terça-feira, 17 de março de 2015

Identificado mecanismo que relaciona diminuição de calorias com atraso no envelhecimento

Investigadores portugueses identificam mecanismo no organismo que ajuda a explicar porque a diminuição de ingestão de calorias atrasa o envelhecimento e acreditam que esta poderá vir a ser uma estratégia para retardar processo de envelhecimento.

O estudo publicado na edição de 16 de março, da revista científica Procedings of National Academy of Sciences (PNAS) foi desenvolvido por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), da Universidade de Coimbra (UC) e revela um novo mecanismo que ajuda a explicar porque a diminuição de calorias atrasa o envelhecimento. 

A relação entre as calorias e o envelhecimento não é uma novidade para os cientistas, mas até agora desconhecem-se os mecanismos que norteiam esta relação. 

Agora, os investigadores da UC demonstram que a redução de calorias aumenta uma molécula denominada de neuropeptídeo Y (NPY) que é responsável pela autofagia, ou seja, um processo de desenvolvimento da célula que provoca sua própria autodestruição ou por outras palavras a ‘reciclagem das células’. 

Ao longo de três anos, os investigadores portugueses usaram células in vitro e ratinhos para estudar a autofagia em neurónios do hipotálamo, uma região do cerebro responsável pelo envelhecimento do corpo. 

Os resultados indicam que reduzir a ingestão de calorias entre 20% e 40% mantendo a ingestão de outros nutrientes atrasa o envelhecimento porque aumenta a produção da NPY, que por sua vez estimula a reciclagem celular no hipotálamo. 

Cláudia Cavadas, investigadora que liderou o estudo explica que este «mostra, pela primeira vez, que o NPY no hipotálamo é um elemento fundamental para que ocorra um aumento da autofagia induzida pela restrição calórica».

Resultados que levam os cientistas a acreditar que a modulação dos níveis de NPY poderá ser «considerada uma potencial estratégia para produzir efeitos protetores contra danos no hipotálamo associados com a idade e para atrasar o envelhecimento», escrevem os investigadores no artigo publicado no PNAS. 

Fonte: http://www.tvciencia.pt/tvcnot/pagnot/tvcnot03.asp?codpub=37&codnot=57

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