domingo, 27 de dezembro de 2020

Filtro desenvolvido para a Estaçao Espacial Internacional pode vir a fornecer água a quem mais precisa !

A empresa que desenhou um novo sistema de purificação de água para ser usado na Estação Espacial Internacional (EEI) está a basear-se nesta mesma tecnologia para desenvolver uma ferramenta que pode vir a ser capaz de fornecer água potável às regiões com mais escassez.

A Aquaporin A/S é a responsável por este novo sistema que usa proteínas chamadas aquaporinas. “É essencialmente o mecanismo que permite que a água atravesse a membrana celular das células vivas”, disse à CNN Peter Holme Jensen, CEO da empresa dinamarquesa.

Na natureza, são estas proteínas que permitem que as raízes das plantas absorvam água do solo, como também que os nossos dois rins filtrem cerca de 170 galões de líquido por dia. Também são muito seletivos, evitando a passagem de contaminantes.

O atual sistema de purificação de água da Estação Espacial Internacional é muito pesado, tem de ser substituído a cada 90 dias e não consegue filtrar certos contaminantes, por isso, a NASA está a pensar substitui-lo pelo da Aquaporin A/S.

Mas não é só no Espaço que esta tecnologia pode fazer a diferença. Mais de dois mil milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a água potável e, mesmo em países desenvolvidos, muitas pessoas não confiam na água da torneira para beber.

A empresa está a trabalhar com algumas companhias de tratamento de águas residuais, localizadas na Dinamarca e na Hungria, para remover micropoluentes e microplásticos dessas águas, evitando que estes acabem no mar.

Além disso, no mês passado, lançou um sistema de filtração para ser usado debaixo do lavatório que funciona sem eletricidade. Este sistema, que custa 650 euros, está atualmente direcionado para o mercado europeu, mas Jensen planeia expandir para os Estados Unidos, Índia e China nos próximos dois anos.

À medida que a produção aumentar, o objetivo a longo prazo é oferecer um produto acessível às regiões com maior escassez de água. “Acredito realmente que podemos fazer a diferença”, afirmou ao canal televisivo.

 

 https://zap.aeiou.pt/filtro-eei-agua-quem-mais-precisa-367682

 

Variante britânica do Covid espalhando-se pelo mundo - Itália, Suécia e Canadá também registam novos casos !

As autoridades de saúde suecas e italianas anunciaram este sábado a deteção dos primeiros casos de infeção com a nova variante do coronavírus originária do Reino Unido, em pessoas que tinham estado naquele país. Também o Canadá registou dois casos com a nova variante.


Segundo a agência de notícias EFE, as autoridades de saúde suecas deram este sábado conta da deteção de um primeiro caso de uma pessoa infetada com a nova variante do coronavírus originária do no Reino Unido. As mesmas fontes adiantaram que se trata de uma pessoa que entrou no país vinda da Grã-Bretanha e que foi isolada assim que entrou na Suécia.

As autoridades suecas tinham decidido, na segunda-feira, encerrar temporariamente as fronteiras, tanto com o Reino Unido, como com a Dinamarca, um dos primeiros países onde foi detetado o contágio com aquela variante logo após o ter sido acionado o alarme devido à situação no Reino Unido.

A variante britânica da covid-19, aparentemente mais contagiosa, foi também detetada em testes realizados a várias pessoas nas regiões italianas de Véneto, Campânia, Marcas e Apúlia nos últimos dias, conforme anunciado pelas autoridades. Até o momento, foram apurados três casos em Véneto (nordeste da Itália), segundo o governador da região, Luca Zaia, numa conferência de imprensa.

De acordo com a diretora-geral do Instituto Zooprofilático de Veneza, Antonia Ricci, nos últimos dias foram analisadas amostras de outros cinco pacientes que estiveram na Grã-Bretanha e, em dois casos, foi identificada a chamada variante inglesa nas províncias de Vicenza e de Treviso (Véneto).

Adicionalmente, o Instituto Telethon de Genética e Medicina de Pozzuoli, na região sul da Campânia, também detetou seis casos da variante inglesa em testes realizados recentemente no aeroporto de Capodichino (Nápoles), em pessoas provenientes de Londres.

Nas restantes amostras analisadas, foi identificado um total de 8 variantes diferentes, todas pertencentes ao “tipo B” do SARS-CoV-2, muito difundido na Europa.

Os voos do Reino Unido foram proibidos imediatamente após a notícia da descoberta da nova variante. O trabalho cuidadoso de controle continuará nos próximos dias, filtrando as chegadas e acompanhando a evolução da epidemia, para garantir as máximas condições de segurança “, declarou o presidente da região da Campânia, Vincenzo De Luca.

Nos dias 21 e 22 de dezembro, o Instituto Zooprofilático Experimental de Apúlia e Basilicata anunciou o resultado positivo para a nova variante de vírus em duas pessoas que tinham estado no Reino Unido. Também na região do Lácio, cuja capital é Roma, foi detetado o caso de uma pessoa portadora da variante inglesa do vírus, que esteve nos últimos dias na Grã-Bretanha.

A Itália permitiu o regresso de italianos residentes no país, mediante a realização de um teste PCR para a presença do novo coronavírus antes da sua entrada, bem como a obrigatoriedade de cumprir período de quarentena.

O Canadá também registou este sábado dois casos de infeção com a nova variante do vírus da covid-19 que apareceu no Reino Unido, anunciaram as autoridades de saúde canadianas.

O anúncio foi feito pelas autoridades de saúde de Ontário que, citados pela agência AFP, referem que as duas pessoas infetadas são um casal que “não têm um histórico de viagens, exposição (ao vírus) ou contactos de alto risco”. Segundo a mesma fonte, o casal foi colocado em isolamento.

A variante inglesa do vírus já foi também detetada, pelo menos, nos Países Baixos, na Alemanha, França, Espanha e no Japão.

Mais de 50 países impuseram restrições nas viagens para o Reino Unido. Além disso, a proibição da ligação do Canal da Mancha já provocou problemas no porto de Dover e gerou receios de, em breve, haver escassez de alimentos nos supermercados do Reino Unido devido à suspensão das cadeias de abastecimento.

Grande parte da União Europeia (UE) prepara-se para iniciar a vacinação contra a covid-19 este domingo, numa ação que será desenvolvida de forma gradual e cuja primeira fase incidirá sobre as pessoas mais vulneráveis, idosos ou profissionais de saúde especialmente expostos a infeções.

https://zap.aeiou.pt/variante-britanica-espalha-pelo-mundo-italia-suecia-canada-368481

 

A NASA quer construir uma base lunar até 2030 e a impressão 3D pode mesmo ser o caminho

As missões Artemis começam já no próximo ano. A NASA quer levar astronautas à Lua em 2024 e, na lista de objetivos, tem uma base lunar permanente até ao final da década. Aquele que seria o primeiro habitat construído numa superfície extraterrestre é um dos maiores desafios da agência espacial norte-americana.

Construir uma base lunar é uma das façanhas mais ambiciosas da NASA e tudo indica que poderá mesmo tornar-se realidade graças a uma parceria entre a agência espacial e a startup Icon, especializada em construções utilizando impressoras 3D. O principal obstáculo são os custos de transporte do material necessário para a obra.

A empresa, sediada no Texas, está a trabalhar com a NASA para desenvolver uma tecnologia capaz de transformar a poeira lunar num material muito semelhante ao betão, adiantou o CEO Jason Ballard, citado pela CNN.

Os astrónomos da Apollo descobriram que a poeira, além de abrasiva, é altamente pegajosa. Na superfície lunar há muito regolito, pelo que configura um grande abastecimento de matéria-prima se o projeto for bem-sucedido.

O Projeto Olympus – batizado em homenagem ao maior vulcão do Sistema Solar – é uma grande aposta da startup, a primeira a utilizar a impressão 3D para construir uma residência com autorização governamental para ser habitada.

“Pensamos em construções extraterrestres desde a fundação da Icon. Tenho a certeza de que aprender a construir noutros mundos nos trará os avanços necessários para resolver problemas habitacionais que encontramos neste mundo”, explicou Ballard.

A empresa constrói casas desde 2018, mas terá de lidar com uma realidade muito diferente: altos níveis de radiação, mudanças bruscas de temperatura e a queda frequente de micrometeoritos são três dos maiores entraves à construção de uma base lunar.

A Icon tem realizado várias experiências com pequenas quantidades de regolito lunar para se familiarizar com a poeira, de forma a alterar o seu estado usando micro-ondas, lasers e luz infravermelha.

Entre as ideias já colocadas em cima da mesa está o preenchimento das paredes dos quartos com membranas de água para proteger da radiação e um sistema de iluminação capaz de simular o ciclo de dia e noite, para ajudar no sono dos habitantes.

Ballard também está otimista quanto ao potencial da tecnologia para a Terra. O responsável acredita que as descobertas do Projeto Olympus podem ajudar a resolver a crise imobiliária global.

A startup está a trabalhar em conjunto com as empresas de arquitetura Blake Ingels Group (BIG) e Space Exploration Architecture (SEArch+) na elaboração deste projeto.

https://zap.aeiou.pt/base-lunar-impressao-3d-367306

 

Comer um abacate por dia melhora a saúde intestinal

Comer um abacate por dia pode ajudar a melhorar a saúde intestinal, concluiu um estudo levado a cabo por cientistas da Universidade de Illinois, nos EUA.

O abacate (Persea americana) é um alimento saudável, rico em fibras dietéticas e gordura monoinsaturada. Agora, uma equipa de cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, descobriu como é que este alimento afeta os micróbios no sistema gastrointestinal.

Em comunicado, a investigadora Sharon Thompson explicou que os cientistas já sabiam que o abacate ajuda “as pessoas a sentirem-se saciadas e a reduzir a concentração de colesterol no sangue, mas não sabíamos de que forma é que isso influencia os micróbios intestinais e os metabólitos que os microrganismos produzem”.

A equipa analisou 163 adultos saudáveis, com idades compreendidas entre os 25 e os 45 anos e com sobrepeso ou obesidade. Durante 12 semanas, cada participante teve de substituir uma das refeições por um prato preparado pelos especialistas: uns receberam refeições com um abacate, enquanto outros tiveram de comer um prato semelhante, mas sem a fruta.

Durante o período de 12 semanas, os participantes do estudo tiveram de informar a equipa sobre a sua dieta e disponibilizar amostras de sangue, urina e fezes.

Segundo o Sci-News, os resultados do estudo indicaram que quem consumiu abacates também ingeriu mais calorias. Além disso, as fezes dos participantes que ingeriram a fruta uma vez por dia apresentava mais gordura.

“Uma maior excreção de gordura significa que os participantes estavam a absorver menos energia dos alimentos que comiam. Provavelmente, tal ocorreu devido às reduções nos ácidos biliares, moléculas que nos permitem absorver gordura”, explicou Hannah Holscher, coautora do artigo científico, publicado no Journal of Nutrition.

“Descobrimos que a quantidade de ácidos biliares nas fezes foi menor e a quantidade de gordura nas fezes foi maior no grupo que ingeriu abacate”, resumiu.

A equipa descobriu, assim, que o grupo que ingeriu abacate todos os dias tinha uma maior abundância de micróbios intestinais que quebram as fibras e produzem metabólitos que ajudam na saúde intestinal. Além disso, tinham também uma maior diversidade microbiana.

A equipa realçou ainda que o conteúdo de fibra solúvel é muito importante, já que um abacate médio fornece cerca de 12 gramas de fibra, o que ajuda a atingir a quantidade recomendada de 28 a 34 gramas de fibra por dia.

“Quando consumimos fibra, é uma vitória para os micróbios intestinais e para nós. Assim como pensamos em refeições saudáveis ​​para o coração, também precisamos de pensar em refeições saudáveis ​​para o intestino e como alimentar a microbiota”, rematou Holscher.

https://zap.aeiou.pt/comer-abacate-dia-saude-intestinal-367584

 

sábado, 26 de dezembro de 2020

Cientistas revelaram o segredo dos antigos vulcões da Austrália !

Montanha Cradle, na Tasmânia, Austrália

A costa leste da Austrália está repleta de restos de centenas de vulcões, mas os cientistas nunca conseguiram explicar porque é que, num território que agora é tão estável, ocorreram tantas erupções nos últimos 80 milhões de anos.

Mas agora, conta o site Phys.org, cientistas da Universidade de Sydney descobriram o porquê. Em primeiro lugar, a equipa destaca que estes vulcões não pertencem a nenhum dos três principais grupos de vulcões.

Segundo Ben Mather, um dos autores do estudo publicado, a 16 de dezembro, na revista Science Advances, muitos dos vulcões que se formaram na Austrália foram eventos únicos.

“Em vez de grandes explosões como o Krakatoa ou o Vesúvio, ou vulcões icónicos como o Monte Fuji, o efeito é mais parecido com as bolhas que vão aparecendo à medida que fazemos uma panqueca”, exemplifica.

A equipa analisou como é que centenas de erupções ocorreram ao longo da costa leste, desde o norte de Queensland à Tasmânia, e através da Tasmânia até à Zelândia, o famoso continente quase totalmente submerso. Mas, afinal, o que é que aconteceu?

“A maioria destas erupções não foi causada pela Placa [tectónica] da Austrália a mover-se sobre as plumas quentes no manto sob a crosta terrestre. Em vez disso, há um padrão de atividade bastante consistente, com alguns picos notáveis”, acrescenta uma das co-autoras do estudo, Maria Seton.

De acordo com o mesmo site, o que alertou os investigadores foi o facto desses picos estarem a ocorrer ao mesmo tempo em que houve um aumento do volume do material do fundo do mar a ser empurrado para baixo do continente, a partir do leste, pela Placa do Pacífico.

Isto é, o fundo marinho da Placa do Pacífico está a ser empurrado para debaixo da Placa Australiana, um processo chamado subducção.

“A partir daí, está a ser empurrado para a zona de transição entre a crosta e o magma em profundidades de cerca de 400 a 500 quilómetros. Este material está, então, a reemergir como uma série de erupções vulcânicas ao longo da costa leste da Austrália, que é mais fina e mais jovem do que o centro e o oeste do continente”, explica Mather.

Na opinião deste cientista, este modelo também poderia ser usado para explicar outras regiões vulcânicas deste género no oeste dos Estados Unidos, no leste da China e em torno das Bermudas.

https://zap.aeiou.pt/segredo-antigos-vulcoes-australia-367302

 

Novo “Sinal Wow!” ? Detectado estranho sinal de rádio (e parece vir da estrela mais próxima do Sol !

Cientistas do proeminente Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) identificaram um estranho sinal vindo de Proxima Centauri, a estrela mais próxima do nosso Sol, que pode ser de uma civilização alienígena.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, o sinal, chamado BLC1 (Breakthrough Listen 1), foi descoberto pelo Breakthrough Listen, um projeto fundado para ouvir sinais de vida extraterrestre afiliado ao físico Stephen Hawking.

É o primeiro candidato sério desde o Sinal Wow!”, disse um investigador familiarizado com a descoberta, em declarações ao mesmo jornal.

A “Sinal Wow!”, registado em 1977, é amplamente considerado o achado mais promissor na história do SETI. Em 15 de agosto de 1977, o Big Ear Radio Telescope detetou um sinal forte com duração de 72 segundos vindo do Espaço. O sinal foi tão poderoso e incomum que o astrónomo Jerry Ehman anotou o papel onde os dados foram impressos com a palavra “Wow!”. Isso fez com que o fenómeno fosse apelidado de “Sinal Wow!”.

O novo sinal foi captado pelo telescópio Parkes na Austrália no ano passado, onde parecia ser proveniente do sistema Proxima Centauri.

O sinal despertou o interesse dos investigadores por vários motivos. Primeiro, está em torno de 980 MHz, uma faixa na qual não deveria haver transmissão de nave espacial humana. Segundo, a frequência está a mudar de uma forma que os cientistas dizem que indica que pode estar vindo da superfície de um exoplaneta em órbita – e Proxima Centauri é conhecido por ter um exoplaneta na “zona habitável”.

A comunidade científica continua cética. “As hipóteses de ser um sinal artificial da Proxima Centauri parecem impressionantes”, disse o astrobiólogo Lewis Dartnell, da Universidade de Westminster, em declarações ao The Guardian. “Há muito tempo que procuramos vida alienígena e a ideia de que poderia estar à nossa porta, no próximo sistema estelar, acumula improbabilidades sobre improbabilidades.”

Para Dartnell, o planeta de aparência mais habitável de Proxima Centauri não parece, à primeira vista, um candidato particularmente forte para a vida.

De acordo com o Scientific American, até os investigadores por trás do projeto estão céticos, mas estão a deixar em aberto a possibilidade de que possa ser uma tecnossinatura alienígena.

“O mais provável é que seja alguma causa humana”, disse Pete Worden, diretor executivo da organização-mãe da Breakthrough. “E quando digo mais provável, é 99,9 [por cento].”

O Scientific American relata ainda que o sinal não parece conter nenhuma informação.

Em comunicado, Franck Marchis, astrónomo planetário sénior do Instituto SETI, veio esclarecer mais tarde que o sinal é um candidato, não estando para já confirmado.

“Uma explicação simples é que Parkes captou um sinal originado na Terra”, disse Marchis. “Usamos o rádio para comunicar e isso pode ser interferência terrestre. E essa é provavelmente a explicação mais provável”.

Além disso, o exoplaneta Proxima b de Proxima Centauri ainda não foi confirmado. “Sabemos da sua existência apenas através do movimento da sua estrela, por isso tudo o que temos é uma estimativa da sua massa e órbita, nada mais”.

“A ideia de uma civilização tecnologicamente avançada a viver em torno do nosso vizinho estelar mais próximo é bastante extraordinária”, admitiu Marchis. “Mas, atualmente, ficamos com mais perguntas do que respostas: por que o sinal foi detetado apenas uma vez em 30 horas em abril e maio?”.

O astrónomo argumenta que seria “altamente improvável” que duas civilizações acabassem “por usar a mesma tecnologia ao mesmo tempo”.

“Provavelmente não é alienígena e vamos confirmar em breve”, concluiu. “Claro, como cientista do SETI, nada me agradaria mais do que ser provado que estou errado.”

https://zap.aeiou.pt/astronomos-detetam-um-misterioso-sinal-radio-vem-367931

 

Quase a chegar a Marte - Há 7 minutos de terror à espera do Perseverance !

O robô Perseverance está a aproximar-se de seu destino final, o planeta Marte, ao qual se prevéê que chegue a 18 de fevereiro de 2021. À espera do rover da NASA, sete minutos de terror.

Numa animação que a agência espacial norte-americana NASA acaba de distribuir, podemos ver o que serão os “sete minutos de terror” do Perseverance — tempo que vai durar a manobra de pouso do rover, após a chegada a Marte da nave que o leva ao Planeta Vermelho.

Neste período de tempo, o Perseverance passará de uma velocidade de 19.500 km/h, na parte superior da atmosfera marciana, para cerca de 3 km/h na altura do pouso, que ocorrerá na área conhecida como Cratera de Jezero.

Uma vez em Marte, explica a BBC, o rover irá procurar sinais de vida microbiana durante pelo menos um ano marciano, cerca de 687 dias terrestres. Para isso, irá recolher amostras de rochas e solo, armazená-las em tubos e deixá-las na superfície do planeta para uma futura transferência para a Terra.

O robô vai também estudar a geologia do planeta vermelho e testar formas de os astronautas em futuras missões poderem produzir oxigénio a partir do CO2 da atmosfera, que possa ser usado para respirar e como combustível.

Sete minutos de terror

A sequência de complicadas manobras que antecedem o pouso do Perseverance no Planeta Vermelho já foi descrita por muitos especialistas como “sete minutos de terror”. O robô, que partiu da Terra em julho de 2020, viajará encapsulado numa “caixa” com duas partes: um escudo cinético posterior e um escudo térmico frontal.

À medida que a nave espacial atravessa a atmosfera marciana, este escudo térmico terá que resistir a temperaturas de até 2.100°C. Quando estiver a cerca de 11 km do solo, a nave lançará um paraquedas, que reduzirá a velocidade do veículo de 2.099 km/h para cerca 320 km/h.

Seguidamente, o escudo térmico separar-se-á da parte de trás da nave, e durante um curto período de tempo o robô estará em queda livre para o solo.

Serão então acionados os oito retrofoguetes que uma “sky crane” (“grua celeste”), manobra que permitira que o Perseverance desça lentamente em direção ao solo marciana, suspenso por três cordas de nylon e um “cordão umbilical”. Quando as rodas do Perseverance tocarem no solo, o rover solta-se destas amarras.

Esta é a primeira missão da NASA a pesquisar explicitamente “assinaturas biológicas”, ou sinais biológicos de vida, desde o projeto Viking nos anos 1970. Mas o Perseverance será o quinto rover da NASA a pousar em Marte.

Antes do Perseverance, a agência espacial norte-americana fez chegar ao Planeta Vermelho cinco sondas exploradoras robóticas. As duas primeiras, as gémeas Spirit e Opportunity, chegaram a Marte a 3 e 24 de janeiro de 2004. A Opportunity manteve-se em operação durante 14 anos, até ser atingida e danificada por uma tempestade de poeira em 2018.

Atualmente, a NASA mantém em Marte os rovers Curiosity, que pousou em agosto de 2012 em Aeolis Palus, na cratera Gale, e InSight, que chegou ao Planeta Vermelho em novembro de 2018.

https://zap.aeiou.pt/7-minutos-terror-espera-perseverance-368319

 

Revelados novos detalhes sobre a “besta louca” que convivia com os dinossauros !

Reconstrução realista de Adalatherium hui

Um novo estudo descreve um mamífero bizarro, de 66 milhões de anos, que fornece valiosas pistas sobre a história evolutiva dos mamíferos do supercontinente Gondwana.

O artigo científico, publicado no dia 18 de dezembro no Journal of Vertebrate Paleontology, descreve uma nova espécie de mamífero que viveu há 66 milhões de anos em Madagáscar. A criatura foi batizada de Adalatherium hui, um termo que pode ser traduzido como “besta louca”.

A pesquisa, que foi realizada ao longo de 20 anos, revela que o animal era “gigante” em relação aos mamíferos daquela época e que tinha algumas características bizarras: mais vértebras no tronco do que a maioria dos mamíferos, membros posteriores musculados e mais separados, pernas dianteiras fortes e rápidas que ficavam dobradas sob o corpo, dentes da frente como os de um coelho, dentes de trás muito diferentes dos de qualquer outro mamífero conhecido e uma estranha lacuna nos ossos na parte superior do focinho.

Segundo o SciTechDaily, a criatura pertencia a um grupo já extinto de mamíferos conhecido como gondwanaterianos. Estes animais foram descobertos pela primeira vez na década de 1980 e eram identificados pelos dentes isolados e fragmentos que possuíam nas mandíbulas.

Agora, esta equipa, composta por cientistas dos Estados Unidos e de Madagáscar, conseguiu finalmente estudar o primeiro esqueleto deste misterioso grupo de animais, que percorreu grande parte da América do Sul, África, Madagáscar, o subcontinente indiano e até mesmo a Antártida.

Em comunicado, citado pelo EurekAlert, o cientista David Krause explica que, “sabendo o que conhecemos sobre a anatomia esquelética de todos os mamíferos vivos e extintos, é difícil imaginar que um mamífero como o Adalatherium hui pudesse ter evoluído”.

Esta descoberta é a prova de que ainda há muito para aprender sobre os primeiros mamíferos de Madagáscar e de outras partes do planeta. “Adalatherium é uma peça importante num quebra-cabeças muito grande sobre a evolução dos primeiros mamíferos no Hemisfério Sul”, comentou Simone Hoffmann, coautora do artigo científico.

https://zap.aeiou.pt/detalhes-besta-louca-dinossauros-367275

 

O Mar Cáspio está a encolher - Pode deixar a descoberto “um Portugal inteiro” !

Mar Cáspio.

A superfície do maior lago do mundo pode diminuir em mais de um terço até 2100, avisam cientistas. Uma área do tamanho de Portugal pode ficar a descoberto.

Imagine que você está no litoral, a olhar para o mar. À sua frente estão 100 metros de areia estéril que mais parece uma praia na maré baixa. No entanto, não há marés.

Foi isto que os cientistas descobriram quando visitaram o pequeno porto de Liman, na costa do Mar Cáspio no Azerbaijão. O Cáspio é na verdade um lago, o maior do mundo, e está a atravessar um declínio devastador no seu nível de água que está prestes a agravar-se. No final do século, o Mar Cáspio estará de nove a 18 metros mais baixo. Esta é uma profundidade consideravelmente mais alta do que a maioria das casas.

Isto significa que o lago perderá pelo menos 25% do seu tamanho, deixando a descoberto 93.000 quilómetros quadrados de terra seca. Se aquela nova terra fosse um país, seria do tamanho de Portugal.

Um novo estudo revela que a crise pode muito bem resultar num ecocídio tão devastador quanto o do Mar de Aral, algumas centenas de quilómetros a leste. A superfície do Cáspio já está a diminuir 7 cm a cada ano, uma tendência que provavelmente aumentará. Em cinco anos, pode ser cerca de 40 cm mais baixo do que hoje e em dez anos quase um metro mais baixo.

A culpa é das alterações climáticas. As águas do Mar Cáspio estão isoladas, a sua superfície já está cerca de 28 metros abaixo dos oceanos. O seu nível é o produto de quanta água flui dos rios, principalmente do poderoso Volga ao norte, da quantidade de chuva e da evaporação.

No final do século, o Volga e outros rios do norte ainda estarão lá. No entanto, um aumento de temperatura projetado de cerca de 3 ℃ a 4 ℃ na região irá conduzir a evaporação.

A situação clama por ação, mas as possibilidades são limitadas. O aumento dos níveis globais de CO₂, o principal fator das condições climáticas que está a causar a crise do Cáspio, só pode ser resolvido com acordos globais, avisam os cientistas.

Nos tempos soviéticos, desvios de água em grande escala dos rios siberianos foram propostos para lidar com o mar de Aral que encolhia a leste. Mas estas grandes obras – no caso do Mar Cáspio, um canal do Mar Negro pode ser considerado – vêm com enormes riscos ecológicos e geopolíticos.

No entanto, ações são necessárias para proteger as plantas e animais únicos do Mar Cáspio e a subsistência das pessoas que vivem ao redor dele. O pequeno porto encalhado em Liman fica mais longe do mar a cada ano. Se nada for feito, ele será deixado sozinho em mais de uma maneira.

Google Earth

Comparação da costa do Cáspio entre 1995 e hoje.

https://zap.aeiou.pt/mar-caspio-encolher-portugal-367988

 

O planeta Terra pode ter matéria negra “cabeluda”

 

Ilustração da NASA que mostra a Terra cercada por filamentos de matéria escura chamados “cabelos”

Uma nova ilustração divulgada pela NASA mostra que o nosso planeta se encontra cercado por filamentos de matéria escura, chamados de “cabelos”. Se os cientistas fossem capazes de descobrir a sua origem, poderiam usá-los para mapear corpos planetários.

Segundo a agência espacial norte-americana (NASA), matéria escura é uma substância invisível e misteriosa que constitui cerca de 27 por cento de toda a matéria e energia do universo.

Por outro lado, a matéria regular, que constitui tudo o que vemos à nossa volta, representa apenas cinco por cento do universo e o resto é energia escura – um estranho fenómeno associado à aceleração do nosso universo em expansão.

Com base em muitas observações da atração gravitacional em ação, cientistas têm a certeza de que existe matéria escura, apesar de esta nunca ter sido detetada diretamente.

A principal teoria é que a matéria escura é “fria”, o que significa que não se move muito e que não produz ou interage com a luz.

De acordo com cálculos feitos na década de 1990, a matéria escura forma “fluxos finos” de partículas que se movem à mesma velocidade e que orbitam galáxias como a nossa, relata a Tech Explorist.

“Uma corrente pode ser muito maior do que o próprio sistema solar e existem muitas correntes diferentes a cruzar a nossa vizinhança galáctica“, disse Prézeau, autor do artigo.

O investigador compara a formação de fluxos finos de matéria escura à mistura de chocolate e gelado de baunilha – se misturarmos uma colher de cada um, obtemos um padrão misto, mas continuamos a ver as cores individuais.

“Quando a gravidade interage com o gás frio da matéria escura durante a formação da galáxia, todas as partículas dentro de uma corrente continuam a viajar à mesma velocidade”, disse Prézeau.

Mas o que acontece quando uma dessas correntes se aproxima de um planeta como a Terra?

Prézeau usou simulações informáticas para descobrir que, quando um desses fluxos se aproxima de um planeta como a Terra, as partículas do fluxo concentram-se num filamento ultradenso, ou “cabelo”, de matéria escura – o que significa que devem existir muitos desses fios de cabelo a emergir da Terra.

Um fluxo de matéria regular não seria capaz de passa pela Terra e sair do outro lado. Mas, para a matéria escura, a Terra não é um obstáculo.

De acordo com as simulações de Prézeau, a gravidade da Terra focar-se-ia e dobraria o fluxo de partículas de matéria escura num fio de cabelo, estreito e denso.

Os “cabelos” que surgem a partir de planetas têm “raízes”, a concentração mais densa de partículas de matéria escura, e “pontas”, onde termina o cabelo.

Quando as partículas de um fluxo de matéria escura passam pelo núcleo da Terra, concentram-se na “raiz” de um fio de cabelo, onde a densidade das partículas é cerca de mil milhões de vezes maior.

A raiz do tal fio de cabelo deveria encontrar-se a cerca de um milhão de quilómetros de distância da superfície da Terra (duas vezes mais longe do que a lua).

“Se pudéssemos localizar a raiz desses fios de cabelo, poderíamos enviar uma sonda para lá e obter uma abundância de dados sobre a matéria escura“, disse Prézeau.

Outra descoberta fascinante dessas simulações informáticas é que as diferenças de densidade encontradas dentro do nosso planeta – do núcleo interno ao externo, do manto à crosta – seriam refletidas nos cabelos, que teriam “nós” correspondentes às transições entre as diferentes camadas da Terra.

Teoricamente, se fosse possível obter essa informação, os cientistas poderiam usar “fios de cabelo” de matéria escura para mapear as camadas de qualquer corpo planetário e até mesmo descobrir as profundezas dos oceanos nas luas geladas.

Os dados sobre a matéria escura “cabeluda” são baseados num estudo do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, publicado no Astrophysical Journal, em 2015.

https://zap.aeiou.pt/terra-pode-ter-materia-negra-cabeluda-367648

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Apple Car na mira - Empresa estuda produção de carros autónomos em 2024 !

Conceito artístico do iCar, o automóvel da Apple, conforme imaginado pelo designer industrial italiano Franco Grassi

A Apple está a avançar com a tecnologia de carros autónomos e em 2024 deverá lançar um veículo de passageiros que possa incluir a sua própria tecnologia inovadora ao nível da bateria.

A Reuters avança que a gigante tecnológica Apple está a planear produzir um carro autónomo que deverá ser lançado já em 2024. O projeto, conhecido como Projeto Titan, foi supostamente aprovado por Tim Cook há seis anos, mas manteve-se em segredo até 2015, ano em que começaram a surgir os primeiros rumores sobre os esforços da Apple neste sentido.

Os planos da empresa são ambiciosos e vão além das capacidades de direção autónoma. Segundo as fontes consultadas pela Reuters, a Apple está a projetar uma nova bateria capaz de reduzir “radicalmente” o custo e aumentar o alcance.

“Se existe uma empresa no planeta que tem recursos para fazer isso, provavelmente é a Apple”, confessou à Reuters um membro do Projeto Titan que preferiu manter o anonimato. “Mas, ao mesmo tempo, não se trata de um telemóvel.”

A bateria deverá ser baseada num design monocelular, que permite aumentar a capacidade de cada célula individual, aumentado o espaço disponível em cada conjunto. Como consequência, isto tornará possível incluir mais conjuntos de baterias no mesmo espaço, a fim de se obter uma maior autonomia.

A nova bateria da Apple deverá contar com uma nova mistura química, com base no LFP (Fosfato de Lítio e Ferro). De acordo com as fontes, esta mistura pode impedir que as células sobreaqueçam com tanta facilidade e proporcionar baterias mais seguras do que o habitual.

Quanto ao sistema de condução autónoma, ainda existem muitas dúvidas acerca da possibilidade de ser a própria Apple a fabricar o veículo. O mais provável é que a empresa recorra a terceiros para o efeito.

Independentemente disso, o sistema deverá ser desenhado e implementado em Cupertino, para depois ser integrado no Apple Car. No entanto, a empresa não quis comentar sobre os seus planos ou produtos futuros.

“É o próximo nível”, disse uma fonte da Reuters, acrescentando que o Apple Car será como “a primeira vez que viram um iPhone”.

https://zap.aeiou.pt/apple-car-na-mira-2024-367669

 

Estudo sugere que os primeiros humanos podem ter hibernado

O Homo heidelbergensis poderá ser o antepassado comum do Homo neanderthalensis e do Homo sapiens.

Um novo estudo científico tentou perceber se os primeiros humanos tiveram alguma vez a capacidade de hibernar, tal como acontece com muitos outros mamíferos.

Um desses casos são os ursos, que têm processos metabólicos especializados para os proteger deste sono prolongado. Mas por vezes esta ‘ajuda’ não acontece de acordo com o planeado e os animais podem, por exemplo, desenvolver uma série de doenças pós-hibernação se não obtiverem reservas de alimento suficientes antes do inverno.

“Os hibernantes podem sofrer de raquitismo, hiperparatiroidismo e neurofibromatose se não possuírem reservas de gordura suficientes. Estas doenças são todas expressões de osteodistrofia renal consistente com doença renal crónica”, explicam no seu estudo, publicado em dezembro na revista L’Anthropologie, os paleoantropólogos Antonis Bartsiokas e Juan-Luis Arsuaga.

De acordo com o site Science Alert, os investigadores acreditam que este pode ter sido o destino de alguns ancestrais humanos cujos restos mortais foram descobertos numa caverna espanhola chamada Sima de los Huesos.

Este poço profundo na Caverna Maior da Serra de Atapuerca abriga um grande número de fósseis, onde arqueólogos descobriram milhares de restos de esqueletos de hominídeos com cerca de 430 mil anos.

Isto foi muito antes do Homo sapiens andar pela Terra e, embora haja ainda algum debate sobre a qual ancestral humano pertencem estes fósseis, pelo menos alguns são do Homo heidelbergensis.

“A hipótese de hibernação é consistente com a evidência genética e com o facto de os hominíneos de Sima de los Huesos terem vivido durante o período glacial”, escreveram os cientistas no mesmo artigo.

A ideia é que esses antigos ancestrais podem ter tentado dormir durante os meses mais frios e, portanto, os seus ossos mostram as cicatrizes dos meses de sono sem as reservas de gordura suficientes, falta de vitamina D e, nos adolescentes, estranhos surtos de crescimento sazonal.

No entanto, como destaca o mesmo site, antes de podermos afirmar efetivamente que os nossos ancestrais hibernavam, temos de ter em conta que esta investigação ainda está numa fase muito preliminar. Tanto que até os os próprios autores do estudo admitem que esta hipótese soa um pouco a “ficção científica”.

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Três coisas que aprendemos com o InSight da NASA

A sonda InSight vai explorar o subsolo de Marte

O módulo InSight da NASA pousou em Marte no dia 26 de novembro de 2018 para estudar o interior profundo do planeta. Um pouco mais de um sol (ano marciano) depois, o “lander” estacionário detetou mais de 480 sismos e recolheu os dados meteorológicos mais abrangentes de qualquer missão enviada para a superfície de Marte. A sonda InSight, que tem lutado para cavar no subsolo a fim de medir a temperatura do planeta, também fez progressos.

As superfícies de Marte e da Terra já foram muito semelhantes. Ambas eram quentes, húmidas e envoltas em atmosferas densas. Mas, há três ou quatro mil milhões de anos, estes dois mundos seguiram caminhos diferentes.

A missão do InSight (Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport) consiste em ajudar os cientistas a comparar a Terra com o seu irmão enferrujado.

O estudo da composição interior de Marte, de como esse material está dividido em camadas e da rapidez com que o calor escapa, pode ajudar os cientistas a melhor entender como os materiais iniciais de um planeta o tornam mais ou menos propenso a sustentar vida. Aqui ficam três descobertas sobre o nosso vizinho vermelho no céu.

Fracos “murmúrios” são a norma

O sismómetro do InSight, fornecido pela agência espacial francesa CNES (Centre National d’Études Spatiales), é sensível o suficiente para detetar pequenos ruídos vindos de grandes distâncias. Mas só em abril de 2019 é que os sismólogos do Serviço Marsquake, em coordenação com o ETH Zurique, detetaram o seu primeiro sismo marciano.

Desde então, Marte mais do que compensou o tempo perdido, tremendo frequente, embora suavemente, sem sismos maiores que magnitude 3,7.

A ausência de sismos com magnitude superior a 4 representa um mistério, tendo em conta a frequência com que o Planeta Vermelho treme devido a sismos mais pequenos.

“É um pouco surpreendente não termos visto um evento maior,” disse o sismólogo Mark Panning do JPL da NASA no sul da Califórnia, que lidera a missão InSight. “Isto pode estar a dizer-nos algo sobre Marte, ou pode estar a dizer-nos algo sobre a nossa sorte.”

Posto de outra forma: talvez Marte seja mais estático do que o previsto – ou talvez o InSight tenha pousado durante um período especialmente calmo.

Os sismólogos terão que esperar pacientemente por estes sismos maiores a fim de estudar as camadas por baixo da crosta. “Às vezes recebemos grandes flashes de informações surpreendentes, mas na maioria das vezes são meras ‘migalhas’,” disse Bruce Banerdt do JPL, investigador principal do InSight. “É mais como tentar seguir uma trilha de pistas complicadas do que termos as respostas apresentadas num presente bem enfeitado.”

O vento pode esconder sismos

Assim que o InSight começou a detetar sismos, estes tornaram-se tão regulares que, a determinado ponto, aconteciam todos os dias. Então, no final de junho deste ano, as deteções essencialmente pararam. Desde então foram apenas detetados cinco sismos, todos eles desde setembro.

Os cientistas pensam que o vento de Marte é responsável por estes períodos sismicamente vazios: o planeta entrou na sua estação mais ventosa do ano marciano por volta de junho. A missão sabia que os ventos podem afetar o sismómetro sensível do InSight, que está equipado com uma cúpula contra o vento e com um escudo de calor. Mas o vento ainda sacode o próprio solo e cria um ruído literal que esconde os sismos.

Isto pode também ter contribuído para o que parece ser o longo silêncio sísmico antes da primeira deteção do InSight, já que o módulo pousou enquanto uma tempestade regional de poeira estava a assentar.

“Antes do pouso, tivemos que adivinhar como o vento afetaria as vibrações da superfície,” disse Banerdt. “Como estamos a trabalhar com eventos que são bem menores do que os eventos a que prestaríamos atenção na Terra, descobrimos que temos que prestar muito mais atenção ao vento.”

Não existem ondas de superfície

Todos os sismos têm dois conjuntos de ondas, que viajam pelo interior do planeta: ondas primárias (ondas P) e ondas secundárias (ondas S). Também se propagam ao longo do topo da crosta como parte de uma terceira categoria, chamadas ondas de superfície.

Na Terra, os sismólogos usam as ondas de superfície para aprender mais sobre a estrutura interna do planeta. Antes de chegar a Marte, os sismólogos do InSight esperavam que estas ondas fornecessem vislumbres de até 400 km do interior, até uma camada subcrustal chamada manto. Mas Marte continua a fornecer mistérios: apesar das centenas de sismos, nenhum incluiu ondas de superfície.

“Não é totalmente invulgar ter sismos sem ondas de superfície, mas foi uma surpresa,” disse Panning. “Por exemplo, não conseguimos ver ondas de superfície na Lua. Mas isso é porque a Lua tem muito mais dispersão do que Marte.”

A crosta lunar seca é mais fraturada do que a Terra e Marte, fazendo com que as ondas sísmicas saltem num padrão mais difuso que pode durar mais de uma hora.

A ausência de ondas de superfície em Marte pode estar ligada a extensas fraturas nos primeiros 10 km abaixo do InSight ou que os sismos detetados pelo InSight vêm das profundezas do planeta, já que estes não produziriam ondas de superfície fortes.

https://zap.aeiou.pt/tres-coisas-aprendemos-insight-da-nasa-368034

 

Sem distanciamento, máscaras são insuficientes para impedir a propagação da covid-19

O simples uso de uma máscara, sem distanciamento social, pode não ser suficiente para prevenir a disseminação da covid-19, revelou um novo estudo.


Neste novo estudo, publicado na terça-feira no Science Daily, a equipa analisou a forma como cinco tipos de máscara afetaram a disseminação das gotículas que carregam o coronavírus quando tossimos ou espirramos, concluindo que distâncias inferiores a 1,8 metros são insuficientes para travar a propagação.

O uso da máscara “definitivamente ajuda, mas se as pessoas estiverem muito próximas, ainda há possibilidade de espalhar ou contrair o vírus”, disse Krishna Kota, professora da New Mexico State University e uma das autoras do artigo. “Não são apenas as máscaras que ajudam. São as máscaras e o distanciamento”, frisou.

Para a investigação, a equipa recorreu a uma máquina que simula tosse e espirros. O gerador liberta partículas – semelhantes às gotículas libertadas nos espirros e na tosse -, através de lâminas de laser, para um quadrado hermético, parecido com uma câmara.

Os investigadores analisaram o fluxo das gotículas em cinco tipos diferentes de máscara: uma de tecido com uma camada; uma de tecido com duas camadas; uma de tecido húmida, com duas camadas; uma cirúrgica e uma de grau médico, a N-95.

Todas as máscaras conseguiram criar uma barreira protetora – desde a de tecido com uma camada, que permitiu a passagem de cerca de 3,6% das gotículas, até à N-95, que bloqueou 100% das gotículas. Contudo, em distâncias inferiores a 1,8 metros, mesmo as pequenas percentagens de gotículas podem ser suficientes para transmitir o vírus.

Um único espirro pode libertar até 200 milhões de partículas de vírus.

O uso da “máscara oferece uma proteção substancial, mas não completa”, diminuindo “o número de espirros e de gotículas transportadas pelo ar que, de outra forma, entrariam em contacto “com a pessoa sem a máscara”, indicou Krishna Kota, destacando a importância do distanciamento social.

https://zap.aeiou.pt/distanciamento-mascaras-insuficientes-propagacao-covid-19-367989

 

Iceberg em possível rota de colisão com Geórgia do Sul está a partir-se e a mudar de forma !

O iceberg gigante A-68A, a caminho da ilha Geórgia do Sul, partiu-se em vários pedaços e está a derreter numa média de 2,5 centímetros por dia, mudando continuamente de forma, mostram os dados de satélite.

A grande massa de gelo separou-se em 2017 da plataforma de gelo Larsen, na Antártida, e desde então tem sido monitorizada por satélites como o Sentinel-1, do programa Copernicus, e o Cryosat, ambos da Agência Espacial Europeia (ESA), além do Modis, da NASA, agência espacial dos Estados Unidos.

Desde que se separou a taxa média de fusão tem sido de 2,5 centímetros por dia e agora descarrega 767 metros cúbicos de água doce por segundo no oceano à sua volta, o que equivale a 12 vezes o caudal do rio Tamisa, o rio que banha Londres.

Na parte mais grossa o iceberg tem atualmente uma quilha de 206 metros de profundidade, pelo que os especialistas consideram ser “pouco provável” que se aproxime muito mais da ilha até que se desbaste ou se parta.

Dois fragmentos relativamente grandes que se separaram na última segunda-feira “são consideravelmente mais delgados”, com quilhas menos profundas, pelo que “representam uma maior ameaça imediata”, de acordo com um comunicado da ESA.

O iceberg tem preocupado os cientistas porque no último mês flutuou perigosamente perto do arquipélago das ilhas de Geórgia do Sul, que tem um ecossistema frágil formado por uma flora e fauna ricas e com pinguins e focas.

A futura trajetória do A-68A depende da profundidade da sua quilha em relação ao oceano à volta, mas devido à sua forma variável não tem sido possível determinar essa trajetória de forma exata.

O arquipélago fica num lugar remoto do Oceano Atlântico Sul, mas está rodeado de águas relativamente pouco profundas, que se estendem por dezenas de quilómetros.

Se a grande massa de gelo se aproximar demasiado poderá acontecer uma “libertação em massa” de água doce no mar à volta, com importantes impactos ambientais.

Cientistas do Centro de Observação e Modelação Polar, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, fizeram a primeira avaliação da mudança de rota do iceberg, inicialmente chamado A-68 quando se separou da Antártida e tinha cerca do dobro do tamanho do Luxemburgo (passou a chamar-se A-68-A quando perdeu um grande fragmento).

As imagens mostram que se reduziu para metade da área inicial de 5.664 quilómetros quadrados, medindo agora 2.606 quilómetros quadrados.

Uma parte importante dessa perda foi através da criação de fragmentos mais pequenos, alguns deles ainda a flutuar.

https://zap.aeiou.pt/iceberg-rota-colisao-mudar-forma-368153

 

“Superposições”: A Estranheza Cósmica da Mecânica Quântica

“Superposições”: A Estranheza Cósmica da Mecânica Quântica
Crédito da imagem: depositphotos

“Se a mecânica quântica não o chocou profundamente, você ainda não a entendeu”, disse o físico Niels Bohr. Quanto mais nos aprofundamos na estranheza cósmica da mecânica quântica, mais estranho o mundo se torna.

Um estado de superposição quântica é estar em mais de um lugar, ou mais de um estado, ao mesmo tempo – um único evento pode estar acontecendo aqui e ali, ou hoje e amanhã.

O grande físico teórico da Caltech, ganhador do Prêmio Nobel, Richard Feynman, gostava de observar que o “paradoxo” da mecânica quântica é apenas um conflito entre a realidade e seu sentimento de como a realidade “deveria ser”.

Ela questiona nossa própria compreensão do espaço e do tempo

A mecânica quântica, que descreve o comportamento das partículas subatômicas, desafia o bom senso. As ondas se comportam como partículas; partículas se comportam como ondas. É como “dar uma olhada nas cartas de Deus”, disse o físico italiano Giancarlo Ghirardi.

As superposições, no entanto, são difíceis de criar, dizem os cientistas da EPFL, MIT e CEA Saclay, “visto que são destruídas se qualquer tipo de informação sobre o local e a hora do evento vazar para o ambiente – e mesmo se ninguém realmente registrar essas informações. Mas quando as superposições ocorrem, elas levam a observações que são muito diferentes daquelas da física clássica, questionando nossa própria compreensão de espaço e tempo”.

Uma nova pesquisa da equipe internacional usando um pulso de laser muito curto para disparar um padrão específico de vibração dentro de um cristal de diamante demonstra um estado de vibração que existe simultaneamente em dois momentos diferentes e evidencia essa superposição quântica medindo a classe mais forte de correlações quânticas entre feixes de luz que interagem com a vibração.

O Experimento – Clássico vs Quantum

Em seu experimento, eles relataram que “cada par de átomos vizinhos oscilava como duas massas ligadas por uma mola, e essa oscilação era síncrona em toda a região iluminada. Para conservar energia durante este processo, uma luz de uma nova cor é emitida, deslocada para o vermelho do espectro”.

Esta imagem clássica, entretanto, é inconsistente com os experimentos. Em vez disso, tanto a luz quanto a vibração devem ser descritas como partículas, ou quanta: a energia da luz é quantizada em fótons discretos, enquanto a energia vibracional é quantizada em fônons discretos (em homenagem ao grego antigo “foto = luz” e “fono = som”).

O processo descrito acima relata a Ecole Polytechniqe Federale de Lausanne, “deve, portanto, ser visto como a fissão de um fóton proveniente do laser em um par de fóton e fônon – semelhante à fissão nuclear de um átomo em duas partes menores. Mas não é a única deficiência da física clássica. Na mecânica quântica, as partículas podem existir em um estado de superposição, como o famoso gato de Schrödinger estando vivo e morto ao mesmo tempo”.

Ainda mais contra-intuitivo

Ainda mais contra-intuitivo apoiar a observação de Feynman de uma realidade quântica: duas partículas podem ficar emaranhadas, perdendo sua individualidade. A única informação que pode ser coletada sobre elas diz respeito às suas correlações comuns. Como as duas partículas são descritas por um estado comum (a função de onda), essas correlações são mais fortes do que é possível na física clássica. Isso pode ser demonstrado realizando medições apropriadas nas duas partículas. Se os resultados violarem um limite clássico, pode-se ter certeza de que foram emaranhadas.

Luz e vibração emaranhadas

No novo estudo, os pesquisadores da EPFL conseguiram enredar o fóton e o fônon (ou seja, luz e vibração) produzidos na fissão de um fóton de laser que entra no cristal. Para fazer isso, os cientistas desenvolveram um experimento no qual o par fóton-fônon poderia ser criado em dois instantes diferentes. Classicamente, isso resultaria em uma situação em que o par é criado no momento t1 com 50% de probabilidade, ou em um momento posterior t2 com 50% de probabilidade.

“O Truque” – Liga nossa realidade diária à mecânica quântica

Mas aí vem o “truque” dos pesquisadores para gerar um estado emaranhado. Por um arranjo preciso do experimento, eles garantiram que nem mesmo o menor traço do tempo de criação do par luz-vibração (t1 vs. t2) fosse deixado no universo. Em outras palavras, eles apagaram informações sobre t1 e t2. A mecânica quântica então prevê que o par fônon-fóton se torna emaranhado e existe em uma superposição de tempo t1 e t2. Essa previsão foi belamente confirmada pelas medições, que produziram resultados incompatíveis com a teoria probabilística clássica.

Ao mostrar o emaranhamento entre luz e vibração em um cristal que alguém poderia segurar em seu dedo durante o experimento, o novo estudo cria uma ponte entre nossa experiência diária e o domínio fascinante da mecânica quântica.

https://www.ovnihoje.com/2020/12/25/superposicoes-a-estranheza-cosmica-da-mecanica-quantica/

 

Mitos e histórias sobre as Plêiades datam de 100.000 anos atrás

Mitos e histórias sobre as Plêiades datam de 100.000 anos atrás
O aglomerado de estrelas das Plêiades, tema de inúmeros mitos e lendas desde tempos imemoriais. Crédito: Caltech, Palomar Observatory, Digitized Sky Survey

Seria possível que os mitos e lendas sobre as Plêiades tenham 100.000 anos?

As Plêiades estão entre os asterismos mais notáveis. Você pode estar se perguntando o que exatamente é um asterismo. Trata-se de um grupo de estrelas característico e facilmente reconhecível, que pode pertencer a uma ou mais constelações, mas não é uma constelação em si. Em vez disso, é um aglomerado aberto de estrelas.

O aglomerado de estrelas das Plêiades é um dos poucos visíveis a olho nu e certamente um dos mais facilmente reconhecíveis. Ele é dominado por jovens estrelas azuis formadas nos últimos 100 milhões de anos. De acordo com modelos teóricos modernos, o aglomerado existirá por mais 250 milhões de anos, após os quais se dissipará no espaço interestelar, sob a pressão das forças das marés dos braços espirais e das nuvens de gás e poeira da Galáxia.

Mitologia

As Plêiades são conhecidas pela humanidade desde tempos imemoriais. Os arqueólogos encontram pinturas rupestres desse asterismo incrivelmente belo em quase todos os cantos do mundo. Como você pode imaginar, esses desenhos foram feitos muito antes do início de nossa era.

Nos mitos gregos, as Plêiades eram sete ninfas, belas criaturas divinas que habitavam o mundo natural. Elas eram as filhas do titã Atlas e da ninfa Playon. Um dia, quando as Sete Irmãs estavam caminhando na floresta com sua mãe Playon, elas viram o caçador Orion.

Orion se apaixonou delas e começou a persegui-las. Quando o deus Zeus viu que elas estavam em perigo, ele as transformou em estrelas para salvá-las de Orion.

Na verdade, se você observar o céu no inverno, notará que as Plêiades se movem do leste para o oeste, e Orion as segue. As Plêiades podem ser observadas no hemisfério norte no inverno e no hemisfério sul no verão.

Claro, esses mitos têm muitas variações e você pode ter ouvido uma versão completamente diferente sobre as Plêiades. O que é importante é que eles eram extremamente importantes para os povos antigos, pois determinavam as estações por sua posição no céu. Quanto à ciência moderna, as Plêiades são um constante objeto de estudo.

É possível que os mitos sobre as Plêiades tenham 100.000 anos?

Um estudo recente sobre o movimento das Plêiades levou a teorias inovadoras que poderiam reescrever a história dos mitos.

A pesquisa foi conduzida usando o Telescópio Espacial Gaia em duas estrelas específicas das Plêiades – Pleione e Atlas. Ela foi influenciada pela curiosidade por trás dos mitos das “Sete Irmãs” (o aglomerado de estrelas). Por que as culturas de todo o mundo se referem a sete estrelas quando a olho nu pode ver claramente apenas seis?

O que os estudos revelaram foi que Pleione e Atlas estão hoje tão próximas que aparecem como uma única estrela no céu.

Resultados da simulação mostrando como duas das estrelas das Plêiades teriam aparecido no céu 100.000 anos atrás. Crédito: Ray Norris

Medir o possível movimento das Plêiades nos últimos 100.000 anos em retorno revelou que Pleione estava muito mais longe de Atlas, o que significaria que os antigos estavam, de fato, vendo 7 estrelas em vez de 6.

Isso levou a uma nova teoria sugerindo que os mitos que conhecemos sobre as Plêiades poderiam ter existido de uma maneira diferente há mais de 100.000 anos.

E se os primeiros humanos da época da grande migração da África tivessem suas próprias versões desses mitos? É claro que eles tinham uma imagem muito melhor do céu noturno naquela época.

É possível que os antigos gregos e todas as outras civilizações da antiguidade que compartilharam suas próprias histórias sobre as Plêiades podem tê-las adotado de povos anteriores. Dada a natureza dos mitos que sugerem que havia Sete Irmãs, é possível que essas histórias datem de 100.000 anos, quando todas as sete estrelas eram visíveis no céu.

https://www.ovnihoje.com/2020/12/25/mitos-e-historias-sobre-as-pleiades-datam-de-100-000-anos-atras/

 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Novo estudo explica os três métodos que o cérebro usa para afastar pensamentos irrelevantes

Numa altura em que a pandemia assombra a população mundial, este pode ser o cenário ideal para que alguns pensamentos menos bons comecem a surgir na mente de cada um. Agora, a ciência pode dar uma ajuda.


Uma nova pesquisa pode ajudar a que este tipo de pensamentos menos bons, e que influenciam o dia a dia das pessoas de forma negativa, se disseminem. O estudo, publicado na revista Nature Communication, apresenta assim as três melhores maneiras de se livrar de um mau pensamento.

Neste sentido, a memória de trabalho é muito importante, uma vez que se carateriza por ser a parte do cérebro que se preocupa com o que realmente é importante, pois só tem espaço para conter apenas um determinado número de informações. Livrar-se de pensamentos irrelevantes e armazenar os relevantes é, portanto, essencial – este é o primeiro passo para uma mente “limpa”.

O segundo ponto será substituir os pensamentos negativos (ou não relevantes) por outros. O novo estudo mostra que algum treino mental “limpa” a mente mais rapidamente.

Durante a pesquisa, os 50 participantes foram instruídos a limpar a cabeça com meditação, suprimindo o pensamento para esquecê-lo ativamente.

Analisando os dados resultantes da pesquisa, os investigadores descobriram uma hierarquia de regiões cerebrais envolvidas em vários graus no controlo dos nossos pensamentos, incluindo as regiões parietal e frontopolar, bem como o pré-frontal dorsolateral, que está ligada à atenção e memória de trabalho.

Ao observar os padrões de atividade do cérebro, a equipa foi capaz de mostrar quando um pensamento foi realmente removido da memória de trabalho de uma pessoa – algo que até agora não tinha sido descoberto, diz o Science Alert.

Ainda não está claro o que está a acontecer com todas essas informações no cérebro, mas o estudo sugere que um pensamento pode ser temporariamente removido da nossa memória de trabalho com o foco correto de atenção. Também pode ser removido de forma mais permanente, abrindo espaço para novos pensamentos.

Como se pode ler no estudo, “o ponto principal é: se quisermos tirar algo da mente rapidamente, devemos “limpar” ou “substituir” essa informação. Mas se quisermos tirar algo da nossa mente de forma definitiva, para poder inserir novas informações, “suprimir” é a melhor opção”.

https://zap.aeiou.pt/cerebro-pensamentos-irrelevantes-367289

 

GalSafe é o primeiro porco geneticamente modificado para uso alimentar e médico !

A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou um porco geneticamente modificado para consumo humano e uso terapêutico. O animal foi alterado de modo a ser livre de uma determinada molécula de açúcar, responsável por reações alérgicas graves em algumas pessoas.

A aprovação da FDA é um marco, pois é apenas a segunda vez que um animal geneticamente modificado foi aprovado para consumo humano nos Estados Unidos. O porco segue-se ao salmão que teve essa mesma aprovação em 2015, ainda que tenha sido controversa.

O tipo de porco geneticamente modificado foi chamado de GalSafe, e tem um único gene ajustado para eliminar a presença de uma molécula de açúcar chamada alfa-gal. Acredita-se que as alergias aos açúcares alfa-gal sejam desencadeadas principalmente por picadas de carrapatos.
 
“A primeira aprovação de um produto de biotecnologia animal para alimentos e como uma fonte potencial para uso biomédico, representa um grande marco para a inovação científica”, disse Stephen Hahn, membro da FDA.

Embora a recente aprovação cubra o uso médico, o FDA sugere que outros processos serão necessários antes que medicamentos possam ser implantados comercialmente. Esses usos médicos poderiam, hipoteticamente, envolver os porcos, sendo que estes seriam usados ​​para cultivar tecidos ou órgãos para transplante humano.

A XenoTherapeutics, uma empresa privada de pesquisa e desenvolvimento, já está a trabalhar num ensaio clínico de Fase 1 em humanos, onde está a usar produtos de porco GalSafe para aplicações biomédicas. O ensaio é o primeiro a explorar a segurança dos transplantes de pele para vítimas de queimaduras graves usando tecido de porcos GalSafe.

A FDA diz que a aprovação determina que os porcos GalSafe são seguros para consumo humano. No entanto, apesar de os animais geneticamente modificados não conterem níveis detetáveis ​​de açúcares alfa-gal, não houve testes para determinar se a carne previne reações alérgicas em humanos.

Um porta-voz da empresa produtora de suínos geneticamente modificados disse que não há planos imediatos de vender comercialmente a carne para consumo humano. A declaração de aprovação da FDA sugere que qualquer venda inicial de carne ocorrerá apenas por correspondência e não há planos atuais para a carne GalSafe estar disponível em supermercados, pelo menos para já.

“Como parte de nossa missão de saúde pública, a FDA apoia fortemente o avanço de produtos inovadores de biotecnologia animal que são seguros para os animais, seguros para as pessoas e alcançam os resultados pretendidos”, disse Hahn no relatório de aprovação do FDA.

O especialista acrescenta ainda que “a ação de hoje ressalta o sucesso da FDA em modernizar os nossos processos científicos para otimizar uma abordagem baseada no risco que avança com inovações de ponta nas quais os consumidores podem ter confiança”.

https://zap.aeiou.pt/galsafe-porco-geneticamente-modificado-366876

 

Novo mineral descoberto em rocha extraída há 220 anos em Inglaterra

Investigadores descobriram um novo mineral numa rocha que foi extraída na Cornualha, região litorânea no oeste da Inglaterra, há cerca de 220 anos. 


O grupo, liderado pelo mineralogista do Museu de História Natural (NHM) Mike Rumsey, descobriu o mineral – que designaram “kernowite” em homenagem a Kernow, a palavra do idioma córnico original da Cornualha – enquanto estudava uma rocha retirada da mina Wheal Gorland no vilarejo de St Day, noticiou a BBC esta quarta-feira.

“É incrível que em 2020 estejamos conhecendo um novo mineral”, disse Rumsey.

Durante séculos, mineralogistas acreditaram que os cristais verdes seriam uma variação de outro mineral, o liroconito, mas a equipa constatou que este tem composição química diferente.

A maior parte do liroconito azul vem da mina Wheal Gorland.

“Muitas dessas descobertas aconteceram há mais de 100 anos, quando as minas ainda estavam ativas, por isso a descoberta de um novo mineral da Cornualha, particularmente um relacionado ao mineral mais famoso da região, é realmente incrível”, frisou Rumsey.

E acrescentou: “Considerando quantos geólogos, mineiros e coletores vasculharam a área ao longo dos séculos em busca de tesouros minerais, é incrível que em 2020 estejamos a identificar um novo mineral”.

“A mina foi usada entre 1790 e 1909, mas foi demolida agora. Há um conjunto habitacional ali e não sobrou nada. É uma localidade extinta, não podemos voltar mais”, indicou o investigador, frisando: “O que temos é um pouco como uma pequena cápsula do tempo”.

A descoberta já foi aprovada pela Associação Internacional de Mineralogia. “O facto de esta amostra ter sido preservada num museu significa que nos permitiu fazer este tipo de pesquisa, porque nunca seríamos capazes de voltar e recolher mais”, concluiu Rumsey.

https://zap.aeiou.pt/novo-mineral-rocha-220-anos-inglaterra-367978

 

Dez razões pelas quais pode haver vida alienígena em Proxima Centauri

10 Razões pelas quais pode haver vida alienígena em Proxima Centauri
Uma imagem do sistema estelar mais próximo e da região de onde veio o sinal de rádio. Crédito: Wikimedia Commons / CC BY-SA 3.0.

Existe alguém que não se questiona sobre a existência de alienígenas? Talvez seja de grande interesse para você, ou talvez em algum momento sem nada para fazer, você acidentalmente começou a cavar em busca de informações e evidências. Em qualquer caso, seria surpreendente encontrar alguém que não esteja interessado em encontrar essa resposta.

E apenas nos últimos dias, este tópico está novamente na vanguarda por causa da última revelação de uma emissão de rádio capturada de um sistema estelar não muito longe do nosso.

O que distingue esse sinal das centenas de outros semelhantes de que ouvimos falar nos últimos anos? A diferença é que este vem do sistema estelar mais próximo chamado Proxima Centauri, assim como a frequência do sinal – 982 MHz.

Curiosamente, o sinal foi interceptado em 2019, mas foi anunciado apenas alguns dias atrás. Mais estranhamente, mesmo os especialistas reconheceram que esse sinal específico é muito diferente dos outros.

Claro, não há confirmação de qualquer conexão com uma civilização alienígena e, em geral, pensamos que isto não seja confirmado, mesmo que seja verdade. Ainda assim, por que não discutir opções para possível vida extraterrestre no sistema estelar Proxima Centauri?

Existem muitos fatores atraentes:

1. Vamos começar com o último sinal vindo da direção de Proxima Centauri – ele é completamente diferente das emissões capturadas anteriormente que foram provadas como não provenientes de uma civilização alienígena.

2. A maioria desses sinais vem de tecnologia humana no espaço como satélites ou diretamente da Terra, mas esse sinal tem uma frequência que a maioria de nossa tecnologia não usa. É por isso que até agora este é o candidato mais convincente para provar a vida extraterrestre.

3. Agora, por outras razões lógicas – no sistema Proxima Centauri está o exoplaneta chamado Proxima B, que poderia ser potencialmente habitável.

4. Proxima B não é apenas nosso exoplaneta mais próximo, mas também está localizado na chamada “zona habitável” em seu sistema.

5. Quando um planeta está na zona habitável de sua estrela pode significar que há água líquida na superfície, o que geralmente é um dos primeiros sinais que os astrônomos procuram quando se trata de mundos com probabilidade de vida.

6. A julgar pela vida na Terra, onde há água há vida, embora isso ainda não tenha sido provado para nenhum planeta em que se presuma ou se saiba que existe água.

7. Embora as condições de Proxima B não pareçam adequadas para uma espécie semelhante à humana devido à possível alta radiação e outros fatores causados ​​pela proximidade da estrela, isso não significa que outra espécie de vida não pudesse ter se originado ali.

8. Assim como a espécie humana e milhares de animais se adaptaram às condições de nosso planeta e sistema solar, uma espécie completamente diferente de ser vivo pode se adaptar a outro lugar.

9. Algo que tornaria uma lógica simples, já que existe vida na Terra (de uma forma ou de outra), por que algo assim não deveria acontecer no exoplaneta mais próximo?

10. Finalmente, novamente em relação ao sinal captado há um ano – por que isso aconteceu apenas uma vez e com tal duração? Pelo que sabemos, os pesquisadores tentaram capturar um segundo sinal por 30 horas sem resultado.

Mais algumas palavras sobre Proxima Centauri

Este sinal de rádio de Proxima Centauri despertou mais interesse do que qualquer revelação semelhante nos últimos anos, e por um bom motivo. Curiosamente, ele foi interceptado há mais de um ano e meio, e a revelação está chegando agora. Deve-se notar também que o relatório científico oficial ainda não foi finalizado e publicado. Em outras palavras, todas essas teorias logo poderiam ser dissipadas se os cientistas realmente encontrassem a resposta.

Se isto será o que todos esperamos é dubitável. Isso traz de volta às palavras do ex-chefe do Programa de Segurança Espacial de Israel há alguns dias, que disse que há décadas há contatos com alienígenas, mas a humanidade não está preparada para essa informação.

Por mais que não queiramos admitir, pode ser que grande parte dessa afirmação esteja correta. Neste momento, a humanidade não consegue lidar com seus próprios problemas na Terra, mesmo com um esforço de grupo, o exemplo mais marcante é o atual Coronavirus. O que podemos fazer a respeito, se a existência de alienígenas for confirmada?

De qualquer forma, quanto à existência de vida extraterrestre no sistema Proxima Centauri, também podemos apenas supor. Embora esteja a “apenas” 4,2 anos-luz da Terra, esta distância ainda permanece intransponível para nossas tecnologias simples.

Você pode estar se perguntando o que são 4,2 anos-luz? A grosso modo, sem fazer cálculos precisos – mais de 40 trilhões de quilômetros.

https://www.ovnihoje.com/2020/12/24/10-razoes-pelas-quais-pode-haver-vida-alienigena-em-proxima-centauri/

 

 

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