sábado, 7 de março de 2015

As baratas podem salvar vidas

O pesadelo de muitos pode ser, em breve, uma realidade capaz de salvar vidas. Quem, em caso de acidente, gostava de ver uma barata a aproximar-se? Pois na ‘mochila’ do inseto pode estar o socorro mais rápido, dada a capacidade das baratas para contornarem obstáculos.

Calma, não precisa de ir buscar a vassoura: estas baratas são ‘controladas’ por via remota. Embora a maioria das pessoas prefira distância destes insetos, a verdade é que as baratas podem salvar vidas, em especial quando há acidentes ou desastres naturais que impliquem vasculhar destroços em busca de sobreviventes.
 
Neste tipo de incidentes, a principal dificuldade dos socorristas é conseguir mover-se por entre os escombros, com o perigo de fazer mover destroços e provocar o esmagamento de quem se procura ou tenta socorrer.
 
Para os investigadores da Universidade do Texas A&M (EUA), a resposta estaria num animal: mas qual? Teria de ser pequeno, rápido, ágil, controlável e adaptável aos cenários mais adversos, mas nenhum animal preenchia todos estes requisitos.

Até que Hong Liang se lembrou de um inseto capaz de resistir à radiação nuclear: a barata. Mas criar um robô não era solução, teria de se controlar o inseto, explicou: “Os sistemas robóticos híbridos têm grandes vantagens sobre os robôs com engenharia convencional. Os sistemas híbridos permitem usar animais de pequena dimensão, com um sistema sensorial eficiente e capazes de responder em diversos ambientes”.
 
Mas como ‘domesticar’ as baratas para que atuassem como socorristas? Neste ponto, a resposta estava num estudo, feito por investigadores da Universidade da Carolina do Norte, sobre o ‘controlo’ destes insetos através do som. A equipa de Hong Liang criou uma pequena ‘mochila’ que estimula a barata a seguir determinadas instruções.
 
As ‘baratas robotizadas’ ainda não são o presente, como admitiu Hong Liang: “Os resultados dos testes mostraram que é fundamental um esquema de controlo mais consistente. O atual sistema implica que o operador tenha um ‘feeback’ visual para saber quais os comandos a enviar à barata. Este método implica que o operador necessite de grande experiência e de um contacto visual em permanência”.
 
Para que as ‘baratas socorristas’ sejam uma realidade, é necessário que a ‘mochila’ inclua muitos acessórios, como câmeras, microfones e outros equipamentos sensoriais. O problema está na dimensão e no peso destes aparelhos, até para que a barata se consiga mexer e procurar quem ficou preso debaixo dos escombros.
 
                          

Fonte: http://www.ptjornal.com/tecnologia/2015/03/05/video-as-baratas-podem-salvar-vidas.html
 

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