terça-feira, 7 de janeiro de 2020

NASA identificou asteroide potencialmente perigoso que se aproxima da Terra !

Imagem ilustrativa de asteroide a passar perto da Terra
2019 foi um ano com muita informação dedicada aos asteroides. Algumas surpresas colocaram as agências espaciais em sentido e cada vez tem sido dada mais atenção a estes corpos celestes. 2020 inicia-se com uma visita. Segundo a NASA na próxima semana passará próximo da Terra um asteroide classificado como “potencialmente perigoso”.
A rocha está identificada desde outubro de 2019 e tem um tamanho que, em caso de colisão com o planeta, é suficientemente para destruir uma cidade.
Imagem representação de observatórios caça asteroides da NASA

Asteroide 2019 UO passará perto da Terra no próximo dia 10 de janeiro

 

Segundo informações da Agências Espacial norte-americana, estima-se que o asteroide tenha mais de 550m de diâmetro. A NASA prevê que a rocha espacial passará pelo nosso planeta poucos minutos antes da meia-noite de sexta-feira, 10 de janeiro. Assim, nesse momento, a rocha fará uma “passagem próxima” da Terra.
Apelidado de Asteroide 2019 UO, foi detetado pelos observatórios da NASA, que confirmaram a trajetória do rochedo, em outubro de 2019. Desde então, a NASA calculou o tamanho, velocidade e órbita do asteroide para determinar se ele representa uma ameaça para a Terra.
Apesar de não ter uma trajetória de impacto com o nosso planeta, devido ao seu impressionante tamanho e estreita ligação com a Terra, os astrónomos da NASA apelidaram o 2019 de UO de “asteroide potencialmente perigoso” ou PHA.
Asteroides potencialmente perigosos são aqueles com cerca de 150 metros ou maiores, cerca do dobro do tamanho da Estátua da Liberdade.
Os cometas potencialmente perigosos também se aproximam invulgarmente da Terra. Conhecer o tamanho, forma, massa, composição e estrutura destes objetos ajuda a determinar a melhor maneira de desviar um, caso ele tenha um caminho ameaçador para a Terra”
Referiu a agência espacial.
Imagem órbita asteroide 2019 UO identificado pela NASA que passará perto da Terra

O perigo está na possível influência de outros corpos

 
Conforme temos vindo a perceber, os asteroides e cometas raramente atingem a Terra, mas os efeitos gravitacionais de outros corpos no sistema solar podem empurrá-los para trajetórias ligadas à Terra.
Nesse sentido, a NASA e outras agências têm uma atenção permanente às trajetórias destas rochas. Isto porque mesmo que os cálculos mostrem que o astro terá um voo inofensivo, este pode ser empurrado para outra órbita pela ação gravitacional de um outro corpo celeste.
Segundo as informações disponíveis no portal CNEOS da NASA, no próximo dia 10 de janeiro, o asteroide 2019 UO se aproximará do planeta a uma velocidade de cerca de 9,40km por segundo ou 33.840 km/h. Num cálculo feito pela agência, a rocha mede entre 250m a 550m de diâmetro.
As imagens captadas pelos “caça asteroides” mostram que na parte superior o asteroide é comparável em altura à Torre Ostankino de Moscovo. Contudo, no extremo inferior, o asteroide é tão alto quanto a Ponte Golden Gate em São Francisco, EUA.
Imagem exemplo do tamanho na base e no cimo do asteroide 2019 UO

Milhares de Objetos Próximos da Terra

 
De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), existem agora 21.702 NEAs conhecidos ou Objetos Próximos da Terra – rochas espaciais que por vezes atravessam a órbita da Terra. No topo da extensa lista, a ESA cataloga outros 997 asteroides que podem representar um “risco” para a segurança da Terra.
Apesar de passar perto, este não mostra um risco para o nosso planeta, pelo menos se seguir a sua “rota inocente”. Na verdade, no seu ponto mais próximo, o asteroide irá aproximar-se da Terra a uma distância de cerca de 0,03021 unidades astronómicas.
Uma única unidade astronómica é a distância média do nosso planeta ao Sol ou cerca de 149,6 milhões de km.
Por outras palavras, o 2019 UO “falhará” o nosso planeta por uma margem segura de cerca de 4,5 milhões de km. Posteriormente, após esta visita, a NASA estima que a rocha visitará novamente o canto do espaço da Terra, fazendo uns flybys, a 18 de novembro de 2032.
À medida que orbitam o Sol, os Objetos Próximos da Terra podem ocasionalmente aproximar-se da Terra. Note-se que uma passagem ‘próxima’ astronomicamente pode estar muito distante em termos humanos: milhões ou mesmo dezenas de milhões de quilómetros.
Referiram os astrónomos da NASA.
 
A rocha espacial fará duas aproximações próximas a Júpiter no dia 18 de novembro de 2032 e a 31 de dezembro de 2034, respetivamente. Portanto, esta rocha voltará a visitar a Terra depois daqueles flybys só a 8 de novembro de 2062.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/nasa-identificou-asteroide-potencialmente-perigoso-que-se-aproxima-da-terra/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Experiências mostram que o fogo no espaço é mais perigoso do que na Terra

A NASA levou a cabo uma série de experiência com fogo na Estação Espacial Internacional (ISS). O objetivo é estudar o comportamento do fogo em gravidade zero. Segundo os resultados, as chamas podem ser mais perigosas no espaço que no ambiente terrestre.
O fogo na Lua pode ainda ter outros comportamentos diferentes do que se conhece na Terra e na ISS.
Imagem exemplo de fogo no espaço dentro da estação espacial ISS estudo para a NASA


NASA aprende sobre o comportamento do fogo no espaço 

Brincar com o fogo é considerado perigoso, especialmente a bordo de um laboratório que orbita a cerca de 402 km sobre a Terra. No entanto, os astronautas da Estação Espacial Internacional da NASA iniciaram agora deliberadamente uma série de incêndios para um novo estudo sobre o comportamento do fogo em gravidade zero.
A experiência, chamada Combustão Confinada, pretende melhorar a segurança em relação ao fogo na Estação Espacial Internacional e nas futuras missões tripuladas à Lua. Nesse sentido, a investigação vai ajudar a prever como os incêndios podem alastrar em baixa gravidade.
Um dos principais objetivos desta ação é perceber o comportamento da combustão num cenário muito particular permitindo melhorar a seleção de materiais e estratégias de segurança contra incêndios. Este é um assunto que desde há vários anos é tratado com alta importância.

Combater o fogo com materiais resistentes


A gravidade normalmente puxa ar mais frio e mais denso para a base da chama, deslocando o ar quente, que se eleva. Assim, este processo alimenta o oxigénio fresco para o fogo e o fluxo ascendente do ar quente dá à chama a sua forma característica de lágrima. No entanto, em gravidade zero, as chamas podem ser esféricas, ou podem ser alongadas por fluxos externos de ar.
Embora as experiências da semana passada não tenham sido as primeiras vezes que os objetos foram incinerados dentro do laboratório espacial em órbita, mas é a primeira vez que o processo foi estudado em detalhes.
A remoção da gravidade elimina a convecção natural; o ar quente não está a subir porque não há “subir”.
Referiu Paul Ferkul, responsável da Universities Space Research Association, entidade parceira no projeto.
Imagem da NASA da Estação Espacial Internacional com gravidade zero

A experiência, que começou na véspera de Natal, utiliza um ventilador que sopra ar através da caixa para fornecer oxigénio. Posteriormente, combustíveis de algodão, fibra de vidro e plástico acrílico são testados para ver como diferentes fluxos de ar e tamanhos de caixa alteram as taxas de combustão.
Tendo em conta o sítio onde estão a ser levados a cabo os testes, os fogos são acesos dentro de uma caixa, que está dentro de outra caixa, para garantir a segurança. Como resultado, nas 15 experiências realizadas até agora, a chama ardeu entre um e 22 minutos.
Exemplo de como se comporta o fogo no espaço

Testes deixaram cientistas da NASA satisfeitos 

As experiências que foram feitas na Estação Espacial Internacional deixaram os cientistas satisfeitos. Apesar da distância, na Terra era monitorizada a experiência enquanto estas estavam a decorrer sob o controlo dos astronautas no espaço.
Trabalhos anteriores da mesma equipa revelaram como, ao contrário das expectativas, alguns materiais seriam mais inflamáveis na Lua, devido à menor flutuabilidade. Isto porque, para alguns materiais, o fluxo de convecção é suficientemente rápido para extinguir a chama na Terra. No entanto, quando transferido para a Lua, o fluxo pode espalhar-se suficientemente rápido para absorver oxigénio fresco, mas não tão rápido que o fogo se apague.
Imagem de experiências em gravidade zero

As experiências são projetados para fornecer melhores previsões de como diferentes materiais se comportam em ambientes de baixa gravidade.
Viver na Lua é um ambiente diferente da Estação Espacial e da Terra, e os fogos comportar-se-ão de forma diferente lá.
Referiu Ferkul.

Assim, há razões para acreditar que os incêndios podem ser mais perigosos na Lua do que na Terra.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/nasa-experiencias-mostram-que-o-fogo-no-espaco-e-mais-perigoso-que-na-terra/

Cientistas descobrem a origem de fortes terremotos ocorridos em Marte !

Região de Cerberus Fossae, a 1600 quilômetros da sonda InSight, registrada pela câmera estereográfica de alta-resolução a bordo da sonda europeia Mars Express. O local apresenta uma imensa rachadura e pode ser uma grande falha geológica ativa. Crédito: ESA<BR>
Região de Cerberus Fossae, a 1600 quilômetros da sonda InSight, registrada pela câmera estereográfica de alta-resolução a bordo da sonda europeia Mars Express. O local apresenta uma imensa rachadura e pode ser uma grande falha geológica ativa. Crédito: ESA

Em 2019, dois fortes terremotos ocorridos em Marte chamaram a atenção dos cientistas. Como o planeta não tem placas tectônicas, os pesquisadores passaram a especular sobre outras possibilidades da origem da sismicidade observada.

Como se sabe, os terremotos não são exclusividade da Terra e outros objetos do Sistema Solar também tremem devido às suas dinâmicas internas. A Lua, por exemplo, tem os chamados lunamotos, conhecidos desde que as missões Apollo instalaram sismógrafos em sua superfície e que registraram eventos bastante significativos em nosso satélite natural.

Recentemente, com a chegada da sonda Insight no Planeta Vermelho, diversos microssismos sismos puderam ser detectados, mas dois deles chamaram a atenção dos pesquisadores. Os eventos ocorreram nos dias 23 de maio de 2019 e 27 de julho de 2019, respectivamente sol 173 e sol 235.

Para quem não sabe, "Sol" é o nome dado ao dia marciano.

Se os microssismos registrados já eram esperados, o mesmo não se pode dizer dos eventos citados. De acordo com os cientistas, eles tinham magnitude entre 3.0 e 4.0, equivalente aos sismos que abalariam edifícios altos e até carros estacionados aqui na Terra.

Fonte dos Tremores

Como o marte não tem placas tectônicas, os pesquisadores passaram a rastrear os eventos maiores e conseguiram identificar a sua origem, uma região conhecida como Cerberus Fossae, 1600 quilômetros a leste da sonda InSight.

Vale notar que observações anteriores dessa mesma área já revelavam características visuais de um possível sistema de falhas, mas só agora essas suspeitas puderam ser confirmadas por dados. Em outras palavras, a região é definitivamente ativa.

Embora a macro localização dos eventos tenha sido identificada, a causa dos "martemotos" ainda permanece sem solução, indo desde acomodações subterrâneas ou desabamentos de "ocos" deixados por depósitos de águas passadas, até movimentações provocadas por campos magnéticos próximos ao núcleo marciano.

Entretanto, acúmulos de tensão ao longo de falhas geológicas são uma causa bastante provável para os eventos dos sols 173 e 235 e seriam muito parecidos com aqueles que ocorrem no Brasil e em diversos lugares da Terra.

Cruzar Dados com Imagens

Um dos objetivos da equipe da Insight é produzir dados combinados com a observações por satélites que orbitam o planeta, já que terremotos como os observados nos sols 173 e 235 podem fazer com que rochas se desloquem a ponto de produzir deslizamentos.

Fonte: https://www.apolo11.com/noticias.php?t=Cientistas_descobrem_a_origem_de_fortes_terremotos_ocorridos_em_Marte&id=20200106-102336

Marte será "invadido" em 2020 para encontrar vida

Marte será invadido em 2020 - querem encontrar vida
Neste ano, durante poucas semanas, Marte e a Terra estarão alinhados. A distância entre ambos será a mínima —apenas 54 milhões de quilômetros—, algo que não voltará a acontecer até 2022. Por isso, em 2020 ocorrerá um fato sem precedentes desde o final da Guerra Fria: o lançamento de quatro missões robóticas a esse planeta, três delas lideradas pelas principais potências espaciais, os EUA, a Europa e a China, que pretendem pousar com sucesso seus próprios veículos de exploração com a intenção de ser os primeiros a encontrar indícios de vida.
“Isso é algo nunca visto”, diz ao EL PAÍS Ken Farley, chefe científico da missão Marte 2020 da NASA, que afirma que aos projetos mencionados é preciso acrescentar o veículo de órbita lançado recentemente pela Índia e o “entusiasmo crescente” de empresas privadas como a Space X para chegar a esse planeta.
Marte é um enorme cemitério de naves acidentadas. Uma em cada duas missões espaciais que tentam chegar fracassa. Pousar em Marte requer uma complicada manobra para frear dos 21.000 quilômetros por hora aos que a nave chega a zero em apenas sete minutos, praticamente sem contar com a ajuda da atmosfera marciana, muito mais fina do que a terrestre, e à mercê do tempo do dia nesse inóspito planeta em que não é raro chegar a temperaturas de 100 graus abaixo de zero.
 Um engenheiro trabalha no veículo Marte 2020 da NASA. NASA
 
Em 2016, a nave ExoMars foi atingida por uma violenta rajada de vento em altitude. A nave se moveu como um enorme pêndulo, já que ainda estava presa ao paraquedas e seus sensores de altitude apontaram repentinamente ao horizonte em vez da superfície. O computador de bordo interpretou que a nave havia aterrissado, desligou os retrofoguetes antes do tempo e a ExoMars se espatifou contra o gelado solo marciano.
Essa missão era uma demonstração da tecnologia de aterrissagem que agora deve ser utilizada pela ExoMars 2020, a missão da Agência Espacial Europeia homóloga da norte-americana. Os responsáveis pela missão europeia não veem o acidente como um fracasso e acham que aprenderam e solucionaram o problema.
As três missões mencionadas, além da quarta, o módulo de órbita Hope dos Emirados Árabes, desenvolvido graças à colaboração de cientistas dos EUA, têm janelas de lançamento muito parecidas que começam em meados de julho e terminam em meados de agosto. Demorarão sete meses a chegar no planeta vermelho, de modo que as aterrissagens estão previstas para fevereiro de 2021.
“Nosso principal objetivo é procurar rastros de vida em Marte de mais de 3,5 bilhões de anos, quando a água líquida cobria boa parte do planeta”, diz Ken Farley. A missão da Nasa aterrissará no fundo de um antigo lago de várias centenas de metros de profundidade chamado cratera Jezero. “Em um lugar como esse poderiam ter vivido micróbios como os da Terra sem problemas”, afirma o especialista em geoquímica do Instituto de Tecnologia da Califórnia.
Outro dos objetivos dos EUA é preparar o terreno para mandar astronautas ao planeta vermelho. Neste ponto a Espanha tem protagonismo importante, pois lidera o instrumento MEDA, a estação meteorológica a bordo do veículo de exploração que mede a temperatura, vento, partículas de poeira e radiação e que servirá para estimar a habitabilidade do planeta aos futuros astronautas. Outro dos instrumentos é um detector de oxigênio, elemento essencial para tornar o ar marciano respirável e para construir combustível aos foguetes que decolarem do solo marciano à Terra no futuro.
“O mais inovador das missões norte-americana e europeia é que levam uma nova geração de espectrômetros Raman por serem capazes de detectar biomarcadores à distância”, diz Jorge Pla-García, astrofísico do Centro de Astrobiologia em Madri, que faz parte da missão norte-americana e colaborou com a europeia. São compostos químicos que podem existir pela presença de vida atual e passada. Neste ponto a Europa pode estar em vantagem, diz Pla-García, já que seu veículo é o único que leva uma broca que penetra até dois metros no solo marciano. “Esse é o lugar mais factível para que possa existir algo vivo, já que na superfície tudo está queimado não só pela radiação, como pela abundância de sais com cloro, que é o material que na Terra usamos para matar micróbios”, diz o pesquisador.
A China, o terceiro passageiro marciano, nunca havia conseguido viajar até lá. O progresso espacial do país comunista foi impressionante e demonstrou sua capacidade de conseguir coisas que nunca havia feito, como pousar um Rover na face oculta da Lua. Sua missão a Marte Huoxing-1 inclui um módulo orbital, outro de aterrissagem e um pequeno Rover cujo principal trunfo é um potente radar capaz de penetrar no subsolo marciano para revelar sua composição e que, na Lua, permitiu descobrir um antigo oceano de lava. “Se fosse qualquer outro país pensaria que não eram capazes, mas da China acredito em qualquer coisa. É só pensar que em 2019, pelo segundo ano consecutivo, é o país que mais fez lançamentos espaciais em todo o mundo”, diz Pla-García.
Na mente dos três países está a ideia de trazer à Terra um pedacinho de Marte. O Rover norte-americano leva um instrumento que poderá encapsular as amostras mais interessantes e preservá-las para que uma futura missão ainda por organizar possa recolhê-las e trazê-las de volta à Terra. Tanto os EUA como a China querem tentar realizar tal coisa antes do final da década e a Europa e os EUA já colaboram em uma missão desse tipo que seria lançada em 2026, diz Ken Farley. Todos são conscientes de que nessas amostras podem viajar os primeiros marcianos conhecidos.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2020/01/06/marte-sera-invadido-em-2020-querem-encontrar-vida/

domingo, 5 de janeiro de 2020

Esta nova década pode trazer boas surpresas para a astronomia !

Esta nova década pode trazer boas surpresas para a astronomia
Chamado 51 Pegasi b, esse globo mostrava uma órbita aconchegante em torno de sua estrela hospedeira de apenas 4,2 dias terrestres e uma massa cerca da metade da de Júpiter. Segundo a NASA, a descoberta mudou para sempre “a maneira como vemos o universo e nosso lugar nele”. Mais de uma década depois, os astrônomos já confirmaram 4.104 mundos orbitando estrelas fora do nosso sistema solar. São muitos mundos desconhecidos há somente mais de uma década.
Então, o céu é o limite para esta nova década, certo? De acordo com Sara Seager, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, absolutamente sim.
Seager, cientista planetária e astrofísica, disse:
Esta década será grande para a astronomia e a ciência dos exoplanetas com o lançamento tão esperado do Telescópio Espacial James Webb [JWST].
O sucessor cósmico do Telescópio Espacial Hubble, o JWST está programado para ser lançado em 2021; pela primeira vez, os cientistas serão capazes de ‘ver’ exoplanetas no infravermelho, o que significa que podem detectar planetas que orbitam muito longe da estrela hospedeira.
Além disso, o telescópio abrirá uma nova janela para as características desses mundos alienígenas.
Seager disse à LiveScience:
Se o planeta certo existir, seremos capazes de detectar vapor de água em um pequeno planeta rochoso. O vapor de água é indicativo de oceanos de água líquida – como a água líquida é necessária para toda a vida como a conhecemos, isso seria um grande negócio. Essa é a minha esperança número um de avanço.
(O objetivo final, claro, é encontrar um mundo que tenha uma atmosfera semelhante à da Terra, de acordo com a NASA. Em outras palavras, um planeta com condições capazes de sustentar a vida.)
E, claro, haverá algumas dores de crescimento, observou Seager.
Ela disse, referindo-se ao Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser, uma enorme colaboração que envolve mais de 1.000 cientistas em todo o mundo:
Com o JWST e os telescópios terrestres extremamente grandes previstos para entrar em operação, a comunidade de exoplanetas está lutando para mudar de esforços de equipes individuais ou pequenas para grandes colaborações de dezenas ou mais de cem pessoas. Não é enorme para outros padrões (por exemplo, LIGO), mas é difícil.
Fonte: https://www.ovnihoje.com/2020/01/05/esta-nova-decada-pode-trazer-boas-surpresas-para-a-astronomia/

Físico afirma saber como construir uma máquina do tempo !

Físico afirma que sabe como construir uma máquina do tempo 
É realmente possível viajar para trás no tempo? Crédito de imagem: CC BY 2.0 Paul Hudson

 

Ron Mallett, professor de física da Universidade de Connecticut, espera um dia construir uma máquina do tempo que funcione. 

Durante uma entrevista recente à CNN, Mallett, que é um respeitado professor de física, afirmou que havia escrito uma equação científica que poderia servir de base para a viagem no tempo – um conceito que ele ficou obcecado quando garoto depois de ler The Time Machine (A Máquina do Tempo) pelo autor HG Wells.
É um objetivo que ele tem perseguido pela maior parte de sua vida e, embora Mallett, de 74 anos, admita que é improvável que veja a viagem no tempo se tornar realidade durante sua vida, há uma chance de que seus esforços tenham contribuído em grande parte para a criação no futuro de uma máquina do tempo que funcione.
Em 2018, relatamos que Mallett montou um protótipo de dispositivo projetado para demonstrar alguns dos princípios envolvidos em seu conceito de viagem no tempo.
O dispositivo possui um anel de lasers e a ideia é ‘torcer’ o espaço dentro do anel. Segundo Mallett, porque o tempo e o espaço estão intrinsecamente ligados, a distorção de um também deve distorcer o outro.
Ele disse:
Se o espaço estiver sendo distorcido com força suficiente, essa linha do tempo linear será distorcida em um loop. Se o tempo, de repente, se torcer em um ciclo, isso nos permite a possibilidade de viajar para o passado.
Criar uma versão totalmente funcional do dispositivo, no entanto, exigiria quantidades extremamente grandes de energia e uma maneira de miniaturizar todos os componentes – dois obstáculos que ele ainda precisa superar.
Há também outro problema – um que dificulta gravemente seu sonho de voltar no tempo para ver seu pai, que morreu tragicamente de um ataque cardíaco, quando ele tinha 10 anos de idade.
Ele disse:
Você pode enviar informações de volta. Mas você só pode enviá-la de volta desde o ponto em que ligou a máquina.
Em outras palavras, de acordo com seu entendimento da física das viagens no tempo, a viagem no tempo só pode ser alcançada entre o presente e o momento em que a própria máquina do tempo foi ativada no passado. 
Para Mallett, portanto, viajar de volta no tempo para ver seu pai parece ser impossível. 

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2020/01/05/fisico-afirma-que-sabe-como-construir-uma-maquina-do-tempo/

Cientistas encontram evidências de que Vénus tem vulcões ativos

Cientistas encontram evidências de que Vênus tem vulcões ativos

Esta figura mostra o pico vulcânico Idunn Mons (a 46 graus de latitude sul, 214,5 graus de longitude leste) na área de Imdr Regio, em Vênus. A sobreposição colorida mostra os padrões de calor derivados dos dados de brilho da superfície coletados pelo Espectrômetro de Imagem Térmica por Infravermelho Visível e Infravermelho (VIRTIS), a bordo da sonda Venus Express da Agência Espacial Européia. Crédito: NASA
Uma nova pesquisa liderada pela Universities Space Research Association (USRA) e publicada no Science Advances mostra que os fluxos de lava em Vênus podem ter apenas alguns anos, sugerindo que aquele planeta poderia estar vulcanicamente ativo ainda hoje – tornando-o o único planeta em nosso sistema solar, além da Terra, com erupções recentes.
O Dr. Justin Filiberto, principal autor do estudo e cientista da USRA do Instituto Lunar e Planetário (LPI), disse:
Se Vênus estiver realmente ativo hoje, seria um ótimo lugar para visitar, a fim de entender melhor o interior dos planetas. Por exemplo, poderíamos estudar como os planetas esfriam e porque a Terra e Vênus têm vulcanismo ativo, mas Marte não. Missões futuras devem poder ver esses fluxos e mudanças na superfície e fornecer evidências concretas de sua atividade.
As imagens de radar da sonda Magellan da NASA no início dos anos 90 revelaram que Vênus, nosso planeta vizinho, era um mundo de vulcões e extensos fluxos de lava. Nos anos 2000, o orbitador Venus Express da Agência Espacial Européia (ESA) lançou uma nova luz sobre o vulcanismo em Vênus, medindo a quantidade de luz infravermelha emitida por parte da superfície de Vênus (durante a noite). Esses novos dados permitiram aos cientistas identificar fluxos de lava frescos versus alterados na superfície de Vênus. No entanto, até recentemente, as idades de erupções e vulcões de lava em Vênus não eram bem conhecidas porque a taxa de alteração de lava fresca não era bem restrita.
O Dr. Filiberto e seus colegas recriaram a atmosfera cáustica quente de Vênus em laboratório para investigar como os minerais venusianos observados reagem e mudam com o tempo. Seus resultados experimentais mostraram que um mineral abundante no basalto – a olivina – reage rapidamente com a atmosfera e, em poucas semanas, fica revestido com os minerais de óxido de ferro – magnetita e hematita. Eles descobriram ainda que as observações da Venus Express sobre essa mudança na mineralogical levariam apenas alguns anos para ocorrer. Assim, os novos resultados de Filiberto e co-autores sugerem que esses fluxos de lava em Vênus são muito novos, o que implicaria que Vênus realmente tem vulcões ativos.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2020/01/05/cientistas-encontram-evidencias-de-que-venus-tem-vulcoes-ativos/

Hoje a Terra atinge a sua velocidade máxima - 110.700 Km/h !

Imagem da Terra ao redor do sol no seu periélio
A Terra atinge hoje o periélio da sua órbita. Assim, o planeta estará no ponto mais próximo do Sol na sua trajetória. Então, quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de translação de toda a sua órbita. Segure-se porque viaja a mais de 110 mil quilómetros por hora.
Na verdade, apesar de estar sentado numa cadeira neste momento, está a “andar” a uma velocidade infernal.

Periélio leva a Terra aos 110.700 quilómetros por hora

Em astronomia, o periélio, que vem de peri (à volta, perto) e hélio (Sol), é o ponto da órbita de um corpo, seja ele planeta, planeta anão, asteroide ou cometa, que está mais próximo do Sol. Assim, quando um corpo se encontra no periélio, ele tem a maior velocidade de translação de toda a sua órbita.
A Terra atinge hoje, dia 5 de janeiro, o seu periélio e viaja pelo cosmos a uma velocidade de 30,75 quilómetros por segundo. Apesar de não notarmos nada, neste domingo, a Terra, onde os temos os pés, move-se ao redor do Sol com “potência máxima”.

Qual a razão desta velocidade alucinante? 

Esta velocidade resulta da sua órbita elíptica. O nosso planeta tem um caminho oval no qual o Sol não está exatamente no centro. Hoje, pelas 8h48 (hora peninsular), a Terra chegou ao periélio, que é o ponto mais próximo da estrela.
Em termos concretos, o nosso planeta estará a pouco mais de 147 milhões de quilómetros de distância. A gravidade que o Sol exerce sobre a Terra, que é maior por estar mais próxima, causa a maior velocidade orbital, com uma aceleração de 3.420 quilómetros por hora em relação à velocidade média do nosso planeta, que é de 107.280 quilómetros por hora.
Por outro lado, como demos a conhecer, a Terra em julho passado atingiu a velocidade mínima.
Nessa altura, no momento do afélio – no ponto mais afastado do Sol – a sua velocidade era de dois quilómetros por segundo a menos. Por outras palavras, de agora em diante vamos “tirar o pé do acelerador” e baixar a nossa velocidade orbital.
Terra na velocidade máxima

Leis Kepler e as descobertas no Século XVII 

Foi pela mão do matemático Johannes Kepler, que, graças às notas de um dos seus professores, o astrónomo dinamarquês Tycho Brahe, reparou na órbita elíptica da Terra.
O cientistas redefiniu alguns cálculos e o resultado ficou conhecido como a primeira lei de Kepler: “Os planetas descrevem órbitas elípticas ao redor do Sol, que ocupa um dos focos da elipse”.
Contudo, o matemático foi mais longe e na segunda lei de Kepler declarou que “a linha que une um dos planetas ao sol varre áreas iguais em tempos iguais”. Esta explicação é importante para se perceber como a velocidade de um planeta varia em diferentes pontos da sua órbita e como a sua velocidade aumenta quanto mais próximo está da estrela.
O modelo de Kepler dos sólidos platónicos para o Sistema Solar

Afélio e Periélio abrandam ou aceleram o planeta 

Portanto, no Afélio, a velocidade orbital de um planeta será menor. Isto porque está a uma maior distância do Sol. Por outro lado, no Periélio, onde a distância é menor, a velocidade orbital é maior.
A distância média do Sol é de cerca de 150 milhões de quilómetros. No afélio atinge 152,09 milhões de quilómetros e no periélio cai para 147,10 milhões de quilómetros.
Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/hoje-a-terra-atinge-a-sua-velocidade-maxima-110-700-km-h

sábado, 4 de janeiro de 2020

Eclipses, Super-Luas e Chuvas de Meteoritos - O que reservam os céus para 2020 !

Seis eclipses, três super-luas e três chuvas de meteoritos. Estes são alguns dos eventos astronômicos que vão encher os céus em 2020.
A revista Forbes criou uma lista com os principais eventos astronômicos deste ano, publicando uma espécie de “guia” para quem não quer perder nada nos céus em 2020. De acordo com a publicação, este vai ser um bom ano para ver este tipo de fenômenos.
 
Três super-luas
 
As super-luas, que poderão ser vistas entre março e maio deste ano, são alguns dos fenômenos listados pela Forbes. A menos de 360.000 quilômetros do centro da Terra, estas “gigantes” luas poderão ser vistas em três momentos.
De acordo com os especialistas, e para ver o seu tamanho que aparenta ser maior, é necessário olhar para leste no nascer da lua e para oeste quando esta se opões.
Só quando a lua está próxima do horizonte, explicam os cientistas, é que é possível ver o seu tamanho e brilho adicionais. Eis as datas em que estes fenômenos poderão ser vistos:
 
. 9 de março – super-lua de verme
. 8 de abril – super-lua rosa
. 7 de maior – super-lua de flor
 
Ano cheio de eclipses
 
Os eclipses terão também bastante protagonismo nos céus em 2020 sendo quatro destes fenômenos do tipo penumbral, fenômeno que acontece quando a Lua atravessa a penumbra da Terra frisa o portal Russia Today.
Estes episódios deixarão à vista dos observadores uma Lua cinzenta clara e poderão ser vistos nos dias que se seguem:
. 10 de janeiro – Eclipse “Wolf Moon Eclipse” (Ásia, Austrália, Europa e África). Será o eclipse mais profundo do ano (90%);
. 5 de junho – Eclipse “Strawberry Moon” (Ásia, África e Austrália). 57% da Lua será coberta pela escuridão da Terra. Será difícil observar o fenômeno.
. 5 de julho – Eclipse “Moon of Thunder” (América do Sul, América do Norte e África). Será praticamente impossível observar este eclipse, uma vez que apenas 35% da Lua será coberta pela escuridão do nosso planeta;
. 29 a 30 de novembro – Eclipse “Ice Moon” (América do Norte e do Sul, Austrália e Leste asiático). Durante este evento, 83% da lua será coberta.
Mas há mais: a 14 de dezembro será possível ver um “buraco no céu” – um eclipse solar total que terá lugar na América do Sul, passando pelo Chile e Argentina. Os cientistas estimam que a sombra central da Lua demorará 24 minutos para atravessar estes países.
Por sua vez, um outro eclipse, apelidado de “Anel de Fogo do Solstício”, vai acontecer em 21 junho. Serão necessários óculos especiais para observar o fenômeno, que poderá ser visto na Etiópia, Omã e Tibete e terá uma duração muito curta de apenas 23 segundos.
 
Chuva de meteoritos
 
Em 2020 haverá também três chuvas de meteoritos, de acordo com a Forbes:
. 21 a 22 de abril – Chuva de meteoritos Lirídeas (Lua estará 1% iluminada);
. 16 a 17 de novembro – Chuva de meteoritos Leônidas (Lua estará 5% iluminada);
. 13 a 14 de dezembro – Chuva de meteoritos Geminídeas (Lua estará 1% iluminada).
 
Júpiter e Saturno vão brilhar
 
Júpiter e Saturno vão protagonizar dois eventos astronômicos em 2020, ambos no mês de julho. Tratando-se de um planeta interno (os mais próximos do Sol), a Terra fica entre o Sol e cada planeta externo durante um dia em cada ano.
Neste dia em particular, o planeta na “oposição”, tal como é este momento apelidado pelos astrônomos, poderá ser observado a partir da Terra no seu momento mais brilhante. Em 2020, Júpiter e Saturno poderão ser vistos nesta posição no mesmo mês e na mesma semana: 14 e 20 de julho, respetivamente.
Outro evento que a Forbes destaca não ocorre desde 2000 e depois de 2020 só poderá ser visto em 2040. Este episódio em particular vai acontecer a 21 de dezembro, quando ambos os planetas vão aparecer juntos logo após o pôr do sol.
Trata-se da “grande conjunção”, como explicam os astrônomos: Júpiter e Saturno estarão a 1.180 mil milhões de quilômetros um do outro e 1.427 mil milhões e 2.607 mil milhões de quilômetros da Terra, respetivamente. Ainda assim, e apesar das distâncias, os três planetas parecerão quase um só mundo.
 
Fonte: http://ufosonline.blogspot.com/

Nobel de Física prevê que vida no universo está por toda a parte !

“Vida no universo está por toda parte”, prevê Nobel de FísicaEm 2012 a humanidade captou pela primeira vez luz refletida por um planeta terrestre fora do nosso Sistema Solar. Chamava-se 55 Cancri-e e estava a 40 anos-luz. Uma sonda robótica demoraria 180.000 anos para chegar até lá. O planeta 55 Cancri-e está tão perto de seu sol que lá um ano dura apenas 18 horas. A radiação é tão intensa que a rocha está completamente fundida, formando um descomunal oceano de lava a 1.700 graus Celsius. As observações indicam que esse mundo é uma superterra com várias vezes a massa de nosso planeta, mas menos que a de mundos gasosos como Netuno. O mais interessante é que, a julgar pela lista de 4.100 exoplanetas descobertos até hoje, essas superterras são muito mais comuns que planetas como o nosso. Raros somos nós.
O 55 Cancri-e vai ser um dos primeiros planetas a ter seu raio medido em um detalhamento sem precedentes pelo telescópio espacial europeu Cheops, que acaba de entrar em órbita. Esta medição poderá esclarecer pela primeira vez se ele é um planeta verdadeiramente rochoso ou se é gasoso.
É o que conta Didier Queloz (Genebra, 1966), astrofísico, diretor científico da missão europeia e ganhador do Nobel de Física 2019 junto com seu mentor Michel Mayor, por descobrirem o primeiro exoplaneta orbitando uma estrela que não o Sol, em 1995. Tratava-se de um gigante gasoso parecido com Júpiter, mas com altíssimas temperaturas devido à proximidade com sua estrela. No princípio também parecia uma raridade quase impossível de acreditar, mas agora sabemos que estes mundos são muito abundantes nas proximidades do Sistema Solar.
Todos estes descobrimentos, diz Queloz, são essenciais para começar a entender nosso verdadeiro lugar dentro do universo e saber o que é necessário para que surja vida nos exoplanetas. Horas antes da decolagem bem-sucedida do foguete Soyuz que pôs em órbita o telescópio Cheops, Queloz explica o longo caminho de exploração astronômica que resta pela frente antes de encontramos mundos habitados. Isso, adverte, contando que nossa civilização não se destrua antes disso.
Pergunta. O que significa descoberta de mais de 4.000 planetas extrasolares em apenas um quarto de século?
Resposta. É uma revolução em nossa visão do universo. É a continuação da revolução copernicana que nos fez ver que a Terra não é o centro do Sistema Solar. A descoberta dos exoplanetas nos ajuda agora a saber que o nosso é um entre muitos outros sistemas solares. A diversidade de exoplanetas é fascinante porque ninguém a esperava. Por razões evidentes conhecemos muito bem nosso Sistema Solar e tínhamos um modelo que funcionava muito bem para explicar sua origem e formação. Mas agora vemos que ele não pode explicar muitos dos planetas que estamos descobrindo. Somos só um sistema entre muitos, e agora devemos entender todos eles.
P. Que tipo de perguntas o Cheops vai responder?
R. Por exemplo agora falamos de superterras e mininetunos, dois tipos de exoplanetas, mas realmente não sabemos o que são, nem com que se parecem. A Cheops é a primeira missão que vai abordar esta pergunta e aumentar nossa compreensão da verdadeira natureza destes mundos. Primeiro medirá seu tamanho, o que por sua vez pode nos dizer algo sobre sua estrutura, especialmente se também conhecermos sua massa, o que nos diria se estamos perante um mundo rochoso como a Terra.
P. Qual seria o passo seguinte?
R. Se a luz da estrela se reflete nesses planetas, a quantidade que nos refletir contará como é sua superfície, se é de gás ou rocha, e se essas rochas são escuras ou claras. Isto é um grande passo adiante que nos prepara para o seguinte. Graças a dois instrumentos que começarão a funcionar nos próximos anos, o telescópio espacial James Webb e o Telescópio Extremamente Grande no Chile, vamos poder estudar o espectro luminoso das atmosferas de planetas quando estes transitam diante de sua estrela. Tudo isto vai nos esclarecer a história de todos os sistemas solares conhecidos.
P. Quando acha que se descobrirá vida em um exoplaneta?
R. É algo muito difícil. Antes de esclarecer isso devemos responder a outras duas perguntas. Não está claro que a vida fora do Sistema Solar seja como a que conhecemos. Somos o produto de uma química concreta, e essa química levou a formas de vida como as que conhecemos, mas é possível que haja outros tipos de química que leve a outras formas vivas. Não falo de nada exótico, e sim com as mesmas bases: água, carbono. É preciso ser muito precavido, não acredito que aprendamos nada procurando vida como a que conhecemos ou inclusive tentando escutar sinais de civilizações extraterrestres. Se realmente queremos aprender, devemos começar do zero, entender quais são os elementos fundamentais da vida.
P. Como você aborda esse objetivo?
R. É preciso abordar os planetas como um todo, entender sua natureza, sua química, suas precipitações. Tudo isto nos vale para elaborar uma teoria da origem da vida que poderia ser aplicada tanto para a Terra como para outras estrelas e seus planetas. Estamos muito longe ainda. O estudo de exoplanetas não é um novo campo, é uma nova ciência. É astrofísica, mas também a química, a biologia e outras disciplinas. Temos que começar a formar uma nova geração de buscadores de exoplanetas que combinem conhecimentos de astrofísica e química, por exemplo. Talvez em 50 anos, em 100 anos, tenhamos os meios técnicos e o conhecimento para confirmar que a vida no universo está por toda parte.
P. É cético com projetos como o SETI, que procuram sinais de civilizações extraterrestres?
R. Não sou. Mas não acredito que nos diga nada sobre a origem da vida. O que nos diz é se existe a possibilidade de que as sociedades avançadas sobrevivam a si mesmas sem se destruírem. É algo muito interessante. Quanto tempo passa desde que uma civilização desenvolve armas nucleares até que começa a usá-las sem provocar sua destruição total? Nós passamos 50 anos. Poderemos continuar 500 anos?
P. Quando acredita que poderemos alcançar algum exoplaneta?
R. Não poderemos chegar a nenhum destes planetas nos próximos 1.000 anos. A tecnologia para fazê-lo simplesmente não existe. Além disso, os humanos não estão desenhados biologicamente para essa viagem. Talvez possamos mandar uma sonda robótica em algum momento, mas as distâncias são tão enormes, seria preciso alcançar uma velocidade tão alta, que hoje em dia não se pode romper esta barreira.
P. Além de procurar planetas similares à Terra, o Cheops permitirá observar em detalhe mundos muito diferentes, como o 55 Cancri-e.
R. Conhecemos muitos sistemas solares como o dessa estrela, que tem cinco planetas. São chamados e sistemas de superterras compactos, porque os planetas estão extremamente perto de sua estrela e é muito frequente encontrar vários planetas juntos. No caso de 55 Cancri-e, o planeta é um pouco maior que a Terra. Pensamos que é rochoso. Ainda não estamos seguros se carece de atmosfera, mas sim há muitos indícios de que já a perdeu e que o planeta está coberto por um oceano de lava. O calor do seu sol derreteu as rochas desse planeta. É um mundo infernal, extremo, mas achamos que planetas desse tipo são muito abundantes. Mais da metade de todas as estrelas podem ter planetas como este, e o mais interessante é que nem sequer entendemos como estes mundos podem se formar, como eles evoluem. Por isso este será um dos objetivos principais do Cheops.
P. Um dia depois de ganhar o Nobel, Michel Mayor disse a este jornal que não é preciso Deus para explicar o universo. Você o que opina?
R. Acho que isso não é ciência. A ciência se baseia em fatos e em função deles se formam teorias racionais que podem ser demonstradas. Deus não tem lugar nisto, é algo que existe só dentro de você. Você tem que acreditar nele. A ciência não necessita que você acredite nela. Deus é um conceito psicológico. Pessoalmente não necessito de um Deus para explicar o universo.
P. Quando teremos os primeiros resultados do Cheops?
R. Se tudo sair bem, em um par de meses começaremos com o programa de observações. Já temos alguns objetivos claros. Um deles é um mundo que gira tão rápido que está se deformando, se achatando. Espero que até o verão [do Hemisfério Norte] tenhamos os primeiros resultados científicos.
P. Qual a distância mínima e máxima que esse telescópio poderá enxergar?
R. Vamos olhar estrelas que estão muito próximas, a 10 anos-luz, e poderemos chegar até mais ou menos 200 anos-luz. Estas são nossas regiões mais próximas. Recorde que o telescópio espacial Kepler olhava planetas que estão a 2.000 anos-luz. Aqui estamos explorando nossa vizinhança mais próxima.
Fonte: https://www.ovnihoje.com/2020/01/04/vida-no-universo-esta-por-toda-parte-preve-nobel-de-fisica/

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Google permite agora explorar outros planetas ao estilo de Star Wars

Imagem Easter Egg Star Wars no google Maps
Com o lançamento do último filme Star Wars: A Ascensão de Skywalker, lançado no mês passado, a empresa americana aproveitou o entusiasmo em redor da clássica saga de filmes espaciais e trouxe um interessante Easter Egg ao seu mapa de navegação. 

Uma divertida e interessante maneira de usar o Google Maps.

Google e Star Wars… no Google Maps!


A Google foi capaz de surpreender todos os fãs da saga Star Wars com a adição de uma opção na sua aplicação Google Maps. Conforme poderá testar, esta permite explorar outros planetas e luas, à velocidade da luz. Na verdade, proporciona uma experiência semelhante à sentida a bordo da conhecida nave Millennium Falcon.
Imagem da Millennium Falcon com Skywalker
A opção aparenta estar apenas disponível apenas para a versão desktop da aplicação e apenas quando o modo satélite e vista de globo se encontram ambos ativos.
Assim, o modo satélite poderá ser selecionado ao clicar em “Satélite” no canto inferior esquerdo do mapa e a vista de globo (vista 3D) através do ícone do planeta no canto inferior direito, junto aos botões de zoom.

Como usar o modo espacial


Para ativar esta exploração espacial, o utilizador deverá confirmar que tem ambos os modos anteriores ativos. Além disso, deve também reduzir o zoom do mapa ao máximo possível.
Nesse momento, uma lista de planetas e luas deverá surgir do lado esquerdo do ecrã, permitindo viajar entre diversos pontos do universo quase instantaneamente.
Depois de o utilizador selecionar qual o local que pretende explorar, surgirá uma animação. Esta irá simular a viagem à velocidade da luz para o local escolhido, ao estilo clássico Star Wars.
As viagens espaciais são um dos pontos fortes da saga. Aliás, algo que o criador, George Lucas, nos habituou desde o lançamento do primeiro título, Star Wars: Uma Nova Esperança em 1977.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/informacao/google-permite-agora-explorar-outros-planetas-ao-estilo-de-star-wars/

Samsung está prestes a revelar o seu humano artificial !

Samsung está prestes a revelar seu "humano artificial"
A gigante da tecnologia irá revelar, na próxima semana, uma inteligência artificial potencialmente de “próximo nível”, conhecida como NEON – “um ser humano artificial completo”. 
O Amazon Alexa, que fica em sua casa e aceita comandos de voz, permitindo tocar música, ativar luzes, ler manchetes de notícias e muitas outras funções, é um dos vários assistentes pessoais inteligentes que disputam o domínio ao lado do Google Home e do Apple HomePod.
Agora, porém, a Samsung anunciou que revelará na Consumer Electronics Show (CES) em 7 de janeiro o que poderia ser o primeiro assistente de voz pessoal verdadeiramente da próxima geração.
De acordo com uma série de tweets e comentários enigmáticos, esse novo “humano artificial” será chamado NEON e será um “ser de inteligência artificial” completo, que pode até servir como seu melhor amigo. A Samsung enfatizou que ele é completamente separado do seu assistente Bixby existente. 
O diretor de cinema, Shekhar Kapur, escreveu:
Finalmente, inteligência artificial que fará você se perguntar qual de vocês é real. Em breve, a partir da mente brilhante da @pranavmistry, a incrível @neondotlife, onde a inteligência artificial deixa de ser artificial …
Embora o NEON certamente pareça interessante, teremos que esperar até a próxima terça-feira para descobrir mais. 
Fonte: https://www.ovnihoje.com/2020/01/03/samsung-esta-prestes-a-revelar-seu-humano-artificial/

CIENTISTAS DISSERAM QUE MISTERIOSO FENÓMENO ACONTECEU COM O SUPER VULCÃO YELLOWSTONE !


Fonte: https://undhorizontenews2.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Greenrail ou o conceito de transformar as linhas férreas em produtoras de energia limpa

Imagem de linhas de comboio produtoras de energia limpa através das travessas
Temos vindo a conhecer muitas novidades no que toca à produção de energia limpa. Principalmente estruturas dedicadas ao segmento automóvel, como estradas produtoras de energia, estações de abastecimento também elas produtoras e várias tecnologias nos próprios veículos. Portanto, tudo serve para acolher aquilo que o Sol e outras fontes limpas nos oferecem. Assim, ter as linhas de comboio a produzir também é uma excelente ideia.
Apareceu pela mão da empresa Greenrail uma solução que utiliza tecnologia inovadora para tornar as travessas das linhas mais eficientes, reduzir o desperdício e gerar energia limpa.
Seguramente ainda se lembra do que falámos no passado ano, que fechamos há poucas horas. Estradas produtoras de energia, carros que deixam os motores térmicos, barcos que agora são elétricos e até aviões que não queimam combustível fóssil.
Há um combinar de tecnologias. Se por um lado a ideia é deixar de poluir com a combustão dos derivados do petróleo, por outro percebe-se a necessidade de ampliar a rede de produção destas energias limpas.

Linhas de comboio que também produzem energia solar


Já imaginou quantos milhares de quilómetros existem em Portugal de linha férrea? E no mundo? É um ideia interessante usar este espaço da linha para recolher energia. Assim, uma empresa teve a iniciativa de criar uma solução que dá uma utilidade acrescida às travessas que fazem parte da linha dos comboios.
Embora a inovação, o design e a tecnologia tenham transformado a maioria das indústrias tradicionais, algumas coisas têm permanecido as mesmas durante séculos. Na indústria ferroviária, as travessas de madeira ou de betão permaneceram praticamente inalteradas desde que foram introduzidas no início do século 20. Não está na hora de evoluir esta estrutura?
Imagem linhas de comboios inteligentes

Como surgiu a ideia de travessas produtores de energia? 

Em 2005, Giovanni De Lisi, um trabalhador italiano de manutenção e instalação ferroviária, teve uma ideia que poderá mudar o padrão de toda a indústria, introduzir a economia circular e fazer a transição da indústria para a neutralidade de carbono
Greenrail, uma empresa recém-criada com sede em Milão, produz travessas de betão com uma mistura de plástico reciclado e borracha de pneus ELT (End of Life Tires). Através do seu processo de economia circular, cada quilómetro de linha ferroviária feita pela Greenrail permite a reciclagem de 35 toneladas de plástico e pneus usados.
Economia Circular é um conceito estratégico que assenta na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e energia. Substituindo o conceito de fim-de-vida da economia linear, por novos fluxos circulares de reutilização, restauração e renovação, num processo integrado, a economia circular é vista como um elemento chave para promover a dissociação entre o crescimento económico e o aumento no consumo de recursos, relação até aqui vista como inexorável.
As travessas inovadoras reduzem os custos de manutenção em cerca de 50% porque “o plástico reciclado e a capa de borracha ajudam a reduzir o desgaste do lastro da via, absorvendo vibrações, diminuindo o movimento lateral das linhas e aumentando a capacidade de carga em 40%”, explicou o fundador e CEO da Greenrail De Lisi em entrevista à EJinsight.

Mais que reciclar é possível produzir energia limpa


Embora estas características de reciclagem fossem suficientes para as tornar muito interessantes, outra ideia equipou de sobremaneira estas estruturas e podem ser uma revolução. O empresário italiano decidiu transformar esta peça passiva numa infraestrutura de produção de energia.
A Greenrail Solar integra painéis solares que convertem a infraestrutura ferroviária numa central fotovoltaica. Conforme foi descrito, esta “inovação”, utiliza um sistema piezoelétrico para gerar eletricidade durante a passagem de um comboio. Uma terceira versão, Greenrail Linkbox, envia dados para diagnósticos em tempo real, melhorando a segurança e a manutenção preditiva dos caminhos de ferro.
Cada quilómetro de travessas solares Greenrail pode produzir 35 MWh por quilómetro, energia suficiente para suprir as necessidades anuais de eletricidade de 10 residências. Considerando que só na Europa existem aproximadamente 380 milhões de travessas de betão, o potencial pode ser enorme.
Imagem travessas recicladas com painéis solares

Projetos piloto estão já a produzir energia 

Embora a empresa tenha começado a expandir-se em mercados de alto potencial como os EUA, Índia, Austrália, Brasil, Rússia, Uganda e Cazaquistão, em setembro de 2018 abriu o seu primeiro troço piloto de travessas inteligentes na linha Reggio Emilia – Sassuolo, Itália.
Desde então tem afinado e melhorado a tecnologia. Nesse sentido, poderemos num futuro próximo ver as linhas de comboio com outro aspeto, de passivas a ativas na produção de energia.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/greenrail-ou-o-conceito-de-transformar-as-linhas-ferias-em-produtoras-de-energia-limpa/

Nova câmera poderá detectar vida extraterrestre !

Essa nova câmera poderá detectar vida extraterrestre
Cientista Varun Verma no laboratório de desenvolvimento do NIST. 

Os cientistas do National Institute of Standards and Technology – NIST criaram recentemente uma das câmeras com o maior desempenho já conseguido, composta por sensores que contam fótons únicos ou partículas de luz.
A câmera é composta por sensores feitos de nanofios supercondutores, que podem detectar fótons únicos. Segundo os cientistas, a câmera poderia ser usada em futuros telescópios espaciais, procurando sinais químicos de vida em outros planetas, e em novos instrumentos projetados para procurar a indescritível ‘matéria escura‘ que acredita-se constituir a maioria das ‘coisas’ presentes no Universo.
Curiosamente, os detectores de nanofios têm as menores taxas de contagem escura de qualquer sensor de fótons. Enquanto isso, eles podem ignorar sinais falsos gerados por ruído. Esse recurso é especialmente útil ao procurar matéria escura.
O tamanho da câmera é de 1,6 milímetros de comprimento. Ela possui 1.024 sensores (32 colunas por 32 linhas) para criar imagens de alta resolução.
Os cientistas usaram um processo complicado para desenvolver esta câmera. Os nanofios, feitos de uma liga de tungstênio e silício, têm cerca de 3,5 milímetros de comprimento, 180 nanômetros (nm) de largura e 3 nm de espessura. A fiação é feita de nióbio supercondutor.
O principal desafio foi descobrir como coletar e obter resultados de tantos detectores sem superaquecer. Os especialistas expandiram uma arquitetura de “leitura” que demonstraram anteriormente com uma câmera menor de 64 sensores, que inclui informações das linhas e colunas, o que dá um passo em direção ao atendimento das necessidades da NASA.
O engenheiro de eletrônica do NIST, Varun Verma, disse:
Minha principal motivação para fabricar a câmera é o projeto Telescópio Espacial Origins da NASA, que está estudando o uso dessas matrizes para analisar a composição química de planetas que orbitam estrelas fora do nosso sistema solar. Cada elemento químico na atmosfera do planeta absorveria um conjunto único de cores.
A ideia é observar os espectros de absorção de luz que passam pela borda da atmosfera de um exoplaneta enquanto ele transita na frente de sua estrela-mãe. As assinaturas de absorção informam sobre os elementos na atmosfera, particularmente aqueles que podem dar início à vida, como água, oxigênio e dióxido de carbono. As assinaturas desses elementos estão no espectro de infravermelho médio ao distante, e ainda não existem matrizes de detectores de contagem de fótons para áreas grandes para essa região do espectro, por isso recebemos uma pequena quantia de financiamento da NASA para ver se podemos ajudar a resolver esse problema.
O desempenho da câmera foi medido pelo Jet Propulsion Laboratory (JPL) no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, Califórnia. O JPL possui a eletrônica necessária devido ao seu trabalho em comunicações ópticas no espaço profundo. O trabalho foi apoiado pela NASA e pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa. Os resultados são relatados na revista Optic Express.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2020/01/01/essa-nova-camera-podera-detectar-vida-extraterrestre/

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