, em 2020.

Estas vacinas fazem agora parte do padrão de cuidados para doentes infetados com EBOV, embora a nova investigação realce a necessidade de verificar regularmente os sobreviventes, para evitar a recorrência de infeções mortais.

“Felizmente, com estas vacinas aprovadas e anticorpos monoclonais, estamos numa posição muito melhor para conter os surtos“, sublinha Zeng.

“Contudo, o nosso estudo reforça a necessidade de acompanhamento a longo prazo dos sobreviventes da doença do vírus Ébola — incluindo mesmo os sobreviventes tratados por anticorpos — para prevenir o recrudescimento“, nota ainda.

“Isto servirá para reduzir o risco de reincidência da doença, ao mesmo tempo que ajudará a prevenir uma maior estigmatização dos doentes“, conclui.

https://zap.aeiou.pt/ebola-pode-esconder-se-no-cerebro-e-voltar-a-atacar-sobreviventes-da-doenca-463238


Olhos podem revelar sinal oculto da doença de Alzheimer !


O desbaste da retina na meia-idade está ligado ao desempenho cognitivo no início e na vida adulta. Por outras palavras, esta parte do olho é um indicador importante da saúde do cérebro.

Uma equipa da Universidade de Otago reuniu dados do Estudo Dunedin, que acompanhou as vidas de mais de mil bebés nascidos no início dos anos 70 na Nova Zelândia.

Cinco décadas mais tarde, Ashleigh Barrett-Young selecionou um subgrupo de 865 adultos que tinham feito exames oftalmológicos aos 45 anos de idade, assim como vários testes neuropsicológicos na idade adulta e na primeira infância, como parte da experiência de Dunedin.

A espessura de duas partes diferentes da retina – camadas de fibras nervosas e camadas de células ganglionares – foram medidas nas análises.

De acordo com o portal Science Alert, o resultado revelou que os participantes com camadas mais finas da retina obtiveram resultados mais baixos nos testes de desempenho cognitivo, tanto em adultos, como em crianças.

No entanto, não foram encontradas associações entre o afinamento da retina e um declínio geral no desempenho cognitivo. As camadas mais finas das fibras nervosas aos 45 anos estavam ligadas a um declínio na velocidade de processamento cerebral desde a infância, mas isso poderia ser apenas um sinal de envelhecimento geral, e não estar necessariamente ligado à doença de Alzheimer.

“Os resultados sugerem que a espessura da retina poderia ser um indicador da saúde geral do cérebro”, resume a líder da investigação.

Embora seja necessária mais investigação, a equipa afirma que os resultados poderão abrir caminho para um simples teste oftalmológico capaz de ajudar a prever o risco de doenças como o Alzheimer, a forma mais comum de demência.

https://zap.aeiou.pt/olhos-podem-revelar-sinal-alzheimer-462772


Desvendado o mistério de vida “alienígena” nas profundezas do Ártico !


Cientistas dizem que resolveram o mistério de como as esponjas gigantes florescem nas águas profundas e geladas do Ártico.

De acordo com a BBC News, as esponjas marinhas sobrevivem alimentando-se de restos de vermes e outros animais extintos que morreram há milhares de anos, segundo um estudo publicado a semana passada na Nature Communications.

Esponjas são animais antigos muito simples encontrados em mares de todo o mundo, de oceanos profundos a recifes tropicais rasos.

Foram encontradas a viver em grande número e em tamanho impressionante no fundo do Oceano Ártico.

Esses enormes “jardins de esponja” fazem parte de um ecossistema único que prospera no oceano coberto de gelo perto do Polo Norte, explica Teresa Morganti, investigadora do Instituto Max Planck de Microbiologia Marinha em Bremen, na Alemanha.

“Encontramos esponjas enormes — elas podem atingir até um metro de diâmetro”, sublinhou a investigadora. “Esta é a primeira evidência de esponjas a comer matéria fóssil antiga.”

Através de uma câmara nas profundezas do gelo, os investigadores conseguiram fotografar os conjuntos de esponjas que formam um “jardim” no fundo do mar.

Mas os cientistas ficaram confuso com o facto de aqueles animais primitivos sobreviverem nas profundezas frias e escuras, longe de qualquer fonte de alimento conhecida.

Mais recentemente, após analisar amostras da expedição ao Ártico, descobriram que as esponjas tinham em média 300 anos — e que esses seres sobrevivem com os restos de uma extinta comunidade de animais — com a ajuda de bactérias amigáveis ​​que produzem antibióticos.

“Onde as esponjas gostam de viver, há uma camada de material morto“, refere Antje Boetius, professora do Instituto Alfred Wegener em Bremerhaven, que liderou a expedição ao Ártico.

“E finalmente ocorreu-nos que esta pode ser a solução para o porquê de as esponjas serem tão abundantes, porque elas podem explorar essa matéria orgânica com a ajuda da simbiose”, acrescentou a investigadora.

A descoberta mostra que temos muito mais a aprender sobre o Planeta Terra e pode haver mais formas de vida à espera de serem descobertas debaixo do gelo.

“Há tanta vida do tipo alienígena e especialmente nos mares cobertos de gelo, onde mal temos tecnologia para ter acesso, olhar em redor e fazer um mapa”, acrescenta.

Mas com o gelo marinho do Ártico a recuar a uma taxa sem precedentes, os investigadores alertam que essa teia única de vida está sob crescente pressão das mudanças climáticas.

De acordo com cálculos científicos, tanto a espessura quanto a extensão do gelo marinho de verão no Ártico mostraram um declínio dramático nos últimos 30 anos, o que é consistente com as observações de um Ártico em aquecimento.

“Com a cobertura de gelo marinho em declínio rápido e o ambiente oceânico a mudar, um melhor conhecimento dos ecossistemas de hotspots é essencial para proteger e gerir a diversidade única desses mares do Ártico sob pressão”, conlui Boetius.

https://zap.aeiou.pt/ja-foi-desvendado-o-misterio-de-vida-alienigena-nas-profundezas-do-artico-462779



Monstro do Espaço - Astrónomos encontram a maior galáxia já conhecida !


A cerca de 3 mil milhões de anos-luz de distância está Alcyoneus, uma gigantesca radiogaláxia com 16,3 milhões de anos-luz de comprimento – a maior estrutura conhecida de origem galáctica.

As radiogaláxias são um mistério do Universo: muito luminosas no comprimento de onda de rádio, formadas por uma galáxia hospedeira (um aglomerado de estrelas a orbitar um núcleo galáctico, formado por um buraco negro supermassivo), jatos colossais e lóbulos que irrompem do centro.

Os astrónomos acreditam que os jatos têm origem no buraco negro supermassivo e que podem viajar por enormes distâncias antes de se dividirem em lóbulos emissores de ondas de rádio.

Quando interagem com o meio, estes jatos e lóbulos atuam como um acelerador de partículas para acelerar os eletrões que produzem emissão de rádio.

Segundo o Science Alert, não há grandes novidades neste processo, até porque a Via Láctea também tem lóbulos de rádio. O que intriga os astrónomos é o facto de não saberem o motivo de algumas galáxias terem lóbulos gigantescos, que alcançam a escala dos megaparsecs.  

Nestes casos, são chamadas de “radiogaláxias gigantes”, e as mais extremas podem ajudar a explicar este crescimento tão intenso.

A equipa acredita que se houver galáxias hospedeiras com características importantes para o crescimento das radiogaláxias, as hospedeiras das maiores possuem, muito provavelmente, estas características.

Alcyoneus

Os cientistas decidiram procurar estes objetos em dados recolhidos pelo radiotelescópio LOw Frequency ARray (LOFAR) e processados para remover emissões de rádio que pudessem interferir com as deteções dos lóbulos.

Foi ao analisar as imagens resultantes que os astrónomos descobriram o “monstro” Alcyoneus: “Descobrimos o que é, em projeção, a maior estrutura formada por uma única galáxia – uma gigantesca radiogaláxia com um comprimento projetado adequado de, 4,99 ± 0,04 megaparsecs”.

Trata-se de uma galáxia elíptica, com cerca de 240 mil milhões de vezes a massa do Sol e que guarda um buraco negro supermassivo de 400 milhões de massas solares no seu interior.

Alcyoneus e a sua anfitriã têm massa estelar e um buraco negro supermassivo mais pequenos do que os das radiogaláxias gigantes médias, pelo que ambas são estranhamente comuns.

“Alcyoneus e o seu hospedeiro são suspeitamente vulgares: a densidade total de luminosidade de baixa frequência, a massa estelar e a massa do buraco negro supermassivo são todas inferiores, embora semelhantes, às das radiogaláxias gigantes mediais”, escreveram os investigadores, no artigo científico disponível no arXiv.

As galáxias massivas ou os buracos negros supermassivos no interior não vão, necessariamente, dar origem a objetos gigantes. Por isso, a equipa sugere que Alcyoneus esteja numa região do Espaço de menor densidade, o que poderia permitir sua expansão.

Ainda assim, pode haver outras interações relacionadas a este processo de crescimento. Certo é que os autores acreditam que Alcyoneus continua a crescer.

https://zap.aeiou.pt/monstro-do-espaco-astronomos-encontram-a-maior-galaxia-ja-conhecida-462788

 

Vacina inalada contra a covid-19 vai começar a ser testada em humanos !


A vacina inalada que protege contra o coronavírus, criada por investigadores canadianos, já está pronta para testes em humanos.

Segundo o Freethink, a vacina poderia não só proteger as pessoas da covid-19, mas também contra vírus provenientes de animais que poderiam um dia infetar seres humanos.

À medida que os vírus se propagam, sofrem mutações genéticas menores, e quando descobrimos uma versão de um vírus com mutações únicas, chamamos-lhe uma nova estirpe. O coronavírus não é diferente — os investigadores descobrem novas estirpes todas as semanas.

O problema é que a proteína do pico do coronavírus é particularmente suscetível a mutações. Esta é a parte do vírus nas quais as vacinas disponíveis se focam, e as mutações estão a tornar as vacinas menos eficazes.

Além disso, os níveis de anticorpos no sangue diminuem com o tempo, reduzindo a imunidade à infeção e exigindo vacinas de reforço.  

Para ultrapassar este problema, investigadores da Universidade McMaster do Canadá desenvolveram uma vacina que se foca em duas partes do vírus que muito raramente sofrem mutações, e que são comuns a toda a família dos coronavírus.

“Ao visar uma amplitude de respostas imunitárias a diferentes partes do vírus covid, esperamos ver uma proteção mais ampla”, realçou a investigadora Fiona Smaill.

A vacina foi também concebida para ser inalada, em vez de injetada. Isto cria uma resposta imunitária local mesmo nas vias respiratórias onde o vírus se instala primeiro, chamada “imunidade da mucosa” — algo que as vacinas injetadas no músculo do braço não fazem muito bem.

“Esta versão inalada da vacina faz algo realmente especial e coloca o sistema imunitário nos nossos pulmões em alerta máximo para tudo”, explicou um dos investigadores da inoculação, Matt Miller.

“Ela estimula o que se chama imunidade inata treinada, que é uma forma do nosso sistema imunitário de se tornar mais preparado para lidar com qualquer infeção no futuro”, acrescenta ainda.

Os investigadores de McMaster concluíram agora um estudo da nova vacina contra a covid-19, e com base nos resultados recentemente publicados, funciona como se esperava, desencadeando a produção de anticorpos e células T, e estimulando a imunidade inata treinada.

Os investigadores estão agora a passar a sua atenção para um ensaio clínico de fase 1, no qual pelo menos 30 pessoas que já receberam duas doses de uma vacina covid-19 Pfizer ou Moderna receberão a vacina inalada como um reforço.

O objetivo deste teste será testar a segurança da vacina inalada e ver que tipo de resposta imunitária produz nos pulmões, vias respiratórias, e sangue dos participantes. Se o estudo tiver sucesso, testes maiores em humanos seriam o próximo passo no caminho para a aprovação.

https://zap.aeiou.pt/vacina-inalada-contra-a-covid-19-vai-comecar-a-ser-testada-em-humanos-463012


Cientistas criam cerveja sem álcool com o mesmo sabor e cheiro da cerveja normal !


Uma equipa de investigadores na Dinamarca conseguiu responder às críticas dos adeptos da cerveja de que as versões sem álcool têm um sabor mais aguado e diferente.

As vendas de cerveja sem álcool têm aumentado na Europa muito nos últimos anos, mas há muitos adeptos da bebida que ainda não se converteram por considerarem que o sabor não é tão bom como o da cerveja normal.

Esta ideia é suportada pela ciência. “O que falta na cerveja sem álcool é o aroma dos lúpulos. Quando se retira o álcool à cerveja, por exemplo, ao aquecê-la, também se mata o aroma que vem dos lúpulos. Outros métodos para a produção de cerveja sem álcool que minimizam a fermentação também levam à perda do aroma porque o álcool é preciso para os lúpulos passarem o seu sabor à cerveja”, revela Sotirios Kampranis, professor da Universidade de Copenhaga.

No entanto, este dilema chegou agora ao fim, como nota o Futurism. Um novo estudo publicado na Nature Biotechnology relata o processo da equipa da universidade dinamarquesa, que conseguiu produzir monoterpenóides — um pequeno grupo de moléculas que dá sabor à bebida — e adicioná-las ao processo de fermentação.

Em vez de acrescentarem lúpulos de aroma durante a fermentação cujo sabor é depois destruído no fim do processo, os investigadores transformaram células de fermento de padeiro em micro-fábricas que podem ser criadas nos fermentadores e libertam o aroma dos lúpulos.

“Quando as moléculas de aroma dos lúpulos são libertadas do fermento, recolhe-mo-las e coloca-mo-las na cerveja, dando-lhe o sabor da cerveja normal. Isto torna redundante o uso de lúpulos de aroma na fermentação, porque apenas são precisas as moléculas que passam o cheiro e o sabor”, acrescenta Kampranis.

Para além de melhorar o sabor da cerveja sem álcool, este método é mais sustentável do que as técnicas usadas até agora, visto que os lúpulos são maioritariamente criados na costa oeste dos Estados Unidos, o que causa elimina a necessidade de serem transportados e refrigerados. O seu cultivo exige ainda muita água e, no total, o novo método exige 10 mil vezes menos água e emite 100 vezes menos CO2.

A longo prazo, a equipa espera transformar a indústria da fermentação e a nova invenção já está a ser testada na Dinamarca. O plano é de que toda a indústria acolha esta técnica em Outubro de 2022.

https://zap.aeiou.pt/cerveja-sem-alcool-mesmo-sabor-462639


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Descobertos mais detalhes sobre as enigmáticas auroras de raios X em Júpiter !


Uma equipa de investigadores descobriu a causa da emissão de raios X de alta energia nas auroras de Júpiter e por que é que a Ulysses ainda não as tinha detetado.

Um novo estudo publicado na Nature Astronomy debruçou-se sobre a emissão de raios X em comprimentos de onda de alta energia em Júpiter, nota o Science Alert.

A descoberta pode ajudar os cientistas a descobrir mais detalhes sobre as auroras mais poderosas no Sistema Solar e resolve um mistério antigo sobre porque é que a nave Ulysses não detetou estes raios nos anos em que esteve operacional, entre 1990 e 2009.

As auroras em Júpiter são brilhantes e permanentes em ambos os pólos do planeta, sendo apenas visíveis em comprimentos de onda ultravioleta. Também já foram observadas emissões de baixa energia — raios X suaves — nos observatórios Chandra e XMM-Newton.

Os cientistas acharam também que há emissões de raios X rígidos além daqueles que estes instrumentos conseguem identificar, decidindo assim recorrer ao satétile NuSTAR para as encontrarem.

“É bastante desafiante para um planeta gerar raios X no alcance que o NuSTAR deteta. Mas Júpiter tem um campo magnético enorme e gira muito rápido. Estas duas características significam que a magnetosfera do planeta age como um acelerador de partículas gigante, e isso possibilita estas emissões de alta energia“, revela o astrofísico Kaya Mori, da Universidade de Columbia.

As auroras de Júpiter são geradas com a colisão de partículas com o campo magnético do planeta, da mesma forma que são criadas as que ocorrem na Terra. No entanto, há algumas diferenças — em Júpiter, as auroras são permanentes porque as partículas que as causam não são solares, como no caso da Terra, mas sim da lua Io.

A Io está constantemente a expelir dióxido de enxofre, que é imediatamente despojado através de uma complexa interação gravitacional com o planeta, tornando-se ionizado e formando um toro de plasma à sua volta. As partículas deste toro são enviadas ao longo das linhas do campo magnético até aos pólos.

Este processo cria raios X suaves e descobriu-se agora que raios X rígidos também são emitidos, apesar de serem fracos. A forma como estes são gerados explica porque é que a Ulysses ainda não os tinha encontrado.

Quando os eletrões são acelerados no campo magnético, entram na atmosfera de Júpiter a alta velocidade e são abruptamente desacelerados e desviados. A sua energia cinética é convertida depois em radiação X, um processo conhecido como bremsstrahlung.

Os raios X suaves são formados por um processo distinto, e os dois criam um perfil de luz diferente. Com energias mais altas, os raios X bremsstrahlung são mais fracos, o que pode explicar porque é que nunca foram detetados.

Os especialistas defendem a realização de mais estudos sobre os raios X das auroras de Júpiter para se saber mais detalhes sobre estas emissões e as suas fontes.

https://zap.aeiou.pt/enigmaticas-auroras-raios-x-jupiter-462811

 

Astrónomos encontram o primeiro asteroide quádruplo de sempre !

Asteroide Elektra com as suas três luas em órbita

Os astrónomos descobriram uma terceira lua em órbita do asteroide principal (130) Elektra, tornando-o no primeiro quádruplo alguma vez encontrado.

Segundo a Science News, o asteroide gigante Elektra foi descoberto pela primeira vez a 17 de fevereiro de 1873, pelo astrónomo Christian Peters do Observatório Litchfield.

Tem um diâmetro de 199 quilómetros e uma massa estimada em 7×1018 quilogramas.

A sua primeira lua foi descoberta em 2003 por uma equipa de astrónomos liderada por William Merline, através do telescópio Keck II, no Observatório Mauna Kea.

Designado como S/2003 (130) 1 ou S1, tem um diâmetro de 6 km e orbita a 1.300 km do asteroide pai, com um período de 5,3 dias.  

A segunda lua da Elektra, S/2014 (130) 1 ou S2, foi descoberta a 6 de dezembro de 2014, por uma equipa de investigação liderada por Bin Yang, utilizando a instalação SPHERE no Very Large Telescope da ESO.

Tem um diâmetro de cerca de 2 km e orbita o Elektra uma vez a cada 1,2 dias, a uma distância de 500 km.

“Descobrimos um novo satélite, S/2014 (130) 2 ou S3, a orbitar o Elektra, fazendo dele o terceiro satélite deste sistema“, realçou Anthony Berdeu, do Instituto Nacional de Investigação Astronómica da Tailândia e da Universidade de Chulalongkorn.

Através de uma nova técnica de redução de dados e um algoritmo dedicado, os autores do estudo publicado em fevereiro analisaram dados de arquivo de 2014 do instrumento SPHERE/IFS e modelaram a auréola do asteroide.

“As duas luas já conhecidas em torno da Elektra giram muito perto do asteroide e o S2 está quase enterrado na sua auréola”, explicaram os investigadores.

“A descoberta de uma lua ainda mais fraca e mais próxima implica uma cuidadosa estimativa e remoção desta auréola“, acrescenta a equipa, sobre a lua S3, com um período orbital de 0,679 dias e um diâmetro de 1,6 km.

“Ela gira dentro da órbita de S2 com um eixo semi-maior de 344 km e um período orbital de 0,679 dias em torno da primária“, afirmaram os astrónomos.

“Subsistem muitas incertezas relativamente à órbita de S3“, de acordo com a equipa de investigação.

“São necessários mais dados sobre S2 e S3, e um estudo mais aprofundado para resolver o problema do movimento dos satélites da Elektra”, dizem os investigadores.

“Contudo, a descoberta do primeiro sistema quádruplo de asteroides abre ligeiramente o caminho para a compreensão dos mecanismos de formação destes satélites”, concluem.

https://zap.aeiou.pt/astronomos-encontram-o-primeiro-asteroide-quadruplo-de-sempre-462806


VIH: primeira mulher curada na História !


Transplante de sangue do cordão umbilical: “O facto de esta pessoa ser mestiça e ser mulher é muito importante”.

Uma equipa de cientistas e investigadores em Denver, Colorado (Estados Unidos da América) anunciou nesta terça-feira que curou uma mulher que tinha o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que origina a SIDA.

Até este anúncio já tinham sido divulgados dois casos de cura do vírus da SIDA. O primeiro caso foi o de Timothy Ray Brown, em 2007, graças a um transplante de medula óssea; Timothy acabou por morrer em 2020, devido a um cancro. O segundo caso foi o de Adam Castillejo, em 2016, igualmente depois de um transplante de medula óssea. O vírus desapareceu, mas os dois homens ficaram com efeitos colaterais graves.

Agora foi apresentado o caso de uma mulher, cujo nome e cuja idade não foram revelados, para já. Soube que era portador do VIH em 2013. A medicação foi mantendo os níveis de vírus em baixo. Em 2017, foi diagnosticada com leucemia mielóide aguda.

Neste processo não houve transplante de medula óssea. O método inovador foi um transplante de sangue do cordão umbilical de um dador parcialmente compatível – o que dá esperança para a cura de muitas pessoas, de etnias diferentes.

Os transplantes de medula óssea “obrigam” a que as células estaminais adultas sejam provenientes de uma pessoa com etnia semelhante ao paciente. Neste novo o processo o leque de opções será muito maior porque não há essa “necessidade” de relação étnica.

Além disso, um transplante de medula óssea pode originar consequências graves – tal como aconteceu com Timothy Ray Brown e com Adam Castillejo – porque é uma intervenção muito invasiva e arriscada.

Neste caso, e 14 meses depois do transplante, não há relato de qualquer efeito colateral grave. Nem há indícios de que o VIH continua no sangue da paciente, e não parece ter anticorpos detectáveis para o vírus.

A mulher recebeu ainda sangue de um parente próximo, para o seu corpo ter defesas imunológicas temporárias, enquanto o transplante acontecia. Saiu do hospital 17 dias depois da intervenção.

“O facto de ela ser mestiça e ser mulher é muito importante cientificamente e muito importante em termos de impacto na comunidade”, comentou o especialista Steven Deeks, citado pelo jornal The New York Times.

A maioria dos casos de VIH surge em mulheres, mas o sexo feminino entra em apenas 11% dos ensaios de cura.

Quase 38 milhões de pessoas vivem com SIDA. Há medicamentos que “suavizam” os efeitos do vírus, mas continua a não haver uma cura generalizada e eficaz.

https://zap.aeiou.pt/sida-primeira-mulher-curada-na-historia-462943

 

Bola de fogo avistada em quase toda a Península Ibérica a 54 mil quilómetros por hora !

Uma bola de fogo percorreu a 54 mil quilómetros por hora, na noite de segunda-feira, o céu sobre a região espanhola da Andaluzia e, devido à sua alta luminosidade, esteve visível em quase toda a Península Ibérica.

Uma bola de fogo foi avistada no céu sobre a região espanhola da Andaluzia, na noite de segunda-feira.

Segundo adiantou à Cadena Ser o astrónomo Jose Maria Madiedo, do projeto SMART do Instituto de Astrofísica da Andaluzia (IAA-CSIC), a bola de fogo foi causada por um meteorito, que terá entrado na atmosfera terrestre a cerca de 54 mil quilómetros por hora.

“Esta é uma velocidade enorme, a rocha tornou-se incandescente e converteu-se numa bola de fuego”, explicou o perito.

Segundo o astrónomo andaluz, a bola de fogo foi registada por volta das 22h (21h em Lisboa) de 14 de Fevereiro, com um brilho semelhante ao de Lua cheia.

Devido à sua alta luminosidade, esta pôde ser vista em quase toda a Península Ibérica, principalmente pelos habitantes de toda a região da Andaluzia, em Espanha.

A rocha vinda do espaço, ao colidir com a atmosfera a uma velocidade enorme, ficou incandescente, gerando assim uma bola de fogo, que teve início a cerca de 82 quilómetros acima da localidade de Las Escuelas, província de Jaén, na Andaluzia.

A partir deste ponto, avançou em direção a leste e extinguiu-se a cerca de 48 quilómetros acima da localidade de Larva, na mesma província.

“A rocha entrou na atmosfera terrestre na vertical, sobre Las Escuelas, em Baeza, onde se começou a ver a bola de fogo, que avançou para o sudeste da região, até que se começou a destruir, tendo-se desintegrado completamente“, explicou Jose Maria Madiedo. “Não restou nada da rocha, desapareceu acima da região de Larva”.

Os detetores do projeto SMART operam no âmbito da Rede Meteorológica e de Observação da Terra do Sudoeste da Europa (SWEMN), que visa monitorizar continuamente o céu, com o intuito de registar e estudar o impacto na atmosfera terrestre de rochas de diferentes objetos do Sistema Solar.

https://zap.aeiou.pt/bola-de-fogo-avistada-em-quase-toda-a-peninsula-iberica-a-54-mil-quilometros-por-hora-462903

 

O paradoxo da carne: Como o nosso cérebro luta com a ética de comer animais !


O paradoxo da carne mostra como é que o nosso cérebro luta com os conflitos éticos de comermos carne, quando somos amantes de animais.

A maioria das pessoas come carne e laticínios sem pensar nas consequências. No entanto, essas consequências são de escala planetária.

A criação de gado para carne, ovos e leite é responsável por cerca de 14% de todas as emissões de gases com efeito de estufa produzidas pelo homem. A produção de carne bovina é o maior fator de perda florestal na agricultura. A indústria da carne tem sido associada a uma série de outros danos ambientais, incluindo a poluição de água.

Comer muita carne também pode ser mau para a saúde, especialmente carne vermelha e processada, que aumenta o risco de desenvolver cancro colorretal.

Alimentar o apetite mundial por carne custa a vida a mil milhões de animais por ano, e o bem-estar animal é uma preocupação em quintas em todo o mundo, com porcos, vacas e galinhas frequentemente sujeitos a sobrelotação, feridas abertas e doenças.

Há casos em que as galinhas são forçadas a crescer muito mais rápido do que naturalmente e adoecem como resultado, enquanto os movimentos de porcos e vacas são restringidos por falta de espaço. Em casos extremos, porcos em cativeiro foram encontrados a praticar canibalismo.

No que é, sem dúvida, uma resposta a essas preocupações, o veganismo está em ascensão. No entanto, na escala global, o consumo de carne está a aumentar. Então, porque é que as pessoas continuam a comer carne, apesar de saberem das desvantagens?

Os psicólogos têm algumas respostas.

O paradoxo da carne

Um recente estudo científico analisou 73 artigos sobre um fenómeno chamado paradoxo da carne — a contradição mental que ajuda os devotos amantes de animais a continuar a comer carne.

Este dilema moral pode causar desconforto psicológico às pessoas. Por exemplo, a experiência chocante de perceber pela primeira vez que a carne do seu prato veio de um animal.

O consumo de carne também tem consequências na forma como interagimos e entendemos os animais na vida adulta.

Enquanto comiam carne bovina num estudo de 2010, os participantes eram menos propensos a ver os animais como dignos de preocupação moral. E quanto mais alguém se compromete a comer carne, maior a probabilidade de evitar informações sobre as qualidades positivas dos animais criados para alimentação.

O desconforto que as pessoas sentem ao comer carne apresenta-lhes uma escolha difícil. Ou remove o dilema moral abandonando a carne, ou continua a comer carne e desvincula-se moralmente. O estudo destacou várias estratégias que as pessoas usam para manter esta desconexão moral.

Depois de ser lembrado de que a carne do seu prato vem de um animal, você pode tentar esquecer as suas origens animais. As pessoas estão mais dispostas a comer carne quando as suas origens animais são obscuras, como chamar de carne bovina à carne, em vez de vaca.

Dizer a si mesmo que a carne é necessária para a saúde, socialmente normal, natural ou agradável demais para desistir pode reduzir a culpa que as pessoas sentem ao comer carne. Desistir da carne pode parecer difícil e as pessoas muitas vezes recorrem a essas estratégias para reconciliar sentimentos conflituantes.

Superando a perda do vínculo moral

Se deseja reduzir o seu próprio consumo de carne, a investigação psicológica tem algumas recomendações.

  • Reconheça e lembre-se de como a redução do consumo de carne está alinhada com os seus valores.
  • Tenha sempre os animais em mente. Permita-se humanizá-los considerando, por exemplo, a sua capacidade de emoção.
  • Aceite que mudar a sua dieta pode ser um processo gradual.

Se quiser encorajar outras pessoas a reduzir o consumo de carne, você pode:

  • Evitar culpá-los pelo consumo de carne. Isso só torna as pessoas mais resistentes ao vegetarianismo e ao veganismo. Em vez disso, aborde essas interações complicadas com compaixão.
  • Evitar dizer a outras pessoas o que fazer. Deixe que elas decidam por si mesmas.
  • Humanizar os animais incentivando as pessoas a vê-los como amigos e não como comida.

https://zap.aeiou.pt/paradoxo-da-carne-etica-comer-animais-462638

 

O núcleo da Terra não é sólido - É superiónico !


O modelo clássico do interior do nosso planeta estipula que a Terra tem um núcleo externo líquido e um núcleo interno sólido, mas há cada vez mais indícios de que pode não ser bem assim.

A equipa de He Yu, do Instituto de Geoquímica da Academia Chinesa das Ciências (IGCAS), descobriu que o núcleo interno da Terra não é um sólido normal.

Segundo explica o Tech Explorist, é formado e cresce devido à solidificação do ferro líquido no limite interno do núcleo. Contudo, esse núcleo interno é menos denso do que o ferro puro, devido à presença de que alguns elementos leves.

A presença desses materiais faz com que o núcleo interno da Terra não seja um sólido normal: é composto por uma sub-rede de ferro sólido e elementos leves, que se comportam de modo semelhante a líquidos, formando o que é conhecido como “estado superiónico”, um estado intermédio entre o sólido e o líquido.

A equipa usou simulações computacionais de alta pressão e alta temperatura baseadas na teoria da mecânica quântica e descobriu que algumas ligas Fe-H, Fe-C e Fe-O se transformaram num estado superiónico nas condições do núcleo interno da Terra.

Nas ligas de ferro superiónicas, os elementos leves ficam desordenados e difundem-se como um líquido na rede cristalina, enquanto os átomos de ferro permanecem ordenados e vibram em torno da sua rede, formando a estrutura sólida de ferro.

Os coeficientes de difusão do carbono, hidrogénio e oxigénio (C, H e O) nas ligas de ferro superiónicas são os mesmos que no ferro líquido.

“É bastante anormal. A solidificação do ferro no limite do núcleo interno não altera a mobilidade desses elementos leves, e a convecção dos elementos leves é contínua no núcleo interno”, explicou Yu He.

No âmbito desta investigação, a equipa também calculou as velocidades sísmicas nas ligas de ferro superiónicas e identificou uma diminuição significativa na velocidade das ondas de cisalhamento.

“Os nossos resultados encaixam com as observações sismológicas. São os elementos semelhantes a líquidos que fazem o núcleo interno amolecer”, disse Shichuan Sun, coautor do artigo científico, recentemente publicado na Nature.

https://zap.aeiou.pt/nucleo-da-terra-nao-e-solido-462579

 

Descoberto o fator chave para encontrar vida extraterrestre !


O tamanho da lua de um planeta é a chave para as condições ideais para haver vida, sugere um novo estudo.

Caso seja verdade, esta descoberta pode não só ajudar a compreender melhor como é que a vida surgiu na Terra, como também encontrar vida noutros planetas.

Os resultados da investigação foram publicados, este mês, na revista científica Nature Communications.

O nosso planeta tem uma série de características únicas no nosso sistema solar: placas tectónicas ativas, um forte campo magnético que nos protege da radiação solar e uma lua relativamente grande em relação ao tamanho do planeta Terra.

Ora, os investigadores acreditam que a existência no nosso satélite natural — e o seu tamanho — são fundamentais para que haja vida na Terra.

“A presença da Lua controla a duração do dia e as marés oceânicas, o que afeta os ciclos biológicos da Terra”, dizem os autores, citado pelo El Confidencial.

“A Lua também estabiliza o eixo de rotação da Terra em pelo menos vários graus. Assim, pelo menos para a Terra, a Lua também contribui para o clima estável da Terra e potencialmente oferece um ambiente ideal para a vida se desenvolver e evoluir”, acrescentam os cientistas.

Mas, afinal, como é que se formou a nossa Lua? A teoria mais popular é que foi devido a um enorme impacto que fez com que material fosse lançado para fora da Terra. No entanto, quando os investigadores aplicaram este modelo a planetas considerados possíveis super-Terras, descobriram que não batia certo.

“Aqui propomos que um disco de formação lunar inicialmente rico em vapor não é capaz de formar uma lua grande em relação ao tamanho do planeta porque as luas crescentes, que são os blocos de construção de uma lua, sofrem forte arrastamento de gás e caem rapidamente em direção ao planeta”, lê-se no estudo.

É precisa uma lua grande, dizem os investigadores, para influenciar as placas tectónicas, marés ou mecânica orbital. Por isso, satélites desta dimensão não se podem formar à volta de planetas muito maiores do que a Terra.

Esta descoberta pode ser tido em conta pelos astrónomos do telescópio James Webb, que procuram não apenas exoplanetas, mas também exoluas que orbitam em torno deles.

“A procura por exoplanetas normalmente concentra-se em planetas com mais de seis massas terrestres”, disse o autor principal do estudo, Miki Nakajima. “Nós propomos que olhemos para planetas menores porque são provavelmente melhores candidatos para hospedar luas fracionárias grandes”.

https://zap.aeiou.pt/fator-chave-encontrar-vida-extraterrestre-462582


Saúde: avaliador de sintomas digital, “alternativa à informação na internet” !


Inovação junta inteligência artificial, evidência científica e uma equipa com mais de 50 médicos. É integrado na rede de cuidados.

Pessoas doentes em Portugal vão ter, pela primeira vez, a possibilidade de aceder a um avaliador de sintomas digital, permanente.

A iniciativa da CUF, através da sua aplicação móvel de gestão de saúde, o My CUF, é um avaliador de sintomas integrado na sua rede de cuidados, gratuito.

O objectivo principal do avaliador é permitir aos doentes descobrir as possíveis causas para os seus sintomas. A partir daí terão acompanhamento adequado ao seu caso (tele-consulta, consulta presencial, ou urgências).

O serviço foi criado na Alemanha, pela empresa Ada Health. Já começou a ser investigado e desenvolvido há mais de 10 anos e tenta ser uma alternativa mais segura e fiável à informação sobre saúde disponível na internet, explica o comunicado da CUF.  

A inovação junta inteligência artificial, evidência científica e uma equipa com mais de 50 médicos.

Com este avaliador, quando a pessoa chegar ao hospital, os dados e os sintomas já estarão disponíveis para os profissionais de saúde.

Noutros países, no total, este sistema é utilizado por 12 milhões de pessoas.

https://zap.aeiou.pt/saude-avaliador-de-sintomas-digital-alternativa-a-informacao-na-internet-462837


Já sabemos como prevenir o declínio cognitivo na velhice enquanto ainda somos jovens !


Uma nova investigação concluiu que sofrer de tensão arterial alta no início da idade adulta tem uma correlação forte com o desenvolvimento de demência ou a perda de capacidades cognitivas na velhice.

Um novo estudo que ainda não foi publicado mas cujas conclusões já foram apresentadas na Conferência Internacional do AVC de 2022 encontrou uma grande correlação entre a tensão arterial alta no início da idade adulta e um maior risco de sofrerem mudanças no volume do cérebro, que estão associadas à cognição, às emoções e aos movimentos.

No caso dos Estados Unidos, dois em cada três americanos sofrem de algum tipo de declínio cognitivo quando chegam aos 70 anos e há estudos que sugerem que as minorias sentem esta quebra em idades ainda mais jovens, refere o Inverse.

Pesquisas anteriores sugerem que os negros têm uma probabilidade maior do que os brancos de desenvolver hipertensão e têm um “declínio cognitivo significativamente mais rápido”, explica a autora Christina Lineback.

Há provas que apontam para que este problema comece no início da idade adulta, mas ainda não há certezas. Os autores esperam que se consiga “reduzir as disparidades raciais na saúde do cérebro e do coração“.

Esta disparidade existe devido às diferenças nos vários “fatores de risco vasculares”, como fumar, a obesidade, diabetes e a tensão alta, que desproporcionalmente afetam as minorias.

A descoberta do estudo foi feita quando os investigadores tiveram em conta a exposição acumulativa a estes fatores de risco, especialmente à tensão alta, e concluíram que as mudanças observadas eram semelhantes em todos os grupos étnicos examinados no estudo.

A equipa fez uma análise em retrospeção de um estudo sobre o risco de desenvolvimento de doenças coronárias e nas artérias em jovens adultos e deram especial atenção aos dados de 142 adultos que fizeram ressonâncias magnéticas ao cérebro aos 30 anos e mais tarde aos 55.

Foram também incluídos dados sobre os fatores de risco vascular e sobre se os participantes fumavam, tinham colesterol alto, o índice de massa corporal, a glucose e a tensão alta. Cerca de 39% da amostra era de negros e 42% eram mulheres.

A principal diferença notada foi entre os jovens adultos, com os participantes negros a terem uma probabilidade muito maior de serem expostos aos fatores que causam a tensão alta, sendo este desequilíbrio a causa da disparidade racial.

“Isto sugere que se tivermos um maior controlo e se tratarmos a tensão nos participantes, deve haver menos danos cerebrais ao longo do tempo. Isto deve encorajar os clínicos a serem mais agressivos entre as populações de minorias jovens como um potencial alvo de disparidades na saúde cerebral”, refere Lineback.

https://zap.aeiou.pt/prevenir-declinio-cognitivo-velhice-462581

 

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