terça-feira, 26 de novembro de 2019

Cientistas criam hologramas que se podem sentir e ouvir !

Cientistas criaram hologramas que conseguem ser sentidos e ouvidos por pessoas. Esta nova abordagem constitui uma inovação nesta área que tem crescido de forma galopante nos últimos anos.

Há muito tempo que os hologramas deixaram de ser uma visão futurista dos filmes de ficção científica e é uma realidade dos nossos tempos. A tecnologia não para de evoluir e, sem ser exceção a isso, os hologramas estão a ganhar nova vida com uma inovação desenvolvida por cientistas da Universidade de Sussex.

A equipa de investigadores criou hologramas 3D que podem ser vistos de qualquer ângulo, que podem até mesmo ser tocados e ouvidos.

Como base para este avanço tecnológico, os cientistas britânicos tiveram como base uma abordagem semelhante à de engenheiros da Universidade Brigham Young, que usaram lasers invisíveis para levitar e manipular uma pequena partícula. Esta foi depois iluminada com luzes RGB para dar a ideia de uma imagem a três dimensões.
 
O estudo foi publicado este mês na revista científica Nature. Em 2016, cientistas japoneses também já tinham conseguido criar hologramas que podem ser tocados.

A diferença é que os investigadores de Sussex usaram um ultrassom para levitar um pedacinho de esferovite através das ondas sonoras. Com esta forma de manipulação do objeto, o esferovite conseguia-se mover a uma velocidade de 30 quilómetros por hora, conseguindo mostrar uma forma de 10 centímetros de diâmetro em menos de um décimo de segundo.

Como é muito rápido, a pessoa que esteja a olhar apenas consegue percecionar um objeto a três dimensões, explica o Gizmodo. E isto não se trata apenas de show off para os nossos olhos, quase como uma ilusão de ótica. Além de envolver o esferovite numa moldura colorida, o ultrassom consegue também fazê-lo vibrar, criando ondas sonoras audíveis pelo ouvido humano.

Podemos ainda não ter chegado aos hologramas do holodeck de Star Trek, mas caminhamos cada vez mais nesse sentido.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/cientistas-criam-hologramas-sentir-ouvir-292579

Toshiba anuncia tecnologia que deteta cancros a partir de uma gota de sangue !

A empresa japonesa Toshiba anunciou hoje ter desenvolvido tecnologia para detetar até 13 tipos de cancro em fase inicial a partir da análise de apenas uma gota de sangue.

A nova tecnologia, que analisa as micromoléculas de ácido ribonucleico (micro-ARN) presentes no sangue, demonstrou nos testes realizados até agora uma eficácia de 99% na deteção de cancros em fase inicial, anunciou em comunicado a empresa especializada em eletrónica.

De acordo com a informação divulgada pela Toshiba, o dispositivo pode diagnosticar os cancros gástrico, esofágico, pulmonar, do fígado, do sistema biliar, do pâncreas, do intestino, dos ovários, da próstata, da vesícula, da mama, o sarcoma (tipo de cancro que pode surgir em vários tecidos do organismo) e o glioma (cancro que atinge o cérebro e a medula espinal) em menos de duas horas e com um custo médio por análise de cerca de 165 euros.

O novo sistema de diagnóstico, que irá entrar em período de testes intensivos durante 2020 para “alcançar uma rápida aplicação nos serviços de saúde” foi desenvolvido em colaboração com o Centro Nacional de Investigação sobre Cancro do Japão e a Universidade Médica de Tóquio, adianta o comunicado da Toshiba.

A empresa adiantou hoje que irá anunciar mais detalhes sobre a nova tecnologia durante o encontro anual da Sociedade de Biologia Molecular japonesa, marcada para entre 3 e 8 de dezembro na cidade de Fukuoka, sul do Japão.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/toshiba-deteta-cancros-gota-sangue-293443

Cientistas descobrem como enfraquecer geneticamente bactérias que causam infeções !

Uma equipa de cientistas, incluindo o português Pedro Oliveira, descobriu como enfraquecer geneticamente bactérias patogénicas, nomeadamente as que causam infeções nos hospitais, potenciando o uso de medicamentos mais eficazes que os antibióticos, aos quais ganham resistência, foi hoje divulgado.

O trabalho, publicado na revista científica Nature Microbiology, incidiu na bactéria ‘Clostridioides difficile’, na origem de muitas infeções que ocorrem nos hospitais e que, nos casos mais graves, levam à morte dos doentes.

O estudo teve como primeiro autor Pedro Oliveira, que trabalha no Instituto de Genómica de Mount Sinai, nos Estados Unidos.

O investigador explicou à Lusa que foram inativadas na bactéria proteínas que estão envolvidas na modificação do ADN (material genético), procedimento que a tornou “num estado quase morta”, sem reação.

As proteínas chamam-se ‘metiltransferases’ de ADN (MTases). Sem elas, a ‘Clostridioides difficile’ perde “muita da sua capacidade em formar esporos”, células que a tornam resistente “à maioria dos desinfetantes hospitalares e rotinas de limpeza”, levando-a a adquirir “características virulentas” nem sempre combatidas com sucesso com antibióticos.

O que a equipa científica fez foi modificar os genes que expressam as proteínas MTases. Ao deixar de produzir MTases, a bactéria ficou mais fraca, menos resistente e menos capaz de se propagar.

Para Pedro Oliveira, “o mais interessante” é que as proteínas MTases “são quase universais em bactérias”, isto é, podem ser detetadas não só na ‘Clostridioides difficile’, mas também noutras bactérias causadoras de infeções, como a ‘E.coli’ e a ‘salmonella’, o que significa, a seu ver, que um tratamento alternativo aos antibióticos para a ‘Clostridioides difficile’ pode ser replicado noutras bactérias para “diminuir a virulência e a patogenicidade”.

“No atual cenário global de crescente resistência aos antibióticos, esta estratégia assume-se definitivamente como um plano B promissor para combater infeções de origem bacteriana”, sustentou o investigador à Lusa.

Numa próxima etapa, os cientistas propõem-se desenvolver e testar medicamentos que consigam inibir as proteínas MTases.

No estudo, o grupo de investigação sequenciou o ADN de várias estirpes da bactéria ‘Clostridioides difficile’, isolada de 36 doentes, usando uma técnica de sequenciação que permite visualizar como os genes funcionam.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/enfraquecer-bacterias-causam-infecoes-293395

Cientistas descobriram o segredo das pessoas que vivem mais de 110 anos !

A longevidade excecional, como a das pessoas chegam a viver mais de 110 anos, pode dever-se a determinados glóbulos brancos raros no seu sangue.

Um grupo de investigadores do Instituto Riken e da Universidade de Keio, no Japão, partilhou as suas conclusões num estudo publicado em outubro na revista especializada Proceedings od the National Academy of Sciences.

Segundo os cientistas, em milhares de amostras correspondentes a sete supercentenários japoneses, foi registado um excesso de linfócitos T citotóxicos (CD4). Enquanto isso, num pequeno grupo de controlo mais jovem (entre 50 e 89 anos), as proporções entre os diferentes tipos de células T eram balanceadas, sem essa variação.

Além disso, o sequenciamento de recetores nos linfócitos T CD4 de dois pacientes acima de 110 anos revelou que “se acumulavam através de uma expansão clónica maciça”. Os clonótipos mais frequentes representaram até 35% da população total dessas células específicas.

“Acreditamos que esta classe de células, que é relativamente incomum na maioria das pessoas, incluindo jovens, é útil no combate a tumores estabelecidos e pode ser importante para a vigilância imunológica”, disse um dos autores do estudo e vice-diretor da Riken, Piero Carninci, em comunicado, divulgado pelo EurekAlert.

De acordo com a equipa de investigação, as pessoas com uma vida mais longa no Japão tinham evitado as doenças mais sérias durante a maior parte das suas vidas.

Para o investigador, a descoberta melhora a compreensão de “como as pessoas que vivem vidas muito longas se conseguem proteger de doenças como infeções e cancro”.

As pessoas que vivem mais de 110 anos são raras, mesmo no Japão, onde a longevidade é comum e a expetativa de vida alcançou mais de 81 anos para homens e mais de 87 anos para mulheres em 2018, segundo estatísticas do governo. Os censos do Japão em 2015 constataram que havia 61.763 pessoas com 100 anos ou mais no país naquele ano, mas apenas 146 com 110 anos ou mais.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/cientistas-descobriram-segredo-das-pessoas-vivem-110-anos-292349

NASA revela detalhes do exoplaneta “Frankenstein” !

O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA acaba de revelar novos detalhes do exoplaneta WASP-12b, que orbita a estrela WASP-12.

Este mundo encontra-se a 1.400 anos-luz do nosso Sistema Solar na constelação de Auriga e, segundo indica a agência espacial norte-americana, trata-se de um “Júpiter quente”, isto é, um planeta com uma massa semelhante à de Júpiter perto de uma estrela.

“Uma estrela monstruosa está a roubar pedaços dos seus planetas vizinhos, o o WASP-12b, para se transformar definitivamente num Frankenstein“, escreveu a NASA.

“A gravidade extrema está a esticar o gigante de gás quente na forma de um ovo, enquanto canibaliza lentamente o planeta (…) Em breve [10 milhões de anos], este planeta será completamente devorado pela sua estrela faminta”.

A agência espacial norte-americana destaca ainda um outro exoplaneta, o TrEs-2b. Trata-se de um mundo escuro que reflete menos de um por cento de qualquer luz que o atinja e, por este motivo, foi rotulado pela NASA como planeta da Noite Eterna.

Este é “o planeta mais sombrio já descoberto a orbitar uma estrela. Este mundo alienígena é menos reflexivo do que o carvão (…) Dentro da sua atmosfera, voaríamos às cegas no escuro (…) O ar deste planeta é tão quente quanto lava”.

Nos últimos anos, o número de exoplanetas descobertos têm aumentado significativamente. Atualmente, são conhecidos 4000 planetas para lá do Sistema Solar.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/nasa-revela-detalhes-do-exoplaneta-frankenstein-292374

Nove em cada dez planetas do tamanho da Terra podem abrigar vida alienígena !

Nove em cada dez planetas do tamanho da Terra podem abrigar vida alienígena, concluiu uma nova investigação levada a cabo por cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, no Estados Unidos.

De acordo com os cientistas, que publicaram as suas conclusões num artigo da revista científica Astrophysical Journal, o segredo da alta habitabilidade de um astro está na sua inclinação estável relativa à órbita de um determinado planeta em torno de uma estrela.

É esta inclinação estável que dá depois origem a estações estáveis e previsíveis que incentivam plantas e animais a prosperar e a evoluir.

Sistemas solares como o nosso, isto é, com apenas uma estrela e um grande número de planetas, são bastante raros, mas os sistemas binários, que ostentam duas estrelas, parecem ser muito comuns. E os cientistas acreditam que a presença de duas estrelas parece estabilizar a inclinação de um planeta. Por este mesmo motivo, é provável que existam planetas capazes de abrigar vida para lá do Sistema Solar.

Tendo em conta estes dados, os cientistas concluíram que 87% dos exoplanetas com dimensões semelhantes às da Terra deveriam ter inclinações de eixo igualmente estáveis – elemento vital para a estabilidade climática e evolução de organismos complexos.

“Os sistemas de estrelas múltiplas são comuns e cerca de 50% das estrelas têm estrelas companheiras binárias. Sistemas solares de estrela única com múltiplos planetas como o nosso parecem ser mais raros”, disse o cientista Gongjie Li, que esteve envolvido na investigação, em declarações ao diário britânico Daily Star.

Já mudanças bruscas de inclinação, à semelhança das que acontecem em Marte, podem ajudar a destruir a atmosfera dos mundos, notaram ainda os cientistas.

Apesar das eras glaciares e das ondas de calor, o clima geral da Terra tem sido calmo desde há centenas de milhões de anos, graças ao seu eixo de inclinação – ângulo entre o plano da órbita de um planeta e o equador -, permitindo assim que a vida se instale.

A orientação da Terra só muda entre 22,1 e 24,5 graus ao longo de 41.000 anos.

No Planeta Vermelho, estas oscilações mudam de forma agressiva, diminuindo de forma significativa as possibilidades de Marte poder abrigar vida.

Fonte: https://zap.aeiou.pt/nove-dez-planetas-tamanho-terra-podem-vida-alienigena-292366

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Jeff Bezos tem um plano para “salvar a Terra” !

Jeff Bezos é um multimilionário que, tal como muitos outros, tem planos para explorar os astros. Nesse sentido, o pai da Amazon e da Blue Origin traçou já um plano para salvar a Terra. Segundo Bezos, a Terra só tem salvação se deslocar toda a indústria pesada para o espaço.
A Blue Origin trabalha já afincadamente para se lançar na indústria aeroespacial e tem planos para comercializar planos viagens à Lua e turismo espacial.
Jeff Bezos é um multimilionário americano que é o pai da Amazon. Além disso, tem uma empresa aeroespacial, a Blue Origin. Esta empresa tem entre os seus planos viagens à Lua e turismo espacial, inclusive com estreita colaboração com a NASA.
A ida à Lua, para este CEO, não deveria ser só para fazer uma visita. Segundo ele, para salvar a Terra teríamos de considerar levar a indústria pesada para o nosso satélite natural.


Está na hora de assentar estruturas na Lua

 

Apesar dos seus feitos na Terra, foi mesmo considerado o ser humano mais rico do mundo durante algumas horas, Bezos tem planos tão ambiciosos quanto impraticáveis neste momento.
Acredito que um dia a Terra será uma área residencial e industrial ligeira. Vamos levar toda a indústria pesada para o espaço; é a única forma de salvar o planeta.
Afirmou Jeff Bezos.
Para viabilizar esta ideia, o empresário comentou que é necessário baixar os custos na indústria espacial. Esta diminuição nos custos é igualmente uma forma de fazer descolar este novo mercado abrindo ao mundo as viagens espaciais de forma mais dinâmica e prática.
Segundo ele, o processo tem de ser aligeirado, ao ponto de se parecer com uma normal viagem de avião: levantar, aterrar, reabastecer e voar novamente.
Chegou a hora de regressar à Lua. Está na hora de ficar.
Jeff Bezos.
Esta é uma ideia que Jeff traz desde o tempo que era estudante. Contudo, Bezos voltou a reafirmou a mesma ideia no sábado passado no International Air & Space Hall of Fame, em San Diego, quando falava sobre a Terra como “um parque nacional.”

Aposta em levar carga ao espaço e voltar

 

A empresa deste magnata das compras online tem na génese a mesma aposta feita por Elon Musk. Ambos apostam no uso de foguetes reutilizáveis conseguindo que estes aterrem verticalmente nas suas plataformas.
A ideia é que tal comportamento permita uma grande usabilidade operacional. Assim, ao aterrarem na vertical, os foguetes são rapidamente recarregados, abastecidos e de novo colocados no espaço. Nesse sentido, Bezos vê a Lua como um presente que nos foi dado.


A Lua é um presente? Como assim?

 

Bom, o satélite natural da Terra pode servir não só de base para estas viagens espaciais como um local a alocar indústria que no nosso planeta seja, de alguma forma, nefasta. Além disso, quando for possível usar a água existente nas suas crateras, esta será usada para alimentar de energia os foguetes.
Em vez destas naves irem carregadas para cima, podem ser abastecidas na Lua. Deu como exemplo que a energia necessária para levantar uma libra (cerca de meio quilo) é 24 vezes menor no espaço.

Mas quando será que a Lua terá essa “função”?

 

A exploração descontrolada dos recursos do nosso planeta fez com que alguns já estejam a escassear e que o clima tenha mudado quase sem solução. Diante desse cenário, Bezos diz que “temos que nos mover através do sistema solar” para continuar a usar “mais e mais energia e recursos para construir coisas maravilhosas”, mas a abordagem é de longo prazo, bastante longo prazo.
O próprio Bezos fala sobre “os netos dos nossos netos”, e como já vimos, 60 anos depois da primeira sonda humana a chegar à Lua e 50 anos depois de a termos pisado, ainda é incrivelmente complexo pousar na Lua. Conforme temos visto, há nos últimos tempos vários acidentes registados com estas tentativas de alunar.


O homem e a tecnologia deram já grandes passos

 

Apesar de alguns incidentes, não tem havido retrocessos. Aliás, como temos visto, estamos a enviar missões de regresso, com rovers e com seres humanos. Além disso, a maior aposta no espaço está a fazer com que os preços sejam menores, mas sem retirar à segurança o necessário investimento. Contudo, esse ponto irá tornar muito complicada a vida no espaço.
Levará décadas até que as questões de eficiência e subsistência sejam também resolvidas quando se fala em longas viagens ou longas estadias no espaço. Sem mencionar o quão complexo é ser capaz de fazer com que as indústrias de hoje trabalhem no espaço, algo que parece ficção científica.

Fonte: https://pplware.sapo.pt/ciencia/jeff-bezos-tem-um-plano-para-salvar-a-terra-e-ninguem-havia-pensado-nisso/


Experiência quântica demonstra que realidade objectiva não existe !

A realidade objetiva não existe, mostra experimento quântico
Imagem: © Shutterstock/Juergen Faelchle


Isso pode parecer contra-intuitivo. Afinal, o método científico baseia-se em noções confiáveis ​​de observação, medição e repetibilidade. Um fato, conforme estabelecido por uma medida, deve ser objetivo, de modo que todos os observadores possam concordar com ela.

Mas, em um artigo publicado recentemente na Science Advances, mostramos que, no micro-mundo de átomos e partículas que é governado pelas estranhas regras da mecânica quântica, dois observadores diferentes têm direito a seus próprios fatos. Em outras palavras, de acordo com nossa melhor teoria dos blocos de construção da própria natureza, os fatos podem ser realmente subjetivos.

Os observadores são jogadores poderosos no mundo quântico. Segundo a teoria, as partículas podem estar em vários lugares ou estados ao mesmo tempo – isso é chamado de superposição. Mas, estranhamente, esse é apenas o caso quando elas não são observadas. No segundo em que você observa um sistema quântico, ele escolhe um local ou estado específico – quebrando a superposição. O fato da natureza se comportar dessa maneira foi comprovado várias vezes no laboratório – por exemplo, no famoso experimento de dupla fenda.

Em 1961, o físico Eugene Wigner propôs um experimento de pensamento provocador. Ele questionou o que aconteceria ao aplicar a mecânica quântica a um observador que está sendo observado. Imagine que um amigo de Wigner joga uma moeda quântica – que está em uma superposição de caras e coroas – dentro de um laboratório fechado. Sempre que o amigo joga a moeda, observa um resultado definitivo. Podemos dizer que o amigo de Wigner estabelece um fato: o resultado do sorteio é definitivamente cara ou coroa.

Wigner não tem acesso a esse fato de fora e, de acordo com a mecânica quântica, deve descrever o amigo e a moeda como uma superposição de todos os resultados possíveis do experimento. Isso ocorre porque eles estão ’emaranhados’ – assustadoramente conectados, de modo que, se você manipula um, também manipula o outro. Wigner agora pode, em princípio, verificar essa superposição usando o chamado ‘experimento de interferência’ – um tipo de medição quântica que permite desvendar a superposição de um sistema inteiro, confirmando que dois objetos estão emaranhados.

Quando Wigner e o amigo comparam as notas mais tarde, o amigo insistirá que viu resultados definitivos para cada jogada da moeda. Wigner, no entanto, discordará sempre que observou amigo e moeda em uma superposição.

Isso apresenta um enigma. A realidade percebida pelo amigo não pode ser conciliada com a realidade externa. Wigner originalmente não considerou isso um paradoxo, ele argumentou que seria absurdo descrever um observador consciente como um objeto quântico. No entanto, mais tarde ele se afastou dessa visão e, de acordo com os livros formais sobre mecânica quântica, a descrição é perfeitamente válida. 

O experimento

O cenário permaneceu por muito tempo um experimento interessante. Mas ele reflete a realidade? Cientificamente, houve pouco progresso nisso até muito recentemente, quando Časlav Brukner, da Universidade de Viena, mostrou que, sob certas suposições, a ideia de Wigner pode ser usada para provar formalmente que as medidas na mecânica quântica são subjetivas para os observadores.

Brukner propôs uma maneira de testar essa noção, traduzindo o cenário de amigo de Wigner para uma estrutura estabelecida pela primeira vez pelo físico John Bell em 1964. Brukner considerou dois pares de Wigners e amigos, em duas caixas separadas, realizando medições em um estado compartilhado – dentro e fora da respectiva caixa. Os resultados podem ser resumidos para, finalmente, serem usados ​​para avaliar a chamada ‘desigualdade de Bell‘. Se essa desigualdade for violada, os observadores poderão ter fatos alternativos.

Agora, pela primeira vez, realizamos esse teste experimentalmente na Universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, em um computador quântico de pequena escala composto por três pares de fótons emaranhados. O primeiro par de fótons representa as moedas e os outros dois são usados ​​para realizar o sorteio – medindo a polarização dos fótons – dentro de suas respectivas caixas. Fora das duas caixas, dois fótons permanecem de cada lado que também podem ser medidos.

Apesar de usar a tecnologia quântica de última geração, demorou semanas para coletar dados suficientes de apenas seis fótons para gerar estatísticas suficientes. Mas, finalmente, conseguimos mostrar que a mecânica quântica pode de fato ser incompatível com a suposição de fatos objetivos – violamos a desigualdade.

No entanto, a teoria é baseada em algumas suposições. Isso inclui que os resultados das medições não são influenciados pelos sinais que viajam acima da velocidade da luz e que os observadores são livres para escolher quais medições serão feitas. Isso pode ou não ser o caso.

Outra questão importante é se os fótons únicos podem ser considerados observadores. Na proposta da teoria de Brukner, os observadores não precisam estar conscientes, devem apenas ser capazes de estabelecer fatos na forma de um resultado de medição. Um detector inanimado seria, portanto, um observador válido. E a mecânica quântica de livros didáticos não nos dá motivos para acreditar que um detector, que pode ser fabricado com apenas alguns átomos, não deva ser descrito como um objeto quântico como um fóton. Também pode ser possível que a mecânica quântica padrão não se aplique em grandes escalas de comprimento, mas testar isto é um problema separado.

Portanto, esse experimento mostra que, pelo menos para os modelos locais de mecânica quântica, precisamos repensar nossa noção de objetividade. Os fatos que experimentamos em nosso mundo macroscópico parecem permanecer seguros, mas surge uma grande questão sobre como as interpretações existentes da mecânica quântica podem acomodar fatos subjetivos.

Alguns físicos vêem esses novos desenvolvimentos como reforçando as interpretações que permitem que mais de um resultado ocorra para uma observação, por exemplo, a existência de universos paralelos nos quais cada resultado ocorre. Outros vêem isso como uma evidência convincente de teorias intrinsecamente dependentes de observadores, como o Bayesianismo Quântico, em que as ações e experiências de um agente são preocupações centrais da teoria. Porém, outros consideram isso um forte indicativo de que talvez a mecânica quântica se quebre acima de certas escalas de complexidade.

Claramente, essas são questões profundamente filosóficas sobre a natureza fundamental da realidade. Seja qual for a resposta, um futuro interessante espera.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/25/a-realidade-objetiva-nao-existe-mostra-experimento-quantico/

Relato de 1742 pode ter sido a primeira observação científica de um OVNI

Relato de 1742 pode ser a primeira observação científica de um OVNI
Figura meramente ilustrativa, não relacionada ao evento


Existem muitos casos em que ocorreram eventos aéreos estranhos no passado, que os pesquisadores consideraram possíveis precursores ou corolários do fenômeno moderno dos OVNIs.

Na maioria dos casos, esses objetos ou ocorrências aéreas podem ser identificados como fenômenos atmosféricos naturais de vários tipos. Entre esses exemplos estão as ‘aparições’ e outros fenômenos aéreos que foram registrados por Hans Glaser em meados da década de 1550, que retratavam de tudo, desde ‘chuvas de sangue’ (um fenômeno conhecido hoje por ser causado por areia ou outras partículas carregadas no ar, e subsequentemente trazido de volta à terra com a precipitação), até parélios.

Esses precursores modernos de ‘Forteana‘, que começariam a aparecer no início do século XX, costumam ser divertidos, e alguns incidentes da era pré-moderna também permanecem intrigantes pelos fenômenos descritos. Talvez um dos avistamentos mais notáveis ​​de uma estranha maravilha aérea antes do século XIX tenha sido uma bola de luz estranha observada pelo médico Cromwell Mortimer, secretário da Sociedade Real de Londres, em 1742.

Mortimer nos dá a seguinte descrição deste objeto, que foi posteriormente publicada em Philosophical Transactions, vol. 42, edição 468. 1742-1743, em 31 de dezembro de 1743:

Quando eu estava voltando para casa da Sociedade Real para Westminster, na quinta-feira, 16 de dezembro de 1742, às [20h40], no meio do desfile no Parque St James’s, vi uma luz surgir por trás das árvores e das casas no sul por West Point, o que eu considerei primeiro ser um foguete celeste; mas quando chegou à altura de cerca de 20º, fez um movimento quase paralelo ao horizonte, mas acenou dessa maneira e seguiu para o ponto N por E sobre as casas.

Enquanto Mortimer observava o objeto, ele acreditava que sua trajetória o levara diretamente ao distrito de Bloomsbury, em Londres, passando pela Queen’s Square e seguindo na direção do canal adjacente a ele. Mortimer observa que “o perdeu de vista sobre Haymarket”. 
Queen Square, como era na década de 1780 (domínio público).

As to how the object moved, he gives us a very detailed description. “Its motion was so very slow,” Mortimer explained, “that I had it above half a minute in view; and had time enough to contemplate its appearance fully.”

Quanto à forma como o objeto se moveu, ele nos fornece uma descrição muito detalhada.

Mortimer explicou:

O movimento dele era tão lento, que eu o tive acima de meio minuto à vista; e tive tempo suficiente para contemplar completamente sua aparência.

Em apenas 30 segundos, isso não é ‘prolongado’ por nenhuma extensão da imaginação, embora certamente seja mais longo que a maioria das observações fugazes de meteoros e objetos semelhantes. No entanto, foi tempo suficiente para que a observação de Mortimer pudesse ser mostrada em um diagrama, o qual nos dá uma ideia de sua aparência e comportamento: 
Relato de 1742 pode ser a primeira observação científica de um OVNI
Com base neste diagrama, Mortimer explica a mecânica do objeto da seguinte maneira:

A: parecia uma chama de luz, voltando-se para trás da resistência que o ar fazia contra ela.

BB: um fogo brilhante como carvão em chamas, encerrado como se estivesse em uma caixa aberta cuja moldura CCC era bastante opaca: como faixas de ferro.

Em D emitiu um trem, ou cauda de chamas leves, mais brilhante em D e cada vez mais fraca em E, de modo a ser transparente mais da metade de seu comprimento.

“A cabeça”, ele concluiu, “parecia ter cerca de ½º de diâmetro; A cauda com cerca de 3º de comprimento e cerca de um oitavo de grau de espessura.”

Muitos especularam nos séculos seguintes sobre o que o objeto poderia ter sido. Embora propuseram ter sido um raio globular, é incomum que esse fenômeno dure mais de alguns segundos (embora haja exceções notáveis ​​a isso, como forma aparente de vários relatórios envolvendo iluminações geofísicas vistas em várias localidades ao redor do mundo). Outro candidato pode ser um meteoro, embora o objeto em questão, permanecendo no céu por meio minuto, tivesse que ser um meteoro de duração excepcionalmente longa, se esse fosse o caso.

Depois de mais de dois séculos, seria difícil estimar com certeza o que, precisamente, Mortimer havia visto em seu retorno da Sociedade Real naquela noite de 1742. No entanto, o que não se pode contestar é que este é sem dúvida o relatório mais detalhado de um fenômeno aéreo anômalo desse período da história e observado por um homem de ciência, nada menos. De fato, de muitas maneiras, a qualidade da observação de Mortimer é melhor do que a maioria dos relatórios modernos de OVNIs!

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/25/relato-de-1742-pode-ser-a-primeira-observacao-cientifica-de-um-ovni/

sábado, 23 de novembro de 2019

Físicos afirmam ter encontrado ainda mais evidências de uma quinta força física !

Físicos afirmam ter encontrado ainda mais evidências de uma quinta força física
Tudo em nosso universo é mantido unido ou separado por quatro forças fundamentais: gravidade, eletromagnetismo e duas interações nucleares. Os físicos agora acham que viram as ações de uma quinta força física emergindo de um átomo de hélio.

Não é a primeira vez que os pesquisadores afirmam ter tido um vislumbre disso também. Alguns anos atrás, eles viram isso na decadência de um isótopo de berílio. Agora, a mesma equipe viu um segundo exemplo da força misteriosa em jogo – e a partícula que eles acham que está causando isso, que eles estão chamando de X17.

Se a descoberta for confirmada, não apenas aprender mais sobre o X17 nos permitirá entender melhor as forças que governam nosso Universo, mas também ajudará os cientistas a resolver o problema da matéria escura de uma vez por todas.

Attila Krasznahorkay e seus colegas do Instituto de Pesquisa Nuclear da Hungria suspeitaram que algo estranho estivesse acontecendo em 2016, depois de analisar a maneira como um berílio-8 ativado emite luz à medida que decai.

Se essa luz é energética o suficiente, ela se transforma em um elétron e um pósitron, que se afastam um do outro em um ângulo previsível antes de diminuírem.

Com base na lei de conservação de energia, à medida que a energia da luz que produz as duas partículas aumenta, o ângulo entre elas deve diminuir. Estatisticamente falando, pelo menos.

Estranhamente, isso não é bem o que Krasznahorkay e sua equipe viram. Entre a contagem de ângulos, houve um aumento inesperado no número de elétrons e pósitrons se separando em um ângulo de 140 graus.

O estudo pareceu robusto o suficiente e logo atraiu a atenção de outros pesquisadores ao redor do mundo que sugeriram que uma partícula totalmente nova poderia ser responsável pela anomalia.

Não é apenas uma partícula antiga; suas características sugeriam que era um tipo completamente novo de bóson fundamental.

Isso não é uma afirmação pequena. Atualmente, conhecemos quatro forças fundamentais e sabemos que três delas têm bósons carregando suas mensagens de atração e repulsa.

A força da gravidade é carregada por uma partícula hipotética conhecida como ‘graviton’, mas infelizmente os cientistas ainda não a detectaram.

Esse novo bóson não poderia ser uma das partículas que carregam as quatro forças conhecidas, graças à sua massa distinta de (17 megaeletronvolts, ou cerca de 33 vezes a de um elétron), e à sua pequena vida útil (de cerca de 10 a menos 14 segundos… mas ei, é tempo suficiente para sorrir para a câmera).

Portanto, todos os sinais apontam para o bóson como portador de uma nova quinta força. Mas a física não gosta de comemorar prematuramente. Encontrar uma nova partícula é sempre uma grande novidade na física e merece muito escrutínio. Sem mencionar o experimento repetido…

Esta pesquisa está disponível no arXiv antes da revisão por pares.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/23/fisicos-afirmam-ter-encontrado-ainda-mais-evidencias-de-uma-quinta-forca-fisica/

Cientista está a tornar-se o primeiro ciborgue completo do mundo !

Cientista está se tornando o "primeiro ciborgue completo do mundo"
O Dr. Peter Scott-Morgan foi diagnosticado com doença dos neurônios motores, também conhecida como Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA, ou Doença de Lou Gehrig, há dois anos, e hoje ele ainda está lutando para sobreviver.

O Dr. Scott-Morgan está no caminho de se tornar o primeiro ciborgue completo do mundo, potencialmente dando a ele mais anos de vida. 

“O primeiro Ciborgue completo do mundo”

Foi em 2017 quando o Dr. Peter Scott-Morgan foi diagnosticado com ELA, a doença degenerativa dos neurônios motores que eventualmente paralisaria todo o corpo, exceto os olhos. O diagnóstico é compreensivelmente sombrio, especialmente porque foi estimado que ele teria apenas dois anos de vida. Mas o autor, roboticista e palestrante não desistiu da luta, mas optou por enfrentá-la de frente e até tratá-la como uma oportunidade para pesquisas inovadoras.

Ao se associar a organizações de classe mundial com experiência em Inteligência Artificial – IA, o Dr. Scott-Morgan está se transformando no que ele chama de “o primeiro Ciborgue completo do mundo”.

Diz o Dr. Scott-Morgan, afirmando ainda que seu corpo e cérebro serão “irreversivelmente alterados”:
“O que significa ser humano”

De acordo com o Dr. Scott-Morgan, ele se tornaria parte hardware e parte de ‘wetware‘, já que seus cinco sentidos serão aprimorados e toda sua persona externa será eletrônica. Além disso, a mudança não seria pontual, mas com atualizações.

O Dr. Scott-Morgan observa:

Tenho mais atualizações em andamento do que a Microsoft.

O Cyborg Artist, cortesia da DXC Technology, também armazenou a pegada digital do Dr. Scott-Morgan, que permitirá que ele ainda crie obras de arte, mesmo que ele já esteja paralisado.

A DXC Technology disse: 

O primeiro tema de Peter é ‘metamorfose’. A obra de arte resultante é uma mistura única de IA e humano que captura o eu criativo e emocional de Peter – um aspecto crítico do que significa ser humano. 

Peter 2.0
Em outubro passado, o Dr. Scott-Morgan passou pelo que ele chama de procedimento final que o transformaria em um Ciborqgue Completo. De fato, em 9 de outubro, ele twittou uma foto sua (acima), dizendo que este é seu último post como Peter 1.0. Nesse procedimento, o Dr. Scott-Morgan desistirá de sua voz física para impedir que a saliva entre nos pulmões, potencialmente dando a ele muitos mais anos de vida.

Aliás, o procedimento foi realizado durante o mês indicado ao Dr. Scott-Morgan como o mês em que estatisticamente ele estaria morto.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/23/cientista-esta-se-tornando-o-primeiro-ciborgue-completo-do-mundo/

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Estrela de nêutrons escondida há 32 anos finalmente avistada

Pesquisadores da Universidade de Cardiff conseguiram encontrar uma estrela de nêutrons que os cientistas estavam procurando há mais de três décadas. Para pôr fim a uma busca de 32 anos, foi utilizado um dos telescópios que ajudou no primeiro registro real de um buraco negro feito pela humanidade — o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), localizado no Chile.

A supernova que deu fim à estrela supergigante azul aconteceu em 1987. A explosão lançou uma nuvem de poeira e detritos tão densa que a estrela de nêutrons resultante não havia sido localizada até hoje. A Supernova 1987A foi registrada em 23 de fevereiro daquele ano por Ian Shelton, da Universidade de Toronto, usando o observatório Las Campanas, no Chile.

Foi o primeiro evento deste tipo observado por aparelhagem moderna. O brilho teve a intensidade de 100 milhões de sóis. Apesar disso, o núcleo restante da explosão da supergigante azul conhecida como Sanduleak -69º 202, a cerca de 160 mil anos-luz da Terra, permanecia escondido até agora. A estrela de nêutrons que ficou escondida por 32 anos (Foto: Universidade de Cardiff)

Observadores utilizaram o telescópio ALMA para localizar a estrela de nêutrons em meio a uma nuvem de poeira que ainda se dispersa na galáxia conhecida como Grande Nuvem de Magalhães, que fica pertinho da Via Láctea. O estudo foi publicado no The Astrophysical Journal.

“Pela primeira vez podemos dizer que há uma estrela de nêutrons dentro desta nuvem remanescente da supernova”, celebrou o Dr. Phil Cigan, um dos autores do estudo. “Sua luz foi encoberta por uma densa nuvem de poeira, que bloqueou a luz direta da estrela de nêutrons em vários comprimentos de onda, como neblina cobrindo um holofote”.

Outro autor, o Dr. Mikako Matsuura, explicou que o telescópio localizado no deserto do Atacama foi essencial para dar fim à busca de 32 anos. “Apesar de a luz da estrela de nêutrons ser absorvida pela nuvem de poeira que a rodeia, isso faz com que a nuvem brilhe sob luz submilimétrica, que agora podemos ver com o extremamente sensível telescópio ALMA”, disse.

A Supernova 1987A é uma das explosões mais próximas da Terra já registradas. A dificuldade em encontrar a estrela de nêutrons resultante por tanto tempo chegou a criar dúvidas no meio científico, com muitos questionando se a ciência realmente havia entendido o progresso da vida de uma estrela deste tipo. O registro dos pesquisadores da Universidade de Cardiff é essencial para avanços no estudo do universo.

Fonte: https://canaltech.com.br/espaco/estrela-de-neutrons-escondida-ha-32-anos-finalmente-e-avistada-155857/

Ouça o “canto magnético” da Terra durante uma tempestade solar

Analisando dados da Agência Espacial Europeia, cientistas sonorizaram as ondas magnéticas que a Terra produz ao receber intenso fluxo de partículas solares

Mesmo separados por uma distância de quase 150 milhões de quilômetros, a Terra e o Sol estão entrelaçados de diversas maneiras. Processos que ocorrem dentro da nossa estrela impactam diretamente as condições aqui em nosso planeta. Uma das maiores influências ocorre no campo magnético terrestre, quando ele interage com as partículas detentoras de carga elétrica emanadas pelo Sol – e os cientistas acabam de revelar o “som” dessa interação.

Há sempre um fluxo constante dessas partículas soprando em meio aos planetas e tudo o que existe entre eles: é o chamado vento solar. Na maior parte do tempo, é só essa “brisa” que chega até a Terra. Mas, às vezes, essa calmaria é interrompida por violentas erupções na superfície do Sol, que lançam rajadas muito mais intensas de partículas ao espaço — são as famosas tempestades solares.

Pesquisadores europeus investigaram o fenômeno. Enquanto analisavam o arquivo de dados de uma antiga missão da Agência Espacial Europeia (ESA) para estudar o comportamento magnético da Terra, eles notaram que havia ali o registro de seis tempestades solares, que atingiram nosso planeta entre 2001 e 2005. Os quatro satélites sincronizados da missão Cluster captaram o que acontece no momento em que a ventania solar incide sobre a zona limítrofe da magnetosfera terrestre (em inglês, “foreshock”).

Um dos desdobramentos é a geração de ondas magnéticas bastante intrincadas que se espalham em direção à Terra. O estudo detalhado das primeiras observações já feitas dessa interação foi publicado nesta terça (19), no periódico Geophysical Research Letters. Mas os cientistas foram além — converteram as ondas magnéticas em ondas sonoras. Os áudios mostram o “canto” de nosso planeta ao ser atingido por uma tempestade solar.

Show ensolarado

A equipe disponibilizou dois clipes distintos: um que reproduz as condições magnéticas em tempos de calmaria, e outro que mostra como são as coisas quando o Sol acorda zangado. É fácil notar as diferenças. Só sob o vento solar, a oscilação das ondas é menos complexa, seguindo uma única frequência em tom mais baixo (ouça aqui). Já em dias de ventania solar, a onda dobra de frequência, passando a seguir padrões bem mais complexos e mais altos (ouça aqui).

Toda essa ressonância de ondas magnéticas é empurrada rumo ao planeta por conta da pressão exercida pelas partículas solares. Mas, antes de adentrarem nossa atmosfera, elas são desaceleradas por uma outra região da magnetosfera: o chamado choque em arco (bow shock). Funciona como uma espécie de freio para o vento solar. Ambas as camadas, foreshock e bow shock, deixam suas marcas nesse maremoto magnético.

Assim, as ondas chegam ao solo bastante modificadas. Só que o processo é bem rápido — leva mais ou menos 10 minutos. “Nós já contávamos com uma mudança na frequência, mas não no nível de complexidade da onda”, explicou em comunicado a líder do estudo, Lucile Turc, ex-pesquisadora da ESA e atualmente vinculada à Universidade de Helsinki, na Finlândia. Sua equipe criou um modelo de computador para simular os padrões.

Esse tipo de pesquisa faz parte de uma área chamada clima espacial, que tem ganhado cada vez mais relevância. Afinal, é imprescindível compreender melhor tanto a natureza quanto o comportamento do Sol – e como ele influencia nosso planeta. Tempestades solares podem causar graves prejuízos, comprometendo tecnologias como redes elétricas e satélites. Além disso, é também um jeito de entender o universo, já que campos magnéticos estão por toda a parte.

Fonte: https://super.abril.com.br/ciencia/ouca-o-canto-magnetico-da-terra-durante-uma-tempestade-solar/

 

5 tendências tecnológicas que podem mudar conceitos de engenharia e design

tendências tecnológicas
Gêmeos digitais, inteligência artificial, design generativo, robótica e impressão 3D podem mudar completamente a engenharia e o design no futuro

A maneira como os produtos estão sendo desenvolvidos está mudando graças às novas tecnologias. Essas inovações não apenas dão suporte aos funcionários em seus trabalhos, mas também podem descobrir formas mais eficazes de resolver problemas.

Engenheiros e designers verão mudanças nas suas funções e serão desafiados a adquirir novas habilidades e encontrar maneiras de trabalhar junto com as máquinas. Do ponto de vista competitivio, esses profissionais não podem ignoras essas mudanças. Veja abaixo 5 tendências que podem mudar a engenharia e o design.

Gêmeos digitais

O conceito não é novo, mas a tecnologia se fortaleceu com a chegada da Internet das Coisas. Os “gêmeos digitais” criam uma cópia virtual exata de algo no mundo físico usando dados e algoritmos. O potencial transformador da ferramenta é tão incrível que foi listado como uma das 10 principais tendências estratégicas de tecnologia da Gartnet para 2017 e 2018.

A tecnologia já é utilizada nas corridas de Fórmula 1 para avaliar o desempenho e a confiabilidade de novas peças. Além disso, os gêmeos digitais fornecem às equipes de engenharia e design informações em tempo real sobre o desempenho de qualquer coisa que estejam criando sob uma variedade de circunstâncias.

Impressão 3D
Reprodução
A impressão 3D está transformando a maneira como as coisas são projetadas e construídas. As peças impressas são usadas em aviões e até para auxiliar resoluções médicas, sendo incorporadas em diversas áreas da vida cotidiana. Essa tecnologia está revolucionando a engenharia, principalmente ao permitir que os protótipos sejam feitos de maneira mais rápida e econômica.

Inteligência artificial

A IA continua a ser uma das tecnologias emergentes de mais rápido crescimento. Os engenheiros precisarão aprender a colaborar com a inteligência artificial para produzir produtos melhores e evoluir junto com a tecnologia. Essa ferramenta pode mudar a forma com que se trabalha com robótica, processamento de linguagem natural, automação e muito mais.

Design Generativo

A ferramenta utiliza softwares de inteligência artificial e o poder computacional da nuvem para criar soluções de design que não seriam possíveis apenas com a mente humana. Para iniciar o processo, o design fornece parâmetros e algoritmos para o programa e, em seguida, o software explora todas as combinações possíveis, gerando milhares de opções de design.

Depois, cabe ao designer pegar todas essas possibilidades e explorar a viabilidade delas. O design generativo já foi usado para projetar coisas mais cotidianas, como cadeiras, mas também mais sofisticadas, como quando a Airbus utilizou para redesenhar o interior do avião A320, reduzindo em 45% do peso da peça.

Robótica
Reprodução

A maioria das organizações vai se beneficiar com a adoção das novas tecnologias. Os robôs implantados hoje em dia podem fazer muito mais do que apenas fornecer força física, mas sim, complementar o trabalho humano de várias maneiras, incluindo tarefas cognitivas.

O tempo e os riscos da engenharia foram reduzidos graças ao auxílio dos robôs, que não precisam mais ser programados por humanos para executar tarefas repetitivas.

Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/5-tendencias-tecnologicas-que-podem-mudar-conceitos-de-engenharia-e-design/93330

Nasa encontra 'açúcar alienígena' em meteoritos que atingiram a Terra

Asteroide Bennu
A presença de açúcares bioessenciais, ou seja, elementos fundamentais para a biologia terrestre, podem indicar novas pistas sobre a origem da vida em nosso planeta

Meteoritos que colidiram com a Terra há bilhões de anos continham acúcar, o que reforçou a ideia de que os asteróides podem conter alguns dos elementos da vida terrestre. Essa é a suposição de um grupo de cientistas internacionais, composto por membros da Nasa e de três faculdades do Japão, que encontraram ‘açúcar alienígena’ em meteoritos que caíram em nosso planeta há bilhões de anos.

A teoria defendida pelos pesquisadores sugere que as reações químicas nos asteroides podem ter criado alguns elementos essenciais à vida. Afinal, entre os componentes encontrados no meteorito estão uma série de açúcares biossenciais, como a arabinose, xiose e ribose. Esta última foi a descoberta mais impressionante pois é um componente essencial para a biologia humana e compõe ácido ribonucleico (RNA), uma molécula-mensageira que transmite as orientações do nosso DNA para realizar a síntese de proteínas nas células do corpo.

“O açúcar extraterrestre pode ter contribuído para a formação de RNA na Terra prebiótica, o que possivelmente levou à origem da vida", explicou o pesquisador principal Yoshihiro Furukawa da Universidade de Tohoku (Japão).

A descoberta foi publicada na Academia Nacional de Ciências (PNAS) e, durante o processo, foram analisados os estudos de três meteoritos e os materiais foram extraídos com ácido clorídrico e água, uma técnica diferente daquelas abordadas até então.

"Se correto, o bombardeio de meteoritos na Terra antiga pode ter ajudado na origem da vida com um suprimento de blocos de construção da vida", explicou a Nasa.

Os cientistas ainda não descartam a possibilidade de os meteoritos terem sido contaminados pela vida na Terra. Porém, as evidências apontam que essa hipótese é algo improvável e assim, a equipe segue investigando outros indícios de que os meteoritos podem ter um papel essencial na formação da vida terrestre.

Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/nasa-encontra-acucar-alienigena-em-meteoritos-que-atingiram-a-terra/93316


Nasa vai investigar origem dos redemoinhos lunares

Redemoinho Lunar
Durante a missão Artemis, a tripulação realizará estudos para determinar as causas do fenômeno

Os redemoinhos lunares são, como o próprio nome já diz, redemoinhos formados na superfície da Lua. Sua existência está diretamente ligada à crosta magnetizada presente em algumas partes do satélite natural. A observação desses pontos pode levantar diversas hipóteses sobre como esses fenômenos são formados, além de ideias sobre como a crosta magnetizada se originou. Por esse motivo, a Nasa pretende explicar sua formação.

Durante a missão Artemis, a Nasa irá estudar os locais onde esses redemoinhos se formam. A missão, que deve ser realizada até 2024, vai explorar áreas não investigadas pela missão Apollo, e aterrissar em um redemoinho lunar para fazer uma "medição magnética" da área. Artemis é o programa de exploração lunar tripulada da Nasa, que visa levar astronautas à Lua até 2024 e estabelecer presença humana sustentável até 2028.

Cientistas que estudam campos magnéticos sugerem que eles podem ter se formado a partir de processos relacionados a impactos – seja pelo impacto direto de um cometa ou por efeitos de plasma decorrentes da formação de grandes bacias.

Outra possibilidade é que os campos magnéticos detectados sejam de origem subterrânea. Mais precisamente de rochas magnetizadas por um antigo campo lunar gerado no núcleo da Lua – uma espécie de "dínamo" que gerou essa energia e depois desapareceu.

Observações realizadas pelo Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa parecem fornecer suporte para a análise de blindagem magnética. Essa blindagem acontece quando partículas de vento solar, que são eletricamente carregadas, são desviadas pelos campos magnéticos presentes na superfície da Lua. Portanto, é possível que o campo magnético proteja a superfície lunar das intempéries causadas pelo vento solar.

Se a explicação da proteção das partículas de vento solar estiver correta, pode-se argumentar que os redemoinhos oferecem proteção contra radiação de campo eletrostático para futuras tripulações na Lua.

"Muitas dessas perguntas podem ser respondidas por uma missão a uma dessas áreas", disse David Blewett, do Grupo de Exploração Planetária do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, em Laurel, Maryland. "Gostaria de ver um veículo espacial descobrindo quanto vento solar está chegando à superfície lunar e investigando os efeitos que causam no solo", completou.

Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/nasa-vai-investigar-origem-dos-redemoinhos-lunares/93342

Primeira vacina anticoncepcional para homens será lançada em 2020

anticoncepcional para homensNovo contraceptivo tem efeito que dura 13 anos

As mulheres têm várias opções de contracepção (ato de evitar a gravidez), que vão de pílulas a implantes e injeções. Já os homens, além do uso de preservativos, têm apenas uma opção: a esterilização, que nem sempre é ideal, pois envolve cirurgia e pode ser difícil de reverter.

Mas esse cenário pode mudar em breve, já que pesquisadores na Índia concluíram os testes de uma injeção masculina de controle de natalidade. A única coisa que ainda está pendente é a aprovação regulatória.

"Os testes terminaram, incluindo estudos clínicos de fase 3 estendidos para os quais 303 candidatos foram recrutados com 97,3% de taxa de sucesso e sem efeitos colaterais relatados", disse o pesquisador RS Sharma, cientista sênior do Conselho Indiano de Pesquisa Médica, ao jornal The Hindustan Times. "O produto pode ser chamado com segurança de o primeiro contraceptivo masculino do mundo".

A vacina é um polímero que um médico injeta nos vasos deferentes de um paciente, sob anestesia local. É o mesmo tubo que é cortado durante uma vasectomia; bloqueá-lo com um polímero atinge o mesmo objetivo - impedir que o esperma saia dos testículos - sem exigir que um paciente seja submetido à cirurgia. Além disso, o novo contraceptivo perde sua potência após 13 anos, por isso não é tão definitivo quanto uma vasectomia.

Agora que todo o processo de pesquisa e desenvolvimento já está concluído, o destino da injeção está nas mãos dos reguladores da Índia.

VG Somani, gerente de controle de drogas da Índia afirmou: "É o primeiro do mundo na Índia, por isso temos de ter cuidado extra com a aprovação, levará de seis a sete meses para que ela seja concluída".

Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/primeira-vacina-anticoncepcional-para-homens-sera-lancada-em-2020/93329

Sistema solar está coberto por uma parede de fogo gigante !

Parede de fogo
Descoberta foi feita com ajuda da sonda Voyager 2, da Nasa

Nas bordas mais extremas do nosso sistema solar, é possível encontrar uma barreira de plasma super-quente - uma gigantesca parede de fogo solar que "marca" a borda do espaço interestelar.

Quando a Voyager 2 - nave robótica norte-americana lançada pela Nasa - começou sua jornada no espaço interestelar no final do ano passado, registrou temperaturas de até 49.427 Cº. Embora a sonda espacial pareça estar bem, a blindagem do plasma pode representar um problema para a Nasa, conforme ela avança em direção à sua missão interestelar.

Agora, os cientistas da agência estão medindo a camada de plasma, que foi criada e é mantida pelos ventos que sopram do Sol para formar uma bolha gigante, de acordo com uma pesquisa publicada na revista Nature Astronomy.

De acordo com um comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a nova pesquisa sugere que a Voyager 2 pode ainda não estar no espaço interestelar, mas sim, presa em uma ampla região de transição feita de plasma compacto incrivelmente quente, além dos limites externos do sistema solar.

Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/sistema-solar-esta-coberto-por-uma-parede-de-fogo-gigante/93277

Alternativos vs Paralelos - Incógnita sobre quais universos realmente existem

Alternativos vs Paralelos. Quais universos realmente existem?
Minha citação favorita de todos os tempos é da linha de abertura do livro de Carl Sagan, Cosmos, que afirma que: “O Cosmos é tudo o que é ou já foi ou será”.

A questão é que, nos tempos antigos, isso simplesmente significava o universo e nada mais. Hoje em dia, porém, os cosmologistas contemporâneos passaram a acreditar que nosso universo é apenas um contínuo no espaço-tempo entre muitos outros. Acredita-se que todos esses universos separados existem no que é chamado de ‘multiverso’. De acordo com a hipótese básica, esses universos compreendem coletivamente tudo o que existe: a totalidade de todo o espaço, tempo, massa e energia, bem como as leis e constantes físicas que os descrevem. Essa ideia existe há algum tempo, mas só se tornou popular nos tempos modernos.

O filósofo americano William James usou o termo ‘multiverso’ em 1895, mas ele estava se referindo a algo diferente. Não foi até 1952 que o famoso físico Erwin Schrodinger afirmou que suas equações pareciam descrever várias histórias diferentes do universo, que “não eram alternativas, mas todas realmente acontecem simultaneamente”. O termo ‘multiverso’, em seguida, encontrou seu caminho na ficção científica em 1963 na novela de Michael Moorcock “The Sundered Worlds“. Desde então, o multiverso tornou-se cada vez mais popular na grande mídia, então o termo está a caminho de se tornar uma palavra familiar.

Ao longo dos anos, os físicos apresentaram várias ideias sobre coisas como dimensões extras e diferentes tipos de universos. Como parte disso, o que vários cientistas diferentes chamaram de hiperespaço, o meta-universo e espaço em massa é, na verdade, tudo a mesma coisa, em muitos aspectos. Eu me refiro a isso como o ‘universo’ em muitos.

A questão é que esses termos são essencialmente sinônimos da palavra multiverso. Por exemplo, uma maneira de pensar nisso é que o universo está expandindo. Eu descrevi completamente esse processo no ensaio Levity Theory: Dark Energy Hypotheses.

Independentemente, de acordo com certos modelos teóricos, há inúmeros outros universos se expandindo pelo multiverso, junto com o nosso. É claro, é importante entender que isso é apenas especulação filosófica e não foi verificado por observação científica ou experimentação. Ainda assim, a ideia é muito convincente. Basta perguntar a Michio Kaku ou Neil deGrasse Tyson. Eles sabem que vivemos em um multiverso com inúmeros outros universos. Como parte desse conjunto, o Atlas Ilustrado do Universo explica a “multidão de universos” assim:

Alguns teóricos especulam que vivemos em um ‘multiverso’ ou ‘metauniverso’ – o nosso sendo apenas um cosmos entre um número infinito. Embora aparentemente dentro dos domínios da ficção científica, essas teorias são baseadas em modelos matemáticos reais e leis físicas existentes. Diversos multiversos hipotéticos são possíveis. Por exemplo, bolhas da “espuma” de um universo parental podem formar pequenos universos breves; buracos de minhoca no espaço-tempo; ou universos mais prolongados como o nosso. Várias interpretações da mecânica quântica permitem outros “universos paralelos”, idênticos aos nossos ou com diferentes conjuntos de leis físicas.

O importante a ser observado aqui é o uso do termo “universos paralelos” e não “universos alternativos”. Esta é uma distinção muito importante e o ponto que eu quero transmitir mais a você. Como mencionei anteriormente, Schrodinger foi a primeira pessoa a introduzir a ideia do multiverso na física, mas sua conceituação e a justificativa por trás disso eram falhas. Da mesma forma, o modelo dos “muitos mundos” é baseado em uma hipótese insustentável. Eu expliquei tudo isso no chamado problema de medição, então não vou entrar aqui.

O ponto é que a “interpretação de Everett” implica que todas as histórias e futuros alternativos possíveis são reais, dando origem a universos que são quase idênticos uns aos outros. Isso não poderia estar mais longe da verdade. Não existe um universo lá fora onde eu tenha filhos ou não tenha abandonado a faculdade. Isso é absurdo. Não existe um universo alternativo. A ‘interpretação de Copenhague’ é a compreensão correta da mecânica quântica, o que significa que não há um monte de diferentes versões de você em universos alternativos em algum lugar e em qualquer outro lugar. O problema é que isso não impede a existência de universos paralelos de qualquer forma.

Um famoso físico teórico e popularizador de ciência chamado Brian Greene sugeriu que existem nove formas possíveis diferentes que o multiverso poderia tomar – quântica, inflacionária, acolchoada, holográfica, simulada, paisagem, (mem)brana, cíclica e definitiva. Destes, o ‘multiverso quântico’ cria um novo universo quando ocorre um desvio nos eventos, como na interpretação de Everett da mecânica quântica.

O “multiverso inflacionário” é composto de várias bolsas em que os campos de inflação entram em colapso e formam novos universos.

O “multiverso acolchoado” requer que o cosmos seja infinito porque, com uma quantidade infinita de espaço, todo evento possível ocorrerá um número infinito de vezes.

O ‘multiverso holográfico’ é derivado da teoria de que a área de superfície de qualquer extensão de espaço pode codificar o conteúdo do volume da região.

O “multiverso simulado” existe em sistemas computacionais complexos que simulam universos inteiros.

O “multiverso da paisagem” se baseia nos espaços de Calabi-Yau da teoria das cordas, de tal forma que as flutuações quânticas deixam cair as formas múltiplas para um nível de energia mais baixo, criando um bolso com um conjunto de leis diferentes do espaço circundante.

O “multiverso brana” postula que todo o nosso universo existe em uma superfície multidimensional que flutua nas dimensões mais altas do espaço em massa. Então, o “multiverso cíclico” exige que as branas colidam umas com as outras para produzir Big Bangs.

Finalmente, o ‘multiverso final’ contém todo universo matematicamente possível sob diferentes leis da física.

Como você deve ter notado, alguns desses diferentes cenários são derivados de modelos matemáticos baseados na teoria das cordas e sua extensão de maior dimensão, a teoria-M. Este último foi desenvolvido por Edward Witten, que é um físico teórico e professor de física matemática no Instituto de Estudos Avançados em Princeton, Nova Jersey.

De qualquer forma, essas teorias exigem a presença de 10 ou 11 dimensões do espaço-tempo, respectivamente. As 6 ou 7 dimensões extras podem ser compactadas em uma escala muito pequena, ou nosso universo pode estar localizado em um objeto dinâmico, conhecido como brana. Esta é uma estrutura estendida com qualquer número de dimensões, das quais as cordas na teoria das cordas são exemplos com uma dimensão. Assim, o universo local é uma 3-brana. Isto abre a possibilidade de que existam outras branas que possam suportar universos paralelos. Como parte disso, no The Grand Design, os físicos renomados mundialmente Stephen Hawking e Leonard Mlodinow afirmaram que:

Segundo a teoria M, o nosso não é o único universo. Em vez disso, a teoria M prevê que muitos universos foram criados a partir do nada. Sua criação não requer a intervenção de algum ser ou deus sobrenatural. Em vez disso, esses múltiplos universos surgem naturalmente da lei física. Eles são uma previsão da ciência.

Mais adiante no livro, Hawking e Mlodinow alegaram que:

Flutuações quânticas levam à criação de pequenos universos a partir do nada. Algumas delas atingem um tamanho crítico e, em seguida, expandem-se de maneira inflacionária, formando galáxias, estrelas e, pelo menos em um caso, seres como nós.

Junto com isso, Alan Guth, a pessoa que realmente desenvolveu a teoria da inflação cósmica, disse:

É difícil criar modelos de inflação que não levem a um multiverso. Não é impossível, então acho que ainda há pesquisas que precisam ser feitas. Mas a maioria dos modelos de inflação leva a um multiverso, e a evidência da inflação nos empurrará na direção de levá-la a sério.

O distinto professor emérito de sistemas complexos, George Ellis afirmou certa vez que:

Muitos físicos que falam sobre o multiverso, especialmente os defensores da paisagem de cordas, não se importam muito com os universos paralelos em si. Para eles, as objeções ao multiverso como um conceito não são importantes. Suas teorias vivem ou morrem com base na consistência interna e, espera-se, eventuais testes de laboratório.

Brian Greene fez uma colocação melhor ao apresentar o The Fabric of the Cosmos. Ele ressaltou que:


Por mais estranho e estranho que possa parecer o multiverso, um número crescente de cientistas acha que pode ser o passo final em uma longa linha de revisões radicais de nossa imagem do cosmos.

O que eu estou tentando dizer é que o a comunidade cosmológica tem debatido sobre as várias teorias do multiverso há algum tempo, mas parece que estamos à beira de uma mudança de paradigma. Ainda assim, físicos proeminentes estão muito divididos sobre se quaisquer outros universos existem ou não fora de nós mesmos, até os dias de hoje.

Isso se deve ao fato de que há muito mais a ser aprendido sobre o multiverso, que ainda precisa ser observado e possivelmente nunca será, mas não devemos deixar de lado essa ideia. Pelo que sabemos, o multiverso pode ter tantas implicações antropológicas quanto as cosmológicas. A menos que investigarmos mais, nunca saberemos com certeza.

Pessoalmente, estou convencido da existência do multiverso, e acho que é uma parte importante do ‘Big Picture‘. Em última análise, o multiverso é uma parte vital da nossa história de origem.

A ideia de universos paralelos não tira nada da nossa existência, na verdade, adiciona a isso. Saber que existem universos paralelos, mas não alternativos, significa que existem muitos outros mundos, possivelmente com vida inteligente neles, mas existe apenas um mundo contigo. Assim, uma compreensão apropriada da teoria precisa do multiverso pode dar um significado maior à vida, e não há nada mais importante do que isso. Quando você chega a esse ponto, o multiverso oferece uma solução elegante para a vida, o universo e tudo mais.

A conclusão é que, se uma genuína ‘Teoria de Tudo’ alguma vez surgir, ela terá, sem dúvida, de se basear na matemática do multiverso.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/22/alternativos-vs-paralelos-quais-universos-realmente-existem/

Você pode sobreviver com metade do seu cérebro removido !

Você pode sobreviver com metade do seu cérebro removido
Cérebro de paciente que passou por uma hemisferectomia

O cérebro é um órgão importante, tanto que a própria ideia de remover qualquer parte dele parece positivamente bárbara. Mas será que precisamos dele inteiro para funcionar em nossas vidas diárias?

De acordo com um novo estudo, no entanto, esse pode não ser o caso.

A pesquisa procurou avaliar a saúde do cérebro de seis pessoas que haviam sido submetidas a uma hemisferectomia quando crianças – um procedimento que envolve cortar ou remover metade do cérebro.

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Essa ação geralmente é executada para reduzir a chance de convulsões em casos graves de epilepsia pediátrica.

A autora do estudo, Dorit Kliemann, disse:

As pessoas com hemisferectomias que estudamos tiveram um desempenho notavelmente alto. Elas têm as habilidades de linguagem intactas. Quando as coloquei no scanner [cerebral], conversamos um pouco, assim como as centenas de outras pessoas que examinei. Você quase pode esquecer a condição deles quando os encontra pela primeira vez.

Agora, na faixa dos 20 e 30 anos, os pacientes foram submetidos a exames de ressonância magnética enquanto estavam totalmente conscientes. Incrivelmente, os exames revelaram atividade e função neurais normais dentro do cérebro.

O Dr. Joseph Sirven disse:

O que me surpreende é o grau de compensação que foi observado.

E se pudéssemos descobrir como o cérebro compensa nesse cenário dramático e aproveitar esse mecanismo compensatório para pacientes afetados por acidente vascular cerebral, lesão cerebral traumática ou outras condições, isso seria muito importante.

Cérebro de paciente que passou por uma hemisferectomia. 

Fonte: https://planetaabsurdo.com.br/2019/11/voce-pode-sobreviver-com-metade-do-seu-cerebro-removido/

Objectos estranhos observados por astrónomos

Objetos estranhos observados por astrônomos 
O cosmos ainda guarda alguns segredos de nós, e de vez em quando surge algo incomum que nos leva a repensar nossas antigas concepções da mecânica celeste. Entre as muitas excentricidades do céu noturno observadas pelos astrônomos ao longo dos séculos, há estranhas, muitas vezes nebulosas, luzes que aparecem em lugares onde não deveriam.

Às vezes, assemelhando-se a estrelas ou cometas, esses objetos são separados das observações astronômicas mais convencionais, devido a seus movimentos peculiares e outros comportamentos atípicos.

Há uma longa história de tais observações, apesar de um número modesto de relatos que podem ser considerados genuinamente anômalos.

Já em 1612, o astrônomo alemão Christopher Scheiner havia feito inúmeras observações de Júpiter e de suas luas. Nos esboços de suas observações, há um objeto além das luas conhecidas de Júpiter, como hoje reconhecidas. Esse objeto, embora incluído nos desenhos de Scheiner, parece ter desaparecido ao longo das observações em andamento do astrônomo.

De acordo com Scheiner, o objeto apareceu pela primeira vez brilhante e parecido com uma estrela, assim como os outros satélites jovianos, mas entre 30 de março e as primeiras semanas de abril, o objeto começou a escurecer e acabou desaparecendo de vista. O objeto está ausente nos desenhos posteriores de Scheiner, aparentemente indicando que a misteriosa ‘lua’ joviana havia desaparecido.

Um fenômeno semelhante foi registrado nos primeiros anos do século XIX pelo astrônomo Hofrath Huth, que em 1802 descreveu a visão de uma estrela redonda que produzia “fraca luz avermelhada” na área de Theta e Delta Leonis. O objeto também não era estacionário e, embora Huth o considerasse uma ‘estrela em movimento’, seu caminho indicava um movimento retrógrado em oposição ao de outras estrelas e objetos celestes. O objeto foi observado entre os primeiros seis dias de janeiro, cujo início viu a ‘estrela’ ser ligeiramente menor que as luas de Júpiter. No entanto, em 6 de janeiro, o estranho objetomdesapareceu e não foi mais visto, exceto por uma única observação no ano seguinte do astrônomo russo Cornelius Reissig.

Uma observação semelhante de um objeto nebuloso e incomum ocorreu mais de três décadas depois, em maio de 1835, quando o astrônomo italiano Niccolò Cacciatore observou uma estrela de oitava magnitude não identificada em sua estação de observação em Palermo. Ele observava a estrela 503 do catálogo de Mayer com um círculo de Ramsden (um antigo instrumento astronômico projetado pelo matemático Jesse Ramsden para medir as posições dos objetos astronômicos). Na primeira noite de observação, a nova estrela apareceu atrás da estrela 503, mas na noite seguinte pareceu precedê-la. Depois disso, a misteriosa ‘estrela’ nunca foi detectada novamente.

A maioria dos avistamentos de tais objetos no registro científico ocorreu durante ou antes do século XIX, após o qual a maioria dos objetos semelhantes foi classificada como provável cometa ou, em alguns casos, classes incomuns de asteroides, como o objeto de Reinmuth, observado pela primeira vez em Abril de 1932.

Houve alguns casos notáveis ​​em que objetos semelhantes a estrelas foram vistos se movendo pelo espaço mais recentemente. Uma circunstância notável desse tipo envolveu o astrônomo Frank Clark que, em setembro de 1956, notou um objeto parecido com uma estrela passando perto do planeta Marte. Ele foi capaz de rastrear brevemente o objeto, que tinha uma cor amarelada. Esse avistamento é digno de nota porque ocorreu pouco mais de um ano antes de a União Soviética lançar o primeiro satélite artificial em órbita em 4 de outubro de 1957, aparentemente descartando quaisquer objetos espaciais de origem artificial.

Por mais fugazes que essas observações tenham sido, sua presença no céu noturno permanece misteriosa. “Estrelas em movimento” como essas servem como lembretes de que ocasionalmente existem coisas incomuns vistas pelos astrônomos, as quais, por mais inócuas que sejam, desafiam simples classificação ou explicação.

Fonte: https://www.ovnihoje.com/2019/11/22/objetos-estranhos-observados-por-astronomos/

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