terça-feira, 28 de abril de 2020

Cientistas fazem incrível descoberta sobre origem da linguagem no cérebro !

Uma equipa de investigadores descobriu que, afinal, a origem da linguagem no cérebro é pelo menos 20 milhões de anos mais antiga do que aquilo que pensávamos.
Perceber como é que os humanos desenvolveram a capacidade de falar seria muito mais simples se os cientistas conseguissem analisar cérebros antigos. No entanto, ao contrário de ossos, os cérebros não fossilizam. Como último recurso, uma equipa de investigadores recorreu a cérebros de animais modernos. Os investigadores utilizaram-nos para inferir o funcionamento das mentes antigas.
Num novo estudo publicado esta segunda-feira na revista científica Natura Neuroscience, os cientistas fizeram uma descoberta incrível. A origem da linguagem no cérebro é 20 milhões de anos mais antiga do que pensávamos. Segundo a Inverse, este é um salto considerável do palpite de 5 milhões de anos de estudos anteriores.
Embora a fala e a linguagem sejam algo exclusivamente humano, a presença desta via neural no cérebro em espécies de macacos sugere que a evolução ocorreu antes daquilo que se pensava.
Aquilo que não se sabia era se os macacos têm uma via neural semelhante aos humanos. O autor do estudo, Christopher Petkov, explica que este é um tema “altamente controverso, mas importante de resolver”.
No centro da controvérsia está o facto de alguns cientistas acreditarem que isto só pode ser estudado em humanos. No entanto, a equipa a Petkov sugere que os cientistas têm procurado no sítio errado e que isto pode ser visto nos macacos. Os investigadores ficaram surpreendidos ao descobrir que macacos e símios tinham a sua própria versão da via neural da linguagem humana.
Este novo estudo ajuda a perceber melhor uma parte essencial da evolução humana, mas pode também ajudar as pessoas nos dias de hoje. Esta descoberta já inspirou estudos em pacientes cujas habilidades de linguagem foram afetadas por AVC ou degeneração cerebral.
“A linguagem pode ser falada, escrita ou gesticulada, mas se algumas dessas vias estiverem mais ou menos intactas, isto pode permitir um prognóstico mais preciso da recuperação da linguagem e novas ideias sobre reabilitação para melhorar as habilidades de linguagem”, aspira Petkov.

https://zap.aeiou.pt/descoberta-origem-linguagem-cerebro-320470

segunda-feira, 27 de abril de 2020

No futuro, as janelas vão gerar eletricidade !

No futuro, as janelas vão produzir energia renovável graças a uma célula solar semitransparente, desenvolvida por investigadores da Universidade Monash, na Austrália.
Uma equipa de engenheiros desenvolveu uma célula solar semitransparente capaz de oferecer um nível viável de eficiência. De acordo com a equipa, dois metros quadrados destas células solares de perovskita (PSCs) seria suficiente para gerar tanta eletricidade quanto um painel solar padrão: cerca de 140 watts por metro quadrado.
Janelas de células solares são um projeto que tem merecido a atenção dos investigadora há já vários anos, mas ainda nenhuma equipa havia conseguido atingir o nível ideal em termos de eficiência, estabilidade e custo.
Segundo Jacek Jasieniak, da universidade australiana, “a energia solar na cobertura tem uma eficiência de conversão entre 15 e 20%“. “As células semitransparentes têm uma eficiência de conversão de 17% e transmitem mais de 10% da luz que entra. Há muito tempo é um sonho ter janelas que geram eletricidade, e agora isso parece ser possível.”
O Science Alert explica que a base deste trabalho é a substituição de um componente essencial da célula solar (Spiro-OMeTAD) por um polímero especialmente desenvolvido, baseado num semicondutor orgânico, que aumenta a estabilidade, que é muito importante quando se trata de materiais que estão expostos ao Sol durante um dia inteiro.
No entanto, os cientistas afirmam que tem de haver um equilíbrio entre a opacidade e a eficiência: se quisermos ter em casa uma janela perfeitamente “limpa”, não conseguiremos obter a máxima quantidade de eficiência energética.
“Existe uma troca. As células solares podem tornar-se mais ou menos transparentes. Quanto mais transparentes forem, menos eletricidade geram, e essa característica tem de ser considerada pelos arquitetos”, explica Jasieniak, autor do artigo científico publicado na Nano Energy.
Apesar deste grande avanço, é provável que esta tecnologia demore uma década até ser comercializada. A equipa refere que os grandes edifícios com vidraças enormes serão, muito provavelmente, os primeiros beneficiários.
“Estas células solares significam uma grande mudança na maneira como pensamos nos edifícios. Até agora, projetados no pressuposto de que as janelas são fundamentalmente passivas. Agora, elas produzirão ativamente eletricidade”, rematou o engenheiro.

https://zap.aeiou.pt/janelas-vao-gerar-eletricidade-320738

Galáxias massivas alimentam-se dos vizinhos para crescer !

Canais de gás que conectam a galáxia central aos vizinhos

Uma equipa de cientistas combinou vários dados cosmológicos com um programa de modelagem para vislumbrar as forças que criam galáxias massivas no Universo.
Uma nova investigação acaba de revelar que as galáxias massivas comem os vizinhos mais pequenos para crescer. Os cientistas, liderados por Anshu Gupta do Centro de Excelência ARC da Austrália para todas as astrofísicas do céu em 3 dimensões (ASTRO 3D), chegaram a esta conclusão combinando dados de observação com um programa de modelagem.
Ao analisar o movimento dos gases no interior das galáxias, os astrónomos conseguiram descobrir “a proporção de estrelas produzidas internamente e a proporção canibalizada de outros lugares”, explicou o principal autor do estudo, publicado no dia 9 de abril no Astrophysical Journal.
“Descobrimos que nas antigas galáxias massivas – com cerca de 10 mil milhões de anos-luz de distância – tudo se move em muitas direções diferentes”, o que sugere que muitas das estrelas no interior das galáxias foram adquiridas no exterior, em vez de terem sido formadas no interior.
“Por outras palavras, as grandes galáxias estão a comer as mais pequenas.”
Os cientistas sugerem que as galáxias massivas engordaram ao incorporar galáxias mais pequenas no seu interior, um fenómeno batizado pelos cientistas como uma espécie de “fome cósmica”.
A observação e a modelagem das galáxias mais distantes também revelou menos variação de movimentos internos. No fundo, segundo o Sci-News, as galáxias mais antigas e de maior proporção são muito mais desordenadas do que as mais novas.
As mais novas tiveram menos tempo para se fundirem com outras galáxias, o que pode ajudar a explicar o que acontece durante um determinado estágio da evolução destes corpos celestes.
Os astrónomos combinam dados de um projeto australiano, chamado Linha de Emissão Espectroscópica de Objetos Múltiplos (MOSEL), com um programa de modelagem cosmológica em execução em alguns dos maiores supercomputadores do mundo.

https://zap.aeiou.pt/galaxias-massivas-comem-vizinhos-320913

Medicamento da Bial para a doença de Parkinson aprovado nos EUA !

O medicamento para a doença de Parkinson da Bial, o Ongentys, foi aprovado pelo regulador do mercado farmacêutico norte-americano Food and Drug Administration (FDA) e deverá começar a ser comercializado no país até ao final do ano.
Em comunicado, a Bial avança esta segunda-feira que esta era a “aprovação essencial” para iniciar a comercialização do medicamento Ongentys (cujo princípio activo é a opicapona) nos Estados Unidos.
Em Fevereiro de 2017, a Bial e a farmacêutica Neurocrine Biosciences assinaram um contrato de licenciamento exclusivo para o desenvolvimento e a comercialização na América do Norte da opicapona, prevendo-se agora que o seu lançamento seja feito até ao final deste ano.
Este fármaco, que é o segundo medicamento de investigação da Bial, neste caso para a doença de Parkinson, já tinha sido aprovado pela autoridade regulamentar europeia em 2016, estando, desde então, disponível no Reino Unido, Alemanha, Espanha, Itália e em Portugal.
Em declarações à agência Lusa, António Portela, director-executivo da Bial, afirmou que este é “um marco importante” para a farmacêutica. “Ao termos o segundo medicamento português nos EUA, esperamos que possa ter um impacto muito grande em termos de facturação para a empresa e que isso nos permita continuar a investir nos nossos projectos de investigação e desenvolvimento”, realçou.
Segundo António Portela, a parceira farmacêutica norte-americana previa lançar o Ongentys para o mercado entre Maio e Junho, no entanto, “as circunstâncias da covid-19 não vão permitir”. “Eles querem lançar até ao final do ano, mas vai tudo depender da evolução da situação”, frisou.
Além dos EUA, António Portela adiantou à agência Lusa que a farmacêutica prevê lançar o medicamento na Suíça, Áustria e países nórdicos, mas que tudo dependerá da evolução da covid-19. Paralelamente, a Bial prevê também que, no final do ano, o medicamento seja lançado na Coreia do Sul e no Japão, onde aguarda ainda a aprovação das autoridades para que o fármaco possa estar disponível no mercado.
A farmacêutica portuguesa, que aloca, em média, “mais de 20% da sua facturação anual à inovação e desenvolvimento”, tem actualmente filiais em nove países e vende os seus medicamentos para mais de 50, sobretudo na Europa, África e América.

https://zap.aeiou.pt/medicamento-da-bial-doenca-parkinson-aprovado-nos-eua-321447

Pacientes com coronavírus desenvolvem coágulos sanguíneos !

Se as descobertas feitas até agora fizeram os pesquisadores constatarem a grande periculosidade do covid-19, uma nova pesquisa aponta uma complicação ainda mais preocupante relacionada a doença: o aparecimento de coágulos sanguíneos.
Alguns pacientes com o vírus apresentaram um aglomerado de células sanguíneas em seu corpo, assemelhando-se a um gel. Médicos acreditam que esse novo sintoma poderá gerar graves consequências, como derrames e ataques cardíacos.
A descoberta foi divulgada ao público por meio de relatos feitos pelos pesquisadores à imprensa. De acordo com Jeffrey Laurence, em entrevista à CNN: "o número de problemas de coagulação que estou vendo na UTI  relacionados ao covid-19, é sem precedentes".


Infectados com coronavírus estão apresentando coágulos sanguíneos (Fonte: Pixabay / Divulgação)
Infectados com coronavírus estão apresentando coágulos sanguíneos (Fonte: Pixabay / Divulgação)

O coronavírus está evoluindo?

De acordo com médicos, seus pacientes começaram a apresentar coágulos nas pernas, mesmo utilizando medicamente anticoagulantes, é o que relata o jornal The Washington Post.
Além disso, outros profissionais de saúde relataram à CNN que estavam tendo dificuldades em fazer processos de diálise com infectados pela covid-19, pois o aglomerado de sangue entope o tubo da máquina.
A hipótese levantada é a de que o aparecimento dos coágulos pode ser resultado de um sistema imunológico hiperativo, o que resulta no aglomerado de sangue e sangramentos.
Estão sendo feitos novos estudos acerca desse novo efeito, além de pesquisas sobre a eficiência dos anticoagulantes para auxiliar pacientes com covid-19.

Médicos e pesquisadores buscam solução para formação de coágulos devido à covid-19 (Pixabay/Divulgação)
Médicos e pesquisadores buscam solução para formação de coágulos devido à covid-19 (Pixabay/Divulgação)

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114274-pacientes-com-coronavirus-desenvolvem-coagulos-sanguineos.htm

Os impactos da pandemia do coronavírus na qualidade do ar !

Que par de meses o mundo está vivendo! De ter liberdade para ir e vir, passamos à apreensão antes de mergulhar no medo e na reclusão por conta do Coronavírus, e vimos diversos países restringirem parcial e até completamente a circulação da população com a instauração de normativas de distanciamento social, quarentenas e lockdowns. Pois, em dado momento, bilhões de pessoas em todo o planeta ficaram impedidas de sair de suas casas – e o impacto no meio ambiente é dramático.

Desaceleração global

Para se ter ideia, no que levamos de ano, as autoridades chinesas ordenaram que o equivalente a 7% da população mundial permanecesse em casa – e países como a Itália e a Espanha se viram obrigados a fazer o mesmo na tentativa de frear a propagação do coronavírus e desafogar seus sistemas públicos de saúde que, em diversas localidades, entraram em colapso e registraram milhares de mortes.

Torre de Pisa
Torre de Pisa

Inclusive a Índia, que conta com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, ordenou que todos permanecessem em casa, e os EUA, a maior economia mundial, apresenta agora mesmo vários estados e cidades em quarentenas parciais ou totais. Essas medidas, embora necessárias para preservar a vida, já trazem graves reflexos econômicos, uma vez que incontáveis indústrias se viram obrigadas a parar e negócios a fechar as suas portas, resultando em alarmantes quedas nas bolsas e na perda de emprego para milhões de pessoas.

Times Square
Times Square

Por outro lado, essa desaceleração nas atividades e circulação de gente pelo planeta vem oferecendo reflexos dramaticamente positivos para o meio ambiente – tanto que animais silvestres que antes se limitavam a permanecer em seus (cada vez mais reduzidos) habitats vêm sendo flagrados explorando e passeando por cidades e locais de grande ocupação humana mundo afora. Mas é na qualidade do ar que os maiores impactos do isolamento estão sendo notados.

Efeitos positivos do distanciamento social

De acordo com Marco Hernandez, do site How Stuff Works, materiais particulados identificados pela sigla PM2.5 – e que possuem diâmetro equivalente a 3% de um fio de cabelo – contendo nitratos têm a capacidade de, através dos pulmões, entrar na corrente sanguínea e desencadear problemas de saúde como o câncer, acidentes vasculares cerebrais e cardiopatias.
Formados a partir de compostos ricos em nitrogênio liberados na atmosfera principalmente a partir da queima de combustíveis, os nitratos classificados como PM2.5 sofreram grandes quedas na província de Hubei, na China, após a imposição de restrições na circulação de veículos na quarentena. Veja a seguir:

Reduções drásticas
Reduções drásticas

O gráfico a seguir mostra a situação em Wuhan, local onde o vírus surgiu, e revela que, apesar de os níveis de poluição apresentarem tendência de queda nos últimos anos, nos primeiros meses de 2020 – quando foram impostas as medidas de isolamento –, foram registradas reduções recorde, especialmente na liberação de dióxido de nitrogênio, cujas principais fontes são as plantas de produção de energia, estações de tratamento de esgoto e os automóveis. Confira:

Fortes quedas
Fortes quedas

Ainda na Ásia, a Coreia do Sul – que contabilizou um forte aumento no número de infectados pelo coronavírus no início de março – registrou a maior queda nos níveis de determinados poluentes dos últimos 7 anos. E isso que o país não impôs a reclusão total à sua população. Passando para a Europa, na Itália, onde as restrições começaram a ser implementadas no final de fevereiro em algumas cidades o norte do país, os índices de dióxido de nitrogênio despencaram e, em Bergamo, uma das localidades mais afetadas pela COVID-19 na região, a qualidade do ar chegou a melhorar significativamente. Veja:

Os índices despencaram
Os índices despencaram

Mas um dos locais onde a redução na circulação e atividades teve seu efeito mais surpreendente foi a Índia. Segundo Marco, é comum que as cidades do norte do país, entre elas, Nova Deli, com uma população de perto de 30,3 milhões de habitantes, sejam cobertas por um manto de fumaça resultante das queimadas produzidas pelos agricultores da região no inverno. A qualidade do ar só vai melhorar um pouco na primavera, mas, com a imposição da quarentena, o impacto vem sendo notável.

Impacto positivo notável
Impacto positivo notável

Brasil

No nosso país, a tendência de redução nos níveis de poluentes e melhora na qualidade do ar foi notada em várias das capitais onde foram instauradas restrições e normas de isolamento social. Em São Paulo, por exemplo, foi registrada uma importante queda nos índices de monóxido de carbono, que atualmente estão nos menores índices para a época, caindo para 1 parte por milhão contra os 9 ppm habituais.
A região metropolitana do Rio Janeiro também registrou quedas em virtude do isolamento, principalmente nos índices de dióxido de nitrogênio. Para se ter ideia, estações meteorológicas no Distrito Industrial de Santa Cruz e em Duque de Caxias apontaram reduções nas concentrações desse composto em 77% e 45%, respectivamente, no final de março. Curitiba, no Paraná, e Belo Horizonte, em Minas Gerais, igualmente foram palco de diminuições importantes na quantidade de NO2 na atmosfera.

Cena atípica
Cena atípica

É importante destacar que já se havia detectado uma ligeira tendência de queda nos níveis de determinados poluentes no mundo – embora a diminuição seja claramente mais acentuada agora, devido à redução de atividade e circulação de pessoas. Além disso, não podemos nos esquecer de que a variação nos índices de poluição no ar também é afetada por aspectos meteorológicos, como a velocidade do vento e a temperatura local.
Ainda assim, é inegável que as restrições impostas nos últimos meses tiveram um grande impacto na qualidade do ar global – e possivelmente terão efeitos positivos a saúde da população também. O interessante seria poder medir como as quarentenas e isolamento estão afetando a qualidade do ar no interior de residências e edifícios e que consequências tiveram sobre quem respeitou as restrições.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114278-os-impactos-da-pandemia-do-coronavirus-na-qualidade-do-ar.htm

domingo, 26 de abril de 2020

Tecnologia ajuda pacientes de Alzheimer a recuperar a memória !

Uma nova tecnologia semelhante a uns headphones pode ajudar a reverter os sintomas da doença de Alzheimer. O dispositivo aponta luz diretamente para as regiões responsáveis pela memória no cérebro.
Uma empresa canadiana criou uma tecnologia que se pode revelar bastante útil para pacientes com a doença de Alzheimer, já que pode ser capaz de restaurar a memória das pessoas. Os cientistas responsáveis pela inovação acreditam que o brilho da luz diretamente nas áreas do cérebro danificadas pela doença pode reverter o Alzheimer.
O dispositivo, chamado Neuro RX Gamma, assemelha-se a uns headphones e aponta luzes LED para o cérebro através do nariz e do crânio. Segundo o Tech Explorist, a tecnologia é adequada a um uso doméstico, não é invasiva e foca-se na região do cérebro responsável pela memória.
A luz infravermelha é enviada através de quatro diodos posicionados sobre o couro cabeludo e um posicionado dentro da narina. Os cientistas sugerem que a luz melhora as mitocôndrias que fornecem energia às células e estimula o cérebro a ativar células imunes que combatem doenças e tentam livrar-se delas.
O Neuro RX Gamma aprimorou as habilidades de escrita e leitura, recuperou a memória, melhorou o sono, ansiedade e stress, reduziu o mau humor e aumentou o desenvolvimento cognitivo.
Além disso, em experiências iniciais, a inovação mostrou reverter os sintomas de Alzheimer, livrar-se de proteínas tóxicas acumulados no cérebro e melhorar as células responsáveis pela memória. Caso isto se confirme nos ensaios clínicos, esta será a primeira tecnologia capaz de reverter a doença.

https://zap.aeiou.pt/tecnologia-alzheimer-recuperar-memorias-320717

SpaceX começa a testar seu mais novo protótipo da Starship

A empresa estadunidense Space Exploration Technologies Corp., comumente conhecida apenas como SpaceX, transferiu nesta quinta-feira (23) seu mais recente protótipo da Starship para seu campo de testes, no estado do Texas. 
Esse será o quarto protótipo da Starship a ser testado pela SpaceX. O cilindro reluzente de aço inoxidável gigantesco foi projetado para fazer uma viagem além das estrelas, passando por Marte e a Lua no caminho. 
O modelo foi batizado como Starship SN4, já que se trata do quarto testado da série. Segundo a empresa, que pretende algum dia levar uma colônia habitável a Marte, o protótipo seria a peça central desse sistema de lançamentos bastante ambicioso.


Imagem compartilhada por Elon Musk do protótipo Starship SN4 da SpaceX (Elon Musk/Twitter)
Imagem compartilhada por Elon Musk do protótipo Starship SN4 da SpaceX (Elon Musk/Twitter)

Elon Musk, fundador e CEO da SpaceX, compartilhou, por meio de sua conta oficial no Twitter, uma foto do veículo de teste. "Tanque Starship SN4 em teste", escreveu na rede social. 
O vídeo compartilhado pelo Lab Padre no Youtube mostrou as equipes da SpaceX movendo o protótipo de maneira bem cautelosa partindo da nave espacial de seu local de construção, perto da vila de Boca Chica, no sul do Texas, até um ponto de teste por aquelas proximidades. Confira:
O Starship SN4 será muito provavelmente submetido a alguns testes específicos de pressão criogênica, semelhantes aos que a empresa realizou anteriormente com seus outros modelos. Entre eles, dois mal sucedidos. O último em questão teve problemas testados recentemente.
Isso ocorreu no comecinho do mês, lá em 2 de abril. O chamado de Stars3 SN3 da SpaceX pareceu entrar em colapso durante esse teste de pressão anteriormente citado. O protótipo havia sido submetido a nitrogênio líquido para provar que, de fato, o veículo poderia suportar altas pressões quando preenchido com alguma substância extremamente fria durante algum vôo real. Musk disse após esse ocorrido que as válvulas vazadas eram as verdadeiras culpadas do fracasso. 
O mesmo teste já foi aplicado também ao Starship SN2 em 8 de março. E o primeiro protótipo em tamanho real da SpaceX, chamado Mk1, acabou explodindo durante esse mesmo teste de pressão. O fato ocorreu em novembro de 2019. Isso tudo levou a empresa a reformular o design da nave espacial, levando à essa série SN.
Musk já afirmou algumas vezes que sua empresa SpaceX pretende continuar realizando novos testes e fabricando novas versões para conseguir finalmente lançar um salto de 20 quilômetros de altura ainda neste ano. A empresa inclusive já está pensando nos sucessores deste novo protótipo, conforme o CEO publicou recentemente em seu Twitter.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114261-spacex-comeca-a-testar-seu-mais-novo-prototipo-da-starship-video.htm

Quanto tempo o vírus da covid-19 vive sobre roupas e sapatos

Afinal, é preciso lavar a roupa assim que volta da rua? Por quanto tempo o vírus permanece em roupas e sapatos? Essas e outras questões surgem porque o causador da covid-19 era impensável para a maior parte da população até alguns meses atrás. Felizmente, especialistas indicam que, por mais que se deva tomar cuidado, as vestimentas não devem causar tanta paranoia.
E existem algumas razões para isso: o vírus permanece em minúsculas gotículas respiratórias, que, de tão leves, flutuam no ar por até meia hora. É por isso que a principal forma de transmissão é quando essas partículas atingem a boca, o nariz ou os olhos — portanto, as máscaras são essenciais. Um corpo em movimento também desloca o ar à sua volta, fazendo com que o material provavelmente desvie de seu corpo mesmo que você passe diretamente sobre ele.
Apenas uma pessoa que falasse expelindo muita saliva poderia apresentar algum risco, pois poderia produzir gotículas mais pesadas. "É improvável que uma gota pequena o suficiente para flutuar no ar por um tempo também seja depositada nas roupas devido à aerodinâmica", disse Linsey Marr, cientista de aerossóis da Virginia Tech, em entrevista ao The New York Times.

Vírus é expelido em gotículas da fala, da tosse e do espirro
Vírus é expelido em gotículas de fala, tosse e espirro

Eventualmente, algumas dessas partículas podem ser depositadas na blusa, mas são absorvidas pelo tecido em diferentes velocidades, dependendo da fibra. Com a gotícula totalmente seca, o vírus acaba se tornando inativo. "Sabemos que a gota pode secar sob algumas condições, o que pode ser mais rápido com fibras naturais", analisou a especialista em saúde pública Carol Winner, em conversa com o Huffington Post.
Portanto, uma saída rápida de casa não exige que a pessoa já leve a roupa para a lavanderia. Isso é diferente, porém, se alguém espirrar ou tossir na sua direção — nesse caso, o indicado é lavar. Vale lembrar que a higienização das mãos continua sendo altamente recomendada.
A situação é parecida nos calçados. "O público em geral não deve se preocupar em procurar o vírus na parte de baixo dos sapatos", explicou o dr. Joseph Allen, da Universidade Harvard, em entrevista ao Bustle. Porém, quem puder deixar os sapatos na porta de entrada, principalmente no caso de profissionais da saúde, ajuda a não levar o vírus para dentro de casa.
Caso você tenha uma máquina de lavar com regulagem de temperatura, dê preferência para o uso de água quente. Porém, se não tiver, não é necessário ferver a roupa, pois isso pode danificá-la e gerar um estresse desnecessário. Também é recomendável o uso de produtos alvejantes para ajudar a eliminar o vírus.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114250-quanto-tempo-o-virus-da-covid-19-vive-sobre-roupas-e-sapatos.htm

Estudo aponta para que Oceano Ártico ficará sem gelo até 2050 !

Em meio às recorrentes mudanças na dinâmica do clima e vegetação terrestres, e mais do que isso, na percepção de que as alterações estão ocorrendo num processo acelerado demais para ser considerado natural, muitos estudos estão sendo conduzidos a fim de promover uma melhor compreensão sobre a atividade humana e sua relação com as mudanças climáticas. 
Um novo estudo sobre o assunto, realizado pela Geophysical Research Letters, aponta que haverá uma redução significativa do gelo localizado no Oceano Ártico nos próximos anos, de modo que, até 2050, não haveria mais gelo na região. Com base na observação do aquecimento global e da diminuição da calota polar na região, tal possibilidade já é dada como extremamente provável nas mais diferentes simulações desenvolvidas — 128 ao total.

(Fonte: Unsplash)
(Fonte: Unsplash)

O que mais preocupa a comunidade científica é que, de acordo com esse mesmo estudo, ainda que uma eventual redução significativa nas emissões de carbono fosse atingida a partir de agora, o cenário final dificilmente seria outro durante o verão nas próximas décadas, por exemplo. Portanto, as emissões de gases seriam responsáveis apenas por determinar o quão rápido isso aconteceria.
O gelo marinho possui papel importante dentro do ecossistema terrestre e sua redução preocupa pesquisadores, pois além da concentração de petróleo e gás natural na região dar ensejo a conflitos internacionais entre potências interessadas, vírus e bactérias desconhecidos, que até então permaneciam dormentes e não faziam mais parte da dinâmica terrestre, poderiam espalhar novas doenças.

(Fonte: Unsplash)
(Fonte: Unsplash)

Além disso, o aquecimento da região ártica representa, na prática, a impossibilidade de muitos animais de continuarem existindo e também contribui de forma perceptível com o aumento do nível do mar, o que pode inviabilizar a habitação de cidades de menor altitude e mesmo resultar em mudanças na dinâmica do clima terrestre, fazendo com que determinados eventos climáticos se tornem menos previsíveis.
Uma vez que a região ártica sofre com o aquecimento e possui menor capacidade de produzir gelo, a radiação solar deixa de ser refletida e passa a ser absorvida em maior quantidade. Ou seja: a redução do gelo na região implica desdobramentos das ordens mais diversas, que muitas vezes se interligam e corroboram com mudanças a nível global.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114272-oceano-artico-ficara-sem-gelo-ate-2050-aponta-estudo.htm

Conjunto de satélites Starlinks deverão ser muito menos brilhantes !

Com o objetivo de diminuir o impacto sobre as atividades astronômicas, a SpaceX está buscando uma maneira de tornar os satélites Starlink menos brilhantes e já experimentou algumas medidas com bons resultados.
Trem de satélites Starlink passando sobre Stuttgart, Alemanha, em 22 de abri de 2020.
Trem de satélites Starlink passando sobre Stuttgart, Alemanha, em 22 de abri de 2020.

Embora sejam magníficos de serem observados aqui da Terra, a gigantesca constelação de satélites Starlink tem provocado a ira dos astrônomos, cujas observações celestes começam a ser prejudicadas pela forte reflexão solar causada pelos satélites.
Até abril de 2020, a SpaceX havia colocado no espaço 422 satélites para acesso à internet, mas já recebeu permissão para lançar cerca de 12 mil objetos, com possibilidade deste número chegar a 30 mil até 2025. Se do ponto vista de interferência eletrônica isso não é tão relevante, da perspectiva da astronomia pode ser catastrófica, devido à interferência nas observações.
Lote de 60 satélites Starlink presos à haste tensionadora antes de serem colocados em orbita.
Lote de 60 satélites Starlink presos à haste tensionadora antes de serem colocados em orbita.

Starlinks Invisíveis: Darksat
 
Sabendo desse impacto científico nas pesquisas científicas, o presidente da SpaceX, Elon Musk, disse que a empresa está tentando encontrar uma maneira de fazer com que as naves fiquem "invisíveis" e desapareçam da vista dos cientistas sem causar impacto nas descobertas astronômicas.
Os experimentos para reduzir esse impacto visual começaram em janeiro de 2020, quando um dos 60 satélites lançados possuía um revestimento experimental para torná-lo menos reflexivo. Medições feitas por astrônomos revelaram que o "DarkSat", como foi batizado, é consideravelmente mais escuro que seus similares, mas não o suficiente para suprimir as preocupações da maioria dos astrônomos consultados.

Mudanças no Projeto
 
Sabendo disso, a SpaceX está tomando medidas adicionais e projetou alterações do ângulo do painel solar e a inclusão de uma espécie de "guarda-sol" que impede a reflexão Solar em direção à Terra. De acordo com Musk, o impacto dessas alterações deve ser notado em breve, quando diversos satélites do lançamento 9 forem colocados em orbita.
Segundo a empresa, esses guarda-sóis são feitos de uma espuma extremamente transparente aos sinais de rádio, permitindo que observações feitas com radiotelescópios também não sejam prejudicadas pela passagem dos objetos.
A eficácia dessas medidas deve ser revelada em pouco tempo, já que os astrônomos rastrearão os satélites modificados com a esperança que os Starlinks não se destaquem excessivamente contra o céu escuro. 

https://www.apolo11.com/noticias.php?t=Trem_de_satelites_Starlinks_deverao_ser_muito_menos_brilhantes&id=20200424-103348

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Universidade de Oxford começa a testar vacina contra a covid-19 em humanos !

Cientistas da Universidade de Oxford vão iniciar, esta quinta-feira, testes em humanos de uma possível vacina contra a covid-19.
Na terça-feira, Matt Hancock, secretário de Estado para a Saúde do Reino Unido, afirmou que os investigadores da Universidade de Oxford vão iniciar, esta quinta-feira, testes em humanos de uma possível vacina contra a covid-19.
O Governo britânico disponibilizou 20 milhões de libras à equipa de cientistas para financiar os ensaios clínicos. “Ao mesmo tempo, investiremos em capacidade de produção para que, caso alguma destas vacinas funcione com segurança, possamos disponibilizá-la ao povo britânico assim que for humanamente possível”, afirmou Hancock, citado pela SIC Notícias.
Contudo, adianta o jornal online Observador, este ainda é um processo demorado e, no cenário mais otimista, a vacina só fica disponível em setembro. Por isso, o governante pediu aos britânicos que cumpram a medida que continua a ser, para já, a mais eficaz.
“Há uma coisa que podem fazer já, fiquem em casa. Os números continuam altos e não parece que vão mudar proximamente, estamos ainda numa situação de perigo”.
Esta quarta-feira, no Parlamento britânico, o secretário de Estado revelou que o Reino Unido está no “pico” da pandemia. O ministério da Saúde britânico anunciou que, até às 17h00 de terça-feira, tinham morrido nos hospitais britânicos 18.100 pessoas infetadas.
Uma análise do jornal Financial Times sugere que o número total de mortes no Reino Unido durante a pandemia possa chegar a 41.000, mais do dobro do registado oficialmente pelo governo, que só contabiliza os óbitos nos hospitais.

https://zap.aeiou.pt/oxford-comeca-testar-vacina-humanos-320838

Veneno de tarântula pode ajudar a criar alternativa aos analgésicos opióides !

Cientistas modificaram o veneno da tarântula aranha-pássaro chinesa para produzir uma proteína que atua como um forte analgésico. Até agora, foi comprovadamente eficaz em cobaias.
Tal como explica o site Science Alert, os opióides estão entre as melhores ferramentas para tratar vários tipos de dor, porém, são extremamente viciantes e, mesmo quando usados como prescrito, têm bastantes efeitos secundários como, por exemplo, tonturas, náuseas, sonolência, constipações e dificuldades em respirar.
Por isso, uma equipa de cientistas decidiu usar o veneno da aranha-pássaro chinesa – Cyriopagopus schmidti – para tentar criar uma alternativa.
O veneno desta tarântula contém um peptídeo, chamado Huwentoxin-IV, que atua ao inibir a ativação dos canais de sódio dependentes de voltagem necessários para o fluxo de iões de sódio que podem acionar os recetores de dor no sistema nervoso.
Investigações anteriores mostraram que este peptídeo pode aliviar a dor em cobaias. Mas, para além do efeito nos canais de sódio, estes investigadores também já tinham mostrado a importância da membrana celular nesta interação. Agora, a equipa manipulou o Huwentoxin-IV para melhorar a sua afinidade pela membrana celular.
“Ao usar uma abordagem tripla que incorpora esta mini-proteína, o seu recetor e a membrana circundante do veneno da aranha, alterámos essa mini-proteína, resultando numa maior potência e especificidade para recetores específicos de dor”, explica a bióloga química Christina Schroeder, da Universidade de Queensland, na Austrália.
Isto garante, afirma a cientista, que a quantidade correta de Huwentoxin-IV é anexada à célula e à membrana celular. E, quando testado em cobaias, o mais potente dos análogos desenvolvidos pela equipa resultou numa diminuição significativa na resposta à dor em comparação com o controlo.
O estudo foi publicado, no passado dia 10, na revista científica Journal of Biological Chemistry.

https://zap.aeiou.pt/veneno-tarantula-alternativa-opioides-320263

O vento solar é mais quente do que o esperado e cientistas já sabem porquê !


Impressão de artista do vento solar e das interações do campo magnético

O vento solar é a emissão contínua de partículas carregadas provenientes da coroa solar. Este plasma arrefece à medida que se expande pelo Espaço, mas não tanto como preveem as leis da termodinâmica.
Segundo o site IFLScience, pode estar por detrás disto um efeito mais complexo, e os cientistas já têm uma ideia do que será.
“Inicialmente, os investigadores pensaram que o vento solar tinha de arrefecer muito rapidamente à medida que se expandia do Sol, mas as medições de satélite mostram que, ao atingir a Terra, a sua temperatura é 10 vezes superior ao previsto. Logo, a questão fundamental é: Porque é que não arrefece?”, pergunta Stanislav Boldyrev, professor de Física da Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, e autor do estudo publicado, no dia 14 de abril, na revista científica PNAS.
A equipa de cientistas propõe um cenário que explica porque é que o vento solar não segue o padrão idealizado, apontando o dedo às interações eletromagnéticas entre os componentes do plasma. Os eletrões, em particular, são os principais culpados.
As partículas libertadas pelo Sol são uma mistura de iões com carga positiva e eletrões muito leves carregados negativamente. Estes tendem a escapar-se muito rapidamente da nossa estrela, com as partículas positivas seguindo atrás.
À medida que o vento solar se expande, tende a ter um pouco de carga elétrica, com uma frente negativa e uma traseira positiva. Dado que cargas opostas se atraem, alguns dos eletrões, que se movem mais devagar, diminuem ainda mais, ficando “presos” nessa expansão.
Para testar isto, os investigadores usaram a Mirror Machine, um tipo de reator de fusão onde o plasma é mantido numa câmara, cuja entrada e saída são estranguladas, de modo que a grande maioria das partículas é refletida de volta à câmara. O foco da equipa estava nas partículas que conseguiram escapar, e em como estavam a espalhar o calor.
Os cientistas descobriram que a população em fuga distribui o calor lentamente para a população aprisionada, logo, à medida que se movem rapidamente pelo vento solar, não perdem tanto calor como uma simples expansão termodinâmica sugere.
“Os nossos resultados correspondem com as medições do perfil de temperatura do vento solar e podem explicar porque é que a temperatura do eletrão diminui com a distância tão lentamente”, acrescenta Boldyrev.

https://zap.aeiou.pt/vento-solar-mais-quente-esperado-320499

Anunciada primeira vacina experimental com larga proteção em macacos !

Uma vacina experimental em macacos “protegeu-os largamente”, pela primeira vez, contra o coronavírus, anunciou um laboratório chinês que está na origem da investigação.
A vacina, que utiliza agentes patogénicos inertes do vírus na origem da covid-19, foi administrada a oito macacos, que foram contaminados artificialmente três semanas mais tarde, segundo a investigação publicada pelo gigante farmacêutico Sinovac Biotech.
“Os quatro macacos que receberam a vacina em dose elevada não apresentaram qualquer traço detetável do vírus nos pulmões, sete dias após a contaminação”, assegurou o laboratório, que publicou os resultados a 19 de abril no site bioRxiv.
Outros quatro símios, aos quais a vacina foi administrada em dose menos forte, apresentaram uma elevada carga viral no organismo, mas conseguiram resistir à doença.
Estes resultados devem agora ser objeto de uma nova avaliação pelos especialistas, antes de serem validados pela comunidade científica.
A Sinovac, uma empresa cotada no Nasdaq, iniciou os ensaios clínicos da mesma vacina no homem a 16 de abril. Questionado pela agência AFP, o laboratório escusou-se a comentar este assunto.
“Estes são os primeiros dados pré-clínicos sérios que já vi sobre uma vacina experimental”, comentou no Twitter o virologista Florian Krammer, da Escola Icahn, de Medicina, em Nova Iorque.
“A questão é saber se esta proteção é de longa duração”, observou, por sua vez, a imunologista Lucy Walker, da Universidade College, em Londres.
Além do projeto da Sinovac, Pequim aprovou duas outras vacinas experimentais lançadas, por um lado, pela Escola Militar de Ciências Médicas e pelo grupo de biotecnologia CanSino, cotado em Hong Kong, e, por outro lado, pelo Instituto de Produtos Biológicos e pelo Instituto de Virologia de Wuhan, a cidade onde o coronavírus surgiu, no final do ano passado.
O laboratório americano Moderna anunciou simultaneamente, em meados de março, que estava a proceder igualmente a ensaios clínicos para uma vacina experimental.
Esta quinta-feira, cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, também começaram a testar uma possível vacina contra a covid-19. O Governo britânico disponibilizou 20 milhões de libras à equipa para financiar os ensaios clínicos.
Grupos farmacêuticos e laboratórios de investigação em todo o mundo lançaram-se numa corrida contra o tempo para desenvolver tratamentos e vacinas contra a covid-19, que matou mais de 190 mil pessoas, em cerca de 2,7 milhões de cidadãos infetados.
O prazo estimado para uma vacina é de entre 12 a 18 meses, no mínimo.

https://zap.aeiou.pt/primeira-vacina-larga-protecao-macacos-321136

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Portugal vai usar sangue de doentes recuperados contra a covid-19 em tratamento experimental !

Portugal vai começar a utilizar o sangue de doentes de Covid-19 recuperados para tratar outros pacientes que sofram da infecção. Trata-se de um tratamento experimental que deverá arrancar em Maio, como confirma o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda.
“Os ensaios clínicos podem começar no mês que vem”, refere António Lacerda em declarações divulgadas pela TSF.
O tratamento com plasma de doentes curados de Covid-19 integra a lista das terapias experimentais que estão autorizadas pelo Infarmed, numa altura em que ainda não há um fármaco específico para debelar a doença provocada pelo coronavírus.
Mas este tratamento experimental não se destinará a todos os doentes com Covid-19, apenas a casos seleccionados, até porque implica riscos, como explica à TSF a presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, Maria Antónia Escoval.
“Esse risco é comum a todas pessoas que fazem transfusões. Neste caso concreto, os benefícios são largamente superiores aos riscos”, considera Maria Antónia Escoval.
O tratamento experimental deverá ser usado em pessoas que estejam a enfrentar maiores dificuldades em ultrapassar a Covid-19, nomeadamente para “minimizar o risco de TRALI (Transfusion-Related Acute Lung Injury), uma espécie de falência pulmonar que pode levar à morte”, como aponta a TSF.
“Os critérios estão a ser definidos por uma equipa de especialistas também da Direcção Geral de Saúde, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e do Infarmed”, destaca Maria Antónia Escoval, referindo que o médico que segue o doente será sempre o responsável por determinar se ele será ou não candidato a receber o tratamento.
Quanto aos dadores do plasma, não podem ser todos os doentes recuperados. É preciso que tenham “o segundo testes negativo à Covid-19 há mais de 14 dias“, de acordo com a mesma fonte. Além disso, precisam de cumprir os critérios habituais dos dadores de sangue.
O recurso ao plasma de doentes curados para tratar epidemias é usado há décadas e está também a ser utilizado no Reino Unido e nos EUA contra a Covid-19.
Estes tratamentos para o coronavírus são feitos a título experimental já que não há ainda provas de que sejam de facto eficientes no combate à infecção.
Num ensaio clínico que está a decorrer, neste momento, nos EUA, constatou-se que “uma única dose de 200 mililitros (apenas cerca de 13 colheres de sopa cheias)” de plasma de pacientes recuperados de Covid-19 “mostrou benefícios em alguns pacientes, levando a melhorias”, como refere o protocolo do programa, citado pela ABC News.
As pessoas infectadas com coronavírus e que recuperam da Covid-19 criam anti-corpos feitos à medida para a infecção pelo sistema imunitário. Acredita-se que esses anticorpos possam fornecer alguma protecção contra o vírus, embora ainda não seja certo que garantam a imunidade.

https://zap.aeiou.pt/sangue-doentes-recuperados-covid-19-portugal-320409

Medicamento experimental contra a esquizofrenia mostra resultados promissores !

Um novo medicamento contra a esquizofrenia e psicose mostrou resultados bastante positivos nos recentes testes em humanos. Ao contrário das alternativas, não apresenta efeitos colaterais negativos.
Os testes em humanos de um novo medicamento experimental contra a esquizofrenia e psicose mostraram resultados promissores. O medicamento funciona de maneira diferente de qualquer outro antipsicótico existente e sem os seus efeitos colaterais negativos.
Os medicamentos antipsicóticos vieram oferecer uma solução inovadora e muito mais benéfica do que a lobotomia, que era comummente utilizada como tratamento para a psicose.
Os atuais medicamentos no mercado ajudam a reduzir muitos dos principais sintomas, como delírios e alucinações. No entanto, não são úteis nos restantes sintomas associados à esquizofrenia e geralmente têm vários efeitos colaterais de curto e longo prazo
Num estudo publicado, na semana passada, na revista científica New England Journal of Medicine, uma equipa de investigadores descreve o sucesso dos testes em humanos de uma nova medicação, chamada de SEP-363856. Este novo medicamento experimental foca-se em recetores neurais diferentes daqueles que normalmente os outros antipsicóticos se concentram.
O New Atlas explica que a eficácia no estudo foi calculada através de uma escala conhecida como Escala de Síndrome Positiva e Negativa (PANSS), que varia de 30 a 210. A pontuação média dos participantes do estudo com psicose aguda foi de 101. Após o teste de quatro semanas, a pontuação média caiu 17,2 pontos, enquanto que no grupo de placebo caiu apenas 9,7.
“Durante os últimos 60 anos, antipsicóticos que se ligam aos recetores de dopamina têm sido o padrão de tratamento, apesar do perfil de efeitos colaterais”, salienta John Krystal, coautor do novo estudo. “A minha esperança é que estes resultados para o SEP-363856 apoiem um novo tratamento de esquizofrenia para pessoas que foram diagnosticadas com esta grave condição de saúde mental. O SEP-363856 poderia ter um grande impacto nas pessoas com esquizofrenia, nas suas famílias e no ónus da saúde pública”.

https://zap.aeiou.pt/esquizofrenia-resultados-promissores-320236

Em breve, o Pólo Norte não terá gelo no verão !

O Pólo Norte já não terá gelo no verão, pelo menos temporariamente. A eficácia das medidas de proteção climática determinará com que frequência e durante quanto tempo permanecerá assim.
Depois de analisarem 40 modelos climáticos, os cientistas consideraram a evolução da camada de gelo do Ártico num cenário com altas emissões de CO2 e pouca proteção climática. Como seria de esperar, o gelo do mar desapareceu rapidamente no verão.
No entanto, este novo estudo conclui que o gelo marinho do verão também desaparece ocasionalmente, mesmo se as emissões de CO2 forem reduzidas rapidamente.
Isto significa que se reduzirmos as emissões globais rápida e substancialmente e mantivermos o aquecimento global abaixo dos 2ºC em relação aos níveis pré-industriais, o gelo do Ártico provavelmente desaparecerá ocasionalmente no verão, mesmo antes de 2050.
Isto é uma surpresa“, disse Dirk Notz, investigador da Universidade de Hamburgo e líder da equipa. O artigo científico foi publicado no dia 17 de abril na Geophysical Research Letters.
O Pólo Norte é coberto por gelo marinho durante todo o ano. No verão, a área da camada de gelo do mar diminui e no inverno cresce novamente.
Em resposta ao aquecimento global, a área coberta por gelo marinho encolheu nas últimas décadas, o que afetou substancialmente o ecossistema e o clima do Ártico. Além de ser uma reserva de caça e habitat para ursos polares e focas, a calota de gelo mantém o Ártico fresco, refletindo a luz do Sol, explica o EurekAlert.
De acordo com a investigação, a frequência com que o Ártico irá perder a cobertura de gelo marinho no futuro depende criticamente das emissões de CO2: se as emissões forem reduzidas rapidamente, os verões sem gelo acontecem apenas ocasionalmente.

https://zap.aeiou.pt/em-breve-o-polo-norte-nao-tera-gelo-no-verao-320245

Ideia para novo telescópio poderá detectar vegetação em planetas distantes !

A Nasa diz que poderá detectar ‘características da superfície’ e até ‘sinais de habitabilidade’ em planetas distantes.

Ideia para novo telescópio permitirá detectar vegetação em planetas distantes
Representação artística de uma possível imagem de um telescópio Solar Gravitational Lens (SGL). Créditos: Slava Turyshev
A NASA está financiando pesquisas para um telescópio conceitual chamado “Solar Gravitational Lens” (Lente Gravitacional Solar, de sigla em inglês, SGL) que poderia nos permitir observar exoplanetas distantes em uma resolução surpreendente – um empreendimento futurista que poderia ajudar a descobrir de uma vez por todas [oficialmente, é claro] se estamos sozinhos no universo.
O projeto recebeu financiamento das Fases I e II no âmbito do programa NASA Innovative Advanced Concepts (NIAC) da agência, uma incubadora de conceitos radicalmente futuristas e de outro mundo.
A ideia é “criar uma imagem direta de um exoplaneta habitável semelhante à Terra dentro de nossa vizinhança estelar”, de acordo com uma descrição do projeto. Durante seis meses de observação, foi conseguido uma resolução de cerca de 25 km, “o suficiente para ver características da superfície e sinais de habitabilidade”.
Uma imagem da NASA que acompanha a notícia (vista acima) mostra a representação de um artista do que o telescópio poderia adquirir – mostrando vegetação na superfície de um planeta distante.
Albert Einstein previu pela primeira vez há 84 anos que os raios de luz contornando as bordas do Sol convergem em lentes a cerca de 550 unidades astronômicas (cerca de 82 bilhões de quilômetros) de distância.
Slava Turyshev, físico do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e principal autor de um estudo relacionado enviado ao arquivo de pré-impressão arXiv em fevereiro, sugere que o fenômeno nos permita obter imagens surpreendentemente detalhadas de planetas distantes do tipo Terra.
O artigo informa:
Na região de forte interferência da SGL, essa luz é bastante amplificada, formando o anel de Einstein ao redor do Sol, representando uma imagem distorcida da fonte estendida.
Mas há um obstáculo significativo que teríamos que superar. Teríamos que transportar um “telescópio da classe metro com um coronógrafo solar” a uma distância extraordinária do Sol. Para uma perspectiva, atualmente, a Voyager I está a apenas 123 unidades astronômicas da Terra, atingindo as bordas do sistema solar em 2012 – o mais longe que já enviamos um objeto feito pelo homem.
Para manter os custos baixos e a viabilidade o mais alta possível, Turyshev sugere que uma “arquitetura enxame para pequenos satélitesw”, com velas solares para energia, possa voar ao longo do SGL, para observar “vários planetas/luas de um sistema exosolar” ao mesmo tempo .

https://www.ovnihoje.com/2020/04/22/ideia-para-novo-telescopio-podera-detectar-vegetacao-em-planetas-distantes/

Astrônomos fazem descoberta surpreendente sobre o cometa 2I/Borisov !

Astrônomos fazem descoberta surpreendente sobre cometa 2I/Borisov
O cometa interestelar 2I/Borisov viaja através do nosso sistema solar em uma impressão artística obtida pela Reuters em 20 de abril de 2020. NRAO / AUI / NSF, S. Dagnello / Divulgação via REUTERS.
O gás que sai do 2I/Borisov contém grandes quantidades de monóxido de carbono – muito mais do que os cometas formados em nosso sistema solar – indicando que o objeto tinha grandes concentrações de gelo de monóxido de carbono, disseram pesquisadores na segunda-feira.
O monóxido de carbono, venenoso para os seres humanos, é comum como gás no espaço e se forma como gelo apenas nos locais mais frios. A presença de tanto monóxido de carbono, disseram os pesquisadores, sugere que o 2I/Borisov se formou de maneira diferente dos cometas em nosso sistema solar – em uma região externa muito fria de seu sistema estelar doméstico, ou em torno de uma estrela mais fria que o Sol.
Os cometas são essencialmente bolas de neve sujas, compostas por gases congelados, rochas e poeira que orbitam estrelas.
O cientista planetário Dennis Bodewits, da Universidade de Auburn, no Alabama, principal autor de um dos dois estudos do 2I/Borisov publicados na revista Nature Astronomy, informou:
Gostamos de nos referir ao 2I/Borisov como um boneco de neve de um lugar escuro e frio.
Os cometas são elementos remanescentes da época da formação de planetas. Pela primeira vez, fomos capazes de medir a composição química de um bloco de construção de outro sistema planetário enquanto ele voava através de nosso próprio sistema solar.
O cometa, detectado em agosto de 2019 pelo astrônomo amador Gennady Borisov e estimado em cerca de um quilômetro de largura, percorreu o espaço interestelar depois de ser expulso de seu sistema estelar original.
Ele nasceu há muito tempo em um disco rotativo de gás e poeira em torno de uma estrela recém-formada em um lugar que deve ter sido rico em monóxido de carbono, disse Bodewits. Essa estrela pode ter sido o que é chamado de anã M, muito menor e mais fria que o Sol e o menor tipo de estrela conhecido, disse Bodewits.
Os cientistas concluíram inicialmente no ano passado que o 2I/Borisov era semelhante aos cometas do nosso sistema solar, mas os dados do Telescópio Espacial Hubble e de um observatório no Chile revelaram suas diferenças.
Os pesquisadores também descobriram uma abundância de cianeto de hidrogênio em níveis semelhantes aos cometas do nosso sistema solar.
Martin Cordiner, astrobiólogo que trabalha na Goddard Space Flight Center da NASA em Maryland e principal autor do outro estudo, disse:
Isso mostra que 2I/Borisov não é um objeto completamente alienígena e confirma alguma semelhança com nossos cometas ‘normais’; portanto, os processos que o modelaram são comparáveis ​​à forma como nossos próprios cometas se formaram.
O único outro visitante interestelar descoberto em nosso sistema solar foi um objeto em forma de charuto chamado um Oumuamua, avistado em 2017.

https://www.ovnihoje.com/2020/04/22/astronomos-fazem-descoberta-surpreendente-sobre-o-cometa-2i-borisov/

terça-feira, 21 de abril de 2020

A Via Láctea pode estar a catapultar estrelas para os confins da galáxia !

De acordo com simulações de computador de última geração, a Via Láctea pode estar a lançar estrelas para o espaço circungaláctico em eventos desencadeados por explosões de supernovas.
De acordo com um estudo publicado esta segunda-feira na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, cientistas da Universidade da Califórnia usaram simulações cosmológicas hiperrealistas para mostrar como aglomerados de supernovas – explosões de estrelas moribundas – podem criar uma dispersão de sóis quentes nos confins da Via Láctea.
As simulações ilustram as plumas de estrelas que foram lançadas do centro da Via Láctea e demonstram a forma como a galáxia pode estar a evoluir e a expandir-se.
“As simulações do FIRE-2 permitem gerar filmes que fazem parecer que se está a observar uma galáxia real”, disse Sijie Yu, principal autor do estudo, num comunicado citado pelo EurekAlert. “Mostram-nos que, à medida que o centro da galáxia está a girar, uma bolha impulsionada pela supernova está a desenvolver-se com estrelas a formar-se na borda. Parece que as estrelas estão a ser expulsas do centro“.
A equipa sugere que as supernovas possam representar cerca de 40% das estrelas nos confins da Via Láctea, conhecida como auréola externa.
As descobertas das simulações do FIRE-2 apoiam as evidências observacionais existentes que sugerem que as estrelas não estão apenas a mover-se, mas sim a formar-se à medida que são expulsas do centro da galáxia.
Segundo James Bullock, autor sénior do estudo, “as simulações numéricas altamente precisas mostraram que é provável que a Via Láctea esteja a lançar estrelas para o espaço circungaláctico em descargas provocadas por explosões de supernovas“.
Bullock acrescentou que estrelas maduras, pesadas e ricas em metal, como o nosso Sol, giram em torno do centro da galáxia a uma velocidade e trajetória previsíveis. Porém, as estrelas de baixa metalicidade, submetidas a menos gerações de fusão do que o nosso Sol, podem ser vistas a girar na direção oposta.
Durante a vida útil de uma galáxia, o número de estrelas produzidas nas descargas de bolhas de supernova é pequeno, cerca de 2%. No entanto, durante as partes das histórias das galáxias, quando os eventos de explosão estelar estão a crescer, até 20% das estrelas formam-se desta forma.

https://zap.aeiou.pt/via-lactea-catapultar-estrelas-320230

Uso frequente de desinfetante de mãos pode aumentar a resistência antimicrobiana

Melhores práticas de higiene pessoal são fundamentais para evitar a disseminação do novo coronavírus. No entanto, o uso excessivo de desinfetante para as mãos pode trazer consequências.
Desde o início da pandemia de coronavírus, cientistas e governos têm aconselhado as pessoas sobre as melhores práticas de higiene para se protegerem. Esse conselho levou a um aumento significativo na venda e no uso de produtos de limpeza e desinfetantes para as mãos. Infelizmente, estas instruções raramente vêm com conselhos sobre como usá-los com responsabilidade ou sobre as consequências do uso indevido.
Mas, tal como no uso indevido de antibióticos, o uso excessivo de produtos de limpeza e desinfetantes para as mãos pode levar à resistência antimicrobiana das bactérias.
Há uma preocupação de que o uso repentino e excessivo destes produtos durante a pandemia possa levar a um aumento no número de espécies bacterianas resistentes que encontramos. Isto colocaria uma pressão maior nos nossos sistemas de saúde já em dificuldades, potencialmente levando a mais mortes. Além disso, o problema pode continuar muito depois de a pandemia atual terminar.
Antimicrobianos são importantes para a nossa saúde, já que nos ajudam a combater infeções. No entanto, alguns organismos podem mudar ou sofrer mutações após serem expostos a um antimicrobiano. Isto torna-os capazes de suportar os medicamentos projetados para matá-los.
Os processos que levam à resistência antimicrobiana são muitos e variados. Uma via é através da mutação. Algumas mutações ocorrem após o ADN da bactéria ter sido danificado. Isto pode acontecer naturalmente durante a replicação celular ou após a exposição a produtos químicos tóxicos, que danificam o ADN da célula. Outra via é se a bactéria adquire genes resistentes de outra bactéria.
Geralmente (e corretamente) associamos a resistência antimicrobiana ao uso indevido de medicamentos, como antibióticos. Isto pode aumentar a probabilidade das cepas de bactérias mais resistentes numa população sobreviverem e multiplicarem-se.
Mas as bactérias também podem adquirir resistência após o uso inadequado ou excessivo de certos produtos químicos, incluindo agentes de limpeza. Diluir agentes desinfetantes ou usá-los de forma intermitente e ineficiente pode oferecer uma vantagem de sobrevivência para as cepas mais resistentes. Em última análise, isto leva a uma maior resistência.
Os “especialistas” da Internet e das redes sociais oferecem conselhos sobre como fazer desinfetantes caseiros para as mãos que, segundo eles, podem matar o vírus. Para a maioria destes produtos, não há evidências de que sejam eficazes. Também não há consideração sobre possíveis efeitos adversos do seu uso.

https://zap.aeiou.pt/desinfetante-resistencia-antimicrobiana-319877

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