quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Descobertos “ingredientes para a vida” em rochas com 3,5 mil milhões de anos !

Investigadores descobriram moléculas orgânicas em formações rochosas super antigas na Austrália, revelando o que dizem ser a primeira evidência detalhada dos primeiros ingredientes químicos que poderiam ter sustentado as formas de vida microbianas primitivas da Terra.


De acordo com o site Science Alert, a descoberta feita na Formação Dresser, formação rochosa na Austrália que tem 3,5 mil milhões de anos, junta-se a um conjunto significativo de pesquisas que apontam para vida antiga nesta parte do mundo.

No novo estudo, investigadores identificaram traços de uma química específica que poderiam ter permitido a existência de tais organismos primordiais, tendo encontrado moléculas orgânicas biologicamente relevantes contidas em depósitos de barita.

Utilizando várias técnicas para analisar as amostras deste mineral, a equipa descobriu aquilo que descreve como uma “diversidade intrigante de moléculas orgânicas com relevância metabólica conhecida ou inferida”, entre as quais estavam compostos orgânicos como ácido etanóico e metanotiol, mas também inúmeros gases, incluindo sulfeto de hidrogénio, que poderiam ter origem biótica ou abiótica.

Embora possa ser impossível ter a certeza das ligações exatas, a proximidade destas inclusões dentro da barita e os agregados orgânicos adjacentes, chamados estromatólitos, sugerem que as substâncias químicas antigas, uma vez carregadas dentro dos fluidos hidrotermais, podem ter afetado as comunidades microbianas primitivas.

Além destas que podem ter agido como nutrientes ou substratos, outros compostos encontrados dentro das inclusões podem ter servido como “blocos de construção” para várias reações químicas baseadas em carbono – processos que poderiam ter iniciado o metabolismo microbiano, produzindo fontes de energia, como lípidos, que podem ser decompostos por formas de vida.

“Por outras palavras, ingredientes essenciais do chamado methyl thioacetate, um agente crítico proposto na criação da vida, estavam disponíveis nos ambientes da Formação Dresser”, explica a equipa no estudo publicado, a 17 de fevereiro, na revista científica Nature Communications.

https://zap.aeiou.pt/ingredientes-para-a-vida-australia-382467

 

Podem as leis da Física refutar a existência de Deus ?

Se existe um Deus que criou todo o universo e todas as leis da Física, Deus segue as suas próprias leis? Ou pode Deus substituir as suas leis, como viajar mais rápido do que a velocidade da luz e, assim, ser capaz de estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo?


Poderia a resposta ajudar-nos a provar se Deus existe ou não, ou é aqui que o empirismo científico e a fé religiosa se cruzam, sem nenhuma resposta verdadeira?

Se Deus não fosse capaz de quebrar as leis da Física, provavelmente não seria tão poderoso quanto se espera que um ser supremo seja. Mas se pudesse quebrá-las, então por que não vimos nenhuma evidência de que tal tenha acontecido no universo?

Para perceber a questão, vamos desconstruí-la um pouco. Primeiro, Deus pode viajar mais rápido que a luz? Vamos apenas considerar a questão pelo valor. A luz viaja a uma velocidade aproximada de 3 x 105 quilómetros por segundo. Aprendemos na escola que nada pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz – nem mesmo a USS Enterprise em Star Trek, quando os seus cristais de dilítio estão no máximo.

Mas é verdade? Há alguns anos, um grupo de físicos postulou que as partículas chamadas ‘taquiões’ viajavam acima da velocidade da luz. Felizmente, a sua existência como partículas reais é considerada altamente improvável. Se existissem, teriam uma massa imaginária e o tecido do espaço-tempo seria distorcido.

Até agora, ainda não foi observado nenhum objeto que possa viajar mais rápido do que a velocidade da luz, mas isso em si não diz absolutamente nada sobre Deus. Apenas reforça o conhecimento de que a luz viaja muito rápido.

As coisas ficam um pouco mais interessantes quando se considera a distância que a luz viajou desde o início. Assumindo uma cosmologia tradicional do big bang e uma velocidade da luz de 3 x 105 km/s, então podemos calcular que a luz viajou cerca de 1024 km nos 13,8 mil milhões de anos de existência do universo. Ou melhor, a existência do universo observável.

O universo está a expandir-se a uma taxa de aproximadamente 70 km/s por Mpc (1 Mpc = 1 Megaparsec ~ 30 milhões de km), então as estimativas atuais sugerem que a distância até à borda do universo é de 46 mil milhões de anos-luz.

Conforme o tempo passa, o volume do espaço aumenta e a luz tem que viajar durante mais tempo para chegar até nós.

Não podemos observar ou ver através de todo o universo que cresceu desde o big bang porque não passou tempo suficiente para que a luz das primeiras frações de segundo nos alcançasse. Alguns argumentam que, portanto, não podemos ter a certeza se as leis da Física poderiam ser violadas noutras regiões cósmicas – talvez sejam apenas leis locais acidentais. E isso leva-nos a algo ainda maior do que o universo.

O multiverso

Muitos cosmologistas acreditam que o universo pode ser parte de um cosmos mais extenso, um multiverso, onde muitos universos diferentes coexistem, mas não interagem. A ideia do multiverso é apoiada pela teoria da inflação – a ideia de que o universo se expandiu enormemente antes de ter 10-32 segundos. A inflação é uma teoria importante porque pode explicar porque é que o universo tem a forma e a estrutura que vemos ao nosso redor.

Mas se a inflação pode acontecer uma vez, porque é que não pode acontecer várias? Sabemos através de experiências que as flutuações quânticas podem dar origem a pares de partículas que passam a existir repentinamente, para desaparecer momentos depois.

E se essas flutuações podem produzir partículas, por que não átomos ou universos inteiros? Foi sugerido que, durante o período de inflação caótica, nem tudo estava a acontecer ao mesmo ritmo – flutuações quânticas na expansão poderiam ter produzido bolhas que explodiram para se tornarem universos por si mesmas.

Mas como é que Deus se encaixa no multiverso? Uma dor de cabeça para os cosmologistas é o facto de que o nosso universo parece ajustado para a existência de vida.

As partículas fundamentais criadas no big bang tinham as propriedades corretas para permitir a formação de hidrogénio e deutério – substâncias que produziram as primeiras estrelas.

As leis físicas que regem as reações nucleares nessas estrelas produziram as coisas de que a vida é feita – carbono, azoto e oxigénio. Então, como é que todas as leis e parâmetros físicos do universo têm os valores que permitem que estrelas, planetas e, por fim, a vida se desenvolvam?

Alguns argumentam que é apenas uma coincidência. Outros dizem que não devemos surpreender-nos. Alguns teístas, no entanto, argumentam que aponta para a existência de um Deus a criar condições favoráveis.

Mas Deus não é uma explicação científica válida. A teoria do multiverso, em vez disso, resolve o mistério porque permite que diferentes universos tenham diferentes leis físicas. Portanto, não é surpreendente que estejamos num dos poucos universos que poderiam sustentar vida. Mas, claro, não podemos refutar a ideia de que um Deus pode ter criado o multiverso.

Estranheza quântica

Agora vamos considerar se Deus pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo. Muito da ciência e da tecnologia que usamos na ciência espacial é baseada na teoria contra-intuitiva do minúsculo mundo de átomos e partículas conhecido como mecânica quântica.

A teoria permite algo chamado entrelaçamento quântico: partículas assustadoramente conectadas. Se duas partículas estão emaranhadas, manipulamos automaticamente o seu parceiro ao manipulá-la, mesmo se elas estiverem muito distantes e sem interagir.

Esta transferência de informações quânticas aparentemente acontece mais rápido do que a velocidade da luz. Dado que o próprio Einstein descreveu o entrelaçamento quântico como “ação fantasmagórica à distância”, acho que todos nós podemos ser perdoados por achar esse efeito um tanto bizarro.

Afinal, há algo mais rápido do que a velocidade da luz: informação quântica. Isto não prova ou desmente Deus, mas pode ajudar-nos a pensar em Deus em termos físicos – talvez como uma chuva de partículas emaranhadas, transferindo informações quânticas para a frente e para trás, e, assim, ocupando muitos lugares ao mesmo tempo? Até muitos universos ao mesmo tempo?

Dificilmente esta reflexão oferece uma resposta relativamente à existência de Deus. Se acredita em Deus, então a ideia de Deus ser limitado pelas leis da Física é um absurdo, porque Deus pode fazer tudo, até mesmo viajar mais rápido do que a luz.

Se não acredita em Deus, a pergunta é igualmente absurda, porque não existe um Deus e nada pode viajar mais rápido do que a luz. Talvez a questão seja realmente apenas para agnósticos, que não sabem (nem querem saber) se existe um Deus.

https://zap.aeiou.pt/podem-leis-fisica-refutar-deus-382507

 

Cães podem ter consciência corporal tal como os humanos !

Os cães podem não ser capazes de se reconhecer em frente a um espelho, mas isso não significa que não tenham um certo nível de autoconsciência.


De acordo com o site Science Alert, um novo estudo sugere que os cães podem ter alguma consciência do seu corpo enquanto obstáculo. Esta consciência corporal é considerada um dos blocos de construção fundamentais da autorrepresentação.

No caso das crianças, este tipo de autoconsciência tem sido testado usando um cobertor. Se a criança, que está sentada em cima dele, conseguir perceber que tem de se levantar para conseguir dá-lo a alguém, declara-se que é “consciente do seu corpo”.

Para perceber se os nossos amigos de quatro patas também possuem esta competência, os investigadores adaptaram o teste, tendo contado com a participação de 32 cães de várias raças e tamanhos.

Os animais tinham de pegar num brinquedo e levá-lo ao seu dono, mas o problema é que esse objeto estava ligado a um tapete no qual os cães estavam sentados. Ou seja, para conseguirem cumprir a tarefa, tinham primeiro de sair de cima do tapete.

Depois, os cientistas compararam estes resultados com o que acontece quando o brinquedo não está ligado a nada, ou quando está ligado ao chão. “Dessa forma [ligado ao chão], quando os cães tentavam pegar no brinquedo, era novamente impossível, no entanto, não sentiam uma força de elevação paralela sob as suas patas”, escreveram os autores do estudo publicado, a 18 de fevereiro, na revista científica Scientific Reports.

Segundo o mesmo site, sem esse puxão, os cães não saíram do tapete tão rapidamente. Os animais perceberam que a sua posição não era o problema. Mas quando sentiram um puxão no tapete debaixo deles, foram muito mais rápidos a sair e a pegar no brinquedo depois. Ainda assim, não era apenas essa a sensação que os estava a alertar.

Mesmo quando o brinquedo estava preso ao chão e um investigador puxava as patas dos cães com uma corda, não saíram do tapete tão depressa, o que sugere que estes animais podem entender quando um puxão é feito pelos seus próprios esforços e quando é feito por algo que não está relacionado com a tarefa em questão.

Resumindo: Os cães que participaram no estudo foram capazes de fazer a distinção entre “o meu corpo é o obstáculo” e simplesmente “há um obstáculo” e souberam como se mover, instintivamente, para superar as barreiras e serem bem-sucedidos.

“Os nossos resultados apoiam a autorrepresentação como um conjunto de habilidades cognitivas mais ou menos conectadas, e a presença ou a falta de um bloco de construção particular pode variar de acordo com a espécie”, concluem os investigadores.

https://zap.aeiou.pt/caes-podem-ter-consciencia-corporal-382521

 

Sociedade Brasileira de Virologia diz que há uma “grande probabilidade” de variante de Manaus se tornar dominante em Portugal !

A variante do SARS-CoV-2 detetada em dezembro em Manaus, no Brasil, pode vir a tornar-se dominante em Portugal, disse o presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, Flávio Guimarães da Fonseca, apesar de no momento ainda ser a variante britânica a dominar os novos casos.


“Esse cenário é absolutamente possível”, disse o responsável pela sociedade Brasileira de Virologia, na terça-feira à Rádio Observador.

“Atualmente, 80% dos casos de covid-19 na cidade de Manaus são causados pela variante brasileira P1. Todos os vírus, quando se multiplicam, geram vários mutantes, e quando estes têm vantagem em relação às amostras originais, acabam por predominar em pouco tempo. Isso aconteceu em Manaus, no Reino Unido (em relação à variante britânica), e infelizmente pode acontecer também em países que acabam por receber essas novas variantes com este elevado grau de infeciosidade”, acrescentou.

A possibilidade de que a variante brasileira se espalhe em Portugal é real, “se não forem tomadas medidas de contenção, como o distanciamento social e mesmo a vacinação, que possa conter a expansão dessa nova variante”, continuou o especialista. No domingo, foram confirmados os primeiros sete casos da variante brasileira em território nacional.

O virologista disse que a variante brasileira contém mutações detetadas na variante do Reino Unido e outras na variante sul-africana, particularmente uma “que permite ao vírus escapar da ação de anticorpos gerada por uma infeção prévia” ou “pela vacinação”.

Foi ainda detetada a “P2”, que predomina no Brasil, originalmente detetada no Rio de Janeiro. Um estudo realizado da Fundação Oswaldo Cruz, de final de janeiro, mostrou que esta já estava presente em 91% dos casos analisados do Amazonas, cuja capital é Manaus.

Flávio Guimarães da Fonseca defendeu que a pandemia no Brasil “está longe de estar controlada”, devido à pouca percentagem de pessoas vacinadas e ao número escasso de doses adquiridas, “por causa do fracasso da política do governo brasileiro em adquirir doses suficientes para realizar uma vacinação em massa”.

“Perante este cenário, o resultado é uma população pouco complacente em relação às medidas de combate à pandemia, a ausência de vacinas e a existência de variantes muito infeciosas. Este é um cocktail bastante explosivo, e, por isso, há muita preocupação entre as autoridades de saúde pública e a população em geral, relativamente à ampla disseminação das novas variantes brasileiras”, considerou.

O virologista apontou para “um pico de infeções, mortes e sobrecarga dos hospitais logo no meio do mês de janeiro, depois das festas de fim de ano” e para um “descuido muito grande da população de uma forma geral”, que levou a um “pico nos casos de covid-19”, que entretanto já começaram a baixar.

Flávio Guimarães da Fonseca sublinhou a fraca adesão da população às medidas de combate à pandemia e o ritmo muito lento de vacinação no país.

https://zap.aeiou.pt/probabilidade-variante-manaus-portugal-383007

 

Novo estudo indica que coronavírus pode sobreviver na roupa até 72 horas !

De acordo com um estudo britânico, o novo coronavírus pode sobreviver na roupa ao longo de até 72 horas. Os especialistas alertam que pode ainda ser transferido da roupa para outras superfícies.


Um estudo da universidade britânica De Montfort University (DMU), indica que o vírus que provoca a covid-19, à semelhança de outros coronavírus, pode sobreviver na roupa ao longo de até 72 horas e assim transferir-se para outras superfícies.

É mais um de vários estudos feitos nos últimos meses que tenta compreender o risco que as superfícies podem ter na transmissão do vírus. Meses antes, já tinham sido divulgadas pesquisas que davam conta do perigo de objetos como dinheiro (notas e moedas) e ecrãs (como os dos smartphones).

O estudo da DMU sugere que o tipo de tecido onde o coronavírus consegue manter-se ativo durante mais tempo é o poliéster, um material onde o vírus consegue permanecer vivo ao longo de três dias.

Para além disso, pode também ser transferido daquela superfície para outra e continuar ativo. Nos tecidos de 100% algodão o vírus mostrou durar 24 horas, ao passo que noutros tecidos sintéticos sobrevive apenas seis horas.

Conduzido por uma equipa de virologistas e microbiologistas daquela universidade britânica, o estudo foi realizado através da disseminação de gotículas contendo um “modelo” de vírus semelhante ao Sars-CoV-2.

Agora, a equipa de investigadores recomenda que os hospitais lavem com processos industriais todos os uniformes e equipamentos de proteção individual reutilizáveis, diz o Observador.

“Quando a pandemia começou, havia um entendimento muito escasso sobre o tempo que o coronavírus poderia sobreviver nos têxteis”, afirmou Katie Laird, microbiologista que trabalhou neste estudo e que avisa que “se os enfermeiros e profissionais de saúde levarem as batas e uniformes para casa, poderão deixar rastos do vírus noutras superfícies”.

Ainda assim, a DMU alerta que mesmo lavando os têxteis a temperaturas elevadas “isso não elimina o vírus e não elimina o risco de que a roupa contaminada deixe rastos do coronavírus noutras superfícies em casa ou nos carros”.

https://zap.aeiou.pt/coronavirus-sobreviver-roupa-72-horas-383001

 

Meteorito de 14 kg rico em ferro é encontrado em vila na Suécia !

Pesquisadores do Museu de História Nacional da Suécia, em Estocolmo, recuperaram com sucesso um pedaço de meteorito rico em ferro em sua composição. Ele caiu no vilarejo de Uppsala, que fica 70 quilômetros ao norte da capital do país.

A rocha pesa 14 kg e se desprendeu de um corpo celeste de grande porte que atingiu a região em novembro de 2020. Nenhum dos outros pedaços era tão grande e boa parte do material foi derretido ou se desintegrou no momento do impacto.

A equipe foi liderada pelos geólogos Andreas Forsberg e Anders Zetterqvist. Na primeira pesquisa de campo, entretanto, eles só encontraram fragmentos de pequeno porte, com cerca de 3 milímetros de comprimento.

Os geólogos posam com o resultado da expedição.
Os geólogos posam com o resultado da expedição.

Só que os cientistas ainda estavam desconfiados que a região escondia outros segredos: um rochedo e uma raiz de árvore estavam claramente danificados após o impacto com um objeto — e isso sugeria que novos pedaços poderiam ter resistido ao impacto.

A rocha foi encontrada a uma distância de 70 metros do local suspeito do impacto, parcialmente derretido e debaixo de uma camada de musgo.

Os primeiros fragmentos encontrados eram de pequeno porte.
Os primeiros fragmentos encontrados eram de pequeno porte.

De acordo com estimativas da equipe, a rocha original pesava cerca de 9 toneladas. Uma bola de fogo no céu foi registrada na região de Uppsala em 7 de novembro de 2020, data do impacto.

Segundo o museu, a peça é histórica não apenas pelo tamanho e a condição, mas por ser o primeiro exemplo sueco e cientificamente comprovado de um meteorito rico em ferro recém caído na Terra. Trata-se também da primeira recuperação de um meteorito que caiu na Suécia após virar uma bola de fogo nos últimos 66 anos.

O local em que a rocha foi encontrada era de densa vegetação.
O local em que a rocha foi encontrada era de densa vegetação.

Ela agora será estudada para uma melhor compreensão do meteorito original que atingiu a Terra e também para avaliar a composição de rochas espaciais similares, ricas em ferro.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/117736-meteorito-de-14-kg-rico-em-ferro-e-encontrado-em-vila-na-suecia.htm

 

Populações reduzidas de tigres podem exigir um resgate genético !

Um estudo científico publicado neste mês (16) por pesquisadores da Universidade de Stanford, na revista científica Molecular Biology and Evolution, traça um painel sombrio para uma das raças mais carismáticas do planeta:  os tigres. Com a redução das populações globais desses felinos, os pesquisadores investigam de que forma o número menor de espécimes pode afetar o nível genético da raça.
Fonte: Archna Singh/Shutterstock
Tigres indianos (Fonte: Archna Singh/Shutterstock)

Para resolver essa questão, os cientistas de Stanford se juntaram a equipes do Centro Nacional de Ciências Biológicas da Índia, de parques zoológicos e ONG’s, para sequenciar 65 genomas de quatro das subespécies de tigres sobreviventes. A análise confirmou fortes diferenças entre as espécies que surgiram há pouco tempo, quando a Terra passou por mudanças climáticas e a espécie humana se tornou dominante.

Uma das autoras do estudo, a professora de biologia ambiental Elizabeth Hadly, afirma que essa crescente supremacia humana “significa que nossa compreensão de quais atributos de espécies e populações se adaptaram melhor ao Antropoceno torna-se cada vez mais importante”. Não por acaso, a era geológica citada foi aquela com maior impacto humano sobre o meio ambiente.

Como fazer o resgate genético das populações de tigres?

Fonte: Youtube/Reprodução
Dra. Elizabeth Hadly (Fonte: YouTube/Reprodução)

Surgidas há apenas cerca de 20 mil anos, as contrações das populações de tigres produziram assinaturas genômicas únicas. Por exemplo, as adaptações genéticas para temperaturas frias foram encontradas unicamente entre a população Amur, os tigres siberianos.

Por outro lado, os tigres-da-sumatra, da Indonésia, revelaram maiores adaptações à regulação do tamanho corporal, o que pode explicar sua menor envergadura. No entanto, essas populações têm uma baixa diversidade genética, sugerindo que, se elas se reduzirem ainda mais, talvez o resgate genético possa ser sua única opção de sobrevivência.

Fonte: Steve Wilson/Flickr/CC BY 2.0/Reprodução
Tigre da Sumatra (Fonte: Steve Wilson/Flickr/CC BY 2.0/Reprodução)

Esse resgate pode ser realizado através do acasalamento de diferentes subespécies de tigres, como forma de aumentar a sua diversidade genética e proteger a espécie contra os efeitos destrutivos da endogamia. A endogamia ocorre quando as populações são tão reduzidas e isoladas, que indivíduos de uma mesma família se reproduzem entre si.

Este estudo com tigres deixou clara a importância da genômica da conservação no estabelecimento de manejo e conserevação das espécies, seus níveis de diversidade e seu potencial adaptativo, diz Hadley.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/117729-populacoes-reduzidas-de-tigres-podem-exigir-um-resgate-genetico.htm

 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Estudo revela que novo fármaco poderá inibir transporte de vírus nas células !

As células possuem estruturas que funcionam como autoestradas para transportar substâncias e que podem ser usadas pelos vírus se houver infeção. Um estudo publicado na segunda-feira revela, no entanto, que um novo fármaco poderá inibir esse transporte, avançou a agência Lusa.

  O estudo, que envolveu o Conselho Superior de Pesquisas Cientificas (CSIC) de Espanha, publicado pelo Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS), identificou uma nova forma farmacológica na tubulina, uma proteína que faz parte das estruturas que transportam substancias nas células, chamadas microtúbulos.

A descoberta de uma nova forma farmacológica na proteína que faz parte daquelas vias de transporte pode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos.

Esta identificação, a partir de um novo composto de origem natural de algas verdes-azuis (cianobactérias), “pode contribuir para o desenvolvimento de medicamentos para o tratamento do cancro, da doença de Alzheimer e infeções virais emergentes”, explicou o CSIC em comunicado.

Os microtúbulos são estruturas intracelulares que funcionam como vias celulares para o transporte de substancias, vesículas e até vírus, no caso de uma célula ser infetada. “Os pesquisadores acreditam que a desestabilização farmacológica dos microtúbulos contribuiria para evitar a geração de fábricas virais na célula”, lê-se no documento.

O trabalho, no qual participaram o Centro de Pesquisas Biológicas Margarita Salas (CIB-CSIC) e o Centro de Produtos Naturais, Descoberta e Desenvolvimento de Medicamentos da Florida (EUA), inclui o procedimento de caracterização de um produto natural, obtido a partir de cianobactérias, que impede a ativação da tubulina.

“Como a proteína é inativada, os microtúbulos também não se podem formar, o transporte intracelular é bloqueado e, o mais importante, a separação dos cromossomas é evitada durante a divisão celular”, explicou a investigadora do CIB-CSIC Marian Oliva, uma das autoras do estudo.

A tubulina, proteína que faz parte dos microtúbulos, é um dos alvos de maior sucesso para o descobrimento de fármacos contra as doenças virais, neurológicas ou o cancro. Até agora, foram identificados seis sítios que promovem a estabilização ou desmontagem dos microtúbulos, aos quais é acrescentado o agora localizado através desta investigação.

Cada alvo farmacológico dentro da tubulina modifica o seu funcionamento de forma diferente. “Encontrar um novo alvo implica ter um novo leque de possibilidades, com a opção de poder encontrar medicamentos que, sem serem tóxicos, são eficazes no tratamento de doenças”, concluiu Oliva.

https://zap.aeiou.pt/farmaco-inibir-transporte-virus-celulas-382756

 

“Partícula-fantasma” de estrela destruída atingiu a Terra e revelou um acelerador de partículas natural !

Uma estrela completamente destruída quando se aventurou muito perto de um buraco negro deu à Ciência um raro presente. Pela primeira vez, os cientistas detetaram um neutrino de alta energia que foi lançado para o Espaço durante um desses eventos violentos.

Rastreando uma partícula fantasmagórica até uma estrela fragmentada, os cientistas descobriram um gigantesco acelerador de partículas cósmicas. A partícula subatómica, chamada de neutrino, foi lançada em direção à Terra depois de a estrela condenada se ter aproximado demasiado do buraco negro supermassivo no centro da sua galáxia e ter sido despedaçada pela gravidade colossal do buraco negro.

Esta é a primeira partícula que pode ser rastreada até um “evento de interrupção da maré” (TDE) e fornece evidências de que estas catástrofes cósmicas pouco compreendidas podem ser poderosos aceleradores de partículas naturais.

O neutrino começou a sua jornada há cerca de 700 milhões de anos, na época em que os primeiros animais se desenvolveram na Terra. Esse é o tempo de viagem que a partícula precisava para ir da distante galáxia – catalogada como 2MASX J20570298 + 1412165 – na constelação do Golfinho até à Terra. Os cientistas estimam que o enorme buraco negro tenha a massa de 30 milhões de sóis.

“A força da gravidade fica cada vez mais forte, quanto mais perto se chega de algo. Isso significa que a gravidade do buraco negro puxa o lado próximo da estrela com mais força do que o lado oposto da estrela, levando a um efeito de alongamento”, explicou Robert Stein, astrónomo do Deutsches Elektronen-Synchrotron (DESY), em comunicado.

“Essa diferença é chamada de força de maré e, conforme a estrela se aproxima, esse alongamento torna-se mais extremo. Eventualmente, destrói a estrela, no que chamamos de evento de interrupção da maré. É o mesmo processo que leva às marés do oceano na Terra, mas felizmente para nós, a Lua não puxa com força suficiente para despedaçar a Terra”, explicou.

Cerca de metade dos destroços da estrela foram lançados no Espaço, enquanto a outra metade assentou num disco giratório em torno do buraco negro. Antes de cair no esquecimento, a matéria do disco de acreção fica cada vez mais quente e brilha intensamente.

Este brilho foi detetado pela primeira vez em 9 de abril de 2019 pelo Zwicky Transient Facility (ZTF), uma câmara robótica no Observatório Palomar da Caltech, no sul da Califórnia.

A 1 de outubro de 2019, o detetor de neutrinos IceCube, no Polo Sul, registou um neutrino extremamente energético da direção do evento de interrupção da maré.

“Chocou contra o gelo da Antártica com uma energia notável de mais de 100 teraeletrão-volts”, disse Anna Franckowiak, do DESY. “Para efeito de comparação, isso é pelo menos dez vezes a energia máxima das partículas que pode ser alcançada no acelerador de partículas mais poderoso do mundo, o Large Hadron Collider no laboratório europeu de física de partículas CERN.”

Extremamente leve

Os neutrinos extremamente leves dificilmente interagem com qualquer coisa, podendo passar despercebidos não só pelas paredes, mas por planetas ou estrelas inteiros e, portanto, são frequentemente chamados de “partículas fantasmas”. Assim, capturar um neutrino de alta energia já é uma observação notável.

A análise mostrou que este neutrino tinha apenas uma hipótese em 500 de ser puramente coincidente com o TDE.

“Este é o primeiro neutrino ligado a um evento de interrupção da maré e traz-nos evidências valiosas”, disse Stein. “A deteção do neutrino aponta para a existência de um motor central poderoso próximo do disco de acreção, expelindo partículas rápidas. E a análise combinada de dados de telescópios de rádio, óticos e ultravioleta dá-nos evidências adicionais de que o TDE atua como um acelerador de partículas gigantes”.

As observações são explicadas por uma saída energética de jatos rápidos de matéria disparados para fora do sistema, que são produzidos pelo motor central e duram centenas de dias. “O neutrino surgiu relativamente tarde, meio ano após o início da festa das estrelas. O nosso modelo explica esse tempo naturalmente”, disse Walter Winter, chefe do grupo teórico de astropartícula física do DESY.

O acelerador cósmico expele diferentes tipos de partículas, mas além dos neutrinos e fotões, essas partículas são eletricamente carregadas e, portanto, desviadas por campos magnéticos intergalácticos na sua jornada.

Apenas os neutrinos eletricamente neutros podem viajar em linha reta como a luz da fonte em direção à Terra e, assim, tornar-se mensageiros valiosos de tais sistemas.

Ponta do icebergue?

O Zwicky Transient Facility foi projetado para capturar centenas de milhares de estrelas e galáxias numa única fotografia e consegue analisar o céu noturno particularmente rápido.

“Desde o nosso início em 2018, detetámos mais de 30 eventos de interrupção das marés, mais do que o dobro do número conhecido de tais objetos”, disse Sjoert van Velzen, do Observatório de Leiden.

“Quando percebemos que o segundo TDE mais brilhante observado por nós era a fonte de um neutrino de alta energia registado pelo IceCube, ficámos emocionados”, acrescentou.

“Podemos estar a ver apenas a ponta do icebergue aqui. No futuro, esperamos encontrar muito mais associações entre os neutrinos de alta energia e as suas fontes”, continuou Francis Halzen, professor da Universidade de Wisconsin-Madison e investigador principal do IceCube.

Esta TDE marca apenas a segunda vez que um neutrino cósmico de alta energia pode ser rastreado até à sua fonte. Em 2018, foi apresentada a galáxia ativa TXS 0506 + 056, como a primeira fonte identificada de um neutrino de alta energia, registada pela IceCube em 2017.

Estas observações demonstram o poder de explorar o cosmos através de uma combinação de diferentes “mensageiros”, como fotões e neutrinos.

https://zap.aeiou.pt/particula-fantasma-estrela-atingiu-terra-382522

 

Mapa interativo mostra crateras de impacto de asteroides e meteoros na Terra

Um mapa interativo mostra todas as crateras de impacto de asteroides e meteoros na Terra de que há registo. São cerca de 190 crateras espalhadas pelo mundo inteiro.

Crateras de impacto são causadas pela colisão de grandes asteroides e meteoros. Ao longo da história do nosso planeta, cerca de 190 crateras de impacto terrestre foram identificadas e ainda sobrevivem aos processos geológicos da Terra.

Agora é possível consultar um mapa interativo com todas as crateras de impacto de asteroides e meteoros de que há registo.

A maior cratera alguma vez registada é a de Vredefort, em Free State, África do Sul. O impacto tem mais de 2,02 mil milhões de anos e 300 quilómetros de diâmetro. Acredita-se que o asteroide que causou esta cratera teria entre 10 e 15 quilómetros de diâmetro.

O exemplo mais recente é o do meteorito que caiu nas Montanhas Sikhote-Alin, no sudeste da Rússia, em 1947. Estima-se que 70 toneladas de material sobreviveram à passagem ígnea através da atmosfera e chegaram à Terra.

De acordo com o HeritageDaily, uma das mais conhecidas é a cratera de Chicxulub, que foi criada quando um grande asteroide ou cometa, com até possivelmente 81 km de diâmetro, atingiu a Península de Yucatán, no México. O impacto aconteceu há 66,038 milhões de anos, no final do Cretáceo, e gerou uma cratera com mais de 180 km.

Os investigadores acreditam que este evento tenha sido responsável por uma extinção em massa, que fez desaparecer 75% das espécies de animais e plantas.

https://zap.aeiou.pt/mapa-interativo-crateras-terra-382460

 

Algas poderão ser cultivadas em Marte e sustentar a vida humana !

Investigadores da Universidade de Bremen, na Alemanha, conseguiram cultivar algas em condições semelhantes às de Marte, abrindo caminho para um potencial sistema de suporte de vida no Planeta Vermelho.


Empresas como a NASA e a SpaceX já anunciaram os seus planos para enviar pessoas a Marte num futuro próximo. No entanto, existem desafios logísticos relativamente ao suporte de vida, visto que transportar oxigénio e comida entre a Terra e Marte seria impraticável. É, por isso, necessário arranjar forma de os produzir in loco.

De acordo com o IFL Science, a solução pode passar pelas cianobactérias, uma classe de microorganismos que gera oxigénio através de fotossíntese e, ao mesmo tempo, transforma gases como o nitrogénio e o dióxido de carbono em nutrientes que podem sustentar a vida das plantas.

Como a atmosfera de Marte contém estes dois gases, os cientistas acreditam que as cianobactérias podem ser usadas para sustentar ecossistemas vivos na sua superfície.

No entanto, existe um problema: a pressão atmosférica em Marte é apenas uma fração da da Terra, o que significa que a água líquida não pode existir e, sem ela, as cianobactérias não conseguem crescer.

A construção de biorreatores que imitam as condições atmosféricas da Terra poderia resolver este problema, mas dependeria de gases transportados do nosso planeta.

Assim, a equipa de cientistas do Center of Applied Space Technology and Microgravity (ZARM), da Universidade de Bremen, na Alemanha, investigou se as cianobactérias poderiam ser cultivadas, usando apenas recursos disponíveis em Marte para evitar o transporte de materiais entre a Terra e Marte.

O artigo, publicado no dia 16 de fevereiro na revista Frontiers in Microbiology, descreve o cultivo de uma alga chamada Anabaena cyanobacteria num biorreator especialmente projetado, o Atmos.

Este aparelho, com nove câmaras de pressão controlada, permitiu que os investigadores cultivassem as cianobactérias em condições semelhantes às de Marte – 96% de nitrogénio e 4% de dióxido de carbono, a uma pressão de 100 hPae, cerca de um décimo da pressão atmosférica da Terra – e a espécie cresceu “vigorosamente”.

O autor do estudo, Cyprien Verseux, explicou em comunicado que “as cianobactérias podem usar os gases da atmosfera marciana, a uma baixa pressão total, como a sua fonte de carbono e de nitrogénio”, acrescentando que “isso poderia ajudar a tornar ​​as missões de longo prazo a Marte sustentáveis”.

De seguida, a equipa de cientistas recriou o regolito marciano – que é uma camada de poeira encontrada na superfície do planeta – e usou-o como substrato para o cultivo de cianobactérias.

Uma vez mais, as algas cresceram, apesar de o seu crescimento não ter sido tão bem-sucedido como nos meios de cultivo mais convencionais. Após 28 dias, as amostras cultivadas numa atmosfera semelhante à de Marte e com regolito produziram cerca de metade da clorofila daquelas cultivadas nas mesmas condições, mas em solos regulares.

Por fim, a alga Anabaena cyanobacteria foi usada como substrato para o cultivo de bactérias E. coli, que podem ser facilmente usadas ​​para criar alimentos e medicamentos, mas não são capazes de crescer em Marte.

Os resultados indicaram que a E. coli pode ser cultivada em cianobactérias secas, produzidas em condições marcianas, o que significa que a espécie poderia ser usada para apoiar o crescimento de outras culturas em Marte.

Embora as descobertas sejam empolgantes, Verseux insiste que o “biorreator, Atmos, não é o sistema de cultivo que usaríamos em Marte: destina-se a testar, na Terra, as condições que teríamos lá.”

“Mas os nossos resultados irão ajudar a orientar o projeto de um sistema de cultivo marciano”, concluiu.

https://zap.aeiou.pt/algas-cultivadas-marte-sustentar-vida-382494

 

Das dores musculares às insónias - Trabalhar na cama pode causar danos permanentes, alertam especialistas !

Trabalhar recorrentemente a partir da cama pode causar danos físicos e psicológicos permanentes na saúde dos trabalhadores, que incluem dores de costas e insónias, alertaram vários especialistas em declarações à BBC. 


O teletrabalho tornou-se uma realidade no mundo de trabalho à boleia da pandemia de covid-19, obrigando trabalhadores e entidades patronais a adaptar as suas dinâmicas.

Há quem opte por trabalhar na cama, mas os especialistas alertam que esta não é uma boa opção do ponto de vista do bem-estar dos trabalhadores, uma vez que há uma série de efeitos negativos associados a este hábito, mesmo que não sejam desde logo aparentes.

De acordo com os especialistas ouvidos pela emissora BBC, trabalhar no “conforto” da cama pode forçar o pescoço, costas e os quadris, podendo aumentar a sensação de dor nestas zonas durante meses ou até anos. Mas os danos não são só físicos: este mesmo hábito pode também causar dores de cabeça, insónias e afetar a produtividade.

“Nada disto é ideal”, afirmou Susan Hallbeck, responsável da Mayo Clinic, uma das maiores instituições de investigação médica dos Estados Unidos, dando conta que os hábitos não são só físicos, mas também emocionais.

Os especialistas alertam que estes danos podem ser permanentes e, mesmo que não se manifestem de imediato, poderão surgir a longo prazo.

Por tudo isto, os especialistas aconselham os trabalhadores nesta situação a trabalhar numa mesa ou numa superfície plana com uma cadeira de apoio.

Os investigadores reconhecem, contudo, que nem todas as pessoas têm um espaço apropriado para trabalhar em casa e, por isso, a cama pode tornar-se na única opção disponível. Quem precisar de continuar a trabalhar nesta situação, aconselham, deve tentar replicar a “postura neutra” conseguida na cadeira: devem tentar sempre sentar-se da forma mais direita possível, evitando colocar tensão em zonas localizadas do corpo.

Podem ser colocadas almofadas nas costas para apoio lombar para ajudar a manter a postura. Em todo o caso, frisam, deve evitar-se escrever num computador de bruços.

Rachel Salas, professora associada de neurologia e especialista do sono na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, remata: “Como especialistas em sono, tendemos a recomendar que a cama seja utilizada apenas para os três Ss: para dormir (sleep), para ter relações sexuais (sex) ou em situações de doença (sick)”.

https://zap.aeiou.pt/trabalhar-cama-pode-causar-danos-382145

 

Uma em cada cinco pessoas tem uma mutação que as torna mais resistentes ao frio

Uma em cada cinco pessoas da população mundial sofre de uma mutação genética que as torna mais resistentes ao frio, sugere uma nova investigação liderada pelo Instituto Karolinska, localizado na Suécia. 


A mutação genética em causa interrompe a produção da proteína α-actinina-3, que é um elemento importante para a fibra muscular esquelética.

Em comunicado, a equipa explica que o músculo esquelético inclui fibras de contração rápida (brancas), que se “cansam” mais rapidamente, e fibras de contração lenta (vermelhas) que, tal como o nome indica, são mais eficientes em termos de energia e oferecem uma maior tolerância a temperaturas e/ou ambientes frios.

De acordo com o novo estudo, cujos resultados foram esta semana publicados na revista científica American Journal of Human Genetics, a α-actinina-3, encontrada apenas em fibras de contração rápida, está ausente em 20% da população – quase 1,5 mil milhões de pessoas – devido a uma mutação no gene que a codifica.

O que significa que as pessoas que não têm esta proteína têm uma maior proporção de fibras de contração lenta e, por isso, o seu corpo tende a conservar mais energia, tornando-as, consequentemente, mais resistentes ao frio.

“Isto sugere que as pessoas com falta de α-actinina-3 são melhores no que respeita a manter-se aquecidas e, em termos de energia, em suportar um clima mais difícil, mas não existia até agora nenhuma evidência experimental para este fenómeno”, explicou o fisiologista Håkan Westerblad, do Instituto Karolinska, acrescentando: “Agora podemos demonstrar que a perda desta proteína dá uma maior resiliência ao frio”.

Para chegar a esta conclusão, a equipa contou com a participação de 42 homens saudáveis com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos. Os voluntários participaram no procedimento experimental, colocando o seu corpo em contacto com água fria (14ºC) até que a sua temperatura corporal atingisse os 35,5ºC.

Durante a imersão em água fria, a equipa de investigadores mediu a atividade elétrica muscular com eletromiografia (EMG) e fez biopsias musculares para estudar o conteúdo de proteína e a composição do tipo de fibra.

Os resultados evidenciaram que o músculo esquelético dos voluntários sem α-actinina-3 contém uma proporção maior de fibras de contração lenta. Durante o processo de arrefecimento corporal, estes voluntários foram capazes de manter a temperatura corporal de forma mais eficiente em termos de energia.

Em vez de ativar as fibras de contração rápida, que resulta em tremores evidentes, estes participantes aumentaram a ativação das fibras de contração lenta que produzem calor, aumentando a contração basal (tónus muscular).

O estudo mostrou também que a falta desta proteína pode afetar a resposta corporal ao exercício físico: “Pessoas com falta de α-actinina-3 raramente têm sucesso em desportos que exigem força e explosão”, explicou, dando conta que, em sentido contrário, foi observada uma maior capacidade destas pessoas em desportos de resistência.

https://zap.aeiou.pt/cinco-pessoas-mutacao-resistentes-frio-382134

 

Astrónomos captam imagem do "Deus do Caos" preparando-se para passar perto da Terra !

O perigoso asteroide Apophis  estará na distância mais próxima de nosso planeta no próximo mês. Isso é comprovado por uma fotografia recente tirada de telescópios europeus baseados em solo.

A imagem foi capturada pelo telescópio robótico Elena operado pelo European's Virtual Telescope Project - em uma tomada do céu cuja exposição durou 300 segundos. 

O asteroide chamou a atenção do mundo depois que astrônomos o viram em 2004 e calcularam na época, que havia quase 3% de chance de que colidisse com a Terra em abril de 2029. Isso foi posteriormente descartado quando Novas medições avançaram no ano de o risco de impacto foi maior até 2068 . Atualmente o risco - embora existente - é inferior a 1% por cento. 

Seu nome Apophis, refere-se ao antigo deus egípcio do mal, escuridão e destruição, coisas que impactariam nosso mundo com seus estimados 340 metros de largura. Na foto abaixo pode ser visto como um pequeno ponto branco marcado com uma seta à direita.
Fechar etapa 

Em 6 de março, o Apophis será mais brilhante para os telescópios pois estará na distância mais próxima da Terra. Estima-se que passará cerca de 15 milhões de quilômetros de nosso planeta, distância suficiente para não ter que se preocupar. 

Posteriormente as atenções se voltarão para 13 de abril de 2029 quando o Deus do Caos passará tão perto da Terra que as pessoas deverão ser capazes de detectá-lo a olho nu. Os observadores do céu verão isso como uma mancha de luz se movendo de leste a oeste sobre a Austrália.

Nesta ocasião cientistas de todo o mundo estudarão o tamanho a forma a composição do asteroide e até mesmo seu interior.
Apophis ou Apep, representava na mitologia egípcia as forças do mal que habitam o Duat e as trevas. Apophis foi a personificação do caos e também da insurreição armada. Nepai era depreciativamente chamado de "Aquele que é como um intestino" ou "intestino delgado". Crédito: John Rocco. 

'A abordagem de Apophis em 2029 será uma oportunidade incrível para a ciência. Vamos observar o asteroide com telescópios ópticos e de radar. Com as observações do radar pudemos ver detalhes da superfície " disse Marina Brozović, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. 

Em 2029, a distância à Terra será de aproximadamente 31.000 quilômetros acima da superfície da Terra, uma distância menor do que a de algumas espaçonaves que orbitam a Terra. Ainda assim, os cientistas insistem que essa distância será segura. 

A data de maior perigo 

Olhando para 2068 quando outro passo próximo é esperado os cientistas previram que a probabilidade de um impacto naquela época era extremamente baixa - apenas uma em 380.000 chances. Dito de outra forma uma chance de 99,99974% de que o asteroide não atinja a Terra. 

Além disso em novembro de 2020 os cientistas descobriram que o Apophis estava se movendo de uma maneira que eles não haviam considerado em seu modelo anterior de sua trajetória orbital. 

Esse movimento foi posteriormente atribuído a um fenômeno conhecido como radiação Yarkovsky no qual parte do asteroide é aquecida pelo Sol. O calor produzido dá ao asteroide um pequeno empurrão em uma certa direção que com o tempo pode mudar sua trajetória para o espaço. 

David Tholen, astrônomo da Universidade do Havaí em Manoa, disse que os cientistas não levaram esse movimento em consideração quando antes rastrearam e previram os movimentos de Apophis. 

O cenário de impacto de 2068 ainda está em jogo. Precisamos rastrear esse asteroide com muito cuidado ”, concluiu Tholen em uma conferência virtual no ano passado.

http://ufosonline.blogspot.com/

Paraquedas da sonda Perseverance tem código escondido com mensagem !

A chegada bem sucedida da sonda Perseverance à Marte na última quinta-feira (18) foi celebrada por fãs de exploração espacial e pela equipe da NASA, responsável pelo lançamento da missão. Só que, além do momento histórico e das possibilidades de estudo do planeta, o momento envolveu também um mistério.

O engenheiro responsável pela equipe de pouso, descida e reentrada da Perserverance em solo marciano, Allen Chen, disse em uma coletiva de imprensa que o equipamento da sonda continha uma mensagem secreta — e desafiou os entusiastas a encontrar e decifrar o código.

Uma ilustração da Perseverance entrando em Marte e ativando o paraquedas.
Uma ilustração da Perseverance entrando em Marte e ativando o paraquedas. (Fonte: NASA/Reprodução)

Não demorou muito: o comunicado feito em 22 de fevereiro resultou em uma busca frenética e, menos um dia depois, a resposta já havia sido encontrada.

Uma mensagem positiva

A mensagem codificada da Perseverance estava na ilustração no topo do paraquedas da sonda, que aparentemente parecia um desenho abstrato e sem padrão definido.

O desenho é, na verdade, um conjunto de três círculos concêntricos, ou seja, que dividem o mesmo centro com dimensões diferentes. A cada círculo, foi possível formar uma palavra a partir de códigos binários e letras em ASCII.

A frase final é “Dare Mighty Things”, ou “Ouse Coisas Poderosas”, em uma tradução livre para o português. Quem confirmou que o código foi desvendado e liberou uma explicação visual para a resposta correta foi Adam Steltzner, engenheiro-chefe da NASA.

Além de ser uma frase inspiradora e que resume bem a ousadia da Perseverance, esse é um slogan não oficial do Jet Propulsion Laboratory (JPL), a divisão da NASA responsável pelo controle da missão — inclusive registrada em algumas paredes do local.

Já o anel externo do paraquedas traz números que formam as seguintes coordenadas geográficas: 34°11’58” N 118°10’31” W. Elas se referem exatamente à sede da JPL, que fica no sul do estado norte-americano da Califórnia. O resultado foi obtido em menos de seis horas por um grupo de usuários no Reddit.

O JPL é o local em que diversas tecnologias de exploração espacial são desenvolvidas.
O JPL é o local em que diversas tecnologias de exploração espacial são desenvolvidas. (Fonte: Nasa/Reprodução)

A Perseverance foi lançada em julho de 2020 e vai enviar à Terra materiais em forma de imagem, além de registros de áudio e vídeo do planeta. Ela vai estudar principalmente a região conhecida como cratera de Jezero, que pode conter evidências a respeito da formação geológica do local e até evidências de vida.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/117728-paraquedas-da-sonda-perseverance-tem-codigo-escondido-com-mensagem.htm

 

Vulcão Etna registra quinta explosão em uma semana !

O vulcão Etna continua muito ativo e mais uma violenta erupção foi registrada na última noite, dia 22, sendo a quinta explosão no período de uma semana. A nova fase de erupções do Etna começou no dia 16 de fevereiro quando fumaça e cinzas alcançaram cidades ao redor do monte na Sicília, na Itália.

Grande erupção do Etna no céu noturno fotografada a partir da ilha de Lipari, a 70 quilômetros ao norte do vulcão no dia 20. Crédito: Foto Gabriele Costanzo/INGV.
Grande erupção do Etna no céu noturno fotografada a partir da ilha de Lipari, a 70 quilômetros ao norte do vulcão no dia 20. Crédito: Foto Gabriele Costanzo/INGV.

Sequência de erupções

A erupção de ontem aconteceu após às 22 horas e terminou nas primeiras horas desta madrugada sendo descrita como espetacular pelo Observatório do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) de Catânia, na Itália.

A atividade vulcânica ocorreu novamente na cratera Sudeste como vem sendo recorrente nos últimos dias. O INGV identificou o início de uma atividade fraca que foi aumentando gradualmente e resultou em novas explosões frequentes com lançamento de pedras, ao mesmo tempo em que ocorria a intensificação do tremor vulcânico.

O INGV relatou que os jatos de lava atingiram primeiramente 300 metros de altura da borda da cratera e um novo transbordamento de lava escorreu em direção ao Valle Del Bove.

Depois da meia noite, a atividade explosiva foi intensa envolvendo várias bocas da cratera Sudeste, com fontes de lava sendo lançada a cerca de um quilômetro de altura, juntamente com uma coluna eruptiva de gás e cinzas que alcançou cerca de dez quilômetros acima do cume do vulcão e se expandiu para oeste-noroeste. A atividade mais forte durou em torno de meia hora, segundo o relato do INGV.

Ainda durante a madrugada ocorreram algumas atividades do vulcão menos intensas. Houve a formação de mais dois pequenos fluxos de lava na direção do Valle Del Bove e outro em direção ao sudoeste da cratera. Nuvens densas de cinzas também foram empurradas pelo vento em direção ao noroeste.

Observação do Etna a partir da extremidade sul do Valle del Bove, feita por estudantes que acompanhavam a atividade eruptiva no dia 20. Crédito: Foto Giuseppe Tonzuso/INGV.
Observação do Etna a partir da extremidade sul do Valle del Bove, feita por estudantes que acompanhavam a atividade eruptiva no dia 20. Crédito: Foto Giuseppe Tonzuso/INGV.

O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia informou que às 10h38 UTC desta terça-feira, toda a atividade eruptiva da cratera Sudeste foi encerrada. Outros eventos eruptivos do Etna vinham sendo registrados nos dias 16,18,19 e 20 de fevereiro. 

https://www.painelglobal.com.br/noticias.php?t=Vulcao_Etna_registra_quinto_episodio_explosivo_em_uma_semana&id=20210223-164301

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Já é possível navegar pela misteriosa Nebulosa do Caranguejo e ver o seu “coração-colmeia” !

Novas imagens capturadas pelo instrumento SITELLE no telescópio Canadá-França-Havai (CFHT) revelam um intrincado arranjo de filamentos de gás, em forma de colmeia, no centro da Nebulosa do Caranguejo.

No ano de 1054, astrónomos chineses ficaram surpreendidos com o aparecimento de uma nova estrela, tão brilhante que era o objeto mais brilhante no céu noturno, perdendo apenas contra a Lua, que ficou visível em plena luz do dia por 23 dias. A explosão estelar também foi registada por astrónomos japoneses, árabes e nativos americanos.

Atualmente, a Nebulosa do Caranguejo é visível no local daquela estrela brilhante. Também conhecida como Messier 1, NGC 1952 e Taurus A, fica a aproximadamente 6.500 anos-luz de distância na constelação de Touro.

A nebulosa foi identificada pela primeira vez em 1731 pelo médico inglês, investigador elétrico e astrónomo John Bevis e foi redescoberta em 1758 pelo astrónomo francês Charles Messier. O seu nome deriva da sua aparência num desenho feito pelo astrónomo irlandês Lord Rosse, em 1844.

Apesar da rica história de investigação, muitas questões permanecem sobre que tipo de estrela lá estava originalmente e como é que a explosão original terá ocorrido.

Com o objetivo de responder a essas perguntas, Thomas Martin, astrónomo da Université Laval, no Canadá, e os seus colegas usaram uma nova reconstrução 3D da nebulosa. “Os astrónomos agora serão capazes de se mover dentro da Nebulosa do Caranguejo e estudar os seus filamentos um por um”, disse Martin, citado pelo SciNews.

Os investigadores usaram o poderoso espectrómetro de imagem SITELLE para comparar a forma 3D da nebulosa com dois outros remanescentes de supernova: 3C 58 e Cassiopeia A.

Surpreendentemente, a equipa descobriu que todos os três remanescentes tinham material ejetado organizado em anéis de grande escala, sugerindo uma história de mistura turbulenta e plumas radioativas a expandir-se de um núcleo de ferro colapsado.

“A fascinante morfologia da Nebulosa do Caranguejo parece ir contra a explicação mais popular da explosão original”, disse Dan Milisavljevic, astrónomo da Universidade Purdue, nos Estados Unidos.

“A Nebulosa do Caranguejo é frequentemente entendida como sendo o resultado de uma supernova de captura de eletrões, desencadeada pelo colapso de um núcleo de oxigénio-neón-magnésio, mas a estrutura de colmeia observada pode não ser consistente com este cenário”, explicou.

“SITELLE foi projetado com objetos como a Nebulosa do Caranguejo em mente, mas o seu amplo campo de visão e adaptabilidade tornam-no ideal para estudar galáxias próximas e até mesmo aglomerados de galáxias a grandes distâncias”, disse Laurent Drissen, astrónomo da Université Laval e da Université de Montréal, ambas no Canadá.

“É vital que entendamos os processos fundamentais das supernovas que tornam a vida possível. SITELLE desempenhará um papel novo e estimulante neste entendimento”, disse Milisavljevic.

https://zap.aeiou.pt/navegar-misteriosa-nebulosa-caranguejo-382471

 

Musk encomendou estudo sobre imunidade de 4 mil trabalhadores da SpaceX e já saíram os resultados !

A fabricante de foguetões e naves espaciais de Elon Musk, a SpaceX, criou um programa para rastrear a prevalência do coronavírus entre quatro mil funcionários da empresa dos Estados Unidos.


De acordo com o The Wall Street Journal, mais de quatro mil funcionários da SpaceX participaram num estudo encomendado por Elon Musk para rastrear a disseminação do coronavírus na empresa.

Musk fez uma parceria com investigadores da Universidade de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) para desenvolver o programa de teste de anticorpos, que exigia que funcionários voluntários da SpaceX se submetessem a exames de sangue mensais.

Dos cerca de quatro mil funcionários da empresa testados, 300 já tinham apanhado covid-19 e os investigadores tinham dados suficientes sobre 120 dessas pessoas para analisar os níveis subsequentes de anticorpos e tirar conclusões para o estudo. Os participantes tinham, em média, 31 anos e 92% deles eram do sexo masculino.

As descobertas lançam uma nova luz sobre a forma como a gravidade dos sintomas de covid-19 afeta a quantidade de anticorpos que cada pessoa possui e sugere que aqueles que experimentaram sintomas leves do vírus têm menos probabilidade de ter imunidade a longo prazo.

“As pessoas podem ter anticorpos, mas isso não significa que ficarão imunes”, disse Galit Alter, coautor do estudo e membro do Ragon Institute of Massachusetts General Hospital (MGH), MIT e Harvard, em declarações ao The Wall Street Journal.

As descobertas podem ajudar as autoridades de saúde pública a identificar quem é mais vulnerável ao coronavírus e, em seguida, priorizá-los para vacinação.

“Para realmente definir isso num nível de saúde pública, seria necessário fazer estudos de reinfeção e continuar a seguir as pessoas”, disse Joshua T. Schiffer, professor associado da divisão de vacinas e doenças infeciosas do Fred Hutchinson Cancer Research Center.

Os autores reconhecem que o facto de a idade média ser 31 e 92% dos funcionários analisados serem homens pode distorcer as suas descobertas porque pessoas de diferentes idades e origens apresentam diferentes respostas do sistema imunológico.

A SpaceX continua a analisar, testar e monitorizar os seus funcionários para infeção e reinfeção todos os meses. Como a vacina é distribuída em todo o país, também examinará o impacto da vacina na produção de anticorpos.

https://zap.aeiou.pt/musk-estudo-imunidade-trabalhadores-382365

 

Não é arte japonesa, é ciência - Grafeno Kagome promete propriedades promissoras !

Físicos da Universidade de Basel, na Suíça, produziram um composto de grafeno que consiste em átomos de carbono e um pequeno número de átomos de nitrogénio, numa configuração de grade regular de hexágonos e triângulos. A “rede kagome” comporta-se como um semicondutor.

De acordo com o EurekAlert, os cálculos teóricos sugerem que o composto conhecido como “grafeno kagome” deve ter propriedades completamente diferentes do grafeno comum.

O grafeno kagome consiste num padrão regular de hexágonos e triângulos equiláteros que se circundam. O nome “kagome” provem do japonês e é referente à antiga arte japonesa de tecer kagome, segundo a qual os cestos eram tecidos no padrão mencionado.

Os investigadores da universidade suíça estudaram este tipo de grafeno pela primeira vez e as medições forneceram resultados promissores que apontam para propriedades elétricas ou magnéticas incomuns.

Para produzir o grafeno kagome, a equipa aplicou um precursor a um substrato de prata por deposição de vapor e aqueceu-o para formar um intermediário organometálico na superfície do metal. O aquecimento posterior produziu o grafeno kagome, composto exclusivamente por átomos de carbono e nitrogénio.

Com a ajuda de um microscópio de corrente por tunelamento, os cientistas conseguiram estudar as propriedades estruturais e eletrónicas da rede kagome.

A equipa observou então que os eletrões de uma energia definida, que é selecionada pela aplicação de uma voltagem elétrica, são “presos” entre os triângulos que aparecem na estrutura cristalina do grafeno kagome. Este comportamento distingue o material do convencional, onde os eletrões são distribuídos em vários estados de energia na rede.

“A localização observada no grafeno kagome é exatamente o que estávamos à procura”, comentou Ernst Meyer, líder da equipa. “O fenómeno causa fortes interações entre os eletrões – e, por sua vez, essas interações fornecem a base para fenómenos incomuns, como a condução sem resistência.”

As análises também revelaram que o grafeno kagome apresenta propriedades semicondutoras, isto é, as suas propriedades condutoras podem ser ligadas ou desligadas, como acontece com um transístor. O grafeno kagome difere significativamente do grafeno, cuja condutividade não pode ser ligada nem desligada assim tão facilmente.

https://zap.aeiou.pt/grafeno-kagome-381715

 

Afinal, ADN herdado dos neandertais também reduz risco de sintomas graves de covid-19 !

A mesma equipa que, no ano passado, descobriu que um segmento de ADN herdado dos neandertais pode aumentar o risco de contrair covid-19, descobriu agora uma outra variante genética do ancestral humano que contribui para a proteção contra o Sars-Cov-2.


Em comunicado, Hugo Zeberg resume a descoberta afirmando que a herança dos neandertais é como “uma faca de dois gumes”, pelo menos no que diz respeito à nossa resposta ao Sars-CoV-2.

“Os neandertais deram-nos variantes pelas quais nos podemos sentir, ao mesmo tempo, gratos e prejudicados”, disse.

Segundo o Interesting Engeneering, o estudo, realizado por investigadores do Instituto Karolinska, na Suécia, e do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha, explicou de que forma a mutação genética reduz o risco de sintomas graves de covid-19 em, aproximadamente, 20%.

Gene Neandertal

Além de fatores de risco, como idade e comorbidades, os genes também contribuem para tornar as pessoas mais ou menos propensas a desenvolverem formas graves da doença. O recente estudo, publicado na PNAS, mostra que certos genes neandertais também podem atuar como uma barreira protetora.

No ano passado, os cientistas descobriram uma forte ligação entre a covid-19 e o material genético neandertal do segmento do cromossoma 3, que torna as pessoas com duas cópias desta variante três vezes mais propensas a sofrer doenças graves.

No novo estudo, a equipa apresentou uma nova descoberta: a de que uma região do cromossoma 12 é importante no sentido contrário do desenvolvimento da infeção.

Os genes dessa região regulam a atividade de uma enzima que ajuda as células a matar genomas de vírus invasores, como o coronavírus, sendo mais eficaz na proteção contra as formas graves de covid-19.

A variante foi transmitida aos humanos atuais graças ao cruzamento entre os neandertais e os humanos modernos há cerca de 60 mil anos. Acredita-se que cerca de metade da população fora de África tenha essa variante do gene.

As novas descobertas podem ajudar a explicar por que certas pessoas sofrem mais severamente com covid-19.

https://zap.aeiou.pt/adn-neandertais-reduz-risco-covid-381675

O primeiro buraco negro descoberto é muito mais massivo do que pensávamos !

Novas observações do primeiro buraco negro descoberto levou uma equipa de astrónomos a questionar o que sabem, afinal, sobre os objetos mais misteriosos do Universo.

Uma análise recente, na sequência de novas observações do sistema Cygnus X-1, revelaram que contém um buraco negro com quase 21 vezes a massa do Sol, ou seja, 50% mais massivo do que se pensava.

Os resultados foram publicados na Science no dia 18 de fevereiro.

Os cientistas usaram o Very Long Baseline Array – um radiotelescópio do tamanho de um continente, feito de 10 antenas espalhadas pelos Estados Unidos – e uma técnica inteligente para medir distâncias no Espaço.

“Se pudermos ver o mesmo objeto de locais diferentes, podemos calcular a sua distância da Terra medindo a distância a que o objeto parece estar a mover-se em relação ao fundo”, explicou James Miller-Jones, da Curtin University e do International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR), citado pelo Phys.

“Durante seis dias, observamos uma órbita completa do buraco negro e usamos observações feitas do mesmo sistema com o mesmo conjunto de telescópios em 2011”, disse Miller-Jones.

“Este método e as nossas novas medições mostram que o sistema está mais distante do que se pensava, com um buraco negro que é significativamente mais massivo.”

Cygnus X-1 está localizado na Via Láctea, a cerca de 7.200 anos-luz da Terra, e tem uma órbita de 5,6 dias ao redor de uma estrela companheira supergigante. Este detalhe significa que o buraco negro se desloca a uma velocidade extremamente rápida.

Ilya Mandel, da Monash University e do ARC Centre of Excellence in Gravitational Wave Discovery (OzGrav), disse que o buraco negro é tão grande que se torna um verdadeiro desafio para os astrónomos, nomeadamente tendo em conta tudo o que sabiam até agora sobre a formação de buracos negros.

“As estrelas perdem massa para o ambiente circundante através dos ventos estelares que sopram da sua superfície. Mas para fazer um buraco negro tão pesado, precisamos de reduzir a quantidade de massa que as estrelas brilhantes perdem durante as suas vidas”, explicou.

“O buraco negro no sistema Cygnus X-1 começou a vida como uma estrela com, aproximadamente, 60 vezes a massa do Sol e entrou em colapso há dezenas de milhares de anos. Incrivelmente, orbita a sua estrela companheira – uma supergigante – a cada cinco dias e meio, a apenas um quinto da distância entre a Terra e o Sol”, acrescentou.

As novas observações confirmam que o buraco negro tem mais de 20 vezes a massa do nosso Sol, “um aumento de 50% nas estimativas anteriores“.

https://zap.aeiou.pt/primeiro-buraco-negro-massivo-381916

 

Cientistas estão mais perto de descobrir a cura para a calvície !

Cientistas do RIKEN Center for Biosystems Dynamics Research, no Japão, encontraram uma forma de regenerar cabelo através de células estaminais.


O processo de crescimento do cabelo é cíclico e contínuo: cresce, cai e, depois, volta a crescer. Isto significa que, para um tratamento de regeneração capilar ser bem-sucedido, precisaria de produzir cabelo que também fosse capaz de se “reciclar”.

A equipa de cientistas, liderada por Takashi Tsuji, usou 220 combinações diferentes de ingredientes e cultivou células estaminais do pelo e dos bigodes de ratos em NFFSE – um tipo de colagénio -, para perceber se estas poderiam produzir cabelos “cíclicos”.

Os investigadores observaram, então, o cabelo regenerado durante várias semanas e descobriram que 81% dos folículos capilares criados em NFFSE passaram por, pelo menos, três ciclos e produziram cabelo normal. Por outro lado, 79% dos folículos cultivados noutro meio apenas passaram por um ciclo capilar.

De acordo com o Interesting Engeneering, através da parte externa das células, a equipa descobriu ainda que o ciclo mais eficaz estava relacionado com a adição de células Itgβ5.

“Descobrimos que quase 80% dos folículos atingiram os três ciclos capilares quando Itgβ5 foi injetada no folículo capilar epitelial, explicou o também autor Makoto Takeo, em comunicado.

“Por outro lado, apenas 13% [dos folículos] alcançaram os três ciclos quando Itgβ5 não estava presente”, disse, explicando que a análise também mostrou que essas células estão naturalmente localizadas na parte superior da região protuberante do folículo piloso.

“O nosso sistema de cultura estabelece um método para regeneração cíclica de folículos capilares a partir de células estaminais de folículos capilares”, acrescentou, “e irá ajudar a fazer com que a terapia de regeneração de folículos capilares seja uma realidade num futuro próximo”.

A próxima etapa do processo são os ensaios clínicos em seres humanos e, se forem bem-sucedidos, será um passo para a comunidade científica ficar mais próxima de desenvolver uma forma de combater a calvície.

https://zap.aeiou.pt/cientistas-perto-tratamento-calvicie-381928

 

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