quarta-feira, 3 de junho de 2020

Vacina contra covid-19 de Oxford entra na terceira fase de testes

A vacina desenvolvida pela equipe da faculdade de Oxford, no Reino Unido, finalmente entrou para a terceira fase de testes. Agora, cerca de 10 mil pessoas serão vacinadas em todo o país para confirmar sua eficácia no combate à covid-19.
Como líder de testagem na Escola de Medicina Tropical de Liverpool está a brasileira Daniela Ferreira, uma imunologista especialista em infecções respiratórias e desenvolvimento de vacinas.
Com relação ao prazo de distribuição da vacina contra a covid-19, existe cautela: “Esses números voltam para te morder. Mas o que posso dizer é que entre dois a seis meses já saberemos se a vacina é eficaz", conta Daniela em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo.
Ainda de acordo com ela, é preciso ter atenção a outros pontos além da eficiência da vacina, como a possibilidade dela ser acessível globalmente, qual será o seu preço ou se ela será distribuída gratuitamente para os países.

Comprovação da eficácia da vacina contra covid-19 poderá sair em até 6 meses. (Fonte: Pixabay / Reprodução)
Comprovação da eficácia da vacina contra covid-19 poderá sair em até 6 meses. (Fonte: Pixabay / Reprodução)

Cada vez mais perto da imunização

Apesar de diversas nações estarem concentradas em encontrar uma vacina e/ou remédios que auxiliem no tratamento da covid-19, o time de Oxford é considerado o mais avançado. Mesmo ainda não tendo sua comprovação 100% garantida, a vacina inglesa já está sendo produzida em larga escala, para que o máximo de doses seja distribuído assim que ela for aprovada.
"O que está acontecendo agora é um trabalho de envolvimento global, com todos os cientistas compartilhando conhecimento em tempo real. A vacina é para o mundo inteiro; tem de haver uma colaboração internacional e tem de ser solidária, não pode ser ditada por interesses comerciais e preços", conta Daniela.

Imunologista brasileira afirma que vacina contra covid-19 "não pode ser ditada por interesses comerciais e preços". (Fonte: Pixabay / Reprodução)
Imunologista brasileira afirma que vacina contra covid-19 "não pode ser ditada por interesses comerciais e preços". (Fonte: Pixabay / Reprodução)
 
https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114705-vacina-contra-covid-19-de-oxford-entra-na-terceira-fase-de-testes.htm

Coronavírus - 6 perguntas que ainda intrigam os cientistas

O mundo se aproxima de 6 meses convivendo com o novo coronavírus. Como os efeitos da covid-19 afetaram os países em diferentes períodos, muitos ainda estão enfrentando o auge da pandemia. E apesar de muita coisa ter sido aprendida nesse período, algumas dúvidas permanecem a respeito da doença e necessitam de respostas urgentes para que seja possível criar um "novo normal" com a reabertura de setores da economia. O jornal The New York Times elencou seis grandes questões que ainda estão pendentes.

1. Quantas pessoas foram infectadas?

Até 1º de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizou oficialmente 6,3 milhões de infectados em todo o mundo. Esse número, entretanto, está longe da realidade. Mesmo nos Estados Unidos, que somam 1,9 dessas pessoas, a quantia real ainda parece ser difícil de precisar. O país foi um dos que mais realizaram testes da nova doença: em Nova York, a cidade mais afetada, 9,6% da população fizeram o exame, registrando quase o dobro da média nacional.
Locais com testagem mais baixa devem ter uma grande quantidade de subnotificações, principalmente nos casos mais leves, que não necessitam de atendimento médico — acredita-se que até 35% dos infectados não desenvolvam sintomas. Diversos modelos matemáticos fazem com que o melhor cenário represente o dobro de contaminados pela covid-19 em termos reais, podendo ser até seis ou sete vezes maior do que o oficializado pela OMS.

Mundo tem oficialmente 6,3 milhões de infectados, mas há subnotificações em todos os lugares
Mundo tem oficialmente 6,3 milhões de infectados, mas há subnotificações em todos os lugares.

2. Qual é a quantidade de vírus necessária para se contaminar?

Cientistas trabalham com algo entre 1 e 1 milhão de partículas virais necessárias para iniciar uma infecção. Alguns especialistas acreditam que a quantidade pode estar na casa de centenas de milhares, com base em estudos de outras epidemias causadas por agentes semelhantes, como a Sars, entre 2002 e 2003.
Mais estudos com o novo coronavírus são necessários para determinar um valor exato, já que ele tem a característica transmissiva de um vírus influenza, que facilmente passa de uma pessoa para outra, mesmo sendo muito mais parecido estruturalmente com outros coronavírus. Ainda não se sabe se tocar uma superfície contaminada com pouca quantidade de coronavírus, por exemplo, é o suficiente para adquirir a covid-19, mas entende-se que quanto maior é a exposição, maior é a probabilidade de infecção, por isso existem as indicações de distanciamento social, uso de máscara e lavagem constante das mãos.

Higienizar as mãos é uma das principais dicas para combater a doença
Higienizar as mãos é uma das principais armas para combater a doença.

3. Por que algumas pessoas ficam muito mais doentes do que outras?

A covid-19 se manifesta com sintomas brandos ou sem sinais na maioria dos infectados, porém uma parcela dos doentes acaba desenvolvendo graves manifestações e morre. Os motivos para tamanha disparidade clínica ainda geram discussões. Acredita-se que os pacientes que adoecem mais rapidamente foram expostos a uma maior quantidade viral na primeira contaminação.
Outros fatores também podem explicar esse fenômeno: tudo depende da resposta imunológica das pessoas. Mulheres, por exemplo, têm um sistema mais resistente que o dos homens, por isso eles são a maioria dos contaminados. O mesmo acontece com idosos, que naturalmente têm o sistema de defesa mais comprometido, bem como indivíduos com doenças pré-existentes.
O papel dos receptores nas células que são a porta de entrada do vírus também está sendo pesquisado. Chamado de enzima conversora de angiotensina 2 ou ACE2, esse item ajuda a regular a pressão sanguínea e as inflamações; como crianças têm menos dessas substâncias, acredita-se que elas sejam menos suscetíveis à infecção.

Sistema imunológico comprometido pode favorecer os sintomas mais graves
Sistema imunológico comprometido pode favorecer sintomas mais graves.

4. Qual é o papel das crianças na propagação da covid-19?

Uma das primeiras medidas de segurança adotadas na maioria dos países foi a suspensão das aulas, porém ainda não se sabe exatamente como as crianças participam da rede de contaminação da doença. Elas parecem ser menos propensas a desenvolver sintomas graves da covid-19, representando, em alguns países, apenas 2% dos pacientes internados.
Existe uma teoria de que os pequenos se infectam com a mesma facilidade que os adultos, mas, por terem um sistema imunológico mais robusto, acabam não tendo evolução dos sinais. No ambiente escolar, elas teriam até três vezes mais chances de se contaminarem, por exemplo, por conta da rede de contatos com colegas, familiares e professores. Porém, também está sendo notado que os mais novos, como bebês, estão mais suscetíveis à doença do que aqueles que já frequentam escolas.
Além disso, já foi registrado que mesmo crianças que não desenvolveram graves sintomas respiratórios podem ter inflamações cardíacas, algumas até bastante graves. Isso pode acontecer semanas após o contágio, sem que os médicos tenham uma explicação para as ocorrências.

Papel das crianças ainda não está totalmente claro
Papel das crianças ainda não está totalmente claro.

5. Quem foi o paciente zero?

Um grande trabalho investigativo tem sido feito, envolvendo a decodificação genética do vírus para determinar sua linhagem, podendo haver várias famílias de patógenos no mundo. Hoje, trabalha-se com a informação de que o primeiro paciente tratado com sintomas da doença foi internado em Wuhan, na China, em 16 de dezembro. Porém, como ele apresentava sinais desde 1º de dezembro, acredita-se que o novo coronavírus esteja em circulação na região desde o fim de novembro.

Novos dados ainda podem mudar o que se sabe sobre o começo da pandemia
Novos dados podem mudar o que se sabe sobre o começo da pandemia.

6. Por quanto tempo as pessoas ficam imunes após a infecção?

Ainda não há certeza se quem se curou da doença está livre de pegá-la novamente. É normal que, após uma exposição viral, o corpo humano produza anticorpos poderosos que previnam uma nova infecção, assim como seja capaz de desenvolver células imunológicas bastante resistentes para matar o vírus. Não se sabe, porém, por quanto tempo essa imunidade permanece.
Por enquanto, os médicos trabalham com a ideia de que esse período é de ao menos 1 ano, com base no comportamento de outros coronavírus, como os responsáveis por Mers e Sars. Casos de possíveis reinfecções continuam sendo estudados para entender se procedem ou se apresentaram algum tipo de erro na coleta ou na determinação da suposta recuperação do paciente.

Ainda não se sabe quanto tempo dura a imunização após a infecção
Ainda não se sabe quanto tempo dura a imunização após a infecção.
 
https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114708-coronavirus-6-perguntas-que-ainda-intrigam-os-cientistas.htm

Pi elevado ao espaço confirma teoria de Einstein

Apurar o valor de ? (ou Pi, a constante que expressa a razão entre a circunferência e o diâmetro de um círculo) é algo que supercomputadores fazem sempre, alcançando o já conhecido 3,14 (mas seguido de infinitas casas decimais). Carl-Johan Haster, astrofísico teórico do Institute of Techonology (MIT), chegou a um número ligeiramente diferente: 3,115.
Essa imprecisão não é nada, dada a real intenção do pesquisador: testar a Teoria Geral da Relatividade de Einstein, que liga a gravidade à dinâmica do espaço e tempo. O resultado de seu trabalho foi publicado no repositório de artigos científicos arXiv.org.
Ondas gravitacionais são aquelas geradas no espaço-tempo quando objetos maciços, como buracos negros ou estrelas massivas, são formados. 

Variável, não constante

Ao estudá-las, Haster (que colabora no Observatório de Ondas Gravitacionais com Interferômetro a Laser — LIGO, acrônimo em inglês), notou que Pi aparecia nos termos de uma equação que descreve sua propagação.
Apesar de Pi ser uma constante, o astrofísico usou o número como uma variável (de maneira similar às equações em que precisamos achar o valor de x ou de y) e tentou determinar seu valor a partir das observações das ondas gravitacionais. Haster usou os dados de 22 ondas gravitacionais observadas pelo LIGO e mostrou que Pi tem um valor provável de 3,115.
“A teoria de Einstein ainda não parece precisar de ajustes. Para mim, o estudo produziu um teste válido e bastante forte da relatividade geral", diz Haster.

A equação de Haster usou Pi como uma variável e não, como uma constante.
A equação de Haster usou Pi como uma variável, e não como uma constante.

Entender por que o valor de Pi aparece em equações para deduzir o caminho de ondas gravitacionais é um pouco mais complicado, principalmente porque as ondas interagem entre si. Colega de Haster e física teórica da Universidade Johns Hopkins, Emanuele Berti explica:
“Ao jogar uma pedra em um lago, ela vai provocar ondulações na água. Ao atirar outra, a superfície do lago não estará mais lisa, já que as ondas provocadas pela primeira pedra ainda estarão se propagando e interferindo nas novas ondulações. As ondas gravitacionais funcionam da mesma maneira: quando elas viajam, passam pela curvatura do espaço-tempo gerada pelas ondas gravitacionais produzidas no passado."

Estrelas de nêutrons serão as próximas

Não é a primeira vez que Pi e o trabalho de Einstein estão entre os estudos feitos por pesquisadores do LIGO. Em 2016, uma pesquisa testou a relatividade geral usando Pi em outra abordagem. E, como antes, a questão levantada é igual: a incerteza relativa dos valores encontrados (no caso Haster, variando de 3,027 a 3,163).
Para se refinar esse resultado e tentar chegar ao valor matemático aceito, será preciso observar objetos mais leves. Estrelas de nêutrons devem ser as escolhidas, já que as ondas gravitacionais que emanam delas chegam a durar 300 vezes mais do que as geradas por buracos negros maciços.

Pi no espaço desde o início

Para alguns matemáticos, aumentar a sequência conhecida é um passatempo, mas, para a astrofísica, Pi é mais do que diversão. Segundo a NASA, a sequência é usada, entre outras coisas, para:
1. determinar o tamanho do paraquedas das sondas enviadas ao solo de Marte;
2. fazer a sonda Cassini conseguir melhores ângulos de Saturno e de sua lua Titã;
3. mapear planetas conhecidos e inexplorados;
4. descobrir mundos potencialmente habitáveis orbitando estrelas conhecidas;
5. colocar naves espaciais em órbita;
6. rastrear os movimentos de asteroides;
7. elaborar as equações matemáticas necessárias para dirigir sondas, veículos e telescópios espaciais, bem como se comunicar com eles;
8. calcular a largura do feixe do laser que atingirá o gelo alienígena a ser analisado;
9. estudar crateras;
10. revelar do que são feitos os asteroides.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114709-pi-elevado-ao-espaco-confirma-teoria-de-einstein.htm

Bolhas de Fermi podem ter origem em 'indigestão' de buraco negro

Descobertas em 2010, as Bolhas de Fermi se tornaram um dos mistérios mais intrigantes da astronomia, nos últimos anos: são duas gigantescas estruturas circulares de gás, poeira e raios cósmicos, com 25 anos-luz de diâmetro cada, que existem no centro da Via Láctea. As bolhas foram observadas pela primeira vez pelo telescópio de raios-gama Fermi, da NASA, e receberam o mesmo nome do instrumento que possibilitou sua descoberta. 
Medidas astronômicas podem ser difíceis de colocar em perspectiva, mas as Bolhas de Fermi realmente são enormes: juntas, elas têm metade do diâmetro de toda a nossa galáxia.
Pois é... Como todo esse material foi parar lá? Isso é o que muitos cientistas têm tentado explicar desde a descoberta das bolhas e o que uma pesquisa publicada em meados de maio, pelo The Astrophysical Journal, talvez tenha conseguido finalmente compreender. As Bolhas de Fermi, segundo o estudo, são resultado da "indigestão" de um buraco negro. 

Fonte: Wikimedia Commons
Fonte: Wikimedia Commons

Buracos negros têm indigestão?

Buracos negros não são seres vivos que têm estômago para ter uma indigestão no sentido literal da palavra, mas essa é uma boa analogia para entender o fenômeno que deu origem às Bolhas de Fermi. 
Explicando por partes, há um buraco negro supermassivo no centro da nossa galáxia — ele é chamado de Sagittarius A* ou apenas Sgr A*, para os íntimos — e, como você deve saber, buracos negros "devoram" todo tipo de matéria ao seu redor. A questão é que, em algumas ocasiões, buracos negros que ingeriram muita matéria podem expelir parte dela de volta, em enormes jatos de energia. Fenômenos como esse já foram observados pela NASA em outras galáxias e formam a teoria defendida no artigo da The Astrophysical Journal para explicar a origem das Bolhas de Fermi. 
Usando diversas simulações de computador, os pesquisadores conseguiram estimar que a tal "indigestão" do buraco negro Sgr A* aconteceu há cerca de seis milhões de anos, quando uma onda de choque expeliu dois enormes jatos de matéria ionizada, um para cada lado do centro da galáxia. Esses jatos, segundo os cálculos dos pesquisadores, teriam durado cerca de um milhão de anos. Depois disso, as bolhas continuaram se expandindo, até chegar ao seu gigantesco — e impressionante! — formato atual. 

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114710-bolhas-de-fermi-podem-ter-origem-em-indigestao-de-buraco-negro.htm

terça-feira, 2 de junho de 2020

Cientistas encontram matéria perdida do Universo

Com o Big Bang, o material que constituiu o universo se dividiu na "matéria comum" (5%, transformada de estrelas ao cachorro do vizinho), a matéria escura e a energia escura (os outros 95%). Esses dois últimos são pouco conhecidos e detectáveis; quanto à matéria comum, somente a metade dela já havia sido detectada – até agora.
Uma equipe internacional de astrônomos do australiano Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR) usou estudos anteriores das chamadas explosões rápidas de rádio (em inglês, fast radio bursts, ou FRBs) para detectar a "matéria faltante" do universo, encerrando uma busca de três décadas.
"Sabemos pelas medições do Big Bang quanta matéria havia no começo do Universo, mas não conseguíamos encontrar a metade. O espaço intergaláctico é muito escasso em matéria; a metade que faltava equivalia a apenas um ou dois átomos em uma sala do tamanho de uma sala comum e, por isso, muito difícil de detectar usando técnicas e telescópios tradicionais”, disse o astrofísico Jean-Pierre Macquart, autor principal do estudo publicado agora na revista Nature.

Sinais misteriosos do céu

Os FRBs são explosões de sinais de rádio carregadas de energia, cuja origem é o espaço profundo. São captadas pelas 36 antenas do Australian Square Kilometer Arrometer Pathfinder (ou ASKAP), um gigantesco conjunto de telescópios que vasculha o cosmos a partir do interior da Austrália Ocidental. 
Ainda não se sabe o que causa os FRBs – apenas que eles carregam uma quantidade de energia monumental (a mesma que é liberada pelo Sol em 80 anos). Como essas explosões de rádios são esporádicas e não têm hora nem lugar do espaço para acontecer, o ASKAP monitora continuamente uma grande parcela do céu: são dez trilhões de medições por segundo, em busca de rajadas de FRBs.
Nas últimas décadas, a busca, segundo Macquart, se concentrou em regiões específicas do cosmos – o que, segundo o astrônomo, é “tentar adivinhar o tamanho de um cachorro pela sua cauda". O uso dos FRBs, porém, possibilita olhar o cão inteiro.  "O que os FRBs fazem é ir além dos trechos do espaço onde outras técnicas não vão."

Ondas "sujas"

As ondas de rádio carregadas de energia atravessam extensões do espaço que, se daqui parecem vazias, estão na verdade cheia de partículas como elétrons. À medida que as ondas de rádio viajam pelo cosmos, elas interagem com elétrons livres, ‘manchando’ o sinal de rádio. É essa ‘mancha’ que se mostrou fundamental para encontrar a matéria que faltava.

Ao atravessar a matéria, os diferentes comprimentos de onda que compõem os FRBs desenvolvem velocidades diferentes.
Ao atravessar a matéria, os diferentes comprimentos de onda que compõem os FRBs desenvolvem velocidades diferentes.
"A radiação dessas rajadas rápidas de rádio se espalha pela matéria que falta da mesma maneira que as cores da luz solar se separam em um prisma. Só precisávamos de seis para encontrar a matéria que faltava", disse Macquart, em comunicado da ICRAR.

Mapa mais fiel do Universo

O objetivo agora é usar a nova técnica não apenas para rastrear mais FRBs como para observar o cosmos mais detalhadamente, mapeando a chamada teia cósmica – os filamentos que unem o Universo.
“Em cinco anos, pelo menos mais cem FRBs serão usados para montar um mapa mais fiel do universo real", espera o astrônomo da Universidade da Califórnia e coautor do estudo, Xavier Prochaska.
O ASKAP continuará a ser a ponta de lança na busca das rajadas rápidas de rádio. Segundo Macquart, está sendo construída uma nova e mais poderosa estação de observação, com uma taxa de detecção de FRBs 20 vezes maior que as máquinas atuais. “Isso vai permitir que captemos cem rajadas no período de um ano”, disse o astrônomo.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114697-cientistas-encontram-materia-perdida-do-universo.htm

'Anel de Fogo' é descoberto brilhando na direção à Terra

É extremamente difícil acompanhar o nascimento de uma nova galáxia pelo simples fato de que elas, obviamente, nascem a uma distância de bilhões de anos-luz da Terra. Entretanto, graças ao atual conhecimento sobre o Universo e a evolução das tecnologias, cientistas conseguiram identificar uma galáxia em formato de anel de fogo brilhando em nossa direção e chegaram até a recriar a formação dela.
O trabalho foi liderado por Tiantian Yuan, astrônomo da australiana Swinburne University of Technology, e, além dele, também fazem parte do estudo mais cinco membros desta mesma universidade, três da The University of Western Australia, três da Texas A&M, nos Estados Unidos, um da Australian National University, um da Macquarie University — ambas também na Austrália — e um da Universidade de Gent, na Bélgica.  
A pesquisa também utilizou dados do W.M. Keck Observatory, localizado no Havaí, e do telescópio espacial Hubble.  

A Swinburne University of Technology. (Fonte: Shiksha Study Abroad/Reprodução)
A Swinburne University of Technology. (Fonte: Shiksha Study Abroad/Reprodução)

A galáxia R5519

A "nova" galáxia descoberta pelo pesquisadores foi encontrada numa distância de, aproximadamente, 11 bilhões de anos-luz da Terra. E, segundo os estudiosos, estaria brilhando em direção ao nosso planeta. A beleza desta descoberta é que a galáxia tem umas características que não são comuns para o Universo moderno. 
A R5519 tem o formato de um anel plano de estrelas e tem um buraco no meio, que, provavelmente, foi formado por uma perfuração promovida por outras estrelas. Dessa forma, é uma clássica galáxia em anel colisional, nada frequente no Universo atual, mas até que usual nos tempos mais antigos. 
O artista James Josephides recriou o processo de formação da R5519 para a Swinburne University of Technology. A arte é impressionante, confira:
A surpresa da galáxia se dá pelo fato de ser a primeira vez que pesquisadores conseguem apreciar uma galáxia que seja tão velha e esteja tão distante, fazendo com que só agora a luz, que começou a ser emitida há 11 bilhões de anos-luz, chegue até a Terra. 

Este "anel de fogo" é especial

Segundo o estudo, que foi publicado no periódico Nature Astronomy, o fato da galáxia ser formada a partir da colisão de estrelas é algo raro. Isso porque este tipo de formação galáctica se dá numa proporção de um para mil casos. 
Além das suas especificidades, a existência desta galáxia neste formato causa um impacto nos estudos astronômicos. Segundo Kenneth Freeman, o fato de R5519 existir mostra que a formação de galáxias planas de anel ocorreu por mais tempo do que o previsto pelos cientistas, e isso, provavelmente, deve mudar a forma como alguns pesquisadores analisam o espaço.

https://www.megacurioso.com.br/ciencia/114691-anel-de-fogo-e-descoberto-brilhando-na-direcao-a-terra.htm


A Nova Zelândia está em cima de uma enorme bolha de lava

A Nova Zelândia situa-se no topo dos restos de uma pluma vulcânica gigante. Este processo é o responsável pela atividade vulcânica e desempenha um papel fundamental no funcionamento do nosso planeta.
Nos anos 70, vários cientistas propuseram a teoria de que o interior do nosso planeta se agita lentamente, como se fosse uma enorme bolha de lava. Como explica o Newsweek, estas bolhas flutuantes surgem como plumas do manto derretido do centro da Terra, um local onde as rochas são tão quentes que se movem como um líquido.
De acordo com esta teoria, à medida que as plumas se aproximam da superfície, começam a derreter, num processo que desencadeia erupções vulcânicas. No entanto, a existência destas plumas nunca chegou a ser comprovada, pelo que os geólogos acabaram por descartar a teoria.
Um recente estudo, publicado no dia 29 de maio na Science Advances, apresenta agora as primeiras evidências desta teoria, com os resultados a revelarem que a Nova Zelândia se encontra por cima dos restos de uma bolha de lava.
Há 120 milhões de anos, durante o Período Cretáceo, várias erupções vulcânicas por baixo do oceano criaram um planalto subaquático do tamanho da atual Índia. À medida que o tempo foi passando, esta estrutura foi rompida pelos movimentos das placas tectónicas.
Atualmente, um dos fragmentos encontra-se sob a Nova Zelândia e forma o planalto oceânico de Hikurangi.
A investigação, levada a cabo pelos cientistas da Victoria University of Wellington, na Nova Zelândia, revelou informações cruciais sobre as rochas do manto, que foram “esticadas” na sequência das grandes forças do interior da Terra, confirmando assim a teoria avançada nos anos 70.
Esta atividade teria sido responsável por fortes mudanças climáticas, assim como pela extinção em massa que alterou a direção da evolução da vida no nosso planeta.
Os cientistas não sabem se, atualmente, este processo ainda ocorre. No entanto, esperam que as novas técnicas de deteção sísmica os ajudem em descobertas futuras.

https://zap.aeiou.pt/nova-zelandia-bolha-lava-327627

Cientistas propõem desviar asteróides perigosos com naves cheias de rochas

Uma equipa de cientistas do Centro Nacional de Ciências Espaciais (NSSC) da Academia Chinesa apresentou uma nova técnica para desviar asteróides potencialmente perigosos da Terra.
A nova técnica consiste numa nave espacial que é capaz de recolher mais de cem toneladas de rochas de um objeto próximo da Terra e de atingir depois o asteróide, desviando da sua trajetória, noticia a agência espanhola Europa Press.
Trata-se de um conceito melhorado do conceito de impacto cinético para o desvio de asteróides potencialmente perigosos para a Terra.
De acordo com a nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Nature, a nave espacial em causa não seria tripulada, passando a sua missão por recolher mais de cem toneladas de um asteróide próximo da Terra para que estas pudessem depois ser utilizadas para atingir o outro asteróide potencialmente perigoso.
Simulações computorizadas levadas a cabo pelos cientistas chineses mostraram que esta técnica é mais eficaz do que um impacto cinético clássico.
Em declarações à agência noticiosa chinesa Xinhua, Li Mingtao, um dos autores da nova investigação frisa que a nova técnica não está limitada pela necessidade de um lançamento terrestre de um impactador artificial, prometendo aumentar significativamente a defesa planetária contra asteróides de grandes dimensões.
Apesar de ser pouco provável – a probabilidade é de 1 em 300.000, segundo a NASA -, que um asteróide atingir a Terra nos próximos anos ser mínima, as agências espaciais e cientistas de todo o mundo têm reunido esforços para melhorar os programas destinados para o acompanhamento e desvio destes corpos em rota de colisão com a Terra.
Várias tecnologias de defesa planetária foram já propostas, incluindo explosões nucleares, impactos cinéticos, ablação a laser, entre outros.

https://zap.aeiou.pt/cientistas-propoem-desviar-asteroides-naves-cheias-rochas-327666

Estar à beira da morte é uma experiência feliz e a razão pode estar no cérebro

A comunidade científica tenta há muito tempo entender o motivo pelo qual as experiências de quase-morte (EQM) são descritas como “pacíficas” ou “felizes”.
Christof Koch, cientista do Instituto Allen de Ciêncis do Cérebro, considera que a felicidade e a paz que o paciente sente numa experiência de quase-morte (EQM) tem uma resposta clara na biologia – mais ainda não se sabe qual.
“Aceito a realidade destas experiências intensamente sentidas. No entanto, como cientista, sei que todos os nossos pensamentos, memórias, perceções e experiências são consequência inelutável da natureza do nosso cérebro, e não de qualquer agente sobrenatural”, escreveu o especialista, num artigo publicado na revista Scientific American.
Quando estamos a morrer, o nosso cérebro vive um processo quimicamente angustiante: quando o coração pára de bater, o cérebro deixa de receber oxigénio e os neurónios tentam ao máximo impedir a morte, mesmo que o sistema que gera as suas cargas elétricas fique cada vez mais debilitado.
Sem oxigénio, os neurónios “calam-se” (isto é, deixam de comunicar uns com os outros), tentando poupar as suas reservas de energia para manter as suas cargas elétricas internas.
É então que ocorre aquilo a que os cientistas chamam de “tsunami cerebral“, quando o equilíbrio eletroquímico que mantém as células vivas entra em colapso havendo uma grande libertação de calor, que, consequentemente, destrói as células.
As regiões do cérebro vão “silenciando” uma após a outra. “A mente, com a energia que os neurónios ainda conseguem gerar, conta uma história moldada pela experiência, memória e expectativas culturais da pessoa”, escreveu o neurocientista.
As místicas experiências nas quais as pessoas relatam uma variedade de sintomas espirituais e físicos – como sensações extracorpóreas, alucinações visuais ou auditivas, pensamentos acelerados e distorção do tempo – afetam aproximadamente 10% da população.
“Os neurocirurgiões são capazes de induzir sentimentos de êxtase ao estimular eletricamente uma parte do córtex em pacientes epiléticos com elétrodos implantados no cérebro”, escreveu ainda o cientista, revelando que o resultado é muito semelhante à EQM: felicidade e experiências extracorpóreas.
Segundo Koch, este vínculo entre padrões de atividade induzidos por um médico e a experiência de quase-morte apoia a teoria de uma origem biológica por trás deste fenómeno, e não espiritual.

https://zap.aeiou.pt/estar-a-beira-da-morte-e-uma-experiencia-feliz-e-a-razao-pode-estar-no-cerebro-326874

Astrónomos descobrem nova classe de explosões cósmicas

Os astrónomos descobriram dois objetos que, somados a um objeto estranho descoberto em 2018, constituem uma nova classe de explosões cósmicas.
O novo tipo de explosão partilha algumas características com as explosões de supernova de estrelas massivas e com as explosões que geram GRBs (explosões de raios-gama, “gamma-ray bursts”), mas ainda com algumas diferenças distintas.
A saga começou em junho de 2018 quando os astrónomos viram uma explosão cósmica com características e comportamento surpreendentes. O objeto, apelidado AT2018cow (“A Vaca”), atraiu a atenção de cientistas de todo o mundo e foi estudado extensivamente. Embora partilhe algumas características com as explosões de supernova, diferia em aspetos importantes, particularmente o seu brilho inicial invulgar e na rapidez com que aumentou e diminui de brilho em apenas alguns dias.
Entretanto, duas explosões adicionais – uma em 2016 e outra em 2018 – também mostraram características invulgares e foram observadas e analisadas. As duas novas explosões têm o nome CSS161010 (abreviação de CRTS CSS161010 J045834-081803), numa galáxia situada a aproximadamente 500 milhões de anos-luz da Terra, e ZTF18abvkwla (“O Coala”), numa galáxia a cerca de 3,4 mil milhões de anos-luz de distância. Ambas foram descobertas por levantamentos automatizados do céu (CRTS – Catalina Real-time Transient Survey, ASAS-SN – All-Sky Automated Survey for Supernovae e ZTF – Zwicky Transient Facility) usando telescópios óticos para varrer grandes áreas do céu noturno.
Duas equipas de astrónomos acompanharam estas descobertas observando os objetos com o VLA (Karl G. Jansky Very Large Array) da NSF (National Science Foundation).
As duas equipas também usaram o GMRT (Giant Metrewave Radio Telescope) na Índia e a equipa que estudava CSS161010 usou o Observatório de raios-X Chandra da NASA. Ambos os objetos surpreenderam os observadores.
Anna Ho, do Caltech, autora principal do estudo sobre ZTF18abvkwla, notou imediatamente que a emissão de rádio do objeto era tão brilhante quanto a de uma explosão de raios-gama. “Quando reduzi os dados, pensei que tinha cometido um erro,” disse.
Deanne Coppejans, da Northwestern University, liderou o estudo sobre CSS161010, que descobriu que o objeto havia lançado uma quantidade “inesperada” de material para o espaço interestelar a mais de metade da velocidade da luz. A sua coautora Raffaella Margutti, da mesma universidade, disse: “Demorámos quase dois anos para descobrir o que estávamos a ver, porque era tão invulgar.”
Em ambos os casos, as observações de acompanhamento indicaram que os objetos partilhavam características em comum com AT2018cow. Os cientistas concluíram que estes eventos, chamados FBOTs (Fast Blue Optical Transients), representam, juntamente com AT2018cow, um tipo de explosão estelar significativamente diferente das outras.
Os cientistas relataram as suas descobertas em artigos publicados na revista The Astrophysical Journal Letters e na revista The Astrophysical Journal.
As FBOTs provavelmente começam, dizem os astrónomos, da mesma forma que certas supernovas e GRBs – quando uma estrela muito mais massiva do que o Sol explode no final da sua vida “normal” alimentada a fusão atómica.
As diferenças aparecem após a explosão inicial.
Na supernova “comum” deste tipo, chamada supernova de colapso do núcleo, a explosão envia uma onda de choque para o espaço interestelar. Se, além disso, um disco giratório de material se formar brevemente em torno da estrela de neutrões ou buraco negro formados após a explosão e impulsionar jatos estreitos de material quase à velocidade da luz em direções opostas, estes jatos podem produzir feixes estreitos de raios-gama, despoletando uma GRB.
O disco giratório, chamado disco de acreção, e os jatos que produz, são chamados de “motor” pelos astrónomos. Os astrónomos concluíram que as FBOTs também têm esse mecanismo de motor. No seu caso, ao contrário das explosões de raios-gama, está envolto por material espesso. Esse material provavelmente foi derramado pela estrela pouco antes de explodir e pode ter sido retirado de lá por uma companheira binária.
Quando o material espesso próximo da estrela é atingido pela onda de choque da explosão, faz com que o surto de luz, visível logo após a explosão que inicialmente produziu estes objetos, pareça tão invulgar. Esta explosão brilhante também é o motivo pelo qual os astrónomos chamam a estas explosões FBOTs (Fast Blue Optical Transients). Esta é uma das características que as distinguiu das supernovas mais comuns.
À medida que a onda de choque da explosão colide com o material em torno da estrela, enquanto viaja para longe, produz emissão de rádio. Esta emissão muito brilhante foi a pista importante que provou que a explosão foi desencadeada por um motor.
O invólucro de material denso “significa que a estrela progenitora é diferente daquelas que levam a explosões de raios-gama,” disse Ho. Os astrónomos realçam que, na “Vaca” e em CSS161010, o material denso incluía hidrogénio, algo nunca visto nas explosões de raios-gama.
Usando o Observatório W. M. Keck, os astrónomos descobriram que CSS 161010 e ZTF18abvkwla, tal como “A Vaca”, estão situadas em pequenas galáxias anãs. Coppejans disse que as propriedades das galáxias anãs “podem permitir alguns caminhos evolutivos muito raros das estrelas”, que levam a estas explosões distintas.
Embora um elemento comum das FBOTs seja o facto de todas as três terem um “motor central”, os astrónomos alertam que o motor também pode ser o resultado de estrelas serem destruídas por buracos negros, embora considerem as explosões do tipo supernova o candidato mais provável.
“Mais observações das FBOTs e dos seus ambientes podem responder a esta pergunta,” disse Margutti. Para tal, os cientistas dizem que vão precisar de usar telescópios que cobrem uma ampla gama de comprimentos de onda, como fizeram com os três primeiros objetos. “Embora as FBOTs se tenham mostrado mais raras e mais difíceis de encontrar do que alguns de nós esperávamos, na banda do rádio são também muito mais luminosas do que imaginávamos, permitindo-nos obter dados compreensivos mesmo de eventos muito distantes,” disse Daniel Perley, da Universidade John Moores em Liverpool.

https://zap.aeiou.pt/descoberta-nova-classe-explosoes-cosmicas-327296

Grávidas com covid-19 podem ter um maior risco de lesões na placenta

As mulheres que contraem a covid-19 durante a gravidez podem correr um maior risco de sofrer lesões na placenta, concluiu uma nova investigação.
Comparativamente com as mulheres não infetadas com o novo coronavírus, as mulheres infetadas parecem ter uma maior probabilidade de contraírem lesões na placenta, sugere o novo estudo, cujos resultados foram publicados no American Journal of Clinical Pathology.
Para chegar a esta conclusão, os cientistas analisaram as placentas de 16 mulheres diagnosticadas com o novo coronavírus oriundo da China, comparando-as depois com placentas examinadas anteriormente de mulheres que deram à luz antes de 2019.

De acordo com o portal Gizmodo, uma das mulheres analisadas no novo estudo sofreu um abordo espontâneo à 16.ª semana de gestação, havendo ainda registo de uma outra mulher que acabou por ter um parto prematuro (34.ª semana).
Nos restantes casos, não houve registo de problemas de saúde nos bebés após o nascimento. Contudo, foram observadas evidências de lesões de fluxo sanguíneo na placenta em 12 das 15 grávidas. Seis mulheres tiveram coágulo sanguíneos na placenta e cinco tinham uma placenta menor do que era esperado.
Outras investigações publicadas em revistas científicas defendem que a covid-19 não está a causar um maior risco de complicações em mulheres grávidas. Agora, o novo estudo, frisa que o risco não é igual a zero.
“[Os bebés que nasceram] eram saudáveis (…) mas os nosso resultados indicando que muito do fluxo sanguíneo foi bloqueado e muitas das placentas eram menores do que deveriam ser “, explicou Emily Miller, autora do estudo e professora de assistente de obstetrícia e ginecologia da Northwestern University, em Chicago, nos Estados Unidos, citada em comunicado da instituição de ensino.
“As placentas são construídas com uma enorme quantidade de redundâncias. Mesmo que apenas metade [da placenta] funcione, os bebés costumam ficar bem. Ainda assim, com a maioria dos bebés de boa saúde, existe os risco de algumas gestações ficarem comprometida”, continuou a especialista.
Jeffrey Goldstein, professor de patologia na mesma universidade norte-americana, acrescentou na mesma nota de imprensa: “A maioria destes bebés nasceu após gestações normais. Por isso, não esperámos encontrar nada de errado com as placentas, mas este vírus parece estar a induzir algum tipo de lesão“.
“Não parece induzir resultados negativos em bebés que nascem com vida, com base nos nosso dados limitados, mas [esta investigação] valida a ideia de que mulheres infetadas com a covid-19 devem ser acompanhas de perto”, rematou.

https://zap.aeiou.pt/gravidas-covid-19-podem-ter-um-maior-risco-lesoes-na-placenta-326863

A nossa biologia reage a eventos antes mesmo de acontecerem

Nossa biologia reage a eventos antes mesmo de acontecerem

O programa de visualização remota conduzido pela CIA em conjunto com a Universidade de Stanford foi um bom exemplo disso. Após sua desclassificação em 1995, ou pelo menos desclassificação parcial, o Departamento de Defesa e os envolvidos revelaram uma taxa de sucesso excepcionalmente alta:
Resumindo, ao longo dos anos, as críticas repetidas de protocolos, refinamento de métodos e a replicação bem-sucedida desse tipo de visualização remota em laboratórios independentes produziram evidências científicas consideráveis ​​para a realidade do fenômeno (visualização remota). Acrescentando a força desses resultados, foi a descoberta de que um número crescente de indivíduos demonstrava visualização remota de alta qualidade, muitas vezes para sua própria surpresa … O desenvolvimento dessa capacidade no SRI evoluiu a ponto de visitar o pessoal da CIA com nenhuma exposição anterior a tais conceitos teve um bom desempenho em condições controladas de laboratório.
A surpresa? Parte da visualização remota envolve a observação de eventos futuros e de eventos ocorridos no passado.
Não é apenas dentro do Departamento de Defesa que encontramos essas coisas, mas também muita ciência está emergindo sobre esse assunto.
Por exemplo, um estudo (meta-análise) publicado na revista Frontiers in Human Neuroscience intitulado “Predicting the unpredictable: critical analysis and practical implications of predictive anticipatory activity” (Prevendo o imprevisível: análise crítica e implicações práticas da atividade antecipativa preditiva) examinou uma série de experimentos sobre esse fenômeno que foram realizados por vários laboratórios diferentes. Essas experiências indicam que o corpo humano pode realmente detectar estímulos entregues aleatoriamente que ocorrem com 1 a 10 segundos de antecedência. Em outras palavras, o corpo humano parece conhecer um evento e reage ao evento antes que ele ocorra. O que ocorre no corpo humano antes desses eventos são alterações fisiológicas medidas em relação à cardiopulmonar, à pele e ao sistema nervoso.
Alguns anos atrás, o cientista chefe do Instituto de Ciências Noéticas, Dr. Dean Radin, visitou os cientistas do HearthMath Institute e compartilhou os resultados de um de seus estudos. Radin também é um dos vários cientistas que criaram o artigo acima. Esses estudos, como mencionado acima, acompanharam o sistema nervoso autônomo, alterações fisiológicas etc.
Cientistas do HeartMath Institute (HMI) adicionaram mais protocolos, incluindo a medição das ondas cerebrais dos participantes (EEG), a atividade elétrica de seus corações (ECG) e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC).
Como o HMI explica:
Vinte e seis adultos com experiência no uso de técnicas HeartMath e que pudessem manter um estado cardíaco coerente completaram duas rodadas de protocolos de estudo com aproximadamente duas semanas de intervalo. Metade dos participantes completou os protocolos após atingir intencionalmente um estado cardíaco coerente por 10 minutos. A outra metade concluiu os mesmos procedimentos sem primeiro obter coerência cardíaca. Depois, eles reverteram o processo para a segunda rodada de monitoramento, com o primeiro grupo não se tornando coerente com o coração antes de concluir os protocolos e o segundo grupo se tornando coerente com o coração antes. O objetivo era testar se a coerência cardíaca afetava os resultados do experimento.
Os participantes foram informados de que o objetivo do estudo era testar as reações de estresse e desconheciam seu objetivo real. (Essa prática atende aos padrões do conselho de revisão institucional.) Cada participante sentou-se em um computador e recebeu instruções para clicar com o mouse quando estivesse pronto para começar.
A tela ficou em branco por seis segundos. Os dados fisiológicos do participante foram registrados por um programa de software especial e, uma a uma, uma série de 45 imagens foi exibida na tela. Cada imagem, exibida por 3 segundos, evocava uma forte reação emocional ou um estado calmo. Após cada foto, a tela ficou em branco por 10 segundos. Os participantes repetiram esse processo para todas as 45 fotos, das quais 30 evocavam uma resposta calma e 15 uma forte resposta emocional.

Os resultados

Os resultados do experimento foram fascinantes para dizer o mínimo. O cérebro e o coração dos participantes reagiram às informações sobre a qualidade emocional das fotos antes que o computador as exibisse (seleção aleatória). Isso significa que o coração e o cérebro estavam respondendo a eventos futuros. Os resultados indicaram que as respostas ocorreram, em média, 4,8 segundos antes do computador selecionar as imagens.

Como isso muda a mente?

Ainda mais profundo, talvez, foram os dados que mostram que o coração recebeu informações antes do cérebro.
Rollin McCraty Ph.D., explicou:
Isto é registrado pela primeira vez a partir do coração, então vai até o cérebro (córtex emocional e pré-frontal), onde podemos relacionar logicamente o que estamos intuindo e, finalmente, até o intestino (ou onde algo se mexe).
Outro estudo significativo (meta-análise) publicado no Journal of Parapsychology por Charles Honorton e Diane C. Ferrari em 1989 examinou uma série de estudos publicados entre 1935 e 1987. Os estudos envolveram tentativas individuais de prever “a identidade de estímulos alvo selecionados aleatoriamente em intervalos que variam de várias centenas de milhões de segundos a um ano após as reações dos indivíduos”. Esses autores investigaram mais de 300 estudos realizados por mais de 60 autores, usando aproximadamente 2 milhões de ensaios individuais por mais de 50.000 pessoas.

Foi concluído:
A análise dos experimentos de pré-reconhecimento confirma a existência de um efeito de pré-reconhecimento pequeno, mas altamente significativo. O efeito parece ser repetível; resultados significativos são relatados por 40 pesquisadores usando uma variedade de paradigmas metodológicos e populações de sujeitos. O efeito de precognição não é apenas um afastamento inexplicável de uma linha de base teórica do acaso, mas é um efeito que covaria com fatores conhecidos por influenciar aspectos mais familiares do desempenho humano.

O que isto significa?

Parece haver uma profunda preocupação de que todo o campo seja manchado pelo estudo de um fenômeno prejudicado por sua associação com superstição, espiritualismo e magia. Às vezes, proteger contra essa possibilidade parece mais importante do que incentivar a exploração científica ou proteger a liberdade acadêmica. Mas isto pode estar mudando.
– Cassandra Vieten, PhD e Presidente/CEO do Institute of Noetic Sciences
Vivemos um dia em que novas informações e evidências surgem constantemente, desafiando o que pensávamos ser real ou o que pensamos saber sobre nós mesmos como seres humanos. É melhor mantermos nossas mentes abertas. Talvez haja aspectos de nós mesmos e de nossa consciência que ainda precisam ser descobertos. Talvez se aprendermos e crescermos com esses estudos, eles possam nos ajudar a melhorar a nós mesmos e aos outros.

https://www.ovnihoje.com/2020/06/02/nossa-biologia-reage-a-eventos-antes-mesmo-de-acontecerem/

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Um terço das mulheres europeias herdou um gene neandertal favorável à fertilidade

Um terço das mulheres europeias herdou um gene neandertal favorável à fertilidade, sugere uma nova investigação levada a cabo por cientistas do Instituto Max Planck, na Alemanha, e do Instituto Karolinska, na Suécia.
Em causa está um recetor de progesterona dos neandertais, uma variante genética que o estudo associa ao aumento da fertilidade, a menos sangramentos durante as primeiras semanas da gravidez e a menos abortos, precisam os cientistas na nova investigação, cujos resultados foram esta semana publicados na revista Molecular Biology and Evolution.
“O recetor de progesterona é um exemplo de como as variantes genéticas favoráveis introduzidas nos humanos modernos pelo cruzamento com neandertais podem ter efeitos sobre as pessoas que vivem ainda hoje”, disse Hugo Zeberg, co-autor do estudo, que realizou a investigação com os colegas Janet Kelso e Svante Pääbo.
A análise dos dados de bio-bancos com mais de 450.000 participantes, incluindo 244.000 mulheres, mostram que quase uma em cada três mulheres na Europa herdou o recetor de progesterona dos neandertais. 29% carrega uma cópia deste recetor e 3% possui duas.
“A proporção de mulheres que herdaram esse gene é aproximadamente dez vezes maior do que a maioria das variantes genéticas de neandertal. Estas descobertas sugerem que a variante neandertal do recetor tem um efeito favorável na fertilidade”, concluiu Hugo Zeberg, citado em comunicado.
A progesterona, recorde-se, é uma hormona com um papel importante no ciclo menstrual, bem como durante a gravidez.

https://zap.aeiou.pt/um-terco-das-mulheres-europeias-herdaram-um-gene-neandertal-favoravel-fertilidade-326881

Cientistas podem ter descoberto onde vive o stress no cérebro humano

Onde é que os sentimentos negativos, como a pressão e a ansiedade, existem no nosso cérebro? Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, tentaram encontrar a resposta.
Estudos anteriores indicam que os sentimentos subjetivos ou emocionais do stress nem sempre estão relacionados com o stress fisiológico, sugerindo que as origens neurobiológicas podem estar noutro lugar do cérebro.
E, embora os laços do hipocampo com o stress tenham sido muito estudados, a natureza desse vínculo permanece incerta. Por isso, conta o site Science Alert, cientistas da Universidade de Yale, quiseram estudá-lo melhor.
A equipa juntou 60 adultos saudáveis e mostrou-lhes uma série de imagens altamente aversivas e ameaçadoras, com o intuito de produzir uma forma de stress (como raiva, nojo, medo e tristeza), alternadas com várias imagens neutras para ajudá-los a relaxar.
Durante o experimento, a atividade cerebral dos participantes foi medida através de ressonância magnética funcional (fMRI), e estes também tiveram de classificar o stress e a excitação que sentiram com cada conjunto de imagens.
Ao analisar os resultados, os investigadores descobriram que a maior atividade ligando o hipocampo ao hipotálamo, córtex para-hipocampal e giro temporal inferior correspondia aos participantes que se sentiam mais stressados.
Segundo os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista científica Nature Communications, isto foi um exemplo de uma rede positiva em termos do experimento, em que maior atividade equivale a maiores níveis de stress.
Por outro lado, a conectividade hipocampal com o córtex dorso-lateral pré-frontal, o giro pós-central e o cerebelo constituiu uma rede negativa, com maior atividade entre esses grupos, indicando que as pessoas estavam menos stressadas no experimento.
Deste ponto de vista, escreve o mesmo site, o nível geral de stress das pessoas é determinado por uma interação adaptativa da atividade entre essas duas redes, que se combinam para instigar e atenuar o stress que sentem.
“Apesar dos papéis distintos dessas redes, as nossas descobertas sugerem que os indivíduos envolveram redes positivas e negativas de forma adaptativa para atenuar sentimentos de stress”, explicam os cientistas no estudo.

https://zap.aeiou.pt/onde-vive-o-stress-no-cerebro-327113

Júpiter é tão grande que o nosso Sistema Solar quase teve dois sóis


Imagem de Júpiter captada pela sonda Juno da NASA.

O nosso Sistema Solar tem apenas uma estrela e uma série de planetas relativamente pequenos. No entanto, Júpiter esteve muito perto de se tornar o irmão mais pequeno do Sol.
Júpiter é, de longe, o maior planeta do Sistema Solar. Este corpo celeste é tão grande que esteve muito perto de se tornar uma estrela.
Segundo escreve o astrónomo Paul Sutter, num artigo assinado no Universe Today, se Júpiter fosse 20 vezes maior do que é, seria suficientemente pesado para que a pressão e a temperatura do núcleo fossem suficientemente altas para inflamar a fusão nuclear e dar início a um Júpiter “a caminho do estrelato”.
“O material que formou o nosso Sistema Solar uniu-se para formar os planetas, e a maior parte acabou em Júpiter, que sofreu um crescimento exponencial descontrolado.” O cientista explica ainda que, apesar de 20 vezes parecer muito, a verdade é que, no mundo da astronomia, “isso equivale a um amendoim”.
Se nosso Sistema Solar fosse um pouco diferente, Júpiter, o planeta gigante composto principalmente por hidrogénio, “teria acabado a ascender e a iluminar como e fosse um segundo Sol”.
Apesar de esse cenário não descartar, necessariamente, a formação de planetas, tornaria a vida na Terra muito mais improvável, uma vez que os planetas que orbitam em sistemas binários quase nunca atingem o ponto ideal de temperatura necessário para impedir a água de evaporar ou, pelo contrário, de congelar.
Por cá, na Terra, “agradecemos a Júpiter por ser tal como é”, remata Sutter.

https://zap.aeiou.pt/jupiter-sistema-solar-quase-dois-sois-326860

A atmosfera de Marte está a escapar para o Espaço e já se sabe quem é o culpado

Marte pode já ter sido um planeta habitável mas, ao longo de milhares de milhões de anos, a sua atmosfera escapou para o Espaço. Os cientistas mapearam as correntes elétricas na atmosfera marciana que podem ter sido responsáveis por deixar o gás “fugir” e encontraram o verdadeiro culpado.
Terraformação de Marte – O Universo Desconhecido
Usando a nave da NASA Mars Atmosphere and Volatile Evolution (MAVEN), uma equipa de cientistas mapeou os sistemas de corrente elétrica na atmosfera de Marte pela primeira vez, resultando em visualizações que ajudaram os cientistas a determinar o que estava a permitir que a atmosfera escapasse para o Espaço.
As descobertas, de acordo com o estudo publicado em maio na revista científica Nature Astronomy, sugerem que o vento solar que constantemente flui do Sol é a principal força motriz por trás da fuga atmosférica do Planeta Vermelho.
Os investigadores queriam descobrir quão essencial é um campo magnético para a regulação da atmosfera de um planeta. Marte não tem campo magnético. Em vez disso, partículas carregadas libertadas da atmosfera superior do Sol, conhecidas como vento solar, interagem com a atmosfera de Marte e criam uma magnetosfera induzida – a área do espaço que circunda um planeta.
Os cientistas mapearam as correntes elétricas em torno de Marte. As correntes elétricas cobrem o lado do dia do planeta e fluem para a noite. Essas voltas de correntes elétricas conectam a atmosfera superior de Marte e a sua magnetosfera induzida pelo vento solar.
À medida que os iões e eletrões do vento solar colidem com o campo magnético induzido, são forçados a separar-se devido à sua carga elétrica oposta, com alguns iões a fluir numa direção e outros eletrões noutra. Isso resulta na formação das correntes elétricas em torno de Marte.
Enquanto isso, raios-x e radiação ultravioleta emitida pelo Sol estão constantemente a ionizar áreas da atmosfera superior de Marte, fazendo com que seja capaz de conduzir eletricidade. Esse processo é essencialmente responsável pela fuga atmosférica de Marte.
As correntes transformam a energia do vento solar em campos magnéticos e elétricos que aceleram as partículas carregadas da atmosfera de Marte, o que faz com que a atmosfera do planeta escape para o Espaço.
“Essas correntes desempenham um papel fundamental na perda atmosférica que transformou Marte de um mundo que poderia ter sustentado a vida num deserto inóspito”, disse Robin Ramstad, físico experimental da Universidade do Coloradoe principal autor do estudo, em comunicado.
Sem um campo magnético, Marte está a perder a sua atmosfera há milhares de milhões de anos e a transformar-se num deserto frio e seco.

https://zap.aeiou.pt/atmosfera-marte-escapar-espaco-326872

Missão da Space X acoplou com sucesso - Astronautas da NASA já chegaram à EEI

A cápsula Dragon que transporta os astronautas da agência espacial norte-americana (NASA) já acoplou à Estação Espacial Internacional, após terem partido no primeiro voo privado rumo ao espaço, neste sábado.
Foi às 15:17 (hora de Lisboa) que a cápsula Dragon, da empresa SpaceX do multimilionário Elon Musk, começou a acoplagem à Estação Espacial Internacional (EEI), enquanto sobrevoava uma área de fronteira entre a Mongólia e China.
A acoplagem ficou completa às 15:30. Depois da acoplagem, os astronautas norte-americanos Doug Hurley e Bob Behnken vão ainda demorar cerca de duas horas e 15 minutos a abandonar a cápsula e entrar na EEI.
““Tem sido uma verdadeira honra poder ser uma pequena parte deste empreendimento de nove anos desde a última vez que uma nave dos Estados Unidos acoplou com a EEI”, disse Doug Hurley pouco depois de acoplar na EEI, citado pelo portal Business Insider.
O lançamento estava inicialmente previsto para esta quarta-feira, mas as condições meteorológicas acabaram por adiar o evento para este sábado.
Este foi voo histórico, marcando momento importantes quer para a NASA quer para a empresa privada Space X do multimilionário Elon Musk. A Space X fez o seu primeiro voo tripulado, ao passo que a NASA marcou o fim do contrato dos Estados Unidos com a Rússia para fazer o transporte dos seus astronautas até à estação orbital.
A NASA contratou a SpaceX e a Boeing, em 2014, ao abrigo de contratos que totalizam sete mil milhões de dólares. Ambas as empresas lançaram as suas cápsulas de tripulação no ano passado com manequins de teste. O SpaceX’s Dragon cumpriu todos os seus objetivos, enquanto a cápsula Starliner, da Boeing, acabou na órbita errada e quase foi destruída devido a múltiplos erros de software.
Como resultado, o primeiro voo do Starliner com astronautas não é esperado até ao próximo ano. Desde que retirou o vaivém espacial em 2011, a agência espacial norte-americana tem confiado nas naves espaciais russas, lançadas do Cazaquistão, para levar os astronautas americanos de e para a estação espacial.

https://zap.aeiou.pt/missao-da-space-x-acoplou-sucesso-327491

Plataforma flutuante extrai energia das ondas, do vento e do Sol

A empresa alemã Sinn Power criou uma plataforma marítima flutuante capaz de gerar energia renovável a partir de ondas, vento e energia solar.
A plataforma híbrida combina turbinas eólicas, painéis solares e coletores de energia das ondas para gerar eletricidade. A inovação foi concebida como um sistema modular que pode ser especificado ou usar todos estes recursos, dependendo do local onde é implementada e das suas necessidades energéticas.
“O design modular tem sido um elemento-chave desde que começamos a desenvolver tecnologias marítimas que permitem flexibilidade e uma ampla variedade de aplicações”, disse à Forbes Philipp Sinn, CEO da SINN Power. “A plataforma flutuante pode fornecer energia renovável para ilhas em todo o mundo e contribuir para a implementação mundial de parques eólicos offshore.”
Projetada para lidar com ondas de até seis metros de altura, a plataforma consegue extrair energia de ondas de até dois metros sem que se mova muito, graças a uma série de flutuadores que movem hastes de três metros em resposta à atividade das ondas.
Segundo o New Atlas, cada unidade flutuante é composta por quatro conversores de energia das ondas integrados e consegue gerar até 24 kW em condições ideais. Em cada ponto da junção é possível colocar turbinas eólicas de 6 kWp e cobrir toda a superfície com painéis solares.
“Com esta estratégia, queremos aumentar o volume, diminuir a prática e mostrar que a energia das ondas é realmente atraente em comparação com a a energia solar”, disse o responsável.
A plataforma usa sensores elétricos com classificação IP68 que transmitem dados para os centros de diagnóstico, o que ajuda a detetar anomalias.
A empresa alemã está a lançar esta solução para resorts obterem energia renovável. A durabilidade é, no entanto, o calcanhar de Aquiles desta plataforma, já que o mar pode ser um parceiro comercial muito traiçoeiro, tanto pela sua imprevisibilidade, como pelo facto de ser altamente corrosivo.

https://zap.aeiou.pt/plataforma-flutuante-ondas-vento-sol-326654

Astrónomos descobrem uma galáxia distante que não deveria existir !

Os astrônomos descobriram uma galáxia em forma de disco rotativo distante, que é incrivelmente única e nem deveria existir.

Foto meramente ilustrativa de uma galáxia.
Localizada a cerca de 12,3 bilhões de anos-luz da Terra, a DLA0817g (ou o Disco Wolfe) parecia ser uma galáxia em forma de disco normal que gira a uma velocidade de aproximadamente 273 km/s. Ela mede aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro e cerca de 70 a 80 bilhões de sóis podem caber nela.
No entanto, estudos determinaram que ela foi formada vários bilhões de anos antes do que se acreditava anteriormente – ao mesmo tempo em que outras galáxias como a nossa Via Láctea estavam passando por violentas fusões.
Há muito se pensava que as galáxias tomaram sua forma ao longo de bilhões de anos, mas o Disco Wolfe contradiz essa teoria. Muitas das galáxias do universo têm uma forma de disco em rotação rápida que só se formaram cerca de seis bilhões de anos após o Big Bang. No entanto, a forma do Disco Wolfe se formou apenas 1,5 bilhão de anos após o Big Bang – 4,5 bilhões de anos antes do que se pensava ser possível.
Marcel Neeleman, que é o principal autor do estudo (que pode ser lido aqui – em inglês), explicou isso ainda mais:
A maioria das galáxias que encontramos no início do universo parecem destroços de trem porque foram submetidas a uma fusão consistente e muitas vezes ‘violenta. Essas fusões a quente dificultam a formação de discos rotativos a frio bem ordenados, como observamos em nosso universo atual.
O co-autor J. Xavier Prochaska comentou:
Acreditamos que o Disco Wolfe cresceu principalmente através do acúmulo constante de gás frio.
Ainda assim, uma das questões que resta é como montar uma massa de gás tão grande. Mantendo um disco rotativo relativamente estável.
Os pesquisadores descobriram o Disco Wolfe pela primeira vez em 2017, quando estudavam um quasar, e notaram que parte de sua luz estava sendo absorvida quando viajava através de um envelope de gás hidrogênio na galáxia. Nesse ponto, eles usaram o observatório de rádio ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array) para determinar a velocidade com que o disco da galáxia estava girando.
 
Neeleman explicou:
O fato de termos encontrado o Disco Wolfe usando esse método nos diz que ele pertence à população normal de galáxias presentes nos primeiros tempos. Quando nossas mais recentes observações com o ALMA mostraram surpreendentemente que ela está girando, percebemos que as galáxias em disco rotativo inicial não são tão raras quanto pensávamos e que deve haver muitas mais por aí.
Além disso, eles usaram o Karl G. Jansky Very Large Array (VLA) da National Science Foundation e o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA para estudar a galáxia e descobriram que, há 12,3 bilhões de anos, as estrelas estavam sendo formadas a uma taxa excepcional – mais de dez vezes superior à nossa própria galáxia Via Láctea. Essa descoberta excepcional sugere que o Disco Wolfe era “uma das galáxias de disco mais produtivas do universo primitivo”.

https://www.ovnihoje.com/2020/06/01/astronomos-descobrem-uma-galaxia-distante-que-nao-deveria-existir/

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